quinta-feira, 7 de abril de 2011

Esgotados

Fui um dos muitos benfiquistas que se dirigiram às bilheteiras do Estádio da Luz, agora localizadas na Megastore, para tentar adquirir mais uns bilhetes para dar a amigos para que pudessem ir à Luz apoiar o Benfica neste momento que tem tanto de importante como de difícil. Cheguei às 13h40, mais coisa menos coisa, com a fila a atingir o início da rampa das "antigas" bilheteiras, e perto das 14h00 chega a informação de que já não havia bilhetes. Nem um para amostra.

Isto leva-me a pensar no seguinte: há uma grande fome de bola e uma grande paixão e benfiquismo entre nós, mas nem toda a gente pode (neste momento a palavra "pode" é adequada) comprar os bilhetes. E se formos a ver, os preços para este jogo estavam muito longe de serem acessíveis. Penso que é importante rever esta situação. Com a actual situação económica, colocar bilhetes para não-sócios ao preço a que estes estavam, é um abuso para a grande maioria dos portugueses, nomeadamente aqueles que vão para o estádio apoiar o Benfica em vez de comer croquetes. Por outro lado, toda esta histeria a que assisti parece-me, no mínimo, excessiva. Com tanta vontade de ir à Luz, não era mesmo possível comprar o bilhetinho? Sinceramente, não acredito que toda a gente que ali estava estivesse assim tão desesperada ao ponto de querer ir ao jogo e não poder mesmo comprar o bilhete.

A direcção e o departamento de marketing tomaram uma decisão arriscada. Obviamente que todos queremos ver o estádio cheio e isso é o mais importante, sendo que eu acredito que, com maior apoio na Luz, as nossas possibilidades em singrar nesta prova aumentam exponencialmente. Por outro lado, a posição de desagrado do sócio que paga as quotas, que compra o Red Pass e que dá 20€ para ir ao jogo com os holandeses tem de ser compreendida uma vez que alguns não-sócios que só se interessam pelo Benfica uma vez por ano (geralmente quando ganhamos) acabam por ir ver uns quartos-de-final de uma prova europeia à borla. E a candonga andará aí em força, à semelhança do que aconteceu no ano passado com o Liverpool, quando os bilhetes eram de acompanhante e não de sócio. Por isso, em vez dos esperados 65 mil bilhetes, não acredito que tenhamos mais de 57 mil adeptos na Luz. Além disso, não foram 10, 100 ou 1000 bilhetes disponibilizados. É melhor nem dizer quantos foram senão ainda vos dá um ataquezinho desse lado do computador.

P.S. Tanto se tem criticado o Braga pelas "borlas" que dá aos seus adeptos e agora isto...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nas últimas 72 horas...

- o Benfica perdeu o campeonato em casa entregando as quinas ao Porto em plena Luz;

- os adeptos benfiquistas demonstraram-se descrentes e não compareceram em massa no Estádio da Luz para apoiar a equipa;

- ocorreram confrontos feios e graves entre adeptos do Benfica e a Polícia sem que houvesse motivo aparente para tanto, e com um adepto do Benfica a acabar cego;

- várias casas do Benfica foram vandalizadas de norte a sul do país;

- o capitão teve uma lesão grave que pode mesmo terminar abruptamente a carreira do mesmo;


Com o que é que a direcção se preocupa?!

A direcção preferiu desmentir uma notícia de um jornal sensacionalista a vir a terreiro defender os jogadores em geral e apelar à mobilização dos adeptos na conquista dos troféus que sobram esta época.

Em vez de proteger o Benfica, Vieira decidiu proteger-se a si e à sua imagem. Sintomático.

Estudo e Análise ao adversário PSV Eindhoven

Organização Ofensiva:

Equipa organizada em 4x2x3x1. Esquema consistente e com bons resultados no capitulo da finalização. Motivação abalada após terem perdido o primeiro lugar na penúltima jornada do campeonato, na derrota com o Twente. Equipa com alguma vocação ofensiva, gosta de ter a bola e pressiona o adversário quando não a tem em seu poder. A construção de jogo é normalmente lenta, mecânica e organizada, sobressaindo o passe curto. O jogador alvo é o médio ofensivo esquerdo, Dzsudzsák, sendo este o grande impulsionador do jogo do PSV Eindhoven.

A construção de jogo curto tem o 1º passe para os centrais. Marcelo é mais vulnerável sob pressão que o Bouma, isto porque tenta o passe longo e com pouco sucesso. A construção de jogo por parte de Bouma é uma ameaça, seja através do passe curto, seja através do longo. As segundas bolas são muito agressivas com o Engelaar e Hutchinson a reagirem rapidamente e a organizarem o jogo.

Da 2ª para a 3ª fase, há um padrão na construção do jogo. Normalmente optam pelo passe curto e pelo jogo directo. Os centrais gostam de circular a bola com o lateral mais perto ou, preferencialmente, com os médios centro. Os laterais são competentes no plano defensivo e um bom auxílio nos movimentos atacantes. Se o espaço for apertado, os defesas vão circulando a bola em busca de uma oportunidade, sendo que a finalidade é procurar espaços nas alas (principalmente na esquerda). É importante retirar profundidade ao Bouma.

