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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Benfica 2008 - De A a Z

A, de Andebol - Para uma secção que esteve para acabar mais do que uma vez e que há bem pouco tempo andou pelas ruas da amargura na segunda divisão, o campeonato conquistado 18 anos depois sabe a muito.
B, de Benfica TV - Talvez o maior acontecimento de marketing. Uma operação muito bem conduzida e que acredito veementemente que tem pernas para andar. Uma boa aposta.
C, de Camacho e Chalana - Infelizmente o regresso de el-rei D. Sebastião ao Benfica não teve o sucesso esperado pelos benfiquistas. Camacho bem tentou, mas nem ele nem a equipa eram os mesmos de 2003/2004. Seguiu-se Chalana, homem humilde e esforçado, mas que não tem estaleca para ser treinador principal. E aquelas conferências de imprensa metiam dó...
D, de Donner - O maior responsável pelo sucesso no Andebol. Foi também a cara de uma política errada de Luís Filipe Vieira nas modalidades: se ganhas, sais.
E, de Évora (Nélson) - Talvez o benfiquista que nos deu mais alegrias. Depois do Campeonato Mundial conquistado em Osaka, em 2007, foi para os Jogos Olímpicos com a mesma confiança que os outros atletas lusos, mas com muito mais humildade. Foi aí que residiu a diferença.
F, de Futsal - Mais uma vez o campeonato não escapou. Brilhantes alguns jogos desta equipa durante o ano, tais como a monumental goleada ao Sporting no pavilhão da Luz ou a inesquecível vitória sobre o Belenenses de Alípio Matos, no jogo 3 dos playoff.
G, de Gomes (Nuno) - sem dúvida o maior símbolo a actuar no plantel encarnado. Depois das saídas de Rui Costa, Petit e Simão, é o capitão encarnado um dos poucos que dá a cara à luta e defende sempre a mística do Benfica. Além disso, termina o ano em excelente forma.
H, de Henriques (Pedro) - O árbitro que queria mais protagonismo, ou que simplesmente impediu o Benfica de ir de férias com uma vantagem mais alargada no topo da classificação.
I, de Inferno - Porque no estádio da Luz frente a Porto, Sporting e Nápoles voltámos a sentir o que é o verdadeiro Inferno da Luz. Já tinha saudades.
J, de José Nuno Martins- Responsável pela dinamização do jornal "O Benfica", onde semanalmente expressa as suas ideias frontalmente sem medo as consequências, deixando sempre algumas críticas construtivas que devem ser bem-vindas. Não é mais um daqueles "papagaios".
K, de Katsouranis (e Luisão...) - O principal protagonista da pior cena dentro de campo de um jogador do Benfica. Lamentável...
L, de Lucílio Baptista - Depois de em 2 jornadas consecutivas ter tirado dois pontos ao Benfica e ter ajudado o Sporting com outros dois, nunca mais arbitrou um jogo do nosso clube. E ainda bem. Para mim, o mais nojento deles todos.
M, de Manifestação - Quase nem me lembrava! A mega-manifestação por eleições antecipadas iniciada pela blogosfera foi mais fracasso que sucesso. Felizmente salvou-se um debate de ideias sem problemas.
N, de Nuremberga - O julgamento foi piedoso para com um Benfica que não o merecia. Talvez o jogo que nunca merecêssemos ganhar. Ainda hoje quando penso no segundo golo dos germânicos tenho vontade de ir bater no Luís Filipe.
O, de Olímpicos - Portugal 2-3 Benfica. Haverá mais alguma coisa a dizer. Os nossos atletas foram brilhantes. Parabéns ao Nélson, à Vanessa e ao Di Maria.
P, de Pablo Aimar - Parecia ser a grande contratação do Benfica e também do futebol português dos últimos anos. Até agora, tem sido mais Marreta que Vedeta. Mas ainda há meia época para jogar. Que demonstre o seu real valor!
Q, de Quique - O homem certo no local certo. Gosto da sua personalidade, das ideias e da frontalidade. Boa escolha.
R, de Rui Costa - O meu ídolo deixou de jogar. Foi dos dias mais tristes que vivi no estádio da Luz. Mas hoje, enquanto director desportivo, continua a fazer "assistências" magníficas, só que fora dos campos.
S, de Simão - Foi em 2008 que realmente sentimos quão importante ele era para o Benfica, não foi?
T, de TAS - O TAS vai ficar marcado para sempre na História do Futebol Português. Uma decisão errada, de má fé e que demonstra que a corrupção também é gigante além-fronteiras.
U, de UEFA - Em 2008, o Benfica saiu da Taça UEFA por duas vezes, ambas sem glória: contra um Getafe superior primeiro e num grupo bastante difícil já na segunda metade da época. Apenas valeu pelo monumental jogo contra o Nápoles, na Luz.
V, de Vanessa Fernandes - Medalhista de prata nos JO de Pequim. Quem viu e ouviu as declarações dela no final da prova apercebeu-se do seu sentimento: frustração, por não ter conseguido o ouro. Só isso, demonstra que é uma grande campeã.
W, de WWW - Porque na blogosfera, o Benfica está cada vez maior.
X, de X (empate) – Um resultado tantas vezes conseguido em 2008. Quantos foram, mesmo?
Y, de Yebda - 1ª contratação de Rui Costa, que cedo demonstrou ser o novo patrão do meio-campo.
Z, de Zero - Tantos foram os jogos em que o Benfica ficou a zeros. Não há memória.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Ganhámos!

