Não há como esconde-lo: o Benfica está com bem mais de pé e meio na fase de grupos da Liga Europa. Mais que a boa exibição, especialmente após os primeiros 25 minutos, que foram bem pobres, o resultado é extraordinário. E, se formos a ver por essa Europa, os tubarões não obtiveram resultados melhores que o nosso clube: A Roma empatou fora a três golos com uma modesta equipa eslovaca, o Aston Villa e o Herta de Berlim perderam ambos fora. Até o Zenit, vencedor da Taça UEFA perdeu na Madeira frente ao Nacional! Os meus parabéns à equipa de Manuel Machado.
Como referi, os primeiros 25 minutos foram de grandes dificuldades. O Benfica não encontrava o seu futebol e chegou a ter menos posse de bola que o Vorskla Poltava, que, sem rematar, quase encostou o Benfica. Mas a partir dessa fase inicial do jogo, especialmente devido às acções dos miúdos Di Maria e Fábio Coentrão (que diferenças!), o Benfica pegou no jogo, terminando o primeiro tempo em claro domínio e já em vantagem, graças a um golo construído precisamente pelos dois miúdos, onde sobressai a velocidade extrema de Di Maria e a sua inteligência ao picar a bola por cima do guarda-redes ucraniano. Vitória justa ao intervalo, mesmo depois de um início de primeira parte sofríveis.
Um dos meus colegas de sector comentou que se calhar era necessário "fazer uma junta de sócios para fazer a palestra ao intervalo". Não foi preciso. A atitude e a qualidade do futebol praticados no segundo tempo foram outros. Não tardou muito até aparecer o segundo golo, obtido por grande penalidade algo duvidosa (ainda só vi o lance uma vez na televisão e ainda tenho dúvidas). Cardozo é que não vacilou: mal se apercebeu do penalty, agarrou-se à bola, colocou-a na marca e estoirou inapelavelmente para o 2-0. Indefensável. É para ali que deve atirar sempre. A partir daí, Cardozo transformou-se. Ele que estava a fazer uma exibição miserável ganhou novo ânimo, executando um excelente movimento que culminou no terceiro golo, autoria do Conejo Saviola. Resultado simpático, que já permitia pensar com alguma tranquilidade na viagem à Ucrânia. Após o terceiro, o quarto, por Weldon, Novo Mantorras do Benfica. Entra e marca, em posição perfeitamente regular.
Destaques no Benfica a exibição de Di Maria e Fábio Coentrão, essencialmente estes dois. Seguros, com melhores tomadas de decisão, mostram que podem fazer a diferença. Aimar e Cardozo, este até ao golo, estiveram bastante apagados. Aliás, o argentino, ao contrário do que JJ diz, fez um mau jogo. Errou muitos passes, escondeu-se, não estava numa noite sua. Em Guimarães compensará seguramente. O árbitro? Quando não há casos nem engonhanços dos anti-desportistas adversários, a missão é fácil. Não complicou, estando muito bem. Dúvidas apenas na grande penalidade de Saviola.
P.S. E a propósito: não faço ideia qual é o esquema táctico de Jorge Jesus, mas aquilo não me parece um losango em lado nenhum. Nem percebo o que é aquilo. Mas também não interessa. A equipa ganha e joga bem. Viva o Benfica.
Como referi, os primeiros 25 minutos foram de grandes dificuldades. O Benfica não encontrava o seu futebol e chegou a ter menos posse de bola que o Vorskla Poltava, que, sem rematar, quase encostou o Benfica. Mas a partir dessa fase inicial do jogo, especialmente devido às acções dos miúdos Di Maria e Fábio Coentrão (que diferenças!), o Benfica pegou no jogo, terminando o primeiro tempo em claro domínio e já em vantagem, graças a um golo construído precisamente pelos dois miúdos, onde sobressai a velocidade extrema de Di Maria e a sua inteligência ao picar a bola por cima do guarda-redes ucraniano. Vitória justa ao intervalo, mesmo depois de um início de primeira parte sofríveis.
Um dos meus colegas de sector comentou que se calhar era necessário "fazer uma junta de sócios para fazer a palestra ao intervalo". Não foi preciso. A atitude e a qualidade do futebol praticados no segundo tempo foram outros. Não tardou muito até aparecer o segundo golo, obtido por grande penalidade algo duvidosa (ainda só vi o lance uma vez na televisão e ainda tenho dúvidas). Cardozo é que não vacilou: mal se apercebeu do penalty, agarrou-se à bola, colocou-a na marca e estoirou inapelavelmente para o 2-0. Indefensável. É para ali que deve atirar sempre. A partir daí, Cardozo transformou-se. Ele que estava a fazer uma exibição miserável ganhou novo ânimo, executando um excelente movimento que culminou no terceiro golo, autoria do Conejo Saviola. Resultado simpático, que já permitia pensar com alguma tranquilidade na viagem à Ucrânia. Após o terceiro, o quarto, por Weldon, Novo Mantorras do Benfica. Entra e marca, em posição perfeitamente regular.
Destaques no Benfica a exibição de Di Maria e Fábio Coentrão, essencialmente estes dois. Seguros, com melhores tomadas de decisão, mostram que podem fazer a diferença. Aimar e Cardozo, este até ao golo, estiveram bastante apagados. Aliás, o argentino, ao contrário do que JJ diz, fez um mau jogo. Errou muitos passes, escondeu-se, não estava numa noite sua. Em Guimarães compensará seguramente. O árbitro? Quando não há casos nem engonhanços dos anti-desportistas adversários, a missão é fácil. Não complicou, estando muito bem. Dúvidas apenas na grande penalidade de Saviola.P.S. E a propósito: não faço ideia qual é o esquema táctico de Jorge Jesus, mas aquilo não me parece um losango em lado nenhum. Nem percebo o que é aquilo. Mas também não interessa. A equipa ganha e joga bem. Viva o Benfica.






















