Sábado, 31 de Outubro de 2009

Tão previsível...

Comecemos, antes de "esmiuçarmos" esta derrota, por um ponto que chamo e voltarei a chamar a atenção sempre que necessário. É incompreensível que se coloque uma claque num piso superior do estádio. Incompreensível! Depois, e como há sempre gente que não se sabe comportar e que por isso nem deveria estar num estádio de futebol, situações como as de hoje... acontecem. E não são apuradas responsabilidades.

Por falar em responsabilidades, alguns benfiquistas (uma minoria, felizmente) deveriam aprender a viver em democracia. Quando se defende uma opinião com argumentos bem fundamentados, como fiz no post anterior, não se deve acusar essa pessoa de querer mal ao clube ou de ser sportinguista. Os yes man, aqueles que abanam a cabeça para cima e para baixo em todas as situações, são o pior que pode existir. Mais precisamente, o senhor de quem vos falo, escreveu o que podem ler na caixa de comentários do post que precede este. Dizia ele que "a dizer mal dos jogadores como dizes nesta peça não sabes mesmo do que falas". Seis minutos de jogo e Fábio Coentrão fazia uma falta que nenhum defesa lateral faria, nem mesmo o mais tosco deles todos. 1-0 para o Braga.

Um dos meus males é ter a ideia de que os jogadores devem jogar nas suas posições. Enfim, sou incorrigível. Mas se algum dia vir o Nuno Gomes a médio-defensivo, o Quim a ponta-de-lança ou o Fábio Coentrão a defesa, não tenho dúvidas que aparecerá sempre alguém a dizer que sou eu que estou errado e que não percebo nada disto. Ok, adiante...

Ficar com 5 pontos de vantagem sobre o FC Porto e com 13 sobre o Sporting era preocupante. Jorge de Sousa tratou de evitar males maiores, ao anular incompreensivelmente um golo limpo a Luisão. Cardozo agarrou Leone? Agarrou. Leone agarrou Cardozo? Também. Alguém põe sequer em equação a ideia de que este árbitro assinalaria penalty a favor do Benfica num lance semelhante? Jamais (jamé)! Previsível. Tão previsível...

Polémicas à parte, até final do primeiro tempo, o Benfica superiorizou-se ao Braga, mostrando uma reacção extremamente positivo ao golo madrugador minhoto. Mas a dúvida paira: como teria sido o jogo, até final, se após as provocações dos suplentes bracarenses a Di Maria e depois de toda aquela confusão no túnel, Cardozo não tivesse sido expulso? Obviamente que uma expulsão não justifica tudo, mas era Cardozo.

No segundo tempo o Benfica entrou decidido a massacrar o Braga, e assim o fez. No entanto, sem Cardozo como referência na área e com Saviola a cair demasiado nas faixas, Jorge Jesus acabou por escolher Keirrison como substituto do paraguaio. O jovem brasileiro teve cerca de 40 minutos para mostrar o que valia, mas aquilo que fez em Braga foi manifestamente pouco. Um jogo que "pedia" alguém que soubesse arrastar defesas (pois o Braga também só jogava com dez), um jogo que pedia Nuno Gomes, teve Keirrison, e com ele, o Benfica perdeu o jogo. Foi uma substituição errada. Keirrison deve efectivamente jogar, mas não numa altura destas. A partir daí, e apesar do domínio do nosso clube, o Braga começou a tentar equilibrar o jogo, mas sem grande objectividade, fruto da ausência de Meyong, substituído ao intervalo. Acabou por chegar ao golo num lance bem construído e finalizado por Paulo César, que estava a ser marcado pelos olhos de Maxi Pereira.

O Braga, a contrário do que se tenta passar através da comunicação social, tem uma excelente equipa e, já sem as provas europeias, tem tudo para se concentrar apenas e só no campeonato. Na minha opinião, podem ser considerados como candidatos ao título. Podem não ter plantel, treinador nem presidente para isso, mas as surpresas acontecem.

Nota ainda para os dois presidentes. Felizmente temos um que, enquanto convidado, se sabe comportar, enquanto a outra figura menor e ridícula protagonizou um espectáculo digno do que é: um ser menor. Enquanto anfitrião, mostrou-se como desrespeitador e, no fundo, idiota. Tivesse a mesma forma de estar que LFV, que não se exibiu de forma alguma nem quando o Benfica marcou o golo que daria o campeonato, e o futebol em Portugal seria menos mau.

Durante a semana vão ouvir-se vozes que anunciarão o fim do Benfica mágico e goleador. Relembro que anda muita gente nervosa e preocupada com este Benfica. Na Luz, depois do resultado de Goodison Park, seja ele qual for, espero que os benfiquistas dêem uma prova inequívoca da força actual do clube.

P.S. Jorge Sousa eleva para 10 o registo de jogos em que o Benfica não ganhou com uma arbitragem sua, num total de 12 possíveis. É obra. Aguardamos também para saber com quantos jogos de castigo vai ser brindado o nosso avançado Óscar Cardozo. Relembro que daqui a duas jornadas há clássico em Alvalade.

Lateral-esquerdo

"O 2ndo pior jogador da equipa acaba sempre por ser seleccionado para lateral esquerdo (o pior é o Guarda Redes)."

Esta frase é do excelente blogue Lateral Esquerdo. No entanto, a poucas horas do jogo no Minho, não vos falo do blogue, mas sim da posição de lateral-esquerdo em si, aplicada ao Benfica, nomeadamente no jogo de Braga.

Como naquela frase, os adeptos do Benfica acham, regra geral, que a culpa é (quase) sempre do guarda-redes. Seja ele quem for. Quim é fraco, sem qualidade, Moreira está overrated e Júlio César nem sabem que é. Já o segundo pior jogador é... o lateral-esquerdo.

A poucas horas do jogo na cidade dos arcebispos, Jorge Jesus já não tem dúvidas sobre quem vai utilizar naquela posição. Dos três jogadores que desempenham aquela função naturalmente, um está lesionado, o outro vem de uma lesão e o terceiro não está convocado. César Peixoto e Jorge Ribeiro não jogarão, isso é um dado adquirido, e Shaffer também não parece constituir opção, pelo menos para titular.

Quem sobra? O voluntarioso David Luiz, que apesar dos muitos elogios não disfarça as dificuldades que tem em jogar numa posição que não é nem pouco mais ou menos sua e o extremo esquerdo Fábio Coentrão. Num jornal desportivo vem a notícia de que Jesus pensa seriamente uma possível adaptação definitiva de Coentrão a defesa, argumentando que para além da falta de laterais-esquerdos em Portugal, Fábio tem óptimas características para desempenhar essa posição. Eu discordo. Pela simples razão que Fábio é muito melhor extremo que lateral e porque essa situação de adaptação seria temporária, até porque mais cedo ou mais tarde Di Maria será vendido e Fábio assumirá, naturalmente, o seu lugar.

Mas tendo dois jogadores tão importantes e perigosos como João Pereira e Alan pelo flanco direito bracarense, será Coentrão a aposta acertada? Na minha opinião, não. E digo-o porque a experiência de Coentrão a jogar nesta posição é nula. Fez um jogo, mas com contornos muito diferentes deste. Foi em casa, com um adversário que explorava menos os flancos e não tinha jogadores com tanta qualidade. Creio que se o jovem natural de Vila do Conde jogar, irá cometer muitas faltas e será amarelado ou até expulso. A prudência aconselha que seja outro a jogar, mas quem?

Avança com um nome: Maxi Pereira. Nunca fez a posição, mas é um jogador bastante inteligente, rápido q.b., que não comete muitas faltas e que tem um bom pé esquerdo. Não dará muita profundidade ao flanco, é certo, mas seria melhor opção que Coentrão. Daqui umas horas veremos.

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Keirrison

Geralmente, não é nada fácil, para um jogador sul-americano, chegar a um grande clube europeu e impor-se imediatamente. O futebol brasileiro e até o argentino são muito mais lentos e com marcações menos cerradas que o futebol europeu. O Benfica, como grande clube europeu e com muitos (e bons) jogadores sul-americanos é a prova viva disso. Reparem no seguinte exemplo: em 2007/2008, José Antonio Camacho tinha dois jogadores uruguaios no plantel. Cristian Rodriguez, médio esquerdo que vinha do PSG, e Maximiliano Pereira, ala direito que vinha do Defensor Sporting uruguaio. Nós, benfiquistas, como é nosso hábito, cedo catalogámos o primeiro de estrela pela sua velocidade, entrega e garra, enquanto que o segundo era várias vezes assobiado e apelidado de "coxo" pela sua lentidão e pela falta de capacidade para entender o jogo. Hoje, todos aceitamos que Rodriguez não era tão bom quanto inicialmente parecia e que Maxi é bem melhor do que aquilo que pensávamos. Porquê? Enquanto um já tinha rotinas de futebol europeu, o outro tinha acabado de chegar.

Nessa época de 2007/2008, o Benfica contratou 8 jogadores sul-americanos. Para além dos já referidos urugaios, vieram Di Maria, Andrés Diaz, Bergessio, Cardozo, Edcarlos e Fellipe Bastos. Deste conjunto de 8 jogadores, apenas um já tinha experiência de futebol europeu. Curiosamente, ou talvez não, apenas esse jogador e Cardozo foram os únicos que obtiveram sucesso imediato no clube. É verdade que alguns jogadores que mencionei têm qualidade duvidosa, mas nem Maxi nem Di Maria nem Bergessio são individualmente fracos, apesar de não terem mostrado praticamente nada na primeira época de futebol europeu. Hoje, já se fala de transferências dos dois primeiros para Atlético de Madrid e Barcelona, respectivamente, enquanto Bergessio, que tinha voltado sem glória para o futebol argentino, está novamente na Europa, no Saint-Étienne, sendo que já foi chamado à selecção argentina após a saída do SLB.

