quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Melhores do Mundo?


Os benfiquistas dizem-se os melhores adeptos do mundo. "Somos do Benfica, e pronto". Somos privilegiados. Claro que somos; mas agimos como tal?..

Quando vejo coisas como as que vi ontem, fico chateado. E não falo só dos lenços brancos. Sempre ouvi dizer, que os adeptos devem apoiar a equipa do princípio ao fim, se possível, até, incitar os jogadores. Será a equipa que tem de dar espectáculo para agradar aos adeptos e os levar ao estádio? Então e a filosofia do pragmatismo, do futebol moderno? Do jogar para ganhar. Do um-zero basta?..

Quando é que os pseudo-melhores adeptos do mundo, do pseudo-maior e melhor clube do mundo, se dignarão a ir ao estádio apoiar, do princípio ao fim, sem vaias, sem obscenidades, e porque não, com alguma razoabilidade nas críticas? Quando é que posso ir ao estádio, e cantar as músicas, sem vergonha, por ser o único no meu sector a fazê-lo? Quando é que teremos enchente na Luz todos os dias de jogo? .. Não somos tantos, e tão bons? Não somos os maiores?

Ontem, com o golo do Saha, a Luz gelou. Nem o espectro do grande Inferno que muitos gabam, mas poucos alguma vez conheceram, pairou. Poucos incentivavam. Muitos, já vasculhavam os bolsos à procura do seu lenço. Tomara eu viver em Lisboa, para ir à Luz todos os domingos, ver e apoiar. Sair de lá rouco.

E dirá o leitor, imaculado, do alto do seu pedestal, que o Benfica é muito grande. E é sempre favorito. Mesmo quando jogamos contra as melhores equipas da Europa, temos de vencer. Mesmo com essa grande atenuante, chamada Fernando Santos. Meus amigos, acordem! Estamos no século XXI. O Benfica ainda está a renascer de uma longa hibernação. E a caminhada é longa.

Apoiem!

Crítica não extensiva às claques.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Só peca por tardia...


...a justa homenagem que este humilde blog presta a esta FANTÁSTICA ATLETA!!! Não há quem a pare!!!
PARABÉNS VANESSA

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Um a Um

E porque mais vale tarde que nunca, aqui fica a avaliação detalhada um a um, da performance dos encarnados no jogo da Luz, em que batemos o Nacional por uma bola a zero. Notas de 0 a 10.

A figura:
Assis (9) - Achei bem começar pela estrela da partida; o melhor em campo. Um jogador que admiro, como já várias vezes vinculei. Fez jogadas fantásticas, dribbles seguros, passes curtos e certeiros, arrancadas desiquilibradoras, e destaco ainda o seu excelente entendimento com o Simão.

Quim (7) - Excelente exibição, daquele que para mim, é o melhor guarda-redes português, e de longe o melhor do Benfica. Contei três intervenções de bom nível, e perdi a conta às suas saídas bem sucedidas nos cantos.

Alcides (6) - Discreto. Cumpriu bem a sua função, mas teve alguns erros que permitiram boas iniciativas de Alonso pela esquerda. Será que foi inteligente tirar o Nélson quando estava a voltar às boas exibições?

Luisão (7) - Seguro, como sempre. Gostei mais dele em Copenhaga, mas esteve em bom nível. O golo também ajudou.

Anderson (7) Esteve ao nível de Luisão, mas não marcou. O Fernando Santos teima em fazer mexidas na defesa de jogo para jogo, o que não beneficia ninguém.

Léo (8) - Fantástica exibição do baixinho. Parece-me que o regresso do camisola 20 contribuiu bastante para isso.

Karagounis (8) - Fluente. Veio solucionar um problema que nos vinha a assolar nos últimos jogos: a transposição defesa-ataque. Jogou, defendeu, e fez jogar. Há que dar o mérito ao FS que o colocou a jogar na posição certa.

Katsouranis (7) - Discreto como sempre, mas astuto. Fez um jogo à sua medida. Parece que o Benfica se vai dar ao luxo de ter o melhor trinco português.. no banco!

Simão (8) - De volta, o 20. Um grande reforço para lutra pelo título - diria mesmo, "O" Reforço. Fez a diferença por várias ocasiões, em que todavia se notou alguma falta de velocidade de pique.

