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domingo, 4 de março de 2012

Crónica de uma morte anunciada

... ou, como diria o nosso Querido Líder, crónica do que estava escrito nas estrelas.

A primeira nota vai para o JNF. Ele é o Vieira dos blogues. Vieira vai à televisão puxar dos seus louros, e perdemos o campeonato nas três semanas seguintes. O JNF vai ao mercado, contrata-me, e o Benfica perde o campeonato nas duas semanas seguintes. Não sei se é coincidência, mas vejo aqui um padrão.

Infelizmente esta crónica versa sobre algo que era muito previsível. Mesmo com Vitor Pereira a comandar um dos Portos mais ridículos da história (o que não é igual a ser um dos mais fracos), velhos hábitos e teimosias voltam a puxar-nos para o lugar que, queiramos ou não, é o nosso por direito: o segundo lugar.

Estava escrito nas estrelas que um treinador que ostracizou, entre outros, Carole, Martins, Amorim, Urreta e Nuno Coelho, para dar o lugar a Emerson, Bruno César, Matic ou Djaló, só por mero acaso voltaria a repetir êxitos passados. Não há pachorra para tanta cretinice de um homem cujo currículo aos 50 e tal anos se resume a um campeonato nacional, muito embora ele se auto-considere como um novo Rinus Michels.

Estava escrito nas estrelas que apoios a Fernando Gomes e Vitor Pereira, como no passado a Valentim Loureiro e outros que tais, certamente não iria contribuir para deitar abaixo o sistema. Quando muito, poderia incluir-nos a nós no sistema (levante o braço quem acha isto boa ideia). Mas tal como quando o Benfica opta por tácticas de guerrilha contra o Porto, também neste campo Vieira estupidamente combate numa guerra que não é a nossa. E perde. Perdeu ontem, perde hoje, e continuará a perder amanhã, sem apelo nem agravo, e por muito que nos prometa que o próximo ciclo é que é.

Estava escrito nas estrelas que há três semanas quando Vieira elogiou a arbitragem nacional, toda e qualquer crítica que pudesse fazer quando as derrotas aparecessem (e infelizmente não tardaram!) estaria destinada à descredibilização.

Estava escrito nas estrelas que uma equipa numa fase crucial da época ao começar a perder pontos, deve cerrar fileiras e se necessário for, como em situações passadas, realizar estágios mais longos. Nada que tenha preocupado o Benfica. Até se antecipou o jogo do campeonato, afinal de contas um jogo sem interesse nenhum, para termos mais tempo para jogar a Champions. Qual é a prioridade, mesmo?...

Estava escrito nas estrelas que após deitarmos ao lixo os cinco pontos de avanço para o lixo, jogando apenas 25 minutos (em Coimbra) num total de 180, o Estádio da Luz seria novamente palco de mais uma humilhação, mesmo que desta vez muito à conta de Pedro Proença.

Contabilizando as humilhações destas últimas duas épocas, fica para mim claro que nem Jorge Jesus nem Luís Filipe Vieira podem continuar no Benfica. Tudo tem o seu tempo e o deles, passou.

Sim, o campeonato ainda não acabou. Sim, ainda podemos chegar lá. Mas aconteça o que acontecer, o Benfica tem demasiado dinheiro investido para andar à mercê desta loucura patrocinada por Vieira e Jesus. Corre riscos desnecessários pela incompetência, pela soberba e pela loucura de duas personagens que partilham imensas características.

A conclusão que tiro, é que no nosso clube ninguém sabe ler. Se tudo está escrito nas estrelas, como Luís Filipe Vieira no ano passado afirmou, só mesmo o analfabetismo pode desculpar tanta estupidez junta. Estou farto.

sábado, 3 de março de 2012

Os treinadores passam, a Corrupção fica

Percebo a indignação para com Jorge Jesus. Cometeu alguns erros no jogo de ontem, o mais escandaloso de todos terá sido, a meu ver, a não colocação de Matic a defesa esquerdo aquando da expulsão de Emerson. Preferiu deixar Gaitán, frágil no plano defensivo e já sem velocidade, na zona de acção de Hulk. E graças a uma tentativa de sair a jogar com bola na posição de defesa esquerdo, sem cobertura defensiva, perdeu a bola e fez a falta que originou o terceiro golo portista. Não podemos branquear os erros por nós cometidos. Da mesma forma que não devemos deixar passar outros erros que nos são alheios e que muito nos lesam.

