Esta ocorreu durante a segunda parte do jogo de futsal de hoje, que opôs o Instituto D. João V ao Benfica. A jornalista da SIC que fazia a cobertura do encontro sai-se com esta:
"E neste momento, alguns adeptos do Benfica estão a cantar os parabéns, talvez a um adepto que faça anos hoje!"
Sempre que vejo a Liga dos Últimos, penso que dali pode sair um Zé Mota qualquer. Aquela maneira de falar, meio bronca, aquele "enfrascamento" com os amigos na tasca do Manel antes, durante e depois do jogo do Sezerdelo com o Unhais da Serra personifica o que é ser um "Zé Mota".
Ser Zé Mota é pedir desculpas quando se ganha ao FC Porto e chorar e barafustar quando se perde com o Benfica.
Ser Zé Mota é congratular o FC Porto quando se perde e bater e gozar com o Benfica quando se ganha.
Por isso é que esta vitória frente ao Leixões me soube tão bem. Ganhámos merecidamente, frente a esta gente mesquinha que não esquece nunca o seu dono. Ainda hoje, ao comprar o jornal, li que um dos jogadores não diz nada ter com o FC Porto e outro que diz que o Benfica fez anti-jogo. Enfim... critérios.
Quanto ao jogo, sem sermos brilhantes, estivemos bem. Quanto aos jogadores, não mostraram grandes diferenças em relação aos últimos tempos: toda a defesa esteve muito bem, com especial destaque para Luisão, um autêntico patrão daquele sector. No meio campo, Reyes e Di Maria continuam com alguns lances infantis, enquanto Amorim e Katsouranis demonstram-se seguros mas com poucas ideias. Aimar e Martins, cada um à sua maneira, demonstram mais toque de bola que os outros médios, mais ideias, defendendo também quando é pedido, mas as limitações físicas de ambos estão à vista. No ataque Cardozo mostrou-se batalhador, mais do que o habitual, mas também algo azarado. Nuno Gomes marcou mais uma vez para a Liga, mostrando merecer o lugar de titular tanto no Benfica como na Selecção.
O grande problema deste jogo foi perdermos dois médios-centro muito importantes para os próximos jogos: Martins e Amorim. Mas acredito que é com as adversidades que nos podemos tornar mais fortes. Talvez isto obrigue Quique a jogar no meio-campo com Yebda, Katsouranis, Di Maria e Reyes. Talvez seja melhor. Talvez...
P.S. O que os adeptos do Benfica demonstraram ontem no Estádio da Luz foi incrível. Parecia o jogo com o Manchester em 2005. A emoção, o amor ao Benfica foram demonstrados especialmente nos últimos 15 minutos, quando a equipa mais precisava. Parabéns a nós, os que estivémos, e também aos jogadores. Eu acredito!
"O Benfica é o maior do mundo!!!" Já todos ouvimos isto várias vezes. Muitos o dizem, mas será que o sentem mesmo? Será que estão mesmo convictos do que dizem? Então vamos lá ver se o Benfica é ou não o maior clube do mundo. Quando se fala de maior clube do mundo, afinal, fala-se de quê? De títulos ganhos? Do número de sócios ou adeptos? De capacidade financeira? Vamos então fazer uma análise àqueles que são comummente aceites como sendo os clubes mais importantes do Mundo. Comecemos pelo Real Madrid. O Real Madrid é o clube com mais títulos europeus, tendo sido por 9 vezes Campeão Europeu. O Real Madrid tem igualmente uma enorme capacidade financeira, tendo até alegadamente feito uma oferta de 100 milhões de euros para comprar o passe de Cristiano Ronaldo. Mas isso faz do Real Madrid o maior clube do mundo? Há uns anos atrás, numa conversa com Camacho, em Madrid, ele disse-me uma coisa que não me saiu da cabeça. Ele disse-me que o Real Madrid era muito grande e muito importante, mas que fora da cidade de Madrid o Real não era número 1 em lado nenhum. Camacho disse-me mais: o Real Madrid é respeitado e temido pelo mundo fora, mas não é amado. Com o Manchester United ou Liverpool passa-se algo de semelhante com a diferença de terem ganho menos que o Real Madrid. Onde estão os verdadeiros adeptos do Manchester ou do Liverpool, a não ser nas respectivas cidades? Haverá algum sítio do mundo em que esses clubes são o emblema mais importante para além das suas cidades? Mesmo em Inglaterra, será que em Newcastle, Birmingham ou Leeds as pessoas são maciçamente do Manchester ou Liverpool? Tenho a certeza que não. E o Barcelona? Se fossemos olhar para os títulos o Barcelona está muito longe do Real Madrid e em termos sociais ainda vale muito menos que o Real. O Barcelona é um clube parecido com o Porto, assim como o Atlético de Madrid é parecido com o Sporting. De facto, o Barcelona representa um sentimento regionalista e com isso domina na Catalunha e vive por oposição ao Real Madrid. O Porto tem um papel semelhante em Portugal, tem no Benfica a sua obsessão, mas ao contrário do Barcelona não consegue sequer dominar o Norte de Portugal nem ter a capacidade financeira do clube catalão. Quem quiser confirmar o que digo que vá a Braga, a Famalicão, Viana do Castelo, Mirandela, Bragança