Sábado, 8 de Junho de 2013

O que fazer com estes dois?

Ruben Amorim.

Em minha opinião, este é um jogador útil num plantel que realiza mais de 40 jogos por ano. Assim tenha capacidade para se entender com JJ e vice-versa. Claramente, para ficar.


Yannick Djaló.

Sobre este artista, não há muito para dizer... Por mim, seria de empréstimo em empréstimo (se a venda não for possivel...) até á dispensa final.

Digam de vossa justiça.

Quinta-feira, 6 de Junho de 2013

Gracias D10S


Honrar o número 10 de um Clube como o Benfica, não é para todos.

Tu, Pablo César Aimar Giordano, conseguiste elevá-la a um novo patamar.

No momento que escrevo estas linhas, choro.

Obrigado Pablito. Por tudo. Pelo teu génio, dentro e fora do campo. É esta a minha homenagem.

Até breve!



Uma despedida é sempre complicada, sobretudo quando as partes que se despedem ficaram ligadas, bem ligadas. Mas todas têm uma coisa em comum. Todas são finitas. Tudo um dia acaba. Todas as despedidas um dia têm de ser feitas. No futebol é igual. Desta feita foi Pablo Aimar que deixou a Luz, casa na qual esteve durante 5 anos. Digam o que disserem, foi um prazer vê-lo brilhar na Luz vezes e vezes sem conta, vibrar com aquilo que ele dava à equipa e com o bom futebol que praticava. Foi um prazer cantar bem alto "Pablo, Pablito Aimar..." no Estádio quando era substituído ou quando marcava um dos seus golos mágicos.


A importância extra-futebol que teve...


Num período difícil para o Benfica, em que nos sentimos cada vez menos importantes na vida activa do clube, em que os adeptos do futebol são cada vez mais vistos como clientes de grandes empresas e não como associados, foi bom, foi refrescante ter Aimar no Benfica, ele que trazia consigo sempre a magia do futebol romântico, o futebol de antigamente. Terá sido por essa razão que se deu bem na Luz. Aimar conseguir captar rapidamente a essência, a Mística do Benfica. Por isso, e claro está, por ser um génio como jogador, mas disso nem vale a pena falar, pois as suas qualidades são reconhecidos em todo o mundo, a partir do momento em que o melhor jogador da actualidade diz que Pablo Aimar é o seu ídolo de infância, penso que está tudo dito acerca disso! Todas estas razões fizeram com que os adeptos passassem a gostar ainda mais dele, a ter-lhe um carinho especial, porque ele nos fazia relembrar o futebol de outros tempos, tempos em que fomos felizes.


Pontos altos na Luz

Aimar teve muitos, alguns deles, grandes momentos na Luz, momentos de glória. No plano desportivo sou obrigado a enaltecer a sua importância na conquista do título 2009/2010, muitas vezes desvalorizada pela massa adepta do clube. Depois a época 2011/2012 onde foi, na minha opinião, o melhor jogador do plantel. E ainda a penosa época 2010/2011 onde foi dos poucos que honrou a camisola que vestia e onde ainda conseguiu espalhar muita magia. Fora dos relvados, também merece destaque, pois sempre foi um senhor do futebol que sabe falar muito bem. Aí destaco a sua intervenção após termos sido derrotados em casa pelo Schalke, se não me falha a memória, depois de um dos piores começos de época de sempre. Perguntaram-lhe qual era a motivação de continuar a trabalhar sendo que o título já estava praticamente impossível e a continuação da Liga dos Campeões também, ao que ele respondeu qualquer coisa como:" A motivação é vestir esta camisola. Sempre."

Dito isto... Por todos os momentos e por todas as alegrias, MUITO OBRIGADO! Que um dia possas voltar a esta casa com outras funções pois és um homem reconhecido internacionalmente e com muito conhecimento do futebol, sendo, por isso, sempre uma mais valia!

Até breve!


Domingo, 2 de Junho de 2013

O dia em que o Desporto ganhou.

Imaginem um desporto sujo. O mais sujo do país.
Imaginem que a nossa equipa desse desporto, tinha estado há uma década atrás prestes a acabar e a passar por um período complicado.
Imaginem que há um ano, nesse desporto, tínhamos voltado a ser Campeões Nacionais, algo que não éramos há muitos anos atrás.
Imaginem agora que nesse desporto, em condições extremamente adversas, íamos ao terreno do nosso maior adversário, disputar o jogo mais importante da nossa história.
Imaginem que na tribuna, nesse dia estavam as duas personagens mais execráveis da história do desporto português, e que ambas partilham o nome Pinto.
Imaginem também que nas bancadas desse jogo estavam sensivelmente 100 heróis que chegaram aos  5 minutos da segunda parte.
Imaginem que na pista estavam 5 guerreiros, com outros tantos no banco, prontos a dignificar, suar, lutar e tudo fazer pelo emblema do Sport Lisboa e Benfica.

