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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sorteio da UEFA Champions League


Bem-vindos à Liga dos Campeões. O Benfica está na fase de grupos da maior competição europeia de clubes pelo terceiro ano consecutivo. E se até temos tido alguma sorte no passado com os sorteios, desta vez a sorte nada quis com o Benfica. Barcelona, Spartak e Celtic constituem um trio de adversários de qualidade e com algum peso histórico nas provas europeias que vão causar, certamente, dores de cabeça aos benfiquistas.

Desde o regresso regular do SLB à fase de grupos da Champions, em 2006, o nosso clube teve sempre hipóteses, mesmo que ténues, de lutar pelo primeiro lugar. Nunca nos calhou, nos últimos anos, um tubarão europeu no topo da sua forma. United em 2006, 2007 e 2012, Milan em 2008 ou Lyon em 2011, não eram equipas que não estivessem, pela qualidade intrínseca ou pela forma de jogar, num patamar assim tão inalcançável ao Benfica. Não era exigível ao Benfica que ficasse em primeiro lugar, claro que não, mas era possível, ainda que inverosímil, que tal acontecesse. Pois bem, este ano o primeiro lugar está, a meu ver, entregue. O Barcelona é uma equipa muito superior a todas as outras e mesmo sem Guardiola tem tudo para ganhar o grupo com enorme facilidade. Poderá almejar aos 18 pontos? Sim, pode. Ganhar duas vezes a Benfica, Spartak e Celtic é possível. Mas se olharmos ao que o Barcelona fez nos últimos anos, vemos que os catalães perderam sempre pontos na fase de grupos, mesmo com as equipas que ficaram em 3º e 4º lugar. Dos últimos 24 jogos dos blaugrana na fase de grupos, o Barça tem o registo de 16-6-2, que se dividem em 9 vitórias, 1 empate e 2 derrotas em casa (empate com o Milan em 2012 e derrotas com Shakhtar em 2009 e Rubin Kazan em 2010) e 7 vitórias, 5 empates 0 derrotas fora (empates com Basel em 2009, Inter e Rubin Kazan em 2010, Kobenhavn e Rubin Kazan em 2011). O Barça nunca fez o pleno na fase de grupos da Champions, sendo que desde a Era Guardiola não perdeu um único jogo fora de casa. Importa portanto, num grupo onde Benfica, Spartak e Celtic, equilibradamente, discutirão a segunda vaga de acesso aos oitavos-de-final, sermos nós a roubar pontos à equipa de Messi e companhia. Não é impossível, outras equipas no passado já o conseguiram, e vendo o calendário do Barça até podemos considerar que tivemos muita sorte com as datas dos jogos: recebemo-los entre uma ida a Sevilla e uma recepção ao Real para a Liga BBVA e deslocamo-nos a Camp Nou na última jornada, quando é expectável que o Barça tenha o apuramento e o primeiro lugar já garantidos. Ainda assim, o Barcelona é a melhor equipa europeia e aquela que mais queria evitar do pote 1.

Na luta pelo segundo lugar do grupo, o Spartak é a equipa mais forte imediatamente a seguir ao Benfica. O plantel é equilibrado, o meio-campo é o sector chave da equipa, têm um dos mais ardilosos treinadores europeus, Unai Emery e têm sido consistentes no campeonato interno nos últimos anos, apesar de não o ganharem desde 2001. Na Europa, no entanto, é difícil encontrar um percurso digno de registo. Nos últimos anos, os russos têm acumulado falhanços, ao contrário do que sucede com outras equipas do seu país, casos de CSKA e Zenit. Apenas duas presenças na fase de grupos da Champions nos últimos anos, em 2006/2007 e 2010/2011, onde caíram aos pés de Bayern e Inter (mas ainda assim afastaram o Sporting) primeiro e Marseille e Chelsea depois. Marcaram ainda algumas presenças na Liga Europa mas sem grande registo, excepção feita a 2010/2011, onde após a eliminação na Champions, chegaram aos quartos-de-final, sendo batidos sem apelo nem agravo pelo Porto. No entanto, este ano, o Spartak parece-me bastante diferente e muito mais preparado para triunfar na Europa. É um adversário de peso, bem mais difícil de derrotar que o frio de Moscovo ou que o seu relvado sintético. É fundamental vencer na Luz e tentar, se possível, arrancar um empate na capital russa. Se tal não acontecer, é preciso fazer mais pontos que os russos nos duelos com o Barça e, sobretudo, Celtic. Do pote 3, não era uma das duas principais equipas a evitar (Juventus e PSG), mas também não era uma das mais apetecíveis (Anderlecht, Ajax e Lille).

O decadente mas sempre perigoso Celtic é uma equipa habituada a marcar presença na Liga dos Campeões fruto do seu campeonato pouco competitivo. Na Escócia, todos sabem que no final da época, os dois lugares do topo estão destinados a Rangers e Celtic, protestantes e católicos. Contudo, este ano será bastante diferente. O derby de Old Firm não se realizará devido à descida do Rangers, deixando caminho aberto ao Celtic para ser campeão e permitindo uma mais larga gestão do plantel face aos jogos da Champions, permitindo poupar jogadores no campeonato para atacar melhor a prova europeia. Olhando para a actual equipa do Celtic, o único nome sonante é o do grego Samaras. Perdeu-se a mística e a qualidade dos tempos de Larsson, Petrov, Lambert, Miller, Nakamura ou Lennon, o actual treinador. Vencer os escoceses em casa é uma obrigação. Derrotá-los fora será bem mais fácil que em 2007 (derrotados por 3-0) ou 2008 (derrota por 1-0), fruto da falta de qualidade que hoje apresentam. Nos últimos anos, o declínio europeu do Celtic tem-se acentuado vertiginosamente. De 2005 a esta parte, os católicos foram sucessivamente 22º, 24º, 24º, 41º, 48º, 53º, 54º e 63º no ranking europeu, iniciando a presente temporada no 66º posto. O último grande momento europeu do Celtic foi a chegada aos oitavos-de-final da Champions em 2008, tendo perdido nessa ocasião contra o Barcelona por 4-2. Desde então, só por uma vez, no ano seguinte, voltaram a chegar à fase de grupos, mas saíram pela porta pequena ao ