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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A Bola não é mais um jornal

Se o jornal O Jogo causa repugnância aos adeptos benfiquistas enquanto adeptos de futebol (e com razão), o que dizer do jornal A Bola? A verdade é que desde há uns anos a esta parte, A Bola deixou de ser um jornal de desporto para ser um órgão de comunicação de uma pessoa, ou conjunto de pessoas, de um determinado clube. O nosso, por acaso.

Serve este jornal para ir dando informações algumas vezes incómodas em doses pequenas, para ir habituando os adeptos a decisões futuras menos simpáticas, e para defender o presidente dos maus resultados (quem não se lembra das capas a condenar exclusivamente Jesus e os jogadores pelos maus resultados) e dos espanhóis (essa tirada mítica que constitui um óptimo exemplo de mau profissionalismo).

A esta hora, Cândido de Oliveira, Vicente de Melo e Ribeiro dos Reis, sobretudo este último, devem estar às voltas nos respectivos caixões. Tudo porque o jornal que eles fundaram e que idealizaram como o melhor do mundo desportivo em Portugal está nas mãos de um director que faz tudo por croquetes e de um jornalista que não é mais que a voz do dono. É pena. Especialmente para mim, que lia religiosamente o jornal desde pequeno, que me ensinou a ler.

P.S. Claro que se Witsel for vendido, o Benfica já tem um substituto na manga. Afinal de contas é assim que os clubes com estruturas profissionais funcionam: antecipando o futuro. Bom, pelo menos é assim que deveriam funcionar. Não é?

P.P.S. Em princípio, os comentários só serão publicados esta 6ª. Até lá... keep calm and do not sell Witsel.