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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Clássico de Janeiro


Sem qualquer dúvida: os andrades já não pensam noutra coisa.
Como não sabiam como usar ironia para responder às cirúrgicas declarações do nosso Presidente (finalmente!) usaram mentira; não foi muito efectivo.

Chegam ao cúmulo de ir buscar um jogo, que decorreu há mais de um ano.

Passemos então, ao desmentido.

Trata-se de um jogo que há quatro penalties e são assinalados três a favor do Benfica.
Admito que dois deles (que foram assinalados) são de difícil avaliação, mas, dessa vez, o árbitro Duarte Gomes até só cometeu uma falha, não assinalou um penalty por mão de Alex a cortar um cruzamento do Benfica.

Um jogador que se atira de braços abertos ou esticados para a frente de uma bola tem intenção de jogar a bola com o braço (ao contrário de, por exemplo, um jogador que foi atirado ao chão, lá está prostrado, que tem o braço mais ou menos junto ao peito e se chama Miguel Vítor, não é Pedro Henriques?).

Foi o caso de três dos quatro lances passíveis de assinalar grande penalidade nesse jogo.

Descubra as diferenças



Obrigado Vítor Pereira, por mais uma auto-ridicularização andrade!

domingo, 6 de maio de 2012

Outra vez, outra vez...


Último jogo na Luz para o campeonato e aquela velha sensação de sempre: mais uma época perdida. Tal como sucedeu no ano passado, a União de Leiria veio servir de despedida ao Estádio da Luz. Em mais um jogo insonso, o Benfica venceu a União (ou o que sobrava dela) e assegurou o acesso directo à próxima edição da Champions League, confirmando o segundo lugar no campeonato. Mas o que ficou na retina, além das muitas palavras de ordem proferidas pelo topo sul, foi uma lição de profissionalismo que os leirieenses deram aos meninos dos milhões.

Sem chama, sem atitude, sem brio. Foi assim que os jogadores do Benfica se apresentaram, excepção feita a Pablo Aimar e Maxi Pereira, que tiveram o devido reconhecimento das bancadas. Os restantes apresentaram-se ao seu nível habitual, com as novidades Luís Martins e Yannick Djaló a justificarem o porquê de terem passado tanto tempo sem constituir opção. Cardozo e Saviola deram continuidade às suas paupérrimas exibições, Nélson e Rodrigo muito individualistas, Garay e Luisão sem trabalho, Bruno César, Witsel e Artur sem grande trabalho mas em bom nível.

Tenho pena que o Benfica se tenha transformado nisto. Presidente déspota, treinador arrogante, jogadores sem chama, e um público que assobia os adeptos que gritam por "exigência". O Benfiquinha dos 2 campeonatos a cada 10 veio para ficar. Não se iludam, que para o ano vão estar lá todos outra vez. E quando digo todos, são mesmo todos.

domingo, 8 de abril de 2012

Do or die

A vitória do Porto não estava nos meus planos. Pensei que os dragões baqueassem em Braga, mas os Guerreiros não tiveram arte nem engenho para deixar o Benfica com a possibilidade de se isolar na liderança do campeonato no final da jornada. Assim sendo, o Benfica continua a depender de terceiros para poder ser campeão. Pior que isso, tem a obrigação de ganhar em Alvalade na segunda-feira para que a desvantagem em relação ao Porto se cifre em apenas um jogo e não mais que isso, uma vez que o empate ou a derrota nos deixam a três ou mais pontos e, desse modo, praticamente afastados da luta pelo título.

É aqui que se vê se a equipa sabe responder ou não ao desafio. Perdendo aqui, a época será mais uma enorme desilusão e um falhanço completo, deitando abaixo a expressão "mandato desportivo". Ganhando em casa do rival, apenas conseguimos mantermo-nos na luta, ainda assim atrás do líder. Haja coração, querer e sabedoria.

domingo, 1 de abril de 2012

Holding Out For a Hero

Não foi um grande jogo, não houve muitas oportunidades, não jogámos bonito, mas... vencemos. E no futebol tudo se resume a isto: vencer. Conseguimo-lo da maneira mais dramática possível, com um golo já no período de compensação, marcado por um herói improvável, gordo, já com careca, que disse que o nosso clube seria uma ponte aérea para a grande Europa do futebol. E o futebol é bonito por isto mesmo: num dia podes ser uma besta, no outro és um herói que dá os 3 pontos à tua equipa num jogo emocionante.

O Benfica entrou em campo com a ambição de dominar o jogo, algo que conseguiu facilmente, uma vez que o Braga entregou a iniciativa de jogo aos encarnados. No entanto, não foi fácil encontrar o rumo para a baliza de Quimbecil, pelas razões já referidas noutros posts: boa organização defensiva do adversário, falta de criatividade e de velocidade nossas. Porém, de qualquer das maneiras, nos primeiros minutos do jogo deu para perceber que tínhamos finalmente entrado com onze jogadores em campo, uma vez que na lateral esquerda estava um jogador de futebol, algo que não víamos há uns tempos. Construíamos jogo pelo centro, pela esquerda e pela direita, mas pecávamos na finalização. Sempre que chegava a altura do remate, os nossos jogadores precipitavam-se e atiravam à figura de Quim. O Braga, verdade seja dita, não fazia melhor, não chegando a rematar à baliza e perdendo muitas bolas no último passe. Com o crescimento dos visitantes, o intervalo chegou em boa hora. Era tempo de analisar a primeira parte e redefinir estratégias para chegar ao golo na segunda.

