Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

O outro plantel - Os Emprestados (V)

São, pelas minhas contas, 32 os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 32 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que escrevo hoje o quinto e último de uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Fellipe Bastos Chegou muito jovem ao Benfica, numa altura em que nem podia jogar, devido à idade ou ao prazo de inscrições, não me lembro bem, mas acho que era a segunda. De qualquer das maneiras as notícias eram animadoras, visto parecer que o Benfica havia feito uma óptima contratação. Ainda hoje não sei se é bem assim. Se, pelo que vi, parece ter potencial, as sucessivas ausências nas convocatórias também podem ser indicadoras do contrário. Não é muito rápido, mas para médio de características defensivas trata muito bem a bola (é brasileiro), dribla e remata forte. Fisicamente, apesar de não ser muito alto, tem cabedal. Este empréstimo ao Belenenses pode ser muito positivo, mas tem de jogar. Tem mesmo de jogar. Acredito que vai integrar, mais cedo ou mais tarde, os quadros principais do Benfica.

Patric Chegou e saiu num ápice. Um dos reforços mais rápidos do Benfica. Foi rápido, sim, mas também teve as suas oportunidades, e, do que mostrou, deixou muito a desejar. Sempre muito nervoso (o que também é desculpável para um jovem de 20 anos. Mas não se pode permitir que um jogador, nomeadamente um defesa, fique no nosso plantel se não souber defender! E Patric meteu água demasiadas vezes. Contra o Milan tivemos o exemplo mais flagrante do que falo. Pato fez o que quis dele. Claro que não é por este lance que não está cá na Luz, mas, em parte, explica o que se passou na pré-época. Pode evoluir? Pode. E vai, com certeza. Não me convenceu, mas...

André Soares Não conheço muito deste jogador. Sei que é avançado e que se encontra ao serviço do Carregado, não tendo ainda sido escolha do seu treinador para jogar, nesta época. Foi um dos jogadores que o Benfica foi buscar, ainda muito jovem, ao Sporting de Braga, a par de Romeu Ribeiro, que ingressou no Benfica no mesmo ano e Nélson Oliveira, que chegou dois anos mais tarde. Não tenho grandes perspectivas para este jogador, até porque, ao que sei, até na equipa de juniores teve dificuldades em impor-se.

João Pereira Era o capitão dos juniores na época passada, fazendo dupla com Roderick Miranda. Pareceu-me mais limitado em termos técnicos que o seu colega de sector, mas pelo físico e, diga-se, pelas qualidades defensivas, agradou, até porque era júnior. Apesar de quase ninguém ter percebido, foi um dos escolhidos de Jorge Jesus para participar no estágio na Suíça, onde acabou por não jogar, sendo preterido, pois havia Roderick e Miguel Vítor. Não tem jogado pelo Fátima, ao que sei, nem sequer tem sido escolha para o banco de suplentes da equipa de Rui Vitória, mas recentemente, para a Taça de Portugal, frente ao Ribeira Brava, somou 90 minutos. Não o conheço suficientemente bem para falar do seu valor futuro, mas acho difícil que dê jogador, pelo menos para o Benfica.

Romeu Ribeiro
Foi pela mão de Camacho, logo na segunda jornada daquela época de má memória, que o médio vindo da nossa formação, após passagem por Braga, se estreou num jogo com o Vitória de Guimarães. Mostrou algumas boas indicações para um jovem da sua idade. Depois disso, esteve emprestado durante dois anos ao Desportivo das Aves, tal como Rúben Lima, tendo efectuado bastantes jogos nessa temporada e meia que passou no norte, muitos deles até como titular, até. Nesta época, com mais futebol nos pés, Romeu Ribeiro encontra-se emprestado a uma equipa com mais ambições, o Trofense, que tentará certamente o regresso ao escalão principal do futebol português. Romeu tem sido pouco utilizado, averbando apenas 1 jogo no campeonato e outro na Carlsberg Cup, num total de 63 minutos. Pouco para quem precisa de afirmar-se para jogar regularmente no Benfica, a médio prazo. Mas há tempo, a época é longa e este jogador terá certamente as suas oportunidades. Mantenham-no debaixo de olho, pode haver muito talento a ser explorado.

Marc Zoro O que dizer deste jogador? Muita gente acha-o mais que capaz para pertencer ao plantel principal do SLB. Eu, pessoalmente, acho-o uma debulhadora: varre e parte tudo o que vê à frente. Não percebe quase nada do jogo, especialmente em termos de agressividade. Do que vi, fiquei extremamente decepcionado. Mas com o salário principesco que aufere, para onde sair? Para o Setúbal onde ninguém recebe? Nem ele quer, seguramente. Encontra-se emprestado ao clube que já referi, sendo que, em princípio será titular indiscutível, não por mérito próprio, mas por demérito dos colegas, que certamente teriam dificuldades em encontrar clube na Liga Vitalis. Enfim, um cepo que consome dinheiro, é o que Zoro é, mas a culpa não é só dele, é de quem o trouxe.

Freddy Adu Deixei o melhor (será?) para o fim. Freddy chegou muito novo ao Benfica, tendo estado sob uma pressão tremenda para obter resultados. Aquele papel ridículo trazido por um miúdo benfiquista que não faz ideia do que é o futebol, explica bem a situação do jovem norte-americano. O que dizia o papel? "Não precisamos do Simão, temos o Freddy Adu!" R-I-D-Í-C-U-L-O. Cada um que tire as suas conclusões. Mas voltando ao Freddy, como se já não bastasse a pressão de adeptos, jornalistas e outros, Fernando Santos, treinador na altura, resolve coloca-lo a jogar no primeiro jogo da época, frente ao Copenhaga, numa pré-eliminatória da Liga dos Campeões, para substituir o lesionado Luisão, numa altura em que o Benfica empatava em casa frente a esse clube dinamarquês, ainda na primeira parte. Adu entrou e jogou como jogam todos os miúdos nas escolinhas: sozinho. "Leva a bola 'pra casa!", ouvia-se. Com razão. Foi deprimente o espectáculo de Adu. Como se isto não bastasse, o próprio jogador continua a revelar, ainda hoje, uma grande imaturidade. Tem dificuldades em impor-se mesmo em equipas mais pequenas. No Belém pouco tem jogado, apesar de ter chegado mais tarde. Vamos ver, mas desconfio que este foi mais um produto de imprensa, como tantos outros.

Domingo, 27 de Setembro de 2009

para memória futura...




A julgar pelas capas ninguém adivinharia, mas, efectivamente zbórdem e crac jogaram ontem...

Sábado, 26 de Setembro de 2009

Continua tudo podre

No futebol também, mas especialmente no hóquei em patins. É vergonhoso. É asqueroso o que se passou hoje na Supertaça António Livramento. A partir do último minuto e meio, quando o Benfica ameaçava seriamente chegar à igualdade, só deu para ver um espectáculo nojento da equipa de arbitragem. Após uma recuperação de bola do Benfica, Reinaldo Ventura agride o nosso jogador. O árbitro assinala falta do jogador azul mas deixa-o em campo. Valter Neves, capitão do Benfica, protesta e é excluído por dois minutos, com cartão azul, ficando o Porto em situação de powerplay (nome dado no hóquei quando uma equipa fica com mais um jogador em campo). Como se isto não bastasse, de seguida, mais um jogador do Benfica é expulso, por pretensa falta que originou penalty, falhado à primeira, mas convertido à segunda. Mas calma, ainda não acabou. Pouco depois, um jogador do Porto utiliza o stick demasiado alto na sua área defensiva, penalty que ficou por assinalar, e ainda, para terminar, mais um penalty (ou livre directo sem barreira, nem me lembro) assinalado contra o Benfica, com mais uma expulsão por cartão vermelho, de Diogo Rafael. Resumindo, em minuto e meio tivemos:

1 penalty contra
1 livre directo contra
1 exclusão para Valter Neves
1 expulsão para Caio
1 expulsão para Diogo Rafael
1 situação em que jogámos com 4 jogadores
1 situação em que jogámos com 3 jogadores
1 penalty perdoado ao fcpigs


Luís Sénica nem sabe na podridão em que se veio meter. Este desporto está podre, enterrem-no se faz favor. Para o próprio Pedro Alves admitir que o Benfica foi prejudicado, imaginem o que se passou. Sempre os mesmos gajos de bigode a arbitrar jogos do Benfica, parece a família Calheiros em peso.

Este Benfica é muitíssimo superior a qualquer outra equipa, ainda por cima com o Sénica. O jogo não foi brilhante, claro que não, mas estes jogadores, a curto prazo e com arbitragens justas ganham aqueles baldes de merda. A direcção do nosso clube deve tomar uma posição com urgência relativamente a este assunto.