O mesmo pode estar a passar-se com Keirrison. Aliás, não duvido disso. Keirrison chegou à Europa, mais propriamente ao Barcelona, proveniente do Palmeiras (futebol brasileiro), num negócio avaliado em 14 milhões de euros, uma quantia exorbitante para qualquer equipa da nossa Liga, ainda por cima para um "desconhecido" de 20 anos. A verdade é que K11, como os exemplos que dei anteriormente, muito dificilmente conseguiria pegar de estaca na equipa, ganhando lugar no onze quando há outros goleadores como Cardozo e Saviola, com vários anos de futebol europeu, ou ainda o experiente capitão Nuno Gomes, ou o joker Weldon. Por isso, considero normal a ausência de Keirrison até no banco de suplentes. Não duvido da sua qualidade, mas como qualquer outro jovem jogador sul-americano está a passar pelas dificuldades de adaptação ao exigente ritmo europeu. Felizmente, há dois favores que abonam em favor de Keirrison: o primeiro é o facto de parecer ter a cabeça no lugar. Eu li a entrevista que ele mesmo deu ao jornal A Bola quando chegou a Lisboa, dizendo que o seu modelo de jogador e de pessoa é Kaká e que gostava de conhecer a bela cidade de Lisboa e sua história; o outro factor é que tem um treinador e um conjunto de colegas, sobretudo os avançados, que permitirão que K11 aprenda bastante e que evolua consideravelmente.

Posto isto, resta dizer que Keirrison, em oito jornadas para a Liga, fez 135 minutos, repartidos por três jogos, sendo que apenas por uma vez foi titular. Nas provas europeias fez um jogo completo, sendo que, no total, foi convocado por 9 vezes em 15 possíveis. Mas, como disse, há tempo. "Kissono", como é chamado por alguns adeptos pela forma lenta de jogar, típica de um recém chegado à Europa, passará dentro de algum tempo a ser conhecido por "Kigol". Confio muito em Keirrison, acho que vai ser um goleador.

Jorge Sousa

"Então o Calheiros, já se reformou? Pois é... então olha, vai o Jorge Sousa".

Não terá sido bem assim, mas a nomeação de Jorge Sousa foi escolhida a dedo. É o árbitro com o qual o Benfica tem o pior historial dos últimos 10 jogos. Por que haveria de ser ele? Porque reúne todas as condições para este jogo. É árbitro da AF Porto, há quem diga que foi membro dos super-dragões, tem um historial magnífico contra o Benfica e assinalou aquele penalty em Leiria que tanta gente ridícula contesta. É assim mesmo. Jorge Sousa forever.

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

É o meo treinador!

No final da época passada, como devem estar recordados, defendi a continuidade de Quique Flores. Exactamente, o mesmo Quique que hoje é treinador do Atlético de Madrid. Ora, esta onda de excelentes resultados e ainda melhores exibições do Benfica é precisamente o melhor momento para falar sobre essa minha opinião.

Quique, bem ou mal, foi um treinador que granjeou grande aceitação por parte de um sector do Benfica. Por outro lado, sempre houve um outro grupo ao qual o espanhol nunca conseguiu chegar, fosse pela sua postura e maneira de estar no desporto, fosse pelo futebol pouco atractivo que o Benfica produzia. Teve alguns conflitos com Léo, Reyes, Sidnei, Balboa e talvez tenham existido outros com Nuno Gomes, Petit e Cardozo, mas há uma coisa que não deve, nem pode, ser ocultada: na sua passagem pelo Benfica, Quique Flores foi um homem, melhor, um senhor, sério, que soube sempre aguentar a pressão que o cargo exige.

E era precisamente essa pressão que eu temia que poderia ter um efeito negativo em Jorge Jesus. Temia que JJ não soubesse lidar nem aguentar com a pressão naquele que é um dos cargos mais difíceis deste país. Nunca neste período em que se falou da entrada e saída de elementos das equipas técnicas, nomeadamente Quique e Jesus, fiz algum comentário sobre a qualidade de Jesus. Não critiquei nem condenei Jesus, mas também não fiz o "funeral" a Quique. Acreditava (e acredito) na qualidade do português, desconfiava da sua capacidade de lidar com a pressão, aquilo que era precisamente o trunfo de Quique.

Como estaria a jogar este Benfica com Quique? Não sabemos. Mas podemos inferir, pelo que estamos a ver nesta época, que não poderia ser o mesmo que vemos hoje. Jesus foi a grande aquisição para esta temporada. Os mais cépticos estão convencidos. É altura de, dos muitos que somos, sermos um. E pluribus unum.

P.S. E por falar em qualidade de jogo, futebol espectáculo, super-plantel e grandes craques, hoje, o Real Madrid, com Dudek, Arbeloa, Metzelder, Albiol, Drenthe, Diarra, Guti, Van der Vaart, Granero, Raul e Benzema foi humilhado naquele que deverá ser o maior pesadelo da história do clube. Perdeu 4-0 com o modesto Alcorcón, da segunda divisão B (terceiro escalão espanhol), num jogo a contar para a Taça do Rei. Na sequência do que venho dizendo, reforço: euforia nas bancadas, profissionalismo em campo. É a chave do sucesso.

Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Líder

Num jogo marcado pela polémica criada pelos nossos adversários, o Benfica foi evidentemente mais forte e só não humilhou ainda mais o Nacional da Madeira porque a equipa de arbitragem assim não permitiu. Numa semana em que um erro de Lucílio Baptista num jogo que não dizia respeito ao Benfica exaltou os adversários, numa semana em que António Boronha, no seu blogue, só escreve sobre o Benfica e sugere favorecimentos ao clube da Luz, e onde António Salvador, presidente do SC Braga, já apareceu em público para pré-criticar eventuais e putativas notícias colocadas na comunicação social pelo Benfica, a vitória do SLB assenta que nem uma luva. É o medo que vos falava no post anterior. É a isto mesmo que me refiro...

Este Benfica mete medo. Desta vez a vítima foi o europeu Nacional da Madeira. Sim, europeu. No ano passado o Benfica foi o terceiro classificado da Liga, enquanto os madeirenses foram o quarto. Para além disso, não mudaram de [excelente] treinador e mantiveram jogadores importantes como Bracalli e, sobretudo, Ruben Micael, um jogador que encaixaria perfeitamente no plantel do Benfica, por exemplo. Mas ontem, tudo isso não teve importância. O Benfica foi inequivocamente superior, esmagando o Nacional, num jogo marcado pela péssima arbitragem que, por muita areia que se tente atirar para os olhos, acabou por prejudicar o Benfica.

Mais de 47000 pessoas numa segunda-feira à noite no maior estádio do país testemunharam a subida à liderança. Mas para chegar ao posto que nos pertence, foi tudo menos fácil, pelo menos na primeira parte. O Benfica sentiu algumas dificuldades nos minutos iniciais muito por culpa da "falta de respeito" dos jogadores madeirenses que, apesar dos assobios, não se deixaram intimidar. Pelo contrário. Mas, por bola corrida, o Benfica chegou mesmo ao primeiro golo, num lance desenhado por Aimar, Coentrão, que substituiu Peixoto, lesionado no aquecimento, e concluído por Cardozo, com o pé esquerdo, como é seu estilo. O mote estava dado, mas por momentos a goleada foi colocada em dúvida, num lance que acabou por dar em golo para o Nacional, lance esse irregular. O descontentamento dos adeptos foi crescendo com sucessivas decisões erradas por parte da equipa de arbitragem, que beneficiava o Nacional em todos os lances de dúvida e até nuns que nem dúvida ofereciam. Não tenho a mais pequena dúvida que a arbitragem estava encomendada. Digo-o com todas as letras. E o golo mal anulado a Saviola é prova disso. Foram demasiados erros clamorosos. Mas o segundo golo do Benfica era impossível de anular. Se houvesse dúvida, sei bem qual teria sido a decisão de Vasco Santos.

Após o intervalo o Benfica entrou bem mais forte. Prova disso é o facto de o Nacional não ter feito nenhum remate à baliza no segundo tempo. E o Benfica tratou de matar o jogo com um penalty inexistente, cavado por Pablo Aimar. Cardozo não se fez rogado e apontou o seu décimo golo para a Liga. O massacre continuou, mais uma vez com Coentrão muito irreverente enquanto defesa lateral esquerdo, num lance em que Cardozo complicou para depois descomplicar, servindo Saviola que não falhou.

4 é bom, mas nunca satisfaz Jorge Jesus. Se houver a possibilidade de marcar mais, a ordem é atacar. E assim foi. Patacas foi expulso aos 85 minutos (expulsão essa que peca por tardia, pois já na primeira parte deveria ter sido excluído por falta feia sobre Di Maria) e Nuno Gomes marcou no minuto seguinte, após livre marcado por... David Luiz! Bastam 10 minutos para o capitão marcar. Amado por uns, odiado por outros, o facto é que Nuno Gomes deve ser o melhor avançado português de sempre a sair do banco para marcar. São vários os jogos que me recordo de o ver facturar apesar de começar no banco, não só no Benfica, mas também na selecção. Depois disso, mais um golo de penalty indiscutível sobre Ramires, puxado, agarrado e atropelado por João Aurélio, também ele bem expulso. Cardozo, sempre ele, disparou fortíssimo e fez o sexto.Sim, o sexto. Frente a uma equipa que joga nas provas europeias. O sexto golo poucos dias depois de o Benfica ter dado cinco ao Everton. A grande questão é saber como é possível que Jesus tenha feito o que nenhum outro treinador do passado recente do Benfica conseguiu fazer: pô-los a correr e a jogar à bola, aliando o espectáculo à eficácia. Queremos isto mesmo, não apenas até ao final do mês, mas para sempre. Isto é o Benfica.

