quinta-feira, 31 de maio de 2007

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Mentalidades


«Tenho o sonho do futebol inglês, de chegar a um grande clube como o Chelsea»
Fábio Coentrão.

«Benfica é o maior clube do mundo!»
Marc Zoro.

Um tem 19 anos de inexperiência e foi contratado a um clube da Liga de Honra. Outro, se tiver feito o registo a horas, tem 23 anos, representou o seu país no último Campeonato do Mundo e já tem créditos firmados no futebol Italiano. Atentem agora no desfasamento do discurso dos dois, e percebam a qual não adivinho muito sucesso para o seu futuro.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Top 10 - Assistências dos Clubes Portugueses em 06/07

1º Benfica, 345.687 (43.210 por jogo)
2º F.C. Porto, 319.178 (39.897)
3º Sporting, 246.925 (30.825)
4º Vit. Guimarães, 164.820 (20.602)
5º Sp. Braga, 107.523 (13.440)
6º Académica, 94.320 (11.790)
7º Boavista, 71.714 (8.964)
8º Beira Mar, 70.739 (8.842)
9º Vit. Setúbal, 60.296 (7.537)
10 Belenenses, 59.132 (7.391)

Benfica lidera a lista com a melhor média de assistências na época que agora finda. Mau era se assim não fosse! Continua, a meu ver, um pouco aquém das capacidades mobilizadoras do clube e do ascendente número de sócios. Isto se os senhores do maisfutebol não se enganaram nas contas.

Sondagem #2

Resultados da 2ª Sondagem Eterno Benfica

Nova sondagem já disponível: Quem foi o melhor jogador da época?

Para quem ainda não reparou, há novidades na nossa barra lateral - cuja zona de links ainda se encontra em construção. A partir de agora disponibilizaremos aquele que consideramos ser o Vídeo do Momento, com especial incidência para os golos e resumos de jogos das diferentes modalidades e compilações.

Brevemente anunciaremos mais novidades para este defeso que promete muito.

Saudações Benfiquistas!

sábado, 26 de maio de 2007

Alçar compensa

«Nuno Espírito Santo regresa ao FCPorto»

Cá se fazem, cá se pagam. No fóculporto, com os favores, é assim que se trabalha. Depois não me venham falar em vitórias justas e congratualações. Eu avisei.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Ainda em jeito de balanço


O Melhor

Dos vários jogadores que, a espaços, se foram evidenciando ao longo da época, nenhum teve a constância exibicional nem a garra, o querer e a capacidade de arcar com a equipa às costas do Petit. Katsouranis foi o primeiro a destacar-se, nos primórdios da época, mas, vítima da inexistente rotatividade de Fernando Santos, deixou-se vencer pelo cansaço. Depois foi a vez de Simão e a sua veia goleadora serem os principais protagonistas, para deleite dos Benfiquistas. Mais para o final, Miccoli e Karagounis foram os que apresentaram o futebol mais vistoso, em clara minoria no plantel encarnado. Todavia, na minha opinião, foi o grande Armando Teixeira o activo mais valioso esta época. É, aos 30 anos, um ícone do clube.

Os Flops

Não restam dúvidas de que a qualidade do futebol de Nélson tem vindo a descer em flecha. Esta época, após a saída de Alcides, não tinha adversário para o lugar e tratou de se reclinar à sombra da bananeira. Quero o Netcha de outros tempos de volta! Derlei é outro. Chegou, correu, correu e.. não fez nada de especial. Para além das carências técnicas e psicológicas, o seu comportamento em campo era, grande parte das vezes, reprovável. Que se vá. Depois há Nuno Gomes. Não tenho palavras para descrever a época de um dos nossos símbolos, depois de, no ano passado, ter feito 15 golos e uma excelente campanha. Que volte em Julho com o valor que eu lhe reconheço, faz-nos muita falta um ponta-de-lança a sério.


Os que eu gostava de ter visto jogar

Moreira, Moretto, Manú, Miguelito, Paulo Jorge, Diego, Karyaka e Mantorras. Todos eles têm uma coisa em comum: valor a mais para os minutos que jogaram. Fernando Santos tem dito que sem ovos não se fazem omeletes. O que eu acho é que, quando o cozinheiro é o degredo, mais vale ir comer fora. Paulo Jorge começou a época em alta, lesionou-se, e logo o Engenheiro tratou de o esquecer. Miguelito, com um pouco de rodagem, tinha capacidade para assumir o posto de lateral esquerdo na seleção..quase nem calçou. Sobre Mantorras já me pronunciei, alguém está a mentir aos adeptos ou então o angolano anda iludido. Diego foi brilhar para longe. Karyaka foi queimado à uma época, por um conhecido periódico desportivo. And so on.