Imaginem que esse dia foi hoje. Se o fizerem, imaginam bem.

O Benfica é Campeão Europeu de Hoquei em Patins. O Desporto venceu. O Benfica ganhou!

Este título é de todos os que lá estão hoje, e os que lá estiveram ontem.

Ricardo Silva, Pedro Henriques, Valter Neves, Tuco Abalos, Carlos Lopez, Luís Viana, Marc Coy, Cacau, João Rodrigues e Diogo Rafael, vocês estão a partir de hoje no Olimpo do Benfica! Na galeria dos IMORTAIS!

Este título é também do Carequinha, do Borsky, do Fernando Almeida, do José Carlos, do Vítor Fortunato, do Paulo Almeida, do Luís Ferreira, do Rui Lopes, do Mariano, do Panchito, do Carlos Dantas.

Este título é do BENFICA.

E PLURIBUS UNUM.

P.S. Passado o terrível mês de Maio, o Benfica voltou a encharcar os meus olhos. Agora pelas boas razões.


Terça-feira, 28 de Maio de 2013

Vieira, ouve bem:

Não renovar com o Jesus seria um disparate de proporções biblicas! Seria um retrocesso de 20 anos, agora que estamos no bom caminho.

Se calhar, o que não devia ser renovado, era o apoio ao Fernando Gomes!!!!

Pensa nisto!!!

Ass. Galaad, aka, um sócio pagante e com presença ssidua no Estádio.

Sábado, 25 de Maio de 2013

Espectáculo deprimente vindo de Wembley

Hoje assisti a mais um triste espectáculo nisto que é defender as cores do Benfica e discutir a actualidade do clube. Espectáculo esse que vai ter lugar em Wembley, para acolher a final da Liga dos Campeões entre Bayern e Dortmund. Ao que parece, vão haver Benfiquistas a fazer figas e de champanhe preparado, para que o Bayern vença o troféu para que de esse modo o Benfica tenha lugar no Pote 1 na Liga dos Campeões, na próxima temporada. Triste.


A necessidade ter a cabeça fria e os pés no chão e a dificuldade de aprendizagem de alguns adeptos.


A equipa este ano não foi campeã, muito provavelmente pelo facto de ter chegado onde chegou na Liga Europa, e por causa de ter ido perder à Turquia, e de ter de ter dado cordas aos sapatos em Lisboa, para chegar à final, e mesmo assim, vemos adeptos ansiosos por ver o Benfica ficar no Pote 1 da Liga dos Campeões, o que significa que com mais facilidade chegaremos mais longe na Europa. O Benfica não tem líderes para seguir na construção de um plantel equilibrado, estável, bem construído, dois jogadores por posição, que o suplente possa rodar com o habitual titular sem que se note grande diferença, basta ver os planteis do reinado Vieira para o perceber. Por isso, como querem os adeptos que o Benfica vá longe na Europa, se pelo facto de termos planteis construídos em cima do joelho, isso nos irá prejudicar nas competições internas? Continuem a pensar assim, os do norte já só estão a 5 campeonatos...


Voltando ao espectáculo deprimente. A parte atrás descrita não é a foto toda da situação. Mais preocupante que isso, é a mentalidade pequenina, repito, pequenina de andar a fazer figas para que os outros façam o nosso trabalho por nós. É uma auto-humilhação demasiado má andar a pedir títulos a outros clubes para levarmos migalhas por tabela. Migalhas essas, que como foram explicadas anteriormente, podem-nos voltar a custar títulos internos. O Benfica tem de ser capaz de fazer o seu trabalho e alcançar estas conquistas por mérito próprio, vencendo jogos e títulos, e não através das derrotas de clubes terceiros, ainda para menos a nível Europeu. Tentem por exemplo, vencer campeonatos, sei lá.

Se o Bayern vencer, não vou ficar triste, nem triste nem contente, muito menos vou festejar. O Benfica, felizmente, ainda não é isso. Nem nunca deverá ser. Tenhamos um pouco mais de lucidez e de amor próprio.

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

O campeonato da memória

Confesso que estou triste, desalentado. O Meu Benfica falhou, e proporcionou-me a semana mais difícil, desportivamente falando, da minha vida. E falhou nos momentos finais quando já ninguém acreditava que pudesse falhar. Mas falhou, e viu o mais desejado dos títulos fugir mais uma vez para norte.

Mas desta vez sou eu que vou utilizar uma expressão que tanto tenho criticado nos últimos anos: "É preciso ter memória!".