Paulo Jorge (7) - Tem sido para mim o melhor do Benfica nos primeiros jogos da época. Incansável como sempre, trabalhador, desiquilibrador e rematador. Tem ainda uma grande pecha, parece-me, a finalização. Caso contrário, já podia levar 4 ou 5 golos marcados.

Kikín Fonseca (6) - Razoável. Trabalhou muito e parece ter uma personalidade excelente; ainda precisa de se adaptar ao nosso futebol. E um golo.. dar-lhe-ia muita confiança.

Miccoli (5) - Foi bom ver o 30 de volta com um peso quase adquado à sua estatura. Um remate, alguns pormenores.. nada de relevante.

Mantorras (4) - Pouco tempo para se mostrar. Nada a dizer.

Miguelito (-) - Não teve tempo de jogar. Porque o nosso treinador teima - como a maioria dos treinadores europeus - em fazer poucas substituições, e já perto do apito final.

Sinceramente, gostei muito da exibição da equipa. Futebol de ataque, fluente, e sobretudo, nada de gastar 65% do tempo útil com passes entre os defesas. De destacar também a mudança de atitude; foi uma exibição cheia de vontade.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Futsal: Benfica conquista Supertaça


O Benfica está de parabéns após a sofrida, mas merecida vitória sobre o Sporting, que nos valeu o 2º triunfo nesta prova.

Num ínicio algo apático e uma primeira parte algo enfadonha, que terminou com 1-0 a favor do Sporting, o Benfica jogava sem qualquer paixão ou raça...E a entrada na 2ªParte conseguiu ser pior, e o Benfica viu-se mesmo a perder por 3-0.

Depois deu-se uma resposta fantástica da equipa, que incentivada pelos seus incansáveis adeptos conseguiu chegar ao empate a 3.

O prolongamento chegava e o Benfica já tinha enviado 5 (!) bolas aos ferros.
Até 18 segundos do final ambas as equipas já tinham mais um golo marcado, altura em que um disparate de Rogério Vilela permitiu o 5-4 para o rival...Mas desengane-se quem pensava que a Taça estava entregue, pois a 8 segundos do final Costinha igualou o jogo e levou-o a penaltys, onde o Benfica foi superior e venceu por 4-3, com uma belissima defesa de Bebé no penalty decisivo.

Depois? Depois foi a Festa...:)


Parabéns Benfica

sábado, 16 de setembro de 2006

È nel ritorno!

..este Miccoli voltou. Oito kg a menos. Com a raça do costume.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

"Heiiii Tooouro"


A “festa brava”, como vulgarmente intitulamos essa união desigual entre cavaleiro/forcados e o touro, apesar de suscitar algumas (muitas?) questões ao nível dos direitos dos animais, consegue fazer-me vibrar com os ritos e ritmos que comporta.

As lides imponentes, as pegas heróicas, o apogeu da volta à arena… tudo isto faz-me recordar o facto de vivermos num mundo de grandes e pequeninos, de dominadores e subjugados, de vitoriosos e vencidos.

Heiii Tooouro!!!”. Eis um título interessante para um tópico sobre… futebol, pensei eu durante a última corrida transmitida pelo canal público de televisão. É interessante observar a similitude entre estes dois acontecimentos públicos. “Tenho de escrever algo sobre isto”.

As dificuldades com que me deparei, logo de seguida, foram: quem seriam os “cavaleiros”, os “forcados” e os “toureiros” desta minha análise? Quem representaria o papel da “aficion”, da “charanga” e da “florista dos mil beijos”? Mas mais importante que tudo isto… quem seria o “touro”?

Encontrei, então, a chave para o problema:

Cavaleiro – Fernando Santos;
Cavalo – Equipa principal de futebol (vá… esqueçam o animal e entrem no espírito);
Aficion – Aqueles que eu gosto de pensar que são os melhores adeptos do mundo (nós);
Charanga – Claques organizadas;
Grupo de Forcados – Corpos dirigentes do SLB, com LFV na pega ao touro;
Touro(s) – Adversários, árbitros (ou não fossem os “bois pretos”), Majores, Pintos da Costa e todos os apitos que não sejam transparentes.

