Hoje, na sequência do post "Benfica: O Maior Clube do Mundo", continuo a escrever sobre o Benfica. Hoje, falo do futebol.
Somos do Benfica porque gostamos de futebol. Podemos ser por opção, ou porque os nossos pais, avós ou amigos escolheram por nós, mas o que aqui interessa é que somos do Benfica. E se o somos, apoiamos. Quando alguém diz: "Ganhámos ao Instituto D. João V no primeiro jogo dos playoff do campeonato nacional de futsal!", a maior parte dos benfiquistas pensa: "Grande coisa...". E porquê? Porque o que sempre nos interessou foi o futebol, e assim continuará a ser. Quando se fala em Benfica, fala-se em futebol. Por isso mesmo, e apesar das modalidades serem parte da História do clube, o futebol é, como lhe chamam, o core business. Vou dar agora a minha opinião sobre o que rodeia o futebol do Benfica.
Infra-estruturas
Estão feitas. estádio novo, centro de estágios novo, tudo de grande qualidade, como referi há uns tempos atrás. Por aqui, não há desculpas para o insucesso.
Finanças
Eis um ponto em comum entre mim e o Camilo Lourenço. De finanças não percebo quase nada. Por isso, quem não sabe não opina. Deixo isso para o Blog Fórum Benfica, ou para a Tertúlia Benfiquista. Se quiserem saber de finanças, vão lá.
Presidente
Antes de mais, a ressalva: quando falo do presidente, não estou a falar de Vieira em particular, mas sim daquilo que eu acho que o presidente deve ser e representar na estrutura de futebol do Benfica. Assim sendo, o presidente não deve exercer o cargo de director desportivo, mantendo, apesar de tudo, uma palavra no que diz respeito à contratação e venda dos jogadores. A principal função do presidente deverá ser o controlo e rigor financeiro do clube em geral, não apenas do futebol.
Director Desportivo
É ele que deve escolher o treinador e os jogadores. Como já disse, a responsabilidade não deve passar só por ele, mas em grande parte a escolha é sua. Não deve ficar no camarote presidencial, mas sim no banco de suplentes, próximo dos jogadores, sendo a ligação entre estes, o treinador e a direcção.
Treinador
Deve ser português (calma, não comecem a disparar!). Só os treinadores portugueses, com raras excepções, percebem a dimensão do Benfica. Os treinadores portugueses sabem ao que vêm. Um treinador estrangeiro, como Quique, Koeman, Autuori, Heynckes, entre outras desgraças (nas quais não incluo o Quique), não percebem o que é o Benfica, julgando-se superiores ao clube. Por isso, sairam pela porta pequena. Claro que há excepções como Camacho e Trapatonni, mas esses são bem mais difíceis de contratar.
Adjuntos, Preparador Físico, Olheiros, etc.
Mais uma vez, portugueses, de preferência, uma mistura entre os mais velhos que representam a mística (Álvaro, Mozer, Shéu, João Alves, Chalana, Veloso) e os mais novos que tenham formação universitária própria e já algum trabalho de campo (lembram-se da equipa técnica de Mourinho no Chelsea?).
Jogadores
Portugueses, na sua maioria também, exactamente pelas mesmas razões que apresentei para o treinador. Quanto às idades, é variável, mas não acho que seja inteligente contratar, por exemplo, vários jogadores demasiado jovens para a mesma posição (no ano passado, Adu, Di Mariae e Coentrão eram os três médios esquerdos!). A formação, que agora começa a dar frutos, deve ser uma aposta.