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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ainda acreditam em coincidências

Damir Skomina. É o nome do filho da mãe que arbitrou o jogo de hoje. Esta puta barata já tinha estado no Vélodrome em 2010 para tentar levar o Marseille de Platini rumo à conquista da Liga Europa, mas o Benfica de Jesus não deu hipóteses. A UEFA manda, a UEFA decide e os clubes mais pequenos são marionetas nas mãos de Platini e restantes filhos da puta. Se acham que esta prova é menos corrompida que a Liga Portuguesa, desenganem-se. A UEFA decide o vencedor (geralmente o Barcelona) e a não ser que Mourinho use os habituais poderes, o desejo de Platini torna-se realidade.

P.S. Platini e puta eslovena, desejo-vos a mesma sorte que desejei ao Proença.

Hoje é dia de treino, o jogo é na 2ª feira


Tudo o que de positivo acontecer hoje em Stamford Bridge, será bónus. O Benfica desloca-se a casa do multimilionário Chelsea desfalcadíssimo, com vários jogadores perto do limiar de exaustão e entre jogos fundamentais para a Liga portuguesa. Tendo perdido a primeira mão no Estádio da Luz, o que podemos pedir aos comandados de Jesus? Na minha opinião, apenas entrega e que honrem o símbolo que levam nas camisolas. Quais são as nossas hipóteses de vencer sem centrais de raiz e com uma equipa cansadíssima? Quase zero. O Chelsea quer limpar a imagem deixada esta temporada através de um brilharete na Champions League e o Benfica deveria querer limpar a vergonha que foram os 5 pontos de vantagem perdidos para Porto e Braga. Hoje, por favor, entrem sérios, concentrados e dêem tudo em campo. A pressão está do lado contrário da barricada.

quarta-feira, 28 de março de 2012

A paciência tem limites

Apesar de mais uma exibição patética, a roçar a mediocridade de Escalona e outros incapazes que foram titulares na lateral esquerda do Benfica, não é pela derrota de ontem que volto a falar de Emerson. Aliás, nem é bem desse trengo que vou falar.

A paciência tem limites e Jorge Jesus parece querer testar a dos benfiquistas. Defender Emerson depois de ter enterrado o Benfica à grande, incluindo no lance em que Ramires se escapa com a maior das facilidades e que acaba por dar golo, é tentar fazer dos benfiquistas estúpidos. Consegue com alguns, mas não com todos. Mesmo os que acreditam na palavra do Senhor, não conseguem justificar com factos a utilização de Emerson. Qualidades? Só as físicas, mas também Nélson Évora as tem e não é futebolista. O problema é que comigo, com o nosso caro leitor ou com o Emerson a defesa esquerdo, o resultado é o mesmo.

E tudo isto tem solução. Basta remover este atrasado do onze titular. O problema é que temos um treinador egocêntrico e que acha que consegue trasnformar qualquer manco num jogador com classe. Esta incapacidade em reconhecer erros já custou pontos e agora prepara-se para custar umas meias-finais da Champions League. Mas tudo bem, basta pôr um sorriso na cara, sair da conferência de imprensa aos risinhos e ir para casa ter uma boa noite de sono.

Frente ao Braga, no entanto, Jesus não vai poder apostar neste cancro. Capdevila, o tal que fez uma boa exibição contra o Porto, será o escolhido. Infelizmente, parece claro que, por melhor que seja a exibição do espanhol, Jesus vai insistir em Emerson ad eternum. Nem a dica que Ramires deu na flash interview, referindo-se ao lado esquerdo do Benfica como "lado fraco" vai fazer com que Jesus abra os olhinhos. Acho que alguém com a responsabilidade de Jesus, se não consegue assumir os erros, só tem um caminho a fazer.

P.S. Peço desculpa pela dureza das palavras, mas a partir de hoje os meus textos sobre Emerson passam a ter uma linguagem proporcional às qualidades daquele aborto e à leveza com que Jesus trata da situação.

terça-feira, 27 de março de 2012

Salomon Kalou a Luz

A Champions é um brinde, os quartos-de-final são excelentes, o mais importante é a Liga, mas a derrota hoje sofrida na Luz deixa um sabor amargo na boca dos benfiquistas. Nem é pelo facto de o resultado ser desasjustado ao que o Benfica produziu, mas sim pelo baixo grau de dificuldade que este jogo, na prática, deveria apresentar. Outro Benfica, com um pouco mais de velocidade com bola, com um pouco mais de crença e com um defesa esquerdo, Benfica esse que já tivemos, teria ganho com relativa facilidade este jogo. É disto que tenho pena.

Gostei da atitude empregue pelos jogadores em campo. Vi ambição, vi respeito e solidariedade, vi preocupação defensiva. A equipa encarou o jogo de forma adulta e fez aquilo que conseguiu para a vitória. Mas não chegou. Faltou alguma qualidade e também frescura física perto do final quando seria desejável carregar em definitivo sobre os blues.

Faltou velocidade, faltou uma pontinha de sorte e faltou o calcanhar do Xandão. Paciência. Hoje, face às capacidades evidenciadas nos últimos tempos, não havia muito mais a fazer. A partir de agora é fundamental que se concentrem naquilo que importa ganhar, naquilo que é obrigatório vencer: o campeonato. Com a mesma seriedade com que encararam este jogo e não com a displicência e falta de profissionalismo mostradas em Olhão, é possível. Acreditem.

P.S. "Eu vi, tu viste, ele NÃO viu", titulou A Bola após a célebre mão de Thiago Motta que Steve Benett fingiu não ver. Tal como em 2006, a história repete-se.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Receber bem quem merece

Ao longo de cinco temporadas, assistimos à formação e crescimento de um jogador e de um "minino" brasileiro cheio de classe, talento, humildade e boa disposição. Não tenho a mais pequena dúvida que David Luiz jamais esquecerá os anos de águia ao peito, aos quais fez referências muito agradáveis no discurso de despedida. O antigo camisola 23 foi, na minha opinião, um dos joagdores que mais sentiu o Benfica e um dos que melhor representou aquilo que entendo por Mística encarnada. Obrigado David Luiz. Da minha parte, terás na Luz a recepção que mereces.

Faça-se Luz sobre o Chelsea

Antes de mais um jogo para as provas europeias, eis a rubrica "Faça-se Luz" que analisa a história e a actualidade do nosso adversário, neste caso o Chelsea.

