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terça-feira, 10 de maio de 2011

O Desleixo

Depois de um empate em Anfield em Janeiro de 1994, o campeão inglês Manchester United caminhava para mais um triunfo na Premier League. Em Merseyside, os reds de Graeme Souness iam para o quarto ano consecutivo sem vencer o título, mas nada beliscava nem diminuia o prestígio do maior clube de Inglaterra, à altura, como mostra a frase acima, exibida precisamente no dia desse empate a 3 entre reds e red devils.

Dezassete anos volvidos, eis o Manchester United sentado no trono do futebol inglês. Quem diria que, passado tão pouco tempo, os mancunianos conseguiriam ultrapassar o histórico Liverpool em número de ligas inglesas? A verdade é esta: se o Manchester United vencer a EPL deste ano, alcança a 19ª vitória.

Precisamente em 1994, o Porto estava a uns inalcançáveis 17 títulos do Benfica. Hoje já só está a 7. A hegemonia do Benfica enquanto maior clube português, a nível de títulos, está a acabar. Nos 10 anos em que Damásio, Vale e Azevedo e Vilarinho foram presidentes, o Porto venceu 6 campeonatos. Nos 8 anos que Vieira leva como presidente, o Porto venceu 6 títulos. Se acham que está tudo bem, força, continuem.

terça-feira, 8 de março de 2011

Liverpool 2000/2001

Há clubes com os quais nos identificamos. Eu sou Benfica e apenas Benfica, não sou nerazzurri, madridista, mancuniano, o que for. Apenas e só Benfica. Mas há clubes estrangeiros com os quais nos identificamos por uma razão ou por outra. Em Inglaterra, há um em particular que atravessou (e atravessa) uma crise semelhante à que o Benfica atravessou no final da década de 90 e início do novo século, o Liverpool. Campeões ingleses pela última vez em 1989/1990, acompanharam o jejum do Benfica que se iniciou em 1994 durante os onze anos que nos lembramos. Nós ganhámos o campeonato, eles não. Apesar de tudo, a grandeza de ambos os clubes nunca esteve em causa no período negro, e muito se deveu aos excelentes adeptos de ambas as equipas.

Em 2000/2001, o Liverpool, como vinha sendo hábito, foi rapidamente afastado da corrida pelo título. A inconstância da equipa não permitia lutar pelo lugar cimeiro em Inglaterra. No entanto, com um bom conjunto de jogadores e com um técnico competente e experiente, era possível almejar algo mais. E assim foi. Focando as atenções nas provas em que tinham reais possibilidades, a equipa da cidade dos Beatles levou de vencida a Taça da Liga, a Taça de Inglaterra e a Taça UEFA, tendo batido nesta última prova a Roma, o Porto, o Barcelona e o Alavés.

É isto que o Benfica tem de fazer, imitar o Liverpool de 2000/2001. Difícil, mas não impossível. Concentrando as atenções na Liga Europa e não negligenciando as duas taças internas, é possível alcançar este feito. Implica jogar com habituais suplentes no campeonato? Que se faça isso, já está perdido (desde Agosto).

sábado, 22 de maio de 2010

70 mil euros

Foi quanto custou a "brincadeira" das tochas e petardos na Luz frente ao Liverpool. A UEFA multou o Benfica em 70.000 euros, pena bem simpática para aquilo que poderia ter acontecido, a interdição do Estádio da Luz por alguns jogos europeus. Agora, claro, resta ao Benfica pagar a multa, já que do individuo da claque sabemos que não vem dinheiro nenhum. Nem será entregue pelos outros que viram e sabem quem causou tudo isto. Nem que as galinhas ganhassem dentes.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"It could have been all songs in the streets"

Se há melhor sinal de que o grande Benfica europeu parece estar a ressurgir é o descontentamento ou desilusão que muitos benfiquistas sentiram no final desta eliminatória. Se há uns anos era lisonjeiro perder uma eliminatória por 5-3 com o Liverpool, hoje parece que sabe a muito pouco, que deveríamos te-los derrotados. E parecendo que não, isto é excelente. Há uma cultura de exigência, de querer ganhar. Saúda-se.

