sábado, 5 de março de 2011

A última oportunidade começa agora

Para se sagrar bicampeão nacional, o Benfica já não depende exclusivamente de si há muito tempo. Pessoalmente, já deixei de acreditar na revalidação do título há largos meses, mas penso que é hoje, a partir da hora em que vos escrevo, que surge a última oportunidade para os românticos que ainda "acarditam": está tudo nos pés dos jogadores do Vitória de Guimarães. Só os vimarenenses podem dar um pouco de alento a este campeonato. Se o Vitória roubar pontos no Dragão, se, se, se, se, se... deixem-me sonhar. Começa agora.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Negação

Todas as equipas têm o seu "toca a reunir". Em situações de maior aperto, há sempre um grito de revolta ou uma campainha que soa para que todos se unam para combater o inimigo. Mesmo que não haja inimigo nenhum. A estratégia de fuga para a frente do Sporting é a mesma de há anos: mais do que o azar, mais do que as arbitragens, mais do que o Benfica, é o azar com as arbitragens nos jogos com o Benfica. Isso justifica tudo. Inclusivamente os famosos 28 pontos.
No jogo contra o Benfica, as declarações de Couceiro e de alguns adeptos sportinguistas foram dignas de um sketch. Diz que não fala de arbitragens e a única coisa de que falou foi... arbitragem. E como não havia motivos reais para o alarido que fez, limitou-se a atirar umas bujardas para o ar, como fazem os desorientados, sem referir acontecimentos precisos. Porque se houvesse alguma coisa digna de registo a assinalar, era o que está na imagem.

O problema é que o Sporting está em negação. Os seus adeptos vão na cantiga e acreditam. Depois, acabam os campeonatos a 28 pontos do líder, e há algo que me diz que este ano ainda vai ser mais. Esmiuçando os lances do jogo, não existem motivos de queixa: Javi não agride Matías, aliás, nem lhe toca com o cotovelo na cara, mas no peito, e num movimento natural; o penalty de Polga é muito bem assinalado (e gostava de ver os lances de bola parada na área do Sporting, para ver melhor os abraços do Torsiglieri ao Cardozo); os amarelos são objectivamente bem mostrados, por palavras ou por faltas grosseiras, que não dependem do minuto a que são feitas (eu pelo menos não me lembro de nenhum sportinguista reclamar com o facto de o mesmo ter acontecido ao Benfica em Alvalade, com a diferença de que algumas faltas não serem para cartão).

P.S. Como toda a regra tem sua excepção, vejam este post de um sportinguista, vá, inteligente.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Não há Carnaval sem cabeçudos

Tenho visto muito pouco futebol nacional este ano, por falta de tempo. Se me dizem que esta exibição do Sporting foi a melhor da época, então tenho de admitir que este ano ainda não tinha visto futebol. Sou pragmático ao ponto de admitir que uma equipa que joga 90 minutos à defesa e ganha o jogo, merece se o fizer bem, mas não se pode considerar uma grande exibição. Se estacionar o autocarro com 11 jogadores atrás da linha de meio-campo e jogar boccia com Postiga lá na frente é uma grande exibição, então eu tenho os padrõezinhos de exigência muito lá em cima.

O Benfica que se apresentou na Luz foi o mesmo que se apresentou em Alvalade há semana e meia. O mesmo onze, com Martins a iniciar a partida e Aimar no banco de suplentes. Frente a um Sporting mudado não só dentro de campo, com os regressos de Carriço e Evaldo, mas com a importante perda de Pedro Mendes, e também diferente fora de campo, com a entrada de Couceiro, os leões sabiam que o jogo era de vida ou morte, era a última oportunidade de se agarrarem a uma competição e tentarem salvar a época. Sabendo da diferença de qualidade que os separa dos rivais, montaram a estratégia que as equipas ditas pequenas adoptam sempre que se deslocam à Luz: defender com onze jogadores atrás da linha da bola, no seu meio-campo defensivo, e lançar o ataque através de passes longos para a velocidade dos avançados. E o Sporting conseguiu mesmo chegar à vantagem, num lance duplamente irregular, pois não há falta sobre o médio leonino que se estende no relvado e há fora-de-jogo de Postiga no momento em que o livre é cobrado. De qualquer das formas, mais um golo sofrido de bola parada fruto de desentendimentos entre o guarda-redes (principal culpado) e a defesa (que não fica isenta de culpas). Pelo terceiro jogo consecutivo na Luz, o Benfica começava a perder.

Claramente sem a frescura física que gostaríamos de ver, o Benfica apresentou-se, ainda assim, a um nível muito bom para esta fase da época atendendo à quantidade de jogos já efectuados. Conseguiu carregar sobre o rival e criou oportunidades que permitiram chegar ao golo. Polga colaborou e fez questão de abraçar Javi Garcia na área já depois de ter sido avisado por duas vezes. Burro, hein? Só de pensar que esteve para vir para o Benfica... medo! E se Cardozo fez o que tem feito com frequência este ano no que toca a marcar penalties (falhar), de seguida redimiu-se e apontou, de cabeça, o primeiro golo encarnado, com a colaboração de Evaldo (ao qual se aplica o mesmo que disse sobre Polga). Com a igualdade, o Benfica carregou e arrancou mais bons lances e boas oportunidades, mas sem sucesso. O resultado era justo ao intervalo, mas se tivesse de haver alguém em vantagem, seria o Benfica.

