Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

?!


Quem disse que Carlos Azenha não ia ser útil ao Benfica? Gostaria que Bruno Carvalho aparecesse agora a tentar justificar a possível vinda de Azenha para o Benfica. Como é que um treinador que tem a sua equipa a ser humilhada se esconde no banco? É um rato.

Quanto ao jogo, não há muito a dizer. Do primeiro ao último minuto só deu Benfica. Benfica, Benfica, Benfica. Golos de Cardozo (hat-trick), Javi Garcia, Ramires, Aimar, Luisão e Nuno Gomes. Uma exibição de luxo, a fazer lembrar outros tempos. Tempos em que eu nem sequer era nascido. Tempos que só ouvi pelas histórias que me contam. Só de pensar que todos os domingos era assim...

O Benfica fez uma exibição histórica, com grande destaque para Ramires, Saviola, Di Maria, Cardozo, podia estar aqui a escrever o nome deles todos. Mas é importante que não nos deixemos iludir: o Setúbal é, de longe, a equipa mais fraca desta Liga. São jogadores miseráveis. Até Rúben Lima me desiludiu imenso.

Mas o que interessa são os 3 pontos e a dose de confiança que a equipa leva, especialmente depois do desaire em Poltava. É isto, em especial, este ambiente, que queremos ver na Luz. Isto foi P-E-R-F-E-I-T-O.

deslumbrante desfiar ....



"...heróis fomos todos os que, no campo ou fora dele, trabalharam em prol do clube, em situações difíceis tantas vezes, fazendo chegar o nome do Benfica e de Portugal aos quatro cantos do Mundo..."

Eusébio da Silva Ferreira


Podemos ler de entrada, ao som do nosso hino ' Ser Benfiquista ', as palavras do Rei Eusébio que sintetizam tudo aquilo que TODOS podemos e DEVEMOS dar ao nosso Sport Lisboa e Benfica. Estando lá, SEMPRE, com o Benfica na mente e no coração. Dando tudo e sempre ao Clube. Pedindo apenas em troca que ele mantenha a GRANDEZA que o torna inigualável.

Navego na net, em busca de coisas escritas acerca do mundo do Benfiquismo e dou de caras com este site ... http://www.slbcamisolasoriginais.com/

Passeio com vagar por lá e ... arrepio-me!! Com a história ali descrita e VIVIDA, com dados rigorosos e imagens de sonho de toda uma vida minha. E vejo uma colecção de Camisolas Originais, de Mantos Sagrados utilizados em campo, em momentos épicos e de história. E agradeço a quem devotou o seu tempo a guardar um imparável conjunto de Mantos, a quem nos traz com rigor a história que marca as nossas vidas. O site é um espanto, coisa a não perder.

Acredito que tamanha colecção tenha obrigado a uma dedicação de muitos anos. Espero que perante a sua enormidade, o Clube entenda que vale a pena vê-la como um Museu do ' suor e lágrimas ' que os nossos jogadores deixaram em campo para alimentar a nossa grandeza.

Contribuí um dia para a aumentar. Tinha uma camisola utilizada por um jogador, que me fôra oferecida no final de um jogo. Era a do João Pinto, a quem ainda hoje estou grato pelo muito que deu ao Benfica enquanto o serviu. Guardava religiosamente essa Camisola, religiosamente mesmo acreditem. Perante a possibilidade de lhe dar a vida que merecia, ofereci-a para esta colecção. Nunca me arrependi, a camisola foi para uma casa que a merece e trata bem entre iguais. Com um lugar na história.

Sei que ainda por lá não existe o Manto Sagrado mais Sagrado. A camisola do Rei ... cujas palavras abrem aquele site. Talvez um dia o Rei resolva isso. Saiba ele entender que talvez não haja lugar mais natural para guardar um Manto seu que este genuíno Museu ...

Não percam uma visita ao site. Vale a pena. é BENFIQUISMO !!!

Domingo, 30 de Agosto de 2009

Futsal


Terminando esta espécie de périplo pelas modalidades, hoje falo daquela que mais alegrias deu aos benfiquistas: o futsal. Há três anos a esta parte tem sido assim: títulos, títulos e mais títulos. E mais uma vez não foi nada fácil.

Beto Aranha, treinador de créditos firmados na modalidade e que tinha substituído Adil Amarante a meio da época transacta, acabou por sair fruto de divergências com os jogadores. Diz-se que um grupo de elementos entre os quais se incluiam Arnaldo, Zé Maria, Pedro Costa e André Lima, discordando veementemente das escolhas do treinador, acabou por montar a equipa para o jogo decisivo da final. Verdade ou boato, acho difícil que se saiba...

Na nova época o clube reforçou-se com um ex-jogador, Pedrinho, regressado de Espanha, David, Anilton e, penso que também podemos considerar o regresso após prolongada lesão, de Rogério Vilela, como um reofrço, apesar de apresentar uma qualidade bem inferior à que o tornou famoso.

No entanto, e apesar de apresentar um fortíssimo plantel, o Benfica começou por perder a Supertaça para o eterno rival Sporting. Aliás, o início de campanha de André Lima como novo treinador foi marcado por alguma polémica, sendo que muita gente não acreditava nas capacidades do melhor jogador de sempre de futsal em Portugal, após uma sucessão de empates e derrotas que colocaram o Benfica num impensável 4º lugar. Mas como vem sendo apanágio das últimas épocas, o Benfica fez um final de campeonato brilhante, de trás para a frente, em que conseguiu 6 vitórias consecutivas, alcançando o primeiro lugar, tão importante para a decisão dos playoff.

Mas antes de irmos aos playoff, há que falar das outras duas competições em que o nosso clube esteve envolvido. Na Taça de Portugal, após eliminar o Sporting na 2ª eliminatória, o Benfica ficou com caminho livre para a final. Eliminou sucessivamente Fundão, Fundação, Mogadouro e Académica. Na final, frente ao Beleneneses, o Benfica venceu e convenceu, com um jogão de Zé Carlos, por 4-1.

Na UEFA Futsal Cup, disputada no Pavilhão da Luz, o Benfica encontrou fortes rivais, mas apenas um esteve à nossa altura, ou melhor, foram ligeiramente superiores até: o Interviú de Espanha, que acabou por nos eliminar na fase de grupos, numa competiçãpo onde brilhou o nosso Ricardinho.

Voltando, agora sim, aos playoff, o Benfica derrotou com relativa facilidade o Instituto nos quartos-de-final, para defrontar numas escaldantes meias-finais o rival Freixieiro, de Cardinal, o super-dragão, e companhia. Vitória muito suada em Matosinhos após grandes penalidades onde Zé Carlos voltou a brilhar e depois vitória pela margem mínima na Luz, onde os nossos jogadores tiveram de aliar a sua qualidade individual e colectiva a uma força mental enorme para suportar o anti-jogo do Freixo. A final estava garantida.

E eu estive lá! Primeiro jogo (à melhor de cinco) logo a seguir ao Benfica x FC Porto em juniores, e vitória por 6-2, numa exibição de gala dos nossos jogadores. Tudo bem encaminhado. Mas do primeiro para o segundo jogo tudo mudou. O Belenenses foi superior (apesar de ter tido ajuda da arbutragem) e venceu na Luz por 2-3, obrigando assim o Benfica a ganhar no infernal Acácio Rosa. Não foi à primeira (nova derrota por 3-2), foi à segunda num jogo de nervos, épico, histórico, um match point salvo com uma classe, categoria, inspiração e transmiparação: após estar a perder por 3-0 aos 6 minutos, André Lima pediu um desconto de tempo, reuniu as tropas, e, no resto do primeiro tempo, o Benfica voltou com uma atitude incrível, que permitiu empatar o jogo a 3. No segundo tempo, Ricardinho, senhor futsal, fez um goooooolão de livre que incendiou o Acácio Rosa e catapultou o Benfica para uma das maiores reviravoltas de sempe do Futsal Português. 3-6, resultado que parece ser feito para o Benfica, marcou essa tarde de futsal.

A final das finais: o bi-campeão Benfica defrontava o astuto e frio Belenenses do grande Alípio Matos, que não pôde contar com Jardel nem com Caio Japa em alguns jogos. Na Luz, o 5º e decisivo jogo foi de nervos. O Benfica terminou a primeira parte em vantagem por 2-0 mas cedeu 2 golos na segunda, acabando a final empatada, à semelhança do que sucedera no ano passado. Prolongamento. Aí, o Benfica, à semelhança do ano transacto, voltou a ser mais forte. Ricardinho, sempre ele, mas também Pedro Costa, foram fundamentais para esta vitória.

Tri-campeão. Nós só queremos o Benfica tri-campeão.

P.S. O prazo para inscrição na Liga Eterno Benfica (carregar no link) foi adiado em uma semana, expirando agora às 00:00 do dia 8 de Setembro. Quem já se inscreveu pode fazer alterações. Quem não se inscreveu, que se vá inscrever. Não custa nada.

Sábado, 29 de Agosto de 2009

De que é que estão à espera para o irem buscar #6


É esta a pergunta que eu faço. De que é que estão à espera para irem buscar o Rúben Micael? Estive para escrever este post ontem, que até seria mais oportuno que hoje, dado o facto de Felipe Menezes já ser jogador do nosso clube. Mas mesmo assim, aqui fica.