Só em Portugal é que uma equipa como este Porto pode ser campeã. O que jogou o Porto ontem? O Porto são cinco jogadores, ponto final. Hulk, em quem colocam a bola quando há dificuldades, Lucho, o cérebro e organizador que mesmo sem conseguir meter a terceira velocidade transpira classe e trouxe uma enorme evolução ao meio-campo portista (só um burro não vê isso), Álvaro Pereira, de longe o melhor lateral da Liga, Moutinho, o jogador que Vieira recusou no Benfica e Hélton, melhor guarda-redes da Liga a par de Artur. Mas o que joga este Porto? Zero. É uma equipa com enormes fragilidades, sobretudo do ponto de vista defensivo e das bolas paradas. Não sei se repararam, mas na primeira parte o Benfica ganhou no meio-campo defensivo do Porto mais bolas de cabeça do que as que costuma ganhar num jogo inteiro contra um Setúbal. Rolando é um defesa ao nível de Paulo Madeira e Maicon não é melhor que o Sousa. A defesa do Porto é uma anedota e o seu treinador uma piada de mau gosto, um nabo perdedor que não conseguiu subir o Espinho quando tinha obrigação para tal e que perdeu a subida do seu Santa Clara à Primeira Liga de forma escandalosa em 2009, e também em 2010. Um perdedor. Vamos perder o campeonato para um perdedor.

O problema é que, em Portugal, os treinadores passam e a Corrupção fica. Muito bem, vamos despedir Jesus, contratamos um novo treinador e continuamos a perder. Basicamente é isto que vai acontecer. Já tivemos Koeman, Santos, Quique e Camacho nos últimos anos. Podem nem ser grandes treinadores, não são, mas não são piores que Jesualdo, Co Adriaanse ou Vítor Pereira. Nem os plantéis são assim tão desequilibrados, por vezes. Basta ver que, este ano, tendo melhor plantel e melhor treinador que o Porto, não vamos ser campeões.

Phil Jackson, mítico treinador dos Chicago Bulls e LA Lakers disse uma vez que "os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos". Em Portugal viu-se ontem perfeitamente que quem decide jogos e campeonatos não são ataques ou defesas. O Porto vai ser campeão com Maicon e Rolando a titulares e Pereira no banco. Por muito bons que sejam os nossos plantéis, por muito bons que sejam os nossos treinadores, quando o Porto precisar de um empurrãozinho, irá tê-lo. Os treinadores continuarão a passar pelo Benfica. Enquanto a Corrupção não acabar, não poderemos pensar na hegemonia nacional. E os campeonatos surgirão pontualmente, a cada cinco anos, sob a forma de milagre.

O Artista

Jean Dujardin deu vida à personagem criada por Michel Hazanavicius em O Artista, grande vencedor da 84ª edição dos Oscars. Pedro Proença reinterpretou na perfeição o papel de Artista. Duvido que seja apenas medo intrínseco ou necessidade de agradar ao Papa. Proença tem um Europeu para arbitrar e sabe a que campainhas tocar para as portas se abrirem. Não me surpreenderia se visse este artista a apitar uma das meias-finais. A atitude em campo não deixou margem para dúvidas. A forma como permitiu que Janko fizesse 6 faltas (e outras que ficaram por apitar) sem ver amarelo, a forma como protestou com Miguel Vítor poucos minutos depois da entrada em campo do internacional sub-21, o fechar de olhos ao lance de Witsel que antecede o 2-2, a dualidade de critérios gritante, o golo de Maicon em fora-de-jogo... inacreditável. E para culminar esta bela exibição, a expulsão de Emerson é algo surreal. Vê o primeiro amarelo por dar a bola a Moutinho. Acho engraçado que quando há falta, um jogador da equipa infractora costuma pegar na bola, andar uns metros e atirá-la alta para o adversário. Não acontece nada. Emerson deu-a a Moutinho rapidamente, nem a chutou para longe e vê amarelo. O segundo amarelo surge numa falta em que Emerson toca primeiro na bola. Tem piada porque, observando o critério de Proença durante todo o jogo, aquela falta nunca seria motivo para amarelo. Então porque foi Emerson amarelado? Fácil, fácil, fácil.

