
2010 será o nosso ano!!!!
A toda a familia benfiquista, aos que sofrem e que e amam, votos de um 2010 cheio de alegria e felicidade, são estes os votos do "Eterno".

2010 será o nosso ano!!!!
A toda a familia benfiquista, aos que sofrem e que e amam, votos de um 2010 cheio de alegria e felicidade, são estes os votos do "Eterno".
Janeiro: Léo diz adeus ao clube numa saída que tem tanto de conturbado como de estranho. Não convenceu Quique e os problemas familiares levaram-no a regressar ao Brasil, pese embora o desejo em continuar na Luz. Foram 3 anos e meio de grande qualidade futebolística, de um jogador 100% profissional. Deixa saudades.
Fevereiro: Num momento crucial da temporada, o Benfica deslocou-se a Alvalade num jogo onde a vitória poderia lançar a equipa rumo ao título. No entanto, perdemos, e perdemos bem, num jogo em que fomos inferiores. Para mim, depois da Trofa, aqui confirmou-se o adeus ao título.
Março: Num jogo quezilento e violento, os leões marcaram primeiro por Pereirinha, mas o Benfica respondeu por Reyes, num penalty mal assinalado e que gerou muita polémica. No desempate por grandes penalidades, Quim foi gigante e defendeu por 3 vezes, dando a Taça da Liga ao Benfica.
Abril: Vanessa Fernandes é uma figura de proa no sector feminino das modalidades do SLB, mas Telma Monteiro não fica atrás. A jovem judoca sagrou-se campeã europeia em Abril, um ano após a desilusão dos Jogos Olimpicos, que se saldou num oitavo lugar. Poucos meses mais tarde seria vice-campeã mundial, após realizar uma prova que teve tanto de difícil como de memorável.
Maio: Foi mês de Reyes. Muito se disse, muito se especulou sobre o futuro do internacional espanhol que pese embora o seu avultado salário (230.000 € por mês) merecia, para muitos benfiquistas, boa parte daquilo que ganhava. Foi o jogador com mais assistências, provavelmente, e na minha opinião, o melhor elemento encarnado na época de 2008/2009. Gostaria que tivesse feito parte do plantel, mas hoje, face ao rendimento de Di Maria e Coentrão, não teria lugar.
Junho: Na derradeira jornada do campeonato nacional de juniores o Benfica só precisava de não perder para se sagrar campeão, mas por intervenção de um grupo de vândalos o jogo não chegou ao fim. Ficaram as imagens de pedradas e a certeza de que ninguém aprendeu com esta situação.
Julho: Depois de um período eleitoral conturbadíssimo, onde Vieira derrubou os estatutos para impedir a preparação de outras candidaturas (nomeadamente a de Veiga...), o presidente foi reeleito impedindo que o clube caísse nas mãos de um grupo de destruidores.
Agosto: Depois de uma pré-época em que foi dado como dispensado por tudo e todos, desde adeptos a jornais, Quim defende quatro grandes penalidades contra o AC Milan na Eusébio Cup, agarrando em definitivo a titularidade. O gesto a mandar calar quem lhe tinha previsto a dispensa foi a imagem do mês.
Setembro: A capa é ridícula, mas a verdade é que a mentalidade de Jesus ficou bem vincada logo em Agosto. Fosse por um, por dois ou por seis, o treinador do Benfica exigia ataque continuo e massacre total, em casa ou fora, independentemente do adversário. Foi uma novidade comparando com o que os antigos treinador exigiam dos jogadores dentro de campo. A meta dos sete golos sofridos no final do campeonato , quase utópica, diga-se, já não vai ser atingida, mas os números do ataque superam praticamente todos os anteriores.
Dezembro: Um Benfica muito desfalcado, sem Amorim, Aimar, Coentrão e Di Maria, e com David Luiz, Luisão e Ramires debilitados, foi claramente superior ao Porto, vencendo com inteira justiça o derby, com um golo de Saviola, o homem do mês, que facturou também contra a Olhanense, a Académica e BATE Borisov.
Faleceu esta tarde, dia 24 de Dezembro, o presidente do Conselho Fiscal do Sport Lisboa e Benfica, Walter Marques, sócio 2 284, ao que sei de doença prolongada. Walter Marques, que já havia sido presidente do Conselho Fiscal do SLB em mandatos anteriores, foi também presidente da ANA e Secretário de Estado Adjunto do Tesouro do XII Governo Constitucional, encabeçado por Cavaco Silva. Partiu assim esta tarde mais um grande benfiquista, que fará parte daquele que foi descrito por Fialho Gouveia como "o quinto anel que não vemos mas sentimos". Que descanse em paz.