No entanto, poderia ter sido tudo tão diferente. A primeira mão em Lisboa foi claramente dominada pelo Benfica e se o árbitro tivesse coragem para ter tomado um conjunto de decisões que não tomou, porque não viu ou não quis ver, o Benfica poderia ter goleado os ingleses. O golo do Liverpool é irregular, pois Dirk Kuyt, jogador genial, tem interferência directa no lance, obstruindo a visão de Júlio César, impedindo que este se fizesse ao lance. O fora-de-jogo posicional tem interferência clara no lance, e isto é decisivo. Na segunda parte, o Liverpool viu-lhe perdoadas duas grandes penalidades: a primeira por mão de Lucas Leiva, que não tem o braço na posição natural nem mantém a posição do mesmo, desvia-o e corta um remate; no segundo lance nem há discussão possível, Jamie Carragher atinge Cardozo com uma patada, lance semelhante a um verificado no Portugal x Holanda do Mundial 2006, quando Nuno Valente fez o mesmo a Arjen Robben.

Na Luz, com 4-0, o Liverpool perderia todas as esperanças e a esta hora estaríamos a defrontar Quique Flores e o seu Atlético nas meias-finais da Liga Europa (ou o Valência, se não tivesse havido um roubo de igreja no Calderon). Poderia ter sido tão diferente.

P.S. Um agradecimento especial ao nosso leitor Jorge Veríssimo, que nos cedeu as imagens.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Erros teus, má fortuna, estádio ardente

Anfield Road vestiu-se de gala para receber o Benfica. Os vermelhos de Merseyside compreenderam as palavras do seu treinador e souberam criar o ambiente e o inferno necessários para levar a sua equipa a vitória. E assim foi, mas poderia ter sido tão diferente.

Aos três minutos, quando Carlos Martins se isola na cara de Reina, o árbitro anula a jogada para marcar falta a favor do... Benfica. Fiquei incrédulo com a decisão, mas já esperava. Afinal de contas, o árbitro veio do país que está em luta directa com Portugal pelos lugares uefeiros, um país que tem mantido uma rivalidade acesa com Portugal mesmo a nível da FIFA, com aqueles oitavos-de-final do Mundial 2006 a ficarem na memória, o jogador expulso polemicamente na primeira mão era holandês, enfim, motivos que me deixaram incomodado, mas que se verificaram suficientes para apoquentar qualquer benfiquista.

O Benfica até entrou melhor no jogo, os primeiros dez minutos foram claramente nossos. Raras vezes o Liverpool chegou ao meio-campo adversário com bola controlada e hipóteses de perigo nem ve-las. Depois, tudo mudou. Os papéis inverteram-se o Liverpool dominou, foram empurrados pelos seus adeptos e os golos sucederam-se. O Benfica acaba por sair de uma Liga Europa muito mais competitiva que as anteriores edições da Taça UEFA, com um resultado "à Porto". Mas a exibição não teve qualquer ponta de semelhança.

Porquê "erros teus"? Porque Jorge Jesus, que tem grande mérito a nível de toda a excelente temporada que o Benfica está a fazer, tem quota parte de responsabilidade na derrota. Não pelo onze escolhido, aí até concordei com as escolhas de Jesus, nomeadamente Amorim à direita e David Luiz à esquerda (que eu tantas vezes critiquei, é certo, mas era a única opção plausível para parar Kuyt, que fez gato-sapato de Coentrão na Luz), mas mais pela forma como sofremos o primeiro e o terceiro golos: no primeira é a velha questão defesa à zona vs defesa homem a homem nos lances de bola parada. Não há qualquer falta sobre Luisão ou Júlio César, o guarda-redes não saiu nem podia, pois Kyrgiakos poderia ter cabeceado ao primeiro poste. No terceiro golo é inconcebível que o Benfica defenda apenas com Ramires frente a uma equipa como o Liverpool. As transições ataque-defesa são fracas, a equipa não consegue reagir quando lhe aparecem em velocidade três ou quatro adversários. Claro que isto no nosso campeonato português nunca aconteceria porque também não há qualidade.

Por isso se percebem as palavras de Jesus, que além de salientar o cansaço físico de alguns jogadores, fruto, em parte, de um conjunto de tradições religiosas que só se vêem neste jardim à beira-mar plantado, que até é um estado laico, e que obrigaram o Benfica a jogar com a Naval numa segunda-feira. Já diz o povo "é o país que temos". Mas além disso, como JJ referiu, o Liverpool é de outro campeonato. O jogo para eles foi normal, aquele ritmo de "bola cá, bola lá" ocorre em todos os jogos da Premier League. Aquilo para eles é pão de todos os dias. E a jogar assim estiveram como peixe dentro de água.

