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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Não há muitas palavras para descrever isto

Puff! Dois joguinhos, duas exibições medíocres, invenções, más leituras de jogo, incompetência técnica, indisciplina táctica, falência psicológica, a confirmação de que o mercado de Janeiro foi uma palhaçada, um presidente que ainda não percebeu que há uma estranha relação causa-efeito entre falar e o clube perder pontos e um treinador incapaz de inverter a situação. O Benfica saltou de um avião e não levou para-quedas.

E agora, Jesus, já sentes a pressão? Anedótico. Em vez de chegarmos ao clássico com 5 pontos de vantagem, vamos entrar em campo em igualdade pontual (isto se o Porto vencer amanhã o Feirense, e vai, com certeza). Bravo, Jesus, bravo. Num campeonato tão mau, perder cinco pontos em dois jogos contra equipas que não jogam um centavo é inacreditavelmente mau. Perdemos uma vantagem de cinco pontos para o Porto, e este não é um Porto qualquer: é o do Vítor Pereira. Do Vítor Pereira. Do Vítor Pereira. Não brinquem comigo.

Não há muitas palavras para descrever isto. Nem palavras nem vontade. Estou farto do loserismo no Benfica. O pior burro é o que não quer aprender. E todos os anos cometemos os mesmos erros a nível directivo e a nível táctico. Pior que isso, hoje temos o rei na barriga, injustificadamente. Pior que sermos perdedores é sermos convencidos sem a mais pequena razão para tal. Hoje atingimos um nível de patetice extremo. É obrigatório inverter esta situação já na sexta-feira, sabendo de antemão de que o êxito no clássico traz mais responsabilidades sem dar conforto e uma derrota faz com que tenhamos de pensar em quem vai à frente e em quem vem atrás. Vejam lá se querem ser campeões ou se querem acabar em terceiro lugar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tudo para ser campeão

Apesar da derrota em Guimarães, as hipóteses de o Benfica se sagrar campeão não foram beliscadas, diminuídas ou alteradas. Continuamos com tudo para sermos campeões pela segunda vez em três anos, algo que não acontece desde o triénio 1989-1991. É melhor ter dois pontos de vantagem que dois de desvantagem. É melhor receber o Porto que visitá-lo. É melhor ter um calendário mais fácil que mais difícil. E apesar das casmurrices, é melhor ter Jesus no banco que Vítor Pereira.

Estamos numa posição privilegiada como poucas vezes estivemos nos últimos anos. Quando foi a última vez que viram o Benfica liderar o campeonato em Fevereiro? Tenho plena convicção de que temos tudo para estar a festejar o 33º no Marquês em Maio. Racionalmente, olhando para a tabela, para o plantel e para o calendário, temos esperanças legítimas. Não tenho é tantas certezas de que o conseguiremos. E o meu medo não foi pela derrota em si, mas sim da forma como aconteceu. O Benfica tremeu numa altura em que não era suposto tremer, mostrou fraquezas que deveriam estar há muito resolvidas ou pelo menos escondidas. Mostrou um treinador frágil no pré-jogo, desastroso na abordagem ao jogo e inconsciente no pós-jogo. A defesa mostrou as debilidades que se conhecem. Nas últimas três épocas e meia, o Braga sofreu menos golos no campeonato que o Benfica. Porquê? O meio-campo revelou-se inoperante e pouco imaginativo. Mesmo o ataque esteve pobre, com Cardozo num daqueles dias-não e Rodrigo esforçado mas inconsequente.