P.S. Os famigerados cachecois já estão a chegar a casa dos sócios. Ontem vi o do meu "vizinho" de lugar cativo. São muito originais, bem bonitos e com a letra do hino do clube gravada.

Benfica 6 x Nacional 1

O Benfica marcou 7 golos limpos, só contaram 6.

O Nacional não marcou nenhum golo limpo, e conseguiu acabar o jogo com 1 marcado.

O Benfica ganhou 6-1 e o que toda a gente anda a discutir é a justiça do primeiro penalty a favor do Benfica quando já estávamos a ganhar. Repito: ganhámos 6-1. E preparem-se que vêm aí choradinho para o Aimar não jogar em Braga. Não consigo perceber porquê, mas que ele vai haver, ai isso vai...

Manuel Machado andou sei lá eu quanto tempo a provocar Jesus a dizer "que lhe dava gosto ficar á frente do mestre da táctica", entre outras bocas foleiras e desrespeitosas para com um colega. Realmente, um cretino é sempre um cretino, e o "mormente" é-o. Queriam o quê? Que Jesus comesse e calasse? Esses tempos em que gozavam connosco já lá vão...

Jesus não devia ter feito aquele gesto dos quatro dedos ao Manuel Machado. Devia ter esperado pelo fim do jogo e mostrava-lhe 6.


PS: Jesus deve ganhar ao golo... só pode!!! 30 golos em 8 jogos do Campeonato. É obra!!!

Sábado, 24 de Outubro de 2009

Sobre o actual momento do Benfica

Estamos finais de Outubro e o campeonato ainda não está perdido. É obra. Com Koeman, em 2005/2006, já estávamos a uma bela distância do líder, o mesmo com Fernando Santos em 2006/2007 e com Camacho em 2007/2008. Pela primeira vez em 5 anos o Benfica, a jogar bom futebol, não está longe do topo da tabela. Na Europa, ao contrário do que aconteceu com Quique, não estamos eliminados, longe disso até. Líderes do grupo. Parece ir tudo de vento em popa.

Tudo parece ir bem no reino da águia. E efectivamente é isso mesmo que se passa. Se tudo correr como esperamos, na próxima segunda-feira à noite, a Liga Sagres terá novo líder. Por isso, não é de espantar que se diga de tudo um pouco sobre este Benfica: "só ganham e goleiam a equipas pequenas", "os golos são todos de penalty", "fora de casa são facilmente abatíveis", "os adeptos levam-vos ao colo", "os árbitros levam-vos ao colo", "os golos são todos em fora-de-jogo", "estão todos dopados", "é temporário, quando perderem um jogo perdem logo dois ou três de seguida", "Jesus é um bluff", "ganham todos para cima de um balúrdio", "Saviola está velho", "Aimar vai lesionar-se", "Jesus é o rei das pubalgias", "em Dezembro estão de rastos", enfim, é um chorrilho de asneiras nunca vistas. Nunca vistas porque nunca sentiram tanto medo de um Benfica tão forte neste século. É um facto.

Aos que dizem "cuidado com as euforias", só tenho de responder com o seguinte: em parte, é esta onda positiva de euforia que tem levado o Benfica "ao colo" rumo às vitórias e às goleadas. São os fantásticos adeptos que, na Luz ou fora, acompanham a equipa e dão força para vencer. Mais euforia torna-nos mais fortes e intimida os adversários, não só os que jogam connosco cada fim-de-semana mas também os dois rivais directos. A onda vermelha de Trapattoni levou o Benfica ao título. Não acredito que o Benfica conseguisse esse campeonato sem o apoio dos seus adeptos que encheram a Luz e os outros campos por esse país fora. Por isso, meus caros, é imperativo apoiar em massa o Benfica, em casa ou fora, sábado, domingo ou mesmo segunda-feira, a que horas for o jogo.

No ano passado, se tivéssemos ganho ao Nacional de Madeira (que será o nosso adversário nesta jornada), ficaríamos com 4 pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Não nos deixaram. A época de Quique Flores teria sido, certamente, muito diferente. Segunda-feira, na Luz, o vosso apoio é fundamental para que a História não se volte a repetir. E para que o Benfica se reencontre com a sua História.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Olha quem é ele!

Aproveita e diz ao Simão qual é o lugar dele. E em Janeiro podes pegar nos mesmos 4 milhões que deste pelo Balboa para devolveres ao Benfica. Boa sorte, Quique!

Quiz da Semana

O que é que os lagartos e andrades vão dizer esta semana sobre o Benfica x Everton?

a) Isto ainda é pré-temporada. Quando começarem os jogos a sério é que vamos ver...

b) Everton? Quem é...? Eu queria ver era se tivessem de jogar contra colossos como o APOEL ou o Ventspills!!!

c) Tiveram sorte. Outra vez...

d) Apanharam o Everton mais fraco dos últimos 84 anos.

e) Foi o malandro do árbitro. Vejam bem que não houve nenhum amarelo para os lampiões e a estratégia do Everton ficou condiconada pela enorme quantidade de cartões exibidos (2)!!!

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Demolidor

Terceira jornada da Liga Europa, competição que, apesar de assumidamente não ser a prioritária, não deixa de ser importante, segunda vitória esclarecedora do Benfica. Um resultado positivo era obrigatório e o Benfica correspondeu (e superou!) às expectativas, goleando os toffees por esmagadores 5-0.

Nestes últimos anos, a estatística tem sido claramente positiva ao Benfica (e às equipas portuguesas, em geral), quando defrontamos equipas britânicas: o SLB já eliminou Arsenal e Liverpool, ganhou ao Manchester, Celtic e agora, Everton. Os blues de Merseyside, sempre apoiados pelos seus fieis adeptos, foram presa fácil para o Benfica, pois apesar de em certas alturas do jogo ter tido bastante posse de bola, nunca se conseguiu aproximar com perigo das nossas redes.

Não esperava tamanha demonstração de força, classe e supremacia do Benfica em campo frente a um Everton que apesar de semi-debilitado, derivado de não jogar com alguns titulares, não deixa de ser uma boa equipa, cheia de bons valores individuais.

Hoje, na Luz, o Benfica foi incontestavelmente superior. Não fez uma exibição de encher o olho, mas foi muito melhor. Alguém se lembra de uma defesa de Júlio César? Eu não. Lembro-me sim de uns 10 minutos de início da 2ª parte, possivelmente os melhores que assisti em provas europeias neste século. Nesse intervalo de tempo, o Benfica marcou três golos e ainda poderia ter marcado mais dois. Di Maria esteve endiabrado, fez a cabeça dos jogadores ingleses em água; Cardozo fez aquilo que melhor sabe, marcar quando pode; Saviola fez um grande jogo, arranjando espaços onde parecia não haver; Amorim cumpriu muito bem este lugar, e apesar de eu gostar do Maxi, penso que o Rúben dá maior segurança defensiva; Luisão foi monstruoso, mostrando mais uma vez que jogos com equipas inglesas, escocesas ou alemãs, são para ele, pois percebe-se que aquele estilo de jogo físico dos adversários assenta-lhe como uma luva.

Apesar de sub-rendimento (relativo) de Ramires e também de Aimar, a vitória nunca esteve em dúvida. Só duas notas menos positivas: a primeira, a apatia após o 4-0, tanto dos jogadores como dos adeptos. Ficou tudo demasiado tranquilo, e aí Jesus deveria ter mexido na equipa; o segundo aspecto foi a tardia em Jesus fazer algumas substituições, especialmente a saída de Aimar, que vai ser fundamental na próxima segunda-feira, e também de Ramires, que estava limitado.

O que interessa é que neste momento o Benfica lidera o grupo com 6 pontos, os mesmos do Everton, com quem joga daqui a duas semanas em Liverpool. Certamente ainda recordados da derrota infligida, o Benfica não pode adormecer nem menosprezar este adversário, como aconteceu, por exemplo, com o Vorskla Poltava, apesar de ser em circunstâncias diferentes. Concentração na segunda-feira, pois no final desse dia poderemos estar no topo da tabela da Liga.

Eis uma embalagem de toffees, um pacote de 5, já fora do prazo (Abril de 2007).

P.S. - Rúben Micael. Já vos tinha falado dele, não?

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Sócios!

Somos muitos, mas podemos ser ainda mais. Os ditos 300.000 já estiveram bem mais longe. Quem tem possibilidades deve tornar-se sócio se efectivamente ama o clube. E pluribus unum!

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Houve Taça!

Com isto tudo "esqueci-me" de falar da Taça. Mais que o jogo em si, estes encontros iniciais com equipas como o Monsanto ou até com nomes mais giros que já ouvimos na Liga dos Últimos (Pescadores da Caparica, Vigor Mocidade, entre outros) valem pelo pré-jogo. Os churrascos, as pessoas em festa por receberem um grande, uma aldeia abandonada com dois ou três GNR's para ir ver o seu clube jogar com o Benfica, enfim, isto é Taça.

Rodam-se jogadores, o estádio está cheio e vemos equipas mais fracas transcenderem-se em campo. Foi o que se passou em Torres, casa emprestada ao Monsanto. Os ribatejanos entraram bem no jogo e conseguiram efectuar uma primeira parte de bom nível defensivo (na frente não havia ideias), mas jogar 90 minutos ao ritmo do Benfica, ou melhor, do Benfica de Jorge Jesus, é muito difícil, impossível até para amadores ou semi-profissionais. Sem o mais pequeno desprimor, mas é verdade. E por isso, após o primeiro golo de Felipe Menezes, o livro ficou aberto. Carlos Martins, o melhor em campo, fez um jogo memorável, apesar de ser contra o Monsanto, claro. Mas aguentar 90 minutos a bom ritmo... há quanto tempo não os fazia? Saviola marcou mais um, Peixoto, de livre, o seu primeiro no Benfica, e Fábio Coentrão, no meio de tantas tentativas acabou por facturar, merecido prémio para o jovem de Caxinas.