A equipa do Eterno Benfica deseja aos seus leitores, independentemente de serem do Benfica ou do SLB, um Feliz Natal 2009. Aos outros, bom... aos outros também desejamos uma quadra feliz, afinal é este o espírito de um tempo que se quer de entreajuda para com os mais desfavorecidos, estejam eles a 4 ou 12 pontos (só espero não ter de engolir isto em Maio!).
Devo dizer que sou um fã de Makukula, e tal situação não é de ontem. Para mim, o avançado luso-congolês alia aquilo que muitos dos nossos avançados, portugueses ou estrangeiros que passaram pelo nosso campeonato, não têm em simultâneo: técnica e força.
São óbvias algumas das lacunas deste plantel do Benfica. Uma delas é a posição de defesa direito, lugar para o qual o futebol português tem-nos dado muitos e bons jogadores nos últimos anos, alguns deles fruto de adaptações, casos de Miguel e Bosingwa. Num plantel com tantos jogadores estrangeiros, seria bom, no meu ver, ter mais alguns jogadores portugueses, especialmente se forem benfiquistas dos verdadeiros. Onde vou chegar com esta conversa toda? É muito simples: Maxi Pereira tem debilidades e fragilidades várias que são todas, ou praticamente todas, disfarçadas pela sua entrega e garra; Miguel Vítor e David Luiz são ambos defesas centrais de raiz e apesar de terem sido soluções no passado, não devem voltar a repetir a experiência, pois não é ali, certamente, que irão fazer carreira; Luís Filipe, apesar de queimado pelos adeptos, pode ressuscitar com Jesus, mas não para defesa direito, onde é constantemente ultrapassado pelos adversário. Se jogasse a médio, no seu lugar de origem, a conversa seria outra. Portanto, defesa direito, português, benfiquista, jovem, com qualidade. João Pereira, exactamente, o novo jogador do Sporting. Já tinha dito aqui no blog por mais de uma vez que este jogador encaixava perfeitamente no plantel do Benfica, quem sabe, na equipa titular. Se vale os 3 milhões de euros pagos pelo Sporting? Talvez não... mas se o Benfica entrasse com os 2,5 que acho que realmente vale, o Braga iria ceder mais cedo ou mais tarde. O que é facto é que seria um excelente reforço para qualquer um dos grandes, e desta o Sporting acertou, também porque "a necessidade aguça o engenho".
Antes do futebol, sábado também foi dia de "matança do porco" ou não estivéssemos nós em Dezembro. Nos basquetebol, Ben Reed, João Santos, Sérgio Ramos e Will Frisby, que parece ser mesmo um grande reforço, realizaram uma exibição de luxo contra aquele que parece ser efectivamente o maior e mais difícil adversário deste ano. Facto é que os encarnados estiveram sempre na frente do marcador, desde o primeiro ponto do jogo. Nunca o FC Porto conseguiu passar para a frente da partida, muito por culpa do seu treinador, Moncho Lopez, que, qual Jesualdo, se amedrontou todo e não pôs a jogar mais minutos aquele que estava a ser o melhor jogador azul-e-branco, aquele base franzino, número 4. De qualquer das maneiras, e apesar de uma desastrosa arbitragem, o Benfica venceu e venceu bem, por 78-72. Quem deve ter ficado rouco com tanta asneirada da arbitragem foi aquele senhor de sobretudo castanho claro que estava atrás do banco do Porto. Viram-no? Que máquina!
Começo por dizer o seguinte: hoje, Jorge Jesus, deu uma banhada táctica ao FC Porto. Jesualdo Ferreira ainda deve estar para perceber como é que o nosso treinador montou a estratégia. Há pormenores difíceis de reparar, mas a postura com que o Benfica entrou em campo e os 15 minutos finais foram de uma classe táctica que raras vezes vi no Benfica. É impressionante ver a equipa defender como defendeu no último quarto de hora, sem sofrimento. Genial.
O Benfica apresentou-se com um onze diferente daquele que muitos de nós tinham imaginado ou programado. Jesus evitou ao máximo mexidas e adaptações, mantendo Maxi, David Luiz, e Peixoto nas posições em que têm actuado. Urreta e Carlos Martins, que realizaram, ambos, um jogo extraordinário, substituíram impecavelmente Di Maria e Pablo Aimar, respectivamente. O Porto, por seu lado, não se apresentou com onze jogadores sequer. Hulk foi menos um, ficou metido nos bolsos de César Peixoto (enorme jogo!) e David Luiz (enormíssimo jogo!), não soube jogar para a equipa e perdeu todos os lances que disputou, além de um par de mergulhos ridículos que deveriam ter-lhe custado a expulsão, que só pecou por tardia, no túnel, depois de agredir um segurança com uma bota, levando-o ao hospital.