Salve Benfiquistas!
.
Pois é amigos, ganhámos ao Copenhaga e hoje (ou ontem?), dia feriado, vive-se grande frustração no mundo do futebol português. Frustração nossa, por não vermos o planeamento da equipa e qualidade de jogo que desejávamos; frustração deles, porque tiveram de lavar os dentinhos e bochechar com água do Guadiana.

«Ah se não fosse o velho... Salvos pelo velho... Graças a Deus que têm o velho...Está tudo mal, safa-se o velho... Foi o velho que fez a diferença, senão...»

Se, se, se...

Ganhámos. E eu, não estando morto de alegria, também não posso entrar em parafuso quando vejo uma equipa com valores inegáveis como o Luisão (apesar daquele mau alívio, Luisão!), o David Luís ( o Escrete está à espera dele...), o Léo (que dizer do Léo? Bendita a hora que entrou no nosso Clube!), o Rui Costa (maestro, artista, artesão, general, o último dos moicanos, o verdadeiro mágico português), o Cardozo (que portento!), e ainda o Nuno Gomes, o Petit e o Katsouranis, que independentemente da forma são grandes jogadores, o Quim, cada vez mais seguro, e jovens a rebentar de talento como o Coentrão (19 anos), o Adu (18 anos), o Dabao (19 anos)... e estou só a falar nos óbvios...

Ganhámos e temos tudo para continuar a ganhar. Perdemos o Simão? Como alguém já disse aqui, é da forma que o jogo se afunila menos para um só jogador. Perdemos o Manuel Fernandes? Mais fluidez no meio-campo. Se ele quer ir brincar ao “ninguém me tira a bola” para a Premier League, melhor para nós e para ele. 9 milhões. Temos um gajo com tiques? E isso que tem? É benfiquista como nós e saiu-lhe na rifa ir ver o jogo mais de perto. Ele que vá telefonando ao Eriksson, e o resto esclarece com o Rui Costa.

Vamos lá, minha gente, que o pessimismo em excesso não é virtude, é vício!

Saudações Gloriosas

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Ainda em jeito de balanço


O Melhor

Dos vários jogadores que, a espaços, se foram evidenciando ao longo da época, nenhum teve a constância exibicional nem a garra, o querer e a capacidade de arcar com a equipa às costas do Petit. Katsouranis foi o primeiro a destacar-se, nos primórdios da época, mas, vítima da inexistente rotatividade de Fernando Santos, deixou-se vencer pelo cansaço. Depois foi a vez de Simão e a sua veia goleadora serem os principais protagonistas, para deleite dos Benfiquistas. Mais para o final, Miccoli e Karagounis foram os que apresentaram o futebol mais vistoso, em clara minoria no plantel encarnado. Todavia, na minha opinião, foi o grande Armando Teixeira o activo mais valioso esta época. É, aos 30 anos, um ícone do clube.

Os Flops

Não restam dúvidas de que a qualidade do futebol de Nélson tem vindo a descer em flecha. Esta época, após a saída de Alcides, não tinha adversário para o lugar e tratou de se reclinar à sombra da bananeira. Quero o Netcha de outros tempos de volta! Derlei é outro. Chegou, correu, correu e.. não fez nada de especial. Para além das carências técnicas e psicológicas, o seu comportamento em campo era, grande parte das vezes, reprovável. Que se vá. Depois há Nuno Gomes. Não tenho palavras para descrever a época de um dos nossos símbolos, depois de, no ano passado, ter feito 15 golos e uma excelente campanha. Que volte em Julho com o valor que eu lhe reconheço, faz-nos muita falta um ponta-de-lança a sério.


