Foram dois jogadores que chegaram na temporada transacta ao Benfica, dois jogadores que vieram do mesmo país, embora no campeonato argentino tivessem habituados a realidades distintas.
Franco Jara despontou no Arsenal de Sarandí, um clube modesto e que normalmente luta pela manutenção. Não tardou muito a chamar a atenção de outros clubes com maior dimensão seja no seu país, seja fora dele. O Benfica viu nele um avançado prometedor e partiu para a aquisição do seu passe - a meu ver, em boa hora. A entrada de Jara no clube não foi fácil, teve que passar por um período de adaptação a uma nova realidade e demorou a entrar na equipa, de tal forma que no mercado de inverno chegou a especular-se que poderia ser emprestado ao Racing. No entanto ficou e a partir desse momento começou a jogar com maior regularidade, sendo que muitas vezes foi "obrigado" face às lacunas da equipa a jogar sob os flancos como se de um extremo se tratasse. E não se pode dizer que tenha estado mal, entre andar na faixa e entre algumas oportunidades que teve no centro do ataque, marcou 11 golos na sua primeira época de Benfica. Devia em determinada altura da época, ter entrado para o lugar de Saviola, face à má forma deste, mas as lesões de Gaitán e Salvio não ajudaram e teve que ser adaptado quer à esquerda, quer à direita do meio campo. Agora que o Benfica reforçou-se nessa zona do terreno, espera-se que Franco Jara possa ser opção mais regular como avançado, pois valor para se impor definitavemente tem de sobra.
Nicolás Gaitán chegou proviniente do Boca, e era já um jogador com cartel na Argentina. Rotulado de substituto de Di Maria, depressa percebeu-se (para quem não sabia), que era um jogador distinto do agora jogador do Real Madrid. Gaitán é um futebolista que dada a sua versatilidade consegue desempenhar qualquer posição entre as faixas e o centro do meio campo, mas é como avançado que mais gostei de o ver jogar no Boca Juniors, posição que no Benfica raramente fez. Playmaker de formação, Gaitán pode ser também uma alternativa ao lugar de Pablito Aimar, se bem que com características diferentes, mais explosivo, com maior poder de finalização, maior capacidade para acelerar os ritmos de jogo. Aqui e ali durante a época passada foi utilizado nessa posição, mas foi como extremo, sobretudo na esquerda, que mais jogou. Realizou uma temporada que se pode dizer positiva, para além de várias assistências marcou 9 golos em 48 partidas disputadas. Continuo a pensar que quanto mais perto da baliza estiver, maior será o rendimento de Nicolás Gaitán, vamos ver o papel que Jesus lhe atribui nesta nova época, já que com a chegada de Nolito, existe uma opção válida para extremo esquerdo, o que na temporada transacta não acontecia. O talento de Gaitán e imenso, e a tendência será subir ainda mais de produção, assim o espero.
Estou Farto Disto!
Há 9 horas


