Rúben Micael é um jovem jogador de 23 anos que actua no Nacional da Madeira. Chegou à 1ª Liga no ano passado, proveniente do União da Madeira, onde fez a sua formação, e cedo deu nas vistas com alguns golos e excelentes exibições que colocaram os madeirenses na rota europeia. Marcou também ao Benfica naquele jogo de má memória para as nossas cores em que perdemos por 3x1, já no final do campeonato. Recordo que, em tempos idos, qualquer jogador que marcasse ao nosso clube poderia fazer as malas e apresentar-se junto ao Vale e Azevedo, que estava contratado. Mas isso eram outros tempos, felizmente.

Mas, contrariando as regras dessas contratações, Rúben Micael é mesmo bom jogador. Não engana. Joga e faz jogar. Eu diria que é uma espécie entre Rúben Amorim e Carlos Martins: mais ofensivo e com mais ideias que o primeiro, menos disparatado que o segundo. No Benfica, poderia jogar tanto como médio mais ofensivo ou, preferencialmente, como interior direito, ficando Aimar e Martins na posição "10", Ramires e Micael na de "8", recuando Amorim para trinco.

Mas hoje em dia, parece que o Benfica está mais interessado noutra política de contratações, nomeadamente aquela em que se colocam dezenas de brasileiros e outros sul-americanos no clube e se esquecem os bons valores portugueses, na maior parte das vezes mais baratos, face ao sobrevalorizado mercado sul-americano. Actualmente, são 16 os sul-americanos no nosso plantel!

Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, avaliou o jogador em 3 milhões de euros no final da época passada (informação que me foi dada no Ser Benfiquista). Penso que por 2,5 milhões mais Urreta por empréstimo o negócio ficaria feito. Por que não Rúben Micael?

P.S. Bettencourt já perguntou por ele.

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Investimento Nacional/ Investimento Estrangeiro

Ainda ontem, depois da derrota com o Poltava, Rui Costa, inquirido por um jornalista sobre se o plantel estaria fechado, responde de forma inconclusiva. As palavras do maestro pareciam indicar que poderia chegar um e apenas mais um reforço se e só se alguém (leia-se Yebda) saísse.

Pois bem, hoje, A Bola noticia a chegada do médio ofensivo Felipe Menezes para reforçar o nosso clube. Pergunto-me como é possível que o Benfica não se preocupa em contratar jogadores portugueses, que conhecem o nosso futebol e que não vão necessitar do "período de adaptação", preferindo sempre ir comprar ao mercado sul-americano, sobrevalorizado por estes dias.

Olho para o nosso campeonato e tenho pena que os dirigentes do Benfica não tenham olhado para muito jogador que constitui aposto mais que válida para jogar no nosso clube. E hoje não falo do Djalma. É sobre o Rúben Micael.

Sorteio Madrasto

O sorteio da Liga Europa não foi nada simpático para o Benfica. Reconheço que o nosso clube costuma ter sorte nos sorteios, pelo menos foi o que aconteceu nos últimos anos, mas desta vez essa mesma sorte não nos acompanhou.

Das equipas do Pote 2, queria evitar, se possível, Fenerbahçe, Galatasaray e Everton. Os mais desejáveis eram o Basel, Austria Wien e Kobenhavn. Azar o nosso, vamos defrontar os ingleses, que possuem um óptimo conjunto de jogadores, onde estão incluídos Tim Howard, Yobo, Fellaini e Saha, entre outros.

No Pote 3, equipas como Herta, AEK e Slavia Praha seriam de evitar. Entre os mais fracos encontrávamos Hapoel Tel-Aviv, Dínamo Zagreb e Levski. O nosso adversário vem da Grécia, e é precisamente o AEK, onde militam os nossos conhecidos Geraldo e Manduca (ambos ex-Benfica).

No Pote 4, os evitáveis seriam Génova, Toulouse e Cluj. As minhas preferências recaíam sobre Ventspils, Sheriff e Rapid Wien. O Red Bull Salzburgo é, para mim uma incógnita, e nem sei se seria dos mais difíceis ou não. Mas o nosso adversário é o BATE Borisov, da Bielorússia, que no ano passado esteve num grupo da Champions League juntamente com Real Madrid, Juventus e Zenit, sendo que empatou duas vezes com os italianos e uma na Rússia.

Notas ainda para o bom sorteio que o Sporting (tem obrigação de passar o Ventspils, Heerenveen, e o Herta, talvez o adversário mais difícil) e Nacional, cujo sorteio acabou por nem ser assim tão mau para quem estava no Pote 4 (Werder Bremen, Athletic e Austria Wien).

Eis os 12 grupos:

Os mais fortes parecem ser o B, F e I. Os mais fracos são o A e D.

Segundo percebi, este ano os horários dos jogos e as datas dos mesmos também serão diferentes: os jogos serão sempre às 5ªs feiras, excepto nas duas últimas jornadas, que se jogam à 4ª e 5ª. Quanto aos horários, também serão diferentes: 18h00 e 20h05 de Portugal Continental, sendo que o primeiro horário é para grupos de duas cores (vermelho e verde, penso eu), e o segundo horário será para os grupos azuis e amarelos, mas ainda tenho de confirmar esta informação.

Prata + Prata = Ouro ?


A judoca Telma Monteiro e o especialista em triplo-salto Nelson Évora, ambos atletas do Benfica, venceram, nas suas modalidades, a medalha de prata, nos campeonatos do Mundo que decorreram nestes últimos dias.

Telma Monteiro, em Roterdão, passou facilmente os oitavos e quartos de final, tendo defrontado uma judoca azeri nas meias-finais, num combate épico. Na final, frente à francesa Ribout, foi penalizada duas vezes, por dois falsos ataques, sendo que um deles, o segundo, foi mal assinalado, enquanto a adversária também foi admoestada por apenas um vez, devido a falta de ataques.

Já Nelson Évora, nos Campeonatos do Mundo em Berlim, qualificou-se facilmente patra a final, que chegou a liderar, mas foi ultrapassado por Philip Idowu, atleta da Grã-Bretanha, que acabou por conquistar o ouro, ele que tinha sido batido por Évora nos Jogos Olímpicos em Pequim.

Actuação muito positiva dos atletas portugueses, nomeadamente dos do Benfica, os únicos que voltaram com medalhas. Referência ainda para a sportinguista Naíde Gomes, que voltou a desiludir no salto em comprimento, mostrando novamente que o problema não está na capacidade física, mas sim psicológica e ainda nota para Marisa Barros, do Açoreana Seguros, sexta classificada na maratona feminina, com um tempo que daria para vencer 6 das 12 maratonas dos Campeonatos do Mundo. Notável, especialmente para quem se dedica à modalidade há apenas dois anos.

Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Venha a fase de grupos


Vitória confortável por 4-0 na Luz, viagem de quase dez horas até Poltava, ausência de muitos habituais titulares e natural descompressão por tudo o que acabei de mencionar foram os responsáveis pela derrota de hoje do Benfica na Ucrânia. Percebo, mas não podemos aceitar este resultado.

Ao contrário do que a comunicação social e, nomeadamente, os nossos rivais em Portugal tentaram passar, o Vorskla não é um conjunto de amigos que se reúne aos domingos para jogar à bola. Não. Apesar de este ano estarem em 11º do campeonato ucraniano (mas também só estão decorridas 5 jornadas), no ano passado terminaram em 5º, vencendo a Taça. Para que fique claro, em termos de ranking, os ucranianos estão à frente de Portugal: estão no 7º posto, tendo realizado mais pontos que qualquer outro país na época passada, enquanto Portugal está em 10º. Isto não faz do Poltava um adversário temível, mas, em Portugal, estão ao nível de um 8º ou 9º lugar. Ou até mais.

Quanto ao jogo jogado, propriamente dito, não há muito a dizer. O Benfica fez uma boa primeira parte atendendo às condicionantes, mas, com o passar do segundo tempo, foi notório um desinteresse pelo jogo e, em especial, pelo resultado. Após o segundo golo, os jogadores não se mostraram muito interessados em lutar pelo empate. Estava passada a eliminatória, não valia a pena esforçar. Não gosto, mas, no futebol de hoje em dia, com viagens cada vez mais a leste, para depois voltar à Liga para ter um desgaste físico e psicológico com os autocarros que vão ser montados no relvado da Luz, enfim, até percebo. Mas não posso aceitar.

Em termos individuais:

Moreira (5) - infeliz e culpado no primeiro golo. Acontece a todos os guarda-redes. Fora isso, nada a assinalar.
Luís Filipe (6) - discreto, simples, ainda precisa de exorcizar alguns fantasmas da sua primeira passagem pelo clube. Não é um grande jogador, mas, com um milagre de Jesus (o Jorge, claro), pode servir para disfarçar a ausência de Maxi Pereira.
Luisão (6) - discreto, como Luís Filipe e como toda a equipa, procuro envolver-se numa jogada ofensiva com bola pelo chão (que raridade!).
Sidnei (6) - discreto, que é para não destoar dos companheiros.
David Luiz (5) - grande central, desastroso defesa-esquerdo. Certinho a defender, mas é batido em velocidade na lateral com demasiada facilidade.
Javi Garcia (6) - gostei, mas não era jogo em que pudesse mostrar muito mais.
Ramires (6) - melhor que os outros elementos que tiveram nota 6, mas não dá para 7. Vai ser saco de pancada dos adversários durante toda a época.
Fábio Coentrão (6) - tentou levar perigo nas bolas paradas, mas os cruzmentos não saíram tão bem como nos últimos jogos. Esforçado, mas sem resultados práticos.
César Peixoto (7) - Não é número 10, pelo menos não no estilo de Aimar, mas hoje esteve em bom plano. Penso que será bem útil a defesa-esquerdo.
Nuno Gomes (6) - não entendi a sua saída ao intervalo. As tabelinhas estavam a sair bem e penso que poderia ter sido útil na 2ª parte.
Keirrison (6) - falhou, aos 20 minutos, uma daquelas oportunidades que não poderá falhar. Está em fase de adaptação, mas revela pormenores interessantes.
Saviola (7) - mexeu com o ataque do Benfica. Marcou um bom golo pese embora dúvidas na sua posição do lance do golo. Sabe desmarcar-se bem nas bolas paradas, apesar da baixa estatura.
Di Maria (5) - não poderia ter feito mais.
Rúben Amorim (4) - sem tempo para se mostrar.