Todos temos o direito a ter um dia mau. Não podemos é provocá-lo. Perdemos pontos por desleixo. O sufoco que sinto neste momento passa pelo facto de, mesmo estando a fazer um campeonato quase perfeito, um erro deitar tudo a perder, como vimos em Guimarães. É esta a diferença para o Porto. Noutros Fevereiros, o Porto, com a nossa pontuação, já seria campeão ainda que oficiosamente. Nós, mesmo estando à beira da perfeição, temos a corda na garganta. E ainda assim com tudo para ser campeão.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Burro velho não aprende línguas


Sou um jovem na casa dos 20 e tal anos mas já vi um pouco de tudo no que ao Benfica diz respeito. E na arte de perder campeonatos, então, quase se pode dizer que tenho doutoramento. Eu e todos os que vimos os últimos anos do Benfica. Nesta década que terminou recentemente, assisti a uma entrega de título com o carimbo de Paulo Madeira, a um roubo magistral de Duarte Gomes, a um Koeman sobranceiro que não estudava os adversários, a um Santos medroso que não teve coragem para apostar em quem devia quando devia, a um Porto dominador e justo vencedor, a um Quique que não foi campeão porque lhe corataram as pernas por três vezes e até, imagine-se, a uma pré-época em que o presidente andou na ramboiada festejando demais. Já vi tudo isto. Já vimos isto tudo. Mas um treinador armar-se em burro, sinceramente, nunca tinha visto.

Jota Jota, vou-te explicar como se fosses um gajo com um pensamento básico, primário e a roçar o amador: quando tens um Ramires para equilibrar o meio-campo, usa-lo, certo? Quando não tens, como viste em 2010/2011, sabes que vai haver merda. Mas quando te dão um Witsel, tens de usá-lo, percebeste? Eu sou leigo na matéria, mas isto parece-me demasiado evidente. E se para mim é evidente, para o guru da táctica deve ser mais que óbvio. Pelos vistos não é.

Este jogo tem o carimbo de parvoíce de Jorge Jesus. Também há o de futebol espectáculo, o de seriedade, mas do da parvoíce não abdica ele. A táctica suicida adoptada com os belíssimos resultados conhecidos em 2010/2011 voltou a aparecer. E, pior que isso, sem motivo nenhum. Tinha Witsel e deixou-o no banco para entrar com Matic, Gaitán, Nolito e Aimar como titulares. Voltámos a ter um trinco que nem é trinco, dois extremos e um número dez. Quem defende? Quem equilibra? Genial, pá, genial.

E o cérebro? Entou em curto-circuito? O que andam a treinar durante a semana? Pontapés-de-canto não é de certeza. E as substituições? Congeladas? O buraco no meio-campo? O Maxi sozinho para os contra-ataques que surgem de bolas paradas ofensivas? O que é isto? O Sintrense? Quando estamos a ganhar lá está ele a gesticular, a barafustar, a dar espectáculo. Hoje, a perder, parecia a múmia de sempre quando o resultado nos é desfavorável.

O que se viu hoje foi de um amadorismo atroz. E para prolongar este pesadelo, só a flash interview e a conferência de imprensa surreais a que acabo de assistir. Parece que não se passou nada, parece que foi só azar, parece que o Guimarães arrancou a vitória fruto do acaso. Valha-me São Trapattoni.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A Rússia já não é vermelha

O Benfica cedeu a segunda derrota desta época e logo num jogo onde teve tudo, mas tudo, para vencer. É frustrante perder desta maneira. Com uma vantagem inicial fruto de um golo de Maxi, deixámos o Zenit recuperar mas voltámos a empatar a partida perto do final para, no minuto seguinte, deitar tudo a perder. Não devia ter acontecido.

Acho que Jesus escolheu um onze duvidoso mas que, atendendo ao estado do relvado e à sobrecarga de jogos, acabou por ser a melhor opção, garantindo a rotatividade dos jogadores e o equilíbrio entre defesa e ataque. Fico satisfeito pela atitude, coragem e combatividade dos nossos atletas que tentaram, em condições muito difíceis, trazer a vitória. Não foi possível, mas teremos o jogo da segunda mão para recuperar. Na nossa casa, com o apoio dos nossos adeptos, tenho a convicção de que não fraquejaremos e levaremos os russos de vencida.