O Benfica voltou a entrar bem no recomeço da partida, desta vez rematando à baliza mas sempre à figura do guarda-redes do Braga. Witsel primeiro, Rodrigo depois, mas sem resultados práticos. Sem conseguir alcançar o golo, o Benfica quebrou e o Braga emergiu, primeiro por Lima e depois por Mossoró, este último a cabecear no coração da área, sem oposição, mas ao lado, num lance marcado pela lesão de Miguel Vítor. O jogo continuou trapalhão até que Elderson resolveu ser mais trapalhão que todos os outros e cabeceou Bruno César dentro da área. Se dúvidas houvesse, ainda lhe deu com as mãos na cara. Penalty mais que óbvio que Witsel, com uma calma olímpica, concretizou. Foi à Witsel. Tranquilo, sereno, eficaz. Partiu para os festejos calmo e explodiu. A Luz também. O Benfica estava na frente com pouco mais de dez minutos por jogar. Mas, de um mergulhão de Paulo César (quero ver quanto a imprensa falará do mergulho do bracarense) surge o empate. Livre executado pelo melhor marcador de bolas paradas da Liga, o proscrito da selecção, Hugo Viana, e Elderson apareceu no segundo poste depois de Artur ter feito uma defesa incompleta. Balde de água gelada na Luz, o Braga tinha chegado ao resultado que lhe convinha e que colocava o Benfica praticamente de fora no que à corrida pelo título dizia respeito.

Exausto, desgastado, o Benfica não tinha forças. Só o sobrenatural, o divino, poderia conseguir o milagre de dar a vitória ao Benfica. Precisávamos de um herói. E, como nos filmes, ele apareceu. Bruno César, após jogada de génio de Gaitán, rematou lento mas colocado, junto ao poste mais distante da baliza de Quim. 2-1. Loucura na Luz. Luís Martins e Rodrigo correram para abraçar Bruno César. Witsel também foi, mas a passo, de tão fatigado que estava. Javi, Nico e Artur ajoelharam-se, com o último a chorar. O Benfica conseguia um triunfo saborosíssimo frente a um rival complicado numa noite memorável no Estádio da Luz.

P.S. Falta falar de muita coisa: speaker, público, Capdevila, Miguel Vítor, Quim e Nuno Gomes. Cada caso a seu tempo.

sábado, 31 de março de 2012

'Pra cima deles!

Não há volta a dar. É agora ou nunca. O Benfica de Jesus joga hoje a última cartada frente ao Braga, com o Porto atento ao encontro. Tudo o que não passe por uma vitória será, a meu ver, um desastre que levará à não-conquista de um campeonato que parecia há muito anunciado. Não há desculpa que valha a este Benfica e a este Jesus. As ausências de Garay, Aimar e do seu querido Emerson não me convencem. Somos Benfica, temos um grande orçamento e um plantel moldado à imagem do treinador, não há motivos, além da incompetência nossa e da má-vontade alheia, para falharmos.

Mas do outro lado estará o surpreendente Braga, equipa à qual, após o segundo lugar no campeonato nacional 2009/2010 e a final da Liga Europa em 2010/2011, eu adivinhei um fim de ciclo. Puro engano. Numa estrutura bem organizada, tanto Jesualdo como Jesus, Domingos ou Jardim têm sucesso. E é isto que nos falta: organização e profissionalismo. O Braga mudou substancialmente de jogadores nestes últimos anos e ainda assim se manteve competitivo. Contudo tem, a meu ver, há fragilidades que se tornam evidentes quando jogam contra equipas de maior nomeada e com maiores capacidades (vide Besiktas, por exemplo). Se o ataque liderado por Lima e Alan, bem como um meio-campo habilmente conduzido por Hugo Viana são de qualidade europeia, a defesa deixa muito a desejar. O número de golos sofridos não revela a real qualidade dos seus atletas. Miguel Lopes, Douglão, Nuno André Coelho e Elderson não entrariam, em condições normais, no plantel do Benfica, quanto mais no onze titular. E nem mesmo Quim teria lugar no banco de suplentes do Benfica. A falta de mobilidade dos centrais deveria ser explorada, nomeadamente com as acções de Rodrigo. Está na altura do internacional espanhol voltar ao combate, é o jogo ideal para ele.