Parabéns a Pedro Proença por decidir o campeonato português. Infelizmente é uma sensação de déjà vu.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Futebol

O futebol é fair play, o futebol é desportivismo, o futebol é competitividade, o futebol é paixão. Quem acredita nisto é tolinho. Tudo o que disse é o que o futebol deveria ser mas não é. Futebol é imundice, futebol é nojeira, futebol é sujidade, corrupção e crime. É o que é e equanto algumas pessoas por lá continuarem não vai ser diferente.

O que vou dizer a seguir vai causar em alguns de vós uma sensação de espanto, mas se não o dissesse seria hipócrita. Se Pedro Proença fosse barbaramente assassinado, não teria pena nenhuma e possivelmente sentiria nesse acto uma vingança que poderia trazer alguma satisfação. Desculpem lá, mas enchi o saco. Não tenho paciência para alguns falsos moralismos ou virgens ofendidas. Morre Pedro Proença, porco de merda.

Uma imagem vale mais que mil palavras #7

Estádio da Luz, 20 de Dezembro de 2009, Saviola celebra o golo da vitória, frente ao Porto, que embalaria o Benfica rumo ao 32º título

Em dia de jogo, recordamos uma imagem de uma das noites mais incríveis que a nova Luz presenciou. Em noite de chuva torrencial, a Luz engalanou-se para receber um clássico que se esperava muito quente. O Benfica de Jesus recebia o Porto de Jesualdo depois de uma semana em que os encarnados tinham arrancado um empate a ferros em Olhão, cortesia de Nuno Gomes, mas onde tinham perdido em batalha Coentrão e Di Maria por motivos disciplinares e Ramires e Aimar por lesão. O Porto apresentava-se em crescendo, motivadíssimo e confiante que deixaria a Luz no comando do campeonato. Face às indisponibilidades, Jesus lançou Peixoto a defesa esquerdo, Urreta a médio esquerdo, Martins no lugar de Aimar e Ramires ao pé-coxinho. Todos estiveram surpreendentemente bem, arrancando grandes exibições. Mas foi o golo de Saviola a passe de David Luiz, a meio do primeiro tempo, que provocou a grande explosão de alegria na Luz. O Benfica soube gerir o jogo como equipa grande que era e conquistou uma vitória que permitiu ganhar uma vantagem que não mais largaria para o Porto. Sagrou-se campeão nacional.

Da Luz, com vista para o título IV

Última paragem antes do clássico. O Benfica entrou na época de 2006/2007 com um novo treinador, Fernando Santos, que substituía o holandês Ronald Koeman. Desacreditado pelos adeptos desde o primeiro dia, o início da carreira de Santos no Benfica não foi fácil, com várias derrotas fora de portas em que sofreu 3 golos. A equipa ia dando bons espectáculos na Luz, com vitórias robustas e convincentes, mas até à décima jornada, quando perdeu em Braga por 3-1, não conseguia atingir um nível de regularidade exibicional satisfatório para um candidato ao título. Nessa altura o Benfica era sexto a nove pontos do líder Porto. Treze jornadas depois, fruto de uma recuperação fabulosa em que venceu onze jogos e empatou dois, estava a apenas um ponto do Porto.

Clássico na Luz arbitrado por Pedro Proença. Uma vitória do Benfica dava a liderança isolada que fugia desde Maio de 2005. Sem Luisão, lesionado em Paris umas semanas antes, Fernando Santos escolheu Quim; Nélson, Anderson, David Luiz (que começava a demonstrar o grande jogador que ia ser) e Léo; Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão (na função de "10"); Miccoli e Nuno Gomes. O Porto de Jesualdo apresentou-se com Hélton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho; Jorginho, Quaresma e Adriano. O Benfica deu 45 minutos de avanço mostrando-se receoso e frágil. Só chegou com perigo à baliza de Hélton em lances de bola parada (um livre de Petit), muito pouco para quem ambicionava a liderança. E os dragões chegaram à vantagem ao cair do pano do primeiro tempo, com Pepe a cabecear para golo na sequência de um livre na lateral esquerda. Ao intervalo, Santos mexe e coloca Rui Costa a organizar jogo, puxando Simão para a esquerda e Karagounis para a direita, saindo o compatriota deste último. Logo no início da segunda parte, Quaresma comete penalty por mão na bola, que Proença não viu. O Benfica cresceu e chegou ao empate já perto do final, minuto 83, com autogolo de Lucho González após cabeceamento de David Luiz. No período de compensação houve mais perigo para ambas as balizas que nos restantes 90 minutos: o Benfica dispôs de ocasiões soberanas por Mantorras, de cabeça, e Derlei, num pontapé-de-moinho, enquanto que os azuis-e-brancos tiveram o golo nos pés de Marek
Cech e Renteria. Resultado final, 1-1.

