quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O julgamento de Nuremberga

Camacho defendeu (muito, e muito mal), qual nazi amedrontado, a causa benfiquista no Frankenstadion de Nuremberga. Luís Filipe foi uma prova decisiva, por parte da acusação, mas o Benfica acabou por levar avante a sua causa no último recurso, graças a Cardozo e Di Maria, que custaram, em conjunto, 15 milhões aos acusados,e que testemunharam convincentemente a favor do Benfica.

Quando recuperar o fôlego e retomar os batimentos cardíacos normais apresentarei aqui a crónica desta partida, prometendo aqui, de antemão, não dizer muitas asneiras.

10 comentários:

Anónimo disse...

o sir, eu acho que o que te doeu mesmo foi o resultado final. a ti e ao teu amiguinho.

será que fazes parte da equipa dos Veiguistas? será que ele vai escrever um livro sobre ti?

hoje vais dormir a pensar que perdeste os teus 15 minutos de fama. mas é o que acontece quando te metes com gente como o Zé.

Anónimo disse...

O Benfica transformou-se num grupo de excursionistas que faz umas peladinhas de vez em quando pela Europa..........

Sir disse...

Pelos vistos agora há acesso à internet nas alas psiquiátricas.

Anónimo disse...
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Sir disse...

Estou a ver que vamos ter de restringir os comentários a quem se esconde sob a capa do anonimato.

Anónimo disse...

sir,

tiveste insónias ou estiveste toda a noite a refazer o plano da revolução com os teus amigos Zés?

Anónimo disse...

não brinquem por favor com o que se passou ontem... já me bastava os comentadores anti-benfiquistas da TVI brincarem com o facto do Benfica estar a ser julgado... istó é mau demais...

Ana Cristina Leonardo disse...

o título e a foto deste post são de um verdadeiro mau-gosto!!! quem o postou devia ter vergonha

Sir disse...

LOL !

Era o que faltava.

Francisco disse...

Nesta eliminatória da Taça UEFA o Benfica defrontou o Nuremberga, clube com quem, em 1962, se tinha cruzado. Quis o destino que, em 2008, a primeira eliminatória fosse na Luz, onde o Benfica venceu por um zero. Uma vantagem mínima. Logo após o primeiro jogo, surgiram um conjunto de crónicas comparativas entre os dois Benficas, o de 1962 e o de 2008, sobre o desaire da Luz e o deprimente futebol do Benfica da actualidade. “O Benfica está irreconhecível o Benfica é uma especie em extinção”. Importa no entanto referir. Em 1962 tanto o Benfica como o Nuremberga eram campeões nacionais. Hoje passados 46 anos a realidade interna dos dois clubes, bem como, as suas envolventes são muito diferentes. No entanto, em 2008 tal como em 1962 o Benfica passou a eliminatória. No meu ponto de vista, que choca com a de muitos benfiquistas, o jogo de 2008, fica para a História, como um exemplo da garra Benfiquista e do talento de quatro jogadores – Rui Costa, Sepsi, Cardozo e Di Maria. Estando a perder por dois golos a zero, em casa do adversário, o Benfica aos 89 minutos dá a volta ao resultado marca dois golos em três minutos e ganha a eliminatória por três golos marcados contra dois sofridos o que equivale a cinco a dois num cômputo de desempate. Para além disso e ao contrário de 1962 o Benfica não perdeu nenhum dos dois jogos. Poderá afirmar-se que o Nuremberga está a descer de divisão enquanto o Benfica está em segundo lugar no campeonato/liga. È verdade. Porém as envolventes são diferentes. O futebol alemão, incorporou um conjunto de conhecimentos técnicos e científicos desenvolvidos nas áreas da gestão, da medicina desportiva, da psicologia, da física e das tecnologias de informação, sendo os seus jogadores pujantes, disciplinados e organizados (ao contrário dos adeptos). O Nuremberga está na linha de água por razões endógenas e inerentes ao seu funcionamento, porque não quis ou não foi capaz de interiorizar todos os conhecimentos disponíveis. O futebol Alemão é portanto mais elaborado do que o futebol Português, consequência dos seus protagonistas estarem apetrechados com conhecimentos de táctica, que lhes permite movimentações com trajectórias mais surpreendentes, fruto, diga-se também, das poderosas tecnologias de imagem, que lhes permite um conhecimento do adversário inimaginável na década de sessenta.

È expectável, por isso, que qualquer clube alemão pratique bom futebol independentemente da sua posição no campeonato. Como se pode constatar pela comparação entre o futebol praticado pelo dois últimos da liga portuguesa e da liga alemã o União de Leiria e o Nuremberga, respectivamente. È verdade que o Benfica está em segundo lugar a dez pontos do líder. No entanto o Benfica passou, na década de noventa, por crises financeiras ruinosas e por isso não dispõe de instrumentos financeiros que lhe permitam adquirir os meios científicos técnicos para acompanhar o progresso cientifico como o fizeram os clubes alemães.

Para além do mais não existe no futebol alemão a suspeição que paira sobre o futebol português, onde o Presidente do clube que lidera o campeonato chega aos portões do tribunal, oscultado por membros da sua claque mais tarde arguidos de processos complicados, para ser interrogado sobre processos instaurados, arquivados, reabertos e alguns denunciados por uma “lover affair”, num labirinto de argumentos de acusação e defesa que se arrastam com uma lentidão confrangedora.


São, por isso diferentes as envolventes de 2008 e as de 1962. Algumas das envolventes do futebol português de hoje, sobretudo as mais infelizes, num Portugal democrático membro da União Europeia, não eram espetáveis, quando o Benfica foi a 27 de Maio de 1988 Neckarstadion, em Estugarda disputar final da Taça dos Campeões Europeus, tendo perdido na marcação das grandes penalidades (6-5)


No entanto é com esta realidade que os adeptos do Benfica se confrontam. Numa ambivalência de sentimentos entre o sofrimento e a felicidade entre a alegria e a tristeza entre desanimo e a esperança, entre a dúvida dos factos e a certeza de ser adepto do maior clube do mundo e do clube português que mais vezes disputou a final da taça dos campeões europeus. No “tribunal” Nuremberga, a 21 de Fevereiro de 2008 o Benfica cumpriu a sua missão, honrando Portugal. È desejo de todos os Benfiquistas que a sua equipa tenha a sabedoria e a inteligência de prosseguir até onde lhe for possível através do trabalho e da honestidade .

Cabe a outros, também, cumprir com determinação, isenção e lisura as funções que lhe foram destinadas.

Saudações Benfiquistas