ou Vila Real e verifique qual é o clube com mais adeptos. É, de longe, o Benfica. Mas ter mais adeptos será um critério suficiente para se ser o maior clube do mundo? Manuel José, treinador do Al-Ahly, dizia há uns tempos que este clube do Cairo era enorme porque tinha cerca de 40 milhões de adeptos no Egipto. Mas fará isso do Al-Ahly um grande clube?Seguramente que não. Se fizesse, rapidamente qualquer clube chinês ou indiano poderia vir a dizer que é o maior clube do mundo. Outros clubes como o Milão, Inter, Juventus, Bayern de Munique, Boca Juniors, Flamengo ou São Paulo têm o mesmo problema. São muito importantes nas suas regiões ou nos seus países, já ganharam muita coisa, alguns têm muito dinheiro, mas fora da sua área de influência directa não são nada. São muito respeitados. São adversários temíveis. Mas têm aquela coisa especial que faz deles o maior clube do mundo? A resposta é não. Então, afinal, qual é o maior do clube do mundo? É o Benfica. E porquê? O Benfica é o maior clube do mundo não por causa de qualquer recorde do Guinness Book como alguns ignorantes nos querem fazer crer. Só pode dizer isso quem não percebe nada do que é ser benfiquista. O Benfica é o maior clube do mundo porque num desenvolvimento histórico singular e irrepetível ganhou o respeito mas, acima de tudo, conquistou o amor de milhões em todo o mundo. O Benfica conseguiu encarnar a diáspora portuguesa como nenhum outro clube do mundo o conseguiu fazer relativamente à história do seu próprio país. Assim, o Benfica é o maior clube de Portugal, mas é também o clube nº1 em Angola, Moçambique, Timor, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé. Mas não só. Qual é o maior clube de Paris? Será o PSG que foi fundado em 1970? Não. É o Benfica. O Benfica que também é o maior clube na Suíça, no Luxemburgo e que tem uma enorme força na Alemanha, em Nova Iorque, em Toronto, na África do Sul ou em qualquer lado onde esteja um português. O Benfica personifica a nostalgia e a alma de um povo, mesmo daqueles que não são simpatizantes do clube. E isso sente-se especialmente quando se sai de Portugal. Não há mais nenhum clube do mundo assim. E o Benfica teve e tem Eusébio. Bem sei que o Real Madrid teve Alfredo di Stefano e o Manchester United Sir Bobby Charton. Mas Eusébio era outra coisa. Eusébio não era argentino nem inglês. Eusébio era africano, de Moçambique, o que representava a vocação universalista do Benfica. Eusébio era um rapaz simples e humilde com um talento incomparável. Eusébio carregou aos ombros todo um país no mundial de 1966. E chorou. As lágrimas de Eusébio deram a volta ao mundo e lavaram a alma de todos os portugueses que com ele sofreram. E há mais. O Benfica é do povo. É popular no sentido literal do termo. É feito por gente simples que ama o Benfica mais do que tudo na vida e é capaz de sacrifícios espantosos pelo clube do seu coração. Arrepia-me ver os novos jogadores estrangeiros do Benfica, quando chegam ao aeroporto da Portela, começarem logo a dizer que o Benfica é igual ao Real Madrid como se isso fosse algum elogio. A culpa não é deles. É claro que são instruídos por alguém dentro do Benfica para dizerem isso. Alguém que pensa que isso engrandece o Benfica. Nada mais patético. Faz-me lembrar quando os artistas brasileiros chegavam a Portugal e começavam logo a dizer que éramos um país lindo,maravilhoso e irmão. Soava a falso, como soam a falso as declarações dos jogadores recém chegados. Isso só acontece porque as pessoas que estão no Benfica não percebem verdadeiramente o que têm nas mãos. Estão lá, mas não sabem o que é o Benfica. Se vissem o Benfica como ele é não ficavam todos felizes com a comparação com o Real Madrid, mas proibiam-na. Para se dirigir um clube como o Benfica é preciso ter-se categoria,algo que há muito anda arredado da Luz. Assim como para se ser jogador do Benfica é preciso ter-se algo de especial. Não é, de facto, coisa que esteja ao alcance de qualquer um. Por muito que outros clubes possam ganhar nunca serão o Benfica. Não há nenhum clube do mundo que tenha a herança do Benfica. É preciso que o futuro do Benfica esteja à altura do seu passado. E para isso são precisas vitórias. Vitórias com honra, com glória, com humildade e com dignidade. A minha última palavra vai para as Casas do Benfica espalhadas por Portugal e por esse mundo fora. Elas fazem um trabalho notável e desempenham um papel fundamental na manutenção da mística do Benfica. Mística essa de que todos falam, mas muitos não sabem o que quer dizer. O Benfica é, de facto, um caso único no mundo do futebol. O Benfica é, sem favor e sem exagero, o maior clube do mundo!"
Retomo aqui hoje uma rubrica deste blog iniciada há uns tempos atrás pelo Sir. São os blogs jeitosos. São, acima de tudo, espaços que primam pela originalidade.