A segunda parte foi de altos e baixos. Se é verdade que o Benfica não conseguiu imprimir o ritmo pedido pelo treinador, o Sporting também não fez muito pela vida, com apenas um par de ocasões perigosas, a começar e a terminar estes 45 minutos. Postiga foi a maior (única?) ameaça do lado leonino, enquanto que o Benfica viu Gaitán e Cardozo diminuírem de produção, ao contrário de Coentrão, que apareceu muito mais em jogo no segundo tempo. E foi precisamente pela lateral esquerda que surgiram os ataques benfiquistas, especialmente com a inclusão de Jara em campo. Fruto do balanceamento ofensivo do Benfica, nomeadamente no final da partida, seria de esperar um golo. O Sporting teve a sua oportunidade de ouro num lance que Matías desperdiça na cara de Roberto. O Benfica teve a sua na bota de Javi garcia, que na área, à ponta-de-lança, teve o sangue frio que faltou ao chileno do Sporting e bateu Patrício. O nosso destino é mesmo o de vencer.

(Carlos Martins a imitar Anderson Polga)

Queria deixar a pergunta aos nossos rivais que não se entendem: como está o Benfica? Uns dizem que está de rastos, que não consegue pressionar alto. Outros dizem que chega ao final dos jogos em alta rotação e que tal só é possível graças ao doping. Vá lá, entendam-se. O que eu vejo é que a equipa está forte e que vai em 18 vitórias consecutivas para todas as competições. Os temíveis meses de Janeiro e Fevereiro foram passados sem empatar ou perder. E para desvalorizar o indesvalorizável, lá vem o choradinho da arbitragem. Sintomático de quem não é grande.

Respeito

Sim, eu sei, o Sporting não ganha há 7 jogos, têm o plantel mais fraco da sua história. Sim, eu sei, o Benfica está fortíssimo, vem de 17 vitórias consecutivas, record na sua história. De qualquer das formas, é mais um jogo, é mais um adversário e há que o respeitar. Só assim se pode vencer. Vamos às grandes questões:

1 - Moreira ou Roberto?

Roberto, sem dúvida. Está num belíssimo momento de forma, está muito seguro e o Benfica tem sofrido poucos golos com ele nos últimos jogos. Só a presença de um segundo ou terceiro guarda-redes poderia servir de estímulo ao Sporting. O Benfica tem de entrar com os mais fortes se estiverem aptos, e Roberto faz parte desse lote. Sem desprimor para o Moreira, que é bom guarda-redes, Roberto é melhor e o Benfica está pertíssimo de vencer esta competição. Neste momento, não há razões para facilitismos, é apostar nos melhores.

2 - Airton de fora. Porquê?

É das tais coisas que não consigo compreender por muito que me esforce. O brasileiro já mostrou ter uma qualidade acima do normal, é bastante novo e além de médio-defensivo também pode jogar a lateral direito. Qual é o problema com o rapaz? Por que fica tantas vezes fora dos convocados, sem ter concorrência no banco?

3 - Quem precisa de descanso?

Só mesmo quem está cansado, não há motivos para poupar jogadores que estejam em boa forma. Por isso, eu apenas pouparia Nico Gaitán, que terminou dois dos três últimos jogos sem conseguir correr (Alvalade e Marítimo).

4 - Quem precisa de minutos?

Martins, claramente. Dá sinais de que pode ser alternativa até final do campeonato, mas para tal precisa de minutos. E sem Gaitán, recairia a minha escolha sobre o camisola "17", para que jogasse num dos flancos, com Salvio no outro. Jara e Kardec também podem ser hipóteses para a equipa titular, apesar de terem menos hipóteses. A sua inclusão não retira grande qualidade ao habitual onze titular, mas não deixa de ser um risco, e os comentários aparecerão caso o Benfica não seja bem sucedido.

5 - Cadê os reforços?

Carole e Fernández, reforços de Inverno, ainda não tiveram nenhuma oportunidade digna desse nome. Numa altura em que o Benfica se debate com algumas lesões e algum cansaço, era importante que os reforços já tivessem o mínimo de integração. Claro que lançá-los num derby tem tanto de arriscado como de louco, mas do que se tem visto, os dois reforços não fazem, para já, parte das opções de Jesus.