P.S. Ao Bruno Alves desejo que tenha uma recepção bem quentinha na Luz. Tudo o que não implique a sua passagem pelas urgências de um hospital de Lisboa pecará por escasso.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eu, resultadista, me confesso

O Benfica está de regresso às grandes exibições depois de um período em que os resultados eram bons mas o futebol praticado pelos pupilos de Jesus deixava muito a desejar à maioria. A nota artística voltou, há golos bonitos, há futebol de ataque, há imprevisibilidade, ritmo, velocidade, boas exibições. Mas nem sempre foi assim. Nem será assim para sempre.

Pessoalmente, não me importo de ver o Benfica jogar um futebol mais feio desde que ganhe. Sou um fã da escola italiana (de Trapattoni e outros) e acredito que uma equipa mesmo a jogar mal, se souber gerir os jogos apesar das suas fragilidades, tem tudo para ser campeã. O Benfica de Trapattoni e o Sporting de Peseiro, em 2004/2005, mostram bem os exemplos extremos da equipa que conhece as suas fragilidades e joga tendo-as em conta versus a equipa que joga muito e que não consegue ganhar. E foi este pragmatismo que vi no Benfica de Quique e que me fez acreditar que o título era possível (e era, se não tivéssemos sido escandalosamente prejudicados contra o Setúbal, Nacional e Porto).

Até final desta temporada teremos jogos complicados, nomeadamente em Guimarães, Coimbra, Alvalade e na Luz com Porto, Braga e Marítimo. Seis jogos cruciais em que dispenso a nota artística. É jogar para ganhar. Se for preciso bater, que se bata. Se for preciso perder tempo, que se perca. Se for preciso defender com onze atrás da bola, que se defenda. Custe o que custar, jogando bem ou mal, temos de ser campeões.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

It's a kind of magic


Fosse Freddie Mercury vivo e cantaria It's a Kind of Magic para o futebol praticado pelo Benfica. A equipa está em crescendo e aos resultados convincentes somam-se as exibições de elevada nota artística, como Jesus faz questão de realçar. Desta vez a vítima foi o Nacional. Foram quatro, poderiam ter sido muitos mais. O Benfica entrou a todo o gás e fruto da inspiração dos seus atletas encostou os madeirenses às cordas. Numa jogada ensaiada, que começa a ser imagem de marca da equipa de Jesus, Aimar cruzou atrasado e Garay, livre de marcação, cabeceou para o 1-0. Vantagem essa que seria dilatada numa jogada de génio de Gaitán que assistiu Cardozo para este encostar para 2-0. O Benfica ganhava com toda a justiça, dominava a seu bel-prazer e ainda tinha tempo para falhar os golos mais inacreditáveis. Para apimentar o jogo e para lhe trazer mais emoção, Jorge Sousa entrou em acção e assinalou uma grande penalidade inexistente por alegada falta de Emerson. O Benfica tremeu mas não vacilou, perdeu algum gás, é certo, mas ainda voltou à vantagem com diferença de dois golos antes do intervalo, fruto de uma bela jogada de ataque finalizada por Rodrigo.

O Nacional entrou no segundo tempo de braços caídos, mas Jorge Sousa, o seu melhor elemento, não. Trazia a lição beme estudada, o árbitro portuense. Marcou mais de uma dezena de faltas inexistentes contra o Benfica, bastava um jogador do Nacional se atirar para o chão ou sentir um encosto e assinalava logo falta. Irritou, provocou, fez trinta por uma linha mas não foi capaz. O Benfica esteve demasiado forte. E para terminar em beleza, o golaço da noite, cortesia de Rodrigo, qual gazela, a galgar metros e metros para disparar fortíssimo de pé esquerdo para o fundo das redes.