Alguém poderá perguntar: “E o Veiga?”. Como não quero deixar o dito senhor esquecido, vou atribuir-lhe o papel de “Toureiro a pé”. Aquele que, atrás de uma capa vermelha, vai atiçando a fúria do touro o mais que pode.

Na primeira parte do nosso espectáculo, o cavaleiro orienta o seu companheiro (cavalo) no sentido de uma boa lide. Essa seria a intenção! Firmeza, autoridade e confiança exigem-se, caso contrário, a cornada é certa! Quanto melhor for a exibição, maior quantidade de “olés” ouvir-se-á! Sempre apetecível aos ouvidos quando nos impomos. O contrário… nem por isso! Uma equipa só vai para onde o treinador e os dirigentes querem que ela vá. Pode não dar sempre certo, mas, por norma, o cavalo é o reflexo do cavaleiro.

O que mais se ouve, nos meios tauromáquicos, é que o touro, o cavalo e o cavaleiro são amigos, mas se espetar ferros e levar cornadas é ser amigo, o mais lógico é que, do ponto de vista do “touro”, este se aproxime de quem melhor cuide dele (se é que me faço entender). Daí escolher, frequentemente, um terreno onde se sente mais protegido.

Uma das nossas funções é fazer com que o “bicho” não se refugie numa qualquer “tábua”. A nossa grande demanda é fazê-lo regressar ao centro da virtude: o meio! Aí o espectáculo ganha outra dimensão: Isenção e fair-play!

Mas como a festa taurina não vive só de cavalos e cavaleiros (equipas e treinadores), lá terão de aparecer aqueles que também gostam de aquecer o ambiente: os forcados (dirigentes).

Momento de emoção indiscutível é o encontro, cara-a-cara, do “pegador” com o “touro”. Neste ponto em especial, têm sido muitos os “Heiiii Tooouro” ouvidos. Queremos pegá-lo de frente, sem receios. Sabemos que temos ajudas logo atrás, sabemos que a aficion espera pelo momento da chamada “reunião”. Venha o “touro” que vier, estamos e estaremos cá para recebê-lo de frente!

Quando não é o animal a investir, somos nós a espicaçá-lo para que o momento da verdade chegue. Não temos medo, mas, de quando em vez, levamos umas incomodativas cornadas. Pelas notícias recentes, o mais certo é que o “touro”, por ser tão forte e escorregadio, fuja mesmo e não consigamos realizar a tão ambicionada pega. É pena! “Festa taurina” que se preze não dispensa a presença do forcado na volta à arena.

Lá pelo meio, a descontento de alguns (muitos?), o Toureiro a pé vai fazendo a sua perninha num desempenho cada vez mais criticado. Convenhamos… a charanga já não toca em apoio como outrora.

Digam lá se estas lides nada têm a ver com o futebol…

E viva a festa brava!


PS: “… Mas, e então? Onde pára a ‘florista dos mil beijos’ nesta história?”, perguntam-me vocês! Pois… provavelmente estará num qualquer Elefante Branco a “conviver” com alguma espécie de “boi preto”.


Saudações Benfiquistas.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Mediocridade? Não, obrigado!


Como benfiquista assumido, ferrenho e sério que sou, gosto de ver o meu clube ganhar sempre. Sou realista, e sei que não podemos sair sempre vitoriosos, especialmente contra adversários de cariz de dificuldade mais elevado. Mas tal não aconteceu, hoje. Ora, Fernando Santos não é concerteza, nem mais, nem menos benfiquista que eu, assim espero. Digamos que a nossa fervorosidade pelo Benfica é.. equiparável. Pelo que depreendo, é um homem honesto, bem formando, ciente das suas responsabilidades. E, a julgar pelos anos que conta no mundo do futebol, era de esperar que tivesse uma razoabilidade acima da média. Estranho é que, com mais de meio século de idade, de futebol e de vassalagem ao glorioso, ainda não tenha percebido que o Benfica não pode jogar para o empate contra equipas de dimensão muito inferior. E é triste quando um treinador passa essa imagem aos jogadores.