Revelação

A revelação desta época, no Benfica e na Liga, foi o jovem central David Luiz, contratado no Mercado de Inverno. Sagaz, veloz, bom sentido de antecipação, bom tempo de corte e óptimo jogo a aério. Muito bom!

João Coimbra - parabéns para ele que completa hoje 21 anos -, também despontou este ano da formação, revelando alguns pormenores interessantes. Merecia mais minutos. Pedro Correia ascendeu este ano à equipa principal e ainda tem muito que trabalhar para lá chegar mas, aos 19 anos, é uma grande promessa. Quem também promete muito é o talentoso oriental, Yu Dabau, que deverá mudar-se para os séniores na próxima temporada.


Reforços

Fábio Coentrão e Zoro, dois jovens com bastante potencial para posições em que não tivemos alternativas suficientes! Não conheço ao pormenor mas fiquei agradado com as contratações.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

20 milhões... de quê?

... De euros, já sei, mas para investir em quê? Ilusões? Botas de futebol? SPA’s para os jogadores? Um novo autocarro? Os sócios e adeptos, com sacrifício, vão continuar a empatar dinheiro (muito necessário para o seu dia-a-dia) em remedeios, tais como o Beto, o Marco Ferreira ou o Moretto? Como é que se explica e coaduna a incongruência do discurso, caracterizado pelas promessas de vitória e glória mundial (clara conversa para boi dormir) com os resultados presentes e perspectivas futuras (reais) de acção directiva?

Muito se escreve sobre a saúde financeira do Benfica (melhor que a do passado). Compreendo que os compromissos financeiros, já assumidos perante a banca, nos deixem com a corda ao pescoço durante uns largos anos, no entanto, é-me difícil compreender esta óptica de desinvestimento directo no futebol que, de algum tempo para cá, os nossos dirigentes têm assumido. Há uma clara separação de águas entre gasto e investimento. Uma não tem retorno e a outra, se bem delineada a estratégia, trará benefícios. Quando estávamos a melhorar, inverte-se a política (quantidade em detrimento da qualidade).

A pergunta que todos devemos fazer é: os 20 milhões representarão despesa ou investimento?

Os sonhos não alimentam o estômago! Quando deixaremos de pensar que somos os melhores se, dentro do campo, outros provam o contrário? Não se contente apenas, Sr. LFV, por sermos o clube com maior número de sócios. É que, melhores ou piores benfiquistas, os que pagam efectivamente as quotas, fazem-no na esperança do retorno desportivo (outros também do retorno financeiro, através das acções). Qualquer dia, terá de lançar outra “Operação Coração” por já não haver “sangue” em quantidade suficiente para mandar oxigénio àquele que faz tudo o resto funcionar. E não será necessário esperar mais 11 anos…

Dos 20 milhões que aí vêm, estarão “apostas” do calibre dos 5 ou 6 atletas a dispensar (pelo que se fala)? Será este o perfil de jogador que representa a dita real mais-valia e elemento contributivo para um Benfica Nacional, Europeu e Mundial? Não pretendo mais que três contratações (pensando que ninguém importante sai), mas os que vierem não podem ir aquecer o cuzinho para o banco, esfregando as mãos pelo contrato da sua vida. Este período de contratações, obrigatoriamente, teve de ter início há muitos meses atrás, mas será que o Presidente LFV e o Director Desportivo LFV têm conseguido conciliar as duas funções de forma eficiente e eficaz? Será que o Presidente e o Director Desportivo andaram a lutar contra moinhos de vento, tal qual Dom Quixote? Não me canso de repetir esta preocupação!

Ou será que, em inaugurações de Casas do Clube, se anunciam medidas éticas e morais como condições para o exercício de funções e, pela porta dos fundos, há assalariados a empurrar as palavras de LFV para dentro da boca do mesmo? Já nem sei o que me descansa mais…

Não me vou alongar sobre o tema “Treinador”, mas não deixo de perguntar-me se a alternativa Fernando Santos (sim, sempre me pareceu alternativa a alguma coisa) é mais válida pelo dinheiro a menos que receberá, em contraponto com o salário de Eriksson ou Camacho (por exemplo), ou se é mesmo uma fezada de Luís Filipe Vieira e seus pares. Aposta na estabilidade? É um bom argumento, mas até quando? Sim… quantos anos mais vamos ter de perder até se investir a sério no futebol profissional do Benfica?

