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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Aos tansos que pagaram bilhete para a Champions

Já todos deveríamos saber que o nosso clube é useiro e vezeiro nestas situações. O Benfica prepara-se para oferecer bilhetes de graça aos sócios que ainda não tenham usufruído do débito directo ou que não tenham comprado Red Pass este ano. Quem é que sai prejudicado no meio disto tudo? O sócio que pagou quotas, que comprou Red Pass e que comprou o pack de bilhetes da Champions League, pensando que apoiaria o seu clube pagando o preço correspondente a 2,5 bilhetes em vez de 3. Enganou-se, o tanso. Porque o Benfica premeia quem não apoia a equipa no estádio, prejudicando quem lá vai religiosamente todas as semanas. Este é o Benfica que temos. Palminhas para isto.

«Sentiram a minha falta?»

Luisão está de volta. O defesa central encarnado terminou uma suspensão que durou onze jogos, na sequência das figuras tristes protagonizadas em Dusseldorf, sendo agora novamente opção para Jesus. Luisão regressará, pela sua qualidade e pelo seu estatuto que tem dentro do plantel, ao onze do Benfica, substituindo assim Jardel, que rendeu o compatriota nestes últimos tempos. A questão que se põe é se sentimos a falta de Luisão. Sim ou não?

Sinceramente, como tinha dito aquando do seu castigo, penso que, globalmente, não. Vejamos: 11 jogos, 7 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, com um total de 8 golos sofridos. Globalmente, é um registo que, atendendo aos adversários que defrontámos, é razoavelmente bom. Nos jogos para o campeonato, o Benfica apenas perdeu pontos em Coimbra, logo num jogo marcado por duas situações "anormais" (ou "normais", dado que o árbitro foi Xistra), os dois penalties mal assinalados contra o nosso clube, sofrendo golos contra o Paços e Beira-Mar, com Jardel em mau plano no golo sofrido na capital do móvel mas sem culpas frente aos aveirenses. De resto, folha limpa no campeonato. Nas provas europeias, o Benfica não sofreu golos contra Celtic fora e Spartak na Luz, tendo conseguido resultados que, per si e não olhando ao que foram os jogos, eram positivos, mas sofreu golos que valeram derrotas na Luz contra o Barça e em Moscovo contra o Spartak. Sem culpas frente aos catalães, Jardel esteve desastroso contra os moscovitas, sendo um dos obreiros da derrota.

No fundo, acho que Jardel cumpriu com as expectativas. Não foi por ele que, no campeonato, perdemos pontos, apesar de na prova europeia se colocar para sempre a dúvida sobre o que teria acontecido caso Luisão tivesse jogado. Não deslumbrou, não encantou, comprometeu pouco. No global, cumpriu.

domingo, 11 de novembro de 2012

No Rio, manda a ave

Diz-se que a velocidade é uma condição necessária para vencer no futebol moderno. Talvez de todas as velocidades, a menos importante seja a que diz respeito à correria. É, a meu ver, mais importante executar depressa que correr depressa. Mas neste Benfica, correr depressa, ainda que mal, é o mais importante. A velocidade furiosa que o Benfica imprime nos seus jogos é impar no futebol português, mas nem sempre (quase nunca, até) é adequada. E hoje podia ter-nos custado pontos.

O Rio Ave justificou em campo o porquê da sua classificação na Liga. Não sendo uma equipa com grandes capacidades físicas nem técnicas, a sua organização e o perigo com que chegam à baliza explicam o 4º lugar na prova. Mas as dificuldades que criou ao Benfica foram, em boa parte, mais concedidas e facilitadas por nós que de mérito próprio dos vila-condenses. O Benfica voltou a dar muitos espaços a defender, a sair com dois e três jogadores ao portador da bola, e perdeu sistematicamente a luta no meio-campo, onde um esforço hercúleo de Matic, sobretudo após a saída de Enzo por lesão, evitou que houvesse mais trabalho por parte dos defesas. Ainda assim, os sobressaltos e a quantidade de vezes em que o Benfica foi posto em sentido foram excessivas. André Almeida fez uma exibição terrível, por oposição ao enorme jogo feito pelos centrais e, claro, por Artur. No ataque, entre o azar de Cardozo e a desinspiração de Salvio, sobraram a energia e desequilíbrio de Ola John, o melhor em campo, na minha opinião, e a letalidade de Lima, que deu mais dois pontos ao Benfica em jogos fora.

Velhos vícios, os mesmos erros, mas, mais importante que isso, três pontos. E de três em três pontos se fazem os campeões. Preocupa-me o facto de o Benfica cometer demasiados erros, sobretudo defensivos, em campo, mas fico naturalmente contente com as vitórias. É, no entanto, necessário apontar estes erros, pois a sorte não dura sempre, ou se preferirem, mais cedo ou mais tarde estes erros poderão ter consequências nefastas (como tiveram no ano passado, por exemplo). Corrijam os erros e continuem a ganhar. Até porque mesmo enfraquecidos no meio-campo, os nossos rivais não são mais fortes do que nós.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ecos daquela tarde-noite na Escócia


A questão que se coloca é se o resultado foi bom ou mau. E, sinceramente, só em Dezembro poderemos responder a essa dúvida. Empatar fora de casa coloca pressão num dos adversários na luta pelo segundo lugar, mas como vimos no passado, nomeadamente com o que aconteceu em Kobenhavn em 2006/2007, empatar com a equipa do pote 4 e mais fraca do grupo quando se podia ganhar o jogo pode não ser nem bom nem suficiente. Em Dezembro saberemos. Até lá resta ganhar aos rivais directos em casa e conseguir pontos em Moscovo. Deverá chegar. Mas...

Escrevi isto na crónica do jogo que opôs o Benfica ao Celtic, realizado em Setembro último no mítico Celtic Park. Infelizmente, a previsão parece estar a caminho de se cumprir. Aquele jogo na Escócia, que poderíamos ter ganho com alguma facilidade se não tivessemos sido medrosos e fracos, parece revelar-se decisivo, tal como aconteceu em 2007, em circunstâncias extremamente semelhantes, até com o Celtic à mistura. Para o Benfica se qualificar para a fase decisiva da prova rainha de clubes a nível europeu, terá de ganhar ao Celtic e alcançar um resultado igual ou pior na Catalunha àquele que o Celtic conseguir em casa frente a um Spartak que já se espera fora da luta pela Europa.

Não venham com o argumento de que a vitória do Celtic contra o Barça demonstra que o resultado por nós alcançado na Escócia foi bom. Se assim é, lembrem-se que a derrota em casa com os catalães, pela mesma ordem de ideias, terá de ser considerada um mau resultado, algo que não deveria ter acontecido.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Benfica joga continuidade na Champions

E na Europa. O jogo com o Spartak assume um carácter decisivo na luta pelos objectivos na Europa do futebol desta temporada. Uma vitória sobre os russos abre boas perspectivas para a passagem aos oitavos-de-final, enquanto que uma derrota ou até mesmo o empate podem deixar o Benfica à beira da eliminação total da Europa, com poucas chances de assegurar uma simples presença na Europa League.