A primeira parte terminou com 2-0, resultado pesado já que o empate seria mais ajustado, mas acabámos mesmo por estar a perder por estes números fruto de alguns erros. No segundo tempo, quando o jogo até estava equilibrado e o Liverpool só criava perigo no contra-golpe, a equipa da cidade dos Beatles chegou ao terceiro golo dessa forma. Cardozo, que fez um jogo horrível, tal como Aimar ou Ramires, marcou o tento de honra num livre à entrada da área. A esperança crescia, poderia o Benfica realizar uma recuperação histórica? Poderia, mas o novo livre de Cardozo saiu ligeiramente ao lado, por desvio de Torres. Tão, mas tão perto, que após a bola sair nem soube como reagir: se gritar golo ou se levar as mãos à cabeça, tal a ilusão que deu de a bola entrar e não entrar ao mesmo tempo. O Benfica lançou-se no ataque e sentia-se que ou chegaria ao golo que daria o apuramento ou sofreria mais um. Júlio César teve a infelicidade de se lesionar após um choque com Kuyt, ficando a queixar-se da vista. Pareceu-me ve-lo dizer "não vejo nada", a João Paulo Almeida, médico do Benfica. Moreira entrou e sofreu o quarto golo, sem culpa no lance, no entanto. O Benfica perdia todas as esperanças nesse momento.

4-1 é muito pesado, o Benfica fez uma exibição que merecia, na pior da hipóteses, a derrota por apenas um golo, mas a maior experiência do Liverpool, bem como o trabalho de casa feito por Rafa Benítez, acabaram por prevalecer. Glória ao Liverpool, vencedor, glória ao Benfica, digno vencido, provavelmente o melhor oponente que o Liverpool apanhou este ano na Liga Europa. Até porque terça-feira haverá um vencedor diferente.

"Deixem-me sonhar!"

À partida para Estugarda, José Torres, símbolo do Benfica e seleccionador nacional à altura, proferiu a mítica frase de esperança em relação ao apuramento de Portugal. O resultado todos sabemos: vitória na Alemanha por 0-1, golo de Carlos Manuel.

Hoje, esta é a frase que nos serve de inspiração. Depois da excelente vitória na Luz, apesar de perigoso golo sofrido, o Benfica tem reais hipóteses de chegar às meias-finais de uma prova europeia, algo que não acontece há dezasseis anos, quando em 93/94 caímos aos pés do Parma. Os jogadores que entrarem hoje no místico Anfield Road necessitam de uma enorme força mental para derrotar um dos públicos mais entusiastas do mundo e necessitam de qualidade, muita qualidade, para derrotar o Liverpool que apenas pensa nesta competição.

Deixem-me sonhar. Quero ir a Hamburgo.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Suor, Sorte, Superioridade

Há tanto para falar, há tanto para escrever sobre este jogo, sobre o que se passou na Luz, sobre quem reencontramos anos e milhares de quilómetros depois naquele local especial chamado "o nosso Estádio", sobre um ambiente infernal, sobre os golos falhados, a frustração de sofrer, o ânimo de marcar, um miúdo de sete ou oito anos a chorar compulsivamente após o primeiro golo de Cardozo, o reconhecimento a um dos maiores jogadores da actualidade e os "palhaços, palhaços, palhaços" que muito provavelmente vão conseguir que, dezasseis anos depois, milhares de benfiquistas fiquem impossibilitados de ver uma meia-final no seu Estádio.

No regresso das gloriosas noites europeias ao Estádio da Luz até foi o Liverpool quem entrou mais forte, fruto talvez de uma maior experiência a nível internacional. Chegaram ao golo bem cedo num dos famosos livres à Camacho: com a bola descaída para o lado esquerdo, Steven Gerrard executa na perfeição um passe rasteiro ligeiramente atrasado para que Daniel Agger pudesse aparecer e bater facilmente Júlio César e uma defesa demasiado preocupada em defender à zona e perto da baliza. O Liverpool adiantava-se logo nos primeiros minutos do jogo, num lance relativamente parecido ao que lhes deu a passagem à final da Champions League da época 2006/2007, como podem ver aqui, inclusivamente com os mesmos protagonistas (Gerrard e Agger).