P.S. Yebda nem no banco se sentou. Isto significa que poderá estar de saída. Virá alguém para o seu lugar?

Repitam todos comigo:





O David Luiz não pode jogar a defesa-esquerdo. Jamais!

Mais logo, em Poltava...

O Benfica, como disse num post há uns dias atrás, tem já pé e meio na fase de grupos da Liga Europa. Uma vitória por 4-0 é mais que suficiente para passar. No entanto, não há que esperar facilidades, nem há, muito menos, hipótese de um jogador que seja entrar em campo relaxado. Imaginem que, tal como aconteceu há uns anos em Trondheim, frente ao Rosenborg, que o Benfica sofre dois golos nos primeiros 15 minutos. Como reage a equipa? Como reage o treinador? Por isto mesmo, e apesar de pensar que a eliminatória não está ganha, é preciso entrar com seriedade para evitar surpresas desagradáveis. Tenho um palpite que isto hoje... mas vamos lá ver.

O meu onze para hoje: Moreira, Miguel Vítor, Luisão, Sidnei, César Peixoto; Javi Garcia, Yebda, Luís Filipe e Fábio Coentrão; Nuno Gomes e Keirrison.

Morreu há 28 anos


Contra o Benfica, todos valem, ou fazem por valer, o dobro daquilo que efectivamente valem. É uma guerra santa. Só quem está lá dentro do Benfica é que pode saber o que é a mística. Eu, antes, já tinha ouvido falar na mística. Mas encolhia os ombros. Não sabia o que era. Francamente, até pensava que não fosse nada, que não passasse de uma simples e vã palavra. Agora, porém, que a conheci, senti e vivi, afirmo-lhe que ela existe. Não há nenhum clube do Mundo que possua mística igual à do Benfica. E é este, afinal, um dos grandes segredos dos seus êxitos e da sua força. Tentarei explicar algumas das suas manifestações exteriores mais palpáveis. Veja, por exemplo, a sua massa associativa. Chove? Está frio? Faz calor? Que importa? Nem que o jogo seja no fim do Mundo, entre as neves da serra ou no meio das chamas do Inferno, por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica, atrás da sua equipa. Grande, incomparável, extraordinária massa associativa! Nunca encontrei jogadores que sentissem tanto a camisola como os do Benfica. Mesmo que não sejam tecnicamente famosos, tornam-se futebolistas assombrosos e temíveis. É a mística do Benfica.


Bela Guttmann

Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Fábio Coentrão

Assinou contrato com o Benfica em Março de 2007, após cobiça do Sporting Clube de Portugal, o que valeu notícias atrás de notícias e capas de jornal, até. Na altura, já tinha ouvido falar do Fábio, apesar de nunca o ter visto jogar. Diziam-se maravilhas do rapaz: pé esquerdo fabuloso, rapidíssimo com bola, dono de um talento invulgar para a sua idade. Em Vila do Conde todos o conheciam, mas Fábio queria certamente mais projecção, até pela vida difícil que sempre teve. E o salto para a Luz deu-se com naturalidade.

Com naturalidade, mas, se calhar, demasiado cedo. Foi com Fernando Santos ao leme que se estreou em competições oficiais pelo Benfica, juntamente com uma equipa totalmente renovada (para bem pior), frente ao FC Copenhaga, na 3ª pré-eliminatória da Champions League, no Estádio da Luz. Entrou ao intervalo e actuou 45 minutos, de forma discreta. Na Liga, estreou-se na 1ª jornada, por sinal, o último jogo de Fernando Santos no clube, no empate com o Leixões. A mudança de treinador, a inexperiência e a falta de capacidade de ser decisivo num Benfica fracturado foram determinantes para o discreto desempenho do jovem Fábio, pelo que, nessa mesma época, foi emprestado ao Nacional da Madeira.

Meia temporada na Madeira serviu para conseguir jogar com maior regularidade: actuou nos 15 jogos do Nacional na segunda volta do campeonato, mas há um dia que não esquecerá. Aquele em que, no Estádio do Dragão, fez dois dos três golos com que a sua equipa abateu o já campeão. Exibição memorável de Fábio, ele que voltaria a ser feliz naquele lugar, defendendo uma camisola no corpo, mas, e a avaliar pelos festejos, outra no coração.

Assim seria. Mas o regresso ao Benfica estava nos horizontes de Coentrão. No início da época 2008/2009, com Quique Flores ao leme, o extremo de Caxinas tenta nova integração no plantel encarnado. Mais uma vez, sem sucesso. Ruma à vizinha Espanha, onde reforça o Saragoça, apesar da cobiça do Feyenoord de Roterdão, candidato à subida. Em Espanha, principalmente por culpa própria, como também deu a entender, deu-se mal. Jogou, salvo erro, por uma única ocasião. Nesta fase da sua carreira, cheguei a duvidar que consiguesse dar a volta por cima. Mas, apoiado pela direcção, decide voltar à "casa de partida": Vila do Conde, onde é peça fundamental para assegurar a manutenção da equipa da sua terra na 1ª Liga. Um final de época em grande, com mais um golaço no Dragão, fizeram com que os responsáveis encarnados (e Jorge Jesus), se apercebessem que havia ali diamante a lapidar. E depressa!

Foi assim o percurso de Coentrão até regressar à Luz esta época. Nestes últimos meses, prometeu trabalho, assumiu os erros do passado, nomeadamente Saragoça, onde afirma que a fama lhe subiu à cabeça, mas dizendo que, ao mesmo tempo, pôde aprender muito com isso. Entrou, e, parece estar de maneira diferente no futebol, tal como revela a entrevista dada a um jornal desportivo recentemente. Está irreconhecível: mais confiante, mais rápido, mais decisivo (três assistências em outros tantos jogos), mais forte muscularmente (se bem que ainda precise de melhorar mais este campo), mais forte no jogo aéreo, mais inteligente, mais adulto e, sobretudo, algo que na minha opinião é fundamental: finalmente deixou de se virar constantemente para a linha lateral, ficando de costas para o jogo. As diferenças estão à vista. Este jogador que, muitos como eu, chegaram a duvidar que pudesse voltar em grande está aí. Mais profissional. Quem ganha, somos todos.

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

ATENÇÃO

Sobre o penalty falhado por Cardozo



Ok, Cardozo falhou mais um penalty. Até aqui tudo bem, quer dizer, mal, mas sem graves consequências. Agora, quererem que seja outro jogador a assumir a tarefa? Terei ouvido bem? Então por falhar dois em três deixa de ser o melhor? Reparem, Cardozo marcou, nas duas últimas épocas 9 em 9 possíveis. E é o Cardozo! O melhor que temos. Indiscutivelmente. Com força e colocação. Falhou? Pois foi, mas também Baggio, Maradona, Platini, Figo, Zidane, Simão, e Polga, entre outros grandes jogadores, falharam.

Por exemplo, no Sporting, Liedson, Postiga, Veloso, Moutinho, Romagnoli, Polga, Abel, Rochemback, Ronny, Tonel já falharam grandes penalidades, sem contar com outros jogadores que fizeram o mesmo na era Paulo Bento (Beto, Sá Pinto, Derlei). Qualquer dia, em Alvalade, ninguém podia marcar penalties. Ainda vinha o Paulinho...

Domingo, 23 de Agosto de 2009

Aí está o nosso "Levezinho"

Perante um estádio D. Afonso Henriques praticamente lotado, com um público a criar um ambiente absolutamente fantástico, o Benfica arrancou uma vitória "a ferros" num dos redutos mais complicados da Liga Sagres. Sem a magia e o bom futebol que nos acostumou nas últimas semanas, o Benfica de hoje foi diferente. Mas também como diz Jorge Jesus, "não podemos massacrar sempre". É verdade.

Talvez por saber dessa capacidade massacradora, Nelo Vingada, ex-treinador adjunto do Benfica, e que até admitiu colocar o "autocarro" à frente da baliza de Nilson, alterou o habitual sistema táctico do Vitória para um modelo com 3 centrais: Sereno, Lazzaretti e Moreno, tradicionalmente trinco, este último. Apoiados nas laterais por Desmarets, à esquerda, e Andrezinho, à direita. No meio-campo, o trinco puro, Flávio Meireles e um médio mais avançado, Nuno Assis, (acabariam por ser ambos expulsos), sendo que no ataque, a apoiar o ponta-de-lança Douglas estavam Jorge Gonçalves e Tiago Targino, jogador que aprecio bastante e que considero sub-aproveitado. No Benfica, apenas uma alteração ao onze que iniciou a partida com o Poltava: a entrada de Ramires para a saída de Fábio Coentrão, com a intenção de dar maior segurança defensiva, sacrificando um elemento criativo.

