Imaginem o Benfica, sem Aimar, Gaitán e Garay. Já imaginaram? O Benfica na Liga dos Campeões com Jorge Jesus como treinador e sem 3 jogadores fundamentais. Que cenário vêem? É um susto, não é?
Na minha opinião, foi este o cenário que Luciano Spaletti encontrou na preparação deste jogo da Champions. Sem Criscito, que estabeleço comparação com Garay e sem Danny que, na equipa do Zenit, comparo com Aimar e Gaitan. Comparo com os dois jogadores porque Danny, desequilibra e assiste, tarefa que se encontra "distribuída" entre Aimar e Gaitan na equipa do Benfica, na minha opinião, claro.
Para mim, o jogo resume-se a uma equipa que apesar das limitações evidentes que tinha, a jogar o seu futebol e a meter o jogo no congelador, termo utilizado por Freitas Lobo que se referi-a à equipa do Besiktas no jogo de ontem. E a nossa equipa, a não compreender o que o jogo necessita e a não adoptar a postura correcta.
Não vou perder tempo a malhar em Emerson ou Matic. Para mim, não são e nunca foram problema na Champions. O problema é, quanto a mim, a forma como a equipa pensa o jogo. Não podemos sair invariavelmente com passes verticais na segunda fase de construção, quer por Matic ou Witsel ou ainda, por um dos alas. É preciso lateralizar e saber movimentar as peças de forma equilibrada e pensada no momento ofensivo.
Recordo-me de Alexander Donner, ex-treinador da nossa equipa de andebol, que resumia as jogadas ofensivas da sua equipa a processos simples e curtos em jogadas de um para um ou combinações entre dois jogadores. Simplicidade e eficácia. Treinava como se estivesse a jogar xadrez!
É isso que se pede na Champions. Pragmatismo, simplicidade e manter o máximo de tempo possível, a equipa equilibrada. Claro, quando é necessário evitar que a equipa adversária toque na bola, eles não tocam mesmo. Ou seja, o ataque posicional que é um dos 5 momentos do futebol, como o nosso treinador refere. Continua, quanto a mim, muito mal trabalhado na nossa equipa. O Zenit aguenta a bola em seu poder e é bem sucedido. O Besiktas optou pela mesma postura e também foi bem sucedido.
Enfim, temos que saber ter bola.
Quanto ao jogo da segunda mão, é preciso paciência. Podemos marcar no primeiro quarto de hora mas também, no último. Se vamos jogar em "risco máximo" nos primeiros quinze minutos de jogo, eles vão-nos matar. É preciso mentalidade forte, manter a equipa equilibrada e acreditar que o golo vai surgir. Porque basta um erro, para eles arrumarem com a eliminatória e enfiarem-na "no congelador".
Num jogo impossível, em que perdemos por causa de erros individuais, aparece magos da bol a criticar o treinador. Enfin.
ResponderEliminarE um comentário útil, tino, que tal?
ResponderEliminarQuero que comentem!
ResponderEliminarO conteúdo dos comentários não me incomoda minimamente.
Temos mais que equipa para resolver isto na segunda mão, mesmo sem Rodrigo (caso se confirme uma paragem mais prolongada) e Aimar (suspenso num lance bizarro).
ResponderEliminarO que importa agora é vencer os próximos 3 jogos e qualquer um deles serão tão ou mais difícil que os jogos com o Zenit. Por isso, desejo que Rodrigo consiga recuperar, pelo menos, a tempo do clássico...