O de hoje não é excepção. O cromos da bola (carregar em cima da imagem para aceder) proporciona-nos uma viagem a uma realidade muita estranha. A do futebol português desde a década de 80 até aos dias de hoje. Nomes já esquecidos por nós actualmente, mas que, durante imenso tempo, alimentaram ferozes discussões ás mesas de café, nos empregos, nos supermercados e até nas velhinhas bancadas do Vidal Pinheiro. Cada jogador aqui retratado é mais que um jogador. É uma lição de vida, de perseverança, de desespero e de falta de jeito. Duvidam? Então vão lá e pesquisem o Dacroce, Caccioli, José Albano, Walter Paz, Botende, Armando "le petit" Teixeira, José Couceiro, Milton Mendes, Borges, Nito, Eugénio, o inenarrável Gaspar ou o incontornável Vladan, que são apenas alguns no meio de uma imensa legião de troncos. Se se sentirem corajosos vejam as fotos do plantel do Amora, do Vitória de Setúbal e a descrição do meio campo do Gil Vicente composto por um quarteto de sonho que se fartou de espalhar perfume (ou falta dele) pelos relvados deste pais, composto por Tuck, Caccioli, João Oliveira Pinto (a promessa que nunca foi...) e Mangonga.
Acima de tudo, do primeiro ao ultimo post só vos posso garantir uma barrigada de riso. De ir ás lágrimas. Literalmente.
Destaque ainda para o slideshow na barra lateral e para a imagem de blogger do Fitzx. Há quem diga que era um roupeiro do Desp. Chaves. No entanto, esta tese carece de confirmação.
De resto, um grande aplauso para os três malucos que se lembraram desta brincadeira. São eles o Rodrigues, o Fitzx e o Pedro. Que arrotam posta de pescadas como ninguém.
As reacções dos adeptos benfiquistas à nomeação de Lucílio Baptista para a partida da próxima jornada, contra o Leixões, têm sido, na sua maioria, bastante negativas, com a antecipação de cenários desfavoráveis à nossa equipa e previsões de uma actuação tendenciosa por parte do árbitro setubalense. A meu ver, essas considerações são de todo despropositadas. Será que Lucílio Baptista é um árbitro corrompido pelo sistema? Claramente. Há uma série de arbitragens danosas para a nossa equipa a comprová-lo. Será que os restantes árbitros da Liga Sagres são mais sérios que ele? É evidente que não. Lucílio, assim como Proença e Benquerença, apenas tem mais destaque que a maioria dos seus pares porque anda por cá há mais anos. Basta prestarmos alguma atenção às anteriores jornadas do campeonato para percebermos que o problema é sistémico, não se resume a um punhado de nomes. Por isso, se não fosse o Lucílio, seria outro, porventura menos mediático, mas o problema manter-se-ia. Temos de deixar de individualizar o problema das arbitragens. Os verdadeiros problemas começam na Federação, continuam na Liga de Clubes, passam pela Comissão de Arbitragem e terminam nestes tristes fantoches que arbitram os jogos. Força Lucílio, surpreende-nos se puderes.
Não podia deixar de felicitar o Sporting por ter alcançado ontem mais um feito notável no seu já longo percurso europeu. Para quem não sabe, o Sporting foi a primeira equipa portuguesa a participar na Liga dos Campeões [*], na já distante época de 1955/1956. Desde então, se não me falham as contas, foram 17 as participações lagartas na prova milionária de clubes (7 delas desde que os campeões deixaram de ser os únicos a assegurar entrada na competição). O melhor que tinham conseguido até hoje tinha sido a disputa dos quartos-de-final em 82/83, mas ontem lograram alcançar um feito... memorável: além deles, apenas quatro outras equipas conseguiram perder em casa por uma diferença superior a quatro golos. Notável. O Benfica também está incluído num grupo restrito: somos a quinta equipa com maior número de finais da Liga dos Campeões disputadas (a seguir a Real Madrid, Milan, Liverpool e... Bayern, e em igualdade com a Juventus). Mas quem faz o que pode a mais não é obrigado, não é verdade?
[*] Por lapso, não referi um aspecto curioso relacionado com a primeira participação de equipas portuguesas na Taça dos Campeões Europeus, bem relembrado pelo leitor Malak. Nessa época, apesar de o campeão em título ser o Benfica, o Sporting foi o clube convidado a participar na prova. Uma grande demonstração de poder e influência dos lagartos... dentro da Federação Portuguesa de Futebol.
.Segundo consta, parece que os queques do Lumiar aceitaram antecipar o jogo contra o CRAC para sábado á noite (20:30) a pedido destes. Este pedido deve-se ao facto de o CRAC ir jogar contra o Est. da Amadora dia 4 (quarta-feira) para a Taça de Portugal. A pergunta que lanço é esta: Como é que não querem ser conhecidos como acólitos e subservientes do CRAC, sabendo que irão disputar um jogo fundamental para as suas aspirações em menos de 72 horas, fora de casa, apenas e só porque o CRAC assim o ordenou? Mas não... para eles, o grande crime lesa-pátria era (e continuará a ser!) o célebre jogo do Benfica no Algarve com o Estoril. De resto está tudo bem.