É obrigatório vencer para dar início a uma série de resultados que nos permita estar a festejar no Marquês no dia 12 de Maio. Eu acredito, e não me baseio exclusivamente na fé.

domingo, 25 de março de 2012

Última vida

Contra a Académica foi o que vimos. Hoje, o Porto voltou a perder pontos, desta vez com o Paços de Ferreira. Parece que ninguém quer ganhar este campeonato. Já perdemos duas vidas e esta será provavelmente a última. A partir daqui, é para ganhar tudo. Querem ou não querem ser campeões?! Ponham as fichas todas em jogo, concentrem-se e ganhem esta merda. Chega de GameBoys e Playstations, joguem à bola e ganhem. É quase tão fácil como vencer o Super Mario.

Temos de falar, Jesus

Se é bem verdade Capela está na origem do desaire em Olhão, Jesus não deixa de ser cúmplice. A realidade é que o nosso treinador voltou a errar na abordagem à partida, à semelhança do que aconteceu em Guimarães e em Coimbra. O Benfica não soube aproveitar o facto de o Olhanense se apresentar muito desfalcado (Mexer, André Pinto, Cauê e Wilson Eduardo) e não consegiu dominar o encontro de forma clara e inequívoca, achando que mais cedo ou mais tarde o golo acabaria por chegar. Foram cerca de 70 os minutos dados de vantagem aos algarvios. Nem vou referir o estilo de jogo, que foi pavoroso, basta-me ficar pela atitude e pelo triste comportamento evidenciado, uma vez mais, fora de casa. Por que motivo é que não jogamos de forma razoável (já nem peço bem) longe da Luz? O que foram estes três últimos jogos?

E parece-me que os efeitos da Champions começam a sentir-se em demasia, tal como aconteceu com Koeman. O objectivo tem de ser o campeonato. Claro que, estando numa posição tão simpática na maior prova de clubes a nível europeu, não devemos neglicenciá-la, mas aquilo que podemos mesmo ganhar é o campeonato e é aí que devemos colocar as fichas. Agora pode ser tarde. Tarde demais.

sábado, 17 de março de 2012

Cumprir calendário

Balboa a espalhar magia na Luz. Só possível com Emerson pela frente.

O Benfica venceu e bateu uma das equipas mais fracas da Liga, o Beira-Mar, formação que em termos de futebol jogado me parece a mais débil da prova. Foi um jogo sem grande história e que serviu apenas para cumprir calendário, confirmando uma vitória caseira obrigatória para qualquer candidato ao título.

Nélson Oliveira estreou-se como titular na Liga Zon Sagres e o Benfica tentou explorar a sua velocidade como foi visível pelos muitos passes compridos ao longo das linhas laterais. Aimar também regressou ao onze e assumiu a batuta da organização do futebol encarnado, tentando sair a jogar contra um Beira-Mar que se fechou sempre muito e muito atrás. E fruto da boa organização ofensiva, apesar de faltar alguma inspiração, o Benfica conseguiu rapidamente chegar à vantagem no marcador graças a uma arrancada de Witsel pela direita (viste, Emerson?) que Cardozo, oportuno, soube finalizar. O mesmo Cardozo isolou facilmente Gaitán (o que estava a defesa do Beira a fazer?!) para marcar o segundo e chegar ao intervalo com um tranquilo 2-0.

No segundo tempo, o Benfica reduziu a velocidade e começou a poupar-se para o jogo da próxima terça. Foram 45 minutos entediantes, ritmo de jogo baixíssimo, intensidade quase nula, dava vontade de terminar o encontro e ir para casa. Ainda assim, novamente Cardozo, após passe de Nélson Oliveira (e mais uma vez a defesa aveirense a colaborar), facturou e isolou-se na lista de melhores marcadores do campeonato nacional. Até final foi um longo bocejo e a oportunidade de ver Balboa, esse craque inter-galáctico, esfrangalhar Emerson e assistir um colega para o golo da praxe que todas as equipas que vêm à Luz têm direito.

Vitória fácil contra um adversário que joga menos que a maioria das equipas da Orangina e que nos permite continuar a colocar pressão sobre o FC Porto. Nota ainda para a boa arbitragem de Manuel Mota, à inglesa, sempre a deixar jogar, apesar de algumas vezes ter sido demasiado brando a nível técnico.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Assim não!

Manifestei-me favorável ao alargamento da Liga para 18 clubes. As razões, bem como a minha proposta relativa ao modo de alargamento, estão neste post. A confirmar-se a notícia de que o alargamento vai para a frente sem que nenhuma equipa desça de divisão, a verdade desportiva está irremidiavelmente manchada e a credibilidade do campeonato ferida de morte. É inconcebível que se mudem as regras a meio do jogo. Pior que mudá-las a meio é mudá-las a menos de um terço do fim. Espero que esta brincadeira, que é o que isto é, não vá para a frente. Vão voar malas de dinheiro para comprar vitórias e para vender caras algumas derrotas. Fico igualmente à espera de ouvir a tomada de posição do Benfica em relação a este tema, que incompreensivelmente ainda não foi dada ao conhecimento público. Não. Assim não!

domingo, 11 de março de 2012

Haja coração!