Vídeo do Mês - Março 2011



Que vídeo arrepiante. De ir às lágrimas. São três minutos e meio de Benfica em estado puro. Muito obrigado ao Rei, que criou mais um excelente vídeo. Sem palavras. Enorme.

terça-feira, 1 de março de 2011

Pedro Henriques, explica lá isto:

O ex-árbitro Pedro Henriques, hoje comentador desportivo na TVI e no jornal O Jogo, sempre me pareceu uma pessoa séria e honesta. O seu talento para a arbitragem é discutível, pelo menos atendendo à qualidade dos restantes colegas. Tinha um estilo bem marcado, à inglesa, de deixar jogar, algo que é de enaltecer, especialmente num futebol como o nosso, onde qualquer toquezinho era assinalado como falta. Mas também me recordo de dois lances em particular: um em que não expulsa Caneira, na Luz, na época de Fernando Santos, por parar Miccoli que seguia sozinho em direcção à baliza, e outro que ainda hoje penso que nos custou o campeonato, falo da famosa mão do Miguel Vítor, na Luz, frente ao Nacional. Uma decisão errada que nos custou caro, uma vez que o Benfica ficaria com quatro pontos de vantagem sobre os rivais mais directos, tendo assim um boost moral que acabou por não existir.

Toda a gente erra, é normal. Já insistir nos erros e tentar justificá-los à força, parece-me estúpido. Pedro Henriques sabe as regras do jogo, regras essas que tenta explicar e passar no programa da TVI, sempre que questionado por Sousa Martins sobre os lances ou sobre situações hipotéticas. Agora, afirmar que no Benfica x Marítimo o lance da mão do defesa madeirense após cruzamento de Maxi não é passível de grande penalidade, é uma mostra gigantesca de desonestidade intelectual, ainda para mais quando este ex-árbitro já afirmou que, para ele, qualquer bola que batesse na mão ou no membro superior, independentemente da intencionalidade, deveria ser assinalada como falta. Espero que, na próxima segunda-feira, haja alguém com coragem para perguntar isto ao ex-árbitro.

Lapidar nº 32

"É uma opinião. No Dragão nunca se passou nem passa nada."

Jorge Jesus

As palavras têm a importância que lhes damos. Sempre que Pinto da Costa envia uma "boca" ao maior clube nacional, as palavras do presidente portista aparecem descritas como "fina ironia" na imprensa. É um indivíduo culto, inteligente, com peso conta e medida nas palavras. Villas-Boas, a grande cheerleader do Terceiro Anel da Luz, tal a quantidade de vezes que diz "Benfica, Benfica, Benfica!", também já mostrou ser fã de um bom bate-papo. E o jovem de 33 anos é visto como um mestre nos mind games, sendo igualmente culto, inteligente e perspicaz. Já Jesus é um bronco, labrego, atrasado mental. É assim que a imprensa o trata e é assim que é visto por muita gente.

O que é facto é que Jesus é o alvo predilecto da comunicação social. É dele que querem fazer gato-sapato. Já do ruivinho, nem se atrevem a fazer farinha. Não há questões difíceis, perguntas incómodas, nada. E é o que esta frase, não directamente nesse sentido, reflecte. Todos sabemos o que o túnel das Antas era, o que por lá se fazia, e o que se dizia. Hoje, não sendo a situação semelhante, continua a haver um proteccionismo por parte da imprensa a um clube que se assumiu de corrupto. Continua a "não se passar nada" por lá.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Trivial Pursuit, versão Liga Zon Sagres

1 - Que treinador, de narinas esquisitas e suspeitas, fez parte da comitiva de um clube qualquer que foi viajar a Sevilla para um importante jogo da Liga Europa?

2 - Que treinador, que não se cala quando lhe metem um microfone à frente, fez parte da comitiva de um clube qualquer que foi viajar a Sevilla para um importante jogo da Liga Europa?

3 - Que amiguinho do Sistema é que está a ver que, para o ano, não vai ser fácil de arranjar emprego?

107 anos de Sport Lisboa e Benfica

O nome português mais internacional em toda a parte, o que mais alegrias dá a diversas pessoas em diferentes locais do planeta, por quem rimos e choramos, por quem matávamos e morreriamos, faz hoje 107 anos de vida. De um grupo humilde constituído por 24 rapazes, a grande maioria órfãos casapianos, destacou-se aquele que hoje é reconhecido como o principal fundador, o jovem Cosme Damião, que aos 18 anos, sim, 18 anos apenas, sonhou num clube grande, tão grande como os maiores. De 24 jovens, passámos a 14 milhões de adeptos espalhados por todo o Mundo. Isto é o Benfica.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Orgulho Ser Benfiquista!

Provavelmente o jogo mais intenso que assisti no novo estádio da luz. Um jogo de futebol costuma ter 11 jogadores de cada lado mas hoje o Benfica teve muito mais jogadores em campo. Estou perplexo com a repetição do último golo do Benfica, que acabei de assistir na televisão. Não é possível, não foi isso que eu vi no estádio. Quase jurava que o senhor ao meu lado direito na bancada tinha efectuado um desarme a um jogador do Marítimo, que o outro do meu lado esquerdo trocava a bola com outro sócio da bancada da TMN, que um adepto dos NN tinha fintado o adversário e que o caro leitor tinha colocado a bola nos pés do Grande Fábio Coentrão.

