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domingo, 24 de abril de 2011

O elogio mais que merecido

Chegou com a desconfiança de muitos, a minha inclusive. E fundamentei-a devidamente: como treinador principal, o currículo de Paulo Fernandes não era nada do outro mundo especialmente depois do aparecimento do Benfica na modalidade. E a saída de um histórico como André Lima, que acabara de ganhar tudo o que havia para ganhar (Campeonato, Taça, Supertaça e UEFA Futsal Cup) também não ajudou a ver com bons olhos a entrada de um treinador "chorão".

Tendo perdido Ricardinho, Paulo Fernandes fez um trabalho absolutamente fantástico. Não só colocou o Benfica na final da Taça de Portugal e nas meias da UFC, como também acabou a fase regular do campeonato nacional em primeiro lugar, invicto e com um novo record de pontos (72). A equipa joga um futsal bonito, tremendamente eficaz, seguro defensivamente e com o trabalho colectivo a sobressair. O mérito é todo de Paulo Fernandes, a ele, a minha vénia.

terça-feira, 8 de março de 2011

Eu sei o que faria...

(gentilmente "cedido" pelo BnrB)

Sem dinheiro para pagar aos atletas das modalidades, eu sei o que faria, se mandasse no Benfica. Fazia precisamente o que o Porto costuma fazer aos atletas das equipas mais pequenas: aliciava-os. Hóquei? Venha o Pedro Gil, o Reinaldo Ventura, o Edo Bosch e o Emanuel Garcia. Basquetebol? Venha o Julian Terrell, o Gregory Stempin e até o traidor João Santos. Andebol? Venha o Hugo Laurentino, o Inácio Carmo, o Filipe Mota e o Wilson Davyes. Venham todos. O que interessa é dar um golpe gigantesco nesta gente. E trazer mais alguma qualidade ao Benfica.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Benfica vence Supertaça de Andebol

O Benfica venceu hoje a Supertaça de Andebol, a quarta na sua História e primeira desde 1994, ao bater o Águas Santas na final por expressivos 28-20. Depois de na fase de grupos ter deixado o Sporting e o Porto pelo caminho, os encarnados derrotaram na final os maiatos com bastante categoria, nomeadamente graças à inspiração de Carneiro e Ferreirinho, apesar do mau arranque na partida com apenas um golo nos primeiros oito minutos. Num torneio também marcado pelo regresso em grande de Rui Silva e de uma enorme exibição de Zaikin frente ao Porto, o Benfica mereceu por inteiro esta vitória. A todos os jogadores os meus parabéns.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Benfica derrota Porto e vence a Taça da Liga

O Benfica derrotou o Porto por 76-75 num jogo impróprio para cardíacos e conquistou assim a Taça Hugo dos Santos, antiga Taça da Liga. Num jogo extremamente complicado fruto do carregado calendário que possuímos, das ausências definitivas de Cordel Henry e Francisco Jordão e também devido a um Porto cada vez mais forte, o Benfica esteve boa parte do tempo atrás do Porto no marcador e foi com apenas quatro segundos por jogar que se adiantou em definitivo não perdendo mais a liderança. Grande jogo de Miguel Minhava e também de Heshimu Evans, que lideraram a equipa rumo à vitória, desfalcada de Jenkins e praticamente sem Sérgio Ramos.

P.S. A derrota em Ílhavo e esta aflição com o Porto, do qual já levámos uma tareia esta época, deviam servir de aviso para a urgência em ir ao mercado nesta modalidade. Parece-me difícil conseguir terminar o fase regular na liderança, mas nos playoff não há margem para erro.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Uma década de... grandes figuras das modalidades

Que critérios podem servir para eleger um conjunto de figuras, neste caso, as 10 melhores da década no que às modalidades do Benfica diz respeito? Títulos? Tempo no clube? Jogar à Benfica? Qualidade técnica e táctica? Liderança? O exercício que se segue é subjectivo e não é fácil. Eis aqueles que são, na minha opinião, os dez melhores de uma década de modalidades colectivas de pavilhão no Benfica:

10 - Carlos Carneiro

Não houve jogador que se destacasse tanto no Andebol do Benfica como Carlos Carneiro. O camisola "18" é o jogador que todos procuram em campo, os colegas querem que ele resolva os jogos, os adversários querem impedi-lo de rematar à baliza. Na posição de central, desempenhou um papel importantíssimo no título conquistado em 2008 sobre o comando de Donner e vem assumindo importância crescente no andebol encarnado. Este vimarenense formado no ABC já adquiriu um lugar de ouro no quadro de honra dos melhores atletas das modalidades do Benfica.

9 - Sérgio Ramos

Regressou ao clube que o lançou para a ribalta do basquetebol em boa hora para liderar, dentro de campo, a equipa rumo aos títulos que já escapavam há algum tempo. O camisola "6" encarnado deixou o Benfica no final da década passada e regressa quase dez anos depois de uma carreira recheada de sucessos e presenças nos melhores campeonatos europeus (Itália e Espanha). Dentro de campo é vê-lo lançar de dois, fazer triplos, conseguir ressaltos e roubos de bola. Para quem aprecia basquetebol, é um jogador que vale mesmo a pena ver jogar. E quando não pode dar o seu contributo à equipa é impressionante a forma como sofre pelo Benfica. Liderou a equipa nos dois títulos nacionais conquistados esta década.

8 - Alípio Matos

Existe, entre os benfiquistas, uma enorme ingratidão para com Alípio Matos. O seu estilo chorão e de ataque constante às arbitragens acabou por criar anticorpos nos benfiquistas. A verdade é que Alípio ganha e faz milagres por onde passa. Foi ele um dos pais da modalidade mais bem sucedida nesta década, o Futsal. Impulsionou o projecto e deu-lhe forma levando o Benfica ao seu primeiro título nacional e à primeira final europeia. Manteve-se depois no clube com outras funções, de director do Futsal, e sagrou-se novamente campeão mas já com Adil Amarante ao leme. Para mim, vou recordá-lo como o "pai" do Futsal encarnado, ele que ajudou de diversas maneiras a que o Benfica tivesse nesta modalidade o sucesso que tem hoje.