Na próxima ronda tanto me faz jogar em casa ou fora, mas sinceramente prefiro um adversário bem fraquinho. Jogar em caso, com mais de 30 000 nas bancadas às 15h00 numa tarde de sol é recordar outros tempos. Jogar fora será também levar o futebol de primeira a outros estádios (Alvalade, por exemplo). Venha quem vier, é para ganhar, encarando o jogo com a mesma seriedade com que os jogadores encararam a partida com o Monsanto.

Luz, o Grande Palco

Como devem estar lembrados, há uns dias, escrevi que caso a selecção se apurasse para os playoff, o estádio escolhido poderia, provavelmente, ser o Dragão. Disse-o devido às excelentes relações que o professor Carlos Queiroz e Federação têm com o clube azul-e-branco. É sabido: o Rolando pode enterrar até ao pescoço que não deixa de ser seleccionado; o Beto enquanto jogava e defendia bem no Leixões não era convocado, agora que foi para o fóculporto e não joga, já faz parte das escolhas. É assim mesmo, indesmentível.

Se a escolha recaísse sobre o Dragão, não seria, desta vez, devido a um almoço bem regado na FPF. A escolha era previsível. Mas felizmente não foi assim. Madaíl deve ter sido aconselhado a ponderar (viram a azia nas suas declarações sobre a escolha da Luz?!), e por isso escolheu o maior estádio, da maior cidade, do maior clube deste país. Como diz o Correio da Manhã, "a escolha da Luz desagradou profundamente a Pinto da Costa, presidente do FC Porto, que tudo fez para que o escolhido fosse o Estádio do Dragão." Pois é, meus amigos, temos pena. Como diria Maradona... vocês sabem.

Sábado, 17 de Outubro de 2009

Asfixia Democrática


Um indivíduo cuja família já foi vítima de agressões após um mau desempenho seu, já deveria ter aprendido a lição. Infelizmente (ou talvez não...), não aprendeu, pelo que poderá levar mais umas pauladas valentes. É o que acontece nos regimes verdadeiramente democráticos, como no fóculporto. A desobediência dá direito a castigo. Essa coisa de os jogadores dizerem o que pensam não se coaduna com a forma de se estar naquele clube. Cá no Benfica, felizmente, aquela coisa da democracia não pegou moda. E ainda bem! Já imaginaram o que era termos eleições livres e democráticas, mesmo no tempo de Salazar? Mas que disparate...

O nosso "querido" Rodriguez resolveu abrir a boca para ficar sem dentes: disse ele que "Nos últimos 15 dias, vivi momentos muito complicados porque não me queriam deixar vir defender a selecção. Tive de lutar muito em Portugal para vir.", para agora rectificar, afirmando que "Expressei-me mal. Aquilo que disse foi que passei por 15 dias muito complicados." Pois é, meu amigo, mas nem imaginas o que te espera nos próximos 15 dias. Esses é que vão ser efectivamente complicados. Para ti e para os teus. Protege a tua filha do Reinaldo! Pergunta ao Mourinho, ao Paulo Assunção, ao Jardel, ao Adriano o que acontece a quem se porta mal. Eles dir-te-ão.

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

O Triatlo no SL Benfica

Pode parecer um tema pouco interessante, admito-o desde já. Mas não é. O Triatlo é das modalidades em Portugal que mais jovens atletas tem cativado. O crescimento deste desporto tem sido enorme nos últimos anos. Numa prova sempre muito complicada e exigente em termos físicos (1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida), os triatletas estão muito bem preparados psicologicamente. Não só para o desporto em questão, mas também para o que os rodeia, incluindo o trabalho ou estudo. E falo do que sei: conheço pessoalmente alguns praticantes desta modalidade e sei bem as dificuldades e exigências do treino.

Por isso, como admirador destes atletas, fui ao site do nosso Sport Lisboa e Benfica pesquisar a secção do triatlo. E para minha surpresa, eis que só vejo notícias da Vanessa Fernandes. E uma ou outra do Bruno Pais. Ambos têm um valor indiscutível, são dos melhores atletas da Europa e do Mundo, mas só notícias deles? Será que o Benfica não tem mais atletas? Pergunto-o sinceramente uma vez que não faço a mínima ideia. Se os tem, então o site deveria estar melhor organizado, mostrando notícias, participações em provas, etc. Se não tem mais atletas para além destes, então deveria contratar mais se as verbas assim o permitem, devido à popularidade deste desporto e devido ao ecletismo e historial do Benfica.

Jovens atletas como João Silva, Miguel Arraiolos, Duarte Marques, Ana Filipa Sampaio, Filipa Ferreira ou Joana Marques têm enormes qualidades e um potencial tremendo. Ficariam bem nos quadros do nosso clube. E um(a) deles/delas até já me disse que sonhava em representar "o nosso Benfica".

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Moreira

No dia 3 de Novembro de 2001, num jogo disputado no Estádio da Luz, frente ao Vitória de Guimarães, Robert Enke lesiona-se à passagem do minuto 24. No banco, um jovem de apenas 19 anos é chamado a fazer a sua estreia. Esse jovem dava pelo nome de José Filipe Moreira. Aquando da substituição, os aplausos foram tímidos, pois as esperanças dos benfiquistas estavam postas no guardião alemão (um dos melhores que passou pelo Benfica nos últimos anos), e o estádio gelou, quando, ainda na primeira parte, um jogador do Vitória atirou uma bola ao poste daquele jovem que ninguém conhecia. No final do jogo, o Benfica tinha conquistado um empate a zero. Até final dessa mesma época de 2001/2002, o jovem Moreira ainda iria efectuar mais 9 partidas, concedendo apenas 6 golos, 2 dos quais de grandes penalidades.

Hoje, o cenário é diferente. Em tempos, a palavra "Moreira" gerou questionamento, concórdia, revolta. Nos dias que correm, quando se diz "Moreira" há várias facções: os que não acham que tem qualidade para pertencer ao plantel, os que acham que apenas merece o lugar de suplente, e os que acham que a titularidade lhe deveria ser entregue. Há cada vez mais dispersão nas opiniões sobre Moreira. De titular passa a dispensável pela direcção, segundo se diz.

A sua carreira foi pródiga em esperança e em sonhos, mas sem obter os sucessos e o patamar que muitos lhe destinavam. Objectivamente é assim mesmo. Estreou-se muito cedo na Luz, perante o exigente terceiro anel, e surpreendentemente convenceu. E assim manteve o posto por mais algumas épocas. Mas porquê esta falta de sucesso? Vários motivos podem explicar a razão da ausência da chegada aquele patamar de guarda-redes de topo: más decisões dos treinadores, especialmente Trapattoni, culpando-o por um jogo em que foi dos melhores, as duas lesões muito graves nos joelhos, a não-afirmação em momentos chave e as constantes mudanças de treinadores, uma vez que se o Benfica tivesse continuado com Camacho em 2004, com Koeman em 2006 e com Quique em 2009, possivelmente Moreira teria sido titular.

Muitos são os que afirmam que Moreira não tem qualidade para estar sequer no Benfica. Não entendo, sinceramente, especialmente quando usam o argumento mais falso deles todos: o de que Moreira transmite insegurança à defesa. Falso! Moreira é de longe mais seguro que Quim, que Moretto e, ao que me parece, que Júlio César também. É sem dúvida o mais tranquilo, e também o que tem maior capacidade de resposta às adversidades. Um guarda-redes que passou por aquilo que Moreira passou e consegue reerguer-se perante o infortúnio vezes sem conta não merece a desconsideração a que foi votado.

Fala-se de que é o preferido dos adeptos, mas tal não chega. E até tenho dúvidas que tal seja verdade hoje em dia. Verdade indesmentível é que Moreira não tem a margem de erro que os outros guarda-redes que passaram pelo Benfica têm. Não me consigo lembrar de actuações infelizes de Moreira. Talvez só aquela do Trofense, na época passada, porque de resto... já as de Quim são imensas, indiscutivelmente. E não tenho absolutamente nada contra o mais velho dos guardiões. O facto é que são frangos sucessivos e uma insegurança gritante nas bolas paradas e aéreas. Se Moreira tivesse a mesma margem de erro que outros, não tenho dúvidas que seria titular.

Há dois jogos que me ficam na memória, naquela que porventura terá sido a melhor época do nº1: em Trondheim, frente ao Rosenborg, num jogo em que apesar de ter sofrido dois golos, evitou mais de uma dezena de outros quase certos, um dos quais que seria apontado por Cristiano, esse grande defesa esquerdo; o outro jogo foi em Alvalade, num jogo que o Benfica precisava de ganhar para alcançar o segundo posto, o que efectivamente acabou por ocorrer, com golaço de Geovanni, num jogo monumental de Moreira. Conseguem lembrar-se de um enorme jogo de Quim?

E ainda há quem o queira ver pelas costas. Eu não tenho dúvidas: sem ser um predestinado, é o melhor guarda-redes do Benfica. Renovem-lhe o contrato já.

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Um palita os dentes, o outro...

... come daqueles pastelinhos tão bons que há na Periquita. Com doce de ovos por dentro e tudo. E gaba-se disso, em directo, no programa da TVI 24, o Prolongamento. Assim vai o reino da lagartagem: na SIC Notícias, o residente da ala direita (da psiquiatria do Júlio de Matos, entenda-se) palita os dentes, em directo, durante 10 minutos; na TVI 24, o cirurgião que "não diz o nome daquele 10 do Atlético de Madrid" come pastelinhos da Periquita, daqueles com doce de ovos, esperando "não ser processado pela sociedade portuguesa de diabéticos". É a elite, meus amigos. O rei vai nu.

Quem viu?

