Apoiamos (por) fora
Há 1 hora

À esquerda está a lista de preços dos bilhetes para o Benfica x Leixões da próxima jornada. Precisamente igual à do encontro frente ao Vitória de Setúbal. A tabela da direita corresponde ao preço dos lugares cativos, ou seja, do Red Pass. Vamos então ver se compensa. Para isto, vamos multiplicar o preço do bilhete de jogo pelo número total de jogos no campeonato, comparando depois com o valor a que é vendido o Red Pass para essa zona do estádio.
Nunca ninguém em Leiria tinha visto um estádio tão bem composto. Os mais de 22.000 que quase lotaram o Municipal de Leiria, na sua maioria benfiquistas, não assistiram a um grande espectáculo de futebol, mas também, frente a uma União de Leiria aguerrida e forte (na minha opinião é a equipa mais forte do campeonato dos pequenos) tal não era necessário. Era preciso sim, vencer, algo que o Benfica fê-lo e tal como disse Jesus no flash-interview da RTP, "é com este espírito que se fazem os campeões".
No recomeço da partida, o Benfica voltou a tentar ganhar o meio-campo, conseguindo-o, permitindo apenas à União alguns contra-ataques, bastante perigosos devido à velocidade do recém entrado Kabala. Outros foram bem anulados pelo fiscal-de-linha. Jesus demorou, mas quando mexeu nas peças do onzes, mexeu bem: retirou Keirrison e Ramires, tocado, para colocar Cardozo e Nuno Gomes, dando nova mobilidade ao ataque. No último quarto de hora, o lance que mudou o jogo. Aimar realiza uma tabelinha com Nuno Gomes e é ceifado por um Tall caceteiro de Leiria. Grande penalidade óbvia, menos para os jornalistas da RTP e alguns energúmenos que aqui vêm comentar (mas cujos comentários não chegam a ver a luz do dia). Cardozo, de pé esquerdo, num relvado mal tratado, rematou forte e rasteiro, marcando o golo da vitória, com alguma sorte à mistura."Não me parece [penalty] também, de facto."

Claro que os Diabos Vermelhos e os No Name Boys não são tão radicais como estas claques de Real, Espanyol e Lazio. Na Luz ou fora dela, no estádio ou nos pavilhões, as nossas claques desempenham o seu papel de apoio ao clube e aos jogadores, cantando, gritando, empurrando o Benfica à vitória. Nos últimos 5 anos, são menos graves e menos frequentes os acidentes com as nossas claques. Assim de repente, lembro-me de poucos episódios tristes: quando adeptos dos No Name tentaram subir do piso 0 ao piso 1 para agredir um adepto que lhes tinha puxado uma bandeira, isto após alguém da claque ter passado uns bons 20 minutos a exibir a bandeira, tapando a vista ao adepto; o caso das pedras na Academia de Alcochete, apesar de a culpa não ser exclusivamente da nossa claque; e ainda a história de um autocarro ardido, apesar de não se saber quem o fez, as suspeitas recaíram, claro, nos membros das claques. Ganham a fama...
Mas como dizia no parágrafo anterior, os jogos sem as claques seriam bem diferentes. Para melhor ou para pior, fica ao critério de cada um. Há quem diga que estaríamos na "missa", opinião de que partilho, mas se formos a olhar para o exemplo inglês, as coisas mudam de figura. Desde a extinção das claques inglesas que o futebol britânico passou a ser bem melhor. Mais que um jogo, é um espectáculo. Ouvir sócios ou simples adeptos gritarem "Glory, Glory Man United", ou entoarem o "You'll never walk alone", esteja o Liverpool a ganhar ou a perder, é simplesmente fantástico. Em Inglaterra, mesmo sem claques, penso que é unânime entre nós, benfiquistas, que estão lá os melhores adeptos do Mundo, que fazem da Premier League a melhor liga europeia. É uma questão de mentalidades: em Portugal, apoia-se a equipa quando ganha, mas sempre baixinho; em Inglaterra, canta-se e apoia-se do início ao fim, independentemente do resultado exibido no marcador. Estádios vazios por cá, estádios cheios por lá. É essa a diferença.