Vamos a contas, de tão habituados que estamos a pegar na calculadora para prever o futuro. Colocando três cenários (o mais provável, o melhor dos cenários e o pior de todos), veremos o que o Benfica tem de fazer para assegurar a presença nos oitavos-de-final da Champions League:

O Mais Provável:
  • Barcelona vence em Glasgow e em Moscovo.
  • Celtic derrota Spartak na última jornada.
Se este cenário se verificasse, os catalães seriam líderes do grupo e o segundo lugar acabaria por ser disputado pelas três restantes equipas. O Celtic, em cinco jornadas, faria 7 pontos e o Spartak 3. Para o Benfica continuar na Champions League, teria de vencer duas das três partidas que faltam, sendo que uma dessas duas vitórias teria de ser contra os escoceses. Assim, o Benfica faria pelo menos 7 pontos, os suficientes para passar, dado que uma igualdade pontual com o Celtic favorece-nos no confronto directo. Este parece-me ser o cenário mais provável. O Barcelona parece ser demasiado forte para qualquer uma das equipas, o Celtic deverá derrotar, em teoria, os russos em casa, visto que até já o fez fora de portas, e o Benfica, na Luz, tem por obrigação vencer os dois adversários dos potes 3 e 4. Tudo somado, o Barça alcança os "impossíveis" 18 pontos, Benfica e Celtic fazem 7, o Spartak fica-se pelos 3.

O Melhor dos Cenários:
  • Barcelona vence em Glasgow e em Moscovo.
  • Spartak e Celtic empatam em Glasgow.
Se os astros se alinhassem, aconteceria isto mesmo. Desta forma, o Celtic faria 5 pontos em outros tantos jogos, ficando o Spartak com 4. Para o Benfica se apurar para o "mata-mata" da Champions, precisaria "apenas" de uma vitória frente aos escoceses por mais de um golo de diferença, servindo um empate contra os russos e uma derrota em Camp Nou. Se tal se verificasse, Benfica, Spartak e Celtic ficariam empatados no segundo lugar com 5 pontos cada, mas o Benfica acabaria por assegurar o segundo lugar por via de uma diferença de golos superior à dos rivais no apuramento, pois também empatariam em termos de pontos efectuados entre si.

O Pior dos Cenários:
  • Celtic vence os dois jogos em casa.
Se o Celtic vencer os dois jogos em casa, o Benfica precisa de vencer os três encontros que faltam disputar. Ganhar ao Celtic e ao Spartak em casa parece plausível. Ir ganhar a Camp Nou...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dez metas para quatro anos de mandato

Vieira prepara-se para, numa questão de dias, tornar-se no presidente que mais tempo esteve ao leme do Sport Lisboa e Benfica. Apesar de outros nomes históricos do nosso clube terem cumprido também quatro mandatos, como Borges Coutinho, nenhum esteve tantos anos como presidente do Benfica quanto o dramaturgo e escritor Bento Mântua (1917-1926), cujo record será brevemente suplantado por Luís Filipe Vieira. O actual presidente terminará o mandato que agora inicia com 67 anos, idade que aliada às pessoas que escolheu para se rodear sugere que a reforma ocorrerá no final do mandato. Por isso mesmo, nestes quatro anos que parecem ser os últimos de Vieira à frente dos destinos do Benfica, quais as grandes metas, os grandes desafios e o que podemos e devemos esperar a nível desportivo, financeiro e de militância? Eis os dez objectivos ou metas estabelecidos que eu defino como cruciais para os próximos anos do Sport Lisboa e Benfica:

Três campeonatos

É ambicioso, para um presidente que em dez épocas ganhou dois campeonatos, definir como objectivo três títulos no espaço de quatro anos. É possível? É sim senhor. É provável? Não. Não acredito que o Benfica vença três dos próximos quatro campeonatos, este incluído. Falta-nos uma estrutura profissional que se preocupe 24 sobre 24 horas com o futebol. Enquanto na lista de prioridades os negócios pessoais estiverem à frente do futebol do Benfica, ganhar um campeonato que seja já será bom, por vezes até fruto do acaso ou de demérito de outros. Ainda assim, devo dizer que o mínimo que eu exijo ao meu clube, e sendo realista, é a conquista de dois campeonatos até ao fim da época 2015/2016. Três seria fantástico, dois já seria bom. Realisticamente, é isto.

Uma final europeia

Outra promessa que rapidamente cairá em saco roto. Uma final europeia, mesmo parecendo que não, é sempre difícil de alcançar. Nos últimos dez anos, o Porto, por três vezes, conseguiu esse feito. O Braga e o Sporting também, uma vez cada, e até o Boavista esteve a dez minutos de Sevilla em 2003. Olhando para estes números até nem parece difícil, mas é. Se o Benfica fizer boas prestações na Liga dos Campeões, alcançando sistematicamente os oitavos-de-final da prova, cumprirá com aquilo que penso serem as obrigações reais do clube. Uma ida a uma final europeia pressupõe, a meu ver, a final da Liga Europa, já que a da Champions se encontra muito "distante". Isso sim, seria tangível. Mas a verdade é que para se andar na Liga Europa é preciso fazer más campanhas na Champions ou nem meter lá os pés. Seja o que for, uma final europeia é sempre uma final europeia, e alcançar uma nos próximos quatro anos seria um enorme sucesso.

Cinquenta títulos nas modalidades

Um número ambicioso, sem dúvida, até para o que tem sido feito num passado recente. Mas atendendo às dificuldades orçamentais dos adversários (que também as têm, não somos só nós), até pode ser "facilmente" alcançado. Tracemos objectivos: para o Futsal, vista a bicefalização da modalidade, completamente dividida entre Benfica e Sporting, ganhar metade das provas nacionais disputadas seria um objectivo realista. Para o Basquetebol, face à ausência de adversários ao nosso nível, três campeonatos, três taças, duas taças da liga e três supertaças são metas possíveis. No Voleibol temos obrigação de fazer bem mais e bem melhor do que temos feito: três campeonatos, duas taças e duas supertaças são possíveis. No Hóquei em Patins a situação é complicada até pelo verdadeiro sistema intrinsecamente instalado na modalidade. Ainda assim, acredito na conquista de um campeonato, duas taças e duas supertaças. Por fim, no Andebol, modalidade onde se investiu muito para esta e, suponho, com vista para as próximas temporadas, arrisco dizer que apesar da concorrência, o Benfica pode ganhar dois campeonatos, três taças internas e duas supertaças. Contas feitas... 36 títulos. Onde é que Vieira vai buscar os 14 títulos que faltam? Ao Atletismo? Às outras modalidades mais "pequenas"? Ao futebol? Não sei. Para mim, o quarto mandato de Vieira precisa de pelo menos 36 títulos nas principais modalidades de pavilhão para obter nota positiva.

Direitos televisivos

Nunca extremei a minha posição relativamente aos direitos televisivos por uma razão muito simples: há imenso dinheiro envolvido neste assunto. E dizer não à SportTv sem olhar para a sua proposta pode ser uma imbecilidade. Não estou satisfeito com o que os jornalistas desse canal dizem a respeito do Benfica, não gosto da vassalagem ao Porto e o dono da empresa repugna-me profundamente. No entanto, há ofertas irrecusáveis. A dos ditos 40 milhões seria uma delas. Claro que hoje tal parece impossível, mas qualquer proposta acima dos 26 milhões anuais, por oposição aos 8, penso, que lucramos anualmente com esta parceria, seria bastante interessante. Por outro lado, a transmissão dos jogos na Benfica TV seria um motivo de enorme orgulho uma vez que assumiria um papel pioneiro a nível nacional e internacional na forma de fazer chegar a casa das pessoas os jogos da equipa mas também porque tornaria o Benfica independente de um dos braços do sistema. Qual a melhor solução? Sinceramente, não sei bem. Por um lado, acho que uma renovação com a SportTv por um valor superior a 26 milhões de euro anuais seria um bom negócio. Por outro lado, a transmissão dos jogos na televisão do clube, além de revolucionária, poderá trazer lucros e benefícios interessantes para o nosso clube. Esperar para ver.