P.S. "Ah! Não há intervalo hoje? Ainda bem que comi o travesseiro!" Fica a nota para os leitores mais curiosos. O docinho chama-se travesseiro.

Domingo, 11 de Outubro de 2009

A reintegração de Jorge Ribeiro e Balboa

Nesta paragem para os jogos de apuramento para o Mundial-2010, o Benfica continua a trabalhar, mas, para surpresa de muitos, entre os quais eu mesmo, com dois renegados agora reintegrados: Javier Balboa e Jorge Ribeiro.

Contratados na época passada, os dois jogadores tiveram percursos diferentes ao longo da época. Jorge Ribeiro foi utilizado intermitentemente. Começou como suplente de Léo, mas rapidamente, à 3ª jornada, ganhou o posto, perdendo-o depois no início do novo ano para David Luiz. O seu rendimento oscilou entre o bom e o muito mau, sendo a falta de velocidade apontada como o principal problema. Já Balboa, contratado por 4 milhões de euros a pedido de Quique Flores, foi mas regular, mas sempre na mediocridade total. Nunca se afirmou. Nos poucos jogos que fez, entrou sempre perto do fim ou, quando jogava a titular, até era substituído na primeira parte devido ao fraco rendimento.

Na minha opinião, Jorge Ribeiro não é inferior a César Peixoto, nem mesmo a Shaffer. Bem trabalhado por Jorge Jesus, poderá vir a ser mesmo uma surpresa. No entanto, o seu passado mais que conhecido e nunca esquecido pelos benfiquistas constituiu o seu principal handicap. Já o disse anteriormente: não aceito que um ex-jogador, ainda por cima benfiquista desde pequenino, insulte os adeptos e, por conseguinte, o clube, daquela forma. Não esqueço, mas quase perdoo. É no "calor do jogo", ainda por cima foi mal-tratado pelo clube. Se voltar a jogar não o assobiarei. Pelo contrário. Jogador que entra em campo com a camisola do Benfica envergada, tem de ser aplaudido, a menos que algo de extremamente grave se tenha passado (como aconteceu há uns anos no hóquei, com o Paulo Alves). Já o valor de Javier Balboa é mais difícil de descodificar. Não é tão mau quanto mostrou no ano passado, mas quem põe as mãos no fogo por ele? Ninguém, certamente. Contudo, "queimado" não por culpa dos adeptos mas por culpa de si mesmo, Balboa não deverá conseguir demonstrar o que vale. Acredito que sabe bem mais que o que já demonstrou, mas não creio que o evidencie na Luz.

Resta agora perceber qual o papel que Jorge Jesus tem reservado para estes jogadores. Podem ser peças influentes, meras opções de recurso, ou simplesmente para fazerem número, para treinarem e nada mais. Quanto a mim, já no próximo sábado, quando jogarmos com o Monsanto, poderemos ter, quem sabe, a resposta.

Caneira continua no ramo dos leitões

Em noite de eleições autárquicas temos de dar destaque a quem, de certa forma, está ligado ao futebol e à política, ao mesmo tempo.

Por isso mesmo, queria expressar as minhas condolências ao Sporting. Ainda não foi desta que se livraram de Marco Caneira. O candidato a presidente da junta de freguesia de Almargem do Bispo perdeu a eleição a que concorria por uns míseros 32 votos. Continuará a vender leitões e a jogar nos de Alvalade em part-time, mas a política vai ter de esperar.

Já o "grande" José Guilherme Aguiar teve uma votação que espelha bem aquilo que é: medíocre. Com um grande partido, numa região do país que até domina, o norte, perdeu, não chegando aos 20%.

Por fim, o benfiquista Fernando Seara, vencedor das eleições na bela vila de Sintra, salvo erro com maioria absoluta, naquele que será o seu terceiro e último mandato.

Quem tem Simão Sabrosa...

10 anos e 1 dia depois, no mesmo local, a Luz, com o mesmo adversário, a Hungria, e em circunstâncias extremamente semelhantes, o mesmo resultado, 3-0. Num jogo marcado pela lesão de Cristiano Ronaldo, a selecção teve de mostrar que há vida para além do jogador do Real Madrid. E efectivamente há. Queiroz surpreendeu e colocou de início Pedro Mendes, ostracizado, sem motivo algum, por longos anos, da selecção, e o médio do Glasgow Rangers foi talvez das notas mais positivas, a par do ex-capitão do Benfica, de Bosingwa e do levezinho. Nota muito negativa para Duda, o pior, Meireles, desconcentrado e sem perceber o jogo, Nani, que insiste em não evoluir e Deco, bluff autêntico, passes falhados em catadupa, lances mal conduzidos, displicência, enfim, um desastre.

A África do Sul continua distante. Sim, é verdade que os playoff estão muito perto, mas os adversários não são nada fáceis. Basta pensar que nos últimos jogos realizados durante as fases de qualificação, com equipas do mesmo nível ou até mesmo mais fracas, mas candidatas ao apuramento, Portugal nunca ganhou: Sérvia, Polóna, Finlândia, Suécia e Dinamarca. Quarta-feira saberemos se, e com quem lote de adversários poderemos jogar. O que é certo é que Queiroz já tapou a cova que ele mesmo e nós todos começamos a abrir. Saberemos se é uma questão de tempo...

Sábado, 10 de Outubro de 2009

Tudo ou nada!

É hoje, às 20:45 que, no Estádio da Luz, estádio talismã, Portugal joga o tudo ou nada relativamente ao Mundial da África do Sul. Frente à Hungria, a nossa selecção só tem um cenário possível: ganhar. Outro resultado compromete seriamente as aspirações, apesar de tudo ser ainda possível, mesmo a qualificação com empate ou derrota frente aos magiares. Mas o que interessa é mesmo ganhar, e retomando esse hábito tão português (e tão afastado de nós nos últimos anos), vamos lá fazer continhas para saber o que nos espera. Portugal só se qualifica (pelo menos para os playoff) se um dos seguintes cenários acontecer:

Portugal vence Hungria e Malta e:

1 - A Dinamarca derrota a Suécia
2 - A Dinamarca empata com a Suécia, e a Suécia não ganha, na última jornada, à Albânia.
3 - A Dinamarca empata com a Suécia, e a Suécia ganha na última jornada, à Albânia, mas acaba com uma diferença de golos inferior à de Portugal.
4 - A Suécia vence a Dinamarca e, na última jornada, os suecos perdem com a Albânia.
5 - A Suécia vence a Dinamarca e, na última jornada, os suecos empatam com a Albânia, terminando com uma diferença de golos inferior à de Portugal.
6 - A Suécia vence a Dinamarca e, na última jornada, os dinamarqueses perdem contra a Hungria.

Portugal empata com a Hungria, vence Malta e:

1 - A Suécia empata os dois jogos que lhe restam, terminando com uma diferença de golos inferior à de Portugal.
2 - A Suécia empata um jogo e perde outro.

Portugal vence a Hungria, empata com Malta e:

1 - A Suécia empata ambos os jogos,
2 - A Suécia empata um jogo e perde outro.

Portugal empata com Hungria e Malta e:

1 - A Suécia perde ambos os jogos e a Hungria perde com a Dinamarca.

Portugal perde com a Hungria (por 0-1, pois qualquer outro resultado não serve), vence Malta e:

1 - A Suécia perde ambos os jogos e a Hungria perde com a Dinamarca, acabando com uma diferença de golos inferior à de Portugal.

Portugal vence a Hungria, perde com Malta e:

1 - A Suécia perde ambos os jogos.
2 - A Suécia perde um dos jogos, empata o outro e acaba com uma diferença de golos inferior à de Portugal.


Eu sei que há aqui muita especulação, mas não se esqueçam que esta equipa de Portugal, liderada por Queiroz, conseguiu perder um jogo que estava ganho, em Alvalade, em 4 minutos, e ainda empatou com uma Albânia, em casa, que jogou mais de meia-hora com 10 jogadores. Por isso, não ponham de parte nenhum dos cenários. Tudo é possível.

Contas à portuguesa, meus caros, contas à portuguesa...

Já agora, o meu onze: Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Miguel Veloso; Raul Meireles, Deco, Ronaldo e Simão; Liedson e Nuno Gomes

P.S. E já agora, se a selecção se apurar para os playoff, que estádio é que a Federação escolherá para irmos jogar? Aposto no Dragão, e vocês?

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Era Scolari e a falsa questão da renovação

Um dos vários argumentos para o eminente falhanço queirosiano (que nunca engloba a culpa própria ou a incompetência), é a ausência de renovação feita por Luiz Felipe Scolari ao longo dos seis anos que ocupou o cargo de seleccionador nacional.

Um seleccionador não é responsável, em primeira instância, pelo sucesso ou insucesso, competência ou incompetência dos jogadores e dos treinadores das equipas nacionais e dos seus escalões de formação. Qual é o papel e a responsabilidade de Scolari, ou de qualquer seleccionador português, pelo desenvolvimento do escalão juvenil do Benfica? Aqui é difícil atribuir responsabilidades ao seleccionador, mas é isso mesmo que Queiroz tem tentado fazer transparecer. No entanto, um seleccionador tem responsabilidade mais que directa nos escalões de formação das selecções jovens, onde não se podem apontar grandes feitos a Scolari, devido à sua quase despreocupação e demissão de responsabilidade, como naquele caso em que disse "o chefe das sub-21 sou eu!", antes de um Europeu de má memória.

Por isso mesmo, para verificar que o argumento da ausência de renovação da selecção na Era Scolari é falso, faço uma lista dos jogadores introduzidos por Felipão que conseguiram ganhar um posto na equipa de todos nós, ou que não o tendo ganho, tinham condições para tal. Divido a Era Scolari (num total de 61 jogadores utilizados, creio) em 3 períodos.