Vitória justa naquela que foi a melhor noite em termos exibicionais do Benfica esta temporada. Segue-se agora o jogo europeu no Petrovsky, São Petersburgo, e depois a ida a Guimarães, naquela que será, provavelmente, a deslocação mais difícil fora de Lisboa até final do campeonato.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Nem Ganso, nem Galo... nem Águia


Este Porto não vai à bola com as aves. Primeiro foi a nega e o xingamento público que o presidente do Santos impôs aos azuis e brancos ao receber uma proposta "ridícula e trágica", nas palavras do mesmo, sobre Paulo Henrique Ganso, médio criativo dos de Vila Belmiro. Hoje foi ver o Gil Vicente, que já na semana passada tinha dado muito boa conta de si na Luz ao causar imensos problemas ao Benfica, dificultar as aspirações portistas na revalidação do título de campeão. Grande galo imposto por Cláudio, pelo sósia de Capdevila e pela restante equipa gilista. O Porto vê assim a Águia a fugir na classificação, para azia de muitos portistas, alguns sportinguistas e até vitós encapotados.

Aos adeptos benfiquistas importa relembrar que nada está ganho e que, a partir deste momento, dado o plano teórico, temos muito mais a perder que a ganhar. O caminho é difícil e teremos adversários muito complicados pela frente. Podem nem ser os mais habilidosos, mas se demonstrarem o empenho que o Feirense e o Gil demonstraram nos jogos contra Benfica e Porto, as coisas tornam-se complicadas. Eles também jogam (e nem é com a amarelinha, como ridiculamente se insinuou por alguma blogosfera). E quem dizia que o alargamento a 18 clubes só acrescentaria duas equipas que seriam carne para canhão dos grandes, pode repensar a opinião. Basta ver os resultados alcançados pelos "mais fracos" nos últimos anos.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Aguenta coração...

Estádio pequeno, adeptos barulhentos, adversário aguerrido e desinibido, de volta aos anos 90. O Benfica arrancou uma vitória preciosa e difícil frente a um adversário complicado, que tinha roubado pontos em casa ao Porto, naquele que foi o triunfo mais difícil da época a par do alcançado nos Barreiros. Após uma primeira parte com alguns lances de perigo para ambos os lados, o Feirense entrou melhor no segundo tempo e colocou-se em vantagem fruto de um golo de Varela, que surgiu de pontapé de canto. Estávamos em Santa Maria da Feira mas parecia a Trofa. Medo. O Benfica estava a perder e não dava a volta a um resultado desfavorável fora desde Abril de 2010, na Figueira da Foz. A equipa mostrava alguma capacidade em circular a bola mas claras dificuldades em aproximar-se da baliza com verdadeiro perigo. Até que o mesmo Varela emendou a mão e voltou a colocar a partida empatada, ao desviar com sucesso um cabeceamento de Cardozo. Jesus mexeu e fez entrar dois jogadores que colocaram mais dinâmica à partida, Gaitán e Nolito. E pouco depois, o irrequieto Rodrigo, numa boa desmarcação, arrancou um penalty que Cardozo marcou para onde se deve marcar quando a confiança não está no máximo: para o meio. Depois foi aguentar e esperar pelo soar do apito final. Péssima arbitragem com um penalty perdoado ao Feirense e um golo mal anulado aos da Feira. Valeram os 3 pontos, tão importantes, e que nos mantêm no topo da tabela. Agora é esperar que o Gil faça o seu trabalho e nos deixe com uma margem mais folgada. Acredito sinceramente que sim.

P.S. Paulo Lopes? Andámos a formar um guarda-redes para isto? E o festejo do Shéu? Ele bem sabe onde se ganham campeonatos.

P.P.S. Parabéns ao treinador do Feirense, Quim Machado, que com poucos recursos montou uma equipa personalizada e consistente. Apesar de pouco criativos e engenhosos, a garra dos jogadores é enorme e a atitude demonstrada engrandece-os a eles e ao clube.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Águia vence galo bravo (título tão estúpido que amanhã será capa do Record)