- "Haja coração, adepto do Benfica!" - gritava Jorge Perestrelo, eufórico, após mais uma vitória tangencial, arrancada a ferros, do Benfica de Trapattoni. Mal sabia o benfiquista Jorge que morreria dias antes do épico Benfica x Sporting da cabeçada de Luisão, não podendo testemunhar na sua querida TSF a grande vitória da década e que levou o Benfica à conquista do campeonato nacional 11 anos depois. Por este andar, se não me colocarem um desfibrilhador, seguirei os passos de Perestrelo mais depressa que aquilo que desejo.

Entrámos mal, jogámos mal e mesmo sem merecer a derrota que se verificava ao intervalo, o Benfica não fazia aquilo que devia. Onde está a meia-distância? Só se remata dentro da pequena área?! Porquê? O Benfica não apresentou fio de jogo e numa exibição sofrível destacaram-se pela negativa quase todos os jogadores. Salvou-se (e salvou-nos) Artur e a espaços Javi Garcia. Todos os outros estiveram muitíssimo mal, com particular destaque para Maxi, Saviola e Cardozo: o uruguaio foi um autêntico passador, o argentino um pino raquítico mais frágil que uma velhota e o paraguaio um pinheiro com pés de Karadas. Terríveis.

Igualmente ridícula foi a actuação de Bruno Esteves, o artista que andou a tentar menorizar os estragos auto-infligidos pelo Porto ontem contra a Académica. Não foi um, dois ou três, mas sim quatro os penalties que ficaram por assinalar: um abraço a Jardel, a rasteiras a Bruno César e Nélson Oliveira e ainda o abalroamento a este último. Caro presidente do Sport Lisboa e Benfica: demora muito a quebrar a promessa feita na Grande Entrevista? É que os interesses do meu clube estão a ser lesados da forma que todos vemos. Pode ser? Faça lá esse esforço.

Felizmente houve um jovem chamado Nélson Oliveira que, à semelhança do que fizera em Coimbra, dinamizou o ataque e arrancou para uma grande exibição que permitiu dar a vitória ao Benfica. Ainda tinha muitas coisas a dizer sobre este jogo, mas guardo-as para mim. Estou cansado e há coisas que a quente não iam cair bem a alguns adeptos extremamente indignados com a minha "falta de solidariedade e acreditar na equipa". Valeu pela vitória num jogo em que cheguei a pensar como é que íamos começar a preparar a próxima época, já a partir de segunda-feira. Haja coração, adepto do Benfica, haja coração.

Outro tiro certeiro


«Está tudo em aberto nestas nove jornadas. Quem está na frente está melhor. Tudo pode acontecer. Já perdemos pontos, o campeonato português não é fácil. As equipas que estão na frente vão continuar a perder pontos».

Desta vez Jesus tem razão. Sinceramente não acreditava que depois da vitória na Luz, conseguida da maneira que todos vimos, o Porto empatasse em casa com a Briosa. Acho que ninguém conseguia prever tal situação. Possivelmente nem Jesus o esperava, mas aconteceu e demonstrou a enorme falta de estofo dos comandados de Vítor Pereira, algo que já aqui tínhamos feito referência. Este é o Porto mais patético e fraco dos últimos anos, perder o campeonato para esta gente seria escabroso. Nas nove jornadas que faltam, o Porto precisava de perder pontos em dois. Um já foi, falta outro. E ainda há duas deslocações à Madeira, recepção ao Sporting e ida a Braga. Acredita, Benfica.

terça-feira, 6 de março de 2012

Like-Dislike #2


Para o mês de Março, o nosso convidado para participar no Like-Dislike é um conhecido das caixas de comentários do Eterno Benfica, John Wakefield. A propósito de um comentário feito pelo John há umas semanas a esta parte sobre a importância que o Benfica deve prestar à Champions League, achei interessante convidá-lo para partilhar a sua opinião num post visto termos visões antagónicas sobre este assunto. Os textos que se seguem foram escritos antes do empate em Coimbra, no entanto penso que as opiniões se mantêm.

«Antes demais, é necessário salientar que qualquer benfiquista que se preze, sonharia vencer ambas as competições. Seria fantástico se assim o fosse! Todavia, é praticamente impossível erguer os dois ceptros em simultâneo, e por isso, o Benfica poderá, a breve/médio prazo, ser forçado a fazer uma escolha seguramente difícil. Essa mesma decisão será tomada quando os jogadores começarem a acusar fadiga, algo que tem sido evidente nas equipas comandadas por Jorge Jesus. Assim sendo, a questão impõe-se: nessa situação, deverá o Benfica concentrar as baterias no Campeonato ou na Champions? Por outras palavras, deve o Benfica apostar tudo no campeonato português, que alguns dizem ser a prioridade mais realista, ou na Liga dos Campeões Europeus, competição de clubes mais importante do mundo? Como já o referi, não é fácil nem consensual encontrar uma resposta para este debate seguramente interessante. Na minha perspectiva, creio que o Benfica deve privilegiar o campeonato, por ser uma competição onde temos hipóteses realísticas de a vencer. Infelizmente, o resultado em Guimarães veio trazer mais discussão e incerteza, e por isso, teremos um campeonato renhido até ao fim. Pequenos pormenores poderão fazer a diferença na atribuição do título nacional. Neste momento, vejo o Porto e o Braga na porta da saída da UEFA, algo que me preocupa visto que poderão concentrar, desde cedo, todas as suas aspirações nesta segunda volta do campeonato. Por outro lado, a Champions é, a meu ver, uma meta irrealista para o Benfica e qualquer clube português, enquanto existir um super-Barça ou um incrível Real Madrid, equipas 98 ou 99% imbatíveis. Assim sendo, as hipóteses de sucesso total na Champions são muito remotas e tendo em conta que o Benfica atingirá o objectivo traçado (que passava pela passagem aos oitavos/quartos da Liga dos Campeões), creio que o clube encarnado deve agora fazer os possíveis para cumprir a sua meta no campeonato que passa por segurar o lugar no topo.»