Do Mundial 2002 ao Euro 2004

Após o desaire no Mundial do Oriente, a selecção nacional apresentava-se aos olhos dos adeptos como "velha e cansada". A geração que tanto prometia parecia estar a acabar sem deixar uma marca importante no futebol sénior. A equipa herdada de António Oliveira continha um lote de jogadores que não andava muito longe disto: Baía, Nélson, Ricardo, Jorge Costa, Fernando Couto, Beto, Jorge Andrade, Abel Xavier, Caneira, Rui Jorge, Frechaut, Petit, Paulo Sousa, Paulo Bento, Figo, Capucho, Rui Costa, Hugo Viana, Pedro Barbosa, Sérgio Conceição, João Pinto, Pauleta, Nuno Gomes, Sá Pinto, Simão, Quim e Secretário.

Com a chegada de Scolari, deste lote de 27 jogadores, apenas 12 aguentaram a transição do Mundial do Oriente para o Euro-2004. Nestes dois anos, e fruto das boas campanhas europeias do FC Porto e do futebol atractivo do Benfica, vários jogadores foram lançados, dando novo sangue à selecção. Entre 2002 e 2004, Scolari promoveu várias chamadas, sendo as de maior destaque Moreira, Paulo Ferreira, Miguel, Nuno Valente, Ricardo Carvalho, Costinha, Maniche, Tiago, Cristiano Ronaldo, Deco e Hélder Postiga. Onze jogadores! Em menos de dois anos! Se isto não é renovação é o quê? Ainda por cima tudo jogadores de qualidade inquestionável (tirando o Costinha, vá, que fez carreira com base numa ideia de super-jogador quando era um super-calhau).

Do Euro 2004 ao Mundial 2006

A primeira fase de renovação, de todas elas a mais difícil e arriscada, foi muito bem sucedida. Mas não bastava ficar por aqui: com um grupo novo, e preparando os novos ciclos, a selecção tinha de combinar duas vertentes: ganhar e renovar. Ambas foram muito bem conseguidas. Durante os amigáveis, fase de qualificação e Mundial de 2006, muitos jogadores de qualidade foram lançados, ou relançados, por Scolari. São casos disso Marco Caneira, Jorge Ribeiro, Ricardo Rocha, Fernando Meira, Manuel Fernandes, Hugo Viana e Hugo Almeida. Falamos de mais 7 jogadores. Deste grupo, Caneira, Meira e Hugo Viana já tinham sido convocados por outros seleccionadores, mas nunca tinham verdadeiramente jogado pela selecção, tendo feito apenas parte das convocatórias. Jorge Ribeiro e Ricardo Rocha, apesar de terem uma passagem efémera pelas quinas, não conseguiram dar continuidade às chamadas de Scolari não por falta de qualidade ou potencial, mas por terem escolhido rumos para as suas carreiras que os prejudicaram bastante (a saída do Benfica para o Tottenham no caso de defesa-central e a ida para a Rússia por parte do irmão de Maniche). Manuel Fernandes foi lançado, quem sabe, demasiado cedo, sendo demasiado jovem para se impor na equipa, apesar de eu manter a convicção de que é um jogador com um potencial e qualidade tremendas. Hugo Almeida, lançado neste tempo, não conseguiu afirmação imediata, derivado de haver outros pontas-de-lança com maior qualidade, casos de Pauleta e Nuno Gomes, mas começa agora a mostrar serviço, tendo já alinhado como titular em alguns jogos importantes, com Queiroz.

Do Mundial 2006 ao Euro 2008


Muita gente apontou este período como o mais difícil da Era Scolari. Foi-o, efectivamente. Já não havia o elã de anos anteriores. A selecção tinha perdido os verdadeiros líderes dentro de campo, Luís Figo, Rui Costa e Fernando Couto, ficando agora entregue a um conjunto de jogadores de grande qualidade como Simão, Nuno Gomes, Ronaldo, Ricardo e Ricardo Carvalho, mas sem o carisma dos anteriores. Contudo, é mais uma vez errado afirmar que neste período não houve renovação. Naquele período foram lançados Rui Patrício, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Tonel, Miguel Veloso, Raul Meireles, Nani, Ricardo Quaresma, João Moutinho e Makukula. São mais 11 jogadores. Patrício, apesar de não ter jogado, ou te ter feito apenas um jogo, não sei ao certo, tem qualidade e pode muito bem vir a ser o futuro guarda-redes na baliza da selecção. Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Moutinho, com relativa facilidade, conquistaram o seu espaço, actuando como titulares em algumas ocasiões. Tonel e Makukula, por razões diferentes, não conseguiram impor-se: para Tonel havia demasiada competitividade no seu sector, enquanto para Makukula a perda da titularidade foi fundamental para a perda, também, do comboio dos escolhidos. Veloso e Meireles, foram conquistando o seu espaço (e ainda hoje o fazem) a pouco e pouco. Num sector onde, desde a saída de Petit, não houve ninguém a pegar de estaca, estes jogadores de Sporting e Porto, respectivamente, têm mostrado qualidade para poderem ser titulares. Por fim, Nani e Quaresma, que lançados como alternativas a Simão e Ronaldo, tiveram dificuldades em assumir-se como escolhas para o onze, devido à boa forma dos outros dois atletas, apesar de ser unânime que ambos têm qualidade.

Resumindo, nesta renovação scolariana, ao contrário do que Carlos Queiroz tenta escamotear, a selecção nacional ganhou cerca de 25 jogadores, ou seja, no período de seis anos, a selecção foi totalmente renovada por Scolari. Inegável.

Uma coisa é renovação. Outra coisa bem diferente disso é experimentar. Edinho, Brandão, Eliseu, entre outros, não são exemplos de renovação, mas sim de experiências, ainda por cima falhadas. Um seleccionador tem de saber trabalhar com o material que lhe dão, e isso não parece estar ao alcance de Queiroz. Tão grave como não conhecer as próprias limitações, é afirmar que Scolari não fez a dita renovação e propor a seguir que se naturalize todo o brasileiro que souber jogar à bola. E custa pensar que este foi o pai da formação, o pai da Geração d'Ouro.

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Agora ou nunca, Selecção!

É a hora da verdade. Mais que na última, será na penúltima jornada que se joga o tudo ou nada para a nossa selecção. Sábado, no Estádio da Luz, a Selecção Portuguesa terá uma tarefa tão ou mais difícil quanto a que teve há precisamente 10 anos, quando em 1999, exactamente no maior estádio nacional, precisava de bater, imaginem, a Hungria, por 3-0, para marcar presença no Euro-2000. O resultado foi alcançado com golos de três ex-benfiquistas: Rui Costa, João Pinto e Abel Xavier, num jogo marcado pela expulsão de Pauleta. Com tantas coincidências históricas nesta recta final do apuramento para o primeiro Mundial africano, esperamos que o final seja igualmente feliz.

Mas não nos deixemos enganar. A década de ouro do futebol português a nível de Selecção A está a acabar, ou melhor, acabou mesmo. Começou em 1998, com o início do apuramento para o Europeu de 2000 e terminou em 2008, com a derrota nos quartos-de-final do Euro austro-helvético. Assim foi. Pelo meio, um Europeu histórico apenas travado pela mão de Abel Xavier, mas marcado por momentos inesquecíveis como a reviravolta no Philips Stadium frente à Inglaterra, ou o golo de Costinha em cima do apito final frente à Roménia, ou ainda aquela defesa incrível de Fabian Barthez a cabeceamento de Abel Xavier já no prolongamento dessa fatídica meia-final.
Dois anos mais tarde, já com António Oliveira no comando e após uma brilhante fase de qualificação onde a selecção de todos nós derrotou a poderosíssima Holanda e a República Irlanda, o Mundial do Oriente, como ficou conhecido, foi uma desilusão, com muita história de bastidores ainda por contar.
Veio Scolari e com ele uma nova forma de olhar e interpretar o que era uma selecção. Amado por uns, odiado por outros, bem ou mal, com competência e com fanfarronice, o facto é que a selecção desfeita em 2002 foi refeita para 2004, num Europeu caseiro, que se iniciou e terminou da mesma forma: derrota com a Grécia. Mas pelo meio, tanto se passou: a revolução no onze após a derrota no Dragão, a vitória histórica em Alvalade frente à Espanha com golo de Nuno Gomes, os mais dramáticos quartos-de-final que assisti em toda a minha vida, na Luz, claro, frente à Inglaterra, num jogo marcado pela falta de atitude de Figo, pelo golo do mal-amado Postiga, pelo grito de raiva de Rui Costa, na sua casa, com aquele relato inconfundível de Jorge Perestrelo, parece que ainda o oiço, "Vamos embora Rui Costa, vamos embora para cima dos ingleses! Eles estão completamente tontos! Rui Costa vai, Rui Costa acreditou, vai atirar para o golo... atira, GOLO! GOLO! GOLO! É GOLO! É GOLO! É GOLO! É GOLO DE PORTUGAL!" e, para terminar, com as grandes penalidades, o falhanço de Beckham, o de Rui Costa, o penalty à Panenka de Postiga, a defesa sem luvas de Ricardo e o golo deste último que selou a passagem às meias. Inesquecível, tal como aquele momento em que Charisteas cabeceou para dar a vitória da frieza e calculismo gregos.
O Euro terminou e novo Mundial estava à porta. Frente a adversários como a Eslováquia, Rússia e Letónia, Portugal conseguiu o apuramento com facilidade, ficando na memória o escandaloso empate em Vaduz, no Liechenstein, seguido da não menos "escandalosa" vitória em Alvalade por 7-1, à Rússia. No Mundial, a primeira fase foi passada com facilidade, com 3 vitórias em outras tantas partidas. Nos oitavos, a Holanda, (1-0), num jogo memorável, tamanha foi a confusão criada pelo árbitro Ivanov, que exibiu um total de 16 cartões amarelos e 4 vermelhos, num jogo que nem teve muitas faltas. Nos quartos, novamente a Inglaterra, mais uma vez despachada nas grandes penalidades, com Ricardo, do Sporting, em evidência ao defender 3 remates. Por fim, sim, fim, as meias, frente ao adversário de sempre nesta fase das competições, a França. Depois do Velodrome em '84, do Koning Boudewijn Stadion em '00, foi a Allianz Arena, casa do Bayern, a assistir a nova derrota lusa frente aos gauleses.
Talvez tenha sido aqui que o ciclo de ouro se esgotou. A caminhada rumo ao Euro-2008 não foi efectuada com a mesma facilidade. A calculadora esteve prontinha a ser utilizada. Portugal não venceu nenhum dos 3 adversários directos (Finlândia, Sérvia e Polónia), mas mesmo assim conseguiu carimbar o passaporte rumo ao centro da Europa. Neste Europeu, já com a saída de Scolari anunciada, as exibições foram pobres e já não havia o mesmo elã de outros tempos. A derrota frente à Alemanha não constituiu, por isso, surpresa.