.Porque não houve controlo anti-doping no passado sábado em Alvalade? Se calhar a resposta já foi dada pelo JNF um ou dois posts mais abaixo...
ADENDA:
Afinal eles são ainda mais subservientes do que eu pensava! Então não é que o CRAC adiou o jogo da Taça para dia 22!!! Se levarem outras 5 bolas não só o merecem como é bem feito. E depois voltam para Lisboa com bandeirinhas do CRAC todos contentes pelos amos não terem perdido pontos!!
E eis mais um resultado histórico (pela negativa) de uma equipa portuguesa nas competições europeias. É já a quarta vez que acontece esta época. Perdeu o Benfica com o Olympiakos, o Porto com o Arsenal e o Sporting com Barcelona e Bayern, ambos em casa. Quem disser que este foi um bom ano a nível europeu para as equipas portuguesas, mente.
P.S. Tinha pensado nisto, e no Antitripajá abordaram este mesmo assunto. No ano passado, nas meias-finais da Taça de Portugal, quando vieram dos balneários, os jogadores do Sporting pareciam outros. Falou-se de "vitaminas". Como se sabe, o rendimento a curto prazo é excelente, mas a médio prazo é uma desgraça. Poucos dias depois, o Sporting perdeu com o "condenado" Leiria por 4-1. Estaremos este ano perante uma situação semelhante?
Sou daqueles que acredita que sempre que o Benfica joga é favorito. Bom, quase sempre. E digo "quase" porque nem sempre depende de nós ou dos adversários. Depende também dos árbitros.
"Eh pá, lá vem o gajo (fui lisonjeiro para comigo mesmo) falar de arbitragem outra vez, que grande Calimero!", estarão alguns de vós a pensar.
Talvez, ou se calhar até não. É quando o árbitro é Il Cardoso, o Benfica raramente vence. Deixem que vos lembre do seguinte.
É verdade, quando as coisas começam a apertar, quando o calendário começa a chegar ao fim, quando o Benfica está em disputa por um lugar interessante com o Sporting ou com o Porto eis que nos aparece sempre Il Cardoso.
Vejam bem onde isto chegou: estamos a falar do Calciocaos, mas se vos fizer muita confusão, substituam os nomes de Moggi por Pinto da Costa, Pairetto por Pinto de Sousa e Morena por Valentim Loureiro.
"Pairetto: Estou? Moggi: Gigi? Onde estás? Pairetto: Já saímos. Moggi: Oh. Que merda de árbitro, este, que nos mandaste... Pairetto: Oh, Fandel é um dos primeiros… Moggi (interrompe): Eu sei, mas o golo do Miccoli era válido. Pairetto: Não. Moggi: O quê? (…) Além disso, durante todo o jogo, ele só nos criou problemas. Pairetto: Por acaso, não gostei dos auxiliares, é verdade. Mas eu estava a pensar em [nomear para o próximo jogo] aquele que, da outra vez, não viu o Trezeguet isolado. Moggi: Isso já é outra coisa(…)
(muda-se o assunto). Moggi: Oh, para Messina, manda-me o Consolo ou o Battaglia [árbitros italianos]. Pairetto: Já está feito! Moggi: Quem é que vais mandar? Pairetto: Creio que o Consolo e o Battaglia. Moggi: Eh, com o Cassara também, eh? Pairetto: Sim. Moggi: E para Livorno: o Rocchi? Pairetto: Para Livorno, pode ser o Rocchi, sim. Moggi: E para o Trofeo Berlusconi, manda-me o Pieri, por favor. Pairetto (alega um negócio pendente entre ambos): Olha que ainda não o fizemos… Moggi: Vamos fazê-lo mais tarde. Pairetto: Ok, fazêmo-lo mais tarde. (a polícia argumenta que o “mais tarde” seria a negociação de um Maseratti oferecido por Moggi a Pairetto.)
(conversa entre Moggi, Morena e Pairetto, na véspera do jogo Djugarden-Juventus, da Liga dos Campeões. Morena anuncia a Moggi a nomeação secreta do árbitro) Moggi: Está lá? Morena: Mister Moggi, olá. Queria anunciar-lhe o nome do árbitro e dos assistentes para o jogo da Champions. Moggi: Quem é o árbitro? É o Cardoso? Morena: Não, eu vejo o nome de Graham Poll. Moggi: Uhm… De onde é que ele é? Morena: É inglês.
(Moggi liga a Pairetto, irritado) Pairetto: Está? Moggi: Bom dia Pairetto: Bom dia para ti também! Moggi: Oh, então não era o Cardoso, eh? Pairetto: Eh! Moggi: Paul Green (Moggi confundiu os nomes de Graham Poll e Paul Green) Pairetto: O quê? Moggi: Paul Green Pairetto: Então, aconteceu alguma coisa à última hora. Já tinha escolhido o Cardoso, deve ter acontecido alguma coisa… Deve ter adoecido ou qualquer coisa assim. Moggi: Informa-te. Pairetto: Sim, sim, vou já fazê-lo.