Quando vi o Quim, aos 84 minutos de jogo, a queimar tempo, a réstia de esperança de que o meu [extensível ao leitor encarnado] Benfica joga sempre almejando uma vitória, desmoronou. A primeira substituição foi aos 80 minutos, e o Kikín entrou apenas aos 88, troca por troca, sem arriscar. Aliás, bastava olhar para o banco para ver que as opções de ataque eram reduzidas. O objectivo de Fernando Santos esta noite, era mesmo a mediocridade. Um sentimento de revolta apoderou-se de mim. Desisti. Chegou ao fim da linha, e é altura de sair antes que seja tarde demais! Seja benfiquista, e demita-se. Por favor!

Gostava de enviar uma palavra de apreço aos jogadores, que nada mais fizeram do que cumprir a sua obrigação. Deve ser frustrante ter "ordens" para jogar para o empate. Para a próxima recusem-se a jogar. Têm o meu apoio.

E fique sabendo, senhor Fernando Santos, que fica a dever 600 mil euros ao Benfica. Se abandonar o clube com prontidão, têm um desconto..vá.

Saudações benfiquistas

domingo, 10 de setembro de 2006

A (in)coerência do fair-play

Entrámos muito bem no jogo, mas num erro colectivo sofremos o golo.

[...]

O Sporting poderia ter feito mais um ou outro golo, quer pela expulsão, quer por algum desalento que se foi instalando na equipa na parte final do encontro. Temos de assumir que as coisas não têm corrido bem e trabalhar para melhorar.

[...]

Os jogadores disseram-me que era falta, e também me pareceu. A imagem que tenho de Paulo Paraty é de competência e seriedade. De qualquer forma, acaba por ter influência no resultado, mas continuo com boa imagem dele.

Carlos Brito, após o jogo com o Sporting.


Domingo falamos.

E tu, já te sentiste benfiquista hoje?

Estou desiludido. Bastante abatido, até. Tudo o que se me apraz dizer sobre o jogo desta noite, resumir-se ia facilmente a meia-dúzia de parágrafos recheados de palavrões, injúrias e alarvidades. Porém, não me apetece.

Não me apetece deparar-me nem debater-me com as mesmas dificuldades de todo o sempre; não estou com vontade de me queixar da arbitragem, por muito má que tenha sido; não quero responsabilizar o treinador que certamente estará de moral em baixo como benfiquista devoto que é; também não estou para deitar abaixo os jogadres, ainda que estes não se encontrem isentos de culpas; e muito menos os adeptos, por muitas observações que lhes tenha a apontar.

Apenas me restam forças para dar o mote para uma nova alma, de hoje em diante. Aquela famosa mística, que todos gabam, mas poucos parecem ter nestas alturas. Porque se estão todos contra nós, nós temos de estar contra todos. Parece estúpido, mas faz algum sentido.

Vamos deixar esta derrota para trás; ..vamos apoiar; ..vamos encher a Luz; ..vamos aplaudir; ..vamos gritar golo; ..vamos berrar BENFICA, bem alto.

Vá lá meus caros, pensem em coisas boas. Quarta-feira vai ser bem diferente, para melhor - prometo.


PS - .. PARA O FUTEBOL PORTUGUÊS!

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Quando a Música Toca

Desde pequenino aprendi a ver religiosamente, todas as terças e quarta-feiras europeias, os jogos da Liga dos Campeões. Os meus olhos brilhavam ao ver os grandes astros do futebol mundial a disputar a competição mais bonita do Mundo.
E ficava com pele de galinha quando o Hino saía pelos altifalantes dos mais diversos estádios europeus...

Mas ao mesmo tempo sentia um vazio, e questionava-me na minha meninice no porquê do maior clube do Mundo estar constantemente arredado daquele Espectáculo grandioso, monstruoso, enfim, daquele Espectáculo à nossa medida...

Passava horas e horas a ler histórias do Grande Benfica Europeu, o Benfica que ainda hoje é conhecido por todo o Mundo, aquela Equipa que podia jogar no fim do Mundo, que contaria sempre com os mais fieís dos adeptos; ouvia deleitado as grandes histórias que o meu pai e tio me contavam das inúmeras caminhadas europeias do Glorioso; passava tardes e tardes com a minha bolinha de trapos a rematar contra sofás, quais balizas improvisadas, a fazer eu próprio caminhadas gloriosas do Benfica, enquanto cantarolava aquela Música Arrepiante (mesmo sem saber uma unica letra da melodia)...
Tive o azar de crescer enquanto o Benfica atravessava a pior fase da sua história centenária. Os fiascos na Taça Uefa e Taça das Taças tornavam-se estranhamente em hábito, os dirigentes patéticamente limpavam balneários ano após ano, os jogadores eram na sua maioria de qualidade medíocre e Liga dos Campeões...nem vê-la.