7 - Aleksander Donner

Antes dele, o Benfica pouco ou nada ganhava. Depois dele, pouco ou nada consegue ganhar. Pena que só tenha passado dois anos da sua brilhante carreira no Benfica, mas esse tempo serviu para quebrar o jejum de 18 anos sem vencer o campeonato nacional da modalidade. Fruto de uma disciplina férrea, autoritária e de pulso firme e forte, Donner manteve-se fiel aos seus princípios e conduziu a equipa ao triunfo derrotando adversários mais experientes e mais fortes. O seu mau feitio intolerável acabou por ditar a sua dispensa. Ficámos com um treinador mais simpático, mas que não consegue valer metade do que Donner valia. Para ganhar é preciso sacrifício e abdicar de algumas coisas. Donner sabe-o. Os dirigentes que o demitiram, não.

6 - Arnaldo Pereira

O Expresso de Bragança é um dos jogadores que marcam a década encarnada da sua modalidade mais bem sucedida, o Futsal. Veio em 2002/2003 do campeão Freixieiro, na mesma época em que André Lima chega ao clube e montam desde logo uma dupla de sucesso que em ano de estreia de águia ao peito daria o primeiro campeonato da modalidade ao Benfica. Conhecido por aparecer nos momentos mais decisivos, marcou vários golos bastante importantes que nos valeram títulos, como em 2008 frente ao Belenenses ou no dia 25 de Abril de 2010, data da vitória na UEFA Futsal Cup.

5 - Panchito Velasquez

Um verdadeiro artista, o Maradona do Hóquei em Patins. Nascido na terra de Diego, Panchito Velasquez foi o menino-maravilha do hóquei benfiquista no início do século. Era capaz de tudo com o stick na mão. Golos impossíveis marcaram a sua passagem pelo Glorioso, como aquele em que, depois de fintar meia equipa do Porto, muda o stick de mão e deixa Edu Bosch pregado ao solo. Fez parte de uma época dourada no nosso hóquei onde pontificavam figuras imortais como Luís Ferreira, Vítor Fortunato, Paulo Almeida, José Carlos ou Filipe Gaidão. Pena que só tenha jogado por duas épocas completas no Benfica e não ter conseguido ganhar o campeonato nacional, mas os momentos de excelente hóquei eram a sua imagem de marca. Recordaremos para sempre os 7-4 e os 12-4 ao Porto, o regresso dos relatos na rádio, as transmissões na RTP1. Tudo por causa do hóquei de excelência praticado por este senhor jogador.

4 - Henrique Vieira

O actual treinador de Basquetebol é mais um imortal da História das Modalidades do Benfica. Enquanto jogador pertenceu àquele fantástico grupo liderado por Carlos Lisboa que venceu campeonatos atrás de campeonatos. Enquanto treinador devolveu o Benfica aos títulos e à Europa do Basquetebol. Foi campeão 14 anos depois do último título alcançado (sem uma única derrota na fase regular) e revalidou o título no ano seguinte de forma categórica. Como se não bastasse, devolveu o Benfica à alta roda europeia, colocando o nosso clube nos 16 melhores da EuroChallange, algo completamente impensável há uns anos. Depois de épocas sem fim preparadas em cima do joelho, Henrique Vieira trouxe sede de vencer e de devolver o Basquetebol encarnado aos seus bons velhos tempos.

3 - Pedro Costa

Não é um jogador que dê nas vistas pelas fintas, pelos golos, mas merece um enorme destaque por ser um "jogador à Benfica" semelhante àqueles que vimos e ouvimos falar no passado do futebol. De uma entrega ao jogo, ao clube e à profissão inexcedíveis, Pedro Costa tornou-se por mérito próprio capitão e líder de uma grande equipa de futsal. O baixinho camisola "4" é e foi, durante vários anos, o dínamo encarnado que jogava, jogava, jogava, jogava sem parar, sem se cansar. É um daqueles jogadores que pode passar despercebido aos olhos dos adeptos durante os jogos mas que é a alma da equipa. 5 campeonatos em 7 anos e uma UEFA Futsal Cup são motivos para o admirar.

2 - Ricardinho

O maior mágico da história do Futsal Português. É esta a melhor descrição que se pode fazer de Ricardinho. Se no futebol houve Maradona, no futsal há Ricardinho, o homem dos golos impossíveis, dos passes impossíveis, das jogadas impossíveis. Um miúdo franzino a quem foram fechadas muitas portas ao longo da vida fruto da baixa estatura, subiu na carreira fazendo-se mais do que um artista de futebol de rua, um senhor jogador. Nos sete anos que equipou de águia ao peito venceu quatro campeonatos e liderou dentro de campo a sua equipa rumo ao maior título europeu de clubes que se pode alcançar no Futsal. Hoje espalha magia no Japão, onde continua a mostrar que o sucesso e a qualidade se conseguem com trabalho e dedicação. Um profissional de mão cheia que soube colocar todo o seu talento ao dispor da equipa.

1 - André Lima

É indiscutivelmente o número 1. Chegou ao Futsal Benfica numa fase embrionária do projecto e foi ele quem ajudou, dentro de campo, mais que qualquer colega, a tornar o sonho realidade. Conduziu a equipa, dentro de campo, rumo ao primeiro campeonato nacional de Futsal da História do Benfica e nos seis anos em que envergou a camisola "5" e a braçadeira de capitão venceu por quatro vezes este troféu. Lembro-me de um mítico jogo em 2005, na final do primeiro campeonato ganho da nossa História, em que André Lima, já no prolongamento, e após momentos de grande tensão no pavilhão da Luz, desempata o jogo e grita "GOOOOLO!" a plenos pulmões juntos dos ouvidos do capitão sportinguista Zezinho. Jogo esse que o Benfica venceu por 7-5 com 5 golos de André Lima. A juntar a todos estes feitos, enquanto treinador encarnado, em apenas duas épocas, conquistou tudo o que havia para ganhar: campeonato, Taça de Portugal, Supertaça e UEFA Futsal Cup, a maior prova europeia de clubes que lhe havia fugido enquanto jogador no ano de 2004 ao perder na final. Um jogador à Benfica, ganhou tudo o que havia para ganhar. E isto faz dele o número 1.