Aimar na Selecção Argentina


Hoje, em directo no 5 para a Meia Noite, quando Rui Costa, entrevistado pelo seu fan Luís Filipe Borges, afirmou que Aimar estava convocado para a selecção Argentina, até dei um salto no sofá. É uma presença mais que merecida, obrigatória numa Argentina que tarda em encontrar-se. O "Velho", o "Acabado", sim, esse mesmo, o que custou mais ou menos o mesmo que outros argentinos de alto gabarito como Grimi, voltará a vestir a camisola alviceleste tentando ajudar uma selecção que está em sérias dificuldades. E que o devido mérito seja dado ao Benfica, que recuperou este jogador.

Vamos, Pablito Aimar,
Que la glória volverá
Como Kempes y El Piojo,
Otro Pibe imortal!

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Um fim-de-semana decisivo

É inegável que o país vive tempos difíceis. Toda a nação, ou pelo menos grande parte dela, tem estado semi-adormecida durante os últimos anos. É igualmente indesmentível que há potencial: os nacionais têm qualidade e os imigrantes também, nomeadamente os sul-americanos. O que falta(va) é/era uma liderança forte.

A política seguida nos últimos anos até pode, segundo a visão de alguns, não ter sido a mais correcta. Alguns derrapes orçamentais, demasiados gastos aqui, falta de receitas ali, contudo, nos dias que correm, penso que é unânime que há um esforço para equilibrar contas.

A desilusão apoderou-se de nós nos últimos anos. Foram promessas vãs, foram falsas esperanças criadas, mas hoje, a pouco e pouco, com a saída desta maldita crise parecemos mais fortes. Podemos mudar? Yes we can.

Por isso meus caros, perante todo este cenário, estamos numa situação de escolha. Neste fim-de-semana muita coisa pode mudar. Vamos todos participar nisto, é um direito, um dever de cidadania. Por isso já sabem: larguem o sofá e vão ao Estádio da Luz apoiar o Benfica.

10 anos .. e sempre a crescer!!



Todos bem-vindos a : slbtap.blogspot.com
Coisa de TODOS NÓS ... puro Benfiquismo!!!

Carta de um adepto ao Benfica

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

O outro plantel - Os Emprestados (IV)

São, pelas minhas contas, 32 [não, já encontrei mais 2] os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 33 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que escrevo hoje o quarto de uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Hassan Yebda São muitos e muitos os defeitos e as qualidades deste jogador. Como defeitos temos o facto de não saber quando desfazer-se da bola, mantendo-a em posse demasiado tempo, ou ainda o posicionamento, quase sempre adiantado. Como qualidades temos o excelente jogo de cabeça e ainda a capacidade técnica invulgar para um médio-defensivo. Yebda esteve apenas um ano no Benfica, onde oscilou entre o muito bom e o mau. Um ano, repito. Não dá para avaliar um jogador, especialmente quando há mudanças estruturais na equipa. Penso que o seu empréstimo ao Portsmouth foi um erro: primeiro porque Javi Garcia dificilmente irá aguentar uma época que se espera muito longa; depois, porque ainda só jogou 20 minutos, salvo erro, e está num clube em dificuldades (6 derrotas em outros tanto jogos), podendo desvalorizar-se o activo. Para mim, Yebda tem qualidade e potencial mais que suficientes para ficar neste ou em próximos plantéis do Benfica.

Yshmael Yartei Se tiver efectivamente a idade que dizem ter, é um prodígio. Gosto bastante do Giggs do Gana. É claro que é praticamente impossível atingir o nível do verdadeiro Ryan Giggs, mas do que tenho visto e lido sobre o ganês só tenho de ficar contente. É rápido, toma decisões correctas durante a maior parte do jogo, joga e faz jogar. Está emprestado ao Beira-Mar, onde tem tido poucas oportunidades, tal como Leandro Pimenta, mas deverá conseguir afirmar-se em Aveiro. É claro que nem um terço dos jogadores da formação chegam a ingressar no plantel principal, mas, a médio prazo, este poderá ser uma excepção à regra.

Pedro Eugénio
Este jovem defesa-direito é mais um exemplo daquilo que a formação começa a dar. Emprestado ao Mafra, da 2ª Divisão, ingressou no Benfica para jogar nos sub-17, proveniente do Farense, depois de uma passagem pelo Sporting. Julgo que vi-o jogar na época passada naquele amigável com o Boavista, no Bessa, mas não me impressionou. Só tem 19 anos, há que dar tempo.

Abel Pereira
Colega de Pedro Eugénio desde os sub-17, também é defesa-direito e encontra-se emprestado ao Mafra. Curioso o facto de o Benfica colocar dois jogadores da mesma posição a rodar no mesmo clube. Assim sendo, em princípio, apenas um pode jogar, o que será pouco benéfico para o desenvolvido de um deles. Vi-o jogar apenas com o FC Porto no ano passado na Luz, no penúltimo jogo do campeonato nacional de juniores. É alto para um defesa-lateral direito português, tendo jogado sem complicar, mas também sem impressionar muito. Tal como Pedro Eugénio, há que dar tempo.

Marcel O que dizer de Marcel? Parece-me queimado no Benfica, apesar de nunca se saber o que esperar deste jogador. Foi contratado à Académica de Coimbra por mais de 3 milhões de euros, um tiro no pé, sem dúvida. Fez uma época e meia de qualidade em Coimbra, o que valeu para ingressar no Benfica de Koeman. Fez poucos jogos e não me lembro de o ver marcar golos na Liga. Foi emprestado nestes últimos anos a Sporting de Braga, São Paulo, Grêmio, Cruzeiro e Vissel Kobe, do Japão, mas também com pouco sucesso. Não me parece que volte ao Benfica.

Coelho José Manuel Barbosa Alves, mais conhecido por Coelho, alcunha herdada de um tio seu que foi, em tempos, jogador do Paços de Ferreira, tem um passado recheado de sucessos e experiências no futebol jovem. Começou no Paços, passando 5 anos no FCP, onde foi capitão. Ingressou no futebol italiano, no Inter de Milão, onde, segundo o próprio, pretendia melhorar aspectos tácticos e físicos, mas a experiência acabou por ser uma desilusão. Jogou pouco. Voltou a Portugal para o Benfica, sub-19, estando hoje emprestado ao Paços. Fez dois jogos para a Liga, ambos como suplente utilizado.

Elkesson Parece que o Benfica tem uma co-propriedade com o Vitória Bahia sobre este jogador. Não o conhecia, nem fazia a mínima ideia de que existia.

"Sílvio, passe-me as moelas se faz favor!"


vídeo da Tertúlia Benfiquista

Mais importante que este vídeo, é lembrarem-se que eu defendi que Dias Ferreira deveria ser presidente do Sporting. Se por um lado, em humor, a televisão ficaria a perder, nós, benfiquistas, ficávamos a ganhar com o taliban a presidente. Seria rir todos os dias.

Ah labregão!

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Red Pass: uma boa aposta?

A resposta óbvia é "sim!". Porque evitamos as filas para aquisição dos bilhetes, porque podemos passar o cartão a um amigo para que esta possa ir ver o jogo quando não podemos, ou até porque fica mais barato comprar cativo do que comprar 15 bilhetes de sócio durante toda uma temporada. Mas, fica mesmo mais barato?

À esquerda está a lista de preços dos bilhetes para o Benfica x Leixões da próxima jornada. Precisamente igual à do encontro frente ao Vitória de Setúbal. A tabela da direita corresponde ao preço dos lugares cativos, ou seja, do Red Pass. Vamos então ver se compensa. Para isto, vamos multiplicar o preço do bilhete de jogo pelo número total de jogos no campeonato, comparando depois com o valor a que é vendido o Red Pass para essa zona do estádio.

meo e tmn Piso 0 Inferior: 20 * 15 = 300 €; Cativo: 300 €
meo e tmn Piso 0 Superior: 20 * 15 = 300 €; Cativo: 340 €
meo e tmn Piso 1: 25 * 15 = 375 €; Cativo: não disponível
meo e tmn Piso 3 Inferior: 15 * 15 = 225 €; Cativo: 275 € ou 230 €
meo e tmn Piso 3 Superior: 15 * 15 = 225 €; Cativo: 160 € ou 135 €

Sagres e Coca-Cola Piso 0 Inferior: 10 * 15 = 150 €; Cativo: 120 €
Sagres e Coca-Cola Piso 0 Superior: 10 * 15 = 150 €; Cativo: 160 €
Sagres e Coca-Cola Piso 1: 15 * 15 = 225 €; Cativo: não disponível
Sagres e Coca-Cola Piso 3 Inferior: 10 * 15 = 150 €; Cativo: 160 €
Sagres e Coca-Cola Piso 3 Superior: 10 * 15 = 150 €; Cativo: 120 €

A menos que alguém consiga justificar o injustificável, como é possível a direcção praticar esta política de preços?! Tudo bem, são baratos relativamente ao que os outros clubes praticam, mas como justificar tamanhas discrepâncias entre preço do bilhete base e preço do cativo? Supostamente, a ideia do cativo é baixar o preço, mas em várias zonas do estádio, sobem! Qual é a ideia afinal?! Como justificar que um sócio, do sexo masculino, entre 23 e 64 anos, com Red Pass, tenha um desconto de 29% nas bancadas meo e tmn, Piso 3 Superior, enquanto um sócio nas mesmas condições que este tenha de pagar mais 22% sobre o preço base de um lugar na mesma bancada, mas no Piso 3 Inferior? Nuns lugares temos desconto de 29%, noutros, em vez de termos desconto, ainda temos de pagar mais 22% sobre o preço base!! Mesmo que o preço dos bilhetes seja inflacionado nos "clássicos", isso não justifica tamanha discrepância.