São muitas questões às quais LFV terá de dar respostas efectivas, no campo da acção, independentemente da construção do novo estádio, do centro de estágio, dos três títulos conquistados (taça de Portugal, campeonato e supertaça) e de todas as iniciativas que tornaram o Benfica uma instituição ainda maior. Outros não pararam o seu percurso!

Neste seu mandato, Sr. Luís Filipe Vieira, ainda nada ganhei…

terça-feira, 22 de maio de 2007

Força Liverpool!

Já era fã, mas quando há cerca de um ano fui convidado para responder a esta entrevista, no fabuloso Spying Kop, o melhor fórum do Liverpool, tornei-me um ainda mais fervoroso adepto deste clube e dos Scousers, os seus fidelíssimos e fantásticos adeptos. Transportam uma mística inexcedível por todo o mundo e uma mentalidade de fazer cair o queixo a muita gente. Que amanhã possam mudar o vosso slogan para We've won it six times. Pela minha parte, meus caros, you'll never walk alone!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Nós só queremos... um Benfica Campeão!

Hoje, tal como noutros iguais, é dos raros dias (noites) em que sinto inveja de alguém. Não por desgostar de ser quem sou ou do que tenho, mas por saber que a alegria de terceiros se transforma na minha própria infelicidade. É um facto.

Pouco tenho escrito porque pouco me apetece escrever. Tento encontrar motivos para me animar (reforços, manutenção dos principais jogadores, mudança de técnico), mas a realidade só me mostra um caminho descendente. Incrível, não? Nem conseguimos ficar muito tempo no topo e já estamos a descer novamente. É a dinâmica de vitória (ou falta dela). Ponto! Começou e acabou num ápice.

Lá no fundo, quem é que ainda não pensou que, se não fosse Trapattoni e Cª, Lda., o mais certo era termos chegado aos 17 ou 18 anos sem vencer o campeonato? Qual campeonato atípico qual carapuça… se assim for, somos nós que andamos “atípicos”, “anémicos” e “descompensados” há muitos anos. Ganhámos na altura e pronto. Eu quero é vencer mais e mais.

Agora vem a época da venda de sonhos ou ilusões. Aliás… já começou. Com 20 milhões no bolso, declaradamente para investir na equipa de futebol, quero ver onde vão arranjar desculpas para não vencer o Paços, o Beira-Mar (este até desceu), a Naval ou o Braga. Quero ver, primeiro que tudo, como é que convencem aqueles que só querem sair desde há muito (com Simão à cabeça) que o melhor caminho é ficar (desmotivados, mas mais ricos, talvez). Quanto é que essa operação nos irá custar? É que são só 20 milhões e a qualidade dos que saem (normalmente boa) contrapõe-se com a incógnita dos que estão para vir.

Já não vejo em Luís Filipe Vieira um homem calmo e seguro de si. Vejo-o a distrair-se em demasia com assuntos que pouco têm a ver com o terreno de jogo. A assumpção dos dois cargos (Presidente e Director Desportivo) preocupa-me por isso mesmo. Se tivermos os melhores e marcarmos de tudo o quanto é canto e lado, não há árbitro que salve a escória do Norte, do Sul ou do Centro. Se concentrarmos as nossas atenções no reforço qualitativo da equipa de futebol, poderemos deixar que os vizinhos do lado se desgastem nessa luta que será sempre inglória. Ainda não perceberam que será sempre inglória? Então sejamos melhores que eles e isso, infelizmente, não temos sido.