Mas o sonho é a essência da Vida e no final de cada jogo europeu dizia para mim mesmo: "Um dia havemos de voltar...Voltar para ficar".
Esse dia chegou na época passada, e apesar de já não ser nenhum menino, naquele dia do jogo com o Lille, no Imponente Estádio da Luz, senti-me criança outra vez, que finalmente recebía o seu brinquedo favorito. Chorei baixinho ao ouvir aquela Música (com a letra bem sabida desta vez) e pensei feliz para mim próprio: "Este é o nosso lugar. A partir deste dia Benfica vai voltar a ser...o Benfica"
A campanha foi estrondosa, o Benfica espantou o Mundo ao mandar 2 colossos para casa mais cedo, um deles o Campeão da Europa em titulo, só caíndo aos pés do futuro campeão europeu, o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, aos 88 minutos da 2ªMão...Caso para dizer, que a normalidade estava por fim reposta.

Pois bem, dentro de uma semana; vou voltar a ficar com pele de galinha;
o Benfica vai voltar a jogar para a Liga dos Campeões, palco de onde nunca devia ter saído, e volta desta vez contando com o respeito de toda a restante familia, a familia dos Colossos Europeus...


A Musica vai voltar a tocar...
Et Pluribus Unum, SLBenfica.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Tenham vergonha

Processo arquivado. Acham possivel? Normal? Realmente, neste país de ladrões e corruptores, só quem efectivamente o é, é que se safa!!!

Ao ler os jornais de hoje, veio-me logo á ideia este post do Pedro Neto.

Que descreveu, na perfeição, o estado de espirito de muita gente honesta, trabalhadora e que não se conforma! Nunca!!!!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

... E a Arca partiu!


Imaginem uma tempestade de proporções bíblicas. Qualquer coisa como um dilúvio digno de constar numa das piores páginas do Apocalipse (para quem não souber, o Apocalipse retrata, de alguma forma, o fim dos nossos dias)...

... Estão a imaginar-se dentro das vossas casas, no quentinho, à luz da uma lareira romântica, a ouvir a chuva bater nos vidros? Quiçá com a presença de uma bela companhia, ao som de um qualquer registo musical?

Eheheh... bem... então não sabem mesmo o que é o Apocalipse! Eu disse que era uma tempestade monstruosa, um cataclismo horrífico, uma coisa para meter medo ao susto!

CORRAM, SALVEM-SE, PROCUREM ABRIGO!!!

As pobres criaturas da Terra já se movimentam, aturdidas, porque pressentem o fim dos tempos e vocês aí a pensar em noites de fantasia. Os ventos sopram agrestes, o mar agita-se para tomar aquilo que, agora, lhe parece seu. O peso da “mão” suprema está para vir.

- “Oh Maria, oh Manuel, oh Madaíl, oh Valentim… temos madeira suficiente para construir uma Arca? Salve-se quem puder!

Sacrifícios “animais” e humanos são ponderados fazerem-se para afastar a fúria do “Deus” enraivecido. Mas todos sabem que, nesta fase, será apenas perda de preciosos minutos… indispensáveis segundos na luta pela sobrevivência. A tempestade virá e, entre mortos e feridos, alguém terá de escapar para contar a história.

- “Mas porquê?” - perguntavam eles estarrecidos.

- “Que mal “Te” fizemos nós para merecer tal ira?

- “Terei sido eu a “Te” enfurecer?” – perguntou alguém que se rege pelos bons princípios da vida.

Logo, o tumulto surgiu e mais vozes se fizeram ouvir com a mesma pergunta, até que alguém, entre dentes e pelo meio do burburinho, questionou:

- “Terei sido eu?” – levantou-se uma voz tremida e insegura lá do fundo da sala.