Apesar da natureza do sistema de jogo, os médios centro procuram, por vezes, penetrações laterais a fim de se abrirem espaços ou para se efectuarem algumas triangulações. Engelaar é excelente nisso. Hutchinson é o elemento mais defensivo do meio campo e tem uma boa leitura do jogo.

Toivonen, apesar de tentar o último passe várias vezes, não é um organizador de jogo. É antes um segundo avançado, forte e que procura o remate sempre que tem oportunidade.

Dzsudzsák é o principal desequilibrador da equipa, muito forte no um para um, principalmente quando embalado. É o elemento mais rematador, embora também seja muito activo a assistir os colegas. É imprevisível, tanto pode ir à linha como procurar por diagonais. Do outro lado, o Lens, faz da velocidade a sua principal arma. No entanto, normalmente provoca menos desequilíbrios e joga mais em esforço que o Dzsudzsák.

Berg tem bons índices de velocidade e agressividade. Porém, não é um homem golo, dos que aparece sempre no sítio certo. É mais um avançado esforçado e que procura por espaços. Não faz do jogo de cabeça uma arma a ter em atenção. Sempre que surge uma oportunidade, remata à baliza.

Transição Ofensiva:

Mudança de atitude rápida e agressiva. As movimentações de Dzsudzsák são um perigo constante e está sempre a ser seguido pelos colegas de equipa. Embora premeiem uma construção de jogo lenta e segura, se lhes for dado espaço para tal, também o fazem realizando transições directas e rápidas como aconteceu no golo frente ao Rangers e que lhes deu a vitória (Pieters- Dzsudzsák- Lens).

Boa dinâmica colectiva. Avançam com segurança e sempre com apoios. Particularmente o central que vem detrás, que sobe para colocar a bola nos espaços (Engelaar dobra o Bouma várias vezes). São organizados mas falta imprevisibilidade e criatividade (a excepção é Dzsudzsák).

Na defesa, cometem erros e podem acusar a pressão desde que esta seja bem realizada.

Transições do Guarda-Redes. Passe longo imediato para as alas ou costas. Passe curto para os centrais ou alas. Passe longo não é uma ameaça directa.

Organização Defensiva:

Equipa organizada como um bloco alto. No entanto e apesar de alguma vocação ofensiva, não é fácil apanhá-los em desvantagem numérica uma vez que, quando perdem a bola, os elementos centrais do meio campo estão regularmente bem posicionados e fazem as devidas compensações. A equipa mistura agressividade com passividade, dependendo do opositor. Por vezes dão a iniciativa de jogo e, quando têm o mesmo controlado, mudam de atitude, acabando por exercer pressão apenas a meio campo e não a campo inteiro.

Marcelo é o central mais posicional enquanto Bouma joga na antecipação. A equipa condecora a marcação à zona, embora também façam marcações homem a homem. As bolas aéreas são praticamente sempre ganhas por Engelaar. Defesa consistente.

Será importante que a nossa equipa pressione bem o Engelaar e o Bouma, jogue com os sectores próximos a fim de ganhar as segundas bolas. A construção de jogo longo não é um recurso a se ter em conta. Devemos antes usar o drible, a imprevisibilidade e a explosão nas mudanças de direcção, pois o PSV é uma equipa muito mecânica e são um pouco lentos a reagir.

Transição Defensiva – Após perder a posse da bola:

No jogo frente ao Rangers, Tamata demonstrou algumas dificuldades em recuperar a posição. No entanto, o titular é o Manolev e tanto este como o Pieters têm uma boa transição defensiva e energia para recuperar ou para fechar no meio.

Embora estes tenham presença no ataque e tendo em conta o equilíbrio dado pelos médios centro, as bolas devem ser preferencialmente colocadas nas alas, procurando aproveitar os espaços deixados. Manolev sobe mais que o Pieters. A largura da equipa é normal e a defesa é em linha, apesar do Bouma e do Marcelo darem cobertura várias vezes, através de bons timings e de julgamentos válidos. Não tentam muitas vezes explorar o fora de jogo na equipa adversária.

Bolas Paradas:

Não querendo ser tão minucioso no 5to elemento do jogo, as movimentações ofensivas são batidas, geralmente, por Dzsudzsák. Na vertente defensiva, Engelaar é o elemento mais forte e aquele que mais vezes se antecipa nos lances aéreos.

Observações:

Bouma saiu lesionado frente ao Twente e Toivonen está em dúvida. Se o primeiro joga quase de certeza, Toivonen caso não jogue, deve dar lugar a Bakkal.


Para a realização deste relatório bem como a pesquisa e a análise do PSV Eindhoven, tive a colaboração do Phant, bloguer da Chama Gloriosa, com quem trabalhei nestes últimos dias e com quem tenho tido o privilégio de aprender bastante sobre este desporto que tanto gostamos.