Pelo 49º ano consecutivo (sentido figurado, é claro), vamos bater nas mesmas teclas:

=> Precisamos de um ponta de lança que marque golos. O Sporting tem, o Porto tem, o Boavista tem, até o União de Tomar deve ter. Os campeonatos decidem-se nessa zona do campo. Porque raio, passados tantos anos, ainda não investiram num gajo que dê nojo de tanto ver marcar, hein? Ainda não perceberam que o dinheiro que já se perdeu (por não ganharmos nada) teria sido mais bem aproveitado na compra de alguém que marque, pelo menos, uns 20 golos por época?;

=> Precisamos deixar de comprar por comprar. Quantos jogadores estarão na lista de dispensas? Só falarei pelo que se lê na imprensa, mas comungo da mesma opinião: Moretto, Paulo Jorge, Manú, Miguelito, Beto, Marco Ferreira… É com muita honra que os vimos chegar, quiçá (para eles) ao topo das suas carreiras, mas muito comodismo se avistou pelos lados da Luz. “Cadê” o espírito de trabalho para conseguir mais e mais? Terá sido só casmurrice de Fernando Santos a aposta nos mesmos? Não deveremos traçar um perfil psicológico dos atletas para precavermos este tipo de situação?;

=> Precisamos regressar aos treinadores com carisma (Camacho, Trapattoni…). São guerreiros, lutadores, motivadores e congregadores de adeptos e jogadores. Ainda que não concorde com muito do que foi feito na era Koeman, sinto que perdemos o sentido de estratégia na contratação de Fernando Santos;

=> Precisamos olhar mais para os escalões de formação, em caso de dúvida entre compra estrangeira ou aposta portuguesa. Quem sabe, algum puto agiganta-se e traz uma mais-valia ao plantel. Não olhem para Marco’s Ferreira’s, em fim de carreira, ou para Derlei’s, que já mostraram tudo o que tinham para mostrar. É queimar dinheiro vivo.

E muito havia para dizer, mas a desmotivação não aguça o apetite da escrita. Quiçá, depois dos vizinhos da segunda circular vencerem a Taça de Portugal (nada restando para nós este ano), Luís Filipe Vieira acorde para a realidade e perceba que se este gigante não for espicaçado novamente (desta feita a responsabilidade tem de partir dele), os "roncos" far-se-ão ouvir por muitos e largos anos.

sábado, 19 de maio de 2007

Quem não tem lagosta..

.. tem que dar mobilidade aos carapaus.

Esta é uma das máximas que o ilustre e distintíssimo Professor Neca já tornou célebre. Detentor de um frondoso bigode e de uma agudeza mental fora do comum, o treinador do Aves é um génio táctico. Sob a sua batuta, os seus comandados são capazes de se exceder na arte do pontapé na bola. Diz que até aquele prematuro que joga na frente já marcou uns tentos de belo efeito. Mais, é capaz de aliar a sua mestria táctica a uma eloquência jamais escutada nos flash interviews de todo o mundo.

Devo confessar que a minha confiança para enfrentar a trigésima e última jornada da liga é tremendamente diminuta. A generalidade dos benfiquistas concorda. Tenho ouvido e lido muitos crentes a falar de fé, de fezada, de esperança. Eu também as possuo. São residuais, de facto, e representam-se sob a forma de um sábio cinquentão careca e corcovado, com requintada pilosidade facial, mas estão cá dentro.

Estava eu a brincar com a minha action figure do Prof Neca enquanto matutava sobre o seu 5-4-1 ofensivo que nos poderá levar ao título quando me deparo com uns textos fabulosos sobre a sua pessoa. A sua leitura é absolutamente obrigatória.

Já reservei, entretanto, um espaço nas minhas nádegas para uma tatuagem deste grande Senhor caso, com a ajuda dos seus carapaus, nos abra o caminho para o título. Acredito sinceramente que "o Aves vai continuar a espalhar magia" nos relvados de todo o país. Mas na Vitalis não, por favor.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Nothing Else Matters

Peço-vos que leiam este post com muita calma e capacidade de abstracção.

Imaginem-se no meio do nada e o vosso(a) companheiro(a) traz-vos um barco (leia-se: um sonho, um desejo) como presente. Nada de anormal, se o contexto da história não se passasse numa imensidão de… gelo (leia-se: dificuldades).

Indiferentes a tudo, mesmo sabendo que a época era de invernia e que as temperaturas não permitiriam por água dentro entrar, caminharam alegre e solidariamente até que o sonho se cumprisse. De mãos dadas e firmes no seu propósito, avançaram rumo ao rio mais próximo para libertar as amarras deste desafio. De nada serviu.