O Clube

Sorte, Emergência e Declínio

Fundado em 1905, o Chelsea foi desde os primeiros anos da sua vida uma equipa de primeira divisão, mas com algumas passagens pelo segundo escalão do futebol inglês (a mais longa dessas passagens nos anos 20 do século passado). Sem grandes feitos ou conquistas, chega ao ano do seu jubileu e vence surpreendentemente a Liga Inglesa com uma equipa envelhecida e que tinha escapado à justa da despromoção em três das quatro épocas anteriores. Mas como os milagres não acontecem duas vezes, o Chelsea não voltou a ombrear pela conquista do campeonato nos anos seguintes, não alcançando sequer um lugar no top-10 da tabela. Seria despromovido em 1961/1962.
Bastou uma época na segunda divisão do futebol inglês para o Chelsea regressar mais forte e mais competitivo que nunca. Um conjunto de grandes jogadores liderados primeiro por Tommy Docherty e depois por Dave Sexton conseguiu alcançar grandes resultados internos na Liga (3ºs, 5ºs e 6ºs lugares em mais de uma ocasião) mas também nas Taças (FA Cup e na recém-criada League Cup, que venceram e onde foram também derrotados na final) e na Europa (vencedor da Taça das Taças em 1970). No entanto não conseguiram reeditar o sucesso de 1955 e acabaram despromovidos em 1975 para só voltarem a estabelecer-se quase em definitivo dez anos depois.


Consolidação

Entre 1983 e 1996, o Chelsea atravessou uma fase de consolidação entre os grandes do futebol inglês. Em 1983, o treinador John Neal garantiu uma série de aquisições que permitiram aos londrinos vencer a segunda divisão inglesa e assim regressar ao primeiro escalão. Aí se estabeleceram, lutando inclusive pela conquista de Liga em 1986, mas as lesões e os desentendimentos entre a equipa técnica e alguns jogadores levaram a que os blues não só não conquistassem esse campeonato como também provocou a entrada numa espiral negativa de resultados que terminou em mais uma despromoção anos depois. Regressam à Premier League no ano seguinte e conseguem um surpreendente 5º lugar. Na época 1990/91 contratam os famosos Andy Townsend e Dennis Wise, sendo que o último se tornaria numa lenda dos blues, mas falham os objectivos traçados devido a um pobre desempenho na Liga que não valeu mais que o 14º lugar. O Chelsea continuou numa senda de maus resultados no campeonato até surgir o dinheiro dos empresários e dirigentes do clube, Ken Bates e Matthew Harding, presidente e vice-presidente, respectivamente. E com o dinheiro começaram a surgir as primeiras grandes estrelas internacionais: Ruud Gullit, que seria jogador e jogador-treinador nos 3 anos que esteve nos londrinos, Mark Hugues, mítico avançado do United, e Dan Petrescu.


A Renascença Italiana

Sob o comando de Ruud Gullit, o Chelsea tornou-se numa das equipas mais atractivas da Europa não só pelo sexy football praticado mas também porque conseguia trazer para Londres grandes nomes do futebol (Gianluca Vialli, Frank Leboeuf, Gustavo Poyet, Tore Andre Flo, Roberto Di Matteo e a grande estrela, o génio italiano Gianfranco Zola). O capitão da selecção holandesa que conquistou o Europeu de 1988 guiou o Chelsea ao seu primeiro grande troféu em 26 anos, a FA Cup, alcançando também o sexto lugar numa liga inglesa cada vez mais competitiva. Na temporada seguinte, 1997/98, Gullit foi surpreendentemente despedido com o Chelsea em segundo na Liga e nas meias-finais de duas provas importantes (League Cup e Taça das Taças), sendo substituído por Gianluca Vialli, que juntou à tarefa de jogador o cargo de treinador principal. E em apenas 4 meses, Vialli conseguiu vencer a Taça da Liga e a Taça das Taças (a última com golo de Zola), terminando, no entanto, o campeonato no 4º lugar. O Chelsea ganhava dimensão europeia e conquistava a Supertaça no Monaco frente ao Real Madrid. Em 1998/1999, já com o campeão do mundo Desailly no plantel, lidera a Premier League até ao Natal, mas uma série de maus resultados deitaram tudo a perder, acabando a quatro pontos do vencedor United. Ranieri chega ao clube em 2001, depois do despedimento de Vialli, com o objectivo de continuar a senda de bons resultados do antecessor e com a missão de rejuvenescer o plantel. É com o novo treinador italiano que chegam ao clube John Terry (vindo da formação), Frank Lampard, Jesper Gronkjaer e William Gallas, mas os títulos ficam afastados de Stamford Bridge, por culpa também da crise financeira que parecia assolar o a equipa do oeste londrino. Depois de um período entre 1997 e 2001 em que tinha ganho pelo menos um troféu oficial por época, o Chelsea, com Ranieri, não voltaria a pôr o pé em ramo verde no que à conquista de troféus dizia respeito nos dois anos que treinou o clube presidido por Ken Bates.


A Era Abramovich

Fruto da crise financeira supramencionada, Ken Bates decide vender o Chelsea ao multimilionário russo Roman Abramovich. Com dinheiro fresco disponível ao serviço de Ranieri, o Chelsea contrata Glen Johnson, Geremi, Claude Makélélé, Joe Cole e Damien Duff, mas os novos-ricos de Londres acabam por não conseguir nenhum título nessa temporada, ficando aquém dos planos traçados por Abramovich. O segundo lugar na Liga, melhor posição desde 1955 e a meia-final da Champions não foram suficientes para Ranieri salvar a pele. Roman tinha outros planos para o Chelsea e esses planos passavam por um treinador… especial.
José Mourinho chega ao Chelsea depois de uma Taça UEFA e uma Champions League ganhas no Porto, intitula-se de especial e alcança a glória num ápice. O seu Chelsea tem na defesa a sua maior força, concedendo apenas 15 golos em 38 jogos para a Premier League. Ganha o campeonato, ganha a League Cup mas falha na Champions após uma eliminatória muito polémica, que perde para o Liverpool. Na temporada seguinte vence novamente a Liga com um triunfo categórico sobre os rivais do United por 3-0, mas falha na Champions (o grande sonho de Abramovich) e na FA Cup. Na sua terceira e última época completa em Londres, Mourinho não conquista o campeonato devido às inúmeras lesões que assolaram o plantel, mas leva de vencida as duas taças internas caindo nos penalties da semi-final da Champions, uma vez mais aos pés do Liverpool. Duas Premier Leagues, uma FA Cup, duas League Cups, uma Community Shield e duas meias-finais da Champions depois, Mourinho é despedido pelo russo após um mau arranque na época 2007/2008 e na sequência de múltiplos desentendimentos entre equipa técnica e dono do clube. Sendo substituído pelo director para o futebol, o israelita Avram Grant, o Chelsea acaba por perder tudo de forma dramática: o campeonato na última jornada, a Taça da Liga para um Tottenham mediano e a final da Champions para o United nas grandes penalidades com John Terry a falhar o pontapé que daria a vitória.
Abramovich vira-se para Scolari, campeão do mundo pelo Brasil e vice-campeão europeu por Portugal, mas a relação laboral não dura muito, com o Sargentão a ser despedido devido a maus resultados em Fevereiro. Hiddink sucede-lhe, vence a FA Cup mas sucumbe nas meias da Champions aos pés do Barcelona de Ovrebo, naquele que foi um dos maiores roubos da História das provas europeias.
Ancelotti é o escolhido para guiar o Chelsea ao sucesso em 2009/2010 e consegue. Começa bem com a conquista da Community Shield, à qual acrescenta a FA Cup e o campeonato. Falha, no entanto, na Champions League ao ser derrotado pelo Inter de… Mourinho, com os adeptos dos blues a cantarem pelo ex-treinador no seu próprio estádio. Carletto, como era conhecido em Inglaterra, não consegue ganhar nada na sua segunda época em Londres e é despedido. Seguiu-se Villas-Boas e essa história já todos conhecemos.

