
Sempre que vejo a Liga dos Últimos, penso que dali pode sair um Zé Mota qualquer. Aquela maneira de falar, meio bronca, aquele "enfrascamento" com os amigos na tasca do Manel antes, durante e depois do jogo do Sezerdelo com o Unhais da Serra personifica o que é ser um "Zé Mota".
Ser Zé Mota é pedir desculpas quando se ganha ao FC Porto e chorar e barafustar quando se perde com o Benfica.
Ser Zé Mota é congratular o FC Porto quando se perde e bater e gozar com o Benfica quando se ganha.
Por isso é que esta vitória frente ao Leixões me soube tão bem. Ganhámos merecidamente, frente a esta gente mesquinha que não esquece nunca o seu dono. Ainda hoje, ao comprar o jornal, li que um dos jogadores não diz nada ter com o FC Porto e outro que diz que o Benfica fez anti-jogo. Enfim... critérios.
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Quanto ao jogo, sem sermos brilhantes, estivemos bem. Quanto aos jogadores, não mostraram grandes diferenças em relação aos últimos tempos: toda a defesa esteve muito bem, com especial destaque para Luisão, um autêntico patrão daquele sector. No meio campo, Reyes e Di Maria continuam com alguns lances infantis, enquanto Amorim e Katsouranis demonstram-se seguros mas com poucas ideias. Aimar e Martins, cada um à sua maneira, demonstram mais toque de bola que os outros médios, mais ideias, defendendo também quando é pedido, mas as limitações físicas de ambos estão à vista. No ataque Cardozo mostrou-se batalhador, mais do que o habitual, mas também algo azarado. Nuno Gomes marcou mais uma vez para a Liga, mostrando merecer o lugar de titular tanto no Benfica como na Selecção.
O grande problema deste jogo foi perdermos dois médios-centro muito importantes para os próximos jogos: Martins e Amorim. Mas acredito que é com as adversidades que nos podemos tornar mais fortes. Talvez isto obrigue Quique a jogar no meio-campo com Yebda, Katsouranis, Di Maria e Reyes. Talvez seja melhor. Talvez...
P.S. O que os adeptos do Benfica demonstraram ontem no Estádio da Luz foi incrível. Parecia o jogo com o Manchester em 2005. A emoção, o amor ao Benfica foram demonstrados especialmente nos últimos 15 minutos, quando a equipa mais precisava. Parabéns a nós, os que estivémos, e também aos jogadores. Eu acredito!