Custou mas foi. O Gil Vicente foi a equipa mais competente que o Benfica defrontou na Luz em jogos a contar para o campeonato nesta época e causou enormes dificuldades com a sua defesa compacta mas subida. O Benfica não soube encontrar sempre resposta para os problemas causados pela equipa de Barcelos e teve muitos momentos em que não soube desatar o nó dado pelos gilistas no jogo. Muita bola na defesa, entre Garay e Luisão e alguma dificuldade em ter posse no meio-campo adversário. Felizmente Cardozo picou o ponto uma vez mais e Rodrigo, com sorte à mistura, colocou o Benfica na frente depois de Galo ter empatado para a equipa do Galo de Barcelos. Aimar, vindo do banco, selou o triunfo benfiquista que permite manter os dois pontos de diferença para o Porto, que também ganhou por 3-1 ao Vitória de Guimarães. Vitória justa mas suada e com um futebol pouco convincente naquele que acabou por ser o pior jogo na Luz a contar para a Liga Zon Sagres até agora. O que importa são os 3 pontos e já cá estão. Próxima jornada é em Santa Maria da Feira frente a um adversário que nos causará certamente muitas dificuldades...

domingo, 15 de janeiro de 2012

In the air tonight

Viste? Sentiste? Percebeste?

Quem esteve na Luz sentiu que havia um euforia e uma confiança na equipa que nunca vi ou senti numa primeira volta do campeonato. As pessoas acreditam. Os jogadores acreditam. Jesus acredita. E mais que acreditar, há capacidade. Sofremos um golo? Não há problema, até final da primeira parte já estamos a ganhar. Jogamos com 10? Até podiam ser nove que não deixávamos de dominar o jogo. O árbitro complica? Nem com um Cosme, um Malheiro ou um Xistra, todos ao mesmo tempo, conseguiam impedir este Benfica de ganhar. Temos capacidade. Os golos são festejados de forma diferente. Viram o Cardozo? Eufórico. E os adeptos? Em êxtase. Hoje criou-se, pela primeira vez desde 2010, a onda vermelha. Levem-na a todo o lado e levaremos tudo à frente. Este ano é nosso, será nosso e vai ser nosso.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Obrigações, perigos e vantagens da liderança

Obrigações: mantê-la até final. O Benfica tem o melhor plantel deste campeonato. Equilibrado em todos os sectores, com várias soluções, tem obrigação de ganhar praticamente todos os jogos até ao final da Liga. A equipa é séria, adulta e sabe gerir os momentos do jogo. Ganhámos Garay, Witsel e Artur, três jogadores chave que além da técnica e da táctica têm um estofo mental de campeões. Aliando a estes um Luisão, Javi, Aimar e Cardozo em grande forma, temos uma espinha dorsal de equipa de classe europeia. Pensando jogo a jogo, com muita seriedade, não tenho a mais pequena dúvida de que seremos campeões.

Perigos: se os holofotes ainda não estavam totalmente apontados para nós, estarão a partir de agora. Líderes isolados, o alvo a abater. Não só por Sporting e Porto, com estes últimos a dominar a teia que é o futebol português, mas também por todos os outros clubes, os chamados pequenos. Não que uma vitória contra o Benfica dê mais pontos que uma vitória sobre o Setúbal, Olhanense ou Feirense, mas o orgulho e a ambição de vencer o mais amado e maior clube do país é um factor importante. E não o digo por fanfarronice. Aliás, nem sou eu quem o diz, são os próprios adeptos dessas equipas.

Vantagens: estamos à frente, partimos em vantagem e temos o calendário mais fácil. Se é certo que jogaremos com os mesmos 15 adversários que os nossos rivais, não é menos verdade que teremos o calendário mais acessível fruto de já termos ido aos Barreiros, Braga e Dragão. Já o Porto, por exemplo, terá de ir a Braga, Barreiros e... Luz. Olhando ainda para o banco do Porto, vejo uma figura sinistra, pequenina e, mais importante que isso tudo... incompetente. Podendo parecer que não, o nosso título pode passar por Vítor Pereira.

