Foi um Benfica totalmente transfigurado, a começar em campo com os jogadores, onze caras novas face aos titulares no jogo com o PSV, mas também no banco, com Raúl José a substituir o castigado Jorge Jesus, aquele que se apresentou na Figueira da Foz com o objectivo de cumprir calendário. Não adianta muito escalpelizar uma derrota numa prova que já não interessa há umas boas semanas (desde Braga), o Benfica tem apenas de rodar o plantel e dar minutos no campeonato aos menos utilizados, de modo a descansar os habituais titulares para as três provas que interessam ganhar. Isto é pragmatismo.O jogo foi um longo bocejo que permitiu continuar a avaliação de alguns jogadores com menos minutos. E o curioso é que no meio de tanta mediocridade, é fácil destacar o melhor e o pior. Num pólo Carole, no outro Menezes. O jovem francês mostra um futebol aguerrido, com ideias, bom pés e uma capacidade de execução bem acima da média. Tacticamente é difícil dizer o que fez dada toda a descoordenação entre os onze amigos que se juntaram na Figueira, mas pareceu sempre, em todos os aspectos do jogo, um dos melhores. Dois anos depois, Menezes ainda é jogador do Benfica. Porquê? Não sei. Não vejo uma única característica no seu futebol que me agrade. Não é rápido, não tem bons pés, não executa, não pensa, é apenas um corpo inerte que ocupa espaço.
As críticas a fazer em relação ao que se passou, e que acabou por ser o espelho de uma época mal preparada, são muitas, mas vou deixar apenas dois pontos. Jesus é culpado. Apesar de tudo, a equipa de ontem entrou em campo com Sidnei, Airton, Peixoto, Martins e Jara, todos eles com qualidade para fazer parte do plantel do Benfica. Foi pena que, durante a época, não tenha havido gestão de esforço e rotação destes elementos com outros do plantel. Exemplos práticos? Jara poderia ter jogado mais minutos quando Saviola esteve em péssima forma no final de 2010, Martins poderia ter alternado mais com Aimar ou Salvio, Airton (nunca foi presença assídua, nem no banco) podia ter rendido Javi mais vezes, por aí fora. Vieira também não está isento de culpas. De forma alguma. Não caiu na tentação de destruir um plantel campeão de alto a baixo (o que seria fácil, dadas as propostas que houve nomeadamente por Cardozo, entre outros), mas não soube substituir convenientemente algumas saídas e manteve algumas posições com lacunas crónicas. Isto a nível de jogadores, falta o resto. Mas isso ainda dará outro post.