O Benfica perdeu uma hipótese de ouro para atingir a liderança. A partir daí nunca mais foi o mesmo. Na mesma semana, em Barcelona, no Montjuic, quase hipotecou a continuidade na Europa ao perder por 3-2 com o Espanyol (esteve a perder por 3-0). No campeonato seguiram-se três empates em quatro jogos (Aveiro e na Luz com Braga e Sporting) que deitaram tudo a perder, tendo terminado o campeonato no terceiro lugar. Na Europa acabaria por ficar pelos quartos-de-final nessa dramática eliminatória com o Espanyol. Uma desilusão de época. E poderia ser tudo tão diferente se tivéssemos ganho ao Porto.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Da Luz, com vista para o título III

Na ressaca de um campeonato perdido, o Benfica entra em 93/94 a correr por fora na luta do título. O capital de apoio que Toni granjeara começava a desaparecer. Não havia dinheiro para pagar aos atletas. Entre jogadores úteis e históricos saíram Samuel e José Carlos. Pacheco e Paulo Sousa, estrelas do Benfica, desertaram para Alvalade. Futre assinava pelo Marseille. O verão quente quase nos levou Rui Costa, Paneira, Isaías e João Pinto. O Sporting estava a construir uma equipa de jovens valores com capacidades para ser campeã. O Porto ambicionava chegar ao primeiro tricampeonato da sua História. A crise e a depressão instalaram-se na Luz.

Mas o Benfica uniu-se e lutou contra a adversidade. E quando recebeu o Porto na 18ª jornada, primeiro jogo da segunda volta, arrumou definitivamente o sonho dos azuis-e-brancos em assegurar o seu primeiro tricampeonato. O Estádio da Luz encheu-se para receber o duelo entre Benfica e Porto. De um lado Toni, que substituíra Ivic em 1992 e que faria a sua última temporada no Benfica, sendo substituído pelo inefável Artur Jorge, para depois regressar em 2000. Do outro lado Bobby Robson, demitido por Sousa Cintra, presidente do Sporting, quando ia em primeiro lugar no campeonato, foi contratado por Pinto da Costa para substituir... Ivic. Toni escolheu o onze habitual com Neno; Veloso, Hélder, Mozer e Schwarz; Kulkov, Vítor Paneira, Rui Costa e João Pinto; Aílton e Rui Águas, este último no lugar usualmente ocupado pelo profeta Isaías. Robson escalou Vítor Baía; João Pinto, Fernando Couto, Aloísio e Rui Jorge; André, Rui Filipe, Semedo, Timofte e Drulovic; Kostadinov. O jogo começou equilibrado mas o Benfica conseguiu a meio da primeira parte ganhar o meio-campo ao seu rival, chegando ao primeiro golo por Aílton, após cruzamento de Stefan Schwarz. Três minutos depois, aos 40, Veiga Trigo viu a brutal cotovelada de Couto a Mozer (que nem caiu ao chão, era rijo) e deu ordem de expulsão ao portista. Com mais um jogador em campo, o Porto decresceu. Robson não mexeu de imediato no onze que agora era um dez e entrou para a segunda parte com João Pinto a marcar João Pinto, Aloísio e marcar Yuran (entrado para o lugar de Águas) e Rui Jorge a marcar Aílton. Má ideia. O Benfica entrou bem na etapa complementar e matou o jogo aos 54 minutos com um golo de Rui Costa, após cruzamento rasteiro e atrasado de Paneira.