Na segunda metade do jogo, o Benfica voltou a entrar mais forte, mas as limitações físicas de alguns elementos, como Ramires e Saviola, essencialmente estes, não permitiram que continuássemos a massacrar o Porto, cedendo a iniciativa de jogo aos azuis-e-brancos, que tiveram mais posse de bola mas não controlaram a seu bel-prazer os acontecimentos. Varela, sim, foi efectivamente um jogador perigoso, um quebra-cabeças, mas Peixoto soube sempre resolver bem as situações. Por outro lado, Rodriguez e Hulk estavam claramente desinspirados, fruto do grande jogo de Maxi Pereira, diga-se. A melhor ocasião dos dragões acabou mesmo por ser num lance de manifesta sorte, em que após remate de Meireles, a bola tabela no corpo de Luisão, traindo Quim, que estava batido, mas a bola foi para fora. Aliás, a meia-distância foi a única maneira que o Porto encontrou para ameaçar a baliza do internacional português, fruto de marcação apertada e inteligente de Luisão e David Luiz, que não se mostrou de forma nenhuma condicionado pelo cartão amarelo exibido, injustamente, a meio da primeira parte. Falcao foi uma sombra durante todo o jogo, e mesmo Farias não esteve melhor. Quanto a Quim, há que dizer que está muito bem nos jogos grandes. O homem transcende-se. Aquela defesa a remate de Álvaro Pereira é fantástica, só ao nível dos melhores, e não comprometeu ao socar as bolas cruzadas, pois num relvado tão mau e com uma bola instável e tão molhada, agarrar seria um risco enorme.
Até final da partida, especialmente nos últimos 15 minutos de dilúvio, o Benfica soube manter o controlo dos acontecimentos, num enorme banho táctico e emocional dado pela equipa, como por exemplos nas situações em que Rodriguez agrediu Javi Garcia, essencial pêndulo benfiquista a meio-campo. Incrível também é o penalty não assinalado por mão desse uruguaio, mas também já nos habituámos. Peixoto e Cardozo, que está muito mais jogador de equipa e cada vez menos tosco de dia para dia, souberam aguentar o jogo junto à linha lateral esquerda do ataque encarnado, minimizando as hipóteses do Porto marcar, minuto a minuto. O jogo encaminhava-se para o fim e já com Menezes em campo, no lugar do lesionado Ramires, o Benfica soube, e muito bem, manter a vantagem, num triunfo que tem tanto de suado como de justo e merecido. A vantagem foi suficiente, no entanto pecou por escassa. Continuamos na caminhada, mais fortes do que muita gente imagina. Isto é uma corrida de fundo, e é óptimo saber que podemos contar não com 14 jogadores, mas com mais de 20, ao contrário do que sucedeu em 2004/2005. E eu continuo na minha: se o Estádio da Luz estivesse sempre cheio, sempre com este ambiente, com os benfiquistas a proporcionarem o Inferno da Luz, seriamos imbatíveis em casa. Se queremos mesmo ser campeões, é hora de serem os benfiquistas a tomarem a palavra. Vão ao estádio. Seremos campeões.
Dos 16 adversários que poderiam calhar em sorte ao Benfica, o Herta de Berlim encontra-se, seguramente, no lote dos mais desejáveis. Os 6 pontos em 16 na liga alemã demonstram bem as fragilidades de uma equipa que ainda não se recompôs após as saídas dos avançados Voronin e Pantelic. O nosso conhecido Copenhaga também poderia ter sido uma agradável surpresa neste sorteio, mas os alemães, na minha opinião são bem mais fracos que o Everton e até que o AEK. Se passarmos esta eliminatória (e estou confiante que tal suceda), iremos enfrentar o vencedor do encontro Copenhaga - Marselha, ou seja, vamos defrontar o Marselha. Não auguro quaisquer possibilidades a alemães ou dinamarqueses. Muito provavelmente haverá uma reedição daquela meia-final da Taça dos Campeões Europeus em que o Benfica eliminou a equipa de Bernard Tapie com um golo marcado pela mágica mão de Vata. Nos fóruns do Marselha já se fala em vingança, mas é importante recordar a enorme comunidade portuguesa, e por sinal benfiquista, existente nesse país, que dará um enorme apoio ao Benfica, mesmo no mítico Vélodrome, à semelhança do que aconteceu em 2005 quando defrontámos o Lille para a Liga dos Campeões.