Silêncio absoluto fez-se...

Não havia tempo a perder! A Arca não se fazia sozinha e as estratégias de construção e fuga à enorme intempérie urgiam ser delineadas. Reuniões foram realizadas, conversas foram tidas, apertos de mão (com juras de confiança e fidelidade) foram concretizados.

Foram horas e horas de árduo labor. Milhares de homens e mulheres trabalharam para um fim comum (é interessante como as pessoas se esforçam e decidem rápido quando a sua cabeça está a prémio).

A Arca, enfim, está pronta! Mesmo a devido tempo! O negrume no horizonte avista-se de forma clara e inequívoca. É necessário deixar, de forma rápida, entrar todos os que, por livre vontade, assim desejam fazê-lo.

Foram ricos e pobres a acorrer ao local. Uns, mais atempadamente que outros, já se encontravam à entrada da referida construção. Alguns, com muito custo, deixavam tudo aquilo que haviam construído. Outros, que nada tinham a perder, acreditavam que seria apenas mais uma tempestade típica das invernias.

- “Não fui eu a provocar a ira. Sei que não fui eu” – retorquiu alguém que, a pés juntos jurou que o mal não lhe chegaria.

- “Deus irá salvar-me… Deus irá salvar-me…” – firmemente afirmava uma voz. A tal voz outrora tímida, que no momento parecia cada vez mais segura de si.

- “É loucura… vem connosco… não podemos esperar mais tempo. Vem!” – gritavam e esbracejavam aqueles que tinham a esperança de ver aquela pobre criatura dentro da Arca. Nela existiria acalmia, paz e segurança.

- “Deus vai salvar-me… Deus vai salvar-me…”.

Atemorizadamente, olhava-se o céu e os raios de fogo que dele caíam. A porta teria que ser fechada. Existia a consciência que justos e pecadores partilhavam o mesmo espaço, mas, num momento como aquele, esqueceram-se egoísmos, inimizades e injustiças. A partir daquele momento, uma vez fechada a porta, a vida na Terra não mais seria igual.

- “Deus vai salvar-me… Deus vai-me salvar-me…”.

... e a Arca partiu!

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Quando a Rádio... relata!


Não atribuam significado de monta às palavras que se seguem. Encarem-nas antes como um desabafo melancólico de quem aprendeu a gostar de futebol através das ondas Hertzianas de um simples rádio “colado” ao ouvido.

Os tempos são outros. O futebol moderno exige outro tipo de projecção, visibilidade e contrapartida financeira, não se compadecendo com nostalgias ou olhares saudosos quanto a comportamentos uma vez tidos no passado.

Falo-vos, obviamente, das tardes solarengas no Estádio, passadas em família (vivendo nos Açores, não tive esta experiência). Mas falo-vos, igualmente, de um alguém que abria a porta do seu carro para que o relato pudesse ser ouvido (alto e a bom som) pelos amigos e demais que ali passassem. Falo-vos do ambiente sonoro que só uma rádio sabe transmitir. Falo-vos dos voos (na verdadeira acepção da palavra) que o dito aparelho fazia por um golo falhado, por um golo sofrido ou por um golo efusivamente festejado. Coitado do rádio! Meu querido e amado rádio!

Falo-vos das tardes e/ou noites com o rádio na mão, à espera que aquela adrenalina de nada ver e tudo imaginar se transformasse num momento único e mágico: o golo.

Aqueles instantes de perder o fôlego, de sentir-se fora do corpo, de gritar em uníssono, ou mais alto se possível, com o jornalista desportivo o nome do nosso clube. Foi golo do Benfica, Mãe! “Qualquer dia dá-te uma coisa má”, dizia-me ela.

Sabem… ainda hoje vibro e arrepio-me com o relato de um golo do Benfica na rádio!

A bola bate no peito… cola na relva…” … e, naquela língua estranha mas hipnotizadora, lá ia a bola a caminho da baliza para satisfazer o desejo de milhões de adeptos do futebol.

O fenómeno televisivo, no que ao desporto diz respeito, é recente. Devem estar a pensar: “… lá vai surgir uma frase do tipo: no meu tempo…”. Pois… nesse tal tempo os derbys (nem vos falo dos outros jogos) eram ouvidos, para quem vivia longe do estádio, junto aos pequenos rádios. “Bebíamos” cada frase do jornalista de serviço e imaginávamos a pessoa que estava por detrás da voz que nos fazia optar por aquela frequência e não outra qualquer.