O Benfica arrumou o Porto no que à luta pelo título dizia respeito, deixando o rival a 6 pontos (numa altura em que a vitória valia 2 pontos). A batalha resumiu-se entre os rivais de Lisboa e todos sabemos o que aconteceu a 14 de Maio de 1994. Serenata à chuva em Alvalade, 3-6, o título de campeão ficava praticamente confirmado na Luz. O que importa deste Benfica - Porto é que os encarnados apenas perderiam pontos em mais 4 jogos (derrota em Paranhos, empates no São Luís, Barreiros e Luz contra o Estrela) na caminhada rumo ao título. A vitória contra o Porto foi mais um empurrão fundamental rumo ao 30º campeonato numa das épocas mais inesquecíveis da História do Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Da Luz, com vista para o título II

Continuando a recordação de clássicos históricos que acabaram por decidir campeonatos, eis-nos chegados a Abril de 1993. O Benfica seguia na liderança do campeonato em igualdade pontual com o FC Porto mas com algum ascendente psicológico devido a uma recuperação encetada poucas semanas antes. Futre, a recente estrela contratada por Jorge de Brito, deu a vitória na Luz frente ao Sporting por 1-0. Na jornada seguinte, o Benfica bateu o Gil Vicente enquanto o líder Porto saiu derrotado do São Luís em Faro. E para agudizar a crise azul-e-branca e o bom momento benfiquista, os dragões não foram além de um empate em casa contra o Sporting, a zero, enquanto que no Bessa o Benfica rubricou uma exibição emocionante com vitória por 2-3 num jogo onde Hélder e Neno foram expulsos tendo Paulo Sousa terminado o jogo a guarda-redes.

Chegamos ao dia do clássico. Uma vitória assegurava a liderança isolada com dois pontos (era quanto valia a vitória, na altura) à maior sobre o rival, à semelhança do que precisamos hoje. Toni apresentou um onze perto da base habitual para aquela época, com Silvino de regresso à titularidade, Veloso, Hélder, Mozer e Schwarz a formarem o quarteto defensivo, Paulo Sousa, Rui Costa, Futre e Isaías no meio-campo, Pacheco e Yuran no ataque. E mesmo com algum favoritismo, com o ascendente psicológico e com o orgulho ferido, o Benfica não foi capaz de derrotar o campeão nacional Porto, que se apresentava com várias ausências de peso. O jogo foi morno e até foi o Porto que esteve mais perto de vencer, tendo atirado à barra na sequência de um livre na segunda parte, se bem me lembro. Ao Benfica faltou audácia, ambição e coragem. Empatámos e podíamos ter ganho o jogo, pelo menos era essa a nossa obrigação. Os muitos casos, os problemas disciplinares e os salários em atraso falaram mais alto e o Benfica acabou por perder o campeonato para os azuis-e-brancos graças a uma derrota em Aveiro e um empate com o Estoril.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Da Luz, com vista para o título I

Na contagem decrescente para o clássico, recordamos alguns encontros históricos entre Benfica e Porto realizados na Luz na segunda metade do campeonato e que acabaram por ter importância crucial no que ao desfecho do campeonato diz respeito.

Em 80/81 o Benfica era orientado pelo húngaro Lajos Baroti, um gentleman do futebol magiar, figura incontornável do desporto-rei no seu país. E já no ocaso de uma brilhante carreira, chega a Portugal para limpar tudo a nível domésico. No que ao campeonato diz respeito, o Benfica de Baroti recebeu o Porto na Luz à passagem da 23ª jornada, com apenas dois pontos de vantagem sobre o rival azul-e-branco, numa altura em que a vitória valia esses mesmos dois pontos. O Benfica venceu com golo de João Alves e cavou um fosso fundamental para a conquista do título. Nas jornadas seguintes, os encarnados perderiam pontos em Viseu e em Guimarães (empates a 1 e a 0), mas, graças à vitória alcançada na Luz frente ao Porto de Stessl, conseguiu conservar a liderança até final. O Benfica sagrou-se campeão com apenas dois pontos de vantagem sobre o Porto. O jogo do título foi mesmo decisivo. Até final da temporada, ainda houve tempo para conquistar a Taça de Portugal, uma vez mais frente ao Porto, graças a hat-trick de Nené, e chegar às meias-finais da já extinta Taça das Taças, onde caímos aos pés do Car Zeiss Jena.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O clássico decide o campeonato