(clickar no canto inferior direito para ampliar)

O que dizem os Blues?

Como já sabem, fazemos também um questionário que publicamos num dos fóruns mais visitados do clube que defrontamos e esperamos por respostas dos users desse fórum. O nosso obrigado ao kuba9o, crash1337, juan roman e M i s o por terem respondido às nossas questões.

1. Em termos domésticos, esta tem sido uma temporada desapontante para o Chelsea. O que falhou até agora?

crash1337: Nada falharia se tivesse sido tudo bem feito. Por culpa de AVB não estamos a disputar o título com United e City. Ele tentou impôr um futebol rápido e atractivo com um meio-campo velho e a morrer. Quis mudar as coisas demasiado rápido, o que fez com que os jogadores mais velhos não o respeitassem. Os fãs queriam-no fora e os seus desejos tornaram-se realidade. Foi despedido devido aos maus resultados naquilo que foi uma decisão compreensível, sendo que a equipa respondeu bem à demissão.
juan roman: O problema é que os nossos principais jogadores (Drogba, Lampard e Essien) já não são capazes de carregar a equipa, estamos em processo de renovação.
M i s o: Nunca tentamos marcar cedo. Se o tentássemos, ficaríamos por cima durante os jogos. Ou esperamos e depois tentamos marcar um golo tardio. É a receita para o desastre.

2. Os adeptos do United não gostam dos Glazers. Os do Liverpool não gostam dos americanos. E vocês? Gostam de Abramovich?

kuba9o: Se me perguntas pessoalmente, tenho imenso respeito por ele, colocou imenso dinheiro dele no clube e tem todo o direito a fazer o que quiser, mas, por outro lado, a troca constante de treinadores é má para o clube e não é o correcto a fazer quando se quer construir uma equipa.
juan roman: Pessoalmente gosto do Roman, ele está no futebol por paixão como nós, adeptos, não para fazer dinheiro.
M i s o: Ele é o dono, tão simples quanto isto. Acho-o uma boa pessoa, muito interessado em futebol ao contrário de outros. Ele quer que o Chelsea seja grande e que continue a ser grande. Penso que, no entanto, está a ser mal aconselhado, pagando demais por jogadores, oferecendo salários excessivamente altos e tentando ver-se livre dos treinadores demasiado depressa.

3. Tinham grandes expectativas sobre André Villas-Boas? Acham que o insucesso foi mais por culpa dele ou dos jogadores?

kuba9o: Acho que os adeptos do Chelsea, em geral, tinham algumas expectativas sobre André Villas-Boas quando foi designado para o cargo de treinador, nomeadamente quanto a um futebol mais ofensivo e bonito, mas não resultou e agora é passado. Quanto a quem culpar, na minha opinião não há ninguém a culpar, esta temporada tem sido uma enorme confusão e as tácticas de AVB não resultaram aqui no Chelsea e ele é ainda muito inexperiente em termos de lidar com personalidades do nosso balneário.
crash1337: Tinha grandes expectativas, mas desapontou-me massivamente, culpo-o pelo que se tem passado.
M i s o: Eu queria ver o que ele queria fazer. Não o conhecia quando chegou, mas assim que percebi as suas tácticas e objectivos de jogo, descobri que AVB é um génio. Ele queria criar algo extraordinário mas não o deixaram. Devia ter feito uma limpeza e ter trazido quem ele achasse que se adequaria à sua filosofia, tal como Guardiola e Mourinho fazem. Culpo os jogadores e a restante equipa técnica.

4. Alcançaram a 7ª presença nos quartos-de-final nos últimos 9 anos, provavelmente o melhor registo na Europa. Acham possível conquistar a Champions League este ano?

kuba9o: Temos sido lixados imensas vezes, ganhar a Champions League é o nosso maior sonho, mas acredito que temos uma espécie de maldição que não nos deixa ganhá-la.
crash1337: Acredito que a nossa velha guarda tem uma última hipótese. Vão esforçar-se muito para alcançar a performance que permita vencer.
juan roman: O meu coração diz que sim, mas o meu cérebro diz que não conseguimos.

5. Di Matteo é um histórico do vosso clube, mas não parece estar à altura da responsabilidade de treinar o Chelsea. Acham que se vai manter como treinador principal para 2012/2013? E se não, quem será a escolha de Abramovich?

kuba9o: Se Roberto Di Matteo ficar no top-4, conquistar a FA Cup e chegar às meias da Champions League, irá ficar. Se não, talvez Mourinho regresse.
juan roman: Não acho que RDM será o treinador principal para a próxima temporada a menos que, milagrosamente, ganhe a Champions League. O Roman gosta de treinadores mais da moda, como Guardiola e Mourinho. Se falhar, vira-se para Hiddink.
M i s o: Não, não creio que vá ser o próximo treinador. Não o vejo a fazer nada além de deixar os jogadores praticarem um estilo de futebol antiquado. Ele tem ainda muito que melhorar. Não o consigo imaginar como treinador principal. Não tenho, contudo, ideia de quem é que Abramovich vai contratar. Gostaria que fosse o Bielsa, já que o Klopp rejeitou oficialmente a possibilidade de ser o treinador. Bielsa seria o melhor e o mais realista possível. Mourinho seria óptimo, mas é irrealista neste momento.