P.S. O meu agradecimento especial ao Faneca que ajudou a elaborar este post.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Camisolas das Modalidades à venda

Depois de um "verão quente" em que tanto se pediu e protestou para que retirassem o patrocínio azul da "tmn" da camisola do Benfica, os benfiquistas têm agora a oportunidade de comprar as camisolas das diferentes modalidades de pavilhão do clube, que como se sabe, não estão manchadas com a dita publicidade da rede de telemóveis. Basquetebol, Futsal, Andebol, Voleibol e Hóquei em Patins têm as suas camisolas à venda na Loja Adidas do Estádio da Luz ao preço de 71€, excepto a de Basquetebol, que custa 61€. Vi-as hoje e posso dizer que são belíssimas, a de Basquetebol é tal e qual o mesmo vermelho escuro, a de Futsal não tem nenhum patrocínio na frente (apenas "Naturplan" nas costas), e a das outras três apresenta o quadrado preto da "meo". Se não compraram a camisola desta época por causa do quadrado azul e queriam fazê-lo, por que não comprar uma camisola de uma das modalidades?

sábado, 4 de dezembro de 2010

Paulo "Profissional" Fernandes

Chegou ao Benfica com os adeptos a olharem para si de lado. Nem mesmo aquela conferência de imprensa em que apareceu completamente imbuído de benfiquismo depois de uma década inteira do lado errado da 2ª Circular serviu para haver um perdão por parte dos adeptos e uma aceitação de Paulo Fernandes como treinador. Eu mesmo tinha as minhas desconfianças em relação a ele, não pelo facto de ter estado no Sporting mas por ser um chorão e por defender demasiado baixo, sendo o seu 5x4 ofensivo de fraca qualidade.

Mas este início de época, mesmo com a perda de Ricardinho, tem superado todas e quaisquer expectativas. Frente ao trabalhador Belenenses e ao reforçado Sporting, que foi buscar três bons jogadores aos "pastéis" a juntar à super-equipa que já tinha, o Benfica vai bem lançado no campeonato nacional da modalidade, contanto por vitórias todos os jogos realizados excepto a recepção ao Belenenses e tendo passado pela segunda vez consecutiva à final four da UEFA Futsal Cup, depois de ter derrotado o Ekonomac, o Time Lviv e o National Zagreb. Não esperava tão bom início deste Benfica, e Paulo Fernandes tem muitas responsabilidades nisso. Sabendo que as contas se fazem apenas no final, para já Paulo Fernandes está de parabéns.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Tudo por causa de uma caneta

Há coisas do outro mundo. Se na Luz, em dia de jogo de futebol, já não há revistas por parte dos agentes de segurança, no futsal há excesso de zelo que roça a estupidez. Sou a favor de que se façam revistas aos adeptos que se deslocam ao estádio ou ao pavilhão, é uma medida de segurança preventiva que deveria ser respeitada apesar de a larguíssima maioria dos adeptos não se deslocar para lá com o propósito de fazer mal ou magoar alguém. Agora imaginem o que se passou...

Ao sermos revistados, foi pedido que tirássemos tudo dos bolsos. Tudo bem, normal, numa Era em que as bolas de golf estão tão na moda, até percebo. Agora, apontar para uma pen drive e perguntar o que era aquilo com um ar desconfiado já roça a estupidez. Não contava é que quando o segurança viu que o meu pai levava uma... granada caneta, lhe fosse dizer que não poderia entrar porque a caneta era, e passo a citar, "um perigoso objecto de arremesso". Logo aí mostrei-lhe objectos perigosos que eu mesmo transportava, como as chaves de casa ou o telemóvel, mas a besta de segurança não se importou. Aquela caneta é que era perigosa, a malvada.

E assim foi, tive de levar a dita ao "bengaleiro", que nem o segurança idiota sabia bem onde era "é já ali, só virar ali". Léxico complicado como "direita", "esquerda" ou "ao fundo" não faziam parte do dicionário do idiota. Para quem não sabe, o bengaleiro é... a bilheteira. Fiquei hoje a saber. E foram tão prestáveis que colaram um post-it na dita caneta.

Quem esteve lá no pavilhão ficou a saber que objectos perigosos como caneta ou mesmo copos de plástico com cerveja não podem entrar, apesar de as ditas cervejas serem vendidas dentro do pavilhão, como os sempre perigosos Magnum's, esse gelado em forma de míssil. É assim, é a segurança que temos. Canetas, não! Tochas verdes arremessadas contra crianças no sector 7, sim! E lá virão os idiotas do costume dizer "ah, mas não matámos ninguém". Pois não, porque ainda não calhou, porque intenção não vos faltava, bando de filhos da puta. Depois querem que as famílias vão ver desporto. Ainda hoje vi o pai sair a fugir com os seus dois filhos pequenos. Não foi, redjan?

domingo, 28 de novembro de 2010

Na Final Four uma vez mais!