A televisão não demonstra isso mas foi, de facto, aquilo que aconteceu. Hoje os adeptos e sócios do Benfica, quer aqueles que estavam no estádio quer os que estão espalhados pelo nosso planeta, levaram o Benfica às costas. Com o golo que nos foi anulado, também descobri e não devo ter sido o único, que o meu coração está bem de saúde e que quem construiu o estádio, sabia muito bem aquilo que estava a fazer. Se hoje não foi abaixo, nem daqui por trezentos anos irá! É o sítio mais seguro do país, certamente.

O Benfica não apresentou a intensidade e o volume de jogo que nos habituou, fruto da sequência de jogos que tem vindo a fazer, mas mesmo assim criou oportunidades mais que suficientes para resolver o jogo. Não fosse o guarda-redes adversário e os postes, o Benfica teria alcançado uma vitória confortável. Nem me vou atrever a analisar o jogo pois assisti ao mesmo mais com o coração do que com a razão. Pouco me consigo lembrar.

Mas depois de falar na maior massa associativa do mundo, gostaria também de elogiar a atitude dos nossos campeões. Como diria Churchill, “a atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença”. E que atitude os nossos demonstraram. Nunca desistiram, nunca viraram a cara à luta e foram recompensados. Os campeões são assim.

Tal como em 92/93, o Benfica é a equipa que melhor joga futebol, é obrigado a jogar contra tudo e contra todos, é superior mas arrisca-se a ter o mesmo desfecho, em termos classificativos. Uma competição que deveria premiar os melhores e os mais regulares, acaba por premiar os que ganham com penalties duvidosos e com exibições que nem sequer convencem os seus adeptos. E a ser verdade a noticia do Leonardo Jardim, nem sequer o seu presidente.

Será de uma injustiça tremenda se este Benfica não agregar às suas exibições alguns troféus. A Liga Europa ou o Campeonato, terão que vir cá parar. O Mestre Jesus acredita, os jogadores também acreditam e nós, adeptos, também acreditamos. Quem desiste nunca vence e quem vence nunca desiste. No entanto também o digo antecipadamente. De uma forma ou de outra, o certo é que esta equipa me enche o peito de orgulho e para mim, independentemente de tudo, serão eles os campeões.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A previsão

Permitam-me partilhar convosco três comentários meus que publiquei antes do jogo de ontem, num fórum do Benfica. Não o faço com o intuito de demonstrar que sei mais que os outros ou por me considerar melhor que alguém. Até porque, como toda a gente, também erro e digo muitos disparates. Simplesmente gosto que se fale antes dos jogos e não depois dos mesmos. Além disso, estes três comentários transmitem tudo aquilo que eu gostaria de escrever.

13h53 "Era a favor de reforçar o meio campo neste jogo. O problema é que o César, o Javi e o Amorim não estão disponíveis".

O certo, para mim, é que não podemos jogar em diamante, como o costumamos fazer. Uma coisa é jogar na nossa liga, outra bem distinta, é jogar na alemanha.

14h12 – “O meio campo do estugarda é forte e bem composto com 5 jogadores. Airton é o único jogador do nosso meio campo de características defensivas. Fará sentido jogar da mesma forma que estamos habituados, num jogo a eliminar, fora e com grandes probabilidades em nevar?
O pessoal não gosta que o Jesus invente mas penso que não tem outra alternativa. É que não temos nenhum jogador que permita exercer as transições defesa-ataque e que saiba sair com a bola controlada.
E se na nossa liga as equipas jogam sempre recuadas contra o Benfica, principalmente nos jogos em casa, na Alemanha não será assim. Desenganem-se aqueles que estão focados na classificação do estugarda.
O Benfica para passar hoje na eliminatória, tem que jogar com inteligência. Tem que ser uma equipa coesa, unida, solidária e de sacrifício. O Benfica deixou o fato de gala em Lisboa, não tenham a mais pequena dúvida disso. Entrará em campo com o fato-macaco, conforme fizemos no dragão”.

14h31 – “Pois Ramiro, nós podemos analisar, isso é simples. Agora o difícil é encontrar soluções. Quando um treinador acerta, é um génio, quando falha foi porque inventou. Que isto passará pela cabeça do Jesus, acredito que sim. Sobretudo depois da desastrosa prestação na champions, que até psicologicamente terá tido impacto em alguns jogadores.
Mas vejamos. Existe sempre a possibilidade de manter o mesmo onze e descer a posição ao Aimar e ao Saviola, nas tarefas defensivas. Assim, o Aimar passaria a ficar mais próximo do Airton, ficando o Saviola nas costas do Cardozo. Desta forma e jogando com a equipa mais próxima, mais compacta e sempre atrás da bola (à excepção do Óscar depois do adversário passar o meio campo), o Benfica fecharia espaços e poderia servir-se de uma das grandes lacunas do estugarda. É que esta equipa não sabe sair a jogar. Joga mais em função do adversário. O segredo está sempre em tapar os aspectos fortes do adversário e aproveitar as lacunas do mesmo…”

Não jogou Saviola, jogou Jara. Este e o Cardozo fizeram muita pressão na defesa do Estugarda. Penso que a minha previsão acertou em cheio nas ideias do nosso treinador.