6. No campo, quais são os pontos fortes e fracos do Chelsea?

crash1337: Temos muitos jogadores experientes e imensos jovens talentosos neste momento. Alcançámos um equilíbrio perfeito entre experiência e juventude. A nossa maior fragilidade tem sido o facto de relaxarmos e a tendência para perder o domínio de jogo quando chegamos à liderança. Podemos dizer que é mais um problema da equipa técnica que dos jogadores.
juan roman: A maior força é a força física especialmente pelo ar. Como fraqueza vejo a falta de extremos.
M i s o: Os pontos mais fortes são a experiência e a força física. As fraquezas são a falta de criatividade, movimento, desejo em querer a bola e avançar para marcar golos.

7. Qual a vossa opinião sobre David Luiz e Ramires? Estão satisfeitos com as contratações ou acham que foram demasiado caros?

kuba9o: David Luiz e Ramires são ambos duas aquisições fantásticas, dois jogadores fantásticos. Talvez o valor pago pelo David Luiz tenha sido ligeiramente exagerado, mas a longo-prazo vai ser justificado.
crash1337: São ambos óptimos, valem o que pagámos por eles.
juan roman: São ambos grandes aquisições. O David Luiz é um jogador de classe mundial, o Ramires é bom mas acho-o tecnicamente menos capaz, ainda assim um bom jogador.

8. Qual o vosso melhor jogador? E o pior (de entre os prováveis titulares)?

kuba9o: Os melhores jogadores do onze inicial são Ivanovic, Ramires, Mata e Sturridge. Os piores são Meireles, Malouda e Bosingwa.
crash1337: Os nossos jogadores mais produtivos esta temporada têm sido o Mata, Lampard, Sturridge e Ramires. David Luiz e Ivanovic também têm impressionado na defesa. Por outro lado, não estou agradado com Meireles, Bosingwa e Malouda.
M i s o: Os centrais são os melhores. O pior depende da capacidade de o Benfica explorar as fragilidades. Se forem bons, conseguirão fazer com que Drogba e Lampard desapareçam.

9. Qual a vossa opinião acerca do futebol português? O que conhecem do Benfica?

kuba9o: Conheço pouco do futebol português, mas, do que sei, é óptimo ver as equipas portuguesas a jogarem, pois são rápidas, tecnicamente evoluídas e com bom ambiente. Para ser sincero, só tive conhecimento do Benfica depois de saber que estávamos interessados no Ramires.
crash1337: Sigo sempre que posso, especialmente por causa do Porto. O Benfica é uma grande equipa, com muita História, a meu ver a segunda melhor em Portugal neste momento. Apesar disso, não gosto da maioria dos seus adeptos pois têm-se comportado de forma muito arrogante e desrespeitosa para com a nossa equipa e os nossos adeptos.
M i s o: Não conheço muito. Têm alguns jogadores bastante bons, mas não sigo as equipas ou a Liga. Acompanho uma vez por outra, por acaso.

10. Se pudessem contratar um jogador do Benfica (e acredito que podem…), quem escolheriam?

crash1337: Garcia, Gaitan, ou Witsel, gosto deles por igual, para ser honesto.
juan roman: Nico Gaitan, destruiu Evra na Champions League. Ouvi dizer que Mourinho está a seguir Witsel, por isso deve ser bom jogador também apesar de não o ter visto ainda.
M i s o: Se tivesse de escolher um, seria o Gaitan.

11. Qual será o onze titular do Chelsea na Luz?

kuba9o: Cech, Ivanovic, Luiz, Terry, Cole, Essien, Ramires, Lampard Mata, Sturridge, Drogba/Torres
juan roman: Cech, Ivanovic, Luiz, Terry, Cole, Mikel, Lampard, Meireles, Mata, Ramires, Torres.
M i s o: Cech, Cole, Terry, Luiz, Ivanovic, Mikel, Lampard, Meireles, Mata, Drogba, Ramires. Será este o onze inicial, provavelmente. Não o escolheria, mas será o que o RDM elegerá em princípio. Espero que escolha o Torres, prefiro pressão no ataque.

12. Prognósticos para ambos os jogos?

kuba9o: 1-1 na Luz, 3-0 em Stamford Bridge
crash1337: 1ª mão: 1-2 ou 2-2; 2ª mão: 3-1 ou 4-1, para ser sincero, penso que vamos sofrer golos em ambas as mãos. Não temos estado bem defensivamente esta época.
juan roman: Espero que o Chelsea ganhe, mas será difícil.


P.S. Um agradecimento muito especial ao Frank James, do fórum Ser Benfiquita, que possibilitou que estes questionários fossem entregues e respondidos em tempo útil.

domingo, 25 de março de 2012

Temos de falar, Jesus

Se é bem verdade Capela está na origem do desaire em Olhão, Jesus não deixa de ser cúmplice. A realidade é que o nosso treinador voltou a errar na abordagem à partida, à semelhança do que aconteceu em Guimarães e em Coimbra. O Benfica não soube aproveitar o facto de o Olhanense se apresentar muito desfalcado (Mexer, André Pinto, Cauê e Wilson Eduardo) e não consegiu dominar o encontro de forma clara e inequívoca, achando que mais cedo ou mais tarde o golo acabaria por chegar. Foram cerca de 70 os minutos dados de vantagem aos algarvios. Nem vou referir o estilo de jogo, que foi pavoroso, basta-me ficar pela atitude e pelo triste comportamento evidenciado, uma vez mais, fora de casa. Por que motivo é que não jogamos de forma razoável (já nem peço bem) longe da Luz? O que foram estes três últimos jogos?

E parece-me que os efeitos da Champions começam a sentir-se em demasia, tal como aconteceu com Koeman. O objectivo tem de ser o campeonato. Claro que, estando numa posição tão simpática na maior prova de clubes a nível europeu, não devemos neglicenciá-la, mas aquilo que podemos mesmo ganhar é o campeonato e é aí que devemos colocar as fichas. Agora pode ser tarde. Tarde demais.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Eu também me ri, Drogba. E obrigado!

Caro Drogba,

calculo que não saibas ler português. Se calhar lês tão bem quanto o Walter Bigorna. Mas isso agora não interessa. Podes pedir ao David para que te explique o que vem neste texto.

A arrogância que demonstraste aquando do sorteio não foi bonita. Confesso que fiquei contente ao saber que ia apanhar o quinto classificado da Liga Inglesa, mas não festejei da forma que festejaste. Aliás, não festejei de modo algum. Nem celebraria sequer mesmo que tivesse calhado o APOEL. Porquê? Sei que isto te deve custar a entender, mas... são os quartos-de-final da Champions. Todas as equipas que aqui chegaram conseguiram feitos importantes. Por exemplo, nós eliminámos o United. E passámos o Zenit, que não era propriamente fácil (e não precisámos de ir a prolongamento). Noutra competição, não sei se viste o que o Sporting fez ao City, mas foi um aviso daquilo que as equipas portuguesas podem e conseguem fazer na Europa. Os orçamentos não ganham jogos. As equipas é que triunfam. E vejo, neste momento, uma equipa no meu Benfica. Já no teu Chelsea vejo um grupo de individualidades sobre as quais os anos passaram e só acumularam frustrações e insucessos no pós-Mourinho.