Excelente desempenho da secção de Futsal do Benfica que garantiu pela segunda vez consecutiva, algo inédito na história dos encarnados, a presença na Final Four da UEFA Futsal Cup, a maior prova europeia a nível de clubes. Assim sendo, estaremos presentes na defesa do título europeu conquistado no dia 25 de Abril de 2010 no Pavilhão Atlântico. Num grupo difícil, em que defrontou o Time Lviv (Ucrânia), o Nacional Zagreb (Croácia) e o Ekonomac (Sérvia), com este último a jogar em casa, o Benfica derrotou todos os seus adversários (única equipa que fez o pleno) e terá a oposição do Kairat Almaty, Montesilvano e... Sporting. E que bom seria vencer novamente este troféu em Lisboa frente ao eterno rival!

domingo, 7 de novembro de 2010

Hóquei KO

Depois da Supertaça não haveria um benfiquista naquele pavilhão que não pensasse só e exclusivamente na vitória. Tantos anos seguidos de derrotas e falhanços, este ano tinha, e ainda tem, tudo para ser diferente. Cacau, "Tuco", Luís Viana, são jogadores de classe inegável e que podem dar alegrias aos adeptos como outra geração nos deu.

Mas hoje o Benfica perdeu por vários factores: uma arbitragem, com dois artistas com cabelo à Proença (meu Deus, isto deve ser um sinal), imperceptível em vários aspectos. Não percebi a razão da expulsão de Diogo Rafael, terá entrado antes do tempo por ordem errada da mesa? Ou foi apenas e só incompetência nossa e quando digo "nossa" digo "Sénica"? E outro factor não menos importante, o Porto foi eficaz. Plain and simple. Entre livres directos e penalties, aproveitaram 6 em 7 para fazer golo. Nós? fizemos 1 em outros 7. Querem ganhar jogos assim? Impossível. Estiveram mal os jogadores que falharam os ditos lances, muitos dos quais com intervenções fáceis de Edo Bosch, e falhou o nosso guarda-redes Ricardo Silva, que levou 6 golos quase todos pelo mesmo sítio.

Penso que o Benfica vai mesmo protestar o jogo por erro técnico. Faz bem. Se há motivos para o fazer, avante, se não há, força à mesma, apesar de sabermos que esta modalidade está minada há anos. Apesar de no futebol ser outra história, o Benfica pode e consegue dar um abanão no hóquei. Vamos ver quando e se vai para a frente.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nova Supertaça

Não que seja uma surpresa, os últimos anos do Basquetebol benfiquista têm sido de facto maravilhosos, são troféus atrás de troféus, é o regresso à Europa do Basquetebol, são jogos memoráveis, pavilhões cheios, ambiente à Benfica, é aquilo que queremos que o nosso clube seja: vitórias. E hoje não foi excepção, mais uma vez.

O FC Porto reforçou-se bastante bem, contratou jogadores de qualidade, nomeadamente um que não terá vida fácil no regresso à Luz, mas ainda assim não é suficientemente forte para derrotar o bicampeão nacional. Continuamos mais fortes e demonstrámos isso hoje em Albufeira, com uma vitória de 66-63 sobre o principal rival na luta pelo título nacional. Que seja a primeira de muitas vitórias desta época. Parabéns aos campeões.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Que Futsal para 2010/2011?

Era difícil exigir mais ao Futsal Benfica em 2009/2010: campeões europeus de clubes, em Lisboa, frente à Luparense, Araz e ao grande Interviú Movistar. Só isto encheu-me as medidas, era o título que todos ambicionávamos mas em que poucos acreditavam realisticamente. Depois disto poderia acontecer aquilo que quisessem, que eu já estava muito satisfeito com a época. Não é desleixo nem falta de ambição, mas esta conquista foi algo de surreal, foi simplesmente o título mais importante da História das Modalidades do Benfica. Era o mesmo que ganhar a Liga dos Campeões em Wembley, no futebol este ano e acabar em segundo o campeonato, dizendo que a época ficou aquém das expectativas. Não ficou, tanto que as superou largamente. Fomos grandes? Não fomos enormes! O Futsal Benfica deu-me uma das maiores alegrias desportivas da minha vida, eu que estive lá tanto na sexta como no domingo, a assistir aos jogos. Perante quase 10.000 espectadores, o Benfica sagrou-se campeão europeu no Pavilhão Atlântico frente a uma verdadeira constelação de jogadores, sendo que, para terem noção dos orçamentos, apenas um jogador desta equipa espanhola, Betão do Interviú, custou mais do que o orçamento inteiro do Benfica para toda a época.

O Benfica iniciou a época como principal candidato em três frentes: Supertaça, Campeonato e Taça de Portugal. No primeiro troféu, vitória por 1-0 frente ao Belenenses graças à magia de Ricardinho, ele que, como sabemos, acabou por sair no final desta época para rumar ao Nagoya, do Japão. Na Taça de Portugal o Benfica chegou à final, sendo que no seu percurso deixou pelo caminho o Sporting, num jogo marcado pela agressão dos adeptos do clube diferente ao nosso guarda-redes, Bebé, e pela cuspidela desse verme chamado Cardinal ao nosso treinador André Lima. Na final derrota com o Belenenses após prolongamento, com o golo decisivo a ser sofrido a seis segundos do final, num lance em que houve claramente displicência de alguns jogadores, pela forma como o golo é sofrido. No campeonato, e após uma fase regular complicada que culminou no terceiro lugar, também fruto de várias competições mais importantes que se interpuseram pelo caminho (casos da UEFA Futsal Cup ou do Europeu de Selecções, em que Portugal ficou em segundo lugar apesar de uma participação bastante fraca, nomeadamente na primeira fase), seguiram-se os playoff. Aí, o Benfica derrotou o Fundão nos quartos-de-final por 2-1, com uma derrota embaraçosa na Luz, num jogo marcado por muita desinspiração, seguindo-se o Belenenses. Aí, muitos sentenciaram o fim do Benfica, que teria a difíl tarefa de ganhar no Acácio Rosa para passar à final. Curiosamente, a resposta da equipa foi categórica, com vitórias limpinhas na Luz e a seguir no Restelo, num grande jogo de futsal.