  • É preciso saber ver que Jorge Jesus, na fase que tudo decidia da época falhou (vide jogos com Estoril, sobretudo, e fóculporto) e o Benfica acabou por oferecer o que tinha praticamente na mão;
  • É preciso saber ver que Jorge Jesus, foi, no entanto, o grande obreiro do sonho que nos invadiu para Maio de 2013. Eu confesso que no terceiro dia de Setembro a minha esperança para esta época era nula;
  • É preciso saber ver que Jorge Jesus meteu o Benfica, finalmente, a jogar um futebol tremendo. Superior a qualquer outro em Portugal. E que deixou de ser só um futebol de transições, mas sim um onde se aprendeu mais a ter bola, e não só;
  • É preciso saber ver que Jorge Jesus descobriu dois médios de topo, um deles com lugar, já hoje, em qualquer equipa do futebol mundial;
  • É preciso saber ver que houve coisas estranhas logo na primeira jornada;
  • É preciso saber ver que antes de Capelas, houve Xistras... O mediatismo daí adjacente é que foi completamente nulo;
  • É preciso saber ver que a arbitragem de Capela no derby foi horrível sim. Mas uniformemente credível! O critério que adoptou nas áreas foi igual ao que adoptou fora das mesmas. Não foi uma arbitragem de uma só tendencia.
  • É preciso saber ver que o Benfica facilitou no jogo chave. Facilitou no onze titular, que estava fatigado da Turquia, tal como facilitou nas substituições e no golo do Estoril, isto nem falando em Carlos Martins. Mas é preciso saber ver também que, mesmo facilitando, o golo sofrido foi irregular. 
  • É preciso saber ver que outros tiveram direito às mãos de Alex Sandro, aos atropelos de Mangala, e até às piscinas de James.
E é recorrendo a esta memória que nos damos conta que caso as coisas fossem como devem ser, quando facilitámos já nada haveria a fazer. Já estariam 33 na galeria e daria para poupar para outros lados, se bem me entendem.

Há quem diga que no desporto, num jogo pode não ganhar o melhor, mas que num campeonato ganha. É falso, é mentira. E a prova viva disso mesmo é este campeonato. O Benfica não foi só melhor: foi muito melhor. E para ser Campeão em Portugal, aparentemente, ser muito melhor não chega. Tem de se ser ainda mais. É por isso que vamos lutar, mas uma coisa é certo: está errado.

Domingo, 19 de Maio de 2013

O Mesmo de Sempre

Há coisas que recordamos e retemos na nossa memória e não sabemos porquê. Era eu bem pequenito e numa das minhas leituras de sábado do jornal A Bola, no chão da cozinha, pensava que o Porto, após conquistar mais um campeonato, apanharia mais dia menos dia o Sporting. O Porto ganhava o seu 15º título, o Sporting tinha 16. Estávamos em 1996 e o Benfica somava 30. Passados nem vinte anos, o Porto encurtou a desvantagem de quinze para cinco. É revelador do que sem tem passado em Portugal.

E o epílogo da época não poderia ter outro acontecimento tão simbólico, quase tão metafórico como a saída da águia rumo à Avenida Lusíada. Sim, a Vitória, mesmo à última, tal como o seu clube, não atingiu o objectivo. A águia não poisou onde deveria. Falhou o alvo. Errou o destino. Fracassou. Fraquejou. Desapareceu.

Termina assim uma época diferente de todas as outras, mas com o fim de quase todas elas. O Benfica falhou. Em última análise, por muitos paninhos quentes que se tentem colocar, a verdade é que o Benfica não foi suficientemente competente para conquistar aquilo que parecia tangível no início de Maio.

Termina da forma que não queríamos que terminasse. Porque foi injusto para nós, adeptos, mas também para os jogadores. Este grupo de atletas do Sport Lisboa e Benfica deixou a pele em campo e honrou o clube até à última gota de suor. Pela primeira vez em muitos anos, acho que não se pode apontar nada a estes jogadores. Nem ao treinador. Sim, Jesus, o mesmo que eu em tempos defendi que deveria ser demitido, merece uma palavra de apreço pelo muito que fez com este plantel que Vieira descaracterizou em absoluto com as saídas de Javi, Witsel, Nolito e César, sem nenhum substituto. Mas sobre Jesus falarei noutro post, mais tarde.

Serve isto para dizer que o Benfica perdeu o campeonato num dos dias mais felizes da minha vida desportiva. Num dos dias, talvez mesmo "no" dia em que vi, finalmente, "o" Benfica. Foi numa quinta-feira, na Luz, com o Fenerbahçe. Nessa noite, enquanto os jogadores do Benfica faziam o jogo das suas vidas, enquanto corriam como se não houvesse amanhã, estavam a desgastar-se a tal ponto que arriscavam a perda do campeonato. E foi isso mesmo que aconteceu. Com um plantel com reduzidíssimas opções de qualidade para a chamada "segunda linha", o Benfica acabou por perder o campeonato enquanto chegava a uma final europeia 23 anos depois. E não censuro os jogadores nem Jesus por terem dado tudo o que podiam na prova europeia. Porque não deve haver vergonha em morrer a tentar. Porque desistir não é ser Benfica. Perder também não, mas não é vergonha perder. Vergonha é desistir. E apesar de todos os desgostos e amarguras que este fim de época me/nos trouxe, acho que nunca senti tanto orgulho como hoje em Ser Benfica.