As equipas pareciam encaixar bem, com lances de perigo tanto numa como noutra baliza: primeiro foi Quim a brilhar numa fabulosa defesa a cabeceamento após pontapé de canto; depois Nilson, a brilhar com defesa a remate de Ramires, após bom contra-ataque da nossa equipa. Pelo meio, golo bem anulado a Óscar Cardozo, estando mais de um metro em fora-de-jogo, aquando do cruzamento de Shaffer.

Com Cardozo, mais uma vez, desinspirado, Saviola escondido, Aimar esforçado mas sem o apoio dos companheiros, foi Angel Di Maria quem tentou um passe de génio, que conseguiu, a desmarcar Pablo Aimar, que, no cara-a-cara com o guarda-redes vimarenense, desperdiçou oportunidade flagrante de golo. Em resposta, o criativo Nuno Assis, por duas vezes colocou a defesa do Benfica em sentido, com perigosas jogadas de ataque, mas ambas morreram nas mãos de Quim. O jogo ia assim para intervalo.

A segunda parte começou com Jesus a mexer: primeiro, ao intervalo, foi Keirrison, avançado emprestado pelo FC Barcelona, que rendeu o apagado Saviola, e depois foi Fábio Coentrão a entrar para o lugar de Pablo Aimar. O ligeiro ascendente ofensivo do Benfica acabou por se traduzir num penalty indiscutível, por mão na bola de Flávio Meireles, que foi muito bem expulso. Da marca, Cardozo voltou a vacilar, falhando a segunda penalidade em outras tantas para o campeonato.

Com 10, o Vitória foi, surpreendentemente, mais perigoso, e nem a substituição de um trinco (Javi Garcia, um dos melhores em campo, a par dos extremos Coentrão e Di Maria) por Nuno Gomes, foi solução. Aliás, na última meia hora de jogo, o Vitória criou perigo por duas ocasiões: uma, num remate que Quim devia ter segurado com segurança, mas largou a bola para a frente possibilitando a recarga de Targino ao poste. Outra num lance em que Targino se isola e depois de aguentar carga de Luisão vê o seu remate ser cortado por David Luiz (para mim um dos melhores em campo).

Já nos instantes finais da partida, quando o empate a zero parecia ser o resultado mais provável, para não destoar da tendência do campeonato, um livre bem marcado pelo substituto Fábio Coentrão foi finalizado com mestria por Ramires, que apareceu velocíssimo ao segundo poste, disparando um cabeceamento fulminante, praticamente sem hipóteses para o guarda-redes vitoriano.

Vitória merecida do Benfica, apesar do bom jogo do Guimarães. O empate também não ficaria nada mal, mas o Benfica acabou por ser mais feliz, tendo uma pontinha de sorte na parte final. Estrelinha de sorte, se calhar. A tal dos campeões...

Sábado, 22 de Agosto de 2009

Basquetebol

Finalmente a primeira grande modalidade em que fomos campeões. E logo o Basquetebol, diria que "A" modalidade com mais história e motivos de orgulho no clube, isto para além do futebol, claro.

Depois de muitos anos de jejum em termos de títulos, uma vez que o último conquistado havia sido em 1994/1995, numa mítica equipa onde pontificavam nomes como Carlos Lisboa, Jean Jaques, Carlos Seixas, Mike Plowden, Steve Rocha, entre outros, a direcção investiu muito na modalidade e teve uma equipa brutal. Aliás, arrisco-me a dizer que os suplentes tinham qualidade para serem campeões. Nomes como Sérgio Ramos, Seth Doliboa (enorme jogador com o qual não vamos poder contar esta época, infelizmente), Élvis Évora, Ben Reed e até um "renovado" António Tavares (tantas vezes ouvi que estava acabado) foram essenciais para a conquista do título.
Numa fase regular simplesmente esmagadora, com 30 vitórias em outras tantas partidas disputadas, a equipa chegou intocável aos playoff. A partir daqui as coisas foram diferentes. Quartos-de-final com o FC Porto: vitória no Jogo 1, na Luz e derrota no segundo jogo após arbitragem escandalosamente vergonhosa. O Benfica ficava assim obrigado a vencer pelo menos um dos jogos no novo pavilhão dos dragões. Não fez a coisa por menos: dois correctivos na Invicta calaram os adeptos azuis-e-brancos. Meias-finais, também à melhor de cinco jogos, com a Académica, um adversário surpreendentemente difícil, superado apenas no 5º jogo, após vitória na Luz. Mas o mais importantes estava conseguido: final nacional, e logo frente à tri-campeã em título, a poderosa Ovarense. A final, à melhor de 7 jogos, foi decidida logo ao 4º desafio, após quatro vitórias esclarecedoras do Benfica. Quebrou-se assim o jejum de 13 anos sem vitórias no campeonato. Os comandados do ex-jogador Henrique Vieira, que recentemente renovou contrato por mais uma época, estavam de parabéns. Finalmente campeões, se bem que já sem a magia daquele público que enchia o velhinho pavilhão Borges Coutinho em meados dos anos 90.

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Liga Europa

Ao que parece, apenas uma catástrofe poderá afastar o Benfica da fase de grupos da Liga Europa. Este ano, a nova Taça UEFA, além de oferecer melhores prémios monetários aos participantes, também conta com fortes equipas em prova. Há que acrescentar que, além das fortes equipas que já jogaram nestes playoff, outras juntar-se-ão na fase de grupos, casos de Anderlecht, Panathinaikos, Celtic, e, possivelmente, Sporting. Sendo assim, será interessante verificar as diferenças entre a velhinha Taça UEFA e a nova Liga Europa.

Ao contrário do ano passado, em que as 40 equipas se distribuíam por 8 grupos de 5 equipas cada, este ano haverá 48 equipas, distribuídas por 12 grupos (4 equipas por grupo), sendo que jogarão todas umas contra as outras tanto em casa como fora (6 jogos portanto), entre Setembro e Dezembro de 2009, a semelhança do que se faz na UEFA Champions League.

O Benfica será, seguramente, 1º cabeça-de-série num desses grupos, evitando para já Werder Bremen, Villareal, Roma, PSV, Shaktar, Zenit, Hamburgo, Valência, e, possivelmente, Sporting, Panathinaikos e Ajax.

Depois dessa fase de grupos (tipo Liga dos Campeões), os dois primeiros classificados e ainda os terceiros classificados da fase de grupos da Champions League disputam a ronda dos 16-avos de final, num total de 32 equipas (12*2+8). Nesta fase, os primeiros classificados dos grupos da Liga Europa e os 4 melhores terceiros classificados da Champions jogam contra uma equipa que tenha sido segunda na fase de grupos da Liga Europa ou tenha sido uma das 4 piores terceiras da Champions, sendo que equipas que se defrontaram na fase de grupos da Liga Europa não podem voltar a encontrar-se já nesta fase.

A partir daqui, as fases seguintes serão disputadas sem quaisquer restrições ao nível de adversários (equipas do mesmo país podem jogar entre si), sendo que a prova termina no dia 12 de Maio na AOL Arena em Hamburgo. Vão reservando bilhetes, que estaremos lá. Vemo-nos em Hamburgo.

Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

A Liga Europa aqui tão perto

Não há como esconde-lo: o Benfica está com bem mais de pé e meio na fase de grupos da Liga Europa. Mais que a boa exibição, especialmente após os primeiros 25 minutos, que foram bem pobres, o resultado é extraordinário. E, se formos a ver por essa Europa, os tubarões não obtiveram resultados melhores que o nosso clube: A Roma empatou fora a três golos com uma modesta equipa eslovaca, o Aston Villa e o Herta de Berlim perderam ambos fora. Até o Zenit, vencedor da Taça UEFA perdeu na Madeira frente ao Nacional! Os meus parabéns à equipa de Manuel Machado.

Como referi, os primeiros 25 minutos foram de grandes dificuldades. O Benfica não encontrava o seu futebol e chegou a ter menos posse de bola que o Vorskla Poltava, que, sem rematar, quase encostou o Benfica. Mas a partir dessa fase inicial do jogo, especialmente devido às acções dos miúdos Di Maria e Fábio Coentrão (que diferenças!), o Benfica pegou no jogo, terminando o primeiro tempo em claro domínio e já em vantagem, graças a um golo construído precisamente pelos dois miúdos, onde sobressai a velocidade extrema de Di Maria e a sua inteligência ao picar a bola por cima do guarda-redes ucraniano. Vitória justa ao intervalo, mesmo depois de um início de primeira parte sofríveis.

Um dos meus colegas de sector comentou que se calhar era necessário "fazer uma junta de sócios para fazer a palestra ao intervalo". Não foi preciso. A atitude e a qualidade do futebol praticados no segundo tempo foram outros. Não tardou muito até aparecer o segundo golo, obtido por grande penalidade algo duvidosa (ainda só vi o lance uma vez na televisão e ainda tenho dúvidas). Cardozo é que não vacilou: mal se apercebeu do penalty, agarrou-se à bola, colocou-a na marca e estoirou inapelavelmente para o 2-0. Indefensável. É para ali que deve atirar sempre. A partir daí, Cardozo transformou-se. Ele que estava a fazer uma exibição miserável ganhou novo ânimo, executando um excelente movimento que culminou no terceiro golo, autoria do Conejo Saviola. Resultado simpático, que já permitia pensar com alguma tranquilidade na viagem à Ucrânia. Após o terceiro, o quarto, por Weldon, Novo Mantorras do Benfica. Entra e marca, em posição perfeitamente regular.