Partiam de noite e chegavam ao destino pela manhã. Fizesse chuva, vento ou sol, lá estavam eles a tentar quebrar, literalmente, o gelo que os envolvia e que os impedia de cumprir a sua vontade. Não saberiam eles que só na próxima estação o degelo aconteceria? Não poderiam eles remeter-se à conformidade do ambiente que os rodeava? Porquê tanta entrega, tanto esforço para voltar a casa sem a recompensa devida?

Mas em momento algum se lhes notaram cansaço ou desânimo. A força do querer de ambos era tal, que um qualquer sorriso disfarçava a frustração que pudesse existir. O barco haveria de navegar. Mais tarde ou mais cedo assim aconteceria.

… E um dia aconteceu! O gelo tornou-se mar, a persistência venceu as barreiras do meio adverso e o barco, finalmente, partiu. Aquele que antes não passava de um projecto, de um anseio, acabou por se tornar num elemento real de admiração e contemplação. Tudo estava consumado.

Juntos, confiantes na sua vitória e cientes que só o trabalho, a ajuda mútua e o companheirismo os trouxera até ali, renderam-se à evidência da maravilha que acabavam de provar poder existir: a fé, a crença num ideal, a busca determinada de um objectivo.

Esta não é mais que a história de muitos nós, escrita por outras linhas, naturalmente.

Não sei se já tiveram oportunidade de visionar um clip, velhinho, dos Apocalyptica, numa versão do “Nothing Else Matters” (Metallica)? Pois bem… há lições que se aprendem nas coisas mais simples da vida. No fim deste post, encontra-se o vídeo a que me refiro e que retracta estes parágrafos que atrás escrevi. Dissociá-los seria um erro.

A nossa história, como benfiquistas, poderia começar assim:

“Um dia alguém trouxe-nos uma prenda. Não importa quem. Era de um vermelho ardente que ilumina a alma. A partir daquele momento, o “antes” não existia e o “depois” seria melhor. O “agora”? O “agora” é feito de gelo”.

Hoje, poderemos não ter sido os melhores e o gelo impedir-nos de partir, mas já é noite e, antes que amanheça, quero ser um dos primeiros a acreditar que o barco vai seguir o seu rumo novamente.

Um grande reconhecimento e obrigado a todos aqueles que não desistem.

O resto? … “Nothing Else Matters


http://www.youtube.com/watch?v=rbTozgoj9OQ

terça-feira, 15 de maio de 2007

Podem vir as faixas !

Poucos são os que têm a ilusão de que o campeonato pode fugir ao fóculporto. No próximo domingo a vitória está garantida. Se não for por intermédio de fruta e chocolatinhos, da arbitragem do primo do Quim Barreiros ou de alçares de perna manhosos será certamente por obra e graça do Espírito Santo.. do Nuno, claro!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Este é para os academistas

Começo a ficar farto de ouvir as tretas dos sportinguistas em relação às famigeradas camadas jovens do seu clube. É indesmentível que o Sporting foi, durante os últimos anos, o principal formador do nosso país. Primeiro, porque os cofres leoninos estão na bancarrota, o que torna a aposta nos jovens a política mais acertada. Segundo, porque em termos de condições físicas e humanas estavam bem melhor municiados.

Neste momento, o cenário é diferente. O Benfica construiu do zero uma fabulosa estrutura de recursos humanos que se aliou ao novíssimo e extraordinário Centro de Estágio para formar um Departamento Técnico para a prospecção e formação de novos jogadores que é do melhor que há na Europa. Coordenada pelo Sr. António Carraça, a estrutura de formação do Benfica é de uma complexidade fantasmagórica. As redes de dirigentes, olheiros e treinadores são muito extensas, estão bem distribuídas e oleadas. Os talentos começam a desbrotar e os resultados a surgir, obviamente com mais relevância nos escalões mais jovens, que se deve à precocidade da nova estrutura.

Vem isto tudo a propósito de algumas lagartixas desbocadas que teimam em não admitir que, neste momento, o Benfica está a par do seu clube no que toca à formação. Compreendo que lhes custe ver esvair-se entre os dedos um dos poucos domínios que lhes restam, mas um pouco de bom senso não faz mal a ninguém.

As classificações vêm precisamente atestar a minha opinião. Em todos os escalões o Benfica está na luta pelo título nas respectivas fases finais. As batalhas mais intensas travam-se nos Juniores, uma competição bastante seguida em que o Benfica, apesar de ter uma equipa muito menos calibrada e experiente que a do Sporting, está na liderança da tabela classificativa.