Lembra-te antes do quão fraco líder és. Lembra-te das vezes que falhaste individualmente e colectivamente, tanto no Chelsea ao não conseguires aquilo que o teu patrão sempre pediu, a Champions, ou ao serviço da selecção ao fracassares sucessivamente em todas as edições da Taça das Nações Africanas.

De uma coisa estou certo: há cerca de 20 anos, Jean-Pierre Papin não acreditava que o seu Marseille seria eliminado pelo Benfica, não obstante os avisos que o ex-benfiquista Mozer lhe fizera, sobretudo no que ao terrível ambiente do Inferno da Luz diz respeito. Espero que o David Luiz não te consiga transmitir a grandiosidade do Benfica. Vais ter uma surpresa.

Podes estar seguro de uma coisa: deste lado, conhecemo-vos. Sabemos como pensam, sabemos como jogam, sabemos os vossos pontos fortes e os vossos pontos fracos. Acima de tudo, respeitamo-vos. Lutaremos até ser humanamente impossível porque sabemos que serão os jogos das nossas vidas. E agradecemos a força que nos deste, qual Dzeko da Costa do Marfim.

P.S. Já agora, Javi, chega-lhe. Ainda por cima é preto, pá.

Mourinho, espera só mais 2 meses!

E, para já, o Chelsea. Mourinho, lamento, mas vais ter de esperar até Munique... não estragues tudo!!! Em Maio, recriamos a final de há 50 anos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sorteio da Champions League

APOEL: Tenho a convicção de que não são tão fortes quanto a ideia que se tenta vender. Obviamente que se aqui chegaram, têm valor, mas não deixam de ser o APOEL. Prefiro tê-los neste sorteio que o Napoli, City, United, Liverpool, Juventus ou outros. No entanto, fruto da excelente campanha que têm efectuado, não podem ser menosprezados.
Hipóteses: 70%

Olympique Marseille: Os franceses saltaram do avião na Liga Francesa e não levaram pára-quedas. Estão em queda livre, levando quatro derrotas consecutivas. O oitavo classificado da Ligue 1 não parece tão forte quanto aquele que o Benfica defrontou em 2010, na Liga Europa. Por outro lado, os marselheses recordam-se das duas eliminações traumáticas e quererão certamente vingá-las.
Hipóteses: 55%

Chelsea FC: O que o período pós-Villas-Boas reserva aos blues é uma autêntica incógnita. Os anos passaram sobre os jogadores londrinos e a qualidade vai-se perdendo aos poucos. Neste momento são acessíveis ao Benfica, mas não deixam de ser o Chelsea e não deixam de ser favoritos. Seria bonito receber David Luiz e Ramires de novo na Luz.
Hipóteses: 35%

AC Milan: Este Milan não é o mesmo Milan da viragem do século. Perdeu magia, perdeu classe, perdeu veterania e jogadores marcantes. Está mais fraco que há 6 épocas, mas continua com muitos jogadores de classe mundial. Ibrahimovic é um perigo, Robinho é magia e Boateng a grande revelação. Não sendo fáceis, longe disso, como mostra o 4-0 aplicado ao Arsenal ou o empate alcançado em Camp Nou, o futebol dos milaneses acaba por encaixar bem no do Benfica.
Hipóteses: 25%

Bayern Munchen: Aqui piamos fininho. Eu vi o jogo com o Basel e fiquei com a noção de que o Benfica pode ser trucidado pelos bávaros. O Bayern é uma equipa temível. O meio-campo é uma autêntico máquina de jogar futebol e o ataque é de eficiência alemã. A velocidade de Robben e Ribery faz estragos a qualquer defesa. Só com dois dias excepcionais é que o Benfica consegue eliminar os alemães.
Hipóteses: 10%

Real Madrid: O Benfica não tem nada a perder numa eliminatória com o Real. E até tem o atractivo de receber Mourinho, Ronaldo, Coentrão e Di Maria. Um reencontro histórico em perspectiva de dois grandes europeus. Seria bonito. Menos bonito seria o resultado, mas já que aqui chegámos...
Hipóteses: 2%

Barcelona: Tal como sucede com os merengues, com o Barça não temos nada a perder. Mas temos grandes hipóteses de ser humilhados. Quem dá 7 ao Bayer dá 7 ao Benfica. Nos últimos anos, os catalães golearam o Real Madrid, Shakhtar Doneskt, Basel, Sporting, Lyon, Bayern, Bayer, Stuttgart e Arsenal. E o que dizer do registo dos blaugrana nesta edição da Champions? 8 jogos, 7 vitórias, 1 empate, 30 golos marcados e 6 sofridos. Aterrador.
Hipóteses: 0,2%

quarta-feira, 7 de março de 2012

Do Nadir ao Zenit

A série negra de quatro jogos sem ganhar, que nos custou o primeiro lugar no campeonato e quase colocou em causa a continuidade na Champions League terminou e logo com uma vitória que nos coloca nos quartos-de-final da maior prova de clubes europeus pela terceira vez em vinte anos, depois dos êxitos de Artur Jorge em 1995 e Ronald Koeman em 2006.

O Benfica confirmou os bons sinais deixados em São Petersburgo e saiu como justo vencedor do jogo e da eliminatória. Entrando para a segunda mão em desvantagem, o Benfica tomou a iniciativa de jogo (porque o Zenit também deixou, é verdade) e encostou os russos às cordas, gerindo bem a posse de bola mesmo no meio-campo adversário, algo que não soube fazer em jogos recentes. Maxi Pereira colocou os encarnados em vantagem numa jogada de insistência após passe de calcanhar de Witsel. Com Gaitán especado a olhar para o lance, Maxi foi o único que acreditou e se mexeu para ir ao encontro do golo, o sexto em jogos europeus, depois de já ter marcado ao Milan, Marseille (duas vezes), PSG e agora Zenit (duas vezes).