Passivo

Parece que são 426 milhões de euros com capitais negativos à mistura, o que resulta numa situação denominada de falência técnica. Num Benfica que se quer ganhador mas poupado, não se pode gastar tanto dinheiro para obter tão escassos resultados. Vieira prometeu baixar drasticamente os gastos, o que deveria, naturalmente, reflectir-se numa redução do passivo. No entanto, pela imprevisibilidade que assola estas questões financeiras, e também pelos meus parcos conhecimentos na matéria, creio que é exigível ao Benfica fazer pelo menos melhor que os dois rivais.

Duas Taças de Portugal

O Benfica encontra-se num jejum histórico de Taças de Portugal (nenhuma conquistada nos últimos oito anos), superando o registo negro alcançado entre Damásio e Vilarinho, averbando também o record negativo de ausências consecutivas no Jamor (sete, a última em 2005, pela mão de Trapattoni). Vencer duas Taças de Portugal, prova rainha do nosso país, ainda a verdadeira festa do futebol, será, mais do que bom, uma obrigação e um alívio. Menosprezar esta competição é desconhecer a sua importância e a própria identidade do Benfica. A Taça de Portugal não é importante. É importantíssima.

Formação na equipa principal

Em 2016 cumprir-se-ão dez anos sobre o fim das obras no centro de formação no Seixal. Por essa altura já a equipa B terá quatro anos. Tempo mais que suficiente para inverter a tendência de ausência de jogadores portugueses e de jogadores formados no clube no plantel principal. Não estamos melhor nesta matéria do que estávamos há seis anos, por altura da construção do Seixal. Nem sequer estamos melhor que há dez ou doze anos. É grave e explica em parte a ausência de sucesso desportivo do Benfica. Um clube no qual os seus elementos não encontram motivos de identificação, dificilmente pode aspirar ao sucesso, a menos que seja muito melhor, muito mais forte que os rivais. Quando tal não acontece...

Quotas, bilhetes e cativos

Baixar o preço não é difícil, complicado é mantê-los. Para a situação actual dos portugueses, o preço das quotas (13 euros por mês) é elevado, sendo inclusivamente maior que as do Porto (não sei quanto custam as do Sporting), tal como acontece com os preços dos bilhetes para os jogos e com o preço dos cativos. Os dirigentes devem preocupar-se com o que os sócios e adeptos podem pagar. As primeiras medidas nesse sentido parecem ter sido tomadas, com a redução do preço dos bilhetes para o jogo com o Guimarães, mas é preciso manter. Veremos se, em quatro anos, esta será uma tendência para manter. Assim espero.

Aumentar a militância e associativismo

Um Benfica com mais sócios será sempre um Benfica mais forte. Um Benfica em que os sócios sejam mais activos e onde participem de forma empenhada na vida do clube será sempre um Benfica mais forte. Um Benfica onde os sócios e adeptos estejam presentes no estádio e nos pavilhões será sempre um Benfica mais forte. Um Benfica em que haja mais espírito crítico, mais propostas e maior envolvimento dos sócios será sempre um Benfica mais forte. São estas as tarefas que a actual direcção tem para os próximos quatro anos: angariar mais sócios, aumentar as assistências no estádio e nos pavilhões, promover e incrementar a participação dos sócios na vida activa do clube.

Revisão estatutária

Os actuais estatutos do Benfica são uma ofensa à democracia que desde sempre vigorou no nosso clube. A revisão do número de anos necessários para uma candidatura às eleições, o número de votos a que cada sócio tem direito e coisas mais simples, quase triviais, como os dias das Assembleias-Gerais têm de ser revistas. É simples, é fácil, mas é preciso coragem para o fazer. Coragem e a demonstração de que não se está agarrado ao poder.

domingo, 4 de novembro de 2012

Pleno de Supertaças

Cumpriu-se com brilhantismo a tarefa a que as cinco principais modalidades de pavilhão do SL Benfica se propuseram no início da época: o nosso clube venceu as cinco supertaças disputadas na presente temporada. Primeiro o Futsal, a seguir o Hóquei, depois o Andebol, seguido do Voleibol e por fim o Basquetebol, hoje, com uma vitória por 68-53 em jogo disputado em Almada. Cinco em cinco. Perfeito.

Este é o primeiro dos 50 títulos que se esperam nas modalidades de pavilhão do SL Benfica para os próximos 4 anos. Ambicioso, mas possível.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alípio Matos, o regresso

Alípio Matos está de regresso ao Benfica. O antigo treinador e director-técnico para o futsal, um dos pais da modalidade no nosso clube e um dos mais competentes treinadores do futebol nacional volta a uma casa que conhece para desempenhar as funções de treinador dos juniores e coordenador da formação.

Alípio, enquanto benfiquista e como treinador do mais competente que há, é uma excelente aquisição. O seu passado fala por si: além de ter sido co-responsável pela formação e crescimento do futsal no Benfica, Alípio foi peça fundamental na conquista de títulos de campeão para o nosso clube, levando o Benfica à final da UEFA Futsal Cup numa fase ainda embrionária do nosso clube. No Belenenses, fez de uma equipa acabada de subir de divisão o mais feroz e duro dos concorrentes para o nosso clube, levando os do Restelo a duas finais dos playoffs, onde só caíram na negra, e à conquista da Taça de Portugal, o maior título na história dos de Belém. Desenvolveu jogadores, venceu títulos e tem um profundo conhecimento do que é o futsal nacional.

O seu comportamento aquando da saída da Luz não foi o mais correcto e talvez por isso este regresso não seja assim tão pacífico para alguns benfiquistas. No entanto, eu não confundo o carácter com a personalidade das pessoas e, ainda que não gostando das declarações de Alípio, tenho de as compreender do ponto de vista de que estava a fazer o seu papel e a defender o clube que lhe pagava o salário. Para mim, o regresso de Alípio não é uma boa mas sim uma óptima notícia. Precisamos de benfiquistas competentes no nosso clube. Alípio é um deles.

Com este regresso forma-se também uma sombra para Paulo Fernandes. É certo que um é treinador da equipa principal e o outro é o dos juniores, mas quanto a competência não tenho muitas dúvidas sobre qual é o melhor. No entanto, queria alertar que, olhando para a qualidade dos plantéis de Benfica e Sporting, este ano estamos muito aquém daquilo que deveria ser exigido. Enquanto o Benfica perdeu peças fundamentais, o Sporting reforçou-se muito bem e é, neste momento, o mais forte dos candidatos ao título. Acho que no final da temporada vamos assistir a uma substituição óbvia.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

E tu, benfiquista, acreditas?

Luís Filipe Vieira anunciou em vésperas da reeleição como presidente do Benfica que o nosso clube não renovaria o contrato com a Olivedesportos, vontade há muito veiculada pelos sócios. Aquilo que há meses parecia impossível parece estar a um pequeno passo de se concretizar. Joaquim Oliveira, o "parceiro do Benfica", como Vieira lhe chamou há dias, passou a ser carta fora do baralho do futuro benfiquista. O timing do anúncio foi claramente estratégico, dias antes das eleições, mas ainda assim, mais importante que analisar a altura do anúncio, trata-se de entender o anúncio em si.

Para Vieira, o Benfica não precisa da Olivedesportos para chegar ao sucesso, apontando a Benfica TV como caminho a seguir. Como? Com que lucros? E quem paga? Parece-me muito difícil que, na actual situação da Benfica TV, o sucesso possa ser atingido. Falamos de um canal que neste momento não é pago e que nem sequer se encontra na maior plataforma televisiva em Portugal, a ZON. Como quer o Benfica fazer chegar os seus jogos aos lares dos portugueses? Estenderá a parceria à ZON? E quem paga os jogos? Terão os sócios de subscrever o canal pagando uma mensalidade ou adoptar-se-á o sistema pay per view, pagando os adeptos para "consumirem" apenas os programas (leia-se, "jogos") que querem?