It's a bird, it's a plane... no, it's Benfica

Lá vai ele, todos a olhar para cima

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

15 jogadores interessantes na Liga ZON Sagres

A Liga está nivelada por baixo, a qualidade é pouca, mas felizmente há excepções. Pontualmente vemos algumas equipas a praticar bom futebol e com alguns jogadores interessantes. O foco do mercado encarnado está claramente na América do Sul, onde há muitos jogadores jovens e com algum potencial a baixo preço. E na nossa Liga? Não haverá? Também há. Ocasionalmente encontra-se um Paneira no Vizela ou um Vata no Varzim e daí se fazem bons ou grandes jogadores. Que atletas se destacaram nesta primeira volta da Liga? Eis uma lista de 15 jogadores que me pareceram interessantes:

Adrien Silva (Académica) - o jovem médio pertencente ao Sporting tem-se destacado neste início de temporada. É o "cérebro" da Académica. Numa equipa que pauta o seu jogo pelo físico, Adrien sobressai pela leveza com que trata a bola e como consegue criar perigo. Já apontou 8 golos desde o início da época, o que para um jovem da sua posição é extraordinário. Nunca pensei que pudesse chegar a este nível.

Babá (Marítimo) - Já dispensa apresentações. Rápido, com remate fácil, Babá tem atraído o interesse de vários clubes por essa Europa fora, mas permanece na pérola do Atlântico. Até quando? Ninguém sabe. Por agora vai fazendo golos atrás de golos, sendo o melhor marcador da Liga. Ora aqui está um jogador que o Benfica podia ter em atenção, fruto das boas relações que tem com o Marítimo.

Caiçara (Gil Vicente) - Este lateral esquerdo pode parecer frágil pela sua fisionomia, mas a atitude agressiva com que espalha o seu futebol compensa as possíveis carências físicas. Forte na antecipação, gosta de subir no terreno e tem um bom remate de pé direito (o seu melhor pé), algo invulgar num lateral.

Candeias (Nacional) - Não está a corresponder este ano, mas o jovem Candeias já deu mostras de ser um jogador com qualidade acima da média. Não tem medo de atacar a defesa contrária com a bola em posse, sempre junto ao pé. Não precisa de grande ajuda de um defesa lateral pois partindo de fora para dentro, à esquerda ou à direita, acaba por rematar ou cruzar com alguma facilidade. Adivinho um grande futuro para este jogador.

Cauê (Olhanense) - Benfica, Porto, ingleses, alemães. Mercado não parece faltar a Cauê. Percebe-se: fisicamente possante, forte no um-contra-um defensivo, corta a bola e entrega-a a outro médio. Faz o "jogo sujo" que poucos gostam de fazer. Muito inteligente e, sobretudo, sereno, fruto de um posicionamento invulgarmente bom para um jovem jogador de uma equipa do meio da tabela. Este não engana mesmo.

Danilo Dias (Marítimo) - Deixou de ser o número 10 da equipa e passou a jogar sobre a ala, esquerda ou direita, alternando com Sami. Danilo Dias é rápido e dotado tecnicamente, sendo o rei das assistências no Marítimo. Parece mais talhado para jogar em contra-ataque, onde pode fazer uso da sua velocidade e aproveitar a mesma característica dos companheiros.

Djaniny (U. Leiria) - Não me pareceu um velocista apesar de fisicamente poder indicar isso mesmo. Djaniny sabe ter a bola, sabe progredir e entregá-la, não sendo excessivamente individualista. Tem sentido de baliza e remata forte tanto com o pé direito como com o esquerdo, mas sem grande pontaria. Se for bem explorado, tem potencial para se tornar num jogador muito interessante.

Éder (Académica) - É um ponta-de-lança intrigante. Parece rápido mas não é assim tão veloz. É alto mas não é um cabeceador nato. Parece um goleador... mas não é. Oito golos em 74 jogos nas últimas duas épocas e meia deixam muito a desejar. Este ano já facturou por 7 vezes em 18 jogos tendo estado em bom plano. Mas será mesmo um jogador com capacidade para um grande? Duvido muito. Imenso. Mas nunca se sabe.