Por fim as finais, a 5 jogos, com o Sporting: o primeiro jogo em Loures sorriu, e "sorriu" é realmente a melhor palavra para descrever, ao Sporting, por 4-3, numa partida em que os leões marcaram três dos seus quatro golos às três tabelas, e o Benfica enviou quatro bolas aos ferros. No dia seguinte, novamente em Loures, o Benfica conseguiu confirmar a ideia deixada no primeiro jogo e venceu por igual resultado ao da derrota averbada no dia anterior, novamente 4-3, num jogo em que nos últimos 25 segundos houve três golos, um dos quais (o do Benfica) alcançado num lance de génio. A final estava empatada e o Benfica levava a decisão final para a Luz, onde poderia sagrar-se tetracampeão. No terceiro jogo da final, primeiro em casa, o Benfica esteve sempre na frente do marcador mas alguns erros infelizes e decisões de arbitragem pouco felizes também (ou algo premeditadas), marcaram o jogo, e o Sporitng teve novamente a felicidade de vencer a partida, desta feita nos penalties, ficando o Benfica a defender um match-point na Luz, no dia seguinte. E o facto é que não conseguiu salva-lo. Num jogo que ficou novamente marcado por lances muito polémicos, a roçar a fraude e a vergonha, o Benfica saiu derrotado pela equipa de arbitragem que branqueou pelo menos dois penalties, um dos quais a seis segundos do fim, e ainda conseguiu expulsar Ricardinho, por, imaginem, palavras a um adversário, quando durante o jogo todo outros jogadores do Sporting, nomeadamente aquele porco que todos sabemos quem é, ter ameaçado de morte um jogador do Benfica. O resultado foi o que sabemos, e logo ali, na festa do Sporting na Luz, ficámos a perceber pelas palavras do treinador leonino, Paulo Fernandes, que iria haver mudanças no Benfica para 2010/2011.

2010/2011 está a ser marcado por mudanças e renovação do plantel. Sem os mesmo argumentos financeiros que o Sporting, onde se pagam ordenados acima dos 25 mil euros, graças à CGD, o Benfica perdeu a sua estrela maior, Ricardinho, que um dia voltará, e ainda Zé Maria, o mítico "7" encarnado, um benfiquista desde pequenino como nós e ainda não se sabe se o guardião Zé Carlos fica. Em termos de entradas, estão confirmadas três, e provavelmente ainda poderão vir mais um ou dois jogadores. Mas dizia eu, confirmados estão já Vítor Hugo, guarda-redes português ex-Fundação, ele que é dos melhores na sua posição actualmente mas que parece não conseguir tirar, neste momento, a titularidade a Bebé, Diece, jovem ala brasileiro que vai espalhar muita magia pelos pavilhões de Portugal, ele que é um fantasista à semelhança do que é Ricardinho, e ainda o ex-belenense Diego Sol, jogador já muito contestado por uma boa parte dos benfiquistas, mas que para mim tem uma qualidade indiscutível e um grande respeito por esta casa, ele que sabe bem a dimensão do clube que vem representar. Como aconteceu com Gonçalo há uns anos, Diego vai encarnar a camisola e a mística benfiquista, estou bastante seguro disso, visto ser um bom profissional.

Por isso, as expectativas para 2010/2011 serão as mesmas que as de 2009/2010: vencer as duas competições nacionais em que estamos inseridos e chegar o mais longe possível na UEFA Futsal Cup, onde defenderemos o título de campeões como cabeças de série. Ambição exige-se, e vitórias também. Sob o comando de Paulo Fernandes, a missão tem de ser a de vencer. Afinal de contas, esse é o nosso destino.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Que Andebol para 2010/2011?

O Andebol que tanto prometia em 2009/2010, desiludiu. Uma desilusão total e em todos os campos, numa modalidade onde o nosso plantel parecia claramente capaz de lutar pelo título, mas acabou por ficar psicologicamente desfeito e a lutar por uma posição entre o 2º e o 6º lugar. Depois do título de Donner, que quebrou um jejum de 18 anos, instalou-se um vazio de títulos que é necessário inverter. E devo dizer que face ao que tenho acompanhado em relação à preparação para 2010/2011, não estou muito optimista.

A começar pelo treinador. Saiu-nos o tiro pela culatra. Tanto tempo a lutar para que Olímpio Bento libertasse José António Silva (JAS), e eis que quando o temos, nos apercebemos que afinal não era assim tão bom. Não devemos, no entanto, arrependermo-nos da decisão que tomámos. Se queremos um treinador, temos de conseguir que trabalhe para nós, mesmo que haja forças que puxem em sentido contrário. Porque se desistíssemos, em vez de "Benfica", seríamos... "Sporting". A verdade é esta. E vestir de verde e branco assusta-me.

Em 2009/2010, pela primeira vez em três épocas, o Benfica não ganhou nenhum troféu. JAS não foi capaz de motivar os jogadores e a equipa, a cada jogo que passava, parecia arrastar-se penosamente até final da época. Foi mesmo penoso. Ver jogadores como Zaikin, Luís Gomes ou Luís Nunes, tão importantes em 2007/2008, com uma influência e preponderância tão reduzidas esta época, foi triste. E o sub-rendimento de outros como Cláudio Pedroso, João Ferreirinho (devido a lesão) ou João Lopes. Carlos Carneiro acabou por ser "rei" (no bom sentido) no meio da desinspiração, foi líder quando podia e quando não podia, o que lhe valeu algumas sanções disciplinares.

No campeonato, após terminar a primeira volta em segundo lugar, a alguma distância do FC Porto e bastante próximo do ABC e Belenenses, salvo erro com a mesma pontuação até, o Benfica deu início à segunda fase numa forma horrível, o que lhe valeu inclusivamente o sexto e último lugar desta fase durante algumas jornadas. Felizmente, com uma vitória na Madeira e depois outra contra o ABC, o terceiro lugar foi alcançado, o mínimo que se poderia exigir a uma equipa destas. Nas Taças, o percurso não foi brilhante e na Europa, podemos sonhar com a histórica vitória frente ao Lemgo na Alemanha, algo que nenhuma equipa portuguesa conseguira no passado, mas essa vitória, em circunstâncias especiais, foi anulada na Luz, por uma derrota esmagadora que não deixa boas recordações.