Expliquem-me... eu ainda não percebi, mas julgo que não cometi nenhum erro de contas. Caso eu tenha mesmo razão, peço que alguém faça chegar a questão ao Departamento de Sócios, ou a quem for o responsável por esta política de preços.

O outro plantel - Os Emprestados (III)

Deixando (ou tentando, pelo menos) deixar de parte os assuntos das grande penalidades assinaladas a favor do grande e do enorme de Lisboa, vamos ver mais seis jogadores que o Benfica tem emprestados a outras equipas. São eles:

Binya Começamos com um "prato forte", muito forte mesmo, demasiado forte se calhar. Esse é um dos problemas de Binya: não saber controlar a força e o ímpeto que tem. É um jogador maldoso que não conhece o seu futebol e as suas limitações. Não concordo quando se diz que podia ser um jogador útil. No passado, cheguei a defender tal tese, hoje, abomino-a. Binya não é, nem pode ser jogador de futebol para o Benfica. Para uma equipa que lute pela manutenção, aí sim, sabe destruir, destruir e destruir. Fora disso, é nulo.

Andrés Diaz Seis milhões de euros por Di Maria, no início, não foi mau negócio. Veio com um brinde atrás, este Andrés Diaz, que se encontra emprestado ao Banfield da Argentina. O único senão do negócio de Di Maria foi, precisamente, Andrés Diaz: ficámos com um pendura por resolver. Acho que até o seu contrato terminar, vamos ter de empresta-lo sistematicamente todos os anos. Não posso dizer se é bom ou mau, até porque nunca o vi verdadeiramente jogar, mas já perdeu o seu espaço na Luz.

Adriano Silva
Fisicamente é muito parecido com Urreta: médio-avançado baixinho, cabelo encaracolado, rápido, corre todo o tempo que for preciso. Parece, pelos poucos jogos que vi e pelo que me contam, muito esforçado, apesar de não ter um potencial por aí além. Pode ser que com muita sorte e muito trabalho consiga ficar numa equipa qualquer da primeira Liga enquanto profissional (actualmente é mais um jogador que se encontra emprestado ao Carregado). Acho difícil que se consiga afirmar no Benfica.

Rúben Lima
Defesa esquerdo internacional sub-21 português (apesar de ainda ter 19 anos), este jovem encontra-se emprestado ao Vitória de Setúbal. É relativamente bem conhecido pelos adeptos benfiquistas, sendo que fez a sua formação no clube. Sempre ouvi falar bastante bem deste jogador, que até tem sido aposta no Sado, sendo titular tanto com Azenha, como com Quim. Já nas duas épocas anteriores, emprestado ao Aves, foi também aposta clara, tendo jogado a maior parte dos jogos. Por mim, já teria integrado o plantel principal já este ano, mas tal não foi possível. Vamos ver se é para o ano, porque qualidade, há!

Hélio Vaz
Contratado aos juniores do Montijo para ingressar nos juniores do Benfica, este jovem avançado encontra-se emprestado ao Mafra, clube pelo qual ainda não jogou ainda, nesta época. Desconheço por completo este jogador, pelo que não poderei opinar sobre o seu futuro.

André Carvalhas Prometeu tanto, mas tanto, enquanto júnior mas tarda muito, demasiado, em afirmar-se. Não digo que não tenha valor, mas ainda não o demonstrou. Para mim, parece ser uma daquelas esperanças que não passa, precisamente, de uma esperança. Outro como Pepa, Eduardo Simões ou João Coimbra. É uma pena se tal se vier a confirmar. Aos 20 anos, conta com passagens por Rio Ave e Olhanense, ambas na época passada, realizando um total de 10 jogos, todos incompletos. Este ano, o baixinho médio ofensivo recomeça do zero, no GD Fátima, em conjunto com David Simão. Até ao momento, e após debelada uma lesão na coxa, tem sido titular, jogando sempre que disponível, sendo quase imprescindível ao treinador Rui Vitória. No entanto, questiono a mentalidade deste jogador, que aponta como uma das razões para a escolha do Fátima o facto de o clube "ficar perto de casa".

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Isto NÃO é penalty (a ver se alguns ceguinhos aprendem qualquer coisa!)

Passarão incólumes


Ontem, algures entre o Areeiro e as Olaias, num pavilhão com muito poucas condições para um derby, Benfica e Sporting disputaram o clássico dos clássicos do desporto português, em Andebol. O Sporting venceu e bem, fruto das muitas ausências na equipa encarnada, passando pelo treinador, José António Silva, num caso que a Tertúlia Benfiquista tem acompanhado, muito bem, a par e passo, mas também pelos jogadores, tais como João Ferreirinho, Nikola Miricki, Bozidar Navodeza, Jerónimo e também, na segunda parte, Carlos Carneiro.

No entanto, e também um pouco na sequência daquilo que escrevi há uns posts atrás sobre as claques, o comportamento dos adeptos do Sporting foi nojento, vergonhoso e pouco dignificante para um clube que se diz grande. Insultos como "macaco!", ou outros, sem esquecer os sons a imitar símios, na direcção do atleta benfiquista na imagem, João Lopes, passarão, certamente, incólumes aos olhos da (in)justiça desportiva reinante em Portugal. É o país e os adeptos que temos.

'Tá tudo doido?!

Vamos por partes. Ontem, em Leiria, o Benfica amealhou o quarto penalty em 5 jogos a contar para a Liga. Um contra o Marítimo, por rasteira de Miguelito a Saviola, outro em Guimarães, por mão de Flávio Meireles, um terceiro frente ao Vitória de Setúbal, por rasteira a Ramires, e ontem mais um, o mais flagrante de todos, por golpe de kung-fu a Aimar. Eu sei que dói a muitos adeptos de outros clubes, especialmente aqueles que se fazem passar por benfiquistas para escrever na caixa de comentários deste blogue, mas lamento informar que não há nenhuma regra que diga que não se pode assinalar penalties sobre os jogadores do Benfica. Temos pena, aguentem e não chorem.

O que mais me espanta é o provincianismo exibido por muito boa gente na televisão, na blogosfera e noutros lados. Hoje fui comprar a A Bola. Na crónica assinada por Nuno Paralvas, a opinião sobre a arbitragem é a seguinte: "Jorge Sousa (6) - Assinalou correctamente o penalty sobre Aimar, lance mais complicado do jogo. Perdoou a expulsão de Panandetiguiri." É isso mesmo que leram. Na edição online do MaisFutebol também concordam com a decisão do árbitro. Pateiro e Tall, jogadores da União de Leiria envolvidos nos golos do Benfica, afirmam ambos que é falta sim, mas pensam que é fora de área (nem sei o que dizer...). Manuel Fernandes, claro, fala com o coração.

Os cães ladram, mas a caravana passa. Do que eu não me esqueço, como muitos, acidentalmente, se olvidam, foi de dois lances distintos que puseram a carreira de Nuno Gomes em perigo, por situações semelhantes a esta: o primeiro foi na época em que fomos campeões, após entrada brutal de Marco Tábuas, guarda-redes do Setúbal, na Luz, às pernas do avançado encarnado. Não foi assinalada falta, nem penalty. Outra situação foi na época seguinte, já perto do final do campeonato, num lance com o defesa-central belenense Pelé, que atirou com Nuno Gomes para o estaleiro por algumas semanas. Claro que esses lances, nas mentes de sportinguistas, portistas e outros que tais, nunca existiram, mas eu não me esqueço.

Se dúvidas sobrarem, então aconselho-vos a irem aos sítios da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e da FIFA, para ver se aprendem alguma coisa sobres as leis do jogo. A hipocrisia continua enorme, assim como o medo em ver como o Benfica, dentro e fora do relvado, está mais forte.

Por mais que tentem repetir vezes sem conta a mesma mentira, não a conseguirão tornar verdade.

Domingo, 20 de Setembro de 2009

"É com este espírito que se fazem os campeões"

Nunca ninguém em Leiria tinha visto um estádio tão bem composto. Os mais de 22.000 que quase lotaram o Municipal de Leiria, na sua maioria benfiquistas, não assistiram a um grande espectáculo de futebol, mas também, frente a uma União de Leiria aguerrida e forte (na minha opinião é a equipa mais forte do campeonato dos pequenos) tal não era necessário. Era preciso sim, vencer, algo que o Benfica fê-lo e tal como disse Jesus no flash-interview da RTP, "é com este espírito que se fazem os campeões".