Hoje a situação é bem diferente. A máquina de calcular está a ser utilizada há já uns bons meses. Fazem-se contas às múltiplas hipóteses de apuramento. Ganhar aqui, esperar pelo desaire da Suécia, pelo deslize da Dinamarca, mas fundamentalmente ganharmos. Até porque isso tem sido o mais difícil. Não se pode desperdiçar pontos em casa com a Albânia, nem perder, em casa, com a Dinamarca num jogo em que a vitória parece estar mais que segura aos 86 minutos. Não pode ser.

E Queiroz? Sim, também tem culpa, mas porventura não é o único problema. Contudo, não é parte da solução. Fez escolhas erradas durante mais de um ano, e ainda hoje continua a faze-las. Mas, ao contrário do que se quer fazer passar, estes anos de ouro iniciados em 1998 não foram regra ao longo dos anos, foram excepção. A nossa selecção, mesmo com Eusébio, Chalana, Bento, Humberto, Gomes, Jordão, Damas ou Futre, foi sempre medíocre, salvo raras e honrosas excepções. Com isto, quero dizer que este ciclo foi mesmo excepção, como foi o de '66 e o de '84 + '86. Apesar de actualmente termos um conjunto de jogadores que joga nas melhores equipas do Mundo, como nunca antes vimos (Real Madrid, Manchester United, Chelsea, Juventus, Internazionale) a verdade é que estes atletas estão bem longe de formar um bom conjunto, algo que Scolari conseguiu fazer, mas que Queiroz não tem capacidade. Desde Agosto de 2008 até Outubro de 2009, vários jogadores de qualidade duvidosa, ou, pelo menos, manifestamente insuficiente e sem merecer a chamada foram lançados na Selecção: Boa Morte, Edinho, Daniel Fernandes, Gonçalo Brandão, Antunes, Eliseu e Orlando Sá são bons exemplos disso mesmo. Outros foram sistematicamente esquecidos: Quim, Moreira, Rúben Amorim, Nuno Gomes, Caneira, Veloso, Maniche ou Pedro Mendes. Experiências falhadas foram mais que muitas: Manuel Fernandes, Danny, Rolando ou Hugo Almeida. Isto tudo junto só poderia dar mau resultado.

Más decisões são comuns em grandes treinadores, mas insistir em erros herdados é ainda mais grave. Foi o que Queiroz fez. Um homem que é visto como o pai da geração de ouro, aquela em que brilharam Baía, Jão Vieira Pinto, Rui Costa e Luís Figo, não pode chegar à selecção e naturalizar todo o jogador estrangeiro com potencial. Falou-se em Paulo Assunção, Liedson e ainda nos irmãos gémeos brasileiros Fábio e Rafael, ao serviço do Manchester United. Que pensarão os jovens aspirantes a futebol? O que pode responder um seleccionador das camadas jovens à pergunta "De que me vale esoforçar aqui na Selecção se depois virá um estrangeiro ocupar o lugar que me deveria pertencer?". Mais, a responsabilidade de Queiroz neste campo é a duplicar, pois foi ele mesmo quem elegeu o staff técnico para os sub-15, sub-17, sub-19, sub-21 e outras. Trabalha com quem quer. E tem contrato até 2012! E ganha mais 33% daquilo que Scolari ganhava! Daí, a sua responsabilidade ser gigantesca. Mas, continuando nos erros, um dos grandes foi insistir em Cristiano Ronaldo como capitão da selecção. Tal como Scolari, não sabe a quem dar a braçadeira. Pensem comigo, que qualidades deve ter um jogador para envergar o símbolo de liderança de uma equipa, de um país? Na minha opinião, idade (ou internacionalizações), competência, respeito (e ser-se respeitado por colegas, adversários e árbitros) e profissionalismo. Para mim, Ronaldo só tem duas destas quatro. Como se sentem Simão, Nuno Gomes ou Ricardo Carvalho, jogadores com mais anos e mais experiência? Como observam o facto de o capitão ser um boémio, jovem inexperiente, que trata o treinador por "tu" e que está num pedestal de semi-Deus incontestável, indiscutível e insubstituível?

São anos a apoiar a selecção, ver um projecto ser feito, desfeito e refeito. Vêm novos jogadores, novos treinadores, mas continua a ser preciso varrer a porcaria que existe na Federação. E enquanto isso não for feito, é impossível pensar em sermos verdadeiramente grandes. Não podemos continuar a viver das aparências.

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

a hora dos idiotas ...

domingos .. para quem já não há paciência, debita na esperança que o antigo dono lhe dê nova guarida na casota: ' ... querem ver o Benfica em 1º ... '
Claro imbecil ... SEIS milhões, em Portugal, mais uns quantos no Mundo inteiro querem isso. Achas estranho?

paulo sérgio ... treinador faz-de-conta .. não viu em Paços ' ... o Benfica a ser superior'.
Claro, burrinho idiota, mas tu vês alguma coisa de futebol ?

Lá vai o Benfica

Depois do desaire grego na Liga Europa, o Benfica, de regresso à Liga Sagres, competição que parece ser a primeira aposta de Jorge Jesus, não vacilou e derrotou o Paços de Ferreira por 1-3, num dos redutos tradicionalmente mais complicados, numa partida que misturou garra, categoria e... sofrimento, mantendo rédia curta ao líder Sporting de Braga, mantendo o Porto e 3 pontos e deixando para trás o Sporting, já a 8.

Os benfiquistas, como é seu apanágio, deslocaram-se em força à capital do móvel para apoiar o seu clube. Desfalcados de Maxi Pereira, Di Maria e Pablo Aimar, o Benfica não se ressentiu, até porque este ano a segunda linha de jogadores é de qualidade indiscutível. Ter no banco Amorim, Coentrão e Carlos Martins é um luxo, sendo que em qualquer equipa da Liga Sagres estes jogadores seriam titulares de caras.

Os receios, se haviam, de uma exibição igual à de Atenas morreram cedo, logo aos 3 minutos, quando David Luiz cabeceou para golo a bola cruzada de Carlos Martins. O Paços reagiu, tentando, quase sempre em contra-ataque, criar perigo pelas alas. Alguns remates, quase todos fora do alvo, não serviram para pôr o Benfica em sentido, que rapidamente voltou ao ataque, desta vez por Saviola, que serviu Martins, para este, a uns 35 metros da baliza, estoirar para golo, o segundo, aquele que quase dava tranquilidade. Em 22 minutos, o Benfica parecia ter resolvido o jogo. Ainda assim, não satisfeita, a turma de Jorge Jesus voltou a carregar no acelerador, e numa falta sobre Saviola, que até poderia ter dado cartão vermelho directo ao defesa pacense, Óscar Cardozo, num livre soberbo, faz um golo de bandeira, de levantar qualquer estádio. Estava feito o terceiro e assim íamos para intervalo.

Se há coisa que me deixa pouco contente é o facto de os jogadores do Benfica festejarem pouco os golos que marcam. Cardozo, por exemplo. Fica contente, claro, mas devia ser mais exuberante, como Carlos Martins, ou Filippo Inzaghi, do AC Milan. Outra coisa que não me deixa contente foi a forma como a equipa entrou e jogou no segundo tempo. Sim, a vitória estava garantida, os jogadores estavam cansados, é verdade. Mas o Benfica da segunda parte foi uma nulidade em termos ofensivos. Lembro-me de um remate apenas, de Shaffer, que saiu por cima da baliza de Cássio. Os castores fizeram pela vida e chegarem mesmo ao golo de honra, merecido, após alguma sorte, pois Amorim escorrega nesse lance, possibilitando a Maykon o golo. Cristiano ainda tentou dar um ar de sua graça (bom jogador para equipa com ambições à Liga Europa, mas não para um grande), mas Quim travou o seu remate. Por falar no nosso guarda-redes, ele foi mesmo um dos melhores em campo, apesar do pouco trabalho que teve. Destaco-o até porque voltou a um terreno que lhe foi difícil no ano passado, numa exibição para esquecer. Carlos Martins também esteve muito bem para quem regressou de uma lesão prolongada, e Saviola merece destaque. Até final, poucas chances de perigo, num jogo que teve o Benfica como justo vencedor, após golos de grande penalidade (mais 3) de David Luiz, de cabeça, Martins e Cardozo. Chorem agora.

Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

E eis que do nada... surge ele!!!