Os que eu gostava de ter visto jogar

Moreira, Moretto, Manú, Miguelito, Paulo Jorge, Diego, Karyaka e Mantorras. Todos eles têm uma coisa em comum: valor a mais para os minutos que jogaram. Fernando Santos tem dito que sem ovos não se fazem omeletes. O que eu acho é que, quando o cozinheiro é o degredo, mais vale ir comer fora. Paulo Jorge começou a época em alta, lesionou-se, e logo o Engenheiro tratou de o esquecer. Miguelito, com um pouco de rodagem, tinha capacidade para assumir o posto de lateral esquerdo na seleção..quase nem calçou. Sobre Mantorras já me pronunciei, alguém está a mentir aos adeptos ou então o angolano anda iludido. Diego foi brilhar para longe. Karyaka foi queimado à uma época, por um conhecido periódico desportivo. And so on.


Revelação

A revelação desta época, no Benfica e na Liga, foi o jovem central David Luiz, contratado no Mercado de Inverno. Sagaz, veloz, bom sentido de antecipação, bom tempo de corte e óptimo jogo a aério. Muito bom!

João Coimbra - parabéns para ele que completa hoje 21 anos -, também despontou este ano da formação, revelando alguns pormenores interessantes. Merecia mais minutos. Pedro Correia ascendeu este ano à equipa principal e ainda tem muito que trabalhar para lá chegar mas, aos 19 anos, é uma grande promessa. Quem também promete muito é o talentoso oriental, Yu Dabau, que deverá mudar-se para os séniores na próxima temporada.


Reforços

Fábio Coentrão e Zoro, dois jovens com bastante potencial para posições em que não tivemos alternativas suficientes! Não conheço ao pormenor mas fiquei agradado com as contratações.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Nós só queremos... um Benfica Campeão!

Hoje, tal como noutros iguais, é dos raros dias (noites) em que sinto inveja de alguém. Não por desgostar de ser quem sou ou do que tenho, mas por saber que a alegria de terceiros se transforma na minha própria infelicidade. É um facto.

Pouco tenho escrito porque pouco me apetece escrever. Tento encontrar motivos para me animar (reforços, manutenção dos principais jogadores, mudança de técnico), mas a realidade só me mostra um caminho descendente. Incrível, não? Nem conseguimos ficar muito tempo no topo e já estamos a descer novamente. É a dinâmica de vitória (ou falta dela). Ponto! Começou e acabou num ápice.

Lá no fundo, quem é que ainda não pensou que, se não fosse Trapattoni e Cª, Lda., o mais certo era termos chegado aos 17 ou 18 anos sem vencer o campeonato? Qual campeonato atípico qual carapuça… se assim for, somos nós que andamos “atípicos”, “anémicos” e “descompensados” há muitos anos. Ganhámos na altura e pronto. Eu quero é vencer mais e mais.

Agora vem a época da venda de sonhos ou ilusões. Aliás… já começou. Com 20 milhões no bolso, declaradamente para investir na equipa de futebol, quero ver onde vão arranjar desculpas para não vencer o Paços, o Beira-Mar (este até desceu), a Naval ou o Braga. Quero ver, primeiro que tudo, como é que convencem aqueles que só querem sair desde há muito (com Simão à cabeça) que o melhor caminho é ficar (desmotivados, mas mais ricos, talvez). Quanto é que essa operação nos irá custar? É que são só 20 milhões e a qualidade dos que saem (normalmente boa) contrapõe-se com a incógnita dos que estão para vir.

Já não vejo em Luís Filipe Vieira um homem calmo e seguro de si. Vejo-o a distrair-se em demasia com assuntos que pouco têm a ver com o terreno de jogo. A assumpção dos dois cargos (Presidente e Director Desportivo) preocupa-me por isso mesmo. Se tivermos os melhores e marcarmos de tudo o quanto é canto e lado, não há árbitro que salve a escória do Norte, do Sul ou do Centro. Se concentrarmos as nossas atenções no reforço qualitativo da equipa de futebol, poderemos deixar que os vizinhos do lado se desgastem nessa luta que será sempre inglória. Ainda não perceberam que será sempre inglória? Então sejamos melhores que eles e isso, infelizmente, não temos sido.

Pelo 49º ano consecutivo (sentido figurado, é claro), vamos bater nas mesmas teclas:

=> Precisamos de um ponta de lança que marque golos. O Sporting tem, o Porto tem, o Boavista tem, até o União de Tomar deve ter. Os campeonatos decidem-se nessa zona do campo. Porque raio, passados tantos anos, ainda não investiram num gajo que dê nojo de tanto ver marcar, hein? Ainda não perceberam que o dinheiro que já se perdeu (por não ganharmos nada) teria sido mais bem aproveitado na compra de alguém que marque, pelo menos, uns 20 golos por época?;

=> Precisamos deixar de comprar por comprar. Quantos jogadores estarão na lista de dispensas? Só falarei pelo que se lê na imprensa, mas comungo da mesma opinião: Moretto, Paulo Jorge, Manú, Miguelito, Beto, Marco Ferreira… É com muita honra que os vimos chegar, quiçá (para eles) ao topo das suas carreiras, mas muito comodismo se avistou pelos lados da Luz. “Cadê” o espírito de trabalho para conseguir mais e mais? Terá sido só casmurrice de Fernando Santos a aposta nos mesmos? Não deveremos traçar um perfil psicológico dos atletas para precavermos este tipo de situação?;

=> Precisamos regressar aos treinadores com carisma (Camacho, Trapattoni…). São guerreiros, lutadores, motivadores e congregadores de adeptos e jogadores. Ainda que não concorde com muito do que foi feito na era Koeman, sinto que perdemos o sentido de estratégia na contratação de Fernando Santos;

=> Precisamos olhar mais para os escalões de formação, em caso de dúvida entre compra estrangeira ou aposta portuguesa. Quem sabe, algum puto agiganta-se e traz uma mais-valia ao plantel. Não olhem para Marco’s Ferreira’s, em fim de carreira, ou para Derlei’s, que já mostraram tudo o que tinham para mostrar. É queimar dinheiro vivo.

E muito havia para dizer, mas a desmotivação não aguça o apetite da escrita. Quiçá, depois dos vizinhos da segunda circular vencerem a Taça de Portugal (nada restando para nós este ano), Luís Filipe Vieira acorde para a realidade e perceba que se este gigante não for espicaçado novamente (desta feita a responsabilidade tem de partir dele), os "roncos" far-se-ão ouvir por muitos e largos anos.

domingo, 15 de abril de 2007

E vocês?

Mais um campeonato ganho com um treinador de merda, uma equipa abrasileirada e com um banco de merda...
Uma defesa que é um buraco, avançados fraquinhos, que só marcam por jogarem na Merda, a quem todos (tirando SLB e SCP) dão o Rabinho sem Mais um campeonato de Portugal... pedir explicações...

Ganho á custa de bastante fruta e muitos favorzinhos...
Com clubes amigos a oferecerem pontos ao clube "Pai", com muito teatro e patetice...
Com lesionados importantes em todas as vésperas de jogos contra o clube do Giorgio...
Sem Sumarissimos...
Sem Vergonha...


Mais um sem história, sem animação e sem piada nenhuma...
Mais um entregue desde o 1ºApito...


E vocês ainda têm vontade de continuar a ver futebol?

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Crise apática

Quando há cerca de meio ano atrás escrevi este post, nunca esperei que pudéssemos chegar a este ponto.

Perder a oportunidade de, frente a uma equipa do mais acessível que alguma vez poderíamos encontrar nesta fase, atingir uma meia-final europeia, por culpa própria, não tem perdão. A atitude da equipa foi lamentável, a "perder", durante 65 minutos de jogo.

Neste momento, a equipa está quebrada. Todos os sectores têm problemas e há jogadores nucleares fora de forma. O nosso treinador não entende minimamente o que é gerir e motivar um plantel. As soluções são tão simples que até um leigo com bom-senso tomaria melhores opções.

Isto foi muito bem frisado pelo Marquês no seu último post.

Não sei se a atitude apática que os jogadores têm é induzida pelo treinador, mas não posso deduzir outra coisa. O 'cara de constrangido' põe sempre os mesmos a jogar e depois queixa-se de que não tem banco. Ele não sabe é gerir os jogadores de forma a eles estarem todos bem psíquica e fisicamente ao longo de toda a época. As oportunidades que dá, são escassas, mal equacionadas ou em desespero, dando assim continuidade à tradição do Benfica de ser um cemitério de jogadores.

Os dirigentes também têm culpas no cartório. A troco de uns milhares, cederam jogadores de top como Ricardo Rocha e Kikín para contratar o desconhecido - que se revelou muito bom! - David Luiz e o arruaceiro do Derlei.

Em suma: os jogadores estão cansados; estão constantemente a ser colocados fora das suas posições de origem, onde rendem verdadeiramente; o treinador não dá uso às soluções que tem no plantel, que nos poderiam ser muito úteis; os jogadores não estão motivados, nunca, só correm atrás do prejuízo.

Os jornais noticiam e opinam. A opinião pública deixa-se levar. A massa adepta vai apoiando, mas não é estúpida. Há uma grande pressão sobre os jogadores, os resultados não surgem mesmo quando estão ao nosso alcance. Está tudo em cima do Benfica.

Penso que é a primeira vez ao longo de toda a minha vida que digo ou concordo com esta frase: o futebol do Benfica está em crise.

Que os jogadores tenham o brio, a raça e o apoio para esmagar o Braga na próxima segunda-feira. Haja ambição de ganhar algo, que são apenas 3 pontos para recuperar. Desistir de acreditar? Nunca. Preferia usar camisas do Sérgio Conceição.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Melhores e Piores de 2006

Aqui ficam as minhas opiniões sobre o que de melhor e pior se passou no nosso clube no ano de 2006. Gostava também que nos deixassem aqui as vossas opiniões.


Jogador do ano: Léo
Flop do ano: Laurent Robert
Desportista do ano: Vanessa Fernandes
Jogador-Revelação do ano: Léo
Jogador jovem do ano: Nélson
Contratação do ano: Katsouranis

Melhor jogo do ano: Liverpool 0-2 Benfica (LC)
Pior jogo do ano: Boavista 3-0 Benfica (CP) / Benfica 1-3 Sporting (CP)
Momento do ano: Golão de Simão em Liverpool / Defesa de Moretto a penalty de Ronaldinho.
Alegria do ano: 1/4 Final da Liga dos Campeões
Tristeza do ano: Derrota em Barcelona...

Momento - Sorte - do ano: Houve algum? :S
Momento - Azar - do ano: Falhanços por milimetros de Simão em Barcelona e Marcel frente à Naval, que nos selaram o destino nas 2 maiores competições nacionais.
Roubo do ano: Flávio Meireles com a mão no Benfica 0-1 V.Guimarães (TP) / Penalty sobre Léo no Benfica 0-0 Naval (CP)
Golo do ano: - pela espectacularidade - Petit (Benfica 2-2 Maritimo)
- pela intensidade - Simão (Liverpool 0-2 Benfica) ; Luisão (Benfica 1-0 Liverpool)
Acontecimento do ano: Regresso do GRANDE Rui Costa........



E pronto...
Deixem agora os vossos pensamentos...;)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

2006 em Retrospectiva...


Acima de qualquer outro comentário sobre desporto, fica o meu desejo de um excelente ano de 2007 para todos vós.

Está-nos no sangue e torna-se inevitável, a cada ano que passa, olharmos para o passado para perspectivarmos o futuro. É mais um ciclo que se fecha (não em termos desportivos) e outras esperanças renascem com o novo ano que aí vem.

Por razões de natureza inata, não consigo desprender-me da análise factual e é nessa perspectiva que mencionarei os aspectos desportivos que me pareceram mais importantes no ano de 2006 (de uma forma mais ou menos cronológica):

=> Período de Transferências (Janeiro de 2006)

A maré parecia indicar que o barco seguia o rumo certo, mas, a dada altura do percurso, alguém virou o leme bruscamente. Um clube como o nosso nunca afunda (pode meter água por todos os lados, isso sim), mas a sensação ficou que, uma vez ultrapassado este período de maresia, o barco lá se endireitou. O problema (opinião minha) foi que trazia gente a mais e começou a navegar… contra a maré.

=> Prestígio Europeu (e dinheiro nos cofres da Luz)

Sem dúvida que a equipa dos “Golias”, que víamos no campeonato, vestiu a túnica de “David” na Europa do futebol. E que bem que lhe caiu a veste! Este facto deveu-se ao acreditar de toda a equipa técnica, jogadores e Direcção que, mais que sonhar, há que trabalhar para alcançar o sonho. Indiscutivelmente, o prestígio do Benfica atingiu patamares mais elevados e os cofres da Luz ficaram um pouco mais desafogados.