Que Vítor Pereira já tinha perdido o pingo de juízo que lhe restava, já todos sabíamos. Agora que o seu estado de insanidade mental já estava tão avançado é, para mim, uma enorme novidade. Nomear Lucílio Baptista para um jogo grande do Benfica é um erro enorme, e não digo isto porque se trata do Benfica, mas sim pelos antecedentes desta personagem. Era exactamente o mesmo que voltarem a nomear Pedro Proença para um derby nosso, ou Olegário para um jogo do Porto ou Duarte Gomes para um jogo do Sporting (devido aquela brincadeira com Ricardo Peres). É inconcebível que Lucílio arbitre este jogo pois vai actuar super-condicionado. Nem ponho em causa a sua boa-fé (mas espera, qual boa fé?), mas depois da final da Taça da Liga já sabemos que o árbitro do jogo de domingo, na dúvida, beneficiará o FC Porto. Além disso, que me lembre, quando Lucílio Baptista arbitrou derbies do Benfica, o nosso clube foi claramente prejudcado, excepção feita à final da Taça da Liga. Lembro-me dos 20 livres à entrada da área para o André Cruz converter, lembro-me da expulsão do Léo no Dragão, lembro-me das múltiplas agressões de Derlei, Maniche, Nuno Valente e Jorge Costa na final da Taça, lembro-me do lançamento de Fucile dentro de campo que valeu um golo ao Porto aos 93 minutos. E não esquecerei.
Nunca percebi o empréstimo de Yebda. Em primeiro lugar por ser um dos melhores médios defensivos do campeonato português, pois além de destruir jogo também sabe sair a jogar, algo que, por exemplo, falta a Javi Garcia. Depois, porque o Benfica ficou sem cobertura para uma eventual lesão ou castigo do médio-defensivo titular. Yebda tinha tudo o que Jorge Jesus poderia desejar num jogador para aquela posição: estampa física, velocidade, bom passe curto, capacidade de sair a jogar. Mas por uma razão que desconheço, JJ não quis segurar o franco-argelino. Com esta recta final de primeira volta, Yebda daria muitíssimo jeito para fazer na quinta-feira com o AEK a posição de "6", sendo que contra o Porto poderia fazer o lugar de Ramires. Mas alguém não quis ver as coisas como elas são. Querem um bom reforço para Janeiro? Yebda. E nem precisam de gastar nem um tostão dos 18 milhões."Sou o melhor artilheiro português depois de Pauleta"
Em 2006/07 o Benfica de Fernando Santos defrontou o Estrela da Amadora, na Reboleira, precisamente na jornada que antecedia o clássico frente ao FC Porto. Tal como o Olhanense, o Estrela estava minado de emprestados do clube corrupto. O que se passou nesse jogo lembro-me eu bem: cacetada do princípio ao fim. Petit, por exemplo, foi um dos maiores visados, mas acabou a partida vivo. O que se passou hoje frente ao clube satélite do Porto não foi, para mim, uma surpresa: num plantel com seis jogadores douradinhos, com um "senhor" chamado Miguel Garcia,
Face às lesões de Aimar, Amorim e Ramires (esta última pode ser gravíssima, a confirmar-se a rotura de ligamentos no joelho, apesar de não se perceber se foi joelho, tornozelo ou peróneo), e aos castigos de Di Maria e Coentrão, o Benfica vai ter enormes dificuldades em construir um meio-campo competitivo frente ao FC Porto.
Quanto ao árbitro, nem sei o que dizer. Tomou decisões erradas em prejuízo do Benfica, como o livre do primeiro golo e a não-expulsão de Castro, mas não acredito que quisesse deliberadamente prejudicar o SLB, senão teria mostrado cartão vermelho a Cardozo no sururu, ou amarelo a David Luiz. Fica a dúvida.
Durante estes últimos dias tem sido difícil arranjar tempo para escrever aqui no blog, pelo que só agora, quase uma semana depois, falo do sorteio que Portugal encontrou na sua caminhada rumo à vitória (ou talvez não), no Mundial.
Naquela que é talvez a modalidade amadora do Benfica com mais historial e com mais troféus, o nosso clube averbou mais uma vitória, desta vez frente à Ovarense, por 69-61, conquistando assim mais um título para juntar aos muitos conseguidos por Carlos Lisboa, Henrique Viana e pelo mítico Mário Palma. Sigam-lhes as pisadas!