Este é o cenário no final da primeira volta, quando o Benfica já se deslocou ao reduto de dois dos seus três adverários:

Numa coisa invejo o clube de Alvalade, ao invés de contratarem (ainda mais!) jogadores de valor incerto, preferem apostar na prata da casa. Agora o meu Benfica também tem condições para o fazer, e não se admite outra coisa.

Parabéns!

Parabéns à Dream Team de futsal do Benfica pela conquista de mais uma Taça de Portugal - a terceira em seis anos de existência da secção mais vitoriosa dos últimos tempos.

A vitória ainda soube melhor depois da grande goleada à lagartagem. Não chores, Zézito.

sábado, 12 de maio de 2007

Mamma mia! Ou, em português: Ai o carailhi!

Para alguns não é novidade o rumor de que o italiano Fabrizio Miccoli se poderia mudar para os lados do Contumil, já na próxima época. Devo confessar que acho que a possibilidade de isto vir a acontecer é extraordinariamente esmagadora. Trocas a feijões entre Maniches, Sokotas e Jankauskas não me fazem espécie nenhuma, mas perder um dos três melhores jogadores da equipa para o rival que eu mais odeio chega a ser confrangedor.

É certo e sabido que a Juve quer Pepe e que o Porto, a entrar em declínio financeiro, é cada vez mais um clube vendedor. Pinto da Costa, descontando as habituais flatulências, já anda sem bufar há muito tempo, é bem capaz de estar a preparar uma das dele. Confesso que seria uma estocada fulminante para mim, que sou um apaixonado pelo seu soberbo talento.

Creio que o Benfica não tem cláusula de opção sobre o jogador: um erro clamoroso. Resta-nos a nós, benfiquistas, depositar esperança em que capacidade de discernimento e bom senso do italiano o levem a recusar a proposta. Caso contrário, vão ter muito que me ouvir. Ah pois ides!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Enormes, Gigantes, Benfiquistas!



Comentários para quê? Saiam três Águias de Ouro imediatamente.

domingo, 6 de maio de 2007

O chamado re-post.

Pela primeira vez um re-post neste blog. Porque hoje não me apetece escrever nada e porque estas palavras continuam a ser mais do que pertinentes. Antes de mudar de dirigentes, treinadores e jogadores, há que mudar de mentalidade. Tenham vergonha!



Os benfiquistas dizem-se os melhores adeptos do mundo. "Somos do Benfica, e pronto". Somos privilegiados. Claro que somos; mas agimos como tal?..

Quando vejo coisas como as que vi ontem, fico chateado. E não falo só dos lenços brancos. Sempre ouvi dizer, que os adeptos devem apoiar a equipa do princípio ao fim, se possível, até, incitar os jogadores. Será a equipa que tem de dar espectáculo para agradar aos adeptos e os levar ao estádio? Então e a filosofia do pragmatismo, do futebol moderno? Do jogar para ganhar. Do um-zero basta?..

Quando é que os pseudo-melhores adeptos do mundo, do pseudo-maior e melhor clube do mundo, se dignarão a ir ao estádio apoiar, do princípio ao fim, sem vaias, sem obscenidades, e porque não, com alguma razoabilidade nas críticas? Quando é que posso ir ao estádio, e cantar as músicas, sem vergonha, por ser o único no meu sector a fazê-lo? Quando é que teremos enchente na Luz todos os dias de jogo? .. Não somos tantos, e tão bons? Não somos os maiores?

Ontem, com o golo do Saha, a Luz gelou. Nem o espectro do grande Inferno que muitos gabam, mas poucos alguma vez conheceram, pairou. Poucos incentivavam. Muitos, já vasculhavam os bolsos à procura do seu lenço. Tomara eu viver em Lisboa, para ir à Luz todos os domingos, ver e apoiar. Sair de lá rouco.

E dirá o leitor, imaculado, do alto do seu pedestal, que o Benfica é muito grande. E é sempre favorito. Mesmo quando jogamos contra as melhores equipas da Europa, temos de vencer. Mesmo com essa grande atenuante, chamada Fernando Santos. Meus amigos, acordem! Estamos no século XXI. O Benfica ainda está a renascer de uma longa hibernação. E a caminhada é longa.

Apoiem!

Crítica não extensiva às claques.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A Liga dos Campeões: mais que um luxo

Salve a todos!