O clássico decide o campeonato. Tenho uma visão completamente oposta à de Jesus neste aspecto. Quem vencer leva uma embalagem psicológica importante tendo ainda a possibilidade de perder um jogo sem perder a liderança. Quem sair derrotado não só precisa de dois jogos para ultrapassar o adversário como fica com o simpático Braga à perna. Acredito que o vencedor do jogo será campeão nacional. Já vimos que lideranças de cinco pontos podem ser desperdiçadas num ápice, mas uma vitória sobre o rival com a possibilidade de o deixar mais próximo do terceiro lugar que do primeiro causa mossa no derrotado. E o vencedor cresce. Vamos entrar no terço final do campeonato, onde cada jogo é uma final, e onde se vê quais as equipas com estofo mental. Vencer o clássico é a primeira prova desse estofo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Escabroso, meus caros, escabroso

Vi o jogo do Porto, a espaços. Surpreendidas pela falta de qualidade da partida, pessoas à minha volta perguntaram-me se o Porto eram os de branco. Mal houve um fora-de-jogo escandalosamente mal assinalado, as dúvidas dissiparam-se. E a seguir outro fora-de-jogo mal tirado. E mais outro. Mas não vamos falar de arbitragens porque quem deveria fazer isso era a direcção do Benfica uma vez que ontem fomos efectivamente roubados e porque se deveria colocar pressão no adversário, visto que, esta sexta-feira, as camisolas do Benfica pesarão muito mais que as do Porto.

Este Porto não joga nada. Isto pode parecer frase de taberneiro, mas corresponde à verdade. Não há fio-de-jogo, não há plano de ataque, a defesa treme como varas verdes. Não é o Porto a que estamos acostumados. Ainda por cima é treinado por um indivíduo que transpira incompetência por todos os poros. Não duvidem que é muito mais fácil ser-se treinador da equipa liderada por Pinto da Costa que da equipa liderada por Vieira. E se Vítor Pereira não consegue fazer mais que isto, temos um caso de incompetência. É certo que já houve maus treinadores a serem campeões no Porto, mas nenhum tão mau quanto este. E não ganhar o campeonato com um dos melhores plantéis que me recordo de ver no Benfica... nem quero imaginar.

Perder este campeonato para este Porto, treinado por este indivíduo, a jogar este futebol, seria escabroso. Não me lixes, Benfica.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Baltasar Garzón, para reflectir


Baltasar Garzón, el juez estrella, el super juez, como é conhecido nas terras de Mourinho e Ronaldo, foi condenado a suspender toda a sua actividade profissional por 11 anos. O famoso magistrado, uma das mais famosas e respeitadas personalidades da opinião pública espanhola, responsável pela prisão do ditador Pinochet, pelo julgamento de Gil y Gil e pela luta anti-Franco e anti-ETA, vê-se assim impedido de exercer. Porquê? Porque num processo, para averiguar a verdade, ordenou que se efectuassem escutas entre um arguído, membro do Partido Popular Espanhol, e o seu advogado. O PP acaba de subir ao poder em Espanha e Garzón é proibido de exercer.

Para reflectir e pensar no que se passa em Portugal, ao nível da Justiça, mais precisamente no caso Apito Dourado. Estas questões não se esgotam nos árbitros, nos dirigentes e no futebol. Estendem-se à política. Manda quem pode e obedece quem tem juízo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Nem Ganso, nem Galo... nem Águia


Este Porto não vai à bola com as aves. Primeiro foi a nega e o xingamento público que o presidente do Santos impôs aos azuis e brancos ao receber uma proposta "ridícula e trágica", nas palavras do mesmo, sobre Paulo Henrique Ganso, médio criativo dos de Vila Belmiro. Hoje foi ver o Gil Vicente, que já na semana passada tinha dado muito boa conta de si na Luz ao causar imensos problemas ao Benfica, dificultar as aspirações portistas na revalidação do título de campeão. Grande galo imposto por Cláudio, pelo sósia de Capdevila e pela restante equipa gilista. O Porto vê assim a Águia a fugir na classificação, para azia de muitos portistas, alguns sportinguistas e até vitós encapotados.