Fica aqui o link do seu relatório e os meus agradecimentos especiais ao mesmo: http://chamagloriosa.blogspot.com/2011/04/estudo-do-adversario-psv-eindhoven.html

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ainda há muita época por disputar. O que fazer?

Apesar do desempenho titubeante no campeonato, que culminou com a entrega das quinas ao Porto em plena Luz, chegamos a Abril ainda em três frentes, algo que se não é inédito na história recente do Benfica, anda lá perto. E além de estar nas três frentes, tem boas hipóteses de vencer qualquer uma delas: na Taça da Liga enfrentamos um adversário que, apesar da sua valia óbvia, não deverá, num dia "normal", constituir oposição temível ao Benfica; na Taça de Portugal temos uma excelente vantagem adquirida na primeira mão e só num dia realmente muito mau poderemos desperdiçá-la; na Liga Europa as ambições são naturalmente mais moderadas face à valia dos adversários, mas a verdade é que, em relação a outras edições desta prova, a qualidade desta está nivelada por baixo, pois não há um único "tubarão" sobrevivente dos que já participaram esta época, como por exemplo o Liverpool, a Juventus ou o Manchester City.

Por tudo isto, e analisando umas questões que deixei noutro post, que deve o Benfica fazer até final da época? Que linhas temos de redefinir? Essencialmente, penso que é fundamental (re)vêr três questões:

Há jogadores que precisam de ir para o banco?

Sim, a meu ver, sim. Não necessariamente nos jogos fundamentais desta época, nesses devem jogar os melhores disponíveis para cada jogo. Mas parece-me desnecessário continuar a apostar em jogadores mais cansados ou com lesões para o campeonato. Exemplos flagrantes? Os extremos Gaitán e Salvio, que já se arrastam há algumas jornadas, Cardozo, pelas mesmas razões mas não tão evidentes, Carlos Martins, Aimar e Maxi Pereira essencialmente pelo estado clínico recente. Depois há casos de jogadores como Coentrão, Saviola, Javi Garcia ou Luisão que, mesmo com muitos jogos nas pernas, continuam a demonstrar uma forma física muito boa, mas na minha opinião, mesmo esses, deveriam descansar. Por isso, na Liga, o onze base deveria ser qualquer coisa como: Roberto/Júlio César/Moreira: Luís Filipe, Jardel, Sidnei e Carole; Airton, Peixoto e Menezes; Jara, Weldon e Kardec.

Pode o Benfica continuar a jogar só com um médio de características defensivas?

Nos jogos em casa até pode fazer isso, mas nos jogos fora é impensável. Praticamente todas as grandes equipas europeias jogam com um médio defensivo e um de características defensivas ou que seja box-to-box tanto em casa como fora, evitando jogar com um número 10 puro, dois extremos e dois avançados como faz o Benfica, num esquema que tantos desequilíbrios cria. Por exemplo: no Real jogam Khedira e Xabi Alonso, no Barcelona jogam Busquets e Xavi, no Chelsea jogam Essien e Lampard, no Manchester actuam Carrick e Scholes, no Milan temos Pirlo e Gattuso e no Inter há Motta e Cambiasso. No Benfica só há Javi Garcia. E isto cria os desequilíbrios que temos visto esta época. Ao lado de Javi tem de estar um jogador que consiga dar consistência defensiva. Quem? Depende das circunstâncias. Rúben Amorim seria o ideal, mas como está de fora terá de jogar Airton, Carlos Martins, ou mesmo com Peixoto à semelhança do que aconteceu no Dragão. Num jogo fora, apostaria em Airton se tivéssemos ganho vantagem na primeira mão, caso contrário a escolha recairia sobre Martins apesar de tudo isto depender do adversário em questão, algo a que Jesus parece não dar grande relevância, uma vez que, qualquer que seja o adversário, o onze é sempre o mesmo.

Quem deve ser o guarda-redes titular?

Todos merecem uma segunda oportunidade. Roberto já vai na sétima ou oitava oportunidade. Parece-me um bocadinho demais. As grandes defesas que faz não são suficientes para compensar os grandes e caros frangos que dá, especialmente em jogos grandes ou importantes. Já comprometeu com o Lyon, Sporting, Porto e Braga, tudo na mesma época. É demais, não há desculpas. Não estão em causa as qualidades. O problema são os defeitos. Não é consistente e a consistência deve ser a primeira característica que um guarda-redes deve ter. Nem dá segurança. Olho para a baliza com Júlio César e sinto tranquilidade e serenidade no sector defensivo. Atendendo à quantidade de jogos importantes até final, a solução pode passar pela troca de guarda-redes quer seja por premiar a qualidade de Júlio César que contrasta com a inconstância de Roberto, quer seja por um aspecto meramente mental e que sirva para abanar com a equipa, tal como Trapattoni disse e fez em 2004/2005 com os efeitos conhecidos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tem a palavra o senhor presidente


É nestas alturas que os grandes líderes falam.

E que os grandes ratos se calam.