Assim sendo, que Andebol para 2010/2011? Em termos de saídas, registei as de Luís Nunes e de Luís Gomes, este último que passa a ser director desportivo, deixando a braçadeira de capitão entregue a Carlos Carneiro. Quanto a entradas, as de três atletas: o pivot José Costa, ex-Pilotes Posada de Espanha, o ponta-esquerda Pedro Graça, ex-Águas Santas e o lateral-direito goleador Milan Vucicevic, ex-Sporting da Horta. Não sendo jogadores com nome sonante, os dirigentes encarnados mantêm o discurso de ambição em relação a vitórias. Qualidade já lá havia, o problema parece o mesmo da época passada: o treinador. Veremos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Que Voleibol para 2010/2011?

Quando no final da época passada, frente ao Leixões, no jogo decisivo para o 3º lugar, o presidente assistiu ao empenho e dedicação dos jogadores e equipa técnica, ficou a promessa de que o Voleibol para 2009/2010 seria muito mais forte, capaz de lutar pelo título. E assim foi. No entanto, ainda que reforçado por um conjunto de jogadores de qualidade, e tendo também um treinador competente, o Benfica acabou por baquear inexplicavelmente no final das duas competições internas em que esteve envolvido.

Na Taça, o percurso foi relativamente tranquilo até à final, onde um forte Castêlo da Maia liderado por Hugo Gaspar (adivinhem onde vai estar em 2010/2011...) conseguiu ser mais forte vencendo com mérito o Benfica.

No campeonato nacional, divisão A1, após várias vitórias, incluindo duas, salvo erro, com o Vitória de Guimarães, uma das melhores equipas nacionais da modalidade, o Benfica sofreu duas ou três derrotas, se não me engano (com o Espinho em casa e fora, e com o Fonte Bastardo ou Castêlo, não me lembro agora ao certo). O percurso foi quase brilhante. E chegados aos playoff, duas vitórias por 3-0 contra o Esmoriz nos quartos-de-final, seguidas de duas vitórias surpreendentemente fáceis por 3-0 e 3-1 frente ao Vitória nas meias. Na final, frente ao favorito Sporting de Espinho, o Benfica conseguiu uma sólida vantagem de 0-2, ficando a uma vitória da conquista do campeonato, cinco anos depois do último. Mas o Espinho decidiu mudar os seus jogos em casa para a velhinha Nave de Espinho, onde num ambiente infernal e num piso sem as mínimas condições para a prática da modalidade (se é para isto, mais vale que o Estado deixe de investir em infraestruturas desportivas) conseguiu virar a eliminatória a seu favor, acabando por vencer por 3-2.

De qualquer das formas, ficou a ideia de que o Benfica, mesmo sem o plantel ou o "6" mais forte do campeonato, conseguiu fazer uma boa campanha. E com uns reforços este ano, até poderíamos ser os principais candidatos ao título. E que reforços garantimos! Flávio Cruz, ex-Sporting de Espinho e Hugo Gaspar, ex-Castêlo da Maia! Neste momento, não tenho grandes dúvidas em afirmar que, mantendo a base do ano passado e acrescentando estes dois reforços de peso, o Benfica terá capacidades por ganhar o campeonato e pela Taça. Parece ser uma modalidade na qual os dirigentes encarnados apostam forte.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Que Hóquei em Patins para 2010/2011?

Esta é certamente uma pergunta que muitos benfiquistas farão: que Hóquei em Patins para 2010/2011? O que esperar de um grupo pouco mais que "normal", de um treinador... nem sei que adjectivo usar, sinceramente, e de uma estrutura liderada por Ramalhete, que já mostrou que não tem unhas para tocar esta guitarra?

2009/2010 ficou marcado por vários episódios tristes: desde a derrota na secretaria e que projectou o Benfica para um desastroso quinto lugar no final do campeonato (com o mesmo número de golos do último classificado!), passando pelos comentários vergonhosos provavelmente proferidos entre alguns jogadores e membros da equipa técnica num fórum do clube, tendo ainda o desentendimento entre Sénica (treinador) e Ramalhete (director da modalidade). Para os que se queixavam que o final da era Dantas tinha sido um desastre, devo dizer que foi um excelente desastre dentro do cataclismo que poderia ter ocorrido se Carlos Dantas tivesse saído mais cedo. É este o mal de às vezes não percebermos que o mal não é assim tão... mau. Pelo menos alguns agora perceberam isso.

No entanto, ao fim de oito anos, tal como aconteceu no futebol, eis o regresso aos títulos, com uma Taça de Portugal. Talvez uma surpresa, mesmo com uma equipa emocionalmente feita em cacos e sem o Porto em prova, a vitória foi possível. E ainda houve o sabor agridoce da Taça CERS, prova conquistada pela última vez em 1991, que ficou marcada pela grande vitória sobre o 5º classificado espanhol, o Vilanova, já depois de termos derrotado o Bassano de Itália, e pela organização portuguesa da final four desta mesma prova em Torres Novas (algo incrível, uma vez que a Federação de Patinagem de Portugal resolveu roubar a organização do evento ao Benfica, na Luz). Nesta final a quatro, o Benfica teve sorte no sorteio, ao receber o Pati Blanes, mas baqueou de forma incrível frente aos espanhóis, ficando impedido de jogar a final com o Liceo da Coruña, que venceu o Igualada na outra meia-final. E os galegos acabaram por arrebatar o troféu.



Relativamente à nova época não sei quais são as grandes novidades. Sénica fica, Ramalhete não, segundo o que percebi. Chega Luís Viana vindo do Juventude Viana, jogador de qualidade inquestionável e internacional português, garantia de muitos golos marcados, algo que precisamos. Mais que isto não sei, nem consigo entender como é que João Coutinho consegue manter Sénica e despedir Donner ou André Lima. Algo se passa e eu gostava de saber o que é.