(por fim, diálogo antes do Ajax-Juventus)
Moggi: Estou? Pairetto: Olá! Eu sei que já te esqueceste de mim, mas eu não. Moggi: Vá lá… Pairetto: Nomeei-te um grande árbitro para o jogo de Amesterdão. Moggi: Quem? Pairetto: O Meier (Urs Meier) Moggi: Excelente! Pairetto: Vês como eu ainda penso em ti, mesmo quando tu já te esqueceste de mim… Moggi: Não comeces. Vais ver: quando eu voltar, vais ver que eu não me esqueci de ti."
Diálogo desavorgonhadamente roubado ao Mãos ao Ar!
Lucílio Baptista é um dos rostos centrais d' O Sistema!
Nunca percebi as intenções deste senhor. Nem a nível político nem futebolístico, se bem que só a segunda me interesse.
Sempre que aparecia no Dia Seguinte, juntamente com Dias Ferreira e Guilherme Aguiar, Fernando Seara parecia estar em missão diplomática: não queria criar problemas, nem arranjar confusões. Queria ser o politeman do programa. E conseguiu. Mas não conseguiu defender o Benfica, e isso era o mais importante.
Fernando Seara muda-se agora para o canal de notícias (?!) da TVI, a TVI24, onde defenderá (ou não) o Benfica num programa com um sportinguista e com um portista cujos nomes desconheço. Desejo-lhe sorte, e que seja capaz de fazer aquilo que não conseguiu na SIC.
P.S. Para quando Ricardo Araújo Pereira a defender o Benfica na televisão?
Adenda: A confirmação já chegou via caixa de comentários. Pelo Sporting estará o cirurgião Eduardo Barroso e pelo FC Porto estará Pôncio Monteiro. Se de Pôncio não creio que possa vir muito perigo, de Barroso tenho esse receio: é que o médico é tão mau comentador e tão má pessoa como Dias Ferreira. Enfim, vai ser a palhaçada total. Mas é a TVI, o que é que esperavam?
Londres, 5 de Maio de 2007. O Chelsea deslocou-se a casa do rival Arsenal sabendo que a vitória seria o único resultado possível para manter esperanças quanto à revalidação do título de campeão inglês. Os jogadores do Chelsea comportaram-se como verdadeiros heróis, tendo feito uma partida extraordinária, mas não conseguiram evitar o empate a uma bola, entregando o título ao Manchester United, na 37ª jornada. No final do jogo, sabendo do que se passara, Mourinho dirige-se até à bancada onde se encontravam os adeptos do Chelsea, e colocando a mão por baixo do queixo, pede aos adeptos para manterem a cabeça alta.
Lisboa, 21 de Fevereiro de 2008. O Benfica perdeu em casa do rival Sporting CP, ficando com uma desvantagem de 4 pontos para o líder FC Porto, quando faltam ainda 11 jornadas por disputar. Repito: 4 pontos e 11 jornadas. Com alguma surpresa leio hoje em alguns blogues que a toalha já foi atirada ao chão. Eu já tinha atirado a minha, mas há mais tempo, num sinal de falta de confiança com a equipa. Arrependi-me. Com 11 jornadas e apenas 4 pontos de desvantagem? É agora que vamos atirar a toalha ao chão? Reparem: eu acredito que o Benfica vai ganhar ao Leixões e que o Sporting vai sacar pelo menos um ponto ao Dragão. Ficaríamos, na pior das hipóteses, a dois pontos do Porto. Acham mau?
É num momento particularmente importante da época do Benfica que vos escrevo este post. Estamos em segundo, a apenas um ponto do líder, o FC Porto, e com três pontos de avanço sobre Leixões e Sporting, com quem jogaremos o grande derby deste sábado. O campeonato segue já na segunda volta, mais precisamente com 18 jornadas decorridas. Foi mais ou menos por esta altura que, há exactamente quatro anos, 6 milhões em Portugal acreditaram que era possível voltar a ganhar. Sem querermos, ou sabermos, dissemos Yes, we can!, e sem darmos por isso, levámos o Benfica ao colo rumo ao título. Poderá este ano ser novamente assim? Eu acho que depende de nós. Nessa medida, o futuro parece animador, apesar das dificuldades que se estão para vir.
Depois de devidamente superadas as contrariedades na Taça de Portugal e na UEFA, resta-nos a prova rainha, o Campeonato, e a Taça da Liga, que apesar de não considerar uma competição muito importante, penso que dever-se-ia investir nela esta época visto que o plantel é extenso e já não tem muitos jogos a fazer. Será uma final a realizar no Estádio do Algarve com o nosso eterno rival, o Sporting. Relembro que é a primeira vez em quatro anos que o Benfica se encontra numa final, e acredito que a conquista desta mesma poderá ter um efeito catalisador para o futuro, tornando esta equipa numa equipa ganhadora, tal como aconteceu com a famosa base de Camacho. Além disso, o que os adeptos querem são vitórias, são títulos, é um futebol bonito, e isso leva mais gente aos estádios, não só da Luz, mas também ao dos nossos adversários, que têm medo de jogar contra um mar vermelho, à semelhança do que aconteceu em 2005, na altura do título de Trap.