No segundo tempo, já em vantagem na eliminatória, os papéis inverteram-se e foi o Benfica a entregar a iniciativa de jogo ao Zenit. Os nossos jogadores recuaram no terreno, deixaram cair o pendor ofensivo desmesurado que caracteriza esta equipa e, mesmo sem defender muito bem, o Benfica defendeu com muita gente, tapando os caminhos para a baliza de Artur. Ainda assim, as melhores oportunidades foram nossas, com Cardozo primeiro, isolado, a desperdiçar clamorosamente na cara de Malafaeev e depois Nélson Oliveira, entrado para o lugar do paraguaio, a definir mal uma jogada de contra-ataque (3x2). Já sobre o apito final, foi mesmo o jovem avançado português, isolado por Bruno César, a fechar as contas com o 2-0.

Quem está nos quartos-de-final de uma prova não pode deixar de pensar em ganhá-la. Seja quem for, em que prova for. Não somos melhores que muitas equipas nem piores que outras tantas. Há que ser sério e pragmático, atitudes que raramente vi conjugadas em quase três anos de Jorge Jesus no Benfica. Ontem fomos, e bem. Se calhar também foi por isso que vencemos. Agora é esperar por dia 16 para sabermos quem nos calhará em sorte. Que ela esteja connosco.

terça-feira, 6 de março de 2012

Like-Dislike #2


Para o mês de Março, o nosso convidado para participar no Like-Dislike é um conhecido das caixas de comentários do Eterno Benfica, John Wakefield. A propósito de um comentário feito pelo John há umas semanas a esta parte sobre a importância que o Benfica deve prestar à Champions League, achei interessante convidá-lo para partilhar a sua opinião num post visto termos visões antagónicas sobre este assunto. Os textos que se seguem foram escritos antes do empate em Coimbra, no entanto penso que as opiniões se mantêm.

«Antes demais, é necessário salientar que qualquer benfiquista que se preze, sonharia vencer ambas as competições. Seria fantástico se assim o fosse! Todavia, é praticamente impossível erguer os dois ceptros em simultâneo, e por isso, o Benfica poderá, a breve/médio prazo, ser forçado a fazer uma escolha seguramente difícil. Essa mesma decisão será tomada quando os jogadores começarem a acusar fadiga, algo que tem sido evidente nas equipas comandadas por Jorge Jesus. Assim sendo, a questão impõe-se: nessa situação, deverá o Benfica concentrar as baterias no Campeonato ou na Champions? Por outras palavras, deve o Benfica apostar tudo no campeonato português, que alguns dizem ser a prioridade mais realista, ou na Liga dos Campeões Europeus, competição de clubes mais importante do mundo? Como já o referi, não é fácil nem consensual encontrar uma resposta para este debate seguramente interessante. Na minha perspectiva, creio que o Benfica deve privilegiar o campeonato, por ser uma competição onde temos hipóteses realísticas de a vencer. Infelizmente, o resultado em Guimarães veio trazer mais discussão e incerteza, e por isso, teremos um campeonato renhido até ao fim. Pequenos pormenores poderão fazer a diferença na atribuição do título nacional. Neste momento, vejo o Porto e o Braga na porta da saída da UEFA, algo que me preocupa visto que poderão concentrar, desde cedo, todas as suas aspirações nesta segunda volta do campeonato. Por outro lado, a Champions é, a meu ver, uma meta irrealista para o Benfica e qualquer clube português, enquanto existir um super-Barça ou um incrível Real Madrid, equipas 98 ou 99% imbatíveis. Assim sendo, as hipóteses de sucesso total na Champions são muito remotas e tendo em conta que o Benfica atingirá o objectivo traçado (que passava pela passagem aos oitavos/quartos da Liga dos Campeões), creio que o clube encarnado deve agora fazer os possíveis para cumprir a sua meta no campeonato que passa por segurar o lugar no topo.»

John Wakefield

«Se vos dessem a escolher entre vencer o campeonato ou a Champions League, por qual das provas optariam? Muito provavelmente a Champions. Recuperar o troféu erguido por José Águas 50 anos depois da última conquista seria um feito a todos os níveis maravilhoso. Realisticamente tal é impossível, no entanto, sou dos que pensam que o Benfica deve meter as fichas na Champions League até porque, dada a conjuntura actual, não vejo o Benfica com tão boas hipóteses de voltar a encontrar um cenário tão favorável na maior prova europeia de clubes. Se eliminarmos o Zenit, teremos pela frente um de sete adversários possíveis. Dados os resultados da primeira mão dos oitavos-de-final, arriscaria dizer que provavelmente Barcelona, Real Madrid, AC Milan, Napoli, Lyon, Marseille e Basel seguirão em frente. Quantos destes é que verdadeiramente assustam? A meu ver, apenas os dois colossos espanhóis. O AC Milan não está ao nível do Milan de Ancelotti, o Lyon já não é o mesmo bicho-papão que ganhou o heptacampeonato em França, Napoli e Marseille não são globalmente melhores que nós nem têm experiência nestas andanças e o Basel... é o Basel, tendo conseguido resultados fabulosos com o United e com o Bayern, mas não deixa de ser o Basel, uma equipa ao nosso alcance. Estar nos quartos-de-final da Champions é uma raridade, vamos deixar escapar esta oportunidade que até nos pode trazer uma janela para as meias? Nunca. Não devemos negligenciar o campeonato de forma alguma, é para ganhar, mas desperdiçar uma oportunidade de ouro como a que temos actualmente seria uma lástima.»

JNF

Digam de vossa justiça.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Roubados não no jogo, mas na eliminatória

Poderá este titulo fazer confusão a muito boa gente? Até acredito que sim, mas basta ter mais que um neurónio para perceber que, apesar de uma exibição bastante aceitável do árbitro a nivel técnico (ou seja, marcava as faltas que eram de marcar) e de não ter tido influencia alguma no resultado final (perdemos porque o Maxi teve uma infelicidade), esta eliminatória já estava previamente decidida á nascença pela UEFA e penderia sempre para o lado dos russos. Digo-o e repito:

Esta eliminatória (não o jogo, atenção) foi decidida pelo árbitro e pela UEFA em 3 momentos chaves. A saber:

1. Não expulsão do bruto alves (falta, no entanto, assinalada). Que teve simultaneamente o mérito de arrumar com o Rodrigo. Expulsão por assinalar e ficaria impedido de alinhar na Luz.

2. Não-amostragem de cartão amarelo a Hubocan por falta sobre Maxi Pereira quando este entraria isolado na grande área do Zenit (falta, no entanto, assinalada). Não poderia jogar na Luz porque estava em risco. Já vamos em dois...

3. Provavelmente o amarelo mais ridiculo que a Europa do Futebol já viu foi, hoje, mostrado ao Aimar. Admito a falta com relutância, dando ao árbitro o beneficio da dúvida (e foi marcada), mas nunca, NUNCA, aquilo é lance para amarelo. O que impede Aimar de jogar na Luz, já que estava em risco. Menos um do Benfica...