=> “Matança” de “borregos” (vitórias no Dragão e no Bessa, por exemplo)

Há muito que o orgulho benfiquista não se enchia por motivos de “matança”. Pena que não existissem consequências de tais vitórias.

=> Quartos de final da Taça de Portugal

Manifesta-me, soube-me a pouco. Outro sentimento não seria de esperar quando, mesmo que com um golo irregular, somos eliminados na nossa própria casa por uma equipa quase a descer de divisão.

=> 3.º Lugar na Liga Betandwin.

Se ficar atrás de Porto e Sporting é, a olhos vistos, um péssimo resultado, o único ponto positivo que deste terceiro lugar ressalta é a possibilidade (depois concretizada) de disputa do apuramento para a Liga dos Campeões da temporada que decorre. Zero títulos em 2006.

=> Saída de Koeman

Envolto num mar de raiva (por um lado) e de gáudio (por outro), o Sr. Koeman decide interromper (foi ele que interrompeu) o vínculo contratual que o ligava ao Benfica durante mais uma temporada. Penso que a minha opinião é conhecida, daí só referir o meu obrigado pelo que de bom cá deixou, bem como o meu lamento pelos erros graves de balneário e de liderança que me pareceu revelar.

=> Entrada de Fernando Santos

Foi como se eu tivesse sido atingido por um camião TIR. Acalmei-me e procurei encontrar aspectos positivos na sua vinda. Alguns confirmaram-se, outros porém não passaram de mera esperança não concretizada. Fernando Santos consegue colocar-me numa corda bamba: ora contente, ora “piurso”. Já lhe pedi a cabeça e, enquanto os factos não me provarem o contrário (sem entrar em comparações), não me parece ser o treinador que o Benfica merecesse ter.

=> Transferências de Verão

Mesmo que tarde e a más horas, Rui Costa lá regressou à casa mãe. Uns dirão que foi quando foi possível ser. No fundo, só tenho que concordar. A mais-valia que trouxe ao plantel, infelizmente só se conseguiu materializar num reduzido número de jogos… o que nos leva a um ponto que falarei um pouco mais à frente: Departamento Médico. Quanto aos demais “entras e sais”, realço a permanência do capitão (com mais uma novela rocambolesca à mistura) e do Miccoli, sem esquecer obviamente a grande contratação de Fernando Santos (Katsouranis). Temos um plantel grande demais? Parece óbvio à vista da esmagadora maioria. Se não têm qualidade porque motivos vieram? Esta é a pergunta do tal milhão de euros…

=> Portugal no Europeu Sub-21

Podemos não ser tão bons como julgávamos, mas penso que também não somos assim tão maus (a história assim tem provado). Humildade e pés bem assentes no chão a todos aqueles julgaram que apenas o factor casa seria fundamental para vencer.

=> Portugal no Mundial

Desavenças de lado, goste-se ou não do treinador ou das suas escolhas, o que é certo é que a Selecção continua a fazer-nos vibrar. Parabéns ao Sr. Scolari pelo 4º lugar (quando se está tão perto, sabe-nos a pouco) e obrigado aos jogadores que tudo deram em campo para dignificarem as cores da nossa bandeira.

=> Caso Mateus

Eu poderia dizer que só acontece em Portugal, mas é mentira. Também acontece pelos outros países ditos civilizados. O problema é que lá resolvem-se os casos… aqui vamos resolvendo. Depois deu no que deu…

=> Inauguração do Centro de Estágio

Só uma pessoa distraída não percebe a importância de uma infra-estrutura deste nível. Parabéns à Direcção por ter abraçado este projecto e, sobretudo, parabéns por tê-lo materializado.

=> Apuramento para a Liga dos Campeões e consequente participação

É o nosso lugar e, perante um adversário de tão fraca qualidade, outro resultado não seria de admitir. Uma vez lá dentro (da Liga dos Campeões), ficam alguns amargos de boca (empate na Dinamarca, derrota com o Manchester nos moldes em que aconteceu na Luz). Nem falo dos golos em Glasgow…

=> Apuramento para a Taça UEFA

Do mal, o menos. Já pensei menos em levantar o caneco…

=> 3.º lugar (actual) na Liga

Pontos a mais de distância, nesta altura do campeonato, em relação ao F.C. Porto. Excelentes performances em casa, exibições de meter medo ao susto fora de portas (com excepções identificadas por todos).

