Nunca percebi o empréstimo de Yebda. Em primeiro lugar por ser um dos melhores médios defensivos do campeonato português, pois além de destruir jogo também sabe sair a jogar, algo que, por exemplo, falta a Javi Garcia. Depois, porque o Benfica ficou sem cobertura para uma eventual lesão ou castigo do médio-defensivo titular. Yebda tinha tudo o que Jorge Jesus poderia desejar num jogador para aquela posição: estampa física, velocidade, bom passe curto, capacidade de sair a jogar. Mas por uma razão que desconheço, JJ não quis segurar o franco-argelino. Com esta recta final de primeira volta, Yebda daria muitíssimo jeito para fazer na quinta-feira com o AEK a posição de "6", sendo que contra o Porto poderia fazer o lugar de Ramires. Mas alguém não quis ver as coisas como elas são. Querem um bom reforço para Janeiro? Yebda. E nem precisam de gastar nem um tostão dos 18 milhões.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Yebda: até dava jeito, não dava?
Nunca percebi o empréstimo de Yebda. Em primeiro lugar por ser um dos melhores médios defensivos do campeonato português, pois além de destruir jogo também sabe sair a jogar, algo que, por exemplo, falta a Javi Garcia. Depois, porque o Benfica ficou sem cobertura para uma eventual lesão ou castigo do médio-defensivo titular. Yebda tinha tudo o que Jorge Jesus poderia desejar num jogador para aquela posição: estampa física, velocidade, bom passe curto, capacidade de sair a jogar. Mas por uma razão que desconheço, JJ não quis segurar o franco-argelino. Com esta recta final de primeira volta, Yebda daria muitíssimo jeito para fazer na quinta-feira com o AEK a posição de "6", sendo que contra o Porto poderia fazer o lugar de Ramires. Mas alguém não quis ver as coisas como elas são. Querem um bom reforço para Janeiro? Yebda. E nem precisam de gastar nem um tostão dos 18 milhões.quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O outro plantel - Os Emprestados (IV)
São, pelas minhas contas, 32 [não, já encontrei mais 2] os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 33 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que escrevo hoje o quarto de uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".
Hassan Yebda São muitos e muitos os defeitos e as qualidades deste jogador. Como defeitos temos o facto de não saber quando desfazer-se da bola, mantendo-a em posse demasiado tempo, ou ainda o posicionamento, quase sempre adiantado. Como qualidades temos o excelente jogo de cabeça e ainda a capacidade técnica invulgar para um médio-defensivo. Yebda esteve apenas um ano no Benfica, onde oscilou entre o muito bom e o mau. Um ano, repito. Não dá para avaliar um jogador, especialmente quando há mudanças estruturais na equipa. Penso que o seu empréstimo ao Portsmouth foi um erro: primeiro porque Javi Garcia dificilmente irá aguentar uma época que se espera muito longa; depois, porque ainda só jogou 20 minutos, salvo erro, e está num clube em dificuldades (6 derrotas em outros tanto jogos), podendo desvalorizar-se o activo. Para mim, Yebda tem qualidade e potencial mais que suficientes para ficar neste ou em próximos plantéis do Benfica.
Yshmael Yartei Se tiver efectivamente a idade que dizem ter, é um prodígio. Gosto bastante do Giggs do Gana. É claro que é praticamente impossível atingir o nível do verdadeiro Ryan Giggs, mas do que tenho visto e lido sobre o ganês só tenho de ficar contente. É rápido, toma decisões correctas durante a maior parte do jogo, joga e faz jogar. Está emprestado ao Beira-Mar, onde tem tido poucas oportunidades, tal como Leandro Pimenta, mas deverá conseguir afirmar-se em Aveiro. É claro que nem um terço dos jogadores da formação chegam a ingressar no plantel principal, mas, a médio prazo, este poderá ser uma excepção à regra.