Aos adeptos benfiquistas importa relembrar que nada está ganho e que, a partir deste momento, dado o plano teórico, temos muito mais a perder que a ganhar. O caminho é difícil e teremos adversários muito complicados pela frente. Podem nem ser os mais habilidosos, mas se demonstrarem o empenho que o Feirense e o Gil demonstraram nos jogos contra Benfica e Porto, as coisas tornam-se complicadas. Eles também jogam (e nem é com a amarelinha, como ridiculamente se insinuou por alguma blogosfera). E quem dizia que o alargamento a 18 clubes só acrescentaria duas equipas que seriam carne para canhão dos grandes, pode repensar a opinião. Basta ver os resultados alcançados pelos "mais fracos" nos últimos anos.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Centros de Poder

António Oliveira, ex-jogador e treinador do FC Porto, acabou de dar uma entrevista interessantíssima no programa Zona Mista da RTP Informação. Oliveira deu uma explicação clara e concisa sobre o modus operandi do futebol português. Não que seja propriamente uma novidade, mas é uma explicação dada por alguém que esteve muitos anos no seio desta teia mafiosa e assim estas declarações saem valorizadas. Os dois assuntos quentes foram:

Taça de Portugal: Os sorteios são uma farsa. Intencionalmente ou não, Oliveira afirmou taxativamente que os sorteios eram feitos com bolas quentes e com bolas frias.

Lobby Olivedesportos: O grande assunto. Resumindo, o ex-seleccionador nacional afirmou que a Olivedesportos controla o futebol português em toda a largura. Desde a escolha do presidente da Federação, apoiado convenientemente pelos dirigentes de Porto, Sporting e Benfica, para que não percam benefícios, passando pela escolha do seleccionador nacional, tudo é controlado pela empresa do seu irmão. E "tudo" significa mesmo "tudo". Afirmou que os campeonatos ganhos pelo Porto eram controlados pela Olivedesportos e que esta empresa tem os clubes na mão, tendo questionado os seus próprios méritos enquanto treinador do fóculporto.

Será que já percebem a minha repulsa pelos indivíduos que andam de mão dada com o grande amigo Joaquim Oliveira?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Errar é o Mano

Perdoar é divino. E assumir é o quê?

Duarte Gomes errou ao não assinalar um penalty a favor do Porto por falta sobre Belluschi e assumiu o erro no Facebook, essa maravilha da tecnologia através da qual os grandes eruditos e o Cavaco Silva faz os seus comunicados de extrema importância para a nação. Numa sociedade perfeita, onde as pessoas agiriam de modo impoluto, a assunção do erro seria algo natural e saudável. Mas não vivemos numa sociedade perfeita. Nem as pessoas agem de modo impoluto.

Por isso, o que levou Duarte Gomes a assumir o erro?

Todos os árbitros erram, uns por incompetência, outros porque são/estão corrompidos e outros ainda porque o fazem de má fé. Contra o Porto só há uma possível. E conhecendo o percurso de Duarte Gomes, sabemos que é por pura incompetência que erra. Pediu desculpa. Pediria se errasse grosseiramente contra o Estrela da Amadora ou contra o Benfica, como já fez? A questão é mesmo esta. Duarte Gomes assumiu o erro porque tem medo. Medo das consequências. É possível acreditar num futebol onde os árbitros se sentem obrigados a pedir desculpa quando prejudicam um clube específico?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um campeonato nivelado por baixo

Estamos quase a dobrar a primeira volta do campeonato e está visto que, em Janeiro, Benfica, Sporting e Porto estarão seguramente na luta pelo título. Algum sairá desta luta mais cedo ou mais tarde, mas a proximidade entre os 3 grandes no topo da tabela nesta fase do campeonato é algo que não víamos desde 2005.

E observando a pontuação obtida, podemos dizer que águias, leões e dragões estão a fazer um bom campeonato. Em igual período de outras épocas, à 12ª jornada, o Benfica não tinha feito igual ou melhor que os actuais 30 pontos. O Sporting, nos últimos 10 anos, também não conseguiu melhor que os 26 pontos que leva na presente edição da Liga Zon Sagres. E só mesmo o Porto, mais habituado a arranques "embalados" (e que bem escolhida foi esta palavra), é que não iguala ou bate a sua melhor pontuação à 12ª jornada, mas verdade seja dita, também não fica longe do feito.