O Benfica entrou forte no jogo, chegando à vantagem ao quinto minuto de jogo, num livre cobrado por Pablo Aimar, na esquerda, e emendado por Javier Pedro Saviola, com o pé esquerdo, no ar. A partir daqui o Benfica teve sempre bastante dificuldade em soltar-se em campo, fruto da excelente organização leiriense. Quando a bola chegava ao ataque encarnado, notava-se alguma "Aimardependência", fruto da desinspiração (e marcações apertadas) sobre Saviola e Di Maria, para não falar do desenquadramento de Keirrison em relação à equipa e ao futebol europeu. Mas isso é o menos, ele aprende. Grave foi a forma como o Benfica cedeu o empate. Num livre que tinha tudo para ser inofensivo, o posicionamento da equipa "convidou" a formação do Lis a avançar para a área, sendo que o cruzamento tenso de Silas foi desviado por David Luiz, num lance de pura infelicidade.

O Benfica tentou reagir, fazendo-o sempre por Pablo Aimar, eixo de todo o jogo ofensivo do Benfica, mas sem grande sucesso. A União esteve mais perigosa apesar de ter menos bola, criando ainda antes do intervalo uma clara oportunidade de golo, por Carlão, que rematou ao lado do poste esquerdo da baliza de Quim. Intervalo precisava-se para esclarecer ideias e para ouvir o que Jesus tinha para dizer.

No recomeço da partida, o Benfica voltou a tentar ganhar o meio-campo, conseguindo-o, permitindo apenas à União alguns contra-ataques, bastante perigosos devido à velocidade do recém entrado Kabala. Outros foram bem anulados pelo fiscal-de-linha. Jesus demorou, mas quando mexeu nas peças do onzes, mexeu bem: retirou Keirrison e Ramires, tocado, para colocar Cardozo e Nuno Gomes, dando nova mobilidade ao ataque. No último quarto de hora, o lance que mudou o jogo. Aimar realiza uma tabelinha com Nuno Gomes e é ceifado por um Tall caceteiro de Leiria. Grande penalidade óbvia, menos para os jornalistas da RTP e alguns energúmenos que aqui vêm comentar (mas cujos comentários não chegam a ver a luz do dia). Cardozo, de pé esquerdo, num relvado mal tratado, rematou forte e rasteiro, marcando o golo da vitória, com alguma sorte à mistura.

A partir daí o Benfica, ao contrário do que vinha acontecendo nas últimas temporadas, soube dominar o jogo, não se remetendo por inteiro à defesa, controlando o jogo a meio-campo. Nuno Gomes ainda teve uma oportunidade para matar o jogo, mas a intervenção final foi, com grande classe, diga-se, de Quim, ao defender um cruzamento-remate traiçoeiro de Ronny para canto. Pouco depois terminava no Lis o jogo que isolava o Benfica no segundo lugar, em perseguição ao fugitivo Sporting de Braga, que ganhou nesta jornada ao Porto.

Antevê-se agora uma fase menos difícil no calendário encarnado, com recepção ao Leixões e ida a Paços de Ferreira, mas relembro que foi precisamente nos momentos ditos mais fáceis que o Benfica de Quique Flores baqueou na época passada, quando seguia em primeiro, fruto de derrota na Trofa e empate em Belém, equipas que viriam a descer (bom, o Belenenses, mais ou menos, é como vocês sabem...).

P.S. Uma palavra para a União de Leiria, que bem merece: vão fazer um bom campeonato. Ali há qualidade que Manuel Fernandes pode aproveitar muito bem. Vão ser, certamente, dos primeiros no campeonato dos pequenos, podendo entrar mesmo na primeira metade da tabela.

Lapidar nº15

"Não me parece [penalty] também, de facto."
Pedro Martins

Cada comentário proveniente deste imbecil deveria ser motivo para escrevermos para o provedor (mas bolas, também ele é do Sporting!). Aposto que Mammadou Tall, o ceifa-aimares, vai ser o jogador mais indisciplinado desta Liga. Como é possível alguém dizer que aquilo não é grande penalidade? Cegueira, estupidez ou má fé? Devíamos era escrever ao provedor sobre a falta de imparcialidade dos jornalistas da RTP.

Não há ninguém que perceba isto?!

Até o Paulo Sérgio, treinador do Paços de Ferreira, percebe uma coisa básica no futebol que nenhum treinador do Benfica, nos últimos anos, percebeu. A maneira como acabámos de sofrer o primeiro golo é exemplo do que vou falar. Se, num livre lateral a mais de 30 metros da baliza, a equipa se posiciona bem dentro da grande área, está a "convidar" o adversário a subir, sendo muito mais provável ocorrer um erro da defesa, como cometeu David Luiz, na tentativa de aliviar uma bola que sairá, em princípio, tensa e para bem perto da baliza. Por outro lado, se a equipa se colocasse bem fora da área, numa mesma linha que o homem que faz barreira, obrigaria o adversário a recuar para não cair em fora-de-jogo, como, por exemplo, faz o Paços de Ferreira.



Sábado, 19 de Setembro de 2009

Claques

Não simpatizo com as claques. Já o tinha dito, ou, pelo menos, dado a entender aqui no blog por mais que uma vez. No entanto, não quero com isto dizer que não reconheço o seu papel no apoio às equipas, nomeadamente no futebol. E quando se fala em futebol, diz-se, claro, Benfica. É precisamente sobre as claques do Benfica que versa este post.


Nascidos em 1982, fruto da união de um grupo de adeptos do 2º anel do velhinho Estádio da Luz, os Diabos Vermelhos foram a 1ª claque organizada do Sport Lisboa e Benfica, a segunda a nível nacional (a Juve Leo é a mais antiga). Os seus membros eram, maioritariamente, jovens, sendo o factor "novidade" fundamental para a formação e crescimento do grupo organizado. Localizados na parte norte do antigo Estádio, os Diabos foram, durante 10 anos, e a par do terceiro anel, a grande força de apoio dos jogadores do Benfica. Contudo, e numa altura em que a claque gozava de privilégios hoje não vistos, deu-se uma cisão no grupo que motivou a formação de uma nova claque, no topo sul do Estádio. Este novo grupo quis adoptar o nome da claque original, mas, estando este uma vez registado, ficaram "sem nome", daí a origem do epíteto No Name Boys. Com a ascensão deste novo grupo, deu-se o princípio da queda dos Diabos, que em determinada altura chegaram a ter menos de 100 sócios. No entanto, com o passar dos anos e entrada no novo século, deu-se um maior equilíbrio entre as claques, pese embora o maior apoio, ainda hoje, dos No Name. Ainda neste último jogo do Benfica, ao olhar para a esquerda vi centenas de adeptos com bandeiras à Benfica (finalmente!) e faixas de apoio com o lema do falecido Gullit, "Sempre Presentes"; ao olhar para a direita, mão vejo senão menos que 30 adeptos, esforçados, mas sem a força de outros tempos. No Estádio da Luz, os Diabos Vermelhos de hoje são uma amostra daquilo que foram. "Poucos, mas bons?" Sim, são bons, mas em número não chegam.

No entanto, para além dos tifos (coreografias), cânticos e faixas, as claques são conhecidas pelo lado da selvajaria. É frequente ouvirmos falar de confrontos planeados, tráfico de droga e armas, assaltos a gasolineiras e ligações à extrema-direita, entre tantos outros problemas. No Benfica, as claques não são excepção. O caso da morte de Rui Mendes, na final da Taça de Portugal de 1996 é um exemplo disso mesmo. Selvajaria. Não quero com isto dizer que todos os membros da claque são uns "animais", mas basta haver 10 que o sejam para haver 100 que os sigam. É assim mesmo. Há tempos, em Espanha, um jornalista com o pseudónimo de Antonio Salas infiltrou-se na claque do Real Madrid, Ultras Sur, onde permaneceu praticamente um ano, tendo saído desta assim que pôde. Após a saída, escreveu o livro Diario de un Skin, onde fala do tráfico de droga, dos combates planeados e ainda das ligações neonazis com as claques Brigadas Blanquiazules e Irriducibili, do Espanyol de Barcelona e SS Lazio, respectivamente.

Claro que os Diabos Vermelhos e os No Name Boys não são tão radicais como estas claques de Real, Espanyol e Lazio. Na Luz ou fora dela, no estádio ou nos pavilhões, as nossas claques desempenham o seu papel de apoio ao clube e aos jogadores, cantando, gritando, empurrando o Benfica à vitória. Nos últimos 5 anos, são menos graves e menos frequentes os acidentes com as nossas claques. Assim de repente, lembro-me de poucos episódios tristes: quando adeptos dos No Name tentaram subir do piso 0 ao piso 1 para agredir um adepto que lhes tinha puxado uma bandeira, isto após alguém da claque ter passado uns bons 20 minutos a exibir a bandeira, tapando a vista ao adepto; o caso das pedras na Academia de Alcochete, apesar de a culpa não ser exclusivamente da nossa claque; e ainda a história de um autocarro ardido, apesar de não se saber quem o fez, as suspeitas recaíram, claro, nos membros das claques. Ganham a fama...