E não nos podemos esquecer de uma das bandeiras do actual presidente da Liga: a negociação colectiva dos direitos televisivos. Se isso vier a acontecer, a palavra do Benfica terá muito menos força
no que respeita à decisão final dos direitos de transmissão dos jogos. Não só o nosso clube poderá perder verbas avultadas em prol de uma distribuição mais equitativa mas não necessariamente mais justa pelo que cada clube move em sua volta, mas também será possível, provável até, que os nossos jogos acabem por ser transmitidos na... SportTv.

O que têm a dizer os benfiquistas sobre isto? Terá sido só mais uma promessa no meio de tantas outras que não foram, são ou serão cumpridas por parte do presidente?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Depois de ti, mais nada


(a melhor caricatura do Benfica de Vieira)

Nem sol, nem madrugada. Só trevas. Os mais de 1000 benfiquistas que festejaram euforicamente a reeleição de Vieira no pavilhão número 2 da Luz dificilmente terão motivos para celebrar algo da mesma forma tão cedo. Cerca de 8,5% dos sócios do clube reconduziram na presidência um dos maiores falhados (a nível de sucesso desportivo, porque o bolso pessoal está cheio) da nossa História. Vieira, o homem que pede união mas que no minuto seguinte manda os sócios para o caralho (sic), Vieira, o homem que quer unir os benfiquistas mas que no minuto seguinte refere-se a uma meia dúzia que só quer perturbar, Vieira, o amigo dos inimigos do Benfica, Vieira, o vendedor de promessas, de sonhos e de ilusões, Vieira, o homem que tem o dobro de eleições ganhas que campeonatos, Vieira, Vieira, Vieira. Os sócios decidiram, está decidido. Vão continuar a ter o Benfica que merecem, apesar de não ser "o" Benfica. Terão o Benfica que ficará atrás do Porto, o Benfica que mente aos sócios, o Benfica das derrotas humilhantes e dos passivos monstruosos. Cada um tem o que merece e nós, infelizmente, merecemos isto.

Foram feitas promessas no campo dos direitos televisivos, foram renovados votos de sucesso desportivo, a cassette de vieiradas crónicas foi posta em alta voz e quem acreditou no que ouviu foi lá botar a cruzinha na lista A (para alguns, literalmente, a única lista disponível para votar, por erro incompreensível, ou não, do sistema). À primeira todos caem, à segunda só cai quem quer, à terceira só os menos inteligentes, à quarta, bom, à quarta já vocês sabem.

Faz muita impressão ver este Benfica actual. Um clube onde os nossos inimigos se sentam a nosso lado, um clube onde os nossos rivais dirigem os destinos do clube e, pior que tudo, um clube onde os sócios assistem, amorfos, impávidos e serenos a todo este assalto ao clube. Este record de votantes, tão amplamente saudado pelos benfiquistas, é só, ainda que à primeira vista pareça estranho, a confirmação do desinteresse existente pelo clube. Em 2000, quando tínhamos cerca de 85 mil associados, votaram cerca de 21.000 pessoas. Em 2012, com mais 175 mil sócios em relação a 2000, votaram apenas mais 1000. Se isto vos parece positivo, não sei o que de dizer.

A cereja no topo do bolo e prova de que os benfiquistas esquecem constantemente o seu passado chama-se Manuel Damásio. O primeiro de uma linhagem de quatro presidentes que destruiu o clube, cuja gestão desportiva e financeira foi marcada pelo caos, com os resultados desportivos que se conhecem, e sobretudo as amizades com Pinto da Costa e a vinda e apoio a Artur Jorge, tudo isto foi esquecido nesta sexta-feira na Luz. Damásio foi recebido como quase-herói, entrevistado como um "notável", sendo ainda aplaudido por muitos benfiquistas. O que se pode dizer dos sócios que aplaudem quem ajudou a destruir o clube?

O que vai acontecer nestes quatro anos de mandato, os mais longos de uma presidência no Sport Lisboa e Benfica? Serão as promessas cumpridas? Ganhará três dos próximos quatro campeonatos? Conseguirá o Benfica chegar a uma final europeia? Os 50 títulos das modalidades são tangíveis? A rotura com a Olivedesportos é mesmo para ser consumada? O mesmo Vieira que apela à memória dos benfiquistas sabe que ela é efectivamente curta e tem consciência de que pode, ao fim de 13 anos de trapalhadas, sair pela porta grande se ganhar dois campeonatos ou se continuar a empreitada das construções e dos fait-divers próprios de quem não ganha porra nenhuma. Tem o clube e os sócios na mão. O Benfica é nosso? Mentira, é de Vieira.

P.S. Uma nota ainda para o "poder" da blogosfera. É curioso observar que os bloggers que acusam a blogosfera de ser presunçosa ao ponto de achar que pode decidir eleições se esquecerem que estes "presunçosos" sempre disseram, ao contrário de outros blogs, que o nosso poder era e é muito limitado precisamente por não chegarmos à maior das franjas de votos benfiquistas. Não tenho a certeza se são desatentos ou hipócritas, mas pelo que venho observando, nem o menos hipócrita dos homens conseguiria ser tão desatento.

P.P.S. Ao contrário do que se passou nos últimos dias, neste post, e pelo menos comigo, certos e determinados comentários não passarão. Já se faz tarde, tenho de ir dormir, vou contar carneirinhos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Porque voto em Rui Rangel

Dito que não votaria em Luís Filipe Vieira e deixando claro que um voto em branco seria desperdiçar uma excelente oportunidade para mudar para mais e melhor que os actuais dirigentes do Benfica, ficou bem claro que votaria (e votarei) na Lista B, de Rui Rangel, na próxima sexta-feira dia 26 de Outubro.

Mas porquê votar em Rangel? Por ser do contra? Por ser doutor? Porque sim? Porque não? Nada disso. Os meus votos no juiz em nada se devem às questões acima colocadas. Se assim fosse, em 2009 teria votado em Bruno Carvalho e não em Luís Filipe Vieira, como efectivamente votei. E fi-lo na altura com a certeza, que ainda hoje tenho, que o candidato da lista então opositora à do actual presidente era composta por um conjunto de gente impreparada e sem noção do que é ou seria dirigir o Benfica. Hoje, passados três anos, tenho a certeza de que, apesar deste mandato de Vieira ter sido claramente negativo, com os dados que tinha à minha disposição na altura e face às listas apresentadas a sufrágio, fiz a melhor das escolhas possíveis, ou pelo menos a menos má.

Mas voltando ao cerne da questão, porquê votar em Rui Rangel?

Por convicção, é a minha resposta.

Será possível votar em Rangel sem se estar a votar contra Luís Filipe Vieira? Sim, é, e é sobre isso mesmo que versa este post, pois é por aí que vai a minha orientação de voto. Voto em Rangel por acreditar que o seu projecto é efectivamente bom. Claro que o facto de Vieira estar a minar o meu clube (não o dele) também faz com que seja mais fácil votar em Rui Rangel, mas não é por aí que vou. Deixando de parte a conversa do projecto [mais que] esgotado de Luís Filipe Vieira e dos múltiplos insucessos desportivos alcançados em quase dez anos de reinado, pretendo demonstrar, ou pelo menos explicar, por que é que acredito que a Lista B é per si, a melhor para o Benfica.

Rui Rangel não acordou ontem para as questões relacionadas com o Sport Lisboa e Benfica. Já em 2009, através do Movimento Benfica Vencer Vencer, tentou apresentar uma lista às eleições, plano entretanto abortado devido à antecipação puramente estratégica de Vieira que visava o impedimento de que certas pessoas se apresentassem a votos. Três anos depois, Rangel volta à luta demonstrando uma coragem que poucos benfiquistas ousaram revelar. Quantos dos chamados "notáveis" é que mesmo discordando da actual política financeira e desportiva do clube se apresentaram para participar no debate de ideias com o público, cara-a-cara, e não apenas através das colunas dos jornais? Quem é que quis arriscar o bom nome e a reputação construída durante anos numas eleições à partida perdidas? Rui Rangel teve a coragem que mais nenhum benfiquista de "nome", com passado na vida pública ou papel de destaque na sociedade portuguesa teve. Rangel teve a ousadia de arriscar o nome a troco de umas eleições que sabia que seriam (serão?) praticamente impossíveis de ganhar. Só por isso merece o meu respeito. Mas para merecer os meus votos precisaria de muito mais.