John Wakefield

«Se vos dessem a escolher entre vencer o campeonato ou a Champions League, por qual das provas optariam? Muito provavelmente a Champions. Recuperar o troféu erguido por José Águas 50 anos depois da última conquista seria um feito a todos os níveis maravilhoso. Realisticamente tal é impossível, no entanto, sou dos que pensam que o Benfica deve meter as fichas na Champions League até porque, dada a conjuntura actual, não vejo o Benfica com tão boas hipóteses de voltar a encontrar um cenário tão favorável na maior prova europeia de clubes. Se eliminarmos o Zenit, teremos pela frente um de sete adversários possíveis. Dados os resultados da primeira mão dos oitavos-de-final, arriscaria dizer que provavelmente Barcelona, Real Madrid, AC Milan, Napoli, Lyon, Marseille e Basel seguirão em frente. Quantos destes é que verdadeiramente assustam? A meu ver, apenas os dois colossos espanhóis. O AC Milan não está ao nível do Milan de Ancelotti, o Lyon já não é o mesmo bicho-papão que ganhou o heptacampeonato em França, Napoli e Marseille não são globalmente melhores que nós nem têm experiência nestas andanças e o Basel... é o Basel, tendo conseguido resultados fabulosos com o United e com o Bayern, mas não deixa de ser o Basel, uma equipa ao nosso alcance. Estar nos quartos-de-final da Champions é uma raridade, vamos deixar escapar esta oportunidade que até nos pode trazer uma janela para as meias? Nunca. Não devemos negligenciar o campeonato de forma alguma, é para ganhar, mas desperdiçar uma oportunidade de ouro como a que temos actualmente seria uma lástima.»

JNF

Digam de vossa justiça.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Uma [parva] mensagem de esperança

Disse, antes do jogo, que o vencedor seria, muito provavelmente, campeão nacional. O Porto ganhou na Luz e a conquista do bicampeonato azul-e-branco é uma quase-realidade. No entanto, os jogadores e o treinador do Benfica não devem deixar de acreditar na conquista do título. É possível. Muito, muito difícil, mas possível. Eu próprio não acredito minimamente que o Benfica ganhe o campeonato... mas os atletas não podem desistir.

O Porto tem de perder pontos em dois jogos até final do campeonato e ainda vai à Madeira, duas vezes, a Braga e recebe o Sporting. Não parece plausível que o Porto se deixe apanhar, mas os jogadores do Benfica têm, como obrigação, mais que ganhar os jogos para o campeonato, acreditar no título. São três pontos, não são dez. Sofremos uma enorme machadada nas nossas aspirações, mas há que continuar a lutar.

sábado, 3 de março de 2012

Os treinadores passam, a Corrupção fica

Percebo a indignação para com Jorge Jesus. Cometeu alguns erros no jogo de ontem, o mais escandaloso de todos terá sido, a meu ver, a não colocação de Matic a defesa esquerdo aquando da expulsão de Emerson. Preferiu deixar Gaitán, frágil no plano defensivo e já sem velocidade, na zona de acção de Hulk. E graças a uma tentativa de sair a jogar com bola na posição de defesa esquerdo, sem cobertura defensiva, perdeu a bola e fez a falta que originou o terceiro golo portista. Não podemos branquear os erros por nós cometidos. Da mesma forma que não devemos deixar passar outros erros que nos são alheios e que muito nos lesam.

Só em Portugal é que uma equipa como este Porto pode ser campeã. O que jogou o Porto ontem? O Porto são cinco jogadores, ponto final. Hulk, em quem colocam a bola quando há dificuldades, Lucho, o cérebro e organizador que mesmo sem conseguir meter a terceira velocidade transpira classe e trouxe uma enorme evolução ao meio-campo portista (só um burro não vê isso), Álvaro Pereira, de longe o melhor lateral da Liga, Moutinho, o jogador que Vieira recusou no Benfica e Hélton, melhor guarda-redes da Liga a par de Artur. Mas o que joga este Porto? Zero. É uma equipa com enormes fragilidades, sobretudo do ponto de vista defensivo e das bolas paradas. Não sei se repararam, mas na primeira parte o Benfica ganhou no meio-campo defensivo do Porto mais bolas de cabeça do que as que costuma ganhar num jogo inteiro contra um Setúbal. Rolando é um defesa ao nível de Paulo Madeira e Maicon não é melhor que o Sousa. A defesa do Porto é uma anedota e o seu treinador uma piada de mau gosto, um nabo perdedor que não conseguiu subir o Espinho quando tinha obrigação para tal e que perdeu a subida do seu Santa Clara à Primeira Liga de forma escandalosa em 2009, e também em 2010. Um perdedor. Vamos perder o campeonato para um perdedor.