=> Departamento Médico do Benfica e Preparador Físico

Um e outro são causa e consequência. Qualquer mau trabalho realizado num destes campos irá repercutir-se no outro. Infelizmente, a meu ver, a política adoptada tem sido a do “arriscar” para ver no que dá. Expomo-nos às consequências nefastas dessas decisões (jogadores imenso tempo sem jogar ou com recaídas difíceis de explicar), até que alguém revolta-se…

=> Modalidades

Indiscutivelmente, estamos a viver uma nova era. Não estou completamente a par das alterações de fundo a este nível, mas o que é certo é que os resultados estão a começar a aparecer. Parabéns à Direcção por acreditar no ecletismo do Clube.

=> Formação

Pelo que tenho lido aqui no fórum, os resultados têm começado a aparecer. Resta saber se têm continuidade. Parabéns ao Sr. Carraça.

=> Reeleição de Luís Filipe Vieira

Primeiro que tudo, obrigado à Direcção por ter permitido que os sócios correspondentes (como eu) votassem neste escrutínio. Votei em LFV, mas não passo cheques em branco a ninguém.

=> José Veiga

Continuo a pensar que tem uma influência acentuada no plantel do Benfica (para o bem e para o mal). Quero acreditar que quem com ele lida sabe analisar os prós e os contras do seu possível contributo no futuro. Mais do que saber onde é que o Sr. José Veiga andou metido, é importante não deixar de perceber onde é que ele nos poderá vir a meter. É uma matéria que continuo a considerar… sensível.

=> Apito Dourado

Nunca pensei que a esperança de justiça, em relação a um “porco”, se materializasse nas mãos de uma p***. Ao que o mundo chegou. Incrivelmente, olhamos para trás e perguntamo-nos: o que é que mudou de lá para cá? Provavelmente o restaurante, onde os chamados “cérebros” do futebol costumam juntar-se para amenamente “cozinhar”.


Novamente, um excelente ano de 2007 para todos vós.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

O Benfica já não é o que era..

31 Campeonatos, 24 Taças de Portugal, 4 Supertaças, 2 Ligas dos Campeões e 5 finais da Champions perdidas.. é inegável o passado glorioso e preenchido de vitórias do Benfica. Mas uma visão mais realista, mais acostumada à realidade dos nossos dias, permite perceber que do Benfica de outrora já muito pouco resta. Nos dias que correm, o dinheiro parece falar mais alto, e o Benfica já não tem a imagem na Europa de que disfrutava no passado.
Senão, vejamos o que mudou.

Desde os anos 60, com Eusébio, Coluna e companhia, que o Benfica não tem uma equipa tão gloriosa, capaz de fazer temer a Mundo. É certo que o clube tem nome na Europa, mas o seu potencial futebolístico está longe do que era antigamente.. a nossa ultima final europeia foi há 15 anos, desde então, alternando fracasso com ausência, o Benfica não se fez ouvir na Europa. Até este ano.. A nossa brilhante participação no ano de ‘re-estreia’ foi fenomenal! Mas no próximo ano, vamos ainda ter que participar na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, para garantir o acesso à mesma. Ainda há um longo caminho a percorrer. Até porque neste momento, em termos futebolísticos, o Benfica não é de longe um grande do futebol Europeu ao nível de Real Madrid’s, Barcelona’s, Juventus’, Milan’s, Chelsea’s, Lyon’s, ou mesmo do Liverpool e ManUtd, que este ano eliminamos.

Outro aspecto onde estamos bastante diminuídos, é na área financeira. Tudo bem, que não me lembro ver o Benfica nadar em dinheiro, mas longe vão os tempos em que viviamos desafogados. Neste momento, é difícl competir na contratação de jogadores de ‘top mundial’ com equipas que estão a anos-luz de nós, em termos económicos. Aqui a situação é mais grave. O problema nesta área, é que não temos que lutar só com colossos pela contratação de bons jogadores, mas também com equipas que geralmente ocupam lugares no fundo das tabelas de outros campeonatos, mas que, ainda assim, têm um maior potencial financeiro que o do Benfica. Contudo, penso que estamos no bom caminho para a recuperação. O plano traçado pelos nossos dirigentes para a redução do passivo a longo prazo parece eficiente, e o clube está a recuperar a olhos vistos. O positivo desempenho na edição deste ano da Champions foi importante na amortização de dívidas e no aumento do orçamento, pelo que também é fundamental sermos presença assídua na competição.