Posto isto, o que fazer? Acabar com as claques? Há uns tempos, aqui no blog, um dos nossos habituais leitores, não me lembro se o Velho Estilo, o Do Sul, ou o Tiago No Name, disse quem sem eles, o Estádio da Luz parecia uma missa. Em parte, é bem verdade. Eu, por exemplo, não compreendo como é que muitos sócios não se levantam para cantar o hino do clube, argumentando que "o hino é para ser ouvido, não para ser cantado". Outra coisa que não entendo bem é a história da legalização das claques. E não entendo pelo seguinte: os dirigentes sabem quem lá vai, uma vez que as entradas são feitas com o cartão de sócio (e parto do princípio que os membros das claques são sócios); os adeptos, se não têm nada a temer, também não deveriam ter problemas em registarem-se. É normal que não queiram sentir-se controlados. Menos normal é querem ser ilegais à força, exibindo um pano com a inscrição "Sou ilegal e isso me envaidece". Ambas as partes hão-de ter as suas razões, mas já agora, gostaria de saber quais são.

Mas como dizia no parágrafo anterior, os jogos sem as claques seriam bem diferentes. Para melhor ou para pior, fica ao critério de cada um. Há quem diga que estaríamos na "missa", opinião de que partilho, mas se formos a olhar para o exemplo inglês, as coisas mudam de figura. Desde a extinção das claques inglesas que o futebol britânico passou a ser bem melhor. Mais que um jogo, é um espectáculo. Ouvir sócios ou simples adeptos gritarem "Glory, Glory Man United", ou entoarem o "You'll never walk alone", esteja o Liverpool a ganhar ou a perder, é simplesmente fantástico. Em Inglaterra, mesmo sem claques, penso que é unânime entre nós, benfiquistas, que estão lá os melhores adeptos do Mundo, que fazem da Premier League a melhor liga europeia. É uma questão de mentalidades: em Portugal, apoia-se a equipa quando ganha, mas sempre baixinho; em Inglaterra, canta-se e apoia-se do início ao fim, independentemente do resultado exibido no marcador. Estádios vazios por cá, estádios cheios por lá. É essa a diferença.

Acho difícil que tal cenário se verifique no Benfica, e por extensão em Portugal, mas seria certamente muito bonito. Para além da falta de qualidade do nosso campeonato, há o preço exorbitante dos bilhetes. Algum dia o Estádio Municipal de Leiria, com lugar para 30.000 espectadores ficará lotado num escaldante U. Leiria x Naval, com bilhetes com um preço médio de 15 euros? Nunca, meus caros, nunca. Mas já houve melhores tempos, mesmo por cá. Hoje em dia, em jogos para o campeonato, o Estádio da Luz enche por duas ocasiões: recepção a Sporting e FC Porto. Fora estes, as boas assistências verificam-se, geralmente, com o Vitória SC e com o Boavista, não esquecendo a primeira e última jornadas. Fora isso, raramente são atingidas marcas acima dos 40.000 lugares ocupados. Noutros tempos, como dizia, o Estádio enchia, ou andava perto disso, em quase todos os jogos. A força, sim, aquela responsável pelos "15 minutos à Benfica", não vinha das claques, que não existiam, mas sim do mítico 3º anel, pulmão do Benfica dos anos 50, 60, 70 e 80. Por apenas uma vez, na nova Luz, vi esse mesmo espírito, num infernal Benfica x Manchester United de finais de 2005, com golos de Geovanni e Beto. Nem com Porto, Sporting, Barcelona, Liverpool, Inter ou outros grandes clubes que defrontámos em jogos oficiais, se verificou tamanho Inferno, como foi esse jogo de Dezembro de 2005. Dantes, era regra, hoje, é excepção.


Por mim, o futebol não teria claques. Mas para isso acontecer, era preciso que, dentro do Estádio, todos os adeptos cantassem e apoiassem os seus clubes como as claques, ou os adeptos ingleses, fazem. O grande problema das claques é extra-futebol. Fora dos estádios.

Já agora, e aproveitando o facto de ter leitores dos Diabos e dos No Name, deixo-vos as seguintes questões, à espera de resposta. Por que é que os Diabos continuam tão afastados do Estádio da Luz? Por que é que os No Name mudaram radicalmente as bandeiras, para apenas bandeiras com símbolos do Benfica?

Por fim, uma sugestão para as nossas claques: parecendo que não, são muitos os Diabos e os No Name de norte a sul do país. Por isso, que tal um pouco mais de organização para marcarem presença com maior frequência nos pavilhões onde as modalidades do Benfica jogam, nomeadamente o pavilhão da Luz. Não foi a primeira nem será a última vez que vi jogos no nosso pavilhão onde não estava presente ninguém de uma claque. Como disse, anteriormente, não sou a favor das claques, mas este sentimento de que sem elas, o futebol não era a mesma coisa é ambíguo, sei disso bem. É estranho, mas é assim.

P.S. O que é feito de uma claque de apoio ao nosso Hóquei em Patins que surgiu há dois anos ou no ano passado (já não me lembro bem)? Já acabou?

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

meninos da escola.....


Um jogo de futebol começa quando o árbitro apita. Começado o jogo aplicam-se as regras do futebol, que não são assim tantas que seja necessário ser-se um génio para as aprender. O árbitro, enviado para dentro do terreno do jogo, tem por função fazer cumprir as regras. Jogadores com entradas por trás ou com violência são punidos com um cartão encarnado. Entradas duras e à margem da lei noutras circunstâncias são punidas com um cartão amarelo. Os cartões estão no bolso do árbitro e este deverá manter-se num estado mental que lhe permita saber que o mesmo bolso está cosido na sua camisola.E que ele, árbitro, está lá para apitar. Desde que começa o jogo. Quando ele apita para começar. Um jogo que começou há dois segundos, funciona com as mesmas regras de um jogo que começou há 40 segundos, há cinco minutos e por aí fora. E o árbitro anda por ali desde o início com a mesma função, não é assim tipo ' esperem aí que ainda estou a acabar o cigarro' !!


F.................-se é assim tão difícil de compreender ???? Qualquer miúdo da aula do meu filho, de seis anos, aprende esta josta em menos de uma manhã....

Apitam bem lá fora os Elmanos, Sousas, Proenças, Gomes e Olegários? Então mantenham-nos por lá para sempre.

Por cá... recrutem nas escolas primárias. Não deve ser difícil encontrar quem saiba ler e apitar....

O outro plantel - Os Emprestados (II)

São, pelas minhas contas, 30 os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 30 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que escrevo hoje o segundo de uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Halliche Possivelmente não haveria um dia melhor para falar de Halliche que o dia de hoje. Ainda ontem, no embate europeu que pôs frente-a-frente Werder Bremen e Nacional da Madeira, o jovem argelino contratado em Janeiro de 2008 ao Hussein Day, marcou o golo do empate madeirense. Emprestado ao Nacional pela terceira época consecutiva, Halliche tarda em afirmar-se como pedra base do onze de Manuel Machado. É certo que tem feito alguns jogos a titular pelos madeirenses, mas precisa de ser titularíssimo para chegar ao Benfica e jogar. Sem duvidar das suas qualidades, acho difícil que tenha ou possa vir a ter lugar neste ou em próximos plantéis, dada a qualidade de Luisão, David Luiz, Sidnei, Miguel Vítor e, esperamos todos, Roderick.

Yu Dabao "O grande tesouro", alcunha deste chinês, deslumbrou nos juniores do Benfica. marcando bastantes golos, que rapidamente o colocaram nos jornais. Mediaticamente, poderia ser um bom negócio, mas a transição de júnior para sénior é sempre muito difícil. Que o diga Dabao. Emprestado primeiro ao Desportivo das Aves, depois ao Olivais e Moscavide e este ano no Mafra, o jovem chinês tarda em afirmar-se. Nesta idade é importante jogar e marcar, especialmente quando se é ponta-de-lança. Não sei, neste momento, quanto vale ou poderá valer num futuro próximo Yu Dabao. Fica a incógnita quanto a este avançado.

Ivan Santos Desde muito cedo ligado ao Boavista, Ivan Santos é, dos conhecidos "Jovens Emprestados", dos mais velhos, tendo nascido em 1988. Esteve emprestado ao Boavista na temporada passada, onde até jogou bastante, efectuando 24 partidas para o campeonato, apesar de em 17 desses jogos ter sido suplente utilizado. Este ano, e de modo a manter-se na Liga Vitalis, foi emprestado ao Carregado, onde em quatro jogos (três para o campeonato e um para a Carlsberg Cup), foi apenas utilizado num, 15 minutinhos contra o Trofense. Outro cujo talento tarda em aparecer (ou então não existe).

Miguel Rosa Este médio centro formado nas escolas do Benfica promete. Digo isto com base nos seus desempenhos ao serviço do Estoril, 4º classificado na época passada, onde, com 19 anos, fez 21 jogos, sendo que 13 como titular. Já este ano, emprestado ao Carregado, também tem dado nas vistas, sendo titular em todos os jogos, desde o Campeonato passando pelas Taças da Liga e de Portugal, onde até marcou dois golos. A crítica considera-o jogador chave nesta equipa. É um miúdo que deve ser observado com bastante atenção, pois parece ter futuro.