O Benfica esteve sublime, forte e encantou. Que continue o sonho Europeu porque este Benfica tem que ganhar títulos para honrar o futebol que pratica.

«Estamos de parabéns pela maturidade»

A frase é de Luisão, capitão no campo, e reflecte precisamente aquilo que venho dizendo há muito tempo: maturidade. Foi isto que faltou na Champions e no Dragão, até Novembro, e que hoje conseguimos conquistar e demonstrar, maturidade. A qualidade está neste grupo de trabalho desde início, a capacidade de ter maturidade para a evidenciar e exponenciar a qualidade é que não existiam. Hoje, a situação é bem diferente, para melhor. Nem sei bem o que dizer, estou felicíssimo, não caibo em mim de contentamento. O Benfica acaba de concluir um ciclo de três deslocações dificílimas, em três semanas, ao Dragão, a Alvalade e a Stuttgart, todas com vitórias por 0-2. Porquê? Maturidade. O meu "obrigado" a este grupo de trabalho e nomeadamente a Jorge Jesus. Muito, muito obrigado. Hoje faleceu um borrego com mais de cinquenta anos de história europeia. Acabou o pesadelo e o trauma alemão. Morreu a ideia da incapacidade em ganhar em solo germânico. Obrigado, Jorge Jesus.

Depois da vitória suada arrancada na Luz uma semana antes, o Benfica deslocou-se à Alemanha, onde nunca ganhara antes a uma equipa germânica, para tentar inverter a história. Depois de dezoito jogos de tentativas frustradas, era a vez de, como Jesus previra na conferência de imprensa do dia anterior, mudar a história. Na cidade maldita onde Veloso falhou o fatídico penalty da final da Taça dos Campeões Europeus de 1988, o Benfica escreveu a primeira bela página europeia desta década.

Privado de Saviola por indisposição de última hora, Jorge Jesus manteve-se fiel ao esquema de jogo habitual e lançou Jara na partida, no lugar de El Conejo. No entanto, as principais dúvidas residiam na forma como a equipa se apresentaria. Estaria o Benfica em boas condições físicas para bater os alemães, depois do desgastante derby de segunda-feira? Como aqui dissemos, fisicamente este Benfica não está bem nem muito bem: está quase perfeito. É isso que permite que Coentrão faça sprints aos 90+3 minutos em que passa por três adversários, é isso que permite que Gaitán, mesmo depois de ter descansado menos de 72 horas após o duelo de Alvalade, em que acabou visivelmente estoirado, se apresente fresco que nem uma alface.

O Benfica entrou forte e pressionou o Stuttgart bem alto desde início, tendo conseguido as melhores oportunidades do primeiro tempo. Fábio Coentrão deu o primeiro sinal de golo, mas não conseguiu repetir aquilo que já fez este ano noutros jogos grandes (Porto e Lyon). Curiosamente foi na sequência de um pontapé de canto que o Benfica chegou à vantagem, com um remate fortíssimo de Salvio, rasteiro, sem hipóteses de defesa. Em vantagem na eliminatória, os alemães teriam de marcar três golos para passar.

No segundo tempo, logo no recomeço, foi Jara quem testou os reflexos do guarda-redes alemão, que sairia lesionado após um choque aparatoso com Gaitán e com Delpierre. O Benfica sabia defender bem e saía para o ataque sempre com muito perigo, tendo Luisão desperdiçado uma oportunidade soberana para matar a eliminatória, ao falhar um golo quase feito após uma desmarcação perfeita na sequência de um livre. O Benfica acreditava e sabia que um golo sentenciava a partida. Cardozo testou a qualidade de Ulreich, num remate alto e forte, com aparatosa defesa do camisola "1". E tantas vezes o cântaro foi à fonte que acabou por partir, num livre perfeito de Cardozo, mais fácil que um penalty, com a bola a bater no poste e a entrar junto ao outro. Execução sublime, dança da galinha, 0-2 e primeira vitória na Alemanha. Era o coroar de uma exibição quase perfeita, com classe, magia e pragmatismo.

Queria ainda destacar a exibição de dois jogadores: primeiro, Roberto, que fez quatro defesas que garantiram a continuidade nesta prova. A defesa a cabeceamento de Okazaki é de um grau de dificuldade elevadíssimo, só ao alcance de um grande guarda-redes. O espanhol mostra-se cada vez mais confiante entre os postes, apesar de nas bolas aéreas ainda andar, não raras vezes, aos papéis. O segundo a destacar é Nico Gaitán, jogador que tem sido comparado a Di María. Não me parece que sejam minimamente parecidos, aliás, vejo em Gaitán um estilo de jogo muito parecido (com potencial para ser bem melhor) com o de Deco. Gaitán parece-me cada vez mais um "10", e ontem teve mais um jogo com nota artística. Bravo!

16ª vitória consecutiva em todas as competições, novo record do clube. Numa época com tantas dificuldades, este é um feito magnífico, muito graças ao treinador que soube refazer uma equipa, potenciando jogadores que tinham acabado de chegar. Bravo Jesus!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Como é possível?