E Rangel tem esse "muito mais" que faltava. Num grande clube como o Benfica, há e sempre haverá uma falange de adeptos descontente com o rumo da equipa, sobretudo quando não se ganha. Seria fácil aglutinar todas essas vozes de discórdia de forma a provocar instabilidade e algazarra na praça pública de modo a tentar capitalizar o apoio popular. Uma estratégia demagógica que não raras vezes é utilizada. Rangel, felizmente, não escolheu esse caminho. A voz de Bruno Carvalho, uma das mais activas nos últimos três anos de oposição encarnada, não faz parte do seu projecto, tal como a voz, ou melhor, a sombra de Veiga, que de acordo com as listas propostas a sufrágio não fará parte dos órgãos sociais do clube e que, segundo o próprio Rangel em comunicado emitido na sua página do Facebook, não fará também parte da estrutura do futebol profissional do SL Benfica. Pelos vistos, a exclusão de Veiga do futebol do Benfica vai ter o condão de meter muito boa gente a repensar a sua orientação de voto, uma vez que prometeram não votar Rangel devido ao facto de Veiga estar, pretensa e falsamente, como se provou, na sua lista ou na calha para o futebol encarnado. Gente essa que, curiosamente ou talvez não, afirmou que nunca estaria do lado de Veiga esquecendo-se (ou não, uma vez mais) que esteve ao lado de Vieira nos anos em que o ex-empresário foi unha com carne com o actual presidente.

Mesmo numa questão tão delicada como a dos direitos televisivos, Rangel optou sempre pela verdade, pela transparência e pelo esclarecimento dos sócios, referindo que a hipotética não-renovação com a Olivedesportos passará pelo cumprimento de um conjunto de cláusulas assinadas no contrato que hoje vigora, e que consistem no direito de preferência de Joaquim Oliveira quanto à renovação do contrato se igualar a melhor oferta que o Benfica venha eventualmente a receber. Ainda assim, Rangel recusou o silêncio nesta matéria, política da outra lista, e prometeu a tentativa de abrir o concurso relativo aos jogos caseiros do Benfica ao mercado internacional, onde o nosso clube poderia, eventualmente, fazer um maior encaixe financeiro.

Rangel não envereda pela crítica oportunista e fácil. Em praticamente todas as suas intervenções públicas desde que anunciou a candidatura vi-o elogiar ocasionalmente o trabalho feito pela Direcção vigente em algumas áreas. Seria extremamente fácil (e populista, uma vez mais) adoptar o discurso do bota-abaixo, mas o juiz optou pelo caminho que achou e que é o mais correcto: não esconder o que de bom foi feito nestes anos. E não raras vezes aproveita o que a actual Direcção construiu para lançar e reforçar as ideias que tem para o Benfica demonstrando onde Vieira e seus aliados falharam. Rangel tem um projecto. Tem ideias. Tem um plano. E tem, como já se viu, vontade de discutir o clube, falar dele abertamente e dar a palavra aos sócios. Um dos casos mais badalados é o do possível reatamento de relações com o FC Porto. Enquanto que na lista adversária Moniz diz que quer, Gomes da Silva rejeita liminarmente e Vieira mantém-se calado a ver os dois contradizerem-se, Rangel não esquece quem decidiu esse corte de relações e promete dar a palavra aos sócios. Diz o juíz que tal reatar de relações só será possível se os sócios do SL Benfica assim decidirem em Assembleia-Geral do Clube. Enquanto uns dirigentes põem e dispõem a seu bel-prazer, Rangel compromete-se a dar a palavra e o voto aos sócios. É neste espírito de discussão positiva que Rangel não se esconde e não foge às perguntas dos adeptos. Enquanto uns rejeitam debates, outros escutam activamente o eleitorado, incentivando à colocação de perguntas e respondendo apesar de algumas não serem propriamente fáceis. Basta ver a actividade que o Facebook do candidato da Lista B promoveu. Enquanto uns se escondem, outros discutem com adeptos anónimos, com vontade de esclarecer, de ouvir e de se darem a conhecer a si e ao seu projecto.
Mas para além de acreditar no projecto e na pessoa que o lidera, tenho a mais profunda confiança em quem Rangel escolheu para o rodear. Rangel não está sozinho. Rodeou-se de uma equipa de benfiquistas, não uma espécie de cristãos-novos do benfiquismo oriundos de Alvalade ou das Antas, homens experientes e que, em boa parte, até já passaram pela nossa casa em funções administrativas ou directivas. Fernando Tavares, à cabeça, é um desses homens. Foi director das modalidades no período relativo ao nascimento do futsal, onde ganhou múltiplos títulos, lançou as bases para equipa de hóquei que ganharia o campeonato e as provas internacionais anos mais tarde sob a égide de outros, e foi ainda o único director das modalidades que na última vintena de anos conseguiu ganhar os campeonatos de Andebol e Voleibol. Cunha Leal, Paulo Olavo Cunha e José Ribeiro e Castro são outros nomes do conhecimento dos benfiquistas.

Por tudo isto, voto na Lista B, presidida por Rui Rangel e faço-o por convicção. Por acreditar na pessoa que lidera a lista, por me identificar com o projecto que tem para o Benfica e por saber que está rodeado de pessoas competentes e capazes de devolver o Benfica ao lugar que lhe pertence por direito.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Votos em cadeia

Este sou eu. E estas são três pessoas. E eu vou fazer com que votem em Rangel. Depois, cada uma destas três pessoas vai convencer outras três a votarem nele e assim sucessivamente.

É preciso convencer os benfiquistas. É necessário promover uma enorme mobilização para estas eleições. É nosso dever convencer os amigos, os conhecidos, os amigos dos conhecidos, o pessoal do trabalho, a malta da faculdade e por aí adiante, a votarem em quem acreditamos.

Na sexta-feira decidem-se os próximos quatro anos de Benfica. Os sócios vão às urnas naquela que será, quase seguramente, a maior votação de sempre da História do Clube. Resta saber o que querem os benfiquistas: continuar ou mudar? Avalizar mais quatro anos de Vieira e da sua política no clube, com tudo o que tem de bom e, sobretudo, por ser em maior quantidade, de mau, ou mudar para Rui Rangel e a sua lista de benfiquistas.