O futebol é assim mesmo, por vezes justo, muitas vezes injusto, e dá-nos grandes lições. O Benfica e os benfiquistas aprenderam muitas nos últimos 15 dias. Uma das quais é que a festa faz-se no fim. Não se faz no relvado dos Barreiros. Não se faz alugando e vandalizando a estátua do Marquês de Pombal. Os títulos festejam-se no fim, quando estão ganhos. O Benfica acabou por sucumbir também perante a soberba dos seus adeptos. Mas não caiu de joelhos como Jesus no Dragão. Caiu de pé. Reforço: tenho muito orgulho naquilo que os jogadores conseguiram. Não me satisfaz, mas não lhes posso apontar nada.

Mas o Benfica é grande, e se por outras vezes na sua História soube recuperar de pesadelos e provações maiores que estas que vivemos hoje, não será isto que deitará o clube abaixo. Porque apesar de tudo, o Benfica de ontem, de hoje e de amanhã valeu, vale e valerá pelos seus adeptos, sejam eles quais forem. E espero que os adeptos voltem a ganhar a exigência que entretanto perderam. Lembram-se das palavras de Diamantino ainda antes do jogo com o Estoril? Profético. O Benfica não pode ganhar de vez em quando. Tem de ganhar muitas e muitas vezes. Ganhar tem de deixar de ser algo esporádico para passar a ser um hábito. O Benfica reerguer-se-á. Só não sabemos quando.

A verdade é que urge ganhar. O Benfica não pode continuar a viver das vitórias do passado. Precisamos de ganhar amanhã, porque hoje já era tarde e ontem era tardíssimo. E é isto que me chateia profundamente. Temos de ganhar. Temos de querer ganhar. E precisamos de cultura desportiva, de cultura da vitória. Porque senão, continuaremos estupidamente felizes com um campeonato ganho a cada cinco anos. Porque a continuar neste ritmo que estamos, quando alguém perguntar a três adeptos do Sporting, Benfica e Porto sobre se se lembram de quando ganharam o último campeonato, as respostas serão "Não", "Sim" e "Qual deles?!", respectivamente. E eu quero deixar de me referir "ao ano em que fomos campeões" como "aquele ano". Quero confundir-me com os vários campeonatos ganhos. E olhando para este Benfica actual, vejo no relvado e no banco (sim, Jesus, esse mesmo) gente que me pode dar essas alegrias. Mas na tribuna não há ninguém.

Foi um prazer. Até sempre.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

O futebol é dos pequenos

Já abordado aqui. É, actualmente, e de forma distanciada, o melhor jogador na formação a actuar em Portugal. Tudo o que faz reúne classe, elegância, técnica, inteligência e criatividade. Joga, faz jogar, desequilibra, constrói, cria e defende.



Enorme a capacidade para executar em espaços reduzidos. Excelente a atacar o adversário que lhe sai à contenção, a criar o espaço para o colega entrar, com o último toque que dá com o pé esquerdo para dentro antes de passar a bola, e a soltar no momento certo. E, por fim, o souplesse. A magia.

Não encontre nenhum treinador preconceituoso, devido ao seu 1,70m, e terá Portugal a seus pés.

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Competência dentro da incompetência

Jesus, ontem, foi competente. Competente dentro da incompetência. Porquê? Porque nunca na vida pode oferecer, daquela maneira, o controlo do jogo ao Porto. Jesus abdicou de jogar. Abdicou do ataque. Abdicou daquilo que é o mais importante no futebol. Da bola. Seja o contexto qual for, é a estratégia errada. Todavia, foi competente dentro dessa mesma estratégia. Conseguiu manter o Porto relativamente inofensivo, criando poucas oportunidades de golo e só não saiu do Dragão com um resultado positivo por mero azar. Bastaria um remate ao lado, bastaria um desfecho diferente para apenas uma jogada, para alterar, e de que maneira, o rumo das coisas. Um pormenor.

Agora, o porquê desta estratégia? Que a manutenção da bola não faça parte do ADN do Benfica e daquilo que Jesus pede aos seus jogadores, é tolerável. Contudo, não cabeça na cabeça de ninguém todo aquele festival de pontapé para a frente e desprezo pela bola num clube como o Benfica. Independentemente do Porto de Vítor Pereira, sem bola, ser assombroso, que o é, o Benfica tem jogadores e condições para fazer mais, bem mais.

Sobre a continuidade de Jesus: Sim. Muito se tem falado sobre um (hipotético) duelo onde o Benfica é, claramente, superior ao Porto de Vítor Pereira. Não querendo falar sobre a qualidade geral deste Porto, que é bem superior ao que tem lhe é reconhecido por essa internet fora, o Benfica luta contra um Porto que faz, em 29 jogos, 23 vitórias e 5 empates. É contra isso que o Benfica luta. Contra um Porto que está a ser, a nível classificativo, o segundo melhor desta década. É preciso roçar a perfeição.