Lutaremos claro, porque “somos de um clube lutador”, contra aqueles que se coloquem à nossa frente e que tenham por intenção impedir que cheguemos à promised land: Xistras, Lucílios, Henriques, Gomes, Elmanos, Olegários, Proenças, todos. Fomos beneficiados em poucos jogos, mais precisamente em um, contra o Sporting de Braga, é verdade, por um dos filhos do Apito Dourado, o Paulo Baptista, mas a quantidade de vezes que fomos prejudicados é muitíssimo maior. Como ficou provado frente ao Nacional, ao Setúbal, ao Porto, ao Leixões, etc, por vezes não é só contra os nossos adversários que temos de jogar. É também contra “os outros”.
Mas dizia que para que tal sonho se volte a realizar, é preciso primeiramente que os benfiquistas se unam (pois, por vezes, somos o nosso pior inimigo), que olhem todos para diante, isto sem nunca perder o espírito crítico positivo em relação à estrutura e funcionamento daquele que acreditamos ser o maior e melhor clube do Mundo e sem também deixar passar em branco todos os actos incorrectos e que infringem com as leis e com o bom funcionamento do futebol português, desde à passividade de uns que se escondem e se tornam subservientes daqueles que na realidade deveriam ser os seus rivais também, aos actos de corrupção de outros, ou até mesmo os salários em atraso de terceiros.
E é precisamente revendo a nossa própria História que nos encontraremos connosco mesmos: teoricamente, nunca fomos, desde início, o clube que iria ganhar a tudo e a todos. Não começámos com muito dinheiro. Não começámos com as melhores instalações. Não tínhamos sequer campo próprio, ou banhos de água quente para os atletas. Não planeámos a formação de um clube nos salões de Lisboa, nem em grandes jantares. Não. Foi numa simples farmácia de Belém. E apenas com o querer de um grupo de 24 homens, entre os quais se destacava Cosme Damião.
Desde início foram tantas as dificuldades: os nossos campeonatos eram propriedade dos ingleses que faziam o que queriam de nós: jogavam quando queriam, como queriam e ganhavam de qualquer das maneiras. Mas nós reagimos. Mas nós revoltámo-nos. E montámos aquela que seria a primeira equipa a derrotar os ingleses. E assim fomos seguindo o nosso caminho. Ganhámos os campeonatos de Lisboa, o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal, a Supertaça, a Taça dos Campeões Europeus, a Taça Latina e muito mais. Palmarés vastíssimo o do nosso ecléctico clube. Os ingleses foram-se, mas hoje, o nosso futebol está novamente minado de outros ingleses, cuja bandeira é a da corrupção. Tal como no início do século XX, eles jogam quando querem, pedindo o adiamento dos seus jogos ou provocando os outros clubes a adiar as suas partidas, e acham que os meios que utilizam para chegarem aos fins que pretendem são adequados e justos. Mas, tal como no passado, reagiremos e lutaremos.
Mas dizia que esse sentimento crescente de esperança, de união e de vitória que se conseguiu, pouco a pouco, foi alastrando a uma sociedade inteira, tanto que nos anos 40, 50 e 60, mesmo num país dividido política, social e economicamente, havia um denominador comum a muita gente: o Benfica. Era o Benfica que unia um país dividido. Era o Benfica que dava esperança a quem não a tinha. Quem não sabe como as pessoas paravam para ver o Benfica na televisão? Quem é que não sabe que quando o Benfica jogava, se perguntava “por quantos é que ganhámos?” e não “hoje ganhámos?”? É esse o Benfica que queremos hoje. Queremos o Benfica que tinha o estádio sempre cheio, que tinha uma dimensão europeia intocável e que ganhar 8-0 a uma equipa de outro país não era uma meta impossível. Queremos dentro de campo figuras míticas como Eusébio, Coluna, Humberto, Rui Costa.
E, para que tal suceda, é preciso criar as condições necessárias. E foram efectivamente criadas! O Benfica recuperou da pior crise financeira de sempre, consolidou as contas, montou uma equipa ganhadora, maioritariamente composta de portugueses, construiu um novo estádio, mobilizou milhares de não-sócios tornando-os sócios, construiu um complexo de treinos, o Caixa Futebol Campus, modernizou o seu Jornal, revelou uma nova revista e foi pioneiro no lançamento do primeiro canal televisivo de um clube em Portugal. Mas, mais importante que tudo, salvámos as modalidades: do Basquetebol ao Andebol, passando pelo Hóquei em Patins, o Benfica estava numa situação miserável. E foi tudo reabilitado. No Basquetebol, hoje temos a melhor equipa portuguesa, indiscutivelmente (21 vitórias em 21 jogos); no Andebol, acabámos com uma agonia de 18 anos sem sermos campeões graças ao mágico Aleksandr Donner; no Voleibol, voltámos a ser campeões e a ganhar a Taça; no Hóquei, que esteve à beira do fim, voltámos a ombrear com o FCP, fazendo sempre frente ao Sistema que continua instalado nesta modalidade; o Râguebi tornou-se mais forte; o Futsal é de impor respeito a qualquer um, depois de tantas taças e campeonatos ganhos nos últimos anos; o Atletismo, o Triatlo, o Ciclismo, o Judo, o Ténis de Mesa, todos estão claramente a progredir. Tivemos uma prestação soberba nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, o que fez com que o nosso clube trouxesse mais medalhas que o nosso próprio País.