A partir de sexta-feira teremos um novo (ou velho) presidente. Gostem ou não da ideia, um dos dois, Vieira ou Rangel presidirá os destinos do Benfica. É impossível agradar a gregos e troianos e, do que tenho visto, mesmo entre gregos e troianos há quem não goste nem de um nem de outro, equacionando não votar ou votar em branco. E fazê-lo, neste caso, não me parece correcto. Engulam o sapo, como alguém disse tão sabiamente, e decidam-se. Não se demitam desta responsabilidade que é votar em quem nos vai governar até 2016. Alguém vai ter de ser, escolham. Votar em branco, reforço, é a demissão das responsabilidades enquanto benfiquistas, é mostrar que se tem medo de decidir o que se quer para o futuro do clube. Neste momento, é isso mesmo: medo. Votar em branco é a escolha mais fácil, é o caminho mais simples. Votando em branco, o benfiquista dirá, com natural facilidade daqui a quatro anos que "as coisas correram mal como eu previa e foi por isto que não votei no actual presidente". Têm medo de votar em alguém? Têm medo de tomar decisões sérias e importantes? Acertando ou errando, há que assumir responsabilidades e votar em alguém. Eu já escolhi e voto Rangel. Nos próximos quatro anos cá estarei para defender a minha escolha até mais não ser possível, mas sempre com a consciência que no dia 26 de Outubro votei na pessoa que poderia dar um melhor presidente do Benfica. Por isso, deixo-vos a questão: quem é que dará um melhor presidente? Vieira ou Rangel? Branco vai a votos, mas não governará. Escolham.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Porque não voto em Luís Filipe Vieira

Tudo na vida tem um tempo. E a meu ver, o tempo de Luís Filipe Vieira à frente do Benfica acabou. Se calhar até já tinha terminado há três, mas por ausência de oposição minimamente credível, lá continuou. Hoje, face à situação actual, perante o que já fez pelo Benfica e sobretudo pelo que fica por fazer por manifesta incompetência na área de redução do passivo e na vertente desportiva, não tenho grandes dúvidas de que Vieira deve sair do Benfica.

Sejamos honestos para nós mesmos: Vieira teve um papel muito importante na reconstrução da credibilização do Benfica. Hoje somos um clube credível (se calhar até é maior a fama que o proveito) e em boa parte isso se deve a Vieira. No período entre 2003 e 2006, Vieira foi um bom presidente, conseguiu devolver a competitividade em campo à equipa de futebol, perdida há já alguns anos, e venceu uma Taça, um campeonato e uma Supertaça numa fase ainda embrionária do seu projecto para o Benfica. O clube contratava com algum critério apesar de nos terem calhado vários flops na rifa, apostava-se na formação e nos jovens valores portugueses e andávamos na luta pelos títulos. Se tivesse saído em 2006, não tenho dúvidas que Vieira seria lembrado pelos benfiquistas como um dos que mais tinha feito em menos tempo.

Mas eis que chega Janeiro de 2007 e, coincidência ou não, com a saída de Veiga, o Benfica perdeu o campeonato. Após fantástica recuperação encetada no Outono, o Benfica, pela mão de Vieira, desfaz um plantel bastante equilibrado vendendo Ricardo Rocha, Alcides e o mexicano Fonseca, que se começava a mostrar de águia ao peito, deixando a equipa órfã de defesas e de avançados. O plantel acaba a época de rastos, com as saídas a fazerem-se sentir e com a equipa a morrer na praia tanto no campeonato como na UEFA. No verão, as saídas de Simão, Manuel Fernandes, Miccoli e Karagounis, a preço de saldo, deram o mote para uma época sofrível em que a contratação de mais de uma dezena de sul-americanos sem experiência na Europa não ajudou ao sucesso da equipa. Após três boas temporadas em termos organizativos, o Benfica começava a falhar. Daí para a frente, as épocas da equipa de futebol seriam marcadas por um quarto lugar (07/08), um terceiro em que acabámos a lutar com o quarto (08/09), uma época de excelência em que fomos campeões à tangente (09/10), uma época de humilhações em catadupa (10/11) e uma época em que tivemos tudo na mão e deitámos tudo a perder (11/12). Cinco épocas, uma de êxito, quatro de desastre. No plano desportivo, o investimento foi brutal e os resultados ficaram muito aquém do exigido. Desportivamente, este não é o meu presidente. São demasiados anos a acumular insucessos e derrotas para continuar na cadeira do poder. Eu quero um Benfica ganhador dentro de campo e Vieira já provou que não me pode dar esse Benfica.

Fora dos relvados, Vieira também não me conquista. É um demagogo, um populista e não raras vezes abusa do baixo nível para se referir aos adeptos do clube a que preside, desconsiderando-os vezes sem conta em ocasiões tão distintas como ao oferecer bilhetes grátis nuns quartos-de-final de uma prova europeia depois de milhares de sócios já terem comprado os ingressos a preço de ouro ou ao estar a falar ao telemóvel durante uma AG do clube. Mas se nos ficássemos só pela parte pessoal não seria de extrema gravidade. O problema é que fora dos relvados, Vieira não termina aqui. Apoiou corruptos para os lugares de poder na Liga e tem um passado escabroso enquanto sócio dos outros dois rivais do Benfica e está neste momento mais interessado em abrir Casas do Benfica na véspera de eleições ou nos negócios pessoais que tem espalhados pelos quatro cantos do mundo, deixando o Benfica para segundo plano. Temos um presidente que já nem se preocupa em fingir que se importa com o clube a que preside. Temos um homem que usou um clube como trampolim social e económico para passar de zero a milionário. Vejam onde estava Vieira na lista dos portugueses mais ricos em 2002 e onde está dez anos mais tarde. Assustador.

Por fim, relativamente ao que se tem passado neste período de campanha eleitoral, a atitude, a postura e o programa de Vieira deixam muito a desejar. As constantes comparações entre Vale e Azevedo e Rui Rangel são indignas e em nada se relacionam com a atitude ou com o projecto do adversário da lista B. A necessidade de invocar a expressão "ou eu ou o caos" é de uma demagogia atroz e reveladora dos tiques e espírito ditatoriais do actual presidente. A mais recente medida de baixar os preços das quotas e dos bilhetes é a prova de que o homem não olha a meios para tingir os fins. A inflexibilidade em aceitar um debate televisivo demonstra a incapacidade e inépcia em debater qualquer tema relacionado com o Benfica a não ser que esteja a ler uma folha escrita por João Gabriel. E o seu programa eleitoral consiste num conjunto de vinte e poucas páginas mal amanhadas, repletas de nomes de apoiantes, com a obra feita e com zero, reforço, zero medidas para o futuro.


Como posso eu votar num homem que apoiou Fernando Gomes e outros corruptos para a Liga, que diz que o Major é uma pessoa séria, que fez negócios muito vantajosos para o Porto enquanto presidente de outro clube, que não é benfiquista desde berço nem desde os 10, 20, 30 ou 40 anos, que festejou vitórias do Porto nos camarotes das Antas, que andava de braço dado com Pinto da Costa em tempos idos, que classifica quem lhe faz oposição interna e construtiva como abutre ou papagaio, e que, pior que tudo isso, adulterou, forjou, falsificou, o que quiserem, a ficha de inscrição de sócio para poder ser presidente do Benfica?! Como posso eu e como pode alguém com um pingo de vergonha na cara votar neste sujeito?!

O Benfica, ao contrário do que vem escrito no micro-programa do candidato Luís Filipe Vieira, não precisa nem pode "continuar" ou "manter". É preciso "mudar". Mudar para mais e para melhor. Depois destes nove anos de trabalho, sei que Vieira não tem aquilo que eu quero e desejo para o meu clube. Já houve tempo para a reestruturação financeira, para o relançamento na Europa e para a conquista de títulos nacionais em série. O terceiro objectivo, aquele a que se propôs no início do mandato que agora finda, falhou rotundamente. Vieira não é o presidente que o Benfica necessita para ganhar títulos. Não sabe como o fazer e tenho sérias dúvidas que queira até porque na vida há coisas bem mais importantes que gerir um clube de futebol (vide os negócios pessoais do senhor, espalhados por Angola e pelo Brasil). O sonho que eu tenho para o Benfica, para o meu Benfica, é de o ver ganhar consistentemente. E sei que com Vieira ao leme, esse sonho não se concretizará, como ele mesmo provou ao longo de uma década. Por tudo isto, não voto em Luís Filipe Vieira.

Se eu te dissesse...