Pedro Eugénio Este jovem defesa-direito é mais um exemplo daquilo que a formação começa a dar. Emprestado ao Mafra, da 2ª Divisão, ingressou no Benfica para jogar nos sub-17, proveniente do Farense, depois de uma passagem pelo Sporting. Julgo que vi-o jogar na época passada naquele amigável com o Boavista, no Bessa, mas não me impressionou. Só tem 19 anos, há que dar tempo.
Abel Pereira Colega de Pedro Eugénio desde os sub-17, também é defesa-direito e encontra-se emprestado ao Mafra. Curioso o facto de o Benfica colocar dois jogadores da mesma posição a rodar no mesmo clube. Assim sendo, em princípio, apenas um pode jogar, o que será pouco benéfico para o desenvolvido de um deles. Vi-o jogar apenas com o FC Porto no ano passado na Luz, no penúltimo jogo do campeonato nacional de juniores. É alto para um defesa-lateral direito português, tendo jogado sem complicar, mas também sem impressionar muito. Tal como Pedro Eugénio, há que dar tempo.
Marcel O que dizer de Marcel? Parece-me queimado no Benfica, apesar de nunca se saber o que esperar deste jogador. Foi contratado à Académica de Coimbra por mais de 3 milhões de euros, um tiro no pé, sem dúvida. Fez uma época e meia de qualidade em Coimbra, o que valeu para ingressar no Benfica de Koeman. Fez poucos jogos e não me lembro de o ver marcar golos na Liga. Foi emprestado nestes últimos anos a Sporting de Braga, São Paulo, Grêmio, Cruzeiro e Vissel Kobe, do Japão, mas também com pouco sucesso. Não me parece que volte ao Benfica.
Coelho José Manuel Barbosa Alves, mais conhecido por Coelho, alcunha herdada de um tio seu que foi, em tempos, jogador do Paços de Ferreira, tem um passado recheado de sucessos e experiências no futebol jovem. Começou no Paços, passando 5 anos no FCP, onde foi capitão. Ingressou no futebol italiano, no Inter de Milão, onde, segundo o próprio, pretendia melhorar aspectos tácticos e físicos, mas a experiência acabou por ser uma desilusão. Jogou pouco. Voltou a Portugal para o Benfica, sub-19, estando hoje emprestado ao Paços. Fez dois jogos para a Liga, ambos como suplente utilizado.
Elkesson Parece que o Benfica tem uma co-propriedade com o Vitória Bahia sobre este jogador. Não o conhecia, nem fazia a mínima ideia de que existia.
Yshmael Yartei Se tiver efectivamente a idade que dizem ter, é um prodígio. Gosto bastante do Giggs do Gana. É claro que é praticamente impossível atingir o nível do verdadeiro Ryan Giggs, mas do que tenho visto e lido sobre o ganês só tenho de ficar contente. É rápido, toma decisões correctas durante a maior parte do jogo, joga e faz jogar. Está emprestado ao Beira-Mar, onde tem tido poucas oportunidades, tal como Leandro Pimenta, mas deverá conseguir afirmar-se em Aveiro. É claro que nem um terço dos jogadores da formação chegam a ingressar no plantel principal, mas, a médio prazo, este poderá ser uma excepção à regra.
Pedro Eugénio Este jovem defesa-direito é mais um exemplo daquilo que a formação começa a dar. Emprestado ao Mafra, da 2ª Divisão, ingressou no Benfica para jogar nos sub-17, proveniente do Farense, depois de uma passagem pelo Sporting. Julgo que vi-o jogar na época passada naquele amigável com o Boavista, no Bessa, mas não me impressionou. Só tem 19 anos, há que dar tempo.