Não estou a querer dizer que antes era melhor nem pior. Era… diferente. Ter a oportunidade de visionar todos os jogos do Benfica fez-me aproximar cada vez mais do clube, mas não deixo de me consciencializar que o futebol, tal qual aprendi a gostar, deixou de existir. O velhinho rádio foi esquecido e, muitas vezes, substituído por um comando que, apesar de mais leve, dá-me menos gozo em atirar quando as coisas correm mal (lol). Nem me venham com a ideia de atirar a televisão…

Se pensar que, às vezes, som e imagem (rádio/tv) não coincidem em termos de realidade (convenhamos… na rádio exagera-se um bocadinho) e simultaneidade (som chega primeiro que a imagem), afirmo sem margem para dúvidas que a televisão ocupou o seu espaço (e o de outros) no panorama desportivo, no que à transmissão directa diz respeito. Outra coisa não seria de esperar…

Para além disso, facilmente se troca o calor do estádio (está bem, às vezes faz frio) pelo comodismo do sofá. Pelos horários dos jogos, o convite é pessoal e inequívoco para quem mora longe desses palcos: “deixe-se ficar em casa com uma cerveja na mão”.

Não posso deixar ainda de referir que a televisão e os interesses financeiros a ela associados estão, cada vez mais, a desvirtuar a ideia do “fim-de-semana desportivo”. Antes os jogos eram, maioritariamente, disputados ao Domingo (à mesma hora). Hoje, por interesse óbvio dos clubes, o referido termo assume a forma de 4 dias.

O “futebol paixão” (do ouvido na rádio e presença no estádio) deu lugar ao “futebol – máquina financeira” (o futebol da televisão).

Vossa pergunta: “Agora é que te apercebeste disso tudo?... duhhh!”.
Minha resposta: Não! Apenas gostaria de frisar com este post que, apesar de tudo, nem sempre quando o tempo muda, as vontades também o fazem. Perdoa-me meu querido rádio...

Abraços Benfiquistas.

domingo, 27 de agosto de 2006

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Um Rui Costa à Benfica

Foi sob um ambiente fenomenal que o Benfica logrou o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, com uma vitória bem conseguida diante de um Viena muito debilitado. 3-0.

Mas a noite foi do maestro. O 10 deslumbrou os quase 60 mil espectadores presentes na Luz, marcou, assistiu, e brilhou.

E equipa fez uma boa exibição, mas ainda há muito a melhorar.

sábado, 19 de agosto de 2006

Constatação de um facto

Escrevo isto com apenas 20 minutos de jogo do porkos Vs Vitória de Setúbal para a Supertaça:

- Oo porkos entraram em campo apenas com 3 jogadores portugueses (Cigano, Bosingwa e Meireles). Se fosse o Benfica, eu nem quero pensar o que seria...

-É mais do que evidente a vassalagem prestada pelos locutores da televisão aos porkos... Eles vibram mesmo com o Futebol Clube do Putedo!!!

Universalidade

Hynnerid, 500 km's a sul de Estocolmo, na Suécia. Uma paragem para almoçar na terriola. Depois de 'self'-servidos, um senhor gordo, a rondar os 165 centímetros de altura, de cabelo grisalho - o típico sueco -, dirigiu-se a nós num inglês arcaico, intercalado por gargalhadas:

- Where 'u from?
- Portugal - alguém disse.
- Oh, Portugal - rosnou ele - Benfica, very good!
Vira-se para mim, qual Maya, ri-se e diz:
- you, you love Benfica!
- Of course - respondi eu.
- We're from Oporto, soltou alguém.
- Yeah, Benfica. nice. - disse o homem, visivelmente excitado.
- But we live in Oporto.
- No..no. Benfica! Very good. Very good.


Um pouco mais a Sul, algures na world wide web, os reds de merseyside dão mais um exemplo da Universalidade do maior clube português. O clube com mais sócios do Mundo.

A podridão do futebol português

Conforme o sempre atento 1971 alertou, no seu tempo devido, o compadrio e a corrupção ainda mandam, e muito, no futebol português.

