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domingo, 26 de agosto de 2007
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Tutorial: Como sacudir a água do capote, by LFV
Imagine que é presidente de um grande clube e respectiva SAD e que, em virtude de um extenso rol de asneiras por si cometidas, começa a época com o pé esquerdo. Se os bons resultados são capazes de escamotear algumas falhas, já os maus resultados conferem-lhes embaraçoso destaque. Pois bem, caso se encontre nesta periclitante situação, siga o exemplo do nosso bem conhecido Luís Filipe Vieira: sacuda a água do seu capote com a classe de quem trata o populismo por tu. Aqui estão alguns pontos fundamentais deste processo:
A primeira coisa a fazer é encontrar um bode expiatório. Deverá ser uma figura com reduzido índice de popularidade e com um aparente envolvimento em algumas das asneiras. Chamemos a essa figura mexilhão. O mexilhão deverá ser alguém facilmente descartável, que possa ser afastada rapidamente, sem incidentes.
Se quiser dar um toque de classe à coisa, pode ainda apontar um responsável pela vinda do mexilhão maldito. Talvez um director desportivo ou colaborador ou o que quiser chamar-lhe, que tenha recentemente abandonado o barco e a quem possam ser imputadas algumas responsabilidades. Já temos um culpado e um responsável pela contratação do culpado.
Para terminar em beleza, basta contratar para o lugar do mexilhão uma figura popular entre os adeptos, para que a alegria de ver sair o mexilhão possa ser exponenciada pela vinda de um ídolo. A cereja no topo do bolo será mesmo a vinda de mais 2 ou 3 reforços para o povo lamber os dedos e dar vivas ao magnífico presidente que ouviu as suas preces e salvou uma vez mais o clube.
E pronto, pode servir com algumas referências ao apito dourado e terá aí um manjar digno de um Rei. Uma vez mais, o principal culpado transforma-se em salvador e o povo fica todo contente.
A primeira coisa a fazer é encontrar um bode expiatório. Deverá ser uma figura com reduzido índice de popularidade e com um aparente envolvimento em algumas das asneiras. Chamemos a essa figura mexilhão. O mexilhão deverá ser alguém facilmente descartável, que possa ser afastada rapidamente, sem incidentes.
Se quiser dar um toque de classe à coisa, pode ainda apontar um responsável pela vinda do mexilhão maldito. Talvez um director desportivo ou colaborador ou o que quiser chamar-lhe, que tenha recentemente abandonado o barco e a quem possam ser imputadas algumas responsabilidades. Já temos um culpado e um responsável pela contratação do culpado.
Para terminar em beleza, basta contratar para o lugar do mexilhão uma figura popular entre os adeptos, para que a alegria de ver sair o mexilhão possa ser exponenciada pela vinda de um ídolo. A cereja no topo do bolo será mesmo a vinda de mais 2 ou 3 reforços para o povo lamber os dedos e dar vivas ao magnífico presidente que ouviu as suas preces e salvou uma vez mais o clube.
E pronto, pode servir com algumas referências ao apito dourado e terá aí um manjar digno de um Rei. Uma vez mais, o principal culpado transforma-se em salvador e o povo fica todo contente.
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Porquê?
Porque é que se insulta um homem que se limita a exercer as funções para as quais foi contratado?
Porque é que se falta ao respeito a um homem que, até ver, nunca se dirigiu de forma indecorosa a nenhum sócio ou adepto da equipa que dirige?
Assim como o Beto, outro profissional digno que nunca apontou uma arma à cabeça de ninguém para ser contratado, o Fernando Santos limita-se a cumprir as suas tarefas da melhor forma que sabe e pode. Poderá ser insultado desta forma tão baixa quem apenas se limita a confiar nas suas capacidades e a cumprir o contrato que se comprometeu a respeitar? Pelo que vejo, pode.
O Beto sempre foi tratado de forma absolutamente vergonhosa no Estádio da Luz, enquanto que os verdadeiros culpados, os que o contrataram, assistiam a tudo com total impunidade. E eu, que pago as quotas a tempo e horas, sou obrigado a ver o nome do meu clube ser manchado por este tipo de comportamentos: insultos a jogadores como o Beto ou o Moretto, insultos a um treinador que, competente ou não, nunca faltou ao respeito a quem quer que fosse.
A única diferença entre estes adeptos e os adeptos daquele clube regional que trafica chocolatinhos e fruta fresca, é que os primeiros não vandalizaram o automóvel do treinador. Ainda. De que me adianta querer respeitar o nome do meu clube e de todos os grandes homens que por aqui passaram se alguns insistem em fazer precisamente o contrário?
Eu acredito que Fernando Santos não é, nesta altura, a melhor opção para treinador do Benfica, mas jamais seria capaz de insultar de forma tão atroz um homem que se limita a acreditar nas suas capacidades e a cumprir o contrato que assinou. Critico, sim, quem o colocou e manteve no posto de treinador até este momento, ou seja, critico Luis Filipe Vieira, o responsável máximo da SAD. E ainda assim, recuso-me a insultá-lo, porque acredito que todos os erros que cometeu até hoje se deveram a incompetência e não a má fé. Limitar-me-ei a mostrar insatisfação de forma educada e a exercer o meu direito de voto nas próximas eleições. Afinal de contas, este é o tipo de comportamento que sempre associei ao meu clube. Os insultos, deixo-os para os adeptos dos clubes que todos condenam, mas que alguns insistem em imitar.
Porque é que se falta ao respeito a um homem que, até ver, nunca se dirigiu de forma indecorosa a nenhum sócio ou adepto da equipa que dirige?
Assim como o Beto, outro profissional digno que nunca apontou uma arma à cabeça de ninguém para ser contratado, o Fernando Santos limita-se a cumprir as suas tarefas da melhor forma que sabe e pode. Poderá ser insultado desta forma tão baixa quem apenas se limita a confiar nas suas capacidades e a cumprir o contrato que se comprometeu a respeitar? Pelo que vejo, pode.
O Beto sempre foi tratado de forma absolutamente vergonhosa no Estádio da Luz, enquanto que os verdadeiros culpados, os que o contrataram, assistiam a tudo com total impunidade. E eu, que pago as quotas a tempo e horas, sou obrigado a ver o nome do meu clube ser manchado por este tipo de comportamentos: insultos a jogadores como o Beto ou o Moretto, insultos a um treinador que, competente ou não, nunca faltou ao respeito a quem quer que fosse.
A única diferença entre estes adeptos e os adeptos daquele clube regional que trafica chocolatinhos e fruta fresca, é que os primeiros não vandalizaram o automóvel do treinador. Ainda. De que me adianta querer respeitar o nome do meu clube e de todos os grandes homens que por aqui passaram se alguns insistem em fazer precisamente o contrário?
Eu acredito que Fernando Santos não é, nesta altura, a melhor opção para treinador do Benfica, mas jamais seria capaz de insultar de forma tão atroz um homem que se limita a acreditar nas suas capacidades e a cumprir o contrato que assinou. Critico, sim, quem o colocou e manteve no posto de treinador até este momento, ou seja, critico Luis Filipe Vieira, o responsável máximo da SAD. E ainda assim, recuso-me a insultá-lo, porque acredito que todos os erros que cometeu até hoje se deveram a incompetência e não a má fé. Limitar-me-ei a mostrar insatisfação de forma educada e a exercer o meu direito de voto nas próximas eleições. Afinal de contas, este é o tipo de comportamento que sempre associei ao meu clube. Os insultos, deixo-os para os adeptos dos clubes que todos condenam, mas que alguns insistem em imitar.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Sreten Sretenović