Os cerca de 35 000 benfiquistas que se deslocaram à Luz não saíram certamente defraudados nas suas expectativas. O Benfica venceu e convenceu desta vez frente ao complicado, se bem que amanhã aparecerá muito boa gente a dizer o contrário, BATE Borisov.
Como disse, a equipa mudou, mas a atitude e a vontade de vencer estavam lá e assim tudo se torna mais fácil. O jogo ficou resolvido no primeiro tempo, com golos de Nuno Gomes e Cardozo, tendo o golo do paraguaio resultado de uma jogada que, devo dizer, para quem gosta de futebol, é "um mimo". O início do jogo não foi fácil, até porque o BATE defendeu alto e sempre pressionante, mas assim que surgiu o primeiro golo, as coisas simplificaram-se. Nem sempre dominador, o Benfica foi claramente a melhor equipa, apresentando apenas uma postura mais defensiva nos derradeiros dez minutos. Devo por isso destacar as exibições de David Luiz, que jogou e fez jogar, Luisão, muitíssimo autoritário a defender, Ramires, que está em todo o lado e Nuno Gomes, cuja ausência foi sentida após a substituição.
Nas provas europeias, o BATE tem dado que falar nas últimas épocas. Com os sucessos obtidos no campeonato, tem conseguido alguns resultados surpreendentes também na Europa: em 2007/2008, nas duas primeiras rondas de qualificação para a Champions League, bateu o APOEL (actual adversário do FC Porto na fase de grupos da UCL) e ainda uma formação islandesa de nome impronunciável (Hafnarfjördur), perdendo apenas para o Steaua de Bucareste na 3ª ronda de qualificação, após uma eliminatória difícil para os romenos (4-2 no total). Caiu por isso para a Taça UEFA, onde foi eliminado sem apelo nem agravo pelo Villareal (6-1). E eis que chega o ano da verdadeira afirmação europeia do Borisov: 2008/2009 fica marcado pela queda dos favoritos Anderlecht e Levski Sofia nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, permitindo ao conjunto bielorrusso enfrentar na fase de grupos o Real Madrid, com o qual perdeu por duas vezes (0-1 e 0-2), a Juventus, que, surpreendentemente, não passou no exame (2-2 e 0-0) e o Zenit, vencedor da Taça UEFA da época transacta (derrota por 0-2 e empate fora com 1-1).

5ª feira, 9 de Setembro, às 21,30 ... na Benfica TV - ' Jornada ' .... o Núcleo SLB / TAP mostra-se !!

Um Benfica a jogar com bem menos ritmo e bem menos qualidade (num jogo também ele fraco, diga-se) do que no final do ano passado, conseguiu bater um Belenenses ainda a recuperar das saídas dos influentes Drula, Miguel Almeida e Caio Japa. A Supertaça é merecida, apesar do fraco espectáculo de futsal. Nesta época, apesar das saídas de Rogério Vilela e João Marçal, e acrescentando ainda o facto de o plantel estar a ficar cada vez mais velho, com os reforços Marinho, Davi e Joel Queirós, pede-se ao Benfica de André Lima que seja mais uma vez dominador, como tem sido nas três últimas épocas.

Imparciais? Dizem-se sérios, imparciais, mas não. Acham que têm informações exclusivas, que têm as melhores fontes a escrever para o seu blog. Qual é o critério de selecção? Nenhum! O que interessa é ter gente a escrever no blog, não interessa se têm informações, se se conhecem de algum lado, enfim, para um blog sério com informações em primeira mão é um bocado esquisito, não é? Reparem:
Não tenha nada contra o dezazucr, excelente blogger do 1-0 basta! A questão é, sendo o FA um blog de referência por que razão fazem propostas a quem não conhecem? Eu próprio fui abordado pelo FA para lá escrever há cerca de um ano. Educadamente, declinei a proposta, desejando sorte ao projecto. Sabem que resposta me deram? "Se conhecer alguém que queira escrever para nós...". A aparente confiança e credibilidade não passa disso mesmo: é apenas aparente. E é triste vê-los pavonear-se quando andam a pedir esmola.Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães - eu, Couto, Figo e Rui Costa - foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu. Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa. Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina. Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas. A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike. Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina. Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais. O Dr. Merdaíl. Disse Merdaíl? Enganei-me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.