Já passámos por tanto ao longo da nossa história... desde a deserção de oito jogadores para um clube que lhes oferecia banho de água quente no final dos jogos, à derrota em seis finais europeias, aos 7-1 infligidos pelo Sporting, a sucessivos desfalques e roubos de um dos nossos presidentes, aquele que em primeiro lugar se prontificou a lutar contra o clube da nova ditadura (futebolisticamente falando) em Portugal, e, até mesmo à morte de um dos nossos em campo.
O que hoje vivemos, comparado com o que viveram os grandes benfiquistas do passado, não é nada. Se nos deitarem abaixo, devemos reagir, levantar. Se nos baterem outra vez, reagiremos novamente, seguiremos caminho. E ganharemos.
Olhemos para o passado para aprender de novo. O que não nos mata, torna-nos mais fortes.
Louvo por isso a equipa técnica do Benfica, especialmente Quique Sanchez Flores, homem de ideias firmes, coerente e que acredito saber o que quer para o Benfica, com realismo e com serenidade. Amado por uns, criticado por outro, Quique sabe o que é melhor para o Benfica. Quando elogia, dá motivação. Quando critica, consegue espicaçar os jogadores, feri-los no orgulho, tornando-os mais fortes de jogo para jogo. Não lhe peçam para ser consensual. Nunca ninguém o conseguiu ser. Também congratulo Rui Costa, administrador da SAD e director desportivo do nosso clube, um filho da casa, o meu ídolo no futebol, um homem de valores e que zela pelo nosso clube, pondo-o sempre à frente dos seus interesses pessoais, como foi sabido aquando da sua transferência para Florença e não para o dream team de Cruiff, em Barcelona. E, por fim, também devo dar uma palavra de apoio, de confiança e de gratidão a Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, o homem sob o leme do qual voltámos a conquistar todos os títulos a nível nacional, se bem que tenham sido poucos, é verdade, mas com o qual começámos a reestabelecer a dignidade, a força e a mística quase perdidas com João Vale e Azevedo. São nove anos de Benfica que Luís Filipe Vieira leva, seis deles enquanto presidente e três como segunda figura, mas que sabemos bem que era ele que mandava e não Vilarinho. É dos mandatos mais longos da história do nosso clube, apenas ultrapassado por Bento Mântua, o que é sinal de estabilidade e não de estagnação.
Escrevo isto sem esquecer os jogadores, em especial aqueles que têm mais anos de Benfica e que por isso conseguem entender perfeitamente a mística do clube. Falo de Nuno Gomes, capitão, jogador de equipa, máximo marcador do campeonato português em actividade e ser humano de grandes qualidades, defendendo aquilo que acha ser o mais justo: desde a paralisação do campeonato por salários em atraso, às críticas internas sobre o facto de não deixarem os jogadores do Benfica trabalhar com tranquilidade e até mesmo as críticas a pseudo-treinadores de futebol cuja função de apanhar e distribuir pinos era feita na perfeição, mas comandar um grupo de homens é tarefa muito árdua. Falo de Carlos Queiroz. Por alguma razão Nuno Gomes está excluído da “selecção de todos nós”, (ou seja, portugueses e brasileiros também). Continuando nos jogadores, o meu “obrigado” a Luisão, capitão sem braçadeira, o homem que, se for preciso, dá o murro na mesa. Que estes dois exemplos inspirem Miguel Vítor e Rúben Amorim entre outros jogadores e futuros atletas do Benfica, mas especialmente estes dois que referi, pois possuem uma qualidade intrínseca que mais nenhum jogador do Benfica (posso estar enganado) possui: são realmente benfiquistas, desde pequeninos. Que a sorte e a coragem os acompanhe para daqui a vinte anos os recordarmos juntamente naquela restrita galeria dos eternos.
Por fim, uma palavra também para a blogosfera benfiquista. Sim, para vocês que nos lêem e que se calhar até têm um blog como nós: temos muito mais força do que aquilo que pensamos. Não sabemos é utilizá-la. Experimentem colocar todos o mesmo post, no mesmo dia, com a mesma mensagem de apoio ou de ida ao Estádio da Luz. Estou certo que os resultados seriam altamente gratificantes.
Este texto é também um teste à vossa resistência e paciência: se o leram integralmente até este ponto em que vos escrevo, sei que apoiarão o Benfica, seja na Luz, em Alvalade, no Dragão, em Braga, em Setúbal, onde for preciso. Porque eu acredito. Porque eu tenho na alma a chama imensa.
“Esta é a nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento.”
É por isso que eu digo que é tempo de Ser Benfiquista.
Havia o Trap. Havia o Simão. E o Luisão. E o Mantorras. Mas para mim foi a onda vermelha que percorreu o país de norte a sul que fez com que o Benfica fosse campeão em 2004/2005. Reeditemo-la então, pelo nosso Benfica. Começa no próximo sábado, já em Alvalade.
Dois meses depois de o Benfica ter sido eliminado das provas europeias é importante analisar o estado dos nossos adversários. Fazemos este exercício em vésperas de uma jornada europeia e comparamos também os casos de Sporting, FC Porto e Sp. Braga. Nesta análise veremos os adversários das equipas portuguesas, a sua classificação nos respectivos campeonatos bem como a percentagem de pontos ganhos nessa prova. Este estudo abrange os adversários que as equipas portuguesas encontraram nas fases de grupos das competições em que participavam.