Edgar Silva (Vitória SC) - Ao contrário de Éder, sobre o qual as dúvidas se adensam, sobre Edgar a minha posição é muito clara: é bom jogador. Serve para um grande? Aí a conversa já é outra. O que é facto é que este avançado que esteve (?) nas cogitações do Benfica há uns 4 ou 5 anos vai marcando golos pelas equipas que vai representando. Esguio, com boa técnica e velocidade, é um atleta interessante.

Fabiano (Olhanense) - Uma das boas surpresas deste campeonato está na baliza do Olhanense. Fabiano tem apenas 23 anos e 1,97 metros. Enche a baliza. É rápido, concentrado, elástico. Sabe sair da baliza e fechar o ângulo aos avançados. Mas não lhe peçam para sair com segurança a bolas aéreas, isso é que não. Falha completamente. Precisa de treinar (muito) essa componente.

Hugo Vieira (Gil Vicente) - Tem tanto de bom jogador quanto de mau profissional. Hugo Vieira é um miúdo com imenso talento, com capacidade para virar jogos e para guiar a sua equipa, mas sem os pés assentes na terra. Aos 22 anos já tem desentendimentos com treinadores e empresários, uma lesão grave e uma passagem frustrante por França para contar. Regressou a Portugal para jogar nas distritais e captou a atenção dos gilistas, com os quais ainda tem vínculo.

João Guilherme (Marítimo) - Dos poucos defesas que conseguiram captar a minha atenção. Não sendo propriamente uma torre, é um central com "caparro" mas rápido e ágil, possui bom sentido posicional e é forte no jogo aéreo. Na minha opinião, seria titular em qualquer equipa da nossa Liga com excepção do Benfica. Fez parte da selecção brasileira que conquistou o campeonato do mundo sub-17 em 2003.

João Silva (Vitória FC) - Da Vila das Aves para Liverpool foi um pequeno passo para este jovem e possante ponta-de-lança português. Emprestado esta época pelo Everton ao Setúbal, já o vi jogar tanto pelos sadinos como pela selecção sub-21 e pareceu ter nível para voos mais altos. Pode e sabe actuar como avançado móvel, apesar da sua constituição física.

Melgarejo (Paços de Ferreira) - Este é nosso e não nos foge. Melgarejo chegou à Europa e impôs-se na capital do móvel com grande facilidade. O jovem paraguaio faz uso da sua velocidade e da técnica que possui para passar por adversários. Tem sentido e faro pelo golo, actua com grande liberdade de movimentos e pode jogar na ala ou como segundo avançado.

Pape Sow (Académica) - Se o registo foi feito a tempo e horas, Pape Sow é um jogador senegalês de 26 anos que ingressou na União de Leiria em 2009. Transferiu-se para a Académica na época passada mas só nesta pegou de estaca na formação de Pedro Emanuel. Fisicamente possante, não se pense que Pape Sow só sabe distribuir fruta pelo meio-campo. Não. Faz muito mais que isso. Os seus passes longos, pelo ar, impressionam. Quem viu a Académica receber o Sporting viu um extraordinário jogo deste atleta. A ter em conta.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Fim de um ano que [ainda] não devia ter acabado

Antes de entrar para umas férias de Natal que não deviam ser tão longas, os jogadores do Benfica fizeram as pazes com os adeptos e ofereceram uma goleada de Natal. 5-1 num jogo que foi bem mais difícil do que aquilo que o resultado deixa parecer à primeira vista.

Não entrámos bem na partida e mostrámos algumas dificuldades na construção de jogo ofensivo sendo bastante cerimoniosos na altura de rematar à baliza. Onde estão os remates de meia distância, mister? É mesmo preciso entrar com a bola pela baliza adentro? Não se percebe. Eu pelo menos não percebo. Até ao golo dos vila-condenses, o Benfica tinha tido mais bola mas não conseguia ser mais forte e dominador. Só depois do susto provocado por Atsu perto da meia-hora é que reagimos à Benfica, com uns quinze minutos finais de muito bom nível. Cardozo provoca e converte um penalty bem assinalado, Nolito faz magia e marca um grande golo e Aimar, com toda a simplicidade do mundo, serve Saviola com um toque mágico para o 30 facturar no regresso às boas exibições.

