João Botelho e Leonor Pinhão recusaram-se a assinar a realização e argumento, respectivamente, do filme, “Corrupção”. O motivo aparente teve a ver com o facto do produtor, Alexandre Valente, ter cortado 17 minutos de filme e uma parte da banda sonora, à revelia do director. Isto em Hollywood seria um daqueles escândalos de bradar aos céus. Uma cena impensável.Como se sabe o filme está com estreia marcada para o próximo dia 1 de Novembro.
O BnB sabe que o que está por trás deste desaguisado nem sequer são os 17 minutos de filme que foram cortados e muito menos a canção do Morandi, mas sim, o corte total do filme.
Ou seja, quando Alexandre Valente, à revelia de João Botelho cortou os 17 minutos da película, sabia perfeitamente que o realizador iria reagir violentamente, muito mais porque essa situação nem sequer tinha sido discutida antes.
Alexandre Valente sabia, ou adivinhava, como agiria um qualquer realizador numa situação como esta. Acção em tribunal e providência cautelar para que o filme não fosse exibido no dia marcado para estreia.
Depois vinha luta nos tribunais, o caso ia ficando no esquecimento e Alexandre Valente até podia depois pedir uma indemnização a João Botelho.
Com isto conseguia duas coisas: a não exibição do filme e não me perguntem porquê, porque sei que sabem e ainda atirava com toda a responsabilidade da situação para cima de Botelho.
Mas, saiu-lhe o tiro pela culatra. Botelho não vai avançar com nenhuma providência cautelar e o filme vai mesmo ter de estrear, sem os tais 17 minutos, no dia 1 de Novembro. Se isso não acontecer, cai a máscara a Alexandre Valente.
É, no mínimo, constrangedoramente insólito, o conteúdo deste post retirado do blogdabola.

