Para disfarçar a mediocridade e a verdadeira tristeza que é o seu clubezeco, JEB (o cabeça de cottonette) recorre frequentemente ao discurso que melhor colhe no alvalixo: atacar o Benfica. O clube com o qual ele sonha antes de ir dormir e a quem dirige o seu primeiro pensamento quando acorda. Pelo meio, enquanto dorme, sonha que o Benfica perdeu.
Hoje fomos brindados com mais umas declarações daquelas a que já nos habituou e que fazem com que as declarações do Ministro Mário Lino pareçam verdadeiros salmos. Desta vez, foi sobre o fundo de investimentos de jogadores criado recentemente pelo Benfica e aprovado pela CMVM. Repito, aprovado pela CMVM.
Quem tiver aborrecido pode ler a entrevista aqui. Eu vou apenas retirar uma parte da peça do reco-reco. Com os devidos comentários.
"Numa clara alusão aos desempenhos de Sporting e Benfica na Liga Europa, Bettencourt socorreu-se das estatísticas para realçar a vitória dos leões, lançando mais uma indireta aos encarnados. "Foi a primeira vez que ganhamos a uma equipa alemã (UAU!!!!!!!!! Honestamente, não sei quantas vezes é que o Benfica já ganhou...mas adiante...) Um conjunto que lutou até à penúltima jornada pelo título alemão, mas que toda a gente diz que não joga nada (pois, meu caro, mas isso foi o ano passado e perderam para esse colosso do futebol mundial que é o Wolfsburgo. Este ano, e parece-me a mim que é o que realmente conta, estão mesmo em primeiro lugar e destacadissimos, só que a contar do fim!!!). O Hertha ganhou 4-0 ao AEK de Atenas (foi o Everton, sua alimária, foi o Everton!!!! A vossa obsessão pelo Benfica é tal que até querem que joguemos no mesmo grupo!!!), mas os gregos é que têm uma grande equipa", sentenciou."
Comentários, em itálico.
Parvoice lagarta, omnipresente.
PS: Se tiverem um bom antivirus, talvez tenham dificuldade em visualizar a fotografia...

Domingo, 4 de Outubro de 2009

Vídeo do Mês - Outubro 2009

Continuando esta rubrica mensal, onde se mostram alguns dos melhores vídeos do Benfica na internet, hoje traga-vos um vídeo de um autor diferente daqueles que por aqui têm passado. O vídeo chama-se "Em Busca de um Herói", e é da autoria do Red Life Benfica, sendo que mostra alguns dos melhores momentos da época passada e deixa no ar a possibilidade de o Benfica ser campeão este ano. Esperamos que sim, obviamente, mas vamos ver... "se nós não merecemos, quem merecerá?", não é?

Sábado, 3 de Outubro de 2009

Sondagem #16


Terminada mais uma sondagem, desta vez sobre quem deve ocupar a posição de defesa esquerdo, vamos ver os resultados:

Parece consensual entre os benfiquistas que Shaffer é o melhor jogador para ocupar o lugar. Num plantel que conta com dois novos defesas-esquerdos, é o argentino que reúne cerca de 83% dos votos, superando por larga margem César Peixoto, que obtém apenas 11% dos votos. Ainda há quem ache, apesar dos sucessivos erros graves que ditam muitos golos contra, que David Luiz deve ser o escolhido, (4%).

Já está a decorrer nova sondagem, desta vez sobre os objectivos para esta época. Podem votar!

Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

O post 1000

Quando, em Abril de 2006, iniciei este blog, estava longe de pensar que algum dia chegaria aos 1000 posts. Como forma de comemorar essa efeméride, optei por algo completamente diferente. Seria, para mim, muitissimo fácil sentar-me aqui a escrever e louvar o trabalho feito por mim e por todos os que aqui escrevem. Fui por outro caminho. Convidei uma pessoa de fora para escrever o post 1000. A escolha foi, simultaneamente, fácil e complicadissima. Recaiu no S.L.B. do "não se mencione o excremento" e da "Tertúlia Benfiquista". Complicadissima porque tive de escolher apenas um de inumeros bloggers que aprecio de dentro da blogosfera benfiquista, fácil porque foi através do "não se mencione o excremento" que tomei contacto com o que é a blogosfera e me incutiu o bichinho de começar esta empreitada que se veio a chamar "Eterno Benfica".


Três palavras finais:

.ao Sir e JNF, em timings diferentes, pelo dinamismo que trouxeram ao blog, pela sua vontade férrea e pelo seu benfiquismo que faria corar de inveja o próprio Cosme Damião. Muito obrigado.
.a todos os que aqui escreveram, com maior ou menor assiduidade mas sempre com um contributo inestimável, e que nos ajudaram a chegar aqui. Onde estamos hoje. Aos 1000. Muito obrigado.

.a todos vocês que aqui vêem diariamente, prestigiando este pequeno espaço que mais não é do que uma gota de água no oceano de grandeza que é o Benfica. Muito obrigado.
Agora, venham mais 1000. Pelo Benfica, sempre.


Têm a palavra o S.L.B.

Post 1000

O meu amigo Galaad fez uma coisa completamente injustificável: convidou-me para escrever o post 1.000 do “Eterno Benfica”. Da mesma maneira que nós, adeptos, não merecíamos o dia menos bom que a equipa teve ontem em Atenas, também eu não sei o que fiz para merecer tamanha distinção. Mas há convites irrecusáveis e nem é preciso ser an offer you can’t refuse (isso seria mais para o outro clube familiarizado com a máfia).

O “Eterno Benfica” é um dos blogs benfiquistas que consulto diariamente e sempre me habitou a um olhar perspicaz e crítico (no bom sentido da palavra) acerca do ‘eterno’ mundo que é o Sport Lisboa e Benfica. Do seu lote de excelentes escribas, só tenho o prazer de conhecer pessoalmente o Galaad, mas o contributo principalmente do Sir (por onde é que andas ultimamente, pá?) e do JNF (e só refiro estes dois pela sua maior regularidade na escrita) tem sido precioso no sentido da defesa que todos nós devemos fazer do Glorioso. E essa defesa inclui por vezes a crítica sempre no sentido construtivo (cf. este post), que a fé que todos nós temos no Benfica não equivale a que sejamos seguidistas de um qualquer pastor da IURD, como se faz lá em cima com o padrinho. Unanimismos, não, obrigado.

Quis o destino que o milionésimo post surgisse depois de uma inesperada derrota que nos entristeceu a todos, mas que não nos deve tirar a fé na equipa. Afinal, ela já mostrou este ano que sabe dar a resposta devida a resultados negativos. E esta, para mim, tem sido uma das grandes diferenças em relação ao passado recente. Voltámos a ser ‘o’ Benfica, o ‘eterno’ Benfica que faz questão de demonstrar no jogo seguinte que o desaire anterior foi apenas um percalço (derrota com o Atlético Madrid, vitória no torneio de Amesterdão; derrota em Poltava, 8-1 ao Setúbal). Percalço esse atribuível a um pequeno factor: os jogadores são humanos e têm o direito a ter um dia menos bom. Esse factor irrita-nos e chateia-nos imenso, é verdade, e por vezes esquecemo-nos dele, porque entra em contradição com a imortalidade que atribuímos ao clube. O que nos leva a pensar que os jogadores, também, deveriam ser imortais e nunca não ganhar jogos. Não o são, mas o espírito do Benfica, a mui célebre e falada ‘mística’, essa sim, é imortal. E é ela, a ‘mística’ do ‘eterno’ Benfica, o que o torna motivo de inveja pelos outros. Outros, esses, que estão bastante deprimidos este ano, não por estarem assim tão longe de nós no campeonato (afinal só passaram ainda seis jornadas), mas por nós andarmos felizes com as exibições e resultados que temos vindo a obter. E por essa célebre, invejada e temida ‘mística’ estar de volta tanto nos relvados como nas bancadas em todos os campos onde temos vindo a jogar. Cabe-nos a nós, adeptos, ajudar a alimentá-la, fazendo-a perpetuar no tempo. Para que o nosso Benfica continue a ser ‘eterno’. E seja o que faz com que duas pessoas, que ainda há pouco tempo não se conheciam, se sintam agora como se fossem amigos desde a infância. Mais uma vez obrigado, Galaad, foi uma honra. Em Maio (se nos deixarem...) lá estaremos juntos a celebrar!

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

O Benfica em Atenas

...e em Portugal.

Dr. Jekyll e Mr. Hide.

200.000


O Maior Clube do Mundo continua cada vez... maior! Desta vez com a chegada ao mágico número de 200.000 sócios, algo único na história do futebol português e mundial, por muito que alguns queiram escamotear. A campanha de angariação de sócios iniciada por Luís Filipe Vieira em Maio de 2004 continua a dar muitos frutos. Em 5 anos, o Benfica duplicou o número de sócios. Não devemos ser sócios, por esperar tirar benefícios do Benfica, nem tão pouco por termos o sentimento ou a necessidade de ajudar. Quem pensar em prós e contras em ser sócio do Benfica, esqueça, não é essa a ideia. É irracional. Por isso é que é bonito. Por isso é que é o Benfica, e não um outro clube qualquer, cujos sócios ou adeptos têm vergonha em ser do clube. Aos que não são sócios e ainda estão a ler este post, deixo-vos a questão para responderem na caixa de comentários: por que não são sócios? Não quero entrar em discussões, apenas quero saber os motivos. Vamos a isso, 250.000 é já em Maio, basta ser campeão.

AEK

É já amanhã que o Benfica defronta o AEK de Atenas, adversário complicado apesar do mau momento que vive, assim como sucede com outras equipas europeias, tais como Herta, Atlético, Sporting, entre outros. Digo que são difíceis pois, em casa, com o apoio dos terríveis adeptos gregos, o Benfica terá de manter sempre uma concentração enorme. Uma vitória em Atenas pode significar um passo de gigante para a passagem à fase do mata-mata, mas para isso é preciso saber ultrapassar a experiência de jogadores conhecidos a nível europeu, como Majstorovic, Kafes, Hersi, Roger Guerreiro ou ainda Djebbour. Mas somos Benfica, por isso a obrigação é a de vencer.