Ivanir Rodrgiues Comprado ao Real Sport Clube, ingressou nos juniores do Benfica, tendo ficado tapado por Mário Rui, defesa que representa as selecções mais jovens. Efectuou 11 jogos, sendo que foi titular por apenas 4 vezes. Tenho alguma dificuldade em colocar este jogador como esperança para o futuro. Talvez a sua afirmação no Mafra, onde se encontra emprestado, sirva para poder entrar no plantel principal, mas, tal como disse, acho muito improvável que tal aconteça.

Edcarlos Contratado ao São Paulo, onde era suplente de Alex Silva, irmão de Luisão, Edcarlos chegou ao Benfica na conturbada época de 2007/2008, a do 4º lugar. Não começou mal, mas cedo se percebeu que não tinha qualidade para o nosso clube. Penso que a maior parte dos benfiquistas que segue diariamente o que se passa no futebol jamais esquecerá o famoso lance nos Barreiros onde seguiu com os olhinhos o avançado Ytalo, por uns bons 60 metros, deixando-o marcar. Inconcebível. Hoje, emprestado ao Fluminense, continua a fazer estragos na própria defesa, sendo acusado pela torcida tricolor de ser um dos responsáveis pelos desaires da equipa. Vendam-no enquanto podem, srs. dirigentes.

2-0 e.....

David Luiz e Maxi Pereira ' el mono ' ..... GIGANTES !!!!!!!!!

Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

O Regresso do Capitão (The One and Only)

Os cerca de 35 000 benfiquistas que se deslocaram à Luz não saíram certamente defraudados nas suas expectativas. O Benfica venceu e convenceu desta vez frente ao complicado, se bem que amanhã aparecerá muito boa gente a dizer o contrário, BATE Borisov.

Jorge Jesus optou por "arriscar" (termo utilizado pelo mesmo no final do jogo), mudando alguns jogadores: Júlio César, que rubricou uma boa exibição, substituiu Quim; Maxi Pereira, que agora mesmo recuperou de lesão, rendeu Rúben Amorim; Felipe Menezes, jovem contratado ao Goiás, fez a posição de Aimar; e ainda Nuno Gomes, o capitão, voltou para o lugar de Saviola, rubricando uma excelente exibição, pese o controlo de bola falhado (ansiedade certamente) no início da segunda parte.

Como disse, a equipa mudou, mas a atitude e a vontade de vencer estavam lá e assim tudo se torna mais fácil. O jogo ficou resolvido no primeiro tempo, com golos de Nuno Gomes e Cardozo, tendo o golo do paraguaio resultado de uma jogada que, devo dizer, para quem gosta de futebol, é "um mimo". O início do jogo não foi fácil, até porque o BATE defendeu alto e sempre pressionante, mas assim que surgiu o primeiro golo, as coisas simplificaram-se. Nem sempre dominador, o Benfica foi claramente a melhor equipa, apresentando apenas uma postura mais defensiva nos derradeiros dez minutos. Devo por isso destacar as exibições de David Luiz, que jogou e fez jogar, Luisão, muitíssimo autoritário a defender, Ramires, que está em todo o lado e Nuno Gomes, cuja ausência foi sentida após a substituição.

3 pontos, os mesmo que o Everton que goleou o AEK em Goodison Park, Liverpool. A próxima jornada será precisamente frente ao grande derrotado desta jornada, sendo que uma deslocação à Grécia é sempre, mas mesmo sempre, muito difícil: ambiente infernal e equipas aguerridas, especialmente depois do orgulho ferido. Vemo-nos em Hamburgo!

P.S. Não sei quais foram os motivos da birra de Rúben Amorim, mas são momentos como aqueles que dispensamos numa altura como esta. Há que repensar certas atitudes.

P.P.S.: Olha que dois...

BATE Borisov

Nos últimos dias tenho lido e pesquisado algumas informações sobre os bielorrussos do BATE Borisov. Será, certamente, a equipa que a maior parte de nós, adeptos, menos conhece. Por isso, partilho convosco algumas das informações que recolhi sobre estes desconhecidos de leste.

Fundado em 1973, o BATE sempre foi um clube modesto. No entanto, com o final do século XX e entrada no século XXI, estes bielorrussos tornaram-se, indiscutivelmente, uma das maiores, senão a maior potência futebolística deste país. Subiram à Primeira Liga Bielorrussa em 1997, tendo no final da época seguinte acabado num honroso segundo lugar. Um projecto bem estruturado num país onde o futebol não é minimamente desenvolvido dá nisto: campeões na época seguinte. Com o início do novo século, desde 2001, o BATE averbou um quarto lugar (2005), um terceiro (2001), dois segundos (2003, 2004,) e quatro primeiros postos (2002, 2006, 2007 e 2008), estando bem embalado para o tetracampeonato, liderando por 10 pontos e com um jogo em atraso, ao cabo de 18 jornadas.

O seu plantel é constituído, segundo o Zero Zero, por 28 jogadores, apesar do site do clube apresentar apenas 21 nomes. Na sua grande maioria são bielorrussos (24), tendo dois russos, um eslovaco e um arménio. Ao nível de idades, altura e peso médio do plantel, Benfica e BATE são muito semelhantes: o plantel do Benfica é cerca de ano e meio mais velho que o plantel bielorrusso, apresentando aproximadamente a mesma altura e peso. Por isso, aquela ideia de que "eles são muito altos porque são de leste" não é bem assim, pelo menos contra este adversário. Conta como estrelas da companhia os médios Krivets, número 10 (na imagem), e Pavlov, camisola 17.

Nas provas europeias, o BATE tem dado que falar nas últimas épocas. Com os sucessos obtidos no campeonato, tem conseguido alguns resultados surpreendentes também na Europa: em 2007/2008, nas duas primeiras rondas de qualificação para a Champions League, bateu o APOEL (actual adversário do FC Porto na fase de grupos da UCL) e ainda uma formação islandesa de nome impronunciável (Hafnarfjördur), perdendo apenas para o Steaua de Bucareste na 3ª ronda de qualificação, após uma eliminatória difícil para os romenos (4-2 no total). Caiu por isso para a Taça UEFA, onde foi eliminado sem apelo nem agravo pelo Villareal (6-1). E eis que chega o ano da verdadeira afirmação europeia do Borisov: 2008/2009 fica marcado pela queda dos favoritos Anderlecht e Levski Sofia nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, permitindo ao conjunto bielorrusso enfrentar na fase de grupos o Real Madrid, com o qual perdeu por duas vezes (0-1 e 0-2), a Juventus, que, surpreendentemente, não passou no exame (2-2 e 0-0) e o Zenit, vencedor da Taça UEFA da época transacta (derrota por 0-2 e empate fora com 1-1).

Sem dúvida resultados muito positivos para uma equipa que agora começa a dar os primeiros passos sérios nas provas europeias. Já este ano foi eliminado pelo Ventspils (adversário do Sporting) na ronda que antecede os playoff da Champions.

Por isto tudo que acabei de mencionar, é preciso ter respeito por estes ilustres desconhecidos. A equipa tem de encarar este jogo como um dos mais importantes do grupo, porque para além de ser o primeiro e de ser em casa, é aquele em que é proibido perder pontos. Preocupam-me as ausências de Quim e Aimar, mas confio perfeitamente no trabalho de pesquisa que Miguel Quaresma, adjunto de Jesus, fez nas últimas semanas. Eu, como treinador (que não sou), não arriscaria na titularidade de Júlio César, ou Peixoto a 10 numa altura destas, mas Jesus tem a minha e vossa confiança. Se correr mal, aí é que vai ser pior.

O outro plantel - Os Emprestados (I)

São, pelas minhas contas, 28 os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 28 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que inicio uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Sepsi Contratado como promessa para a lateral esquerda da defesa, Sepsi chegou ao Benfica na janela de transferências de 2008, com José Antonio Camacho. Tapado por Léo, não conseguiu convencer na sua primeira passagem na Luz, sendo emprestado ao Racing Santander, em Espanha. Neste [curto] regresso de pré-época, não convenceu Jesus. Na minha opinião, Sepsi nunca será um grande jogador. Mediano, como há tantos por aí. Não vale a pena manter o romeno, nem para suplente, porque para isso há muito bom jogador português, até para defesa-esquerdo, que pode fazer esse lugar.

Leandro Um jogador que desconheço perfeitamente. Contratado ao Coritiba este Verão, foi imediatamente emprestado ao Vitória Sport Clube, onde ainda não se conseguiu impor (e para ser sincero, penso que não vai conseguir, dada a qualidade do plantel vimarenense). Participou no campeonato Sudamericano sub-20, mas nem sei se foi titular. A não ser que tenha um desenvolvimento semelhante ao de David Luiz, penso que terá dificuldade em ficar na Luz.