O problema é que, em Portugal, os treinadores passam e a Corrupção fica. Muito bem, vamos despedir Jesus, contratamos um novo treinador e continuamos a perder. Basicamente é isto que vai acontecer. Já tivemos Koeman, Santos, Quique e Camacho nos últimos anos. Podem nem ser grandes treinadores, não são, mas não são piores que Jesualdo, Co Adriaanse ou Vítor Pereira. Nem os plantéis são assim tão desequilibrados, por vezes. Basta ver que, este ano, tendo melhor plantel e melhor treinador que o Porto, não vamos ser campeões.

Phil Jackson, mítico treinador dos Chicago Bulls e LA Lakers disse uma vez que "os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos". Em Portugal viu-se ontem perfeitamente que quem decide jogos e campeonatos não são ataques ou defesas. O Porto vai ser campeão com Maicon e Rolando a titulares e Pereira no banco. Por muito bons que sejam os nossos plantéis, por muito bons que sejam os nossos treinadores, quando o Porto precisar de um empurrãozinho, irá tê-lo. Os treinadores continuarão a passar pelo Benfica. Enquanto a Corrupção não acabar, não poderemos pensar na hegemonia nacional. E os campeonatos surgirão pontualmente, a cada cinco anos, sob a forma de milagre.

O Artista

Jean Dujardin deu vida à personagem criada por Michel Hazanavicius em O Artista, grande vencedor da 84ª edição dos Oscars. Pedro Proença reinterpretou na perfeição o papel de Artista. Duvido que seja apenas medo intrínseco ou necessidade de agradar ao Papa. Proença tem um Europeu para arbitrar e sabe a que campainhas tocar para as portas se abrirem. Não me surpreenderia se visse este artista a apitar uma das meias-finais. A atitude em campo não deixou margem para dúvidas. A forma como permitiu que Janko fizesse 6 faltas (e outras que ficaram por apitar) sem ver amarelo, a forma como protestou com Miguel Vítor poucos minutos depois da entrada em campo do internacional sub-21, o fechar de olhos ao lance de Witsel que antecede o 2-2, a dualidade de critérios gritante, o golo de Maicon em fora-de-jogo... inacreditável. E para culminar esta bela exibição, a expulsão de Emerson é algo surreal. Vê o primeiro amarelo por dar a bola a Moutinho. Acho engraçado que quando há falta, um jogador da equipa infractora costuma pegar na bola, andar uns metros e atirá-la alta para o adversário. Não acontece nada. Emerson deu-a a Moutinho rapidamente, nem a chutou para longe e vê amarelo. O segundo amarelo surge numa falta em que Emerson toca primeiro na bola. Tem piada porque, observando o critério de Proença durante todo o jogo, aquela falta nunca seria motivo para amarelo. Então porque foi Emerson amarelado? Fácil, fácil, fácil.

Parabéns a Pedro Proença por decidir o campeonato português. Infelizmente é uma sensação de déjà vu.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Da Luz, com vista para o título IV

Última paragem antes do clássico. O Benfica entrou na época de 2006/2007 com um novo treinador, Fernando Santos, que substituía o holandês Ronald Koeman. Desacreditado pelos adeptos desde o primeiro dia, o início da carreira de Santos no Benfica não foi fácil, com várias derrotas fora de portas em que sofreu 3 golos. A equipa ia dando bons espectáculos na Luz, com vitórias robustas e convincentes, mas até à décima jornada, quando perdeu em Braga por 3-1, não conseguia atingir um nível de regularidade exibicional satisfatório para um candidato ao título. Nessa altura o Benfica era sexto a nove pontos do líder Porto. Treze jornadas depois, fruto de uma recuperação fabulosa em que venceu onze jogos e empatou dois, estava a apenas um ponto do Porto.

Clássico na Luz arbitrado por Pedro Proença. Uma vitória do Benfica dava a liderança isolada que fugia desde Maio de 2005. Sem Luisão, lesionado em Paris umas semanas antes, Fernando Santos escolheu Quim; Nélson, Anderson, David Luiz (que começava a demonstrar o grande jogador que ia ser) e Léo; Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão (na função de "10"); Miccoli e Nuno Gomes. O Porto de Jesualdo apresentou-se com Hélton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho; Jorginho, Quaresma e Adriano. O Benfica deu 45 minutos de avanço mostrando-se receoso e frágil. Só chegou com perigo à baliza de Hélton em lances de bola parada (um livre de Petit), muito pouco para quem ambicionava a liderança. E os dragões chegaram à vantagem ao cair do pano do primeiro tempo, com Pepe a cabecear para golo na sequência de um livre na lateral esquerda. Ao intervalo, Santos mexe e coloca Rui Costa a organizar jogo, puxando Simão para a esquerda e Karagounis para a direita, saindo o compatriota deste último. Logo no início da segunda parte, Quaresma comete penalty por mão na bola, que Proença não viu. O Benfica cresceu e chegou ao empate já perto do final, minuto 83, com autogolo de Lucho González após cabeceamento de David Luiz. No período de compensação houve mais perigo para ambas as balizas que nos restantes 90 minutos: o Benfica dispôs de ocasiões soberanas por Mantorras, de cabeça, e Derlei, num pontapé-de-moinho, enquanto que os azuis-e-brancos tiveram o golo nos pés de Marek
Cech e Renteria. Resultado final, 1-1.