Destaques no Benfica a exibição de Di Maria e Fábio Coentrão, essencialmente estes dois. Seguros, com melhores tomadas de decisão, mostram que podem fazer a diferença. Aimar e Cardozo, este até ao golo, estiveram bastante apagados. Aliás, o argentino, ao contrário do que JJ diz, fez um mau jogo. Errou muitos passes, escondeu-se, não estava numa noite sua. Em Guimarães compensará seguramente. O árbitro? Quando não há casos nem engonhanços dos anti-desportistas adversários, a missão é fácil. Não complicou, estando muito bem. Dúvidas apenas na grande penalidade de Saviola.

P.S. E a propósito: não faço ideia qual é o esquema táctico de Jorge Jesus, mas aquilo não me parece um losango em lado nenhum. Nem percebo o que é aquilo. Mas também não interessa. A equipa ganha e joga bem. Viva o Benfica.

e mais logo

Estaremos milhares, milhões, milhares de milhões, a torcer para que a grandeza, a nossa INFINITA GRANDEZA, recomeçe a traduzir-se em resultados. Porque a vitória, o sentimento de VITÓRIA, temo-lo desde o momento em que nos entendemos Benfiquistas. À nascença portanto.

Até logo gente minha e VIVA O SL BENFICA !!!!

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Quim, o gesto, a titularidade

Durante as duas últimas semanas estive de férias, razão pela qual o blogue não foi tão actualizado como deveria. Não deixei de acompanhar o Benfica (obrigado RTP Internacional!), aliás, até consegui ver o Benfica x AC Milan num canal espanhol (TeleDeporte, uma dependência da TVE), em que anunciaram que o minuto de silêncio era em memória da falecida mulher de Eusébio, confundiram Weldon com Carlos Martins durante a segunda parte (até que são parecidos, realmente). No entanto, seria despropositado falar de acontecimentos que se deram há mais de 5 dias, por exemplo. Sim, seria descabido, a não ser que um guarda-redes tivesse mandado calar os adeptos do seu clube.

Após defender o quarto e decisivo penalty, Quim, actualmente guarda-redes titular do Benfica colocou o dedo indicador à frente da boca, mandando calar os adeptos do clube que defende, mandando-os para a outra parte. Pelo menos foi esta a visão de umas quantas pessoas. Respeito-as, mas não concordo. Aliás, quem as profere, certamente nunca defendeu um penalty na vida.

Quim é um profissional exemplar. Desde que chegou ao Benfica, em 2004/2005, nunca, por um dia que fosse, teve a sua vida facilitada. Os adeptos sempre olharam o "12" de lado, com bastante desconfiança, visto que o "filho da casa", José Moreira, era, para a maioria dos adeptos, indiscutivelmente melhor. Mesmo assim, Quim, assobiado muitas das vezes que o seu nome era anunciado no próprio Estádio da Luz, respondeu invariavelmente com categoria, com grandes defesas, possibilitando pontos importantes ao Benfica. Jogou lesionado na época de Ronald Koeman, foi mal-tratado pelo treinador, mas, mesmo assim, manteve uma relação pacífica com os seus "colegas rivais" Moretto e, especialmente Moreira. Foi titular, foi suplente, foi 3º guarda-redes. Foi campeão, foi derrotado. Foi herói, foi vilão. Mas essa é precisamente a vida de todos os guarda-redes.

Nesta pré-época encaixou mais golos que os seus companheiros de posição, o que lhe valeu críticas vindas não só da comunicação social, mas também dos adeptos do Benfica, sendo que todos julgavam que o GR iria ser dipensado. Quim estava de malas feitas. Ou não.

Há cerca de 6 anos, o nosso antigo guarda-redes, Manuel Bento, um Eterno, deu uma entrevista a uma revista de futebol em que fazia uma avaliação dos melhores guarda-redes a nível nacional e europeu. Colocou nessa lista Buffon, Casillas, Toldo, Kahn, Vitor Baía, Ricardo, Moreira e... Quim. Além disso, falou de uma coisa muito importante e que jamais esquecerei especialmente eu, que quando jogo futebol sou o "Preud'homme" (ou "Bossio", tem dias) do grupo: a angústia e tensão do guarda-redes na altura do penalty. Quim, apesar de já ter defendido alguns penalties, é facilmente enganado, não sendo portanto um espcialista, ao contrário de Moreira, Moretto, Toldo, Ricardo, Cañizares ou Van der Sar. No entanto, não ser especilaista na defesa de grandes penalidades não significa que se seja um guarda-redes mediano: Buffon, Cech, Preud'homme também não são especialistas, e a sua qualidade é inquestionável. Por isso, e especialmente para Quim, defender um penalty é um motivo de alegria e satisfação redobradas, algo que deve ser exteriorizado. E todos sabem que os palavrões que se dizem não são com o propósito de ofender ninguém. É apenas exteriorização da raiva ou da alegria da vitória.

Quim ama o Benfica e os benfiquistas. E quem disser que o guarda-redes cometeu um erro gravíssimo e que deve ser crucificado por causa disso nunca na vida defendeu uma grande penalidade. Se calhar nem nunca jogou à bola. Deve então Quim ser o titular do Benfica? Não sei, quem decide é Jorge Jesus, mas tenho a minha opinião: Moreira é mais completo que Quim. Gosto muito de ambos, mas acho que Moreira está um patamar acima. E só não está ao nível dos maiores guarda-redes mundiais por três razões: opções técnicas (Trapattoni, Camacho, Fernando Santos e Quique Flores), lesões e falta de sorte. Sou "Moreirista"? Não. Sou Benfiquista. Mas entre os dois, Moreira é melhor.

Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Remar muito contra a maré

Diferenças entre a última jornada da época passada e a primeira desta:
1- Jorge Jesus. O nosso glorioso SLB tem agora um treinador que percebe de futebol e sabe mexer na equipa.
2- A 2a parte. À Benfica.
3- Os outros clubes estão borrados de medo. O Marítimo parecia uma equipa da 3a divisão albanesa. Os outros que cá vierem vão jogar da mesma maneira. Tudo a defender e na esperança de marcar um golito caído do céu.
4- Público. Afinal, mais de 173000 em 3 jogos, prova que os benfiquistas não morreram todos. Quando Rui Costa foi campeão iam 120000 à Luz. Já só falta ressuscitar a outra metade.

Semelhanças entre a época passada e o início desta:
1- David Luiz. Muita parra e pouca uva.
2-Os guarda redes adversários do SLB parecem estar ameaçados de morte ou coisa pior, pelo que fazem sempre a exibição da vida deles contra o Benfica. Na semana a seguir dão 3 frangos.
3- O sistema. O Dias da Cunha tinha razão. Na Luz, já depois da hora, penalty por marcar para nós. Em Paços de Ferreira, também já depois da hora, fora de jogo mal assinalado a jogador do Paços que seguia isolado para a baliza. Coincidência?!?
4- O delicado e afectuoso tratamento dos tripas aos jogadores desalinhados. O Paulo Assunção ia levando um tiro no joelho. Ao porco do Rodriguez partiram-lhe o carro todo. Já o Adriano não teve tanta sorte. Partiram-no todo. Não há seguro que lhe valha. Porque é que ninguém fala disto?

Conclusão:
Vamos ter que remar contra a maré e muito. Muito mesmo. Contra os patos que assobiam a nossa equipa ainda na 1a parte do 1o jogo do campeonato. Contra o jogo escatológico de quase todos os que jogam contra nós: os Carvalhais e companhia. Contra os árbitros e fiscais de linha. Agora são árbitros assistentes. Assistem tão mal quanto fiscalizavam. Finalmente, temos que remar contra a m.... do azar que nos persegue. Nós metemos bolas no barrote e falhamos penaltis. Os outros ganham eliminatórias e pontos com auto-golos.
Saudações gloriosas
Viva o Benfica!

Hoje somos todos Viola



Domingo, 16 de Agosto de 2009

Evangelho segundo São Weldon (1 We 1:1)


Sabendo de antemão dos deslizes de Sporting na Madeira e do FC Porto na Mata Real, o Benfica jogava no Estádio da Luz, perante os seus adeptos, frente ao Marítimo, treinado por Carlos Carvalhal.

Após uma pré-época extraordinária, os jogadores do Benfica já deviam estar preparados (e estavam, com certeza) para encontrar um autocarro em frente da baliza de Peçanha, guarda-redes de qualidades inegáveis, mas com propensão ao anti-jogo primário. Fiquei desiludido com o Marítimo, uma vez que considero os insulares como a 4ª equipa mais forte em Portugal, neste momento. Reforçaram-se com Alonso e ainda conseguem deixar no banco de suplentes jogadores que outrora estavam no banco dos 3 grandes: Paulo Jorge e Cláudio Pittbul, por exemplo, ou até mesmo um jogador com a qualidade de Djalma, sem esquecer os lesionados Marcinho e Bruno. Tanta fartura e um futebol tão fraco, tão medíocre, tão desinspirado, com a marca de Carlos Carvalhal.


Do lado do Benfica, nova época, velhos vícios. Dos três defesas-direitos que o treinador dispõe, o melhor está lesionado, outro está sem ritmo (e não é jogador para o Benfica) e o terceiro ainda está muito verde. Poderia (e deveria) ter jogado Miguel Vítor? Sim. Jesus assim não o entendeu, mas acho que com a entrada do internacional sub-21 ficaríamos a ganhar. Acabou por jogar um médio-defensivo adaptado à posição.
Dos três defesas-esquerdos que o treinador dispõe, um não sabe defender, outro acabou de chegar ao clube (e isto já não é o tempo de Souness, em que mal chegavam eram titulares) e o terceiro está com guia de marcha. Jogou David Luiz. Boa opção? Sim, talvez tenha sido um mal menor, mas o brasileiro continua a evidenciar demasiados tiques de vedeta quando joga naquela posição: ataca à maluca e não quer recuperar a posição patra defender.