SL Benfica
Olympiakos (1º classificado na Grécia) 86,4% Metalist Kharkiv (2º classificado na Ucrânia) 72,5% Herta Berlin (1º classificado na Alemanha) 66,7% Galatasaray (4º classificado na Turquia) 61,7% Média de classificação: 2º lugar Total: 71,8%
Sporting CP
FC Barcelona (1º classificado em Espanha) 87% Basel (2º classificado na Suíça) 65% Shaktar Doneskt (4º classificado na Ucrânia) 60,8% Média de classificação: 2,33º lugar Total: 70,9%
FC Porto
Arsenal (5º classificado em Inglaterra) 58,7% Dymano Kyiv (1º classificado na Ucrânia) 84,3% Fenerbahçe (4º classificado na Turquia) 61,7% Média de classificação: 3,33º lugar Total: 68,2%
SC Braga
Portsmouth (15º classificado em Inglaterra) 36% Heerenveen (5º classificado na Holanda) 60,9% AC Milan (3º classificado em Itália) 62,5% Wolfsburg (6º classificado na Alemanha) 55% Média de classificação: 7,25º lugar Total: 53,6%
Concluindo:
Os adversários do Benfica eram os mais fortes. Entre eles encontravam-se o actual líder do campeonato alemão e o líder destacadíssimo do campeonato grego. Dos adversários turcos de Benfica e Porto, o grau de dificuldade era aproximadamente o mesmo, uma vez que no campeonato têm o mesmo número de pontos. Dos adversários ucranianos de Benfica, Sporting e Porto, o dos dragões era o mais difícil, seguindo-se o do Benfica, pois terminou em segundo enquanto que o do Sporting em quinto apenas. Dos adversários alemães de Benfica, Sporting e Braga, o do Benfica está em primeiro, o do Sporting em quarto e do Braga em sexto.
Os adversários do Benfica têm uma maior percentagem de pontos ganhos nos seus campeonatos que os de Sporting, Porto e Braga.
Dos adversários do Sporting, apenas o Barcelona não estava ao alcance dos leões. De resto, Basileia e Shaktar eram equipas mais fáceis que qualquer uma do grupo do Benfica.
Dos adversários do FC Porto, o Fenerbahçe equivale-se ao Galatasaray assim como o Dynamo para o Metalist. O Arsenal é o mais fraco dos últimos dez anos, não tendo nenhuma grande referência futebolística no seu plantel. Tiveram Tony Adams, Sol Campbell, Ashley Cole, Patrick Vieira, Robert Pires, Dennis Bergkamp, Thierry Henry, mas hoje já nenhum deles está presente. Rosicky e Adebayor são os melhores, mais ainda assim não são referências para o grande Arsebnal. Muito fraco este Arsenal, que, ainda assim, deu água pela barba aos dragões.
O grupo do Braga, que até parecia bem difícil acabou por revelar-se muito frágil: o AC Milan está a desiludir, tendo feito uma fraca prestação tanto na UEFA como em Itália; o Portsmouth está a fazer um mau campeonato em Inglaterra apesar da boa equipa que parece ter; o Wolfsburg é bem mais fraco que o Herta; e por fim o Heerenveen, equipa com muita rodagem na Taça UEFA mas que ainda assim pertence ao fraco campeonato holandês, onde os golos surgem em catadupa não por culpa dos atacantes mas devido às fracas defesas desse campeonato. Não será por acaso que o Setúbal conseguiu marcar por duas vezes na Holanda, pois não?
Concluindo, por vezes a Taça UEFA pode ser uma competição bem mais difícil que a Liga dos Campeões numa fase inicial, sobretudo quando na UEFA se apanham Olympiakos em Atenas ou assim. Quando surgiu o sorteio, disse que preferia o grupo do Sporting ou do Porto e com razão.
Começa a ser um hábito. Por mim, já devia fazer parte do programa de História e Geografia de Portugal no 2º ciclo. Quando o Benfica joga naquele estádio, o mais certo é ser altamente prejudicado. Felizmente, não há regra sem excepção. Desta vez o Benfica foi altamente beneficiado pela arbitragem de Pedro Proença, esse exemplo de isenção, especialmente quando arbitra o Benfica. Fomos ajudados pela equipa de arbitragem no Dragão, não haja dúvida. Yebda, por mim, devia ter ido para a rua e ainda por cima o Suazo tenta agredir com a sua coxa os pitons de Bruno Alves.
P.S. Agora, um bocadinho mais a sério, acho graça ver a coerência dos andrades: o penalty que Suazo sofreu no Restelo não existe e a falta de Reyes sobre Lucho existe? Ou são os dois ou não é nenhum!
P.S. 2 - Miguel Sousa Tavares escreve hoje n' ABOLA que "Se Proença fosse sócio do FC Porto, o que não diriam!". Não é preciso dizer nada caro Miguel. Sócios do Benfica ou do Porto a arbitrar é normal que errem sempre. Não é normal é que errem sempre para o mesmo lado.