Como? Como é possível? Depois do que todos vimos em Alvalade, como é possível que a Liga tenha multado o Benfica em 1650 € por comportamento incorrecto dos seus adeptos enquanto o Sporting se ficou pelos 1500€?

Então depois de tochas arremessadas em direcção a outros adeptos, depois de bolas de golfe atiradas para o relvado, depois dos petardos e de meia hora de carga policial e contra-carga por parte dos adeptos da claque, como é possível haver este tipo de sanções? E já agora, estando a Juve Leo supostamente identificada, como é que alguns não são detidos, como é o caso do líder Fernando Mendes, o Viagra fora de prazo? Haja vergonha.

Já que falamos em A-PV e em 3 cretinos...

(créditos para o nsalta)

Mais uma vez, sublime. É de mestre a forma como tem dominado aquele trio.

Um vintém é um vintém

E um cretino é um cretino. Bom, por acaso até são dois. Três, vá. Um é conhecido por dar lições de benfiquismo. O outro por apagar posts antigos que agora não seriam muito bem vistos. Tem graça, porque ambos, no passado, não eram os melhores amigos, até andaram à bulha, mas felizmente já voltaram a reatar a relação. Ainda bem, porque como diz A-PV, "eu gosto é de os ver felizes". Vejamos, o primeiro mente com quantos dentes tem na boca, dizendo que neste blog pediu-se a demissão de Jesus. Oh, pobre traveco sifilítico, aqui mesmo foi desmentido com factos (um, dois, três factos), meteu o rabo entre as pernas e lá foi ladrar para outra freguesia. Aqui não entra mais, o acesso é restrito e exclusivo a seres humanos. O outro, que alinha pelo mesmo diapasão, não sei se por maldade ou ignorância, esquece-se que o jornal A Bola, às vezes descrito como "A Bíblia" mas também como "A Vieira", nas palavras do mesmo, é "comandado" por um tal de José Manuel Delgado, fã número um de Vieira, que lhe fez o favor e a vontade de, no momento de maior aperto, apontar baterias contra Jesus aliviando a carga sobre o presidente e, imagine-se, até sugeriu Scolari para treinador do Benfica na primeira página. Despedir Jesus era o objectivo do fã número um de Vieira. A mando de quem? Oh, não faço ideia. Quem poderia ter sido?

Ao terceiro cretino, queria endereçar os meus sinceros parabéns. É preciso ser extremamente persistente para, após 3 anos de comentários chumbados com as palavras "estoril-gate" e "Howard King", continuar a vir aqui, diariamente, tentar falar connosco. Já deve ter perdido uns dias de vida nesta brincadeira, mas pronto, é de assinalar o esforço. Agora ide para os blogs da tua cor.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Para a semana há mais!

O Nosso Destino é o de Vencer

Fomos Benfica. Foi dos dias, foi dos jogos em que mais senti o Benfica e o benfiquismo, como a fotografia abaixo o demonstra. Milhares de benfiquistas na casa do histórico rival de Lisboa apoiando uma equipa que se mostrou muitíssimo madura e inteligente, fazendo o tipo de jogo que era necessário para vencer o oponente. O Benfica mantém-se forte e alcança a décima vitória consecutiva na Liga, algo que sinceramente não tenho memória de ter ocorrido.

Jorge Jesus apostou no onze aqui lançado na antevisão, com o onze habitualmente titular excepção feita a Aimar que cedeu o seu lugar a Carlos Martins. Sem grandes alterações, era de esperar que o Benfica fosse fiel aos seus princípios de jogo e soubesse conjugar aquilo que de tão bem tinha feito no Dragão com o que costuma fazer nos jogos fora: ter um elevado nível de agressividade associado a transições rápidas com os laterais muito interventivos. Assim foi. E tal como no Dragão, há duas semanas atrás, a vitória surgiu.

Logo aos cinco minutos o Benfica deu o primeiro sinal de perigo numa jogada que surgiu da esquerda, com o remate de Gaitán a passar bem perto do poste. Logo aí deu para perceber que, em Alvalade, para além dos milhares de benfiquistas concentrados no local habitualmente destinado aos visitantes, muitos mais estavam aqui e ali, em todo o lado. No meu sector, B28, ouviu-se um enorme "bruá" nesse lance. E o mote estava dado.

Pouco tardou até surgir o primeiro golo encarnado. Num lance bem construído uma vez mais pelo lado esquerdo, na sequência de uma má reposição de Patrício, Gaitán cruza para a área com a bola a sobrar para Salvio que, mais rápido e inteligente que Grimi, conseguiu chegar primeiro à bola e fez o primeiro.

O Benfica soube gerir muito bem a vantagem e não se remeteu em exclusivo à defesa, bem pelo contrário, as melhores jogadas e ataques foram dos nossos jogadores. No entanto o jogo começou a ficar cada vez mais desinteressante com os acontecimentos nas bancadas a ganharem protagonismo, fruto da estupidez crónica dos elementos da claque do Sporting, Juve Leo. A verdade é que os adeptos do Sporting não foram os únicos a reclamar o protagonismo, com Artur Soares Dias (quem não o conhecer, que o compre), em plano de destaque, com muitas decisões erradas e que, sinceramente, creio que foram premeditadamente erradas. A distribuição aleatória de cartões amarelos para os jogadores do Benfica no final do primeiro tempo foi a prova disso, com Sidnei a ser expulso, sendo que o primeiro cartão é muito mal mostrado.