Jesus já conseguiu o mais importante. Mostrar, no score final, a superioridade face a 14 dos 15 adversários do Benfica. Falta um. E com a cada vez mais importante influência do confronto directo no título de campeão nacional, talvez fosse tempo de começar a mudar algumas das suas ideias de jogo, mantendo o que de bom já existe. Qualidade para o fazer existe.

Domingo, 12 de Maio de 2013

Ideias de ressaca

Ainda não digeri. O nosso futebol é mais evoluído e a nossa capacidade ofensiva é bastante superior, as ideias de jogo são mais elaboradas e mais trabalhadas assim como o aspecto irracional no rendimento da equipa. É mais futebol. Simplesmente, no nosso campeonato, para vencer não basta isso acontecer. A componente externa como a forma de lidar com a imprensa e fazer pressão em orgãos da Liga e da Federação têm um peso superior àquele que deviam e aí, continuamos a ser batidos aos pontos.

Até que ponto é que devemos continuar a ignorar a importância desse mesmo aspecto na conquista de campeonatos e no domínio da Liga? Toda essa nossa falta de capacidade faz-me pensar até que ponto é que esta Direção tem capacidade para implementar um espírito vencedor no nosso clube. Porque, hoje por exemplo, para além de sorte o Benfica não teve estofo e perdeu nos detalhes. E isso acabou por fazer a diferença, porque repito, em termos de futebol jogado creio que estamos num patamar acima. Penso que o aspecto que referi em cima terá de ser extremamente repensado e terá de lhe ser dada a devida importância, de uma vez por todas!



A culpa é de todos. 

No início da época, face às dificuldades financeiras que atravessamos, o Benfica viu-se obrigado a vender activos, com a contrapartida de perder o meio-campo. E sob essa perspectiva, o trabalho de Jesus na adaptação de Matic e Enzo no meio-campo para o estilo de jogo mais vertícal e pragmático que pretendia, foi fabulosa, e terá de lhe ser dado o mérito por isso. O trade-off entre a vertente desportiva e financeira foi claro pela direção, em prejuízo do treinador e da componente desportiva. Daí o mérito de Jesus. Mas também, não nos podemos esquecer de algumas opções deste mesmo técnico, por exemplo, neste jogo. Entrada de Roderick a faltarem cerca de 25 minutos para o final da partida? Entrada de Cardozo? Entrada de Aimar?

Já nem vou pela rodagem e qualidade do rapaz... Mas é verdinho que doí, quer o seu jogo quer a sua atitude, e num jogo desta dimensão, pedia-se um perfil totalmente diferente. Com isto Jesus diz à equipa que quer defender. Se já discutível a tanto tempo do final do jogo, ainda mais discutível fica com a entrada de Aimar em campo com os minutos que leva nas pernas e com a (pouca) capacidade defensiva que sempre teve. Finalmente, Cardozo são golos, mas a equipa não queria atacar, queria defender, os extremos não subiam e o médio mais ofensivo estava muito longe, por isso o 7 nunca iria ter o jogo que precisa para expor todas as suas qualidades... Porquê então a sua entrada em campo? Todas estas incoerências tácticas são incompreensíveis num treinador que se diz de topo. São estas perguntas que ficam no ar e doem, porque por mais que se pense nelas, não se consegue obter respostas. Que resultou em mais um capitulo negro no reinado de Jesus e mais uma facada na época para todos nós. 

Todo este periodo até ao final da época terá de ser de extrema reflexão sob o futuro que queremos no nosso clube e nas ideias desta direção e deste treinador para o mesmo, e se essas ideias podem fazer o Benfica rumar à tão desejada glória do passado, que foge à tantos anos.


Sem mais que consiga dizer de uma forma minimamente racional, que os jogadores e a equipa técnica sejam homens sérios e que vençam o que ainda há para vencer. Sem desculpas de merda ou hesitações, não há outra hipotese. Caso contrário, em vez de mais uma época manchada por um campeonato estupidamente perdido fica o sabor a mais uma época horrorosa sob o comando de Vieira e Jesus. Farto disto.

Sábado, 4 de Maio de 2013

Um Benfica à Benfica!


Já escrevi, apaguei e reescrevi este princípio de texto umas 100 vezes e continuo sem saber por onde começar. Nasci pouco tempo antes da última final europeia do nosso clube. Em Maio de 1990, nem as rezas de Eusébio sob o jazigo de Béla Guttmann surtiram efeito, e o Milan derrotou o Benfica por 1-0 em Viena. De lá para cá, as prestações europeias do Benfica em nada se ajustaram à categoria e à História do clube. Eliminados pelo Bastia. Os famosos 7 de Vigo. Levar 3 do Anderlecht. Perder na Luz com o Metalist. E até mesmo dois anos consecutivos sem conseguir o apuramento para as provas europeias. Desde que me lembro, vi o Porto, por mais de uma vez, o Sporting e até o Braga (às nossas custas) chegarem a uma final europeia. Até o Boavista esteve a dez míseros minutos de conseguir uma final europeia.