Para quem anunciava o fim do Benfica forte e goleador, este foi mais um balde de água fria. Com a possibilidade de alcançar o Braga no topo da tabela, o Benfica não deixou escapar tal oportunidade, realizando uma exibição todo-o-terreno, num relvado que a isso mesmo obrigava, fruto das condições climatéricas. Vitória frente a uma equipa em clara ascensão qualitativa e que possui aquele que é considerado por muitos como o neo-Mourinho, mas que demonstrou que, e apesar de eu também achar que pode alcançar patamares altíssimos, uma falta de classe e inteligência ao nível dos piores.
Com 2-0 no marcador o Benfica ganhou mais confiança e conseguiu arrancar para mais uma exibição muito personalizada na segunda parte. Com apenas dez minutos decorridos no segundo tempo, Óscar Cardozo aproveita uma bola solta por Rui Nereu após remate de Di Maria para fazer o terceiro. O jovem argentino esteve muito rematador, muito possivelmente devido a Jorge Jesus, que avisou-o, e muito bem, que deve marcar muitos mas muitos mais golos pelo Benfica. Contam-se pelos dedos de uma mão os golos que tem pelo nosso clube desde que chegou em 2007. Assim de repente lembro-me apenas de um contra o Poltava, outro ao Herta, um ao Nuremberga, outro ao Paços de Ferreira e um ao Braga. Mas fora isto, há que dizer que Angelito esteve novamente ao seu melhor nível, à semelhança de Ramires, eles que estiveram menos exuberantes nas últimas partidas.
3 pontos, mas uma vez, frente a um adversário que não tem capacidade para fazer o mesmo que no ano passado, mas que mesmo assim pode ir longe com alguns bons jogadores e com um treinador de qualidade que aprendeu com os melhores, mas que revelou uma ridícula falta de educação e profissionalismo com os jornalistas à entrada para a conferência de imprensa, exigindo-lhes que lhe perguntassem por um possível penalty a favor da AAC quando o resultado estava em... 3-0. Enfim, critérios.
O que também me deixa sobejamente satisfeito é o facto de o Benfica conseguir fazer a rotação do plantel sem grande perda de qualidade. Hoje, Júlio César (que esteve hesitante, é certo), Miguel Vítor, a tranquilidade em campo, Fábio Coentrão, em grande nível, e Felipe Menezes, enorme surpresa, renderam respectivamente Quim, Sidnei, Di Maria e Pablo Aimar. A época espera-se longa, com muitos jogos, entre os quais os das fases mais avançadas da Liga Europa, espero, pelo que é importante saber que há soluções de valor no banco e até na bancada.
A próxima jornada da Liga Europa joga-se na Luz, frente ao AEK de Atenas. Será um bom jogo para dar minutos a jogadores menos utilizados como Sidnei, Miguel Vítor, Shaffer, Menezes, Urreta, Weldon e Nuno Gomes, especialmente porque 72 horas depois (3 dias), há jogo grande com o Porto. Entretanto, no próximo fim-de-semana, o Benfica recebe a Académica, num jogo para o qual tenho grandes expectativas para ver como os jogadores encaram a partida, frente a um adversário bem organizado (ou não fosse o treinador Villas-Boas) e que venceu na Luz nas duas últimas temporadas (0-3 e 0-1). Sendo o Benfica claramente mais forte, tenho algumas reservas quanto a este jogo. Concentração máxima é exigida, se não queremos perder.
À questão sobre os treinadores do passado recente benfiquista, os nossos leitores votaram em número record, superando por larga margem o máximo de votantes numa sondagem até agora. Foram 406 votos, sendo que desses, 344 (84%) foram para Giovanni Trapattoni. Em segundo lugar ficou o mal-amado Fernando Santos com 33% dos votos, treinador que melhor futebol apresentou na Luz nos últimos anos, superando Ronald Koeman que com a sua fabulosa campanha europeia não arrecadou mais de 30%. Por fim, no duelo de espanhóis, José Antonio Camacho levou a melhor com 15% dos votos, pese embora o 4º lugar obtido nessa época. Nem a Taça da Liga salvou Quique Flores, aqui eleito como o pior treinador dos últimos 5 anos, não indo além dos 9%.
Após meses em que criou enormes dificuldades ao Benfica, Olímpio Bento pode entreter-se nas próximas semanas com vídeos do Benfica - Porto em Andebol, onde os pupilos de José António Silva fizeram uma remontada de grande nível (estiveram a perder 12 - 17) para terminarem o jogo com uma vitória de 27 - 26 sobre os corruptos atirando-os assim borda fora da Taça de Portugal. Este jogo dedicamos-te a ti, Olímpio.