Leandro Pimenta Tenho grandes esperanças relativamente a este jogador. No campo, apresenta uma maturidade táctica (até pareço o Freitas Lobo...) fora do normal para um júnior. Não é propriamente rápido, mas a sua visão de jogo, o passe, a colocação, são de um profissional. Vai longe se jogar com alguma regularidade no Beira-Mar, clube que o tem por empréstimo.

Makukula Não tão mau como a maior parte dos benfiquista o julga, nem tão bom como o próprio pensa que é (dizem que se acha o maior). Pessoalmente, não acredito que tenha qualidade para ser titular, como é obvio, mas não escondo que acho-o um suplente muito razoável. Tem força, bom jogo aéreo, mais técnica e velocidade que, por exemplo Cardozo, mas teve o azar de chegar ao Benfica numa fase conturbada do clube. Deveria ter uma segunda oportunidade, que Jesus não deu. Penso que poderia ser muito útil ao clube.

Walter Moraes Quem? Pois, também não faço ideia quem seja. Lembro-me da sua contratação, mas nunca chegou a calçar as luvas, e penso que, já com 22 anos, se ainda não deu minimamente nas vistas, também não será agora que o conseguirá fazer. Claro que um guarda-redes pode evoluir até mais tarde que um jogador de campo, mas na Olhanense foi sempre 3ª opção e, actualmente no 12 Octubre, do Paraguai, não é titular. Deve ter sido contratado com base nos seus 2,03 metros de altura.

David Simão O seu talento é inegável. Muito bem constituído fisicamente para um jogador da sua posição (médio-ofensivo, 1,83 metros, 80 kilos), David Simão deu sempre nas vistas enquanto jogava nas camadas jovens do Benfica. Foi titular em grande parte da época 2008/2009, ano do título de juniores, mas acabou por sair do onze na fase final por opção técnica de João Alves. No entanto, como sabemos, muitas vezes o talento anda a par da preguiça, ou de alguma falta de empenho ou profissionalismo. David foi alvo dessas críticas. Se são ou não verdadeiras... não sei. Dos 6 jogos do Fátima, participou nos 3 da Liga, no da Taça, onde até marcou, e não foi opção para a Taça da Liga. Estes dados evidenciam a importância do jovem na equipa.

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

e amanhã, às 20:05


.. o que esperamos nós?

Uma equipa a continuar a jogar ' à Benfica ', a respeitar uma história ímpar, uma massa de adeptos ÚNICA, que os acompanha e apenas pede que entendam a nossa história, a nossa vocação:

SER GRANDE, SER ÚNICO, SER GLORIOSO.

Euforia ? Apenas para quem não entende o amor recíproco entre onze guerreiros e SEIS milhões de seus soldados!!

Domingo, 13 de Setembro de 2009

assim simples ...

CFB - 0
SL BENFICA - 4

Não é euforia ... é gratidão a quem se entrega assim a um Clube com a dimensão do mundo !

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Benfica: oficialmente, o Maior Clube Português


Não que nenhum de nós o desconhecesse, mas o Benfica foi considerado como o Maior Clube Português e o nono maior da Europa no que diz respeito às competições europeias decorridas no século XX. A lista fica aqui:

Classificação:
1. Real Madrid, 563,50 pontos
2. Juventus, 466,00
3. FC Barcelona, 458,00
4. AC Milan, 399,75
5. Bayern Munique, 399,00
6. Inter de Milão, 362,00
7. Ajax, 332,75
8. Liverpool, 300,25
9. Benfica, 299,00
10. Anderlecht, 231,00
(...)
29. FC Porto, 115,00
47. Sporting, 68,00
110. V. Setúbal, 21,00

Imaginem agora que se somava, a isto, as provas nacionais de cada país. De realçar que temos quase o triplo dos resultados do Porto e 4,5 vezes mais pontos que o Sporting.

A propósito do desempenho de Di Maria e Coentrão


Quem é este?

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

1º Núcleo ....

... do SLB numa empresa : Núcleo SLB / TAP !

Fundado em 1999, cumprindo agora dez anos de actividades, por entre jantares de colegas Benfiquistas, idas à Catedral, viagens a apoiar o Glorioso, cá e na Europa ... angariando mais e mais sócios por entre tantos dos adeptos do nosso Clube na empresa onde trabalham.

slbtap.blogspot.com

5ª feira, 9 de Setembro, às 21,30 ... na Benfica TV - ' Jornada ' .... o Núcleo SLB / TAP mostra-se !!

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

nº de sócio? na ponta da língua... !!




Quando foi a última vez que fizeste algo pelo SL Benfica?

Porque há sempre alguma coisa que podemos fazer pelo Glorioso. Todos os dias !!!

Uma coisa que sempre me fez confusão foi perguntar a um amigo o nº de sócio do Glorioso e ele... não o saber de cor. Ou pior. Não ser sócio ! Como ??????????? Não se ser sócio dizendo--se Benfiquista ? Mas .. porquê ? O preço das quotas está ao nível de meio café por dia. O orgulho de ter aquele cartão ultrapassa em larga escala o do BI. Aliás ele é o verdadeiro BI de uma pessoa que se preze. O cartão de sócio do Glorioso. Tratei disso com os meus filhos antes ainda de qualquer outra coisa. Nem teste do pézinho, nem BCG... nada antes dos rapazes serem sócios do Glorioso. Jantamos com uma companhia de charme que nos fala da lua ? Na hora dizemos que nos lembra um jogo que vimos na Catedral? Falam-nos de arte ? Música? Lembra-nos um jogo que vimos na Catedral . Porque é lá que nos tornamos completos. Lá e quando acompanhamos o Benfica a qualquer lado. Há vida sem o Glorioso? Deve haver mas... sem gracinha nenhuma!!! O Homem foi à Lua? Lembra-nos um dia em que fomos ao Estádio...
Sempre disse que não há Benfiquistas mais Benfiquistas que outros! E não há... Mas.... não se ser sócio? Estar num jantar com amigos em que mais de dois não são sócios ? Mas... que é ,á isso?

As actuais passam a 'ex ' , os miúdos crescem .. mas há algo que ninguém nos tira, nem o tempo: aquele CARTÃO !!!!

Faz-te sócio, torna os teus amigos Benfiquistas sócios também e ... tem pena dos outros....!

ps: agradeço os muitos emails que me enviaram a falar e elogiar o site das Camisolas Originais. Não sendo eu nem o autor nem quem colecciona coisa tão sagrada como os Mantos ali à disposição paa consulta, devo dizer que por lá passeio dia sim, dia sim ... por entre caminhos e histórias e tempos que são a minha vida ! Com o Glorioso no coração e cabeça ! Sempre !!!

Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Liga Eterno Benfica 2009/2010 - Última Chamada

O prazo para as inscrições está quase a expirar. Hoje é o último dia para se inscreverem. A Liga Eterno Benfica é a competição em que tens de mostrar que sabes tudo sobre o Benfica, recorrendo a uma capacidade de previsão de resultados só ao nível de Jorge Jesus. 10 minutos para preencher o formulário e já está. Carrega aqui.

Já se inscreveram: 1 - JNF; 2 - João LBB; 3 - Bruno Venâncio; 4 - David; 5 - Bruno Sol; 6 - Galaad; 7 - lp22; 8 - Dogus; 9 - Pedro Veloso; 10 - Águia; 11 - . (ponto); 12 - Sérgio_alj; 13 - Éter; 14 - Luís Rosário; 15 - Gil Rafael; 16 - Constantino; 17 - David Marques; 18 - djeiti; 19 - Doutora Cathy; 20 - O Glorioso

Domingo, 6 de Setembro de 2009

Supertaça

Um Benfica a jogar com bem menos ritmo e bem menos qualidade (num jogo também ele fraco, diga-se) do que no final do ano passado, conseguiu bater um Belenenses ainda a recuperar das saídas dos influentes Drula, Miguel Almeida e Caio Japa. A Supertaça é merecida, apesar do fraco espectáculo de futsal. Nesta época, apesar das saídas de Rogério Vilela e João Marçal, e acrescentando ainda o facto de o plantel estar a ficar cada vez mais velho, com os reforços Marinho, Davi e Joel Queirós, pede-se ao Benfica de André Lima que seja mais uma vez dominador, como tem sido nas três últimas épocas.

Sábado, 5 de Setembro de 2009

Já todos vimos este filme [melhor assim]

A imagem é do Sigmund, do Blog Fórum Benfica

Selecção mais ou menos Nacional

Há uns meses a esta parte escrevi que me deixaria de preocupar com a selecção. É verdade. O número de posts com o tema "Portugal" reduziu-se ao mínimo possível, nada mais que o indispensável e essencial. Porém, hoje, há uma clara necessidade de voltar a escrever sobre este tema.

