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quinta-feira, 21 de junho de 2012

A este ritmo chegaremos aos 300.000


Em 2001, Vieira estabeleceu a meta dos 500.000 sócios a alcançar até final de 2003. Sensatamente, resolveu baixar a fasquia para uns, ainda assim, impressionantes 300.000 associados. Com os escassos sucessos desportivos que o Benfica tem obtido aliados à crise económica, verificou-se um abrandamento no número de inscrições para novos sócios. Mas com a criação da equipa B, parece que voltaremos a estar no rumo certo em direcção aos ditos 300.000.

O Benfica contrata em massa e sem critério, esperando que dos muitos tiros que dá no escuro, algum acerte em cheio num futuro craque. Foi assim com David Luiz e Di Maria, dois jogadores que chegaram à Luz sem "nome" e que de cá saíram para o estrelato, mas por cada David ou Angelito que contratamos, há quinze "Wasses" que entram nesta espiral de jogadores a chegarem e a saírem, muitos sem envergarem a camisola do Benfica num jogo oficial. E se é verdade que alguns até podem dar lucro, outros há que custam caro ao clube. O Benfica ainda é, pelo menos aos meus olhos (será aos dos nossos dirigentes?) um clube desportivo cujo principal objectivo é ganhar na sua modalidade "mãe", o futebol. Sem descurar a parte financeira, obviamente, mas os resultados desportivos não podem ser negligenciados como são actualmente. E olhando para a actual política de contratações, os resultados que podemos esperar num futuro próximo não são os mais positivos. Continuamos a contratar jovens que não são devidamente acompanhados, não singram e acabam dispensados ou vendidos (vide Fellipe Bastos, por exemplo). Contratar jogadores maduros, já feitos, que possam dar títulos no presente é excepção quando deveria ser regra.

O que vale é que todos estes jogadores que fazem circular dinheiro pela Europa e sobretudo pela América do Sul são feitos sócios do Benfica. A este ritmo, chegaremos rapidamente aos 300.000. Não parem. Nem contratem um defesa esquerdo ou um suplente para o Maxi, que isso dos titulares e de jogadores para a equipa principal e não para a "B" está sobrevalorizado.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Preparar 2012/2013 - Defesas direitos (contratações)

Como foi dito no post anterior, Maxi é dono e senhor da lateral direita. Mas falta um suplente. Falta um jogador com qualidade e que possa render Maxi quando este está mais cansado, ou que compita mesmo com o uruguaio, entrando mais facilmente no onze, estabelecendo-se um sistema de rotatividade. Assim sendo, as minhas propostas, dúvidas e opiniões sobre possíveis reforços, são estas:

Rúben Amorim - Não sendo defesa direito, mostrou qualidades que lhe permitiram ombrear com Maxi Pereira pelo lugar em 2009/2010, ano do título. Esteve em destaque nessa mesma posição ao conseguir jogadas fundamentais que ficam na memória pela sua importância (golos ao Sporting na Luz, na Choupana e na final da Taça da Liga). No entanto, o desentendimento com Jesus levou-o a Braga. Por mim, voltava e seria a aposta para defesa direito. Com a cabeça no lugar, minutos nas pernas e Jesus fora do Benfica, seria uma excelente opção. E é nosso.

Nélson - Seria o regresso de um velho conhecido. Chegou a um Benfica recém-campeão em 2005 para sair para os béticos de Sevilla em 2008. Cumpriu a quarta época em Espanha e creio que veria com bons olhos o regresso a Portugal, quanto mais que não fosse para ganhar algo e chegar em definitivo à selecção. Já se falou no interesse do Porto e, sobretudo, do Sporting em garantir os serviços do futebolista nascido na Ilha do Sal, mas não se concretizou. Creio que seria uma aquisição útil desde que fosse por um bom preço, visto ser experiente, ter boa capacidade técnica, saber subir e baixar no terreno, podendo alternar entre a esquerda e a direita. Com 29 anos, poderia ser a sua última grande transferência.

Daniel Wass - Não acompanhei a época que fez ao serviço do Évian, equipa sensação em França pelas sucessivas promoções que tem alcançado, mas, ao que parece, tem feito uma época positiva e sempre em crescendo. Começou com o pior pé ao ser descredibilizado pelo treinador, posto de parte, sem constituir opção. Calçou pela primeira vez à décima jornada apenas, mas desde aí que pegou de estaca. Jogou todos os jogos excepto um, sendo titular na maioria, contribuindo com golos importantes que deram vitórias à sua equipa. Penso que deveria ter a oportunidade de integrar o plantel na pré-época, para depois, se não convencer, ser emprestado a uma equipa de primeira divisão na Europa.

Rodrigo Galo - Menos mediático que os anteriores, mas surpreendentemente bom. Foi dos jogadores que mais me chamou a atenção nesta segunda metade do campeonato. Rodrigo Galo é um defesa direito veloz, mas o seu principal atributo é a capacidade de transporte de bola, possuindo um remate anormalmente bom para um lateral. O gilista, emprestado pelo Braga, destacou-se sobretudo pelos golos apontados a Benfica, Sporting e Guimarães, de belo efeito.