O Benfica não entrou a medo no jogo, mas sentiu claras dificuldades para pegar e dominar a partida. Maxi Pereira foi o espelho dessas dificuldades ao não conseguir parar nenhum dos adversários que lhe apareciam pelo caminho (Babel, Gerrard ou mesmo Torres). Felizmente, à meia-hora de jogo, deu-se o lance que decidiu a partida, quem sabe se a eliminatória. Após falta dura de Luisão sobre Torres, o capitão benfiquista foi amarelado, mas, não contente com a situação, Ryan Babel foi tirar satisfações com o brasileiro, empurrando-o na face por duas vezes. O árbitro sueco Eriksson não teve dúvidas e expulsou o holandês, numa decisão que pode parecer polémica mas acaba por ser justa.

O ambiente a partir daqui foi outro. O Liverpool, apesar de ser um bom conjunto, não tem a mesma capacidade de construir jogo que tinha, por exemplo, o Marselha, e a partir dos trinta minutos só deu Benfica até final, salvo dois lances esporádicos de Torres. No primeiro tempo, Cardozo mostrou-se demasiado perdulário, falhando um bom par de ocasiões. Di Maria também teve a sua hipótese para marcar, num remate alto de pé esquerdo, que quase beijava a trave da baliza de Reina. Os adeptos puxavam pelo Benfica, os do Liverpool, calados na maior parte do tempo, foram a grande desilusão da noite, na minha opinião. O intervalo acabou por chegar com a vantagem inglesa mas com o Benfica claramente por cima.

No segundo tempo o Benfica voltou a entrar "à Benfica". Forte, dominador, encostou o Liverpool no seu meio-campo defensivo, mas voltou a falhar golos feitos. Cardozo foi a face do desperdício, ele que teve um jogo complicado fruto da ausência de Saviola. Arrisco dizer que Cardozo sentiu mais a falta de Saviola que a equipa do Benfica, na medida em que Aimar, substituto do seu amigo argentino, esteve em bom plano, mas não deu um apoio tão efectivo, na frente, a Tacuara. Surpreendentemente foi em lances aéreos que o Benfica criou mais problemas à baliza de Reina, sempre com Cardozo a responder de cabeça a cruzamentos de Di Maria ou Coentrão. Ainda não tinha chegado o momento do jogo, mas estava para breve...

Boa jogada de entendimentos entre Carlos "Passa a Bola!" Martins e o seu grande amigo Cardozo, que roda sobre dois defesas do 'Pool e é rasteirado, ganhando a falta. No livre, o paraguaio envia um míssil ao poste de Reina, a bola volta para trás, ressalta em alguém e sobra para Aimar, que em boa posição para finalizar é derrubado por Ínsua. O árbitro assinalou penalty mas ficou por mostrar o cartão amarelo ao argentino, que seria o segundo. Cardozo assumiu a responsabilidade. Não resisti. Sempre apoiei Cardozo na marcação de grandes penalidades, sempre defendi que deveria ser ele (o Éter que o diga), mas não aguentei, virei costas ao Estádio. Fiquei a ver a reacção dos adeptos e eis que para meu espanto não era o único de costas, contei perto de uma dezena de pessoas que não quiseram ver. A reacção dos adeptos foi linda.

Com o Benfica por cima, o Liverpool teve uma ocasião soberana para sentenciar o jogo, num lance onde David Luiz não aborda Kuyt e Luisão se esquece completamente de Torres nas suas costas. O avançado espanhol deslumbra-se com a oportunidade soberana e no um-para-um com Júlio César atira ao lado. Passou o maior momento de perigo dos ingleses no segundo tempo. O Benfica carregava e num lance individual de Di Maria, o camisola vinte ganha a linha de fundo a Glen Johnson e cruza a meia altura para a área, vendo a bola ser cortada pelo braço levantado de Jamie Carragher. O árbitro não viu, mas felizmente o árbitro de área ou de baliza ou lá o que é aquela jarra, viu e decidiu agir. Penalty bem assinalado, o segundo da noite. Novo momento de suspense na Luz, nova reacção igual das bancadas. Goooooooooooooooolo. Cardozo não vacilou.

Não vou falar neste post sobre as claques. "O Benfica não tem claques!", há-de aparecer alguém a dizer isto por aí. Se aquilo não são claques, o que são? Vão mas é gozar com outro. Amanhã ou depois escreverei sobre o assunto. A minha opinião sobre o tema é simples e já a expressei e desta vez não vou ser meiguinho.