Com tanto ainda em jogo nesta época, é fundamental que se lance uma mensagem de apelo aos benfiquistas para que não abandonem a equipa e que a apoiem no Estádio da Luz até final da temporada. É das bancadas que tem de vir a força que guie esta equipa até à vitória. Fala Vieira.

A génese do Benfica

Nasceu em 1904 um clube. Um clube que sempre se baseou no povo, e como clube do povo que é e sempre foi, soube construir a sua história de forma humilde, com a sua força popular a superar toda e qualquer barreira que se colocava à frente. Foi assim, com as mãos do povo, que se construiu a nossa Velha Catedral na antiga Quinta de Carnide. Foi assim que o Benfica se tornou num gigante à escala mundial, sem vedetas e formando uma fantástica família da qual sempre sobressaía um nome: Sport Lisboa e Benfica. Era a cultura do E Pluribus Unum.
E foi assim que começámos a perder esta época, mesmo dando de barato todos os erros cometidos num planeamento de época inacreditável e o qual já dava a entender o que poderia vir daí para a frente. No seu primeiro jogo oficial da época, o Benfica abordou-o com uma sobranceria que nada tinha a ver com a sua história, com a sua personificação: a humildade. Muito pelo contrário, e contra o seu maior adversário, entrou logo a perder. Todo o elan ganho na época passada se perdeu nesse final de tarde em Aveiro.
O resto ? O resto foi o que se viu, e infelizmente teve o seu desfecho ontem, no nosso querido Estádio da Luz. Seja dentro, seja fora dele... Fora porque os adeptos não mais são protegidos pela sua direcção. Dentro, porque foi o que todos vimos, o reflexo de uma época mal preparada e o descer de nível para uma guerra que não é nossa.
Mas, e há sempre um mas, a época não acabou, e ainda há muito a ganhar! Se a Bwin Cup é algo que pouco me diz, mas é para ganhar pois foi ganhando competições do género que os de lá de cima foram consolidando a sua posição, relativamente à Taça de Portugal e à Liga Europa a conversa é muito diferente. São duas competições fantásticas onde temos muito a ganhar. Que o grupo de trabalho do Benfica tenha o orgulho ferido, que não teve ontem na sua globalidade, para fazer das tripas coração. A hipótese de entrarem na história de um Clube mais que centenário está nas mãos deles. E só depende deles, não há desculpas. Voltem às origens: sejam humildes, sejam trabalhadores, acreditem e sejam Benfica!

Eu acredito que é possível, e vocês que jogam no campo, também acreditam ? Se vocês não acreditarem, a nossa crença de nada servirá! Mas com o meu apoio podem sempre contar.

Os heróis são os que caem e se levantam para lutar. Os cobardes os que fogem para não tentar.



P.S. Para culminar o dia horribilis de ontem, a lesão de Nuno Gomes. Chegará aos 400 ? Uma lástima...


Saborear a derrota, redefinir linhas, voltar ao campo de batalha

Saborear a derrota

O que não nos mata torna-nos mais fortes. Já no ano passado, depois do jogo 4 da final dos playoff de Futsal, que o Benfica perdeu com o Sporting, fiquei um bom bocado no pavilhão da Luz, semi-apático, a ver a festa leonina. Ontem, uma vez mais, não saí a meio do jogo ao contrário de muitos milhares de benfiquistas. O que se passou ontem em campo foi uma lição: os nossos jogadores e os resistentes adeptos que foram e que ficaram até fim tiveram de ver a festa do novo campeão nacional, algo que não imaginaríamos no início da época. E espero que sirva de lição para todos. Saborear o amargo da derrota só nos deveria tornar mais fortes: aos jogadores para perceberem que, no jogo, foram inferiores e que têm de dar mais que aquilo que mostraram; aos adeptos cobardes que falataram à chamada e não se deslocaram à Luz para apoiar os seus jogadores e também aos adeptos apáticos que foram à Luz e pareciam estar num funeral, tal foi o silêncio e a falta de energia que demonstraram durante 90 minutos. Vimos o que é ser campeão nacional mesmo debaixo dos nossos narizes. Não foi fácil, custou. Saboreie-se esta derrota para que possamos sair daqui mais fortes, até porque ainda há uma época por jogar.

Redefinir linhas

Para além da falta de competência fora das quatro linhas demonstrada ao longo dos anos pelos nossos dirigentes (isso ficará pra outras núpcias), houve, durante esta época, uma boa dose de incompetência mostrada dentro de campo. Pelos jogadores, que não jogaram tudo o que sabiam e também por Jesus, que fez, não raras vezes, más escolhas. Posto isto é importante decidir como vamos e quem vai jogar até final da época. Há questões importantes que devem ser revistas. Quem deve ser o guarda-redes titular? Pode o Benfica continuar a jogar só com um médio de características defensivas? Há jogadores que precisam de ir para o banco?