O Benfica perdeu uma hipótese de ouro para atingir a liderança. A partir daí nunca mais foi o mesmo. Na mesma semana, em Barcelona, no Montjuic, quase hipotecou a continuidade na Europa ao perder por 3-2 com o Espanyol (esteve a perder por 3-0). No campeonato seguiram-se três empates em quatro jogos (Aveiro e na Luz com Braga e Sporting) que deitaram tudo a perder, tendo terminado o campeonato no terceiro lugar. Na Europa acabaria por ficar pelos quartos-de-final nessa dramática eliminatória com o Espanyol. Uma desilusão de época. E poderia ser tudo tão diferente se tivéssemos ganho ao Porto.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Da Luz, com vista para o título III

Na ressaca de um campeonato perdido, o Benfica entra em 93/94 a correr por fora na luta do título. O capital de apoio que Toni granjeara começava a desaparecer. Não havia dinheiro para pagar aos atletas. Entre jogadores úteis e históricos saíram Samuel e José Carlos. Pacheco e Paulo Sousa, estrelas do Benfica, desertaram para Alvalade. Futre assinava pelo Marseille. O verão quente quase nos levou Rui Costa, Paneira, Isaías e João Pinto. O Sporting estava a construir uma equipa de jovens valores com capacidades para ser campeã. O Porto ambicionava chegar ao primeiro tricampeonato da sua História. A crise e a depressão instalaram-se na Luz.

Mas o Benfica uniu-se e lutou contra a adversidade. E quando recebeu o Porto na 18ª jornada, primeiro jogo da segunda volta, arrumou definitivamente o sonho dos azuis-e-brancos em assegurar o seu primeiro tricampeonato. O Estádio da Luz encheu-se para receber o duelo entre Benfica e Porto. De um lado Toni, que substituíra Ivic em 1992 e que faria a sua última temporada no Benfica, sendo substituído pelo inefável Artur Jorge, para depois regressar em 2000. Do outro lado Bobby Robson, demitido por Sousa Cintra, presidente do Sporting, quando ia em primeiro lugar no campeonato, foi contratado por Pinto da Costa para substituir... Ivic. Toni escolheu o onze habitual com Neno; Veloso, Hélder, Mozer e Schwarz; Kulkov, Vítor Paneira, Rui Costa e João Pinto; Aílton e Rui Águas, este último no lugar usualmente ocupado pelo profeta Isaías. Robson escalou Vítor Baía; João Pinto, Fernando Couto, Aloísio e Rui Jorge; André, Rui Filipe, Semedo, Timofte e Drulovic; Kostadinov. O jogo começou equilibrado mas o Benfica conseguiu a meio da primeira parte ganhar o meio-campo ao seu rival, chegando ao primeiro golo por Aílton, após cruzamento de Stefan Schwarz. Três minutos depois, aos 40, Veiga Trigo viu a brutal cotovelada de Couto a Mozer (que nem caiu ao chão, era rijo) e deu ordem de expulsão ao portista. Com mais um jogador em campo, o Porto decresceu. Robson não mexeu de imediato no onze que agora era um dez e entrou para a segunda parte com João Pinto a marcar João Pinto, Aloísio e marcar Yuran (entrado para o lugar de Águas) e Rui Jorge a marcar Aílton. Má ideia. O Benfica entrou bem na etapa complementar e matou o jogo aos 54 minutos com um golo de Rui Costa, após cruzamento rasteiro e atrasado de Paneira.

O Benfica arrumou o Porto no que à luta pelo título dizia respeito, deixando o rival a 6 pontos (numa altura em que a vitória valia 2 pontos). A batalha resumiu-se entre os rivais de Lisboa e todos sabemos o que aconteceu a 14 de Maio de 1994. Serenata à chuva em Alvalade, 3-6, o título de campeão ficava praticamente confirmado na Luz. O que importa deste Benfica - Porto é que os encarnados apenas perderiam pontos em mais 4 jogos (derrota em Paranhos, empates no São Luís, Barreiros e Luz contra o Estrela) na caminhada rumo ao título. A vitória contra o Porto foi mais um empurrão fundamental rumo ao 30º campeonato numa das épocas mais inesquecíveis da História do Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Da Luz, com vista para o título II