Uma palavra para Jorge Jesus. O homem está sedento de vitórias. A substituição de Maxi por Nuno Gomes revela a mentalidade do nosso treinador. Quem o viu a correr lado a lado com Amorim, Maxi ou Ramires, na segunda parte, pedindo para a equipa atacar em força? JJ é o espectáculo fora das quatro linhas, incrível. No jogo em si, os melhores foram Javi Garcia e Aimar. Cardozo esteve desinspirado, mas daí a dizer que esteve mal vai uma boa distância. Gostei menos do Maxi, que sentiu enormes dificuldades, provando que a entrega e garra são úteis mas não disfarçam os todos os defeitos de um jogador. E ainda nota para o tratamento diferente do "tribunal" da Luz aquando das substituições de Benitez: por um lado, uma monumental assobiadela ao fiteiro Torres, por outro lado uma merecida ovação a Steven Gerrard. Gostei.

Vitória suada mas merecida e que poderia ter alcançado outros números caso os petardos não tivessem interrompido o ritmo de jogo e caso o árbitro tivesse assinalado um penalty claro sobre Cardozo por patada de Carragher, que deveria ter sido expulso. Agora resta-nos fazer história em Anfield, uma vez mais. Eu acredito. Vamos a eles.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Built by Shanks, broken by Yanks"

O Liverpool é uma equipa inglesa que praticamente dispensa apresentações. Dominaram o futebol inglês e europeu durante a década de 80, numa equipa com Graeme Souness, Kenny Dalglish, Ian Rush, Grobbelaar, Lawrenson, Neal, entre tantos outros que marcaram uma era nos reds. Os confrontos com o Benfica remontam ainda à decada de 70, passando pelos 80, onde derrotaram-nos por cinco vezes, perdendo por apenas uma, em 1985, com golo de Manniche.

Depois de anos de menor brilhantismo nacional e europeu, que curiosamente também coincidiram com os anos negros do Benfica, o Liverpool ressurge no novo milénio com algumas conquistas, nomeadamente as do grande ano de 2001 (Taça de Inglaterra, Taça da Liga e Taça UEFA) e depois a surpreendente vitória na Champions League em 2004/2005, ano em que o Benfica se sagrou campeão pondo fim a um jejum de 11 anos.

E logo no ano a seguir, eis que os dois históricos de Portugal e Inglaterra se voltam a encontrar, 21 anos volvidos. O Liverpool era favorito, era o campeão em título, tinha uma defesa de betão, mas na Luz o Benfica foi mais forte, e dias depois em Anfield foi muito mais forte (e teve uma pontinha de sorte, também) vencendo por 0-2.



Hoje, o cenário vivido na cidade dos Beatles é bem diferente: a 18 pontos da liderança, afastado portanto do título, e a 4 pontos dos lugares da Liga dos Campeões, que podem ser 8 caso os seus adversários vençam os jogos em atrasos, os adeptos do Liverpool, incansáveis no apoio à sua equipa, estão completamente fartos dos americanos Hicks e Gillett, que têm acumulado dívidas atrás de dívidas sem resultados visíveis. "Built by Shanks, broken by Yanks", dizem os adeptos, em homenagem ao seu grande treinador Bill Shankly, e mostrando o repúdio pelos americanos. Pior que isso, não são campeões desde 1989 (!), a paciência esgota-se e os resultados europeus vão sendo a bóia de salvação deste histórico clube. O jogo com o Benfica vale uma época.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Candonga

É claro que sou benfiquista (surpreendi muitos de vós com esta, hein!) mas há uma coisa que não suporto: a candonga ou mercado negro. Onde é que o benfiquismo e a candonga se cruzam? Já vão perceber.

Conto-vos primeiro uma história: em Abril de 2004, salvo erro, desloquei-me a Madrid por altura da Páscoa. Na altura o Real tinha uma equipa com os famosos galácticos Figo, Ronaldo, Owen, Zidane, Beckham, Cambiasso, Raúl, Roberto Carlos, enfim, uma constelação autêntica. No entanto, e após duas semanas complicadíssimas onde tinham perdido a luta pelo campeonato, a Taça do Rei e ainda a Champions, de Real só sobrava o nome, tal o estado lastimável da equipa (a propósito, quem seria o treinador?). Mesmo assim, Real Madrid é Real Madrid, e a simpatia que tenho pelo clube, simpatia apenas, não apoio nenhum clube além do Benfica, levou-me a tentar comprar bilhetes para assistir no Santiago Bernabéu ao jogo frente a Osasuna. Pois bem, desloquei-me ao estádio para comprar bilhetes mas estes estavam esgotados. Apercebendo-se da situação, eis que chega um espanhol para me tentar vender os bilhetes, por uns míseros... 200 euros! Para um Real que já não lutava pelo título!