Voltar ao campo de batalha

É necessário assimilar estas ideias. Se queremos vencer, temos de voltar mais fortes, dentro e fora de campo. É possível vencer as duas taças internas e ainda a Liga Europa. Mas vai ser preciso muita força, nomeadamente psicológica. É necessário que, à primeira contraiedade, não se perca a cabeça, como vimos no Dragão e cá com o Porto novamente. Cabeça fria, acima de tudo. Um clube com a História e com a ambição do Benfica não pode ficar contente com a situação que vive hoje. Há que dar a volta por cima e isso só pode ser feito no campo de batalha. Temos de vencer. Falhar não é opção.

Ler com muita atenção

Nunca fiz e provavelmente não voltarei a fazer um post deste género, mas é importantíssimo que todos os benfiquistas leiam isto:

domingo, 3 de abril de 2011

SEMPRE !

O meu medo são os adeptos... do Benfica

E o medo não é relativo ao que possam vir a fazer fora ou dentro do estádio que nos impossibilite de jogar a meia-final da Taça de Portugal na Luz. O principal receio que tenho é que a Luz não esteja bem composta para receber o campeão nacional (o Benfica) em mais um jogo complicado e que, em caso de derrota, consagrará o Porto como novo campeão. Impedir que os portistas façam a festa é fácil, basta ligar os aspersores, mas o que eu queria mesmo era ver o Benfica não dar quaisquer hipóteses e vencer a partida. E para tal, penso que precisamos do apoio dos adeptos, que não deverão comparecer em massa com medo de assistirem à festa dos dragões.

No ano passado a situação era precisamente oposta: era o Benfica que se deslocava ao Dragão com possibilidades de ser campeão. Nesse dia, os adeptos portistas compareceram em massa e apoiaram o seu clube (além de tudo o que vimos, desde bolas de golfe a isqueiros). Temo que o nosso clube não tenha o mesmo apoio da parte dos seus adeptos que o rival teve no ano passado. É só isso que temo.

Vídeo do Mês - Abril 2011



por takeshiSLB

Não tem sido um ano fácil para o nosso Tacuara. Depois de um início de época atribulado para as nossas cores, onde a produtividade de Cardozo não foi a melhor, o goleador paraguaio lesionou-se e perdeu um mês importante de competição. Regressou e com ele voltaram os golos, não tantos como nos anos anteriores como nos vinha habituando, mas marcava. Serve este vídeo para mostrar alguns golos do camisola "7". E que hoje volte a fazer o gosto ao pé.

sábado, 2 de abril de 2011

É para vencer!

“Sacrificados e feridos no orgulho após as batalhas travadas no norte, os bispos cruzarão os campos pela altura da quaresma, pondo em xeque os reis e vencendo as respectivas guerras, sem que os cavalos inimigos nada possam fazer.”

Está a chegar o momento. Esta profecia fora lançada umas semanas após o jogo no dragão e mais em jeito de desabafo. Uns já a leram e conhecem o seu significado, mas para a maioria com certeza que esta é desconhecida. Pois chegou a altura de a descodificar. “As batalhas travadas no norte”, referem-se ao jogo do Benfica no dragão e também ao jogo onde os nossos “hermanos” do Real Madrid, foram atropelados pelo seu rival, com o mesmo resultado que o Benfica, em Camp Nau.

Humilhados e feridos no orgulho, tudo apontava para que o resto da época fosse desastroso. A verdade é que ambas as equipas se ergueram e têm sede de vingança. O porto e o Barcelona podem ter os campeonatos praticamente resolvidos, mas as restantes taças terão que pertencer, respectivamente, ao Benfica e ao Real Madrid. Perder uma batalha não significa que se tenha perdido a guerra. E o que nos interessa realmente é vencer as guerras, ou seja, os troféus em disputa.

Deveria então o Benfica abdicar deste jogo frente ao porto e concentrar-se nas outras provas uma vez que o campeonato já não é um objectivo acessível? Se calhar devia. Se concordo que o fizesse? Nunca na vida, principalmente porque temos que nos desforrar e provar à Europa quem, em Portugal, é realmente a equipa mais forte. E, claro, também por uma questão de orgulho. Não podemos apelidar este campeonato de "café com leite e da fruta", se depois lhes estendemos a passadeira, em nossa própria casa e ainda consentimos que estes possam fazer a festa, no nosso estádio. Um Benfica versus porto é sempre para ganhar, sejam os seniores, sejam os traquinas ou os benjamins. Seja no futebol, seja a jogar ao berlinde (nessa competição deixamos os lagartos serem os melhores para eles continuarem a ter mais taças que nós e serem felizes).

Espero por um Benfica na máxima força, sem medos e com muita sede de vingança. Este porto é um bom conjunto mas não tenho a mais pequena dúvida que o Benfica é superior. Praticamos melhor futebol e só a vitória nos interessa. Depois se pensa no jogo de quinta-feira.

Até ao final da época o Benfica tem que vencer as taças internas e tentar ir o mais longe possível na Liga Europa. Para além disso, deve procurar manter o estatuto de única equipa em Portugal que conseguiu, por duas vezes, ser invencível numa temporada, sendo que numa delas, infelizmente, de pouco nos terá valido, uma vez que não fomos campeões. E o desejo é que o faça deixando uma marca de superioridade bem expressiva.