Continuando a recordação de clássicos históricos que acabaram por decidir campeonatos, eis-nos chegados a Abril de 1993. O Benfica seguia na liderança do campeonato em igualdade pontual com o FC Porto mas com algum ascendente psicológico devido a uma recuperação encetada poucas semanas antes. Futre, a recente estrela contratada por Jorge de Brito, deu a vitória na Luz frente ao Sporting por 1-0. Na jornada seguinte, o Benfica bateu o Gil Vicente enquanto o líder Porto saiu derrotado do São Luís em Faro. E para agudizar a crise azul-e-branca e o bom momento benfiquista, os dragões não foram além de um empate em casa contra o Sporting, a zero, enquanto que no Bessa o Benfica rubricou uma exibição emocionante com vitória por 2-3 num jogo onde Hélder e Neno foram expulsos tendo Paulo Sousa terminado o jogo a guarda-redes.

Chegamos ao dia do clássico. Uma vitória assegurava a liderança isolada com dois pontos (era quanto valia a vitória, na altura) à maior sobre o rival, à semelhança do que precisamos hoje. Toni apresentou um onze perto da base habitual para aquela época, com Silvino de regresso à titularidade, Veloso, Hélder, Mozer e Schwarz a formarem o quarteto defensivo, Paulo Sousa, Rui Costa, Futre e Isaías no meio-campo, Pacheco e Yuran no ataque. E mesmo com algum favoritismo, com o ascendente psicológico e com o orgulho ferido, o Benfica não foi capaz de derrotar o campeão nacional Porto, que se apresentava com várias ausências de peso. O jogo foi morno e até foi o Porto que esteve mais perto de vencer, tendo atirado à barra na sequência de um livre na segunda parte, se bem me lembro. Ao Benfica faltou audácia, ambição e coragem. Empatámos e podíamos ter ganho o jogo, pelo menos era essa a nossa obrigação. Os muitos casos, os problemas disciplinares e os salários em atraso falaram mais alto e o Benfica acabou por perder o campeonato para os azuis-e-brancos graças a uma derrota em Aveiro e um empate com o Estoril.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Da Luz, com vista para o título I

Na contagem decrescente para o clássico, recordamos alguns encontros históricos entre Benfica e Porto realizados na Luz na segunda metade do campeonato e que acabaram por ter importância crucial no que ao desfecho do campeonato diz respeito.

Em 80/81 o Benfica era orientado pelo húngaro Lajos Baroti, um gentleman do futebol magiar, figura incontornável do desporto-rei no seu país. E já no ocaso de uma brilhante carreira, chega a Portugal para limpar tudo a nível domésico. No que ao campeonato diz respeito, o Benfica de Baroti recebeu o Porto na Luz à passagem da 23ª jornada, com apenas dois pontos de vantagem sobre o rival azul-e-branco, numa altura em que a vitória valia esses mesmos dois pontos. O Benfica venceu com golo de João Alves e cavou um fosso fundamental para a conquista do título. Nas jornadas seguintes, os encarnados perderiam pontos em Viseu e em Guimarães (empates a 1 e a 0), mas, graças à vitória alcançada na Luz frente ao Porto de Stessl, conseguiu conservar a liderança até final. O Benfica sagrou-se campeão com apenas dois pontos de vantagem sobre o Porto. O jogo do título foi mesmo decisivo. Até final da temporada, ainda houve tempo para conquistar a Taça de Portugal, uma vez mais frente ao Porto, graças a hat-trick de Nené, e chegar às meias-finais da já extinta Taça das Taças, onde caímos aos pés do Car Zeiss Jena.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Escabroso, meus caros, escabroso

Vi o jogo do Porto, a espaços. Surpreendidas pela falta de qualidade da partida, pessoas à minha volta perguntaram-me se o Porto eram os de branco. Mal houve um fora-de-jogo escandalosamente mal assinalado, as dúvidas dissiparam-se. E a seguir outro fora-de-jogo mal tirado. E mais outro. Mas não vamos falar de arbitragens porque quem deveria fazer isso era a direcção do Benfica uma vez que ontem fomos efectivamente roubados e porque se deveria colocar pressão no adversário, visto que, esta sexta-feira, as camisolas do Benfica pesarão muito mais que as do Porto.

Este Porto não joga nada. Isto pode parecer frase de taberneiro, mas corresponde à verdade. Não há fio-de-jogo, não há plano de ataque, a defesa treme como varas verdes. Não é o Porto a que estamos acostumados. Ainda por cima é treinado por um indivíduo que transpira incompetência por todos os poros. Não duvidem que é muito mais fácil ser-se treinador da equipa liderada por Pinto da Costa que da equipa liderada por Vieira. E se Vítor Pereira não consegue fazer mais que isto, temos um caso de incompetência. É certo que já houve maus treinadores a serem campeões no Porto, mas nenhum tão mau quanto este. E não ganhar o campeonato com um dos melhores plantéis que me recordo de ver no Benfica... nem quero imaginar.

Perder este campeonato para este Porto, treinado por este indivíduo, a jogar este futebol, seria escabroso. Não me lixes, Benfica.