Portanto, por aqui se vê: a UEFA (a tal que não gosta de batoteiros...) aprendeu a fazer as coisas como deve de ser, de modo a ceder aos interesses financeiros e aos gostos do sr. Platini (pobre Ajax...). Fizeram tão bem as coisas que o árbitro teve o condão de, simultaneamente, fazer uma óptima exibição no capitulo técnico e desequilibrar as coisas a favor dos russos para o segundo jogo. A lição, vinha muitissimo bem estudada!!!

A eliminatória só não esta definitivamente ferida na sua verdade desportiva, porque estes jogadores, hoje, encheram-nos de orgulho e fazem-nos crer que é possivel dar a volta á situação na Luz!!! Deixará a UEFA que os nossos bravos atletas possam lutar até ao fim?

PS: Cada vez que me lembro que a UEFA diz que o Bonfim não tem condições, mas permite que uns oitavos de final da Champions sejam disputados naquele pelado, não me dá vontade de rir. Dá-me vontade de chorar...

A Rússia já não é vermelha

O Benfica cedeu a segunda derrota desta época e logo num jogo onde teve tudo, mas tudo, para vencer. É frustrante perder desta maneira. Com uma vantagem inicial fruto de um golo de Maxi, deixámos o Zenit recuperar mas voltámos a empatar a partida perto do final para, no minuto seguinte, deitar tudo a perder. Não devia ter acontecido.

Acho que Jesus escolheu um onze duvidoso mas que, atendendo ao estado do relvado e à sobrecarga de jogos, acabou por ser a melhor opção, garantindo a rotatividade dos jogadores e o equilíbrio entre defesa e ataque. Fico satisfeito pela atitude, coragem e combatividade dos nossos atletas que tentaram, em condições muito difíceis, trazer a vitória. Não foi possível, mas teremos o jogo da segunda mão para recuperar. Na nossa casa, com o apoio dos nossos adeptos, tenho a convicção de que não fraquejaremos e levaremos os russos de vencida.

P.S. Ao Bruno Alves desejo que tenha uma recepção bem quentinha na Luz. Tudo o que não implique a sua passagem pelas urgências de um hospital de Lisboa pecará por escasso.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Os estranhos critérios da UEFA

Não consigo perceber os critérios da UEFA. A sério que não consigo. Lembro-me de ver o Benfica jogar em Bucareste, na época 2006/2007, frente ao Dínamo local, num estádio sem as mínimas condições para um jogo europeu à luz do que a UEFA regulamenta. A mesma UEFA que proíbe o Vitória de Setúbal de jogar no Bonfim, estádio em tudo semelhante ao da capital romena, para os jogos europeus.

Parece que os senhores do organismo que tutela o futebol do velho continente foram averiguar as condições que os jogadores do Benfica (e do Zenit) enfrenterão amanhã no Petrovsky. Não teria sido mais sensato transferir o jogo para Moscovo ou Rostov onde não se faz sentir tanto frio? Que sentido tem obrigar uma equipa a deslocar-se de Portugal para a Rússia sem haver garantias da realização de um jogo e, a haver, ser feito em condições absolutamente inóspitas? Quem é que sai a ganhar com isto e qual o interesse da UEFA? É certo que não seremos a primeira e a última equipa a jogar nestas condições, mas pelo bem do jogo esta situação deveria ser sempre evitada. E era tão fácil prevenir.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O que nos pode calhar em sorte

Uma de sete equipas de quatro países atravessar-se-á no caminho do SL Benfica na caminhada até Munique (fica bonito dizer "caminhada até Munique" apesar de todos sabermos que, realisticamente, não chegaremos à capital da Baviera). Não sendo nenhuma das sete um grande tubarão europeu da actualidade, a verdade é que estão longe de ser acessíveis apesar de haver quem pense que a nossa Champions tem a qualidade da Liga Europa (queriam...). Não tem. Por ordem inversa de preferência, os adversários que nos podem calhar em sorte são:

CSKA

Os russos comandados por Leonid Slutsky voltam a marcar presença nos oitavos-de-final da Champions League à semelhança do que haviam feito em 2009/2010. De todas as equipas presentes nesta fase, o vice-campeão russo parece ser a mais acessível ao Benfica, pelo menos no papel. Mas um ataque liderado por Love (que pode estar de saída) e Doumbia merece muito respeito. Tendo ainda um jovem talento a despontar (Dzagoev) e uma defesa que joga junta há muitos anos, o CSKA é uma equipa habituada a estas andanças avançadas nas provas eufeiras e a experiência conta. Apesar de tudo, parecem-me os mais acessíveis.

Zenit

Menos experiência que os compatriotas mas um currículo recente que impressiona (Taça UEFA e Supertaça europeia) fazem do Zenit um adversário de respeito, mas igualmente longe de ser temível. Danny é claramente o melhor jogador do actual campeão russo. No entanto, o campeonato só recomeça em Março e poderemos esperar falta de condição física da equipa de São Petersburgo, o que jogaria a favor do Benfica. Ao eliminarem o Porto, mostraram toda a sua qualidade ofensiva (na Rússia) e defensiva (na Invicta). É um grupo coeso e que sabe defender muito bem, não tivesse um treinador italiano ao leme.

Bayer Leverkusen

Nos últimos anos, o Benfica tem-se cruzado na Europa com várias equipas alemãs (Nuremberga em 2008, Hertha em 2009 e 2010, Schalke e Stuttgart em 2011). Sabemos perfeitamente quão difícil tem sido vencer estes adversários mesmo que estejam a fazer maus campeonatos. Não é o caso dos farmacêuticos, o que parece tornar ainda mais difícil a tarefa de Jesus e seus jogadores. No entanto, olhando com atenção este Bayer, é com agrado que encararia um embate uma vez que os jogadores e o estilo de jogo desta equipa parecem encaixar que nem uma luva no actual Benfica. Além de que seria bonito reeditar aqueles quartos-de-final da Taça das Taças de 1994.

Olympique Marseille

Didier Deschamps, naquela típica arrogância francesa, considerou o Benfica a equipa mais fraca de entre os cabeças-de-série. Não sei com que frequência o ex-capitão dos bleus vê o Benfica ou o campeonato português, mas mesmo não vendo podia pegar no DVD do jogo entre o seu Marseille e o Benfica de Março de 2010 no Vélodrome onde nem a mãozinha de Damir Skomina conseguiu empurrar os franceses rumo aos quartos-de-final. Este Marseille é, contudo, bastante diferente do de há dois anos, nomeadamente no ataque (mais rápido) e na defesa (menos sólido) apesar de os números aparentemente desmentirem-no.