- que as vendas de jogadores seriam elevadas à condição de títulos;
- que haveria uma promiscuidade entre o presidente e um jornal desportivo;
- que se apoiariam os corruptos para os lugares de poder da Liga;
- que teríamos um presidente perdedor por dez anos;
- que ganharíamos apenas dois campeonatos em dez;
- que ganharíamos apenas uma Taça de Portugal em dez;
- que bateríamos um record de anos consecutivos sem ir ao Jamor;
- que o passivo iria quadruplicar;
- que o treinador gozaria com os adeptos dizendo que achava possível ganhar a Champions;
- que a demagogia se apoderaria do nosso clube;
- que pessoas anónimas que escrevem na internet seriam perseguidas pela Direcção do clube;
- que os adeptos estariam contentes com os resultados medíocres do futebol;
- que um treinador perdedor se tornaria no indivíduo mais bem pago de sempre da história do clube;
- que o entreposto de jogadores continuaria;
- que os grandes cargos de decisão e de poder no clube estariam ocupados por sportinguistas e portistas;
- que faríamos duas épocas consecutivas sem defesa esquerdo;
- que se investiria mais que nunca e se perdesse como sempre;
- que se mentiria de forma inadmissível aos sócios;
- que o Porto nos ultrapassaria em número de títulos de futebol;
- que um treinador pusesse e dispusesse como nenhum outro alguma vez teve esse direito;
- que se despediriam treinadores à primeira jornada;
- que haveria um clube de boxe à saída das AG's para se fazer sentir a quem não se portasse bem;
- que as claques seriam instrumentalizadas para serem um braço armado do presidente;
- que os maiores inimigos do Benfica seriam os melhores amigos do presidente;
- que Salvador, Oliveira, Serpa, entre outros, iriam às Galas e para os camarotes da Luz;
- que os adeptos seriam agredidos por polícias e adversários e a direcção se calasse;
- que os adeptos aprovariam peitadas aos árbitros;
- que o Major era um pessoa séria; 
- que teríamos um presidente que só apareceria para dar entrevistas com o clube na mó de cima;
- que o campeonato ganho em 2005 não deveria ter sido ganho, mas que se tolerariam terceiros e quartos lugares;
- que se venderia o ganha-pão de uma equipa (Simão) em vésperas de começar o campeonato;
- que o presidente desculpar-se-ia com o facto das celebrações atrapalharem a preparação das épocas;
- que o clube envolver-se-ia em negócios obscuros de largos milhões de euros;
- que os empresários mandariam mais no clube que os próprios sócios;
- que teríamos um homem para o qual a sua religião é o FC Porto a trabalhar nos nossos quadros;
- que se prometeria resolver os direitos televisivos até certa data e 8 meses depois não haver notícias;
- que se festejariam golos do Porto antes de vir para o Benfica;
- que teríamos um plantel com pouquíssimos jogadores portugueses e um onze titular sem um único para amostra;
- que a Direcção não defenderia os adeptos agredidos e humilhados em vários estádios do país, nomeadamente em Braga e no Porto;
- que se antecipariam eleições de modo a não ter oposição;
- que se monopolizaria a Benfica TV para ser a Vieira TV;
- que qualquer foco de contestação interna seria alvo de "convites" para silenciar a crítica;
- que toda a oposição seria considerada prejudicial à vida e democracia do clube;
- que se usaria o jornal do clube para falar mal dos sócios;
- que teríamos comentadores profissionais que insultassem os adeptos do Benfica;
- que se cuspiria nas antigas glória do clube, como Torres ou Veloso;
- que passados 10 anos continuaríamos a apoiar o Sistema elegendo pessoas como Fernando Gomes;
- que se gozaria com os sócios que pagaram exorbitâncias pelos Red Pass, baixando depois os bilhetes em vésperas das eleições;
- que teríamos um presidente sócio do Sporting e do Porto antes de ser sócio do Benfica;
- que Luís Filipe Vieira falsificaria o número de sócio para poder ser presidente;

Se, há dez anos, eu te dissesse isto tudo, acreditarias? Aprovarias este Benfica? Eu não. Sexta-feira sei em quem devo votar.

domingo, 21 de outubro de 2012

Devolvam-me o meu dinheiro

Luís Filipe Vieira anunciou ontem que o Benfica vai baixar o preço das quotas dos sócios e dos bilhetes dos jogos na Luz até Janeiro de forma a ter o estádio cheio. A medida, apesar de o presidente dizer o contrário, é só mais uma na linha das populistas e engana-tolos que Vieira costuma aplicar. Ao fim de nove anos enquanto presidente é que se lembrou que o estádio está constantemente com meia casa? E porquê só até Janeiro? O campeonato acaba nessa altura? Se é assim que Vieira acha que vai ter o estádio cheio, engana-se. A primeira condição para ter o estádio repleto é haver paixão pelo clube associada à militância, algo que a actual Direcção destruiu por completo. E os sócios que já pagaram as quotas? E os adeptos que já compraram Red Pass no início da época, com a agravante dos preços terem subido astronomicamente em relação à época anterior? Ficam a arder, é? Quem é que queres enganar, seu aldrabão? Ainda há quem coma a da gamela que Vieira serve aos benfiquistas?

Faltam adeptos, falta militância e falta-lhes, essencialmente, dinheiro. Baixa-se o preço das camisolas oficiais da época ainda em Outubro, telefona-se para casa dos sócios a tentar vender pedras da Praça dos Heróis, enfim, é o milagre financeiro em todo o seu esplendor. Um destes dias, entre um Mórmon e uma Testemunha de Jeová, aparece-me um Vieirista à porta a tentar vender mais um Red Pass, uma pedra da calçada, terrenos em Marte ou o oxigénio em redor do Estádio da Luz. Só compra quem quer. E só um idiota é que abre a porta a esta gente.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Entrevista de Rui Rangel à RTP

José Rodrigues dos Santos é um bom jornalista e um excelente pivô televisivo. Mas só quando quer. Ontem despiu uma vez mais o fato de bom jornalista (como costuma fazer nas notícias relacionadas com a GFK) e adoptou a posição de apoiante de Luís Filipe Vieira atacando a torto e a direito, sem qualquer motivo para tal, Rui Rangel.

Do ambiente de quase subserviência com tratamento por "tu" e dos sorrisinhos para com Moniz, José Rodrigues dos Santos passou ao ataque ao candidato que promete devolver o Benfica aos benfiquistas. Mal Rangel começou a falar em "títulos", Rodrigues dos Santos cortou a conversa e adoptou o discurso de Vieira relativamente a Vale e Azevedo, presidente que deixou de o ser já vai para 12 anos, tendo referido uns "8 em Vigo" que não sei ainda hoje do que se trata, uns quartos-de-final da Champions, um feito tão inalcançável que se calhar nem Damásio com Artur Jorge ao leme conseguiu (ou espera, se calhar conseguiu) e ainda lançou a parvoíce de argumento de que Rangel tem na lista pessoas que pertenceram à direcção de Vale e Azevedo, como se isso fosse um atestado de incompetência ou falta de benfiquismo (situação curiosa até porque Vieira teve na sua lista membros da antiga direcção de Vale, como João Braz Frade, por exemplo).

Do ponto de vista das respostas dadas, destaca-se a postura, a tranquilidade e a honestidade evidenciadas apesar dos sucessivos ataques, de conteúdo e sobretudo de estilo, de que foi alvo. Quando questionado sobre as mudanças, Rangel não embarcou num discurso oco e populista, tão habitual noutros candidatos, e afirmou que é preciso estudar os dossiers que não são do seu conhecimento por não serem públicos. Assumiu a necessidade evidente de "emagrecer o plantel", referindo um excesso brutal de jogadores com vínculo ao Benfica, necessidade igualmente avançada meses antes pelo actual presidente mas que, como se sabe, não foi posta em prática de forma alguma. Elogiou ainda algum trabalho bem feito pela actual direcção, evitando entrar pelo caminho da crítica fácil e destrutiva e contornou muito bem o ataque do jornalista recordando que a primeira figura e o primeiro responsável pela recuperação do Benfica foi Manuel Vilarinho, chamando a atenção para o facto de ter na sua lista pessoas que estiveram presentes nos órgãos sociais da lista que venceu as eleições de 2000. O único ponto onde esteve menos bem foi no tema "Ribeiro e Castro", onde foi apanhado de surpresa pelas declarações do seu mandatário algumas semanas antes. Ainda assim, com a classe e tranquilidade que o caracterizam, Rui Rangel soube dar a volta ao texto. E, digo eu, oxalá haja mais "Ribeiros e Castros": gente que há semanas pensava em votar Vieira e que vote agora em Rangel.