Mas ontem, na Luz, vi mais Benfica naqueles jogadores e naqueles adeptos que nos últimos 5, 10, 15 anos. Ontem, na Luz, houve Benfica, fez-se Benfica e o Benfica realizou-se. Os jogadores foram Benfica, os adeptos também. Em muitos anos da "nova" Luz, nunca tinha visto e vivido um ambiente como o desta 5ª feira. O Benfica x Manchester United de 2005/2006 era, para mim, o auge em termos de apoio fervoroso que já tinha presenciado. Caro leitor, se ontem não foi ao Estádio da Luz, não sabe o que perdeu. Perdeu a aparição daquele Benfica, em jogadores e adeptos, que os mais novos só vêem através das gravações em VHS ou que só ouvem pelos relatos dos mais velhos.

A apenas três semanas do fim da temporada, estamos paradoxalmente tão perto e tão longe de conseguir aquilo que queremos, que parece ainda irreal o que o Benfica já alcançou, sem ganhar nada, esta época. Estar com uma boa vantagem no campeonato, ter um adversário acessível na final da Taça e regressar a uma final europeia 23 anos depois é todo um corolário de condições que julgava serem absolutamente inatingíveis em Setembro último. Mais que ganhar um campeonato pela primeira vez em três anos, mais que arrecadar uma dobradinha pela primeira vez desde 1986, o Benfica pode fazer o que jamais foi feito no nosso clube: Campeonato + Taça + Prova Europeia. Mérito de quem? Deixo isso para outro post, onde Jesus, obviamente, mais até do que em 2010, tem o papel principal.

Mas ainda não ganhámos nada. E é isso que importa recordar no meio de toda esta euforia que leva gente ao Marquês de Pombal para festejar título nenhum. Em primeiro lugar, é preciso ganhar. O Benfica não pode dar abébias no campeonato e na Taça, e tem de fazer o melhor que sabe numa final europeia mesmo partindo na condição de não-favorito. É preciso ganhar. O "quase" não basta. O "quase" não serve. O "quase" não é um título. E não basta ganhar uma vez para se iniciar um novo ciclo. É preciso ganhar muitas vezes. É preciso iniciar o hábito de ganhar consecutivamente. E é isso que acho que esta temporada, em especial com a presença na final europeia, nos pode dar: uma viragem completa na mentalidade de jogadores, equipa técnica, corpo directivo e, também, pasmem-se, adeptos. Uma final europeia é especial para todos. Engrandece o clube aos olhos da Europa mas também o torna maior aos olhos de todos aqueles que o amam... e que o odeiam. Cabe agora a quem de direito saber capitalizar essa grandeza e esse crescimento que uma época repleta de títulos pode e deve dar. É aqui que entra Vieira. Cumprir o "1" do seu "3-1-50" prometido aquando das eleições (três campeonatos nacionais, uma final europeia e cinquenta títulos nas modalidades) à primeira tentativa é obra. O "3" vai igualmente bem encaminhado. E cumprindo aquilo que prometeu, Vieira terá, finalmente, um mandato à Benfica, continuando a ser, ou deixando de ser, o presidente que devolveu ao Benfica o hábito de ganhar muito e consecutivamente. E esse seria um feito digno de o colocar numa galeria onde figuram apenas os mais importantes presidentes da História do nosso Benfica.

Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Sport Lisboa e Benfica!

Estou a jorrar benfiquismo por todos os poros. Não caibo em mim de felicidade. Estou nas nuvens. Estou extasiado. Estou bêbedo  É uma sensação única que nunca tive oportunidade de presenciar. Agora já sei o que é estar numa final europeia.

Quanto ao jogo, fomos arrebatadores. Desde o terceiro anel até ao relvado. Foi um Benfica à Benfica. Um Benfica dono do seu inferno. Um Benfica a diabolizar e a vergar um adversário de forma tão esclarecedora que só mesmo uma arbitragem nojenta impediu um resultado ainda mais claro.

Vamos a Amesterdão e vamos ganhar. Vamos voltar a vencer na Europa. E seremos os únicos vencedores justos.

Não há palavras para tamanha euforia. Ser campeão faz-me sentir em overdose de benfiquismo. Mas esta sensação também é indescritível.

Agradeço do fundo do coração a todos os que tornaram isto possível, desde o presidente, passando pelo Jorge e restante equipa técnica, até aos jogadores, em particular àqueles que, sendo segundas e terceiras escolhas, sempre foram pedras basilares no fantástico ambiente de equipa e família que se vive no nosso clube. Sou tão crítico do JJ, mas tão crítico, que não consigo deixar de o venerar. Obrigado por uma época que tem tudo para ser ainda mais fabulosa, mister.

No fim do jogo, no café já mandaram a boca: “Parabéns ao Benfica pela primeira final europeia a cores”. Não me fiquei e respondi: ”Olha oh palhaço, queres um facto? Desde que a TV é a cores, o Benfica tem tantas finais europeias como a tua agremiação. Facto. E é um facto sem fruta e sem o caralho que a foda!”