Mas mesmo face a estes promenores tácticos só houve uma equipa em campo, a do Benfica. Não me lembro de nenhum jogo do campeonato em que a nossa equipa acabasse o jogo com 74% de posse de bola e em que o nosso guarda-redes não tivesse feito uma única defesa. Essa estatística diz tudo. Simplesmente esmagador. Mas insuficiente face ao resultado final.


Quanto aos jogadores do Benfica, há que destacar pela positiva Fábio Coentrão (fiquei muito surpreendido com a sua entrada em jogo), Weldon, pelo golo e pela velocidade que imprimiu ao ataque, e ainda Luisão, pela segurança na defesa. Destaques menos positivos, temos o caso de Cardozo, que terá feito a sua pior exibição de águia ao peito, mas justificável e desculpável pelas longas viagens que fez nos últimos dias e David Luiz pelos desiquilíbrios defensivos que gerou. Saviola também esteve discreto.

Quanto a Artur Soares Dias, enfim, o que esperar do filho de um ex-árbitro que festejou um título do balneário do fcp? Ajuizou bem o lance do penalty de David Luiz, bem como o de Saviola, mas esqueceu-se do lance aos 93 minutos, por mão de Briguel (o que uma vez brindou Miccoli com uma valente bofetada). Quanto à paradinha de Alonso, nada a dizer, uma vez que a lei não proíbe o jogador de a fazer. No entanto, esse penalty, bem o como o falhado por Cardozo, deveriam ter sido ambos repetidos, uma vez que é escandaloso o posicionamento dos jogadores do Marítimo já dentro da área, ainda antes de Alonso chutar a bola. Poderia ser mais discreto ao festejar o empate, uma vez que aquele apito final e aquele gesto de mãos podem ser mal interpretados, especialmente depois de uma arbitragem tão tendenciosa.

P.S. Off-topic, mas ainda assim a propósito das imagens, o novo site de A Bola é magnífico.

P.S. 2 - Alguém já recebeu o Red Pass?

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

A importância de começar a ganhar no campeonato

Basta relembrar o seguinte: nas últimas cinco épocas, o Benfica foi apenas campeão por uma vez (2004/2005). Se analisarmos o primeiro jogo de cada um desses campeonatos, vemos que em 2004/2005, o Benfica derrotou o Beira-Mar em Aveiro por 2-3. Em 2005/2006, empatámos a zeros em Coimbra com a Académica. Em 2006/2007, apesar de o jogo da primeira jornada ter sido disputado apenas no final de Dezembro, o Benfica estreou-se na segunda jornada com derrota pesada no Bessa, por 3-0. Em 2007/2008, mais uma vez no Bessa, mas desta vez frente ao Leixões, empate a uma bola. Por fim, na última temporada, empate no Estádio dos Arcos frente ao Rio Ave a uma bola.

Resumindo, nas últimas cinco épocas, o Benfica venceu por apenas uma ocasião na primeira jornada que disputou, mais precisamente em 2004/2005, época em que se sagrou campeão. Daí afirmar que o jogo deste fim-de-semana é importantíssimo. Hay que salir a gañar! Coño!

O problema central do Benfica é perder o campeonato demasiado cedo. Por exemplo, tomemos como referência a 12ª jornada:

2004/2005
Distância do líder à 12ª jornada: 3 pontos
Distancia do líder na última jornada: Vencedor (com mais 4 pontos)

2005/2006
Distância do líder à 12ª jornada: 8 pontos
Distancia do líder na última jornada: 12 pontos

2006/2007
Distância do líder à 12ª jornada: 6 pontos
Distancia do líder na última jornada: 2 pontos

2007/2008
Distância do líder à 12ª jornada: 7 pontos
Distancia do líder na última jornada: 17 obscenos pontos

2008/2009
Distância do líder à 12ª jornada: 2 de vantagem
Distancia do líder na última jornada: 11 pontos

Concluindo, à excepção da época em que o Benfica foi campeão e da época em que o nosso clube foi orientado por Quique Flores, a tendência foi de perder mais pontos nas primeiras 12 jornadas para depois recupera-los ou perder ainda mais, mas de forma mais reduzida. Por exemplo, se as médias de perda de pontos se mantivessem, em 2005/2006 teríamos ficado a 20 pontos (ficámos a 12), em 2006/2007 ficaríamos a 15 pontos (ficámos a 2) e em 2007/2008 ficaríamos a 17,5 pontos (ficámos a 17).

É fundamental ganhar, ganhar, ganhar ao Marítimo já este fim-de-semana!

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Andebol


O mago Aleksander Donner não viu o seu contrato renovado no campeão nacional da época 2007/2008, pelo que ficou no desemprego após levar o Benfica ao título que escapava há 18 anos. São opções que dificilmente perceberei, apesar do feitio do treinador.

Com uma equipa campeã que se mantinha praticamente intacta e que ganhava um reforço de peso, Nikola Miricki, era de pedir algo mais (o bi-campeonato, obviamente) aos nossos jogadores. Tal não foi possível, e acho que a explicação tem um nome óbvio: Donner.

Na fase regular, o Benfica ficou em segundo lugar, atrás do FCP Vitalis (ou lá o que é) apresentando o melhor ataque do campeonato: 487 golos, sendo que 204 foram da autoria de Carlos Carneiro, o que levou Donner a apelidar a equipa de "Carneirodependente". Bem ou mal, a verdade é que o Benfica assegurava uma boa posição para iniciar os playoff.

E assim que estes começaram, a situação inverteu-se: o Benfica da fase regular que puxava pelo pouco público do pavilhão da Luz, era agora catapultado pelo público que enchia por completo o pavilhão, como nos casos dos jogos contra Sporting e Porto. Foi uma verdadeira onda vermelha de desejo de ver o Benfica novamente campeão. Em casa, o percurso foi "limpinho": duas derrotas impostas a S. Bernardo, Sporting e FCP Vitalis, cada. O Benfica atravessou facilmente os quartos-de-final, precisou da muita ajuda do público e de um inspirado João Feirreirinho para travar o Sporting, e foi impotente para travar o Vitalis que, em casa, até com o pé podia jogar. Não espanta: para quem tinha um guarda-redes que no futebol jogava a bola com as mãos fora da área, por que não ter andebolistas que jogam com os pés? Foi assim mesmo, perdemos 3-2, mas para o ano haverá certamente mais, e melhor.

Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

acerca de ser-se !



Há um dado curioso sempre que se fala em ser-se do SL Benfica: os Benfiquistas sentem-no e sabem o que é ... os outros sentem mas não sabem, vegetam naquela contradição de amaldiçoar o Deus Pai por os ter preterido na hora em que nasceram. NÒS sabemos o que somos e sentimos quando entramos naquele Estádio, voamos com a Vitória, corremos a abraçar os golos, quando nos quedamos incrédulos e tristes se não alcançamos o nosso desígnio natural: GANHAR, mas ganhar bem. Nós, seguimos o NOSSO caminho, não nos perdemos em eternas provocações ao gigante porque ... o GIGANTE somos nós, não passamos a vida a sonhar em ser como os outros, a desdenhar e inventar cânticos apenas para poder pronunciar o mágico nome de SLB. Nós cantamo-lo porque ... somos o SLB ... vivemos com o vermelho das camisolas no vermelho do nosso sangue e dos nossos corações. Ser do SL Benfica não se explica, como não se explicam as dádivas do Céu, a grandeza do Infinito, a majestade das coisas grandes e imortais.
Não chafurdamos na pequenez da eterna inveja dos pequenotes, no vale tudo provinciano de quem mesmo ganhando com manipulações de alcova não consegue sair da sua pequenez, na submissão estratégica de alianças de comadres podres. Ganhamos sempre porque mesmo quando empatamos ou perdemos, GANHAMOS na mesma, porque sabemos que nascemos, vivemos e morreremos com esta magia dentro de nós. De gritar e viver pelo GLORIOSO.
Ser-se do SL Benfica não se explica em palavras.
É-se à nascença e pronto!
Daqui um abraço aos muiiiiiiiiitos MILHÕES de Benfiquistas do mundo inteiro e ... vamo-nos lá a uma época futebolística mais, onde espero ganhar ficando em 1º ... !

Vemo-nos no Estádio !

Hóquei em Patins

Há uns meses prometi fazer uma espécie de revisão sobre a época do nosso clube nas 5 modalidades mais importantes. Hoje, é o dia do Hóquei.

Comandados por Carlos Dantas, o Benfica voltou a não conquistar o título de campeão nacional. Num desporto onde as arbitragens são tão ou ainda mais escandalosas que no futebol, pouco mais se poderia pedir à nossa equipa. Há jogadores de muita qualidade, como Tiago Rafael, Valter Neves, Carlitos, Ricardo Pereira e Ricardo Barreiros, mas frente aos "senhores do apito" com bigode estilo anos 80 é impossível. Tanto que na fase regular não foi possível fazer melhor que o 4º lugar, com a 2ª melhor defesa da prova, e nos playoff fomos eliminados nas meias-finais pelo clube que domina controla a competição. No jogo de atribuição do 3º e 4º lugares, o Benfica superiorizou-se à Oliveirense, vencendo os dois primeiros jogos, numa série á melhor de 3.