Abel Pereira Colega de Pedro Eugénio desde os sub-17, também é defesa-direito e encontra-se emprestado ao Mafra. Curioso o facto de o Benfica colocar dois jogadores da mesma posição a rodar no mesmo clube. Assim sendo, em princípio, apenas um pode jogar, o que será pouco benéfico para o desenvolvido de um deles. Vi-o jogar apenas com o FC Porto no ano passado na Luz, no penúltimo jogo do campeonato nacional de juniores. É alto para um defesa-lateral direito português, tendo jogado sem complicar, mas também sem impressionar muito. Tal como Pedro Eugénio, há que dar tempo.
Marcel O que dizer de Marcel? Parece-me queimado no Benfica, apesar de nunca se saber o que esperar deste jogador. Foi contratado à Académica de Coimbra por mais de 3 milhões de euros, um tiro no pé, sem dúvida. Fez uma época e meia de qualidade em Coimbra, o que valeu para ingressar no Benfica de Koeman. Fez poucos jogos e não me lembro de o ver marcar golos na Liga. Foi emprestado nestes últimos anos a Sporting de Braga, São Paulo, Grêmio, Cruzeiro e Vissel Kobe, do Japão, mas também com pouco sucesso. Não me parece que volte ao Benfica.
Coelho José Manuel Barbosa Alves, mais conhecido por Coelho, alcunha herdada de um tio seu que foi, em tempos, jogador do Paços de Ferreira, tem um passado recheado de sucessos e experiências no futebol jovem. Começou no Paços, passando 5 anos no FCP, onde foi capitão. Ingressou no futebol italiano, no Inter de Milão, onde, segundo o próprio, pretendia melhorar aspectos tácticos e físicos, mas a experiência acabou por ser uma desilusão. Jogou pouco. Voltou a Portugal para o Benfica, sub-19, estando hoje emprestado ao Paços. Fez dois jogos para a Liga, ambos como suplente utilizado.
Elkesson Parece que o Benfica tem uma co-propriedade com o Vitória Bahia sobre este jogador. Não o conhecia, nem fazia a mínima ideia de que existia.
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Hassan Yebda

Lembram-se do Mundial sub-17 disputado em Trinidad e Tobago em 2001? Claro que não. Nem eu me lembrava. Nesse torneio a selecção frnacesa, vencedora da prova, alinhava com nomes que eram apontados como potenciais estrelas num futuro relativamente próximo: Sinama Pongolle, Anthony Le Tallec, Jaques Faty ou Meghni.
É precisamente desta geração que vem Hassan Yebda, novo médio-defensivo do Benfica, e que pontificava nessa tal selecção francesa, bem no miolo do meio-campo defensivo. Formada numa das escolas futebolísticas mais conceituadas de França, o Auxerre, de onde saíram nomes como Djibril Cissé, Kaboul ou Méxes, a nova aquisição do Benfica vem para preencher um sector do meio-campo onde abundam jogadores e escasseia a qualidade.
A custo zero, novo, formado numa das melhores escolas do Mundo, títulos internacionais, alto, forte e com uma boa margem de progressão. Porque é que estraia ainda no modesto Le Mans? Será que comprámos gato por lebre? Não sei a resposta a esta pergunta, mas vamos deixá-lo trabalhar. Avaliaremos os resultados em Dezembro.
É precisamente desta geração que vem Hassan Yebda, novo médio-defensivo do Benfica, e que pontificava nessa tal selecção francesa, bem no miolo do meio-campo defensivo. Formada numa das escolas futebolísticas mais conceituadas de França, o Auxerre, de onde saíram nomes como Djibril Cissé, Kaboul ou Méxes, a nova aquisição do Benfica vem para preencher um sector do meio-campo onde abundam jogadores e escasseia a qualidade.
A custo zero, novo, formado numa das melhores escolas do Mundo, títulos internacionais, alto, forte e com uma boa margem de progressão. Porque é que estraia ainda no modesto Le Mans? Será que comprámos gato por lebre? Não sei a resposta a esta pergunta, mas vamos deixá-lo trabalhar. Avaliaremos os resultados em Dezembro.
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