Não me vou alongar mais. Isto é fantástico. A época está a ser fantástica e este grupo merece ganhar tudo o que está em jogo neste mês de Maio. E se a justiça divina não dormir, então estaremos perante a terceira melhor época da centenária história do Benfica.

Amo este clube acima de qualquer outra coisa e em meu nome pessoal, só tenho a estar eternamente grato por esta alegria, sabendo que noites tão ou mais gloriosas estarão por vir.

A todos vós, companheiros, brindo esta tacinha.

VIVA O BENFICA!

Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

Motivação

Primeiro é Raul Meireles, sedento por mais um jogo contra o clube que odeia, mandar larachas para a imprensa.

Depois é o treinador dos turcos dizer que o ponto fraco do Benfica são os centrais (sim, esses mesmos, Luisão e Garay).

Por fim é esta capa de um jornal turco, hoje, dia 25 de Abril.

Alguém está a pedir para levar umas quantas, não está?

Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

A Lei do Mais Forte


Nem sempre brilhante, nem sempre com nota artística, a verdade é que derby é derby e tudo podia acontecer. É chavão mas é verdade. E o Benfica, consciente disso, soube fazer uma exibição realista e adulta, que lhe permitiu uma vitória com relativa facilidade.

Esta equipa, estes jogadores, este grupo transformou-se. O que eram e no que se tornaram... é de facto assombroso. Com todas as dificuldades e vicissitudes desta temporada, o percurso do Benfica é simplesmente brilhante. Não estou entusiasmado pelo facto de podermos ter uma época de sonho. Ou melhor, até estou, mas estou particularmente surpreendido por estarmos onde estamos e podermos ir para onde vamos com todos os obstáculos que esta época teve. É assombroso.

Terça-feira, 9 de Abril de 2013

Os ingleses, os ingleses...

Chegaram triunfantes, de cabeça erguida, confiantes de que a vitória não lhes escaparia. De Portugal, dos portugueses e do campeonato nacional, pouco ou nada sabem. Aliás, nem precisam. As suas equipas são incomensuravelmente superiores a qualquer equipa deste cantinho à beira-mar plantado. Importante é que há cerveja, muita e bem fresquinha, a 1 euro. Porque, feitas as coisas, os ingleses ganham sempre. Excepto daquela vez em que o Braga eliminou o Liverpool. E da outra em que o Sporting arrumou com o City. E quando o Benfica despachou o United também. E quando a selecção portuguesa se diverte às custas da inglesa. Mas tirando todos esses episódios, os portugueses são uns coitadinhos nas mãos dos poderosos bretões.

Jesus reagiu muito bem à ignorância de Alan Pardew. Aquilo não se tratava de jogo psicológico, de provocação ao adversário. É apenas e só ignorância. E o tratamento a dar a ignorantes petulantes é precisamente este. Na Luz, tive pena que o Benfica tivesse entrado com alguns jogadores da chamada "segunda linha", até porque o que o Newcastle merecia levar com a cavalaria pesada desde início. Merecia o tratamento que o Everton teve aqui há 3 ou 4 anos. Ainda assim, com rapazitos que ainda no ano passado estavam nos juniores ou na segunda divisão, o Benfica chegou para os valentões. Com a entrada dos craques Enzo e Lima, foi a tareia que já se esperava.

Esta 5ª feira, em condições normais, o Benfica ganha com facilidade no norte de Inglaterra. Deixemo-nos de tretas: somos melhores, perdão, muito melhores que estes gajos. E havendo profissionalismo, esta eliminatória ficará encerrada em três tempos. As meias-finais da Liga Europa estão aí ao virar da esquina. E tendo em conta que é bastante provável que a competição se resuma a Chelsea, Basel e Fenerbahçe, seria uma estupidez colossal deixar escapar a oportunidade claríssima de ganhar uma prova europeia.

Domingo, 7 de Abril de 2013

"Isso não!"

Gritou o meu pai quando se apercebeu que Salvio ia rematar a mais de 25 metros da baliza de Bracalli. Eu já estava por tudo. Dali, da pequena área, do meio-campo, queria que o Benfica rematasse. O jogo estava a correr bem, o Benfica estava a fazer um jogo muito consistente e muito tranquilo face à inoperância do Olhanense, mas faltava o golo. Por azar, por falta de jeito, tudo se juntava para não deixar o Benfica tomar vantagem no marcador. A verdade é que Salvio, pela enésima vez esta temporada, desbloqueou o jogo. Isso... sim.

Num campo de futebol ou num batatal, contra um taxi ou defrontando um autocarro de dois andares, o Benfica é, neste momento, a equipa mais forte e mais consistente deste campeonato. E hoje foi também, para surpresa minha, a mais tranquila. Mesmo tendo a gigantesca pressão de ter de ganhar para não deixar escapar os 4 pontos de vantagem para o Porto, o Benfica soube reagir face ao avançar do tempo com a persistência do 0-0 no marcador. O Benfica foi uma equipa tranquila, serena, organizada e que soube manter a cabeça durante aquela hora em que esteve empatado.