Para o ano a renovação está em curso com a entrada do ex-seleccionador português Luís Sénica. Esperemos que com muita qualidade e alguma sorte o Benfica seja campeão.

Domingo, 9 de Agosto de 2009

O "meu" campeonato é maior que o "teu"!

Foi este o título de um memorável post do REDrigues, do "esquecido" Mar Vermelho, em Abril de 2006, na época de Ronald Koeman como treinador do Benfica. Nesse post era explicado quais eram, na realidade, o verdadeiros adversários dentro das 4 linhas de Benfica, Sporting e Porto. Passaram-se mais de 3 anos e muita coisa aconteceu: equipas subiram de divisão, outras desceram, houve tricas e zangas entre dirigentes. Vamos então ver como é a realidade desta época.

Campeonato do Benfica: Porto, Sporting, Nacional, Braga, Leixões, Académica, Guimarães, Marítimo, Paços de Ferreia, Rio Ave, Naval, Setúbal, Belenenses, Olhanense, Leiria

Explicação: Já sabemos como é: estádio cheios, uma multidão à procura da vitória de uma vida, e o famoso cântico "fdp SLB".

Campeonato do Sporting: Benfica

Explicação: "O que interessa não é ficar em primeiro. É ficar à frente do Benfica!" Conhecem algum sportinguista que não pense assim?

Campeonato do Porto: Sporting, Benfica, Nacional, Braga, Leixões, Académica, Guimarães, Marítimo, Paços de Ferreia, Rio Ave, Naval, Setúbal, Belenenses, Olhanense, Leiria

Explicação: Sporting - O projecto Roquette continua em força desta vez com Bettencourt à cabeça. O que interessa é ficar à frente do Benfica. Conhecem algum "grande" contente por ser tetra-vice-campeão? Braga - É Salvador, é Domingos, são jogadores emprestados ou dados em catadupa, são críticas constantes ao SLB. Leixões - José "fóculporto" Mota, um senhor às direitas, mesmo sem boné, não consegue esconder o ser portismo. Quando perde com o SLB, mesmo que seja por 4 ou 5, sente-se prejudicado, e faz questão de o afirmar. Quando ganha ao fcp, quase pede desculpa. Paços de Ferreira - tenho um carinho especial pelos Palhaços de Ferreira. É ver a "atitude" que têm nos jogos com Benfica e compara-la com os jogos em que defrontam quem lhes dá de comer. Setúbal - já devem ser 40 anos sem o fcp perder pontos no Sado. Até escolhem as Antas para ir jogar com o SLB, quando o seu estádio está interdito. Belenenses - Trocas de galhardetes, beijos e abraços por causa do Pepe e um speaker que tece loas a Pinto da Costa. Olhanense - 5 ou 6 emprestados pelo Papa, o Jorge Costa e ainda a gripe suína. De onde julgam que vem a gripe? Leiria - Bartolomeu, o p*tanheiro leiriense, aprendiz do Jorge Nuno, com quem confraterniza nas casas de alterne deste país.

Sábado, 8 de Agosto de 2009

Eu disse...

Em Junho escrevi isto.

E foi isto que aconteceu.

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Grandes Erros no Benfica dos Últimos 25 Anos (III)

Último de 3 posts sobre decisões erradas e danosas para o nosso clube. O top-5 é constituído por:

5º Grande Erro - Departamento Médico e Caso Mantorras

Que Mantorras foi vítima de marcações impiedosas, bárbaras e grotescas todos sabemos, todos assistimos. Começou na Póvoa com o célebre Alexandre, central do Varzim, distribuiu fruta a torto e a direito sobre Mantorras. Lembro-me de um Boavista-Benfica em que foram assinaladas 19(!) faltas sobre o avançado angolano. Mas estas lesões e operações poderiam ter sido facilmente evitadas se a funerária em que se tornou o Dep. Médico do clube tivesse o mínimo de competência. Houve erro no diagnóstico e na escolha do tratamento indicado para as lesões de Mantorras. Isso comprometeu definitivamente a sua carreira.

4º Grande Erro - Eleições Fernando Martins vs. João Santos

Sei que muitos benfiquistas nao pensam assim, mas... foi a 27 de Março de 1987 que os benfiquistas se deslocaram às urnas para cometer um dos maiores absurdos da história do clube. Numa eleição em que rivalizavam João Santos e Fernando Martins (e ainda Cavaleiro Madeira, mas esse nem entra para as contas), os benfiquistas, em número record na altura deram uma vitória tangencial à lista encabeçada por João Santos (51%) contra os 45% de Fernando Martins. O bi-campeonato, a presença na final da Taça UEFA e o encerramento do 3º Anel não foram suficientes para convencer os benfiquistas a darem o 4º mandato consecutivo a Fernando Martins. Desportivamente, a gestão de João Santos foi extremamente positiva, com duas presenças em finais da Taça dos Campeões Europeus, mas financeiramente, foi o pai do défice. O que se revelou desastroso anos mais tarde. Sei que muitos benfiquistas acham o contrario, mas isto reflecte apenas a minha opiniao, nao a dos benfiquistas em geral.

3º Grande Erro - Saída de José Mourinho

Não foi despedido, ao contrário do que muitos afirmam. José Mourinho tinha sido contratado por V&A meses antes das eleições no SLB. No entanto, do outro lado, havia um candidato, Manuel Vilarinho, com treinador próprio, aquele que os benfiquistas desejavam, aquele que havia sido o último campeão pelo nosso clube: Toni. Vilarinho venceu as eleições de 2000, e, após vitória expressiva sobre o Sporting Clube de Portugal na Luz, por 3-0, José Mourinho força a demissão, numa atitude de falta de respeito para o presidente, atendendo o telemóvel, em cuecas, quando Vilarinho falava com ele. A corda quebrou para o lado do mais forte, e Mourinho saiu.

2º Grande Erro - Contratação de Artur Jorge

Tenho um nojo especial a este tipo. O que fez como jogador deixa de fazer sentido após o que fez como treinador. Não consigo separar as águas. Dispensou praticamente todo um plantel campeão e desbaratou dinheiro em inutilidades (Tavares, Nelo, entre outros marretas). Destruiu um plantel campeão, e, a partir daí, o Benfica nunca mais foi o mesmo, digam o que disserem.

1º Grande Erro - Luís Tadeu vs. Vale e Azevedo

Luís Tadeu parecia ser um candidato à Benfica: sério, honesto, sem projectos megalómanos, um homem de princípios. Penso que o único jogador que prometeu foi Pizzi. Do outro lado, Abílio Rodrigues (que não entra para estas contas), e Vale e Azevedo, candidato com um discurso completamente anti-porto, o que cativou muitos sócios. Como se não bastasse, prometeu o incumprível: Rui Costa. O Rui, como se sabe, não veio, mas V&A ganhou as eleições. E eu fico na minha: perdemos um possível grande presidente do nosso clube nestas eleições.

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

habitual ironia, garantida serventia !



Já li a expressão ' com a sua habitual ironia ' algumas dezenas de vezes, talvez centenas, quando os jornalistas querem apodar a reacção do bacoco sr. costa, a uma das suas, dos jornalistas, frequentes perguntas de ' ir ao cú '. Não me lembro da última vez que um jornalista confrontou o homerm com uma questão séria, pertinente, sobre assuntos de interesse para o futebol, sem se pôr a jeito para a estafada ' habitual ironia ', com que são brindados sempre que a pessoa necessita de propagandear o seu objectivo, distrair as atenções do que realmente conta e fazer soar o riso alarve dos seus seguidores do costume. A dita cuja ' habitual ' está em 99% dos casos relacionada com algo que diga respeito ao clube que faz a saloia figura roer-se de inveja : o SPORT LISBOA E BENFICA. Os escribas de juntar água, medrosos, imcompetentes ou quiçá malta fruteira, dão eco às boçalidades de província e realçam, como quem descobre a pólvora, a habitual, a tal !! É o futebolzinho de gente medíocre no seu pior, com corruptos medíocres, entrevistados por medíocres. Recordo uma grande entrevista ( grande na seca de tempo que durou !! ), na RTP, onde ao jornalista de pacotilha apenas terá faltado ir sacudir a pila do entrevistado no ' xixi do intervalo '. É a sina de uns e de outros. Daqueles, a de estar obcecado de tal modo com o clube que tanto gostariam de imitar, que sabem inalcançável em sua grandeza, que esquecem a própria identidade e existência. Destes, a sina de disfarçar uma evidente cobardia, laxismo e incompetência, excitando-se em figurinhas de gente quando dão o microfone ao emplastro das ' habituais ironias '.
E neste carrocel se enjoa até ao dia do juízo final o que, no caso do nosso país de justiças adiadas e entapetadas, não corre o risco de acontecer!

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

inocentado ... calabote !!!

Há muitos anos atrás, muitos mas muitos mesmo, um árbitro de nome Inocêncio Calabote entrou para o restrito lugar dos merecedores cativos de dedo apontado. O nome , confesso, também tal propiciava! Reza a lenda, lenda real diga-se, que a troco de um Timex anuiu o personagem em favorecer o Benfica! E como ? Não com penalties lambuzados ou empurrõezinhos no campo mas .... concedendo-lhe duas vantagens. A de iniciar o jogo mais tarde que o rival de nortenha cidade com quem discutia o ceptro, e, não menos grave, uns minutos extra na mira de que os necessários golos se marcassem ( a lembrar o Varzim-Benfica em que o jogo terminou ao minuto 98 quando os poveiros por fim conseguiram o empate ... curioso !! ).