Quanto ao Real Madrid, não posso ser hipócrita. Não me interessa muito se conseguem os seus objectivos. Apenas falei por estarem também eles incutidos na dita profecia. Normalmente não acredito muito nestas coisas, embora lhes ache piada... Mas nesta quero Acarditar!


"Quem é o gajo ao lado do Redjan?"

Muitos parabéns a todo o pessoal da TAP que se empenhou neste projecto, nomeadamente ao nosso "eterno" João Pais, principal impulsionador da primeira casa do Benfica numa empresa.

Depois da criação do primeiro núcleo do Benfica, em Janeiro de 1999, a TAP não parou de crescer em termos de benfiquismo e alcançou este marco histórico. Sem interesses pessoais, sem segundas intenções, apenas benfiquismo puro. Parabéns e obrigado, "redjan"!

P.S. redjan e Galaad, isto significa que vamos passar a ter comissões sobre os charters da China?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Carlos Queiroz vs. Resto do Mundo

A situação arrasta-se há meses e até ver vai prolongar-se. O Tribunal Arbitral do Desporto deu razão a Queiroz na suspensão movida pelo ADoP contra o ex-seleccionador português. Independentemente do valor de Queiroz enquanto treinador de futebol e das declarações que proferiu a jornalistas e outras pessoas do meio do desporto, neste caso, a razão assiste-o. Carlos Queiroz tem razão quando fala de casos gravíssimos como a perseguição que lhe foi dirigida a mando de Madaíl, Amândio Carvalho e Laurentino Dias, com a utilização de Luís Horta como peão, e muito provavelmente terá razão quando diz que os relatórios foram forjados pelo médico a mando do (ex-)secretário de estado de desporto (a propósito, adeus, ó badocha).

E eu questiono-me como foi possível ter aquela volumosa besta de seu nome Laurentino Dias como secretário de estado durante tanto tempo. Estamos a falar de um indivíduo que moveu uma perseguição gratuita a um jogador do Benfica, que fechou os olhos a casos semelhantes nas modalidades do FC Porto, que ordenou que se forjassem relatórios médicos para conseguir os seus fins e que agora, com toda a desfaçatez, mesmo depois do governo ter caído, ainda arrota postas de pescada sobre a sua autoridade moral, civismo e respeitabilidade.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Desta vez estou seriamente preocupado

Como todos sabemos, o campeonato já acabou e à falta de melhor assunto os jornalistas desportivos vão puxando pela imaginação e anunciado concorrentes a candidatos a possíveis transferências para o Benfica. Num dia é o empresário que confirma o interesse do Benfica, no dia seguinte é o jogador que já tem tudo apalavrado e só falta assinar, no terceiro dia o jogador acaba por rumar a outro lado qualquer. Costuma ser assim, já estou habituado e nem me preocupa. O que me preocupa é outra coisa.

Prevejo uma pré-temporada com muitas mexidas na Luz. Muitas mesmo, algumas das quais que envolverão alguns dos nomes mais sonantes. Tendo um presidente que tem um gosto especial em negociar muitos jogadores e um treinador que ano sim ano sim traz e manda embora demasiados atletas (basta ver o que fez no Belenenses, em Braga e agora no Benfica), temo que tenhamos alguns amargos de boca neste verão. São vários os jogadores, uns mais consensuais entre os adeptos e outros menos, que poderão sair:

- Maxi Pereira: com o contrato a acabar em 2012, a proposta de renovação de contrato tarda em aparecer. Não sei se por o próprio Maxi já ter dito que não quer renovar (algo que não acredito) ou por manifesta incompetência da direcção que está a fazer disto uma guerra pessoal com o empresário do uruguaio, o que seria um acto de egoísmo pessoal no qual os interesses do Benfica não estariam a ser salvaguardados. Seja o que fôr, se não houver interesse em renovar com Maxi, algo que ainda não foi manifestado, o camisola "14" poderá ser transferido no verão.

- Miguel Vítor: adoro este jogador e não é por ser da formação do Benfica. Miguel Vítor não é um pré-destinado, mas é um jogador extremamente aplicado, profissional e eficaz apesar de algumas limitações. Sempre que foi chamado, cumpriu, sendo difícil recordar-me de um lance de golo sofrido em que tenha ficado mal na fotografia (só contra o AEK na Luz). É português, é nosso e sai barato. O problema é que Jesus não vai à bola com ele desde do primeiro dia de trabalho.

- Fábio Coentrão: não há muito a dizer. Coentrão vai sair queiramos ou não. A política do clube assim o dita e não censuro a direcção por causa disso, mas a verdade é que o Benfica vai perder aquele que é, provavelmente, o seu melhor jogador. Há que saber colmatar a vaga, mas será muito difícil contratar alguém com a qualidade do Fábio. Que seja bem vendido, é o que espero. Sem "moedas de troca", prestações ad eternum, cláusulas misteriosas, manhosas e inconcretizáveis, etc.

