Long time no see, distintos consórcios benfiquistas. O tempo não tem sido muito e, por mais que eu gostasse, a disponibilidade também não, mas hoje aqui estou eu para tirar a barriga de misérias.
Começo por congratular os rapazes pela nossa mais do que merecida eliminação da Taça dos bebedolas. Estava a ver que não! Odeio competições que apenas servem para desmotivar e cansar plantéis e que, mesmo jogando com as reservas, nos parecem dar motivos para atentar contra a boa imagem de alguns treinadores. Okay, o nível de regozijo quando o Porto foi eliminado era mais elevado, mas não podia deixar passar a efeméride.
Tem-se observado uma inescrutável tendência para apenas garantir vitórias a partir do minuto 85, mais ou menos 5 minutos depois do americano Adu entrar em campo. Eu não sei se, para além dos contratos com a Nike e a Pepsi, o talentoso jovem também tem algum contrato com uma empresa de fabrico de
pacemakers, mas ando desconfiado. Ou então, quem sabe, é o Domingos Soares Oliveira que se prepara para lançar mais uma das suas mirabolantes e visionárias ideias, garantindo uma parceria com uma empresa de cardiologistas que inclua descontos para associados.
Por falar no Domingos - não, não é aquele que está na Académica a mando do
fóculporto! -, veio esta semana a público o facto de ele ser sportinguista. O autor da descoberta foi Andrade e Sousa, que foi despedido do Benfica porque lhe foi interceptado um mail em que escarnecia e difamava Domingos Soares Oliveira. Posto isto, toca de vir para os jornais desbaratar sobre a gestão de Vieira. Sintomático, diria eu, quando se aproxima o tempo de eleições, e mais uma vez os abutres e os notáveis se perfilam, de cara lavada, prontos a fazer-se ao cargo. Pois bem, agora que, com grande esforço de Vieira (e mérito para Soares Oliveira), o Benfica começa a convalescer da crise económica em que se encontrava, está na altura deles saírem do buraco. Um dia voltarei a essa famigerada questão,
benfiquismo vs competência, com óbvia referência para o presidente.
Depois de Tinoco Faria, foi a vez do papalvo do Jaime Antunes vir mandar umas bocas. Ambas tiveram resposta do vice Rui Cunha. Entretanto, na Assembleia Geral, as claques mostram porque é que a polícia tem que andar sempre em cima delas: não se sabem comportar, onde quer que seja. E, assim, o cerco a Vieira começa a apertar, os coros de protesto não se vão calar porque ele está, afinal, no cargo mais pretendido de Portugal. Espera-nos um ano muito conturbado. Eu cá estarei, e só espero que isto não se reflicta nas prestações da equipa de futebol.
Felizmente, para o evitar, está lá José António Camacho. O Benfica está agora, apesar de desfalcado, muito mais eficiente e lutador. Camacho mudou, mas a ambição das suas equipas não. E nesta jornada, finalmente, recuperamos pontos para o líder, que continua a marcar golos irregulares jornada após jornada. Mas quem, numa clara tentativa de branqueamento, sofre represálias da imprensa, é o Benfica, porque o árbitro assinalou uma falta duvidosa de onde saiu o golo da vitória. Acontece que, minutos depois, Bruno Paixão apitou uma falta, a favor do Paços, com tanto de duvidosa como de inexistente, muito mais perigosa do que a que originou o golo do Benfica. Falam do penalty inexistente no Bonfim, mas não referem o golo irregular do Vitória na primeira mão. Não vejo ninguém queixar-se daquele golo em que o Lisandro usou a mão contra o Leixões ou da agressão do Quaresma a um jogador do Belenenses. Pura e simplesmente, não se fala. Há, contudo, a registar grandes melhoras desde a época passada. Por esta altura, no ano transacto, já Postiga tinha feito 3 ou 4 golos em posição irregular.
Saudações Benfiquistas.