Volta Inocêncio, estás perdoado, escolhe uma praça, vais ter estátua !

A mando sabe-se lá de quem, alguns dos juizes relacionados com o Apito Dourado, viram a sua vida passada e privada , repassada a pente fino ! Curiosa esta busca desesperada por uma amantezinha escondida, um familiar com problemas com a justiça, uma drogazinha ou escandalo sexual .. qualquer coisinha por favor ! Não deu em nada! Chantagem pois por água abaixo ..
No desespero de quem nem no seu mundinho de jogo porco encontra já saída, lançou para os media sabe-se lá quem, uma pobre perturbada a papaguear em entrevista uma ladainha aos limites estudada! E que em si contém ... NADA! Mas que mexe e dá falatório! Quase a ficar sem ar, sabe-se lá quem ( tipo Voldemort, o cujo nome não dizemos! ) repete o desespero e investiga em privado a vida desde a escolinha primária dos inspectores que todo o seu lixo haviam investigado e desnudado! Chantagenzinha ainda nos cuidados intensivos !

Nos Estados Unidos, qualquer candidato a presidente terá de ser imaculado desde o berçário, nem uma punheta antes dos catorze e ai de pilas em buracos antes dos dezoito, cana na certa ! Santa podridão inspiratória !
Todo o nojo e lodaçal que resultaram de escutas a telefonemas de surra, com muitos e bons papos para ávidas pilas de apito na boca, tudo isso ..... tudo isso, que se foda!
Continuemos antes a jogar a este monopóliozinho de camorras!

O povo? O povo perdoa o Calabote! Um Timex ? F... -se, mas nem ao menos uma bonequinha insuflável ó Inocêncio????
A justiça, bem essa segue ! Como se existisse ... como se pudesse arrecadar tanto tubarão vagina !!!

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Grandes Erros no Benfica dos Últimos 25 Anos (II)

Continuando este série de 3 posts, eis mais um ror de disparates cometidos no Sport Lisboa e Benfica. Uns mais visíveis e importantes que outros, é certo, mas não deixam de ser erros. Mais 5:

10º Grande Erro - Ingratidão para com Jorge de Brito

Jorge de Brito foi um dos presidentes da negra década de 90. Só isso quase o atira para o grupo dos miseráveis. Aliás, muitos benfiquistas pensam assim, infelizmente. Depois de encontrar um clube financeiramente de "calças na mão", Jorge de Brito, entre muitas outras coisas, investiu dinheiro próprio no clube, perdendo avultadas poupanças de uma vida de trabalho. Querem melhor prova de benfiquismo? E o papel que teve ao impedir as saídas de Rui Costa, Izaías e João Pinto para o Sporting no Verão Quente de 93? A memória não pode ser curta, caros benfiquistas. Há que preservar a verdade dos factos, nomeadamente quando se fala do Sr. Jorge de Brito.

9º Grande Erro - Dispensa de João Vieira Pinto

Após 8 épocas de enorme dedicação e empenho pelo Sport Lisboa e Benfica, após ter recusado contratos milionários vindos de Espanha (Barcelona e Deportivo Coruña), após ter assinado o famoso contrato vitalício na Era Damásio, em Janeiro de 1997, João Pinto era pura e simplesmente dispensado por João Vale e Azevedo com o apoio de Juup Heynckes, em vésperas do Campeonato da Europa de 2000, onde faria aquele que foi recentemente considerado o melhor golo de cabeça da história dos Europeus. Gerou-se uma enorme onda de protesto e descontentamento em torno de Vale (como puderam ver no post do Vídeo do Mês) e o Benfica fez a sua pior época de sempre: 6º lugar.

8º Grande Erro - Deco

Ainda hoje nos perguntamos como foi possível. Eu que nunca gostei particularmente do Deco, aliás, acho-o um bluff, devo admitir que encaixava perfeitamente naquele plantel de coxos do final dos anos 90. Greame Souness e Vale e Azevedo não pensavam da mesma maneira, e Deco não foi aceite no SLB, rumando a outras paragens.

7º Grande Erro - Não-venda de Mantorras

Se hoje soubessemos o que sabemos e se pudessemos voltar atrás, pelo bem do jogador, pelo bem do Benfica, e pelo bem do futebol, Mantorras deveria ter sido vendido ao Barcelona quando a proposta foi apresentada. Vieira exigiu uns exorbitantes 18 milhões (de contos!!!), mas o Barça não entrou, obviamente com o dinheiro. Foi pena. Perdeu-se um jogador bem melhor que, por exemplo, Eto'o.

6º Grande Erro - Olivedesportos

Ainda hoje não consigo compreender. O Benfica tem sido lesado pela impresa Oliveira durante anos e anos, e eis que o Jaquim do charuto se senta sempre ao lado de LFV. Quando o contrato acabar, o que vai acontecer? É já em 2012, não é? Será o Benfica ressarcido de tanto prejuízo?

Domingo, 2 de Agosto de 2009

Grandes Erros no Benfica dos Últimos 25 anos (I)

Há uns tempos, o jornalista do MaisFutebol, Nuno Madureira, escreveu uma série de três crónicas em que falava sobre as maiores surpresas em termos de resultados em jogos de futebol internacional. Hoje, é a nossa vez de rever os mais recentes erros no Benfica, no primeiro de três posts sobre os Grandes Erros no Benfica dos Últimos 25 anos.

15º Grande Erro - Dispensas na Formação

Foi uma constante nos últimos 25 anos. Destes últimos tempos, saídos da formação para o plantel principal, lembro-me, e com ajuda de uma pesquisa, de Samuel, José Carlos, Abel Silva, Paulo Sousa, Paulo Madeira, Rui Bento (?), Rui Costa, Pedro Henriques, Kenedy, Edgar, Bruno Caires, Hugo Leal, Bruno Basto, Paulo Lopes, Maniche, Jorge Ribeiro, Moreira, João Pereira, Manuel Fernandes e Miguel Vítor. Só para referir alguns. estes, conseguiram fazer a transição de juniores para seniores, uns com grande sucesso, casos de Rui Costa, Manuel Fernandes, Paulo Sousa e Samuel, outros sem nunca se afirmarem, como Paulo Lopes, Pedro Henriques, Kenedy ou Bruno Caires. Mas para além destes 20 jogadores que enumerei, muitos outros ficaram, e mal, pelo caminho. Um dos grandes erros na formação do SLB foi dispensar jogadores cuja qualidade, aliada ao trabalho, seria indiscutível. Falta de dinheiro e uma grande dose de incompetência fizeram com que Paulo Lopes (que daria um bom 3º GR), Rúben Amorim, Miguel Veloso, Fernando Alexandre, Tiago Pinto, entre tantos outros fossem dispensados ou não aproveitados nos treinos de captação. O que faltou, ao longo destes anos, foi capacidade para formar um Simão, ou um Ronaldo, um Quaresma, tudo jogadores que atingiram enorme projecção e renderam muitos milhões.

14º Grande Erro - Não-contratação de Mário Jardel

Esteve perto, muito perto mesmo. E mesmo assim não veio. José Veiga que nos explique porquê, já agora. O sonho de Jardel era conhecido: representar o maior clube português, e não conseguiu. Quando há interesse do jogador e interesse do clube em simultâneo, o negócio poe concretizar-se. Não aconteceu, e ambosficaram a perder. Especialmente o Benfica.

13º Grande Erro - Não-contratação de Ronaldinho

Este é difícil de colocar, uma vez que tratava-se de uma operação de risco. Como o prórpio José Antonio Camacho admitiu, o Benfica quis, e tinha condições para desembolçar os 12 milhões de euros pedidos pelo PSG para contratar Ronaldinho. Não o fez uma vez que tinha investid o mesmo montante num jogador que acabara de se lesionar por 4 meses, Simão Sabrosa. Tivemos medo. Foi pena, e foi um grande erro.

12º Grande Erro - Tomislav Ivic

Um que, cá para mim, esteve lá a mando de outros.

11º Grande Erro - Pressão Exagerada dos Sócios

Foi e é, ainda hoje, uma constante: pré-épocas de sonho que aguçam o benfiquismo de todos nós e que nos fazem proferir aquela famosa frase: "Este ano é que é!". Dizemos isto demasiadas vezes, e as últimas épocas têm sido uma grande desilusão. As expectativas não são correspondidas muitas vezes devido à grande pressão que se faz sentir, ou não fosse este o maior clube do Mundo.

Sábado, 1 de Agosto de 2009

Vídeo do Mês - Agosto 2009

Como já estamos no início de Agosto, está na hora de lançar mais um vídeo do mês, desta vez uma entrevista muito interessante ao ex-capitão e grande estrela dos anos 90, João Vieira Pinto.

Nesta entrevista da Sporttv, João Pinto faz uma revisão da sua carreira, nomeadamente o momento conturbado que viveu semanas antes do Euro-2000, aquando da sua dispensa do Sport Lisboa e Benfica, obra de Vale e Azevedo.

Penso que os benfiquistas têm uma grande dívida de gratidão por um jogador que deu sempre tudo pelo clube: basta relembrar que JVP recusou uma saída milionária para o rival Sporting no "Verão Quente de 93" na companhia de Pacheco e Paulo Sousa, apesar de ter vários meses de salários em atraso. Quem sabe se algum dia o veremos ainda, a ele ou ao filho, representar, de alguma forma, o Benfica.

O vídeo é da autoria do MOliva83.