No início do segundo tempo o Benfica matou o jogo com o cabeceamento certeiro de Garay e a partir daí só teve de gerir o encontro. Caiu o ritmo de jogo e o interesse do mesmo. O Rio Ave tentou mostrar-se a espaços e criou perigo sempre que a bola chegava aos extremos Atsu, Yazalde ou Kelvin, mas os laterais do Benfica, com mais ou menos ajuda, conseguiram resolver a maioria das situações. Deu tempo ainda para Nolito, o melhor em campo, facturar o seu segundo e quinto da equipa.

Os melhores foram, como já disse, Nolito, muito interventivo, rápido, pressionante e imprevisível, mas também Aimar na sua habitual simplicidade e capacidade de descomplicar tudo o que parece mais difícil e por fim Saviola, a quem o funeral já foi feito mas que ainda vai jogando pontualmente mas sem a regularidade que se exige a um Saviola.

Como mágoa, neste fim de ano, só mesmo o facto de dia 21 de Dezembro não podermos ir fazer a festa da Taça a Alvalade. Seria bonito acabar o ano com mais uma vitória frente aos do Campo Grande.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um campeonato nivelado por baixo

Estamos quase a dobrar a primeira volta do campeonato e está visto que, em Janeiro, Benfica, Sporting e Porto estarão seguramente na luta pelo título. Algum sairá desta luta mais cedo ou mais tarde, mas a proximidade entre os 3 grandes no topo da tabela nesta fase do campeonato é algo que não víamos desde 2005.

E observando a pontuação obtida, podemos dizer que águias, leões e dragões estão a fazer um bom campeonato. Em igual período de outras épocas, à 12ª jornada, o Benfica não tinha feito igual ou melhor que os actuais 30 pontos. O Sporting, nos últimos 10 anos, também não conseguiu melhor que os 26 pontos que leva na presente edição da Liga Zon Sagres. E só mesmo o Porto, mais habituado a arranques "embalados" (e que bem escolhida foi esta palavra), é que não iguala ou bate a sua melhor pontuação à 12ª jornada, mas verdade seja dita, também não fica longe do feito.

Três grandes equipas, todas com muitos pontos naquele que está a ser um dos campeonatos mais renhidos dos últimos anos. Paradoxalmente, Benfica e Porto ainda não convenceram os seus adeptos. Longe disso. E os do Sporting, a meu ver, só estão convencidos porque trazem na memória recente as duas últimas épocas, autênticas desgraças épicas para os lados de Alvalade. Ainda assim, Benfica, Sporting e Porto seguem na frente ganhando jogos consecutivamente. Porque acontece esta situação?

Parece-me simples: a falta de qualidade das restante equipas. Se nos abstrairmos dos jogos que habitualmente vemos e visualizarmos uma partida entre dois clubes do meio da tabela, ficaremos seguramente deprimidos. Nunca o nível foi tão fraco. Pelo menos não me lembro. A sensação que tenho é que, se o actual Guimarães jogasse com o de há 15 anos, a equipa de Neno, Gilmar, Edmilson e Vítor Paneira golearia os homens de Rui Vitória. O Vitória de Hélio, Chiquinho Conde e Kassumov golearia o actual Setúbal. A União de Leiria de Bilro, Duah, Derlei e Paulo Alves trucidaria os orientados por Manuel Cajuda. E por aí adiante.

O fosso entre os grandes e os pequenos aumentou no futebol como em todos os outros sectores da sociedade portuguesa. E isto explica porque é que, uma defesa onde pontificam Fucile, Rolando, Maicon e A. Pereira, craques inter-galácticos, é raramente batida. Explica porque é que um Benfica que não joga a ponta de um corno consegue ganhar vários jogos de seguida. Temos um campeonato nivelado por baixo. Está fácil de entender que o vencedor desta temporada perderá pouquíssimos pontos. Para se ser campeão, não se pode falhar.