Três grandes equipas, todas com muitos pontos naquele que está a ser um dos campeonatos mais renhidos dos últimos anos. Paradoxalmente, Benfica e Porto ainda não convenceram os seus adeptos. Longe disso. E os do Sporting, a meu ver, só estão convencidos porque trazem na memória recente as duas últimas épocas, autênticas desgraças épicas para os lados de Alvalade. Ainda assim, Benfica, Sporting e Porto seguem na frente ganhando jogos consecutivamente. Porque acontece esta situação?

Parece-me simples: a falta de qualidade das restante equipas. Se nos abstrairmos dos jogos que habitualmente vemos e visualizarmos uma partida entre dois clubes do meio da tabela, ficaremos seguramente deprimidos. Nunca o nível foi tão fraco. Pelo menos não me lembro. A sensação que tenho é que, se o actual Guimarães jogasse com o de há 15 anos, a equipa de Neno, Gilmar, Edmilson e Vítor Paneira golearia os homens de Rui Vitória. O Vitória de Hélio, Chiquinho Conde e Kassumov golearia o actual Setúbal. A União de Leiria de Bilro, Duah, Derlei e Paulo Alves trucidaria os orientados por Manuel Cajuda. E por aí adiante.

O fosso entre os grandes e os pequenos aumentou no futebol como em todos os outros sectores da sociedade portuguesa. E isto explica porque é que, uma defesa onde pontificam Fucile, Rolando, Maicon e A. Pereira, craques inter-galácticos, é raramente batida. Explica porque é que um Benfica que não joga a ponta de um corno consegue ganhar vários jogos de seguida. Temos um campeonato nivelado por baixo. Está fácil de entender que o vencedor desta temporada perderá pouquíssimos pontos. Para se ser campeão, não se pode falhar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Contratem-no

Danny tem um nível de nojo ao fóculporto que me deixa enternecido. Nem eu me consigo comparar ao luso-venezuelo-madeiro-qualquer-coisa. Os adeptos do Porto, ao que parece, também não morrem de amores por ele, tanto que lhe dedicaram cânticos insultuosos que preencheram aqueles tempos mortos no Dragão até que um idiota se lembra de cantar "fdp SLB". Foi bonito. Eu já simpatizava com o Danny (apesar de falar num dialecto muito próprio) mas depois disto fiquei a adorá-lo. Quero-o no Benfica. É possível?

P.S.: Sem dinheirinho fresco da Champions, os jogadores das modalidades do Porto vão morrer à fome. Não se comecem a oferecer ao Benfica, não...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Preciso de dinheiro como de pão para a boca

Vivemos numa crise que toca a todos. A quase todos. O FC Porto desbaratou mais de 30 milhões de euros para contratar dois laterais brasileiros de qualidade ainda por demonstrar. Razões? Talvez o interesse do Benfica num deles, Danilo, e muitos interesses extra-futebol que são difíceis de provar mas que são como as bruxas: que los hay, los hay.

Mais que as razões, importam as consequências. Os atletas das modalidades de pavilhão do FC Porto, ao que parece, ainda não receberam um único salário desde que a presente época teve início. E na minha opinião, o Benfica deveria saber tirar proveito desta situação. Tendo um Pedro Gil a pedir dinheiro para comer directamente à tribuna azul-e-branca, ou um Reinaldo Ventura a pedinchar no Facebook por ajuda nos novos negócios, porque não aproveitar e roubar estes dois grandes, enormes jogadores ao Porto? E quem fala em hóquei fala em andebol (Hugo Laurentino, Ricardo Moreira) e em basquetebol (Gregory Stempin, João Santos). A ter em atenção.

sábado, 20 de agosto de 2011

Até quando?

É a pergunta lançada pelo BnRB, do qual tirei a imagem supra. Até quando, meus Senhores?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Quem carregou no botão "Reencaminhar"?

Esta é a newsletter que os sócios do Benfica receberam hoje. Um belo presente envenenado da Sportinveste. Espero que "brincadeiras" como esta tenham o tratamento devido, ou seja, a rescisão do contrato que liga o Benfica com esta empresa. Vamos ver se quem de direito tem coragem suficiente para o fazer.

P.S. Até pode ser que, com jeitinho, tenhamos um site com um aspecto gráfico à altura do nosso clube.