Quanto ao destino e futuro desta modalidade, tudo depende do Benfica. Acredito veementemente que se o Benfica desistir, o hóquei em patins como o conhecemos, o dos relatos nos anos 70, e também nos 90 e início desta década, o dos jogos transmitidos em horário nobre na RTP1 ou nas tardes do Desporto 2, vai acabar. Aliás, o próprio Porto já disse que se o Benfica sair, também sai. E assim será o fim. O Hóquei em patins, como o conhecemos, é um desporto jogador num país (Portugal), numa região (Catalunha) e numa cidade (San José, na Argentina), pouco mais que isto. Que futuro?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Que Basquetebol para 2010/2011?


Das cinco grandes modalidades de pavilhão, o Basquetebol foi a única que conseguiu vencer o campeonato nacional. Pelo segundo ano consecutivo só deu Benfica. Depois de mais uma fase regular tranquilíssima com vitórias em praticamente todos os jogos, os playoff chegaram rapidamente e foram, novamente, um passeio até à final, onde as coisas mudaram um pouquinho...

Quando o seleccionador nacional é, simultaneamente, treinador do rival e que domina o basquete extra-campo, bom, as coisas tornam-se mais difíceis, não é? O aliciamento constante a jogadores portugueses das equipas rivais (João Santos é bom exemplo disso, infelizmente) é de uma imoralidade e baixeza totais, o típico nível de atitudes de um clube que todos conhecemos, que não olha a meios para atingir os fins.



Na final, o mítico Benfica x Porto, com emoção semelhante à que apaixonou milhares de portugueses nas décadas de 80 e 90, na altura com Lisboa a liderar os de... Lisboa, mas sem a mesma qualidade de antigamente, tempos idos em que o Benfica se gladiava quase de igual para igual com o Real, Partizan, Panathinaikos ou Buckler Bologna. Mas nesta final tivemos emoção à antiga! Os dois primeiros jogos foram pintados de encarnado na Luz, e seguiram-se outros dois no Porto, sendo que com duas vitórias o Benfica sagrar-se-ia campeão. No terceiro jogo da final, o Benfica realizou uma exibição simplesmente inolvidável, daquelas que ficam para a História da década, uma vitória incrível por 97-101 após dois prolongamentos, sendo que esteve a perder a 2:30 min do fim do primeiro por oito pontos! A uma vitória da conquista do bicampeonato, o Benfica facilitou no Dragão adiando a decisão para a Luz, onde só precisava de ganhar um de dois jogos (tendo ainda um no Porto, pelo meio).



E foi ao primeiro. Com um início de jogo simplesmente esmagador, o Benfica adiantou-se e geriu a boa vantagem conseguida até final. Era o culminar de uma época quase perfeita para os comandados de Henrique Vieira, também ele ex-jogador, que fez parte da mítica equipa liderada pelo actual seleccionador da Jordânia, o nosso conhecido Mário Palma.

O que esperar do nosso basquetebol para 2010/2011? Até agora confirmou-se a saída de João Santos para o FC Porto (pesetero, vais ter a recepção que mereces) e as entradas de dois craques: Rodrigo Mascarenhas, extremo/poste cabo-verdiano que teve passagens pela PT, FCP e Ginásio, e ainda Cordell Henry, base bicampeão pela Ovarense, de qualidade inquestionável, e que será quase seguramente titular esta época. De salientar ainda o regresso às provas europeias, desta feita na Euro Challange, que mesmo não sendo a prova rainha a nível europeu, constituirá desafio interessante ao Benfica, uma vez que o nível do basquetebol em Portugal ainda está muito longe do do que se pratica na Grécia, Espanha ou Alemanha. O tricampeonato é o grande objectivo apesar de os adversários estarem cada vez mais fortes (nomeadamente o Porto e o Vitória de Guimarães, sem esquecer a Ovarense, crónica candidata), mas mesmo assin penso que o Benfica parte com favoritismo claro para a reconquista. Vamos ao terceiro!

P.S. Está corrigido, caros leitores, confundi com o actual esquema das finais da NBA (dois jogos em casa, três fora e mais dois em casa).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paulo Fernandes no Benfica

Ainda hoje de manhã recebi um sms em que me diziam que Paulo Fernandes estava a comprar um Kit Sócio na loja do Benfica. Sem surpresas nenhumas, o ex-técnico leonino foi apresentado à tarde como treinador principal da nossa secção de futsal. O seu discurso ficou marcado pela ambição denotada nomeadamente no que à revalidação da UEFA Futsal Cup diz respeito, mas também na reconquista do título nacional, tendo ainda enviado algumas farpas ao seu ex-clube e traçado a meta de dar qualidade à formação do futsal no Benfica, que actualmente está em cacos.

Quanto a reforços, após a saída de Ricardinho, fez notar que há jogadores referenciados para suceder ao Mágico. Não sei quem são esses tais "referenciados", mas quem está dentro do assunto tem dito que o Benfica se vai reforçar bastante bem. Resta aguardar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Queria dizer "parabéns", mas não consigo

O hóquei em patins venceu a sua primeira competição em oito (penosos) anos. Infelizmente, não consigo dar os parabéns aos jogadores, ao treinador ou aos directores da secção. E eles sabem porquê. O inqualificável quinto lugar no campeonato, as memórias que tenho de Panchito e companhia, fazem-me olhar com tristeza para a actual equipa do Benfica. E quando dentro da equipa há fricções e desentendimentos gravíssimos entre Ramalhete, Sénica e jogadores, desentendimentos esses que são levados a público de forma subtil mas visível, é impossível congratular a secção. Das duas uma: ou extinguem a modalidade, ou fazem como no basquetebol e investem forte. Prefiro, de longe, a segunda. Porque me recordo disto.

domingo, 20 de junho de 2010

Vermes

O que se passou nesta eliminatória foi surrealmente escandaloso. Um escândalo. E aquele que disser o contrário, ou "oh, lá se está ele a queixar", ou não viu o jogo ou é parvinho.