O Benfica chegou ao intervalo com um golo de vantagem mas com menos um jogador. Jardel já aquecia e iria entrar, colocando-se a questão de quem ficaria de fora. Saviola foi o escolhido, e na minha opinião Jesus tomou a decisão correcta, uma vez que tirar um médio seria uma enorme asneira e a sair um avançado teria de ser Saviola, pois Cardozo era capaz de segurar jogo na frente.

O Sporting, com mais um elemento (dois, se contarmos com Artur Soares Dias), tentou assumir o jogo, mas chamar "assumir o jogo" àquilo, enfim, é forçado. Se a táctica de Paulo Sérgio se resume a chutar bolas para a frente para a cabeça de Postiga ou para a velocidade de Djaló, resta-me concluir que o Sporting é cada vez mais um Paços de Ferreira e cada vez menos o Sporting. É uma equipa sem matriz, sem chama, sem princípios. E quando as primeiras oportunidades surgiram, com um belo lance de Matías para fabulosa intervenção de Roberto, daquelas que dá pontos, e depois num cabeceamento de Postiga a passar bem perto do poste, Jesus fez mais uma escolha decisiva e chama Airton ao banco de suplentes. Mas antes que pudesse fazer a substituição, Carlos Martins bate um livre contra a barreira, a bola sobra para Javi que entrega a Maxi que cruza para a área onde Gaitán remata para o segundo, o golo da tranquilidade.

Com 0-2 e com a entrada de Airton, o Sporting não criou mais nenhum lance de golo até final. O Benfica, sem bola, soube gerir perfeitamente o jogo com uma tranquilidade assustadora. Não raras vezes me esqueci que, no meio disto tudo, só estávamos a jogar com dez homens. Entrega, inteligência e algo que ainda não ouvi muita gente dizer, de tão óbvia que esta constatação é: este Benfica é muitíssimo superior a este Sporting, que, arrisco-me a dizer, tem o pior plantel da sua história e pratica o pior futebol desde que os vejo jogar.

Maravilhoso Benfica em mais uma noite de magia na casa-de-banho. Agora é manter a atitude e a qualidade frente ao Stuttgart e a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa será uma realidade. Basta sermos Benfica.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Derby e o pós-derby

Estarei hoje em Alvalade para assistir ao derby dos derbies, o Sporting x Benfica. Seja em campismo, andebol, chinquilho, hóquei ou futebol, um Sporting x Benfica é sempre, mais que um jogo, uma rivalidade que se vive diariamente aqui em Lisboa. Desde pequeno que sinto isso, este jogo faz parar a cidade não só no dia mas como na semana que o antecede. Não há confronto de religiões ou crenças que supere um Sporting x Benfica, este jogo é muito mais que isso, muito mais que um jogo.

Para o Benfica, o campeonato não é, na minha opinião, a prioridade. Estamos a 11 pontos do líder, o FC Porto, com menos um jogo, e com 12 confortáveis pontos de vantagem sobre o Sporting. A meu ver, a probabilidade de chegar ao primeiro lugar é tão forte quanto a de cair para terceiro, ou seja, quase nula. É em segundo que estamos e é em segundo que iremos acabar com maior ou menor esforço. Cerca de 10 pontos em 10 jornadas é algo extremamente difícil de ganhar ou perder para dois adversários , um tão forte e o outro tão fraco, respectivamente. A meu ver, as grandes prioridades deste Benfica são as duas Taças internas. Porquê? Porque tanto numa como na outra estamos numa posição privilegiada para vencer. Na da Liga, recebemos o Sporting na Luz, defrontando em seguida o Nacional ou o Paços na final. Na de Portugal recebemos o Porto com uma vantagem de 2-0 conseguida no Dragão, defrontando na final o Vitória de Guimarães ou a Académica de Coimbra. Em ambas as competições, o Benfica parte como favorito à vitória e realisticamente falando, é para ganhar não por uma questão de acreditar e de fé mas por uma questão de obrigação. Somos melhores e temos vantagem, não podemos desperdiçar a oportunidade. A propósito, há quantos anos é que o Benfica não vence dois troféus oficiais em duas épocas consecutivas?

E a Liga Europa? A equipa continua a mostrar alguma falta de estofo ou cultura europeia, mas o sorteio que nos coube foi bastante simpático e favorável. Dificilmente poderíamos pedir melhor que uma equipa que luta para não descer e por um adversário que vem de um país com o qual nos temos dado bem num passado europeu recente. Acho que este Benfica tem boas hipóteses de passar aos quartos-de-final, depois disso, dependendo dos sorteios, logo se verá.