A propósito de várias razões: primeiro, as naturalizações. Sou completamente a favor que um cidadão estrangeiro se naturalize português, pelo menos para usufruir dos mesmos direitos que os outros. No entanto, o que é que leva os jogadores brasileiros a pedirem a nacionalidade portuguesa? Não é o amor ao país, não é o sentido de exercer o seu direito cívico votando nas eleições, não, não é nada disso. Um jogador de futebol pede a nacionalidade com o simples interesse de jogar pela selecção, o que eu considero altamente incorrecto. Fui contra as naturalizações de Deco, Pepe e agora Liedson. São vergonhosas, descaracterizam o futebol internacional ao nível de selecções e não contribuem para o desenvolvimento das camadas jovens em termos internacionais (o que é duplamente escandaloso visto o actual seleccionador português se chamar Carlos Queiroz, e ter um passado de respeito nas camadas jovens). Diferentes são, por exemplo, os casos de Eusébio, Coluna, Bosingwa, Nélson, Nani, Obikwelu, Nélson Évora, entre outros.
O segundo motivo que me leva a escrever sobre a selecção é que hoje é o dia do tudo ou nada: Portugal só se vai apurar para o Mundial se ganhar a partida de hoje na Dinamarca. E mesmo que a ganhe, tenho boas razões para acreditar que não vamos à África do Sul. É preciso ganhar, e, se possível, golear, dada a nossa situação na tabela classificativa, em igualdade pontual com a Suécia. Se Portugal perder hoje (ou até mesmo se empatar), poderá ser o fim da Era Queiroz.

Não é meu desejo que isto aconteça. Quero a vitória. Mas as convocatórias ridículas e sem critério com Edinho, Brandão, Eliseu, Orlando Sá, Beto, Rui Patrício e agora, até mesmo Nuno Gomes, jogador que segundo Queiroz não servia, mas que agora é chamado com a missão de, mais uma vez, salvar a selecção, vão continuar a aparecer. Isto só lá vai de uma de duas formas: ou Queiroz ganha os 4 jogos do que resta da qualificação, vai ao Mundial e limpa aquilo (ou seja 1:1000000) ou então nem sequer vai ao Mundial, despede-se, leva o Madaíl com ele e chamam o Sr. Humberto Coelho para a FPF. Agrada-me mais a situação utópica, mas como sabemos, neste momento, nem 20% de hipóteses temos de chegar ao Mundial. Venha Humberta Coelho.

Já agora, face aos convocados, o meu onze seria o seguinte: Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Duda; Maniche, Tiago, Ronaldo, Simão; Nuno Gomes e Liedson

Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Maxi Pereira está de volta!


Não que se tenha notado a sua ausência, até porque Rúben Amorim soube compensar muito bem numa posição que não é a sua, mas o regresso de Maxi Pereira aos treinos sem limitações, isto após a lesão que contraiu frente ao Portsmouth no Torneio de Guimarães, é claramente de saudar.

Maxi não é um grande defesa-direito. Não é, nem nunca será. Não é propriamente rápido, não faz centros perfeitos, não é muito forte no jogo aéreo e nem sequer toma sempre as melhores decisões. Mas um jogador com as limitações de Maxi Pereira consegue esconder tudo isso. Como? Com a entrega, empenho, dedicação, esforço e garra, típicos dos antigos jogadores do Benfica. Maxi é um deles. Não gostava nem um bocadinho dele na primeira época em que cá esteve, aliás, acho que ninguém gostava. Mas Maxi é um daqueles jogadores que consegue conquistar os adeptos, mesmo os mais cépticos. Hoje, é praticamente unânime entre os adeptos do nosso clube e a notícia do seu regresso após a lesão que supostamente o impediria de jogar por 8 semanas (cumpriu apenas 4 semanas de lesão) constitui uma óptima notícia. Bom regresso!

Vídeo do Mês - Setembro 2009

São vitórias como aquelas obtidas frente ao Vitória de Setúbal e exibições conseguidas como esta última, ou Poltava e Marítimo que fazem com que os benfiquistas tenham fé, ano após ano, de que "este ano é que é!". A euforia é inegável: ainda na passada terça-feira, após o jogo com os sadinos, tentei ir comprar o jornal A Bola. Eram 14h00. Só na 10ª papelaria/quiosque é que encontrei o tão desejado jornal.

Queremos aquele Benfica demolidor. Queremos aquele Benfica vencedor, que esmaga, que encanta e que leva gente ao estádio. É precisamente a pensar neste Benfica que escolhi este vídeo para vídeo do mês. É do Em4Lyf, e, para mim, é o melhor vídeo do Benfica na Internet. Chama-se "Benfica, o Místico" e junta grandes sucessos do Benfica até à década de 80 com alguns dos fugazes mas, ainda assim, brilhantes momentos dos anos 90 e do novo século. Apreciem.

Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Sondagem #15


O branco, pois claro. Os benfiquistas votaram e, pelo menos quanto à cor, estamos maioritariamente de acordo. Os equipamentos brancos de 2004/2005 e 2008/2009 reúnem as preferências dos adeptos do nosso clube, sendo que o da época do centenário leva vantagem (na minha opinião é o mais bonito). Dos outros três, o cor-de-rosa leva vantagem, reunindo 15% das preferências e nem os equipamentos associados às boas prestações europeias deixaram saudades, obtendo 3% e 2% de votos, o beige e cinzento, respectivamente.

A próxima sondagem é sobre os defesas-esquerdos do nosso plantel. Votem!

300.000


Sim, exactamente, foi este o número de remates à baliza do Benfica contra o Vitória de Setúbal. E também é o número de visitas que o Eterno Benfica recebeu desde o santo dia 7 de Abril de 2006. A todos os que participam e participaram nesta caminhada, obrigado.

educating a kid...


Porque amar um filho passa por mostrar-lhe o caminho da Vida....
Este é o filho de um amigo meu ... no bom caminho bem se vê!
O Miguel, meu filho mais velho, é sócio do Glorioso desde os... 40 minutos de vida. O Kuka, o meu filho mais novo, é desde o 2º dia pois resolveu nascer em véspera de feriado e com a secretaria do SLB já encerrada...
Porque filhos e SLB são a familia mais importante !!!

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Este sim, é o verdadeiro Jesus!


Na mota de um motocard da Amadora

Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Dizem-se sérios, mas não são

Futebolartte. Resulta da junção das palavras "Futebol", deporto sobre o qual versa o blog, e "Artte", resultado de uma 4ª classe não concluída, como disse, e bem, o Sigmund. Podia ser um bom blog? Poderia. Tem gente que sabe escrever bastante bem, mas, no global, há um sentimento anti-Benfica que por ali paira. Qualquer pretexto serve para "pôr o Benfica em xeque". Qualquer notícia sobre o nosso clube merece um "Bombástico", como por exemplo aquela da senhora que diz ser filha da Rainha de Inglaterra ter sido burlada pelo nosso presidente. Aconteça o que acontecer, coisas irrelevantes como os atletas de um dos "grandes" serem insultados à chegada ao aeroporto não são noticiadas. Já informações importantes de fontes nada duvidosas (ao estilo TVI ou pior, revista Maria) ou artigos de opinião completamente bacocos escritos por atrasados mentais autores com grave défice mental são efectivamente importantes.

Começou por ser um projecto sério. Hoje, é uma amostra de facciosismo ridículo de um grupo de adeptos do segundo maior clube em Portugal, o anti-Benfica. Dizem-se sérios, mas não são. Atentem nas mensagem deixadas no Twitter, para Freddy Adu:

Imparciais? Dizem-se sérios, imparciais, mas não. Acham que têm informações exclusivas, que têm as melhores fontes a escrever para o seu blog. Qual é o critério de selecção? Nenhum! O que interessa é ter gente a escrever no blog, não interessa se têm informações, se se conhecem de algum lado, enfim, para um blog sério com informações em primeira mão é um bocado esquisito, não é? Reparem:

Não tenha nada contra o dezazucr, excelente blogger do 1-0 basta! A questão é, sendo o FA um blog de referência por que razão fazem propostas a quem não conhecem? Eu próprio fui abordado pelo FA para lá escrever há cerca de um ano. Educadamente, declinei a proposta, desejando sorte ao projecto. Sabem que resposta me deram? "Se conhecer alguém que queira escrever para nós...". A aparente confiança e credibilidade não passa disso mesmo: é apenas aparente. E é triste vê-los pavonear-se quando andam a pedir esmola.

Por isso já sabem, 90% do que lerem sobre o Benfica naquele blog é fruto de imaginação maliciosa, é mentira.

Lapidar #14

Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães - eu, Couto, Figo e Rui Costa - foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu. Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa. Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina. Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas. A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike. Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina. Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais. O Dr. Merdaíl. Disse Merdaíl? Enganei-me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.

Sérgio Conceição

Ora bem: é uma entrevista que cheira a frustração autêntica, mas acho que o Sérgio não deixa de ter razão em relação a muita coisa que diz. O triângulo de quatro lados (apeteceu-me fazer de Gabriel Alves) Scolari-Brasil-Nike-Jorge Mendes foi bastante notório ao longo da estadia de Felipão. Exemplo? Rui Costa era português, patrocinado pela Adidas e o seu empresário era, salvo erro, um italiano. Deco era brasileiro, patrocinado pela Nike e o seu empresário era Jorge Mendes.