O Benfica é melhor e demonstrou-o em três destes quatro jogos (em todos menos no primeiro). E foi derrotado por gado bovino: no primeiro jogo pela vaca, com um golo em que a bola bate nas costas no nosso guarda-redes depois de ir ao poste e noutro em que a bola sofre um desvio enorme indo para o outro lado da baliza, já com Bebé quase fora do lance; no terceiro e quarto jogos, os bois, em número de 4, que sonegaram penalties, inventaram expulsões e usaram um critério... sem critério.

Estava escrito que o Benfica não podia ser campeão. Que piada teria? Tetra? Estava montado o circo, depois de tanto investimento feito, dos salários astronómicos pagos. E não estou a falar dos salários dos jogadores do Benfica. Porque contratar os melhores jogadores do Belenenses, Freixieiro e Instituto não sai barato. Se o Benfica ganhasse, algo que até merecia, o que fazer, como se reforçarem? Não dava, Ainda por cima campeão europeu. Era o maior dos maiores, não dava. Assim serve de consolo dizer que derrotaram o campeão europeu. Mas é melhor não dizer da maneira que foi.

Resta agora esperar por 2010/2011, com a certeza de que haverá remodelações. Não a cargo técnico, André Lima está seguro, felizmente, e quem disser, ou melhor, continuar a dizer mal dele, só continua a provar a si mesmo que não percebe nada disto. Peço desculpa pela frontalidade e pela dureza das palavras, mas ainda não consegui perceber o que criticam em André Lima. O meu maior receio, inicialmente era o de que não conseguisse ganhar o respeito enquanto treinador, apesar de já o ter enquanto capitão. Mas conseguiu-o, é ouvido, e mais que um grande amigo e um grande colega, é visto como "o chefe". Conseguiu vencer aquele que era o grande objectivo da época, a UEFA Futsal Cup, levou a equipa à final do campeonato, à final da Taça e ainda "limpou" a Supertaça. Foi uma época má? Não! Foi razoável? Não! Foi boazinha? Também não acho. Excelente? Excelente foi ter ganho a prova europeia, mas não poderemos considerar excelente ter ficado pelas "finais" e não ter ganho os títulos. Foi uma época muito boa. Porque se me dissessem que o Benfica ia vencer a UEFA, sinceramente não acreditava. Não por não acreditar nas capacidades dos nossos jogadores, mas por haver um Araz, um Luparense e, mais importante, um Interviú. Foi, por tudo isso, muito bom.

E se me perguntassem pelo campeonato? Acreditava na vitória, pois claro, mas não considerava o Benfica como favorito, por incrível que pareça. Aliás, apostei precisamente no segundo lugar na prova, ainda em Agosto (na Liga Eterno Benfica, está lá tudo). E porquê? Essencialmente por 5 motivos: primeiro, a arbitragem, que condicionaria certamente este campeonato, na medida em que um tetra tiraria muito interesse à modalidade; segundo, o Sporting, que está visivelmente mais forte, reforçou-se à bruta, comprou tudo o que mexia e mesmo mantendo o energúmeno do treinador conseguiu a vitória; terceiro, a idade do nosso cinco base, já um bocadinho velhote, estando a suceder o mesmo que aconteceu ao Basquetebol depois daquela incrível série de títulos que atravessou as décadas de 80 e 90, a idade não perdoa; quarto, a motivação, que apesar de ser a altíssima, já não deverá ser a mesma, apesar do enorme profissionalismo demonstrado pelos nossos jogadores; quinto, a época extremamente longa, muito mais longa que a de qualquer outro rival, pois os nossos jogadores tiveram a Supertaça, Taça até ao fim, final four da UEFA Futsal Cup e respectivo apuramento, campeonato, playoffs e ainda o Europeu de Futsal! É muito, mesmo muito. Entre todas as competições, foram cerca de... 56!

Tirem as vossas conclusões. Mas o que me assusta mais é ver que os adeptos do Benfica querem correr com André Lima, esquecendo-se que ouve coisas gravíssimas que se passaram este ano, desde agressões a jogadores nossos, cuspidelas ao treinador, tudo isto vindo de dentro do campo. E não aconteceu nada. Enquanto que Ricardinho, grande senhor do futsal jogado, foi expulso por insultar um jogador do Sporting, Cardinal ficou em campo depois de ter cuspido no nosso treinador e de ter insultado e ameaçado de morte Arnaldo e a sua família. É só isto.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Benfica Bicampeão em Basquetebol

Até parece fácil. Quando se junta um conjunto de talentosos jogadores comandados por um experiente e competentíssimo treinador, ele mesmo um símbolo da modalidade e do Benfica, tendo um pavilhão inteiro completamente eufórico a empurrar a equipa rumo à vitória, o resultado só podia ser este: Benfica novamente campeão em basquetebol. A vitória por 4-1 na final frente ao Porto traduz bem a qualidade da nossa equipa que não se ressentiu com a perda de um elemento importante e lesões de outros. É assim que se constroem os campeões. Por isso, os meus parabéns a toda a secção de basquetebol do Sport Lisboa e Benfica.

Os campeões:

4 António Tavares Base 20Jogos 106Pontos
5 Miguel Barroca Base 15Jogos 60Pontos
8 Diogo Carreira Base 23Jogos 177Pontos
10 Miguel Minhava Base 23Jogos 125Pontos
11 Ben Reed Base/Extremo 26Jogos 235Pontos
6 Sérgio Ramos Extremo 20Jogos 366Pontos
9 Cristovão Cordeiro Extremo 13Jogos 23Pontos
14 Heshimu Evans Extremo 15Jogos 219Pontos
25 João Santos Extremo 21Jogos 258Pontos
15 Eky Viana Extremo/Poste 22Jogos 37Pontos
12 Elvis Évora Poste 25Jogos 201Pontos
13 Will Frisby Poste 25Jogos 335Pontos

Treinador: Henrique Vieira