Jesus montou a equipa que, a meu ver, mais garantias dava (Maxi na sua posição de origem e, face à ausência de alternativas, Almeida no lugar que seria teoricamente de Luisinho), colocou o melhor quarteto de meio-campo disponível e apostou numa frente de ataque móvel que prometia dar dores de cabeça aos algarvios. Assim foi. Nem sempre com classe, nem sempre num futebol bem jogado (até porque o campo não permitia), mas com muita atitude e tranquilidade, bem diferente do "deixa andar" a que já assistimos em alguns jogos. Hoje sim, foi [mais] uma verdadeira exibição de um candidato ao título.

Restam cinco jogos dos quais apenas precisamos de ganhar quatro. O próximo para o campeonato é precisamente na Luz frente ao eterno rival, agora moralizado com os bons resultados e com um presidente que está a injectar moral e confiança nos adeptos e nos jogadores. Para nós faltam cinco jogos. Para eles só falta um, este mesmo. Muito cuidado com eles.

Sábado, 6 de Abril de 2013

Estamos atentos...

Achei engraçada esta sequência de factos:

Um empresário amigo (que ninguém sabe quem é...) do presidente do Olhanense disponibiliza dinheiro para pagamento de alguns ordenados em atraso do plantel do Olhanense a 4 dias do jogo contra o Benfica.

Dias depois, um Presidente de um clube algarvio da primeira liga estava no Hotel Bessa no Porto.

Para o porto vs braga é nomeado o Proença.

Para o Olhanense vs Benfica é nomeado o Hugo Miguel.

Adenda ás 14.30:

Domingo, 31 de Março de 2013

Meio basta, mas meia é bem melhor

Jesus advertiu, com muita razão, que meio a zero bastava para levar de vencida o Rio Ave. Pedia-se pragmatismo, muito concentração e zero facilitismos. Assim foi. O Rio Ave entrou muito bem na partida, com a lição bem estudada, tentando aproveitar o contra-ataque através das investidas de Bebé e Ukra e poderia mesmo ter chegado ao golo não se fosse a concentração dos atletas do Benfica e a sua vontade em resolver o jogo cedo.

Melgarejo, muito bem a atacar mas um autêntico buraco a defender, abriu o marcador por volta dos 10 minutos ao fuzilar autenticamente Oblak. De seguida, Matic aproveita uma falha de marcação num pontapé-de-canto e faz golo num tipo de lance que raramente tem tido sucesso nesta temporada. O Rio Ave mostrou porque se encontra tão bem posicionado na tabela ao criar vários lances de perigo, fossem eles contra-ataques velocíssimos, vários cantos com cabeceamentos que, felizmente, se revelaram infrutíferos, e ao enviar uma bola à barra da baliza de Artur. No entanto, se dúvidas ainda houvesse, Lima tratou de sentenciar a partida minutos antes do intervalo, ao fazer o 3-0 num belo lance de ataque rápido.

A segunda parte iniciou-se como terminou a primeira, com golo (golaço!) de Lima, seguida de um lance de sorte dos vila-condenses, com Hassan a colocar, inadvertidamente, a bola na baliza de Artur. Mesmo não sendo um jogo violento, Rui Costa conseguiu arranjar tempo para expulsar três jogadores e amarelar mais de meia dúzia. Foi apitando faltinhas aqui e ali, deixou outras por marcar, foi esticando a paciência dos adeptos encarnados e conseguiu que os jogadores caíssem na armadilha. Estragou o jogo, é verdade, mas tal não demoveu o Benfica de golear o Rio Ave. Lima, uma vez mais, a completar o hat-trick e Enzo Pérez, que uma vez mais encheu o campo, fizeram o resultado final.

É assim que se resolvem os jogos. Entrar com muita garra e atitude, marcar cedo e depois saber gerir a seu bel-prazer. Pragmatismo também é isto. Com 6 jogos para o fim do campeonato, e com a possibilidade de fazer mais 7 pelas outras provas em que estamos inseridos, é preciso saber descansar em campo com o resultado já feito. Foi o que o Benfica fez hoje. É também assim que se gere um grupo.

Sexta-feira, 29 de Março de 2013

Pergunto-vos eu, que sou um gajo ingénuo

Por que motivo é que o presidente do Olhanense, devendo vários meses de salários aos seus jogadores, não quis disputar o encontro com o Benfica no Estádio do Algarve, que tem uma capacidade quatro vezes superior ao José Arcanjo, e que portanto permitiria fazer uma receita quatro vezes maior? Haverá alguma promessa de pagamento aos jogadores, sabendo-se lá de onde vem o dinheiro? Será isto tudo uma enorme coincidência, tal como a nomeação de um portista doente para arbitrar o Benfica x Rio Ave?