Esta questão tem vindo a preocupar-me, e parece-me evidente que o grau de exigência não pode ser tão elevado. Eu, que sou um jovem, e não vivi – com muita pena minha - esses tempos gloriosos do Benfica, vejo as coisas de um modo mais realista. O Benfica já não tem o potencial que tinha, a que habituou os mais velhos, ou menos novos se preferirem. Todos fazemos parte de um clube ganhador, mas que está a recuperar de uma crise, e nestes momentos o passado, por mais glorioso que seja, de pouco ou nada servirá.

Há porém uma coisa que o clube nunca perdeu – a mística. A tal mística de que muitos falam e que nem todos sentem. Essa eu sinto-a, e por alguma razão sou o Benfiquista mais acérrimo que conheço aqui na cidade da corrupção. É isso que mantém acesa a chama do clube, e é por isso que somos o clube com mais sócios do Mundo. Futebolísticamente e financeiramente falando, podemos não ser os melhores, mas para todos os adeptos benfiquistas, o Benfica será sempre o maior do Mundo, como um filho é sempre o mais bonito aos olhos dos seus pais.

Peço que me perdoem esta visão mais fria, e, na minha opinião, mais realista, da actualidade do Benfica.

Saudações Benfiquistas - E pluribus unum.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

O balanço – Como perder um campeonato.. em holandês


Já nenhum benfiquista, salvo raras excepções, recordará saudosamente o dia 5 de Julho de 2005, dia esse em que Ronald Koeman foi apresentado como treinador do Benfica para a época de 2005\2006.

Do primeiro, e único (a não ser que consideremos a taça do confronto de gigantes em Moçambique) troféu da época, ao descalabre, passariam apenas duas semanas. Uma derrota em casa por dois golos sem resposta, frente ao colosso Gil Vicente fez alguns dos mais iluminados encarnados exigir a demissão do holandês logo à 2ª jornada.

Nélson à esquerda, Géo na direita, três centrais, três médios defensivos, experiência atrás de experiência, Ronald Koeman teimava em não estabilizar na escolha de uma equipa base, qualidade que acabaria por manter até ao final da época. Pecou ainda na péssima gestão de recuros que fez, quer em termos físicos (e aqui há que responsabilizar a gabinete médico), quer humanos. Jornada após jornada, os jogades entravam desmotivados, sem garra, sem vontade de vencer, sem saber o que é defender a camisola do Benfica.

Salvavam-se aluguns jogos, principalmente os da Champions, que deram o tónico para a motivação que o treinador não dava, ou não sabia dar. Com a moral em cima, e com as vitórias sobre o Lille e no dragão frente ao Porto, o Benfica acabou por retomar a rota dos primeiros lugares. Mas a instabilidade falou mais alto, o Benfica não manteve o nível exibicional e Koeman revelavar-se-ia como um temeroso na hora das decisões..
Eis que uma estrondosa vitória frente ao Manchester Utd catapultou a equipa para uma série de 9 vitórias consecutivas no campeonato e taça, sempre sem sofrer golos. Já era possível vislumbrar o 1º lugar no horizonte.

Veio o Natal, e com ele os reforços de Inverno. Chegou também o jogo com o Sporting, que viria a ser o ponto crucial de viragem no campeonato. Motivados com a vitória, os lagartos dispararam rumo ao título (no campeonato deles, obviamente). Seguiram-se Leira, Nacional e Guimarães, e uma série de maus resultados. As vitórias frente ao Liverpool e ao Porto não escondiam a fragilidade da equipa nas competições internas. Fomos eliminados da taça (injustamente) e perdemos todas as hipóteses de chegar ao título. E a chama apagou-se em Barcelona, tinha terminado a época.

E na verdade, quem perde 18 pontos em casa não merece ser campeão. Quem tem o melhor plantel dos últimos anos e faz 67 pontos no campeonato não merece ser campeão. Quem não está uma vez na liderança do campeonato não merece ser campeão. Quem não tem um onze base à 33ª jornada não merece ser campeão. Ainda acham que o fcp não foi um justo campeão?

Há ainda uma questão por resolver – a questão do sucessor de Ronald Koeman. Espera-se que a direcção contrate um treinador conhecedor e competente, enquanto urge uma renovação no plantel.

Melhores dias virão. E pluribus unum.