Com o jogo decisivo a ser disputado no sul da Alemanha 72 horas depois do encontro de Alvalade, há que saber gerir o plantel. Acredito que é na prova europeia que o Benfica deve concentrar a sua atenção, mais que no campeonato. E assim sendo, deverá Jesus poupar jogadores no clássico de hoje?

A meu ver, não. Uma boa parte dos adeptos fala em poupar os jogadores e alinhar com uma equipa maioritariamente constituída por suplentes em Alvalade. Não vejo razão para isso por um factor especial: este Benfica, fisicamente, está fortíssimo. Os jogos mais recentes, com Guimarães e Stuttgart foram a prova disso, com a equipa a mostrar índices físicos altíssimos. Na defesa, tanto Coentrão como Maxi estão com rendimento elevado. No meio-campo, Javi vem a subir de forma e os extremos, sem deslumbrarem, têm estado bem. Saviola vem fresco para Alvalade depois de ter cumprido castigo europeu, e Cardozo também está em forma. A poupar alguém, seria apenas Aimar, não por estar a jogar mal ou por estar em má forma física, mas porque precisamos do melhor Aimar na Alemanha e porque Martins também necessita de minutos para ser opção.

O meu onze: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Salvio, Nico Gaitán e Carlos Martins; Javier Saviola e Óscar Cardozo

sábado, 19 de fevereiro de 2011

volta Ipiranga


Quando se põe a questão de ser ou não possível ao Benfica conquistar a Liga este ano , não é certamente em relação ao nosso Clube que as dúvidas surgem. Depois da verdadeira javardice, à bruta e às claras, que pudemos assistir nas primeiras jornadas, com o nojo das arbitragens no jogos com Académica, Nacional e Guimarães, qualquer ser humano com dois neurónios percebeu que a táctica da fruta e café com leite arrumou com o campeonato ainda embrião. Perante a submissão canina de todos os clubes que de um modo e de outro lambem migalhas do prato ' fruteiro e encafézado ' nos quais se inclui a fraca figura de quem chegou a ter história e, imagine-se, pretendeu disputar grandeza com o Benfica, perante isto, o Benfica deveria ter entendido que apenas com uma agressiva resposta poderá fazer face e pôr cobro a esta ' conicemole ' que tudo deixa andar. Se na Europa já se vai falando de como o provinciano ex-clube de Mourinho baseia as suas vitórias, é altura de em nada compactuar com esta gente moribunda, que ainda assim tenta mini-chitos e goza com a Federação. Se na justiça pouco ou nada podemos confiar, é exigível no mínimo um CONSTANTE desmascarar de uma corrupção com rabo de fora, com metastases inimagináveis ( vide ameaças aos jornalistas, trocas de favores com presidentes e treinadorezitos de pacotilha, perseguição a juizes ).
Voltando à Liga, nem os Miami Heat, o Schumacker, o Federer, ou Il Doctore, nem Mourinhos, Madrid's ou Barcelonas, NINGUÉM, por mais sublime que seja a sua arte, poderia conquistar algo INCONQUISTÁVEL: esta Liga está ganha pelos azevedos duartes e seu espólio e herança, é da arbitragem sem vergonha que grassa desde há décadas neste País amorfo.
A última grande manifestação que se viu em Portugal foi O GRITO do IPIRANGA que o Benfica deu o ano passado, fintando a mentira e CARREGANDO Mística e Magia. Infelizmente, chegados ao verão, ter-se-á pensado que o polvo morrera. Viu-se bem que não, em quatro jornadas apenas.
O que nos resta pois ? Eliminar a corja na Taça, arrasar com os vendidos aqui do lado, enfrentar a Liga Europa como se de facto fosse a de Portugal, pois se por lá podem haver árbitros incompetentes, não será certamente o vómito com que a apaf destrói o futebol em Portugal.
Se por ventura a distância de oito pontos se reduzir a perto de três ... quem não sabe que de rajada a podridão ressurge ? Alguém duvida disso?
E nós .. o que fazemos agora?
Apoiamos com orgulho, não desistimos nunca, gritamos bem alto a nossa Mística e vamos com o Benfica até onde a verdade nos deixar. Afinal ... AMAMOS o BENFICA.

CARREGA !

Será este o equipamento alternativo para 2011/12?

O blogger Ziablo0, do Chama Gloriosa, publicou este equipamento como o mais que provável alternativo para a próxima época. Vindo de quem vem, parece-me de confiança. Quanto à fatiota, nem sei se a ache bonita ou feia. Por um lado, o design da camisola é bastante agradável e as cores, apesar de murchas, não são tão más como as que temos visto nos últimos anos (azul com laranja, rosa com cinzento). Por outro lado, mais parece um pólo que uma camisola, e não tem a cor que a grande maioria dos adeptos quer ver: branco. Parece que vamos ter de gastar todas as cores primeiro antes de voltarmos ao branco à Benfica. Não gosto nem desgosto, mas não darei certamente os abusivos 70 euros que pedem por ela, se for assim. Quanto ao patrocínio, eu ainda me lembro do que nos foi prometido no início desta época, por isso quero ver se cumprem ou não.