Nos meios benfiquistas, é corrente opor-se a relevância da participação da nossa equipa em provas da UEFA à da conquista de títulos internos. Existe aliás quem defenda uma estratégia que passa pela aposta declarada nas provas nacionais em detrimento das provas europeias, relegadas para uma 2ª fase deste "Renascer" benfiquista.

Acontece que a realidade do futebol moderno nos obriga a rejeitar esta estratégia e adoptar uma outra, que desafia o senso comum: a aposta na Liga dos Campeões como meio de reconquistar Portugal.

Afirmou há alguns meses Domingos Soares Oliveira (DSO), administrador-executivo da SAD, "A participação nesta prova [Liga dos Campeões] é algo de fundamental para o desenvolvimento futuro do futebol. É mesmo muito importante. Um Clube com a dimensão e objectivos do Benfica (do ponto de vista desportivo e de geração de receitas) tem obrigação de participar na Champions". Com efeito, há em Portugal um conjunto de factores que nos "obrigam" à Europa.

Em primeiro lugar, e reconhecendo o esforço de todos nós enquanto sócios, nomeadamente no pagamento de quotas, aquisição de produtos e bilheteira, a verdade é que o Benfica não é capaz de construir uma equipa claramente dominadora apenas com receitas "nacionais". Para isso contribuem os limites óbvios de um mercado relativamente pequeno como é o português, a magreza das receitas derivadas de direitos televisivos (o factor "Oliveirinha" do futebol luso) e a antipatia (para não dizer mais) de muitas instituições, nomeadamente no futebol, face ao Sport Lisboa e Benfica. Estes são três factores que não afectam de forma tão contundente a maioria dos grandes e médios clubes europeus. O Bayern de Munique e o Ajax, por exemplo, nunca terão de se preocupar com "Valentins" na Liga e "Laurentinos" ou "José Lellos" na estrutura de Governos. Já a Liga Inglesa gera receitas milionárias, o que modera a importância dos ganhos europeus para os seus Clubes.

Todavia, no Benfica, estes ganhos (que compreendem a fatia das receitas arrecadadas pela UEFA e devida ao Clube, bilhética e prémios) representam a segunda fonte de receitas logo a seguir às quotizações (isto ignorando, obviamente, a venda de jogadores, uma faca de dois gumes no que concerne aos "proveitos"). Não podemos também esquecer todas as repercussões positivas que uma boa participação em provas da UEFA tem para o nosso Clube. Lembremos que na época passada, apesar da prestação medíocre no campeonato, a equipa conseguiu atrair ao estádio um grandíssimo número de adeptos mercê das vitórias épicas na Liga dos Campeões. Lembremos também que a SuperLiga é um campeonato algo ignorado, e que uma equipa que se dá a mostrar na Champions tem maior capacidade para atrair a si jogadores de gabarito e também de realizar melhores vendas do que uma que se fique pelas fronteiras do país (afirma DSO: "A Champions é a grande 'montra' que existe a nível europeu, e é natural que os nossos jogadores se valorizem").

Penso, portanto, que as boas prestações do Benfica na Europa no passado recente são extremamente importantes e nada secundárias para que retomemos as rédeas do futebol português. A mais que provável conquista do Pote 2 na fase de grupos da Liga dos Campeões (que abordarei com mais tempo noutro post) deixa-nos numa posição invejável, posição essa que os nossos inimigos já conhecem e souberam aproveitar. Agora chegou a nossa vez.

Saudações Gloriosas!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Rudolfo, o carniceiro?

«Esta tem sido mais uma temporada marcada por muitas lesões no plantel, muitas delas, uma dúzia, de cariz muscular. No departamento clínico das águias entraram 24 jogadores, sendo que seis desses elementos já não fazem parte do plantel encarnado (Alcides, Bruno Costa, José Fonte, Manuel Fernandes, Karyaka e Ricardo Rocha). Entre os casos mais preocupantes estão, naturalmente, os de Rui Costa, Miccoli, Luisão e, mais recentemente, Simão – ainda não se sabe exactamente como se irá ser gerido o problema que afecta Nuno Gomes.»

terça-feira, 1 de maio de 2007

Universalidade!















À esquerda, o sérvio Novak Djokovic, número 5 mundial; à direita, o chileno Fernanando Gonzalez; dois favoritos à vitória no Estoril Open equipados à Benfica!

PS: Lembram-se do ano passado?