Gostei do que vi, tanto na forma como pelo conteúdo. Rangel parece estar minimamente bem preparado, tem uma equipa de qualidade à sua volta, tem um projecto e representa, para mim, os ideais do Benfica. É um senhor, um gentleman, um presidente à Benfica e que o Benfica merece. Jorge de Brito, o último presidente à Benfica, estaria contente por ver alguém como Rangel ir à luta.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O "Benfica aos Benfiquistas" de Rui Rangel

Aí está. Sem medos, sem interrogações, de forma directa, incisiva mas sem procurar uma caça aos fantasmas, Rui Rangel dá-se a conhecer a si, à sua lista e ao seu projecto para o Sport Lisboa e Benfica. Sob o lema "Benfica aos Benfiquistas", Rangel propõe-se a "recuperar os valores, a grandeza histórica, a vida e essência" do Sport Lisboa e Benfica, construindo uma "equipa vibrante", apostando na formação e nos jovens portugueses "de acordo com a nossa história, a nossa identidade, a matriz que já foi nossa".

Gostei do que li e do pouco que pude ouvir. Há claramente uma ideia do que se quer para o Benfica. Há gente que respeita o passado, conhece o presente e projecta um futuro. Lembram-se de que o Benfica é, em primeiro lugar, um clube de futebol e não um negócio, recordando ainda a função social do clube e apelando à participação activa dos sócios na construção de "um grande projecto transparente e ganhador".

E, sobretudo, há vontade de discutir o clube. O convite para um debate televisivo foi lançado a Luís Filipe Vieira, veremos se será aceite e em que moldes ocorrerá. Os benfiquistas precisam de ver um frente-a-frente como o de 2000, entre Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho. Será interessante debater e discutir o Benfica com base naquilo que os candidatos sabem e querem para o clube.

Seria igualmente importante que tanto o jornal como a televisão do clube, e sublinho, do clube, não do presidente, dessem destaque e cobertura a este acontecimento de forma isenta e imparcial, entrevistando os líderes, seguindo as acções de campanha e, sobretudo, informando os adeptos e sócios dos programas e ideias dos concorrentes. Pelo Benfica e à Benfica.

P.S. Para mais informações, aqui fica o link da página da candidatura de Rui Rangel no Facebook.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Nem tudo se pode comprar

Diz Rui Santos, no Tempo Extra, que Luís Filipe Vieira e Rui Rangel se reuniram na passada 4ª feira à noite em casa de um amigo pessoal do primeiro com o objectivo (por parte de Vieira, claro) de demover Rui Rangel a avançar para as eleições. Segundo Rui Santos, a reunião demorou várias horas e terminou com o "não" de Rangel, que rejeitou a hipótese de se juntar a um vasto leque de camaleões ideológicos que Vieira foi cativando ao longo dos anos.

Mas Rui Santos não se ficou por aqui. Falou também, ainda que pela rama e sem aprofundar muito o tema, de irregularidades relativas aos anos de sócio do actual presidente, insinuando que este talvez não pudesse ser candidato de acordo com os actuais estatutos do SL Benfica. Seria bom que se investigasse este assunto. Não deixaria de ter a sua graça ver o feitiço virar-se contra o feiticeiro.

sábado, 13 de outubro de 2012

2ª feira, Hotel Sheraton Lisboa, 20h00


«No próximo dia 26 a nação benfiquista vai ser chamada a votar. Votar para e no Benfica é votar em 100 anos de história, é personificar, a “alma benfiquista” e a memória de Cosme Damião, o homem que lhe deu espírito, corpo e mística.

A mística benfiquista é um sentimento de pertença. É o código genético da sua identidade, assente num passado histórico glorioso. O futebol ganhador e a sua magia são a sustentação da marca Benfica, enquanto marca mais poderosa de Portugal. O futebol, como disse Bill Shankly, não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais do que isso.»

Rui Rangel

Rui Rangel dá a conhecer a sua lista e o seu projecto para o Benfica no Hotel Sheraton, esta 2ª feira, a partir das 20h00.

TODOS OS BENFIQUISTAS SÃO BEM-VINDOS À APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA. APAREÇAM!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Lapidar nº37

«Quando eu vejo manifestações, como na última assembleia do Benfica, insultos e críticas a Luís Filipe Vieira, o que digo é: porque não pagam eles os ordenados? Não querem que vendesse Javi por 20 milhões ou que o Witsel saísse pela cláusula de rescisão? Penso que Luís Filipe Vieira tem feito um trabalho fantástico no Benfica, treinador não é e como não é, não vejo que as responsabilidades directas no sucesso da equipa sejam do presidente. O que fez no Benfica parece-me digno de tanto respeito que não entendo determinado tipo de reacções, falta de respeito pela dignidade. E isso são coisas que me deixam triste»

José Mourinho

Em momentos como o que vivemos actualmente, quase todos os benfiquistas gostam de deixar expresso o que lhes vai na alma. Mourinho, por muito que goste de ocultar o seu benfiquismo, não foge à regra. Mas fala com desconhecimento da realidade e talvez ofuscado por uma máquina de propaganda pessoal que encandeia quase toda a gente.

Respondendo à questão dos ordenados e da contestação a Vieira, uso as palavras do Alfredo, um abutre ou garotão qualquer de Madrid. Não sei se estão bem a ver quem é, trata-se daquele amigo do Eusébio que é presidente honorário do Real, e que disse que "os adeptos é que pagam e têm sempre razão". Acho que explica bem o que penso do assunto. Mas Mourinho comete mais falhas no tema Benfica: ao que parece (até porque é assunto que ainda hoje não foi esclarecido e que permanece nas catacumbas dos negócios vieirescos obscuros) Mourinho tem a certeza de que Witsel saiu devido ao accionamento da cláusula de rescisão do belga, notícia contraposta pelas declarações dos dirigentes do Zenit e que não foram desmentidas pelo Benfica. E quando fala na questão do treinador, Mourinho espalha-se ao comprido, esquecendo-se que foi, ele próprio, vítima de um sistema iniciado com Damásio, que teve continuidade com Vale, perpetuado por Vilarinho e igualmente seguido por Vieira. Nos anos de "reinado" de Vieira, incluindo os de director desportivo, onde assumiu a pasta do futebol como "homem forte", nove treinadores diferentes passaram pelo banco da Luz. A larguíssima maioria sem sucesso, naturalmente. Diz Mourinho que a culpa não é de Vieira uma vez que não é ele que treina. Até poderia estar certo. Mas não está. Quando se pensa que se identifica o problema e se vão arranjando múltiplas soluções que falham sucessivamente, se calhar o problema foi mal identificado. Se calhar não era ali que estava o mal. É que desde que saíram do Benfica, Koeman, Santos e Quique já ganharam campeonatos, apuraram selecções medíocres para o "mata-mata" de grandes provas internacionais e conquistaram provas europeias. Isto para não falar no inefável Jesualdo, que conseguiu passar de besta na Luz a tribestial no Dragão. Será que o problema está mesmo nos treinadores?