- César Peixoto: eu também gosto do "patinho feio". Já disse por mais de uma vez que é com "Peixotos" que há campeões. Tecnicamente evoluído, tem o handicap de ter uma mulher bonita e o facto de não fazer correrias à maluca. E adepto do Benfica que é adepto do Benfica não admite um jogador que não faça correrias mesmo que sejam despropositadas. Se nem o Nené era poupado, esperavam que o Peixoto fosse? Nem pensar. Tem mais que qualidade para ser um bom suplente a defesa ou a médio.

- Javi García: Airton parece um jovem com potencial e seguro no plantel. Matic, jogador contratado ao Chelsea, parece-me ter as características de "6" e não de "8" como já vi por aí escrito. Ora, se Jesus quer ter dois médios-defensivos, será "natural" a saída do mais caro para fazer uma boa receita e equilibrar as contas. Não acho que Javi esteja desesperado por sair do Benfica, bem pelo contrário, mas pode haver a vontade de alguém acima dele em fazer dinheiro, e aí a sua saída poderá ser irreversível.

- Salvio: a sua saída não me preocupa por aí além, pois além de achar que o Benfica precisa de um jogador com outras características para garantir maior segurança à defesa, o seu preço está inflacionado. No entanto isso não significa que venhamos a ter sucesso com o seu substituto, se não ficar. Tenho algumas dúvidas, veremos.

- Fernández: não aquece nem arrefece, é um jogador do qual ainda não sei nada e que ainda não mostrou nada. Uma incógnita total.

- Miguel Rosa: este jogador porventura mais desconhecido para alguns benfiquistas, anda a rodar no segundo escalão em Portugal há já três épocas. Começou bem no Estoril, foi o abono de família no Carregado e mantém o Belenenses a salvo da descida esta época. É reconhecidamente um jogador de qualidade que nem sequer teve uma mísera oportunidade num Paços, Naval, Académica, o que for. Porquê não sei, mas acho que foi mais um caso de um jogador que saiu da formação e não foi devidamente acompanhado. Poderia ser útil mas dificilmente pertencerá ao plantel.

- Carlos Martins: se Bruno César custou 5,3 milhões ao Corinthians e já assinou pelo Benfica, isso significa que Martins ou mesmo Aimar poderão estar de saída. Não me parece que o Benfica queira manter três números dez de tão grande qualidade. E a saída de Martins poderá mesmo ser a solução. Uma má solução, diria.

- Pablo Aimar: Aimar vai entrar na sua última época de Benfica, uma vez que o seu contrato acaba em Junho de 2012. A antecipação do seu regresso ao clube do coração, o River Plate, ou mesmo uma ida para as arábias ou para os states não são de descartar, até porque Pablito não deverá renovar para lá de 2012. Veremos...

- Felipe Menezes: adeus e boa viagem.

- David Simão: outro jogador que tem qualidade e que até poderá vir a integrar o plantel do Benfica caso as palavras de Vieira, quando disse que teríamos quatro a cinco jogadores da formação no plantel da próxima temporada, sejam verdade (amanhã até acredito no que ele disser, diga o que diga). David Simão tem qualidade, impôs-se no Paços, joga nos sub-21 e penso que deveria ser aproveitado e integrado numa lógica de aprendizagem com Aimar. Veremos se algum deles estará cá para o ano.

- Weldon: foi um dos jogadores chave no campeonato de 2009/2010 e desapareceu estranhamente nesta temporada quando até poderia ter sido útil. Porquê? Não sei. Acaba contrato este ano e deverá sair.

- Nuno Gomes: já manifestou o seu desejo em terminar o seu percurso de Benfica. Se manifestar igual interesse em terminar a carreira, o Benfica deverá deixá-lo ir. Mas se tiver vontade em continuar a jogar, acho despropositado deixar sair um símbolo do clube que se tem revelado muito útil e que mantém qualidades técnicas e psicológicas para ser opção válida.

- Óscar Cardozo: o seu representante, Pedro Aldave, semana sim semana não vem debitar disparates para a imprensa. Estou farto desta personagem abjecta que representa Tacuara. Todos os anos pode sair, mais parece a novela Luisão, mas vai ficando. Pode ser que saia um dia e que esse dia seja no verão de 2011, mas espero que não. No entanto há que manter as opções em aberto.

- Alan Kardec: deverá rodar noutra equipa da primeira divisão. Boa decisão, parece-me. O Kardec que vimos na pré-época não mais apareceu durante a temporada competitiva. Acho que o camisola "31" vale bem mais daquilo que mostrou nos jogos oficiais, é tecnicamente capaz, tem bom jogo aéreo e não tem medo de rematar à baliza. No entanto, o facto é que não se conseguiu impor. Penso que faz bem em sair emprestado para uma equipa com ambições na primeira Liga.

Obviamente que nem todos os jogadores sairão. Provavelmente, deste lote de 16 jogadores, acredito que cerca de 10 poderão mesmo abandonar o clube, a título definitivo ou por empréstimo. Serão bastantes mexidas e acho que isso poderá vir a manifestar-se num início de temporada titubeante. Vamos ver, o tempo dirá se tenho razão.