SSC Napoli

De todas as equipas que nos podem calhar em sorte, o Napoli parece-me a formação mais equilibrada e homogénea: um bom guarda-redes, uma defesa dura tanto fisicamente como de rins, um meio-campo dinâmico e um ataque poderoso. Mais que uma estrela, o Napoli vale pelo conjunto. Além disso, o ambiente no San Paolo é terrível para os adversários dos napolitanos. É uma equipa muito mais forte que aquilo que se pensa, é muito superior ao Napoli derrotado pelo Benfica de Quique em 2008.

Olympique Lyonnais

Já nos conhecem e já os conhecemos. O Lyon foi um dos adversários do Benfica na última edição da Champions League, tendo sido batido na Luz por 4-3 (quatro assistências de Carlos Martins e dois golos de Coentrão) e tendo ganho em Lyon por 2-0. Trata-se de uma equipa com muito traquejo europeu e desde 2000/2001 que não falham uma presença na Champions, contando com um registo muito positivo: terminaram duas vezes na 1ª fase de grupos, uma na 2ª fase de grupos, quatro nos oitavos-de-final, três nos quartos-de-final e uma nas meias-finais. A defesa parece ser o actual calcanhar de Aquiles destes franceses.

AC Milan

O colosso italiano está longe daquilo que foi nos anos 80 e mesmo no início deste século. É um Milan completamente diferente, em tudo. A defesa era velha e sólida, hoje rejuvenesceu um pouco e é um passador autêntico. O meio-campo é velho mas matreiro e experiente, mesmo depois da saída do fantasista Pirlo, Seedorf mantém-se em boa forma (ad eternum?) e Boateng foi uma grande aquisição. E o ataque é do mais imprevisível que se pode ter, com Robinho, Cassano, Pato ou Ibrahimovic. São italianos, são o Milan e basta isso para serem os mais respeitados, consagrados e temidos. Até porque quando é a doer, eles raramente falham.


Sete adversários, todos muito diferentes e, sinceramente, é difícil de ordená-los do mais acessível para o mais difícil. Talvez em termos teóricos esta seja a ordem mais aceite, mas pessoalmente não me importaria nada de jogar com o Milan mesmo não sendo favoritos. Amanhã veremos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Solidariedade para com Ferguson

Tenho de manifestar toda a minha solidariedade para com esse grande senhor do futebol mundial que tanto respeita os adversários e que dá pelo nome de Alex Ferguson. Pois é, Fergie achou que era boa ideia poupar vários jogadores do United nos jogos contra o Benfica e contra o Basileia, equipas menores e desprezáveis de uma segunda divisão europeia. Teve a paga merecida: ficou de fora da Champions League. As atitudes de um treinador não se medem só pelas palavras, mas também pelos actos e aí Ferguson falhou rotundamente. Há quem poupe nas Taças internas e quem o faça nas provas europeias. Há uma delas que me parece estúpida, especialmente se for feita sem necessidade.

Venham os oitavos, Venha o Milan

O Sport Lisboa e Benfica assegurou hoje o primeiro lugar no seu grupo da Champions. Após uma brilhante prestação na fase de grupos, concluída sem qualquer derrota, com três vitórias à mistura e ainda um empate com golos em Old Trafford, o Benfica conhecerá no próximo dia 16 o seu próximo adversário na mais fantástica prova de clubes que existe.
Sinceramente, não estou com meias medidas e dos 7 adversários possíveis (Milan, Lyon, Zenit, CSKA, Napoli, Marselha e Bayer) gostava que calhasse o Milan.

Serei eu louco ? Talvez, mas passo a explicar.

O Benfica hoje em dia ainda não tem capacidade de disputar esta competição como nós gostaríamos que o fizesse.. Quero com isto dizer que, hoje por hoje, não é um candidato à vitória final. Assim sendo, sou da opinião que o Benfica contra o Milan nada teria a perder pois, a meu ver, é o único adversário que não nos coloca como favorito na eliminatória. Acresce a isto que o Benfica tem, novamente a meu ver, capacidade para disputar esta eliminatória taco a taco contra uns italianos que não são, hoje por hoje, o papão que já foram.
Ora é contra adversários deste calibre que se vai ganhando a estaleca para poder almejar a fazer grandes prestações nesta competição. É um risco defrontá-los ? É. Mas não me parece que fizessemos má figura, penso que poderiamos fazer um brilharete e eliminar o campeão italiano, e mais importante, dar um enorme upgrade de experiência à nossa equipa!

É certo que costumamos ter galo com italianos, mas também já os derrotámos, e acredito que o poderiamos voltar a fazer, com garantia de uma grande casa na Luz!

Com grandes desafios poderemos crescer mais depressa.

Carrega Benfica! Venha o sorteio, venham os oitavos e venha o Milan!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Galati, um jogo fundamental

Jesus poupou jogadores nos Barreiros a pensar claramente no embate contra o Galati. Penso que não há a mais pequena dúvida em relação a isto. Bem ou mal, a opção foi dele, com os resultados que conhecemos. E para ser sincero, eu teria feito exactamente o mesmo.

O onze apresentado frente aos insulares tinha qualidade mais que suficiente para os derrotar e seguir em frente na prova rainha do futebol português. Mesmo não sendo a primeira linha, não podemos afirmar que Nolito é inferior a Sami, que Eduardo é inferior a Ricardo, etc. E as poupanças seriam para garantir que, frente aos padeiros romenos (que não têm mais qualidade que o Beira-Mar), o Benfica conseguiria vencer tranquilamente e assim assegurar o primeiro lugar no grupo. Li e ouvi em vários sítios que não havia necessidade de poupanças uma vez que já tínhamos a passagem aos oitavos assegurada. Não me parece. O primeiro lugar é, neste momento, objectivo e obrigação, uma vez que o Benfica só depende de si para terminar no topo do grupo e, para isso, tem de ganhar ao Beira-Mar da Roménia. Ficando no primeiro lugar, o Benfica cruza-se com um dos segundos classificados dos outros grupos (Zenit, Milan, Bayer Leverkusen e Marseille, já garantidos, e Ajax, Lille e Napoli, em princípio), mas ficando em segundo lugar terá de defrontar um vencedor de grupo (Chelsea, Barcelona, Real Madrid, Bayern, Arsenal, Inter ou APOEL). O que parece melhor? Fácil. É fundamental garantir a vitória contra os romenos para facilitar o acesso aos quartos-de-final da Champions.