Consequências:

a) quem age em beneficio do Futebol Clube do Putedo, vai treinar a Selecção Nacional de sub-21;

b) a menos de uma semana do inicio do Campeonato Nacional, ainda não se sabe com quem o Benfica irá jogar.



Tirem as vossas conclusões...

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Não estou!... Simplesmente, não estou!


Não estou!... Simplesmente, não estou!

Não estou contente (os austríacos são fraquinhos). Não estou triste (empatar com golos é um mal menor). Não estou optimista porque construímos uma equipa para um modelo de jogo que, pelos vistos, ficará em “banho-maria” (outro mal menor?). Não estou pessimista porque temos um treinador flexível. Pior que não admitir um suposto erro é insistir num facto evidente à vista desarmada: a inadaptação à estratégia!

Não estou a favor da táctica porque já mudámos tantas vezes que já nem sei o esquema hipoteticamente a aplaudir. Não estou contra ela porque, sem uma, também não vamos lá! Nunca, como agora, vi tanta “multiplicação”: é 4x3x3… é 4x4x2… é 4x4x1x1… é 4x2x3x1… é 3x4x1x2. E os dias a passar…

Como rentabilizar 5 avançados com espaço para apenas 1 (4x3x3 hoje)? Em alternativa, como criar mais-valias pelas alas se os extremos que dispomos, aos meus olhos, não se chegam à qualidade (desde muito cedo patenteada) de Simão, por exemplo? Porquê apenas 6 defesas para toda a temporada, sabendo que apenas dispomos de dois laterais de raiz? O que fazer com todos os médios deste plantel? Baralhar e voltar a dar?

Não estou contra o treinador (é muito cedo para “obituários” – não me revejo na figura de cangalheiro, sequer) porque, apesar de não ter sido a minha escolha, é (como outros também o foram) o técnico do Benfica. Não deixarei de lhe apontar o dedo sempre que necessário for (já comecei, como bem se pode constatar), mas deixemos o homem trabalhar. Opinem, manifestem-se pela crítica assertiva, mas esqueçam-se dos assobios e dos lenços brancos porque, no Verão, aconselha-se o mínimo de roupa possível. É um adereço dispensável.

Não estou contra os jogadores, apesar de pensar que Deus, na Sua infinita sabedoria, não distribuiu inteligência e raciocínio rápido a alguns jogadores do Benfica, tal é a forma um pouco descabida como são admoestados com cartolinas amarelas ou são apanhados em contra-pé pelos adversários. Vamos acreditar que são apenas resquícios de umas férias bem gozadas e que o juízo volta logo, logo.

Não estou contra o Departamento Médico, mas ai daquele que se lesionar até o início do campeonato. Muito menos depois! Não estou com disposição para me digladiar de argumentos com ninguém a respeito da importância do Miccoli, por exemplo, nesta equipa quando não está com uma lesão muscular. Afinal de contas… temos os melhores ou não?

Também apetece-me dizer que não estou com o espírito pequenino que temos vindo a demonstrar. Não estou com a falta de ambição, o cansaço físico anormal que se tem notado, a insegurança dos nossos três guarda-redes, o desaparecimento do Nelson desde a temporada passada, o Manuel Fernandes que se anda a tratar num “estaleiro” qualquer à revelia do Benfica (pelo que se disse), a “novela Simão” que já tresanda de tanto se mexer nela.

Quanto a este último ponto…oh rapaz (sim, sou mais velho que o Simão), ou vais ou ficas! Isto não é vida. Obrigado pelos golos, pelas assistências, pelo campeonato e pelas taças que ajudaste a vencer, pelo brilho que deste à nossa camisola, mas estou farto desta tua cantiga do “roda, roda, vira, roda, roda, vem”. Decide-te homem!

Apeteceu-me hoje… não estar!

Para quem não gostar destas linhas e quiser retorquir, não se esqueça: não estou! Aliás… estou com o Benfica e também estou de férias. Mas tenho que referir que o pouco tempo dedicado a esta causa (o Glorioso), infelizmente, tem sido complementado com um desligar da TV, interligado com o desabafo:

…“Perdoai-lhes, Senhor…”