E eis que chega o dia de hoje. Para os jogos das competições europeias costumo comprar os bilhetes pelo Multibanco, pois é o método mais fácil e seguro para quem tem Red Pass. Nunca tive nenhum probelma. Mas um jogo contra o Liverpool é especial, e o desejo de ficar com um bilhete que dissesse "Benfica x Liverpool, 1/4 final da Liga Europa" fez com que, na impossibilidade de me deslocar à Luz, mandasse lá um amigo meu, sócio, que também queria comprar o bilhete. Assim foi. Mal chegou, eis que estava um grupo de 7 ou 8 indivíduos que se dirige rapidamente à beira dele, e um deles pergunta-lhe se queria bilhete de não-sócio (não estão à venda, a não ser que se compre como acompanhante). Claro que disse que não. Percebendo do que se estava a passar, lá foi "obrigado" a comprar dois bilhetes de não-sócio para o "amigo" feito na altura.

E assim vai isto. O mercado negro existe, todos sabemos, e não deve ser escondido. A Polícia está careca de saber o que acontece especificamente no futebol, mas ver um polícia tomar uma atitude é quase tão difícil como ver o Jesualdo admitir que foi enxovalhado pelo Benfica na final da Taça da Liga. Um bocadinho de seriedade por parte da Polícia também não fazia mal nenhum.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nunca caminharás sozinho


"Não poderia ser pior o sorteio para a Liga Europa", diz uma boa fatia dos benfiquistas. No plano desportivo, talvez a razão lhes assista, mas eu, que confio nestes jogadores, neste treinador e neste projecto, não franzo o sobrolho a nenhuma equipa. Não se trata de excesso de confiança, sei perfeitamente quanto vale este Liverpool, mas sei também que este Benfica e o seu treinador se dão muito bem com equipas inglesas. E, para aqueles que como eu, que adoram os grandes jogos europeus, carregados de História e significado, em estádios cheios com um ambiente fenomenal, estes quartos-de-final frente ao Liverpool significam muito. Mas muito mesmo. Quero ouvir o "You'll never walk alone" cantado aqui e em Anfield, quero ver uma festa de vermelho e branco aqui e em Inglaterra, quero recordar o embate épico de 2006, aquele golaço de Simão, a meia-bicicleta de Miccoli. E quero ganhar, acredito que é possível. É 50/50, não há favoritos. Vamos a eles!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Videoteca #2 - Liverpool 0-2 Benfica

O Segundo vídeo da nossa Videoteca é como já deu para perceber o vídeo do jogo da 2ªMão dos 1/8 Final da Liga dos Campeões da Época 2006/2007, entre Liverpool e Benfica, no mítico Anfield.

O Benfica partiu para esse jogo com uma preciosa vantagem de 1-0, trazida da Luz, golo de Luisão, mas não era de todo o favorito.
O problema dos comandados de Rafa Benitez, é que o Glorioso apresentou-se muito organizado e com alguns jogadores inspiradissimos, casos de Simão (que fabuloso golo), Geovanni (que saudades Soneca!) , Moretto (que parada aos pés de Crouch) ou Miccoli (pontapé moinho para a história).

Depois de um pressing intenso do Liverpool nos primeiros minutos, o Benfica reagiu e tomou completamente conta do jogo, conseguindo uma vitória com tanto de histórica como sensacional...E Petit nem pôde jogar, tendo sido substituido por Beto, o homem que nos fez tremer a todos com um disparo à barra da baliza de Moretto, ainda na 1ªParte.

Aqui fica aqui vídeo do jogo que nos apurou para os 1/4 de Final da Champions 06-07:



Enjoy!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Força Liverpool!

Já era fã, mas quando há cerca de um ano fui convidado para responder a esta entrevista, no fabuloso Spying Kop, o melhor fórum do Liverpool, tornei-me um ainda mais fervoroso adepto deste clube e dos Scousers, os seus fidelíssimos e fantásticos adeptos. Transportam uma mística inexcedível por todo o mundo e uma mentalidade de fazer cair o queixo a muita gente. Que amanhã possam mudar o vosso slogan para We've won it six times. Pela minha parte, meus caros, you'll never walk alone!