SEM CORRUPÇÂO O PORTO NÂO É CAMPEÂO I

PORTO SEM CORRUPÇÃO NÂO È CAMPEÃO II

quarta-feira, 30 de março de 2011

e porque ...


..
. de um sonho não se desiste nunca!

AMAMOS-TE BENFICA !

segunda-feira, 28 de março de 2011

Atentem nesta qualidade...



"Jasus", que medo de ver este futebol português. Cinco dirigentes, todos eles trafulhas e todos eles elogiados à altura como se fossem o supra-sumo do dirigismo em Portugal.

O perigo dos estatutos do SL Benfica

[Adenda] Notas prévias face à confusão que se instalou:

1 - no decorrer deste texto irá encontrar a expressão "adeptos senis dos 25 votos". Veja a frase e o parágrafo em que está a dita expressão e veja a quem se refere. Adeptos do Sporting que votaram em Godinho Lopes.

2 - os adeptos burros de que falo no Benfica são aqueles que votam no candidato da continuidade por ser o da continuidade sem olhar a programas ou ideias, mesmo que tenha feito uma data de falcatruas e atirado o Benfica para a lama. Qualquer outra interpretação está errada.

Ao ver aquela palhaçada a que chamaram de eleições, como o José Eduardo dos Santos também costuma chamar, não pude deixar de pensar "e se isto acontecesse no nosso clube?". Já esteve bem perto de acontecer e poderá mesmo voltar a ocorrer no futuro.

Em alguns clubes de futebol, como sabemos, o sistema de votos não é igual aos das outras eleições comuns. No nosso caso, não havendo no plano teórico sócios benfiquistas de primeira ou de segunda, a verdade é que essa divisão é efectivamente feita pelos nossos estatutos. E como diria George Orwell, "todos os sócios são iguais, mas uns são mais iguais que outros". O facto é que nem todos os sócios têm os mesmos direitos no nosso clube, algo que me parece pouco democrático. E mesmo perigoso.

Como podemos ver nas eleições do Sporting, nem sempre o candidato no qual mais gente vota ganha as eleições. Porquê? Porque também há, pelos vistos, "sportinguistas mais iguais que outros". E foi isso que levou a que Godinho Lopes, o candidato da continuidade e da morte lenta e agonizante do Sporting, fosse eleito por um mísero número de votos que muito provavelmente foram conseguidos graças a adeptos senis dos 25 votos. E isto até poderá vir a acontecer, a médio-prazo, no nosso clube. Este sistema de 20 e agora de 50 votos que foi recentemente aprovado em AG é uma fantochada que visa perpetuar o presidente vigente num regime tipo ditatorial, onde os mais velhos (mais desinformados, mais avessos à mudança, mais burros em geral) votarão sempre no candidato da continuidade. Se um dia voltarmos a estar na lama, os velhotes elegerão sempre o atrasado mental que nos levou a esse ponto. É fundamental impedir que isso aconteça.

Nas eleições de 2000, se bem se lembram, a distância que separou Manuel Vilarinho de João Vale e Azevedo não foi assim tão grande. E porquê? Porque, uma vez mais, os mais velhos, os resistentes e avessos à mudança, preferiam continuar com o que já lá tinham. Vilarinho ganhou as eleições por dois motivos: o apoio de Eusébio e, sobretudo, a grande mentira da contratação de Mário Jardel. Sem isso, não teria ganho. O facto de provar que as contas estavam miseráveis, que o clube estava desportivamente e financeiramente na lama de nada serviriam porque os sócios dos 20 votos estavam incondicionalmente do lado de Vale e Azevedo. É fundamental acabar com este sistema anti-democrático, apesar de, como sabermos, esta ideia não agradar à actual direcção, que não só afastou recentemente figuras incómodas do seu caminho como também, não satisfeitos com os 20 votos, passou a dar 50 aos sócios com mais de 25 anos de filiação.

Pondo-se o problema de haver a remota possibilidade de adeptos de outros clubes se inscreverem como sócios do Benfica só para poderem votar nas nossas eleições e assim elegerem um cavalo de Tróia, que sistema poderíamos e deveríamos implementar? Na minha opinião deveria passar pelo seguinte:

- sistema de 1 sócio - 1 voto;
- apenas sócios com mais de 3 anos de filiação ininterruptos poderiam votar;
- criação de uma espécie de "Conselho Leonino" no Benfica que tivesse como única função poder derrubar um presidente eleito. Uma comissão de 5 ou 7 "notáveis", gente reputada, benfiquista sem qualquer espaço para dúvidas.

Se no Benfica os adeptos afirmam que não são mais benfiquistas que outros, então está aqui uma óptima oportunidade para demonstrar isso mesmo. Porque o valor da vida num clube manifesta-se pelo voto. E não há razão para uns terem direito a um e outros a cinquenta. O dinheiro gasto nas mensalidades não é justificação, porque o indivíduo que é sócio a pensar no dinheiro que gasta em quotas nem deveria sequer ser sócio. É um orgulho, não uma obrigação.