Defesa polivalente de 22 anos (nasceu em 12 de Janeiro de 1985), contratado ao Fudbalski Klub Rad de Belgrado, equipa da 2ª divisão da Sérvia. Poucas informações consegui recolher sobre o jovem, além de que pode jogar a central ou a lateral direito, mede 1,92m e pesa 87kg. Fez 15 jogos em 2005/2006, época em que a sua equipa foi despromovida, tendo marcado um golo. Não esteve presente no Europeu de sub-21, e pelo que consta terá apenas integrado a selecção de sub-18 do seu país. Segundo o nosso bem conhecido Drulović, Sretenović «é bom na marcação e, devido à sua altura, joga bem de cabeça. Normalmente actua pelo corredor direito, apoiando muito bem o ataque, sendo bom para um sistema de três centrais».
Enfim, é daqueles jogadores que despertam pouco interesse nos adeptos, com um currículo modesto, vindo de um escalão secundário de um país estrangeiro. Ao contrário de David Luiz, jovem central que chegou oriundo de uma equipa da 3ª divisão, não é regularmente convocado para as selecções jovens do seu país, o que ajuda a baixar ainda mais as expectativas a seu respeito.
Como dou sempre o benefício da dúvida a qualquer jogador que chegue ao Benfica, e tendo em conta que nunca dou grande relevância ao peso mediático do nome, acredito sinceramente que este sérvio possa vir a tornar-se uma mais-valia no plantel... Mas devo admitir que a primeira palavra que pronunciei hoje, quando li a manchete do jornal A Bola, começou com a letra f e acabou com um ruído sibilante quase ensurdecedor.
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sexta-feira, 22 de junho de 2007
Óscar René Cardozo

Nove milhões, cento e cinquenta e seis mil euros são muitos euros. Quase metade daquilo que irei auferir ao longo da minha vida, mais coisa, menos coisa. Uma contratação de risco, à homem, porque quem tem medo fica em casa. Eu aprovo. Se correr mal (que o Diabo seja cego, surdo, mudo e analfabeto), alguns dos ovos serão para mim.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
O Comendador com uma maneira esquisita de falar

Não me apetece falar nem sobre o Comendador, nem sobre o Maestro. Não vou dizer se concordo com a OPA ou se acho que o Rui Costa devia consultar um geriatra. Isso é cagativo. Muito mais interessante é a reacção de alguns adeptos às declarações do magnata "com uma maneira esquisita de falar".
Até há bem pouco tempo, Rui Costa era o legatário da mística benfiquista, o último Messias. A certa altura, chega um indivíduo e diz que a grande referência do clube na última década é um mercenário que nos trocou por uma mão cheia de liras e que apenas regressou ao nosso convívio porque o seu estado decadente não lhe oferecia alternativa. Não vou comentar a validade ou a polidez desta opinião, vou apenas lamentar a prostituição intelectual de quem rege as suas convicções ao som da caixa registadora. O que seria suficiente para desancar um pobre coitado, mostrou-se insuficiente para beliscar a imagem de um Comendador opulento.
É o mesmo que ouvirmos alguém dizer "A tua irmã é uma grande vaca", e, quando nos preparamos para acariciar a face do insurrecto com a ternura de um punho cerrado, este nos estende a mão com a graciosidade de uma nota de 100. Subitamente, o verde inebriante daquele papel dissipa a ira, corrige a postura e suprime o orgulho. Afinal, a minha irmã nem é assim tão séria. Pensando bem, até acho que ela é ligeiramente ordinária. Aquilo nem é uma saia, é um cinto. Porcalhona. Razão tem o shôr Joy Bernardo.
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Chupistas

Chupista: s.m., comedor, pessoa que explora ardilosamente a bondade alheia, parasita.
Como já devem ter deduzido, o comentário que se segue será dedicado à Comunicação Social, mais propriamente à imprensa escrita desportiva. No dicionário, o jornalismo desportivo surge definido com tamanha exactidão que dispensa qualquer tipo de dissertação mais aprofundada sobre o tema. Basta procurar na letra P, de parasitismo: associação de dois organismos na qual um deles (o parasita) é beneficiado e o outro (hospedeiro) é prejudicado.
Pois bem, o hospedeiro de eleição dos parasitas portugueses é, como já devem ter reparado, o Sport Lisboa e Benfica. A corrupção vê nos jornais desportivos um precioso veículo de propaganda, e os jornais desportivos vêem na corrupção desportiva uma preciosa fonte de rendimento. É fácil perceber que quem controla os meios de informação, controla a opinião pública, e esse poder é fundamental para o branqueamento de actividades ilícitas. Como explicar que nenhum dos jornais desportivos tenha alguma vez dado destaque ao processo Apito Dourado? Quem acha que os tentáculos do polvo nortenho se resumem ao Universo futebolístico está a ser, no mínimo, redutor. Quem acha que todas as teorias conspiratórias se resumem a meros devaneios está a ser, no mínimo, pacóvio.
O Sport Lisboa e Benfica é o principal hospedeiro destes parasitas por duas razões: primeiro porque é o maior e, portanto, o alvo a fragilizar no período de transferências; segundo, porque é o maior e, portanto, o alvo preferencial de qualquer especulação que vise produzir receitas.
Este comentário surge na sequência do circo, ou manobra concertada, em torno do alegado interesse benfiquista em Edgar, Kazmierczak, Linz ou Bolatti. Os atentos percebem, os crédulos lamentam, os boçais rejubilam.
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domingo, 3 de junho de 2007
Corrupção

Como benfiquista e cinéfilo compulsivo, conto os dias para a estreia mais aguardada dos últimos anos. Corrupção, um filme de João Botelho, promete fazer da célebre trilogia de Francis Ford Coppola um arrufo de escuteiros. Quando tomei conhecimento de que o tórrido romance entre o Sr. Jorge Nuno e a Sra. Carolina seria adaptado ao cinema, pensei logo que seria uma espécie de versão hardcore de The Godfather, com um pouco de Bonnie & Clyde e um cheirinho de Pretty Woman. A história da arrebatadora paixão entre Don Pinto, líder da Cosa Nostra tripeira, e Signora Carolina, uma alternadeira com ambições literárias. Pelo meio teríamos ainda o sottocapo Reinaldo, o consiglieri Lourenço e o célebre soldato Abel. Até já consigo imaginar o final: apesar de traficar fruta e chocolatinhos durante décadas, Don Pinto consegue escapar impune a todas as acusações, por falta de provas. Até que um dia é condenado a pena de prisão por evasão fiscal, ao melhor estilo de Al Capone. Um final, no mínimo, inspirador.
E já agora, aproveito para apresentar-me: não me chamo realmente Sigmund, tenho 25 anos, sou sócio do maior clube do Mundo, escrevo de Palermo (é o nome que dou a esta bela e invicta cidade, capital da Máfia lusitana) e sou a mais recente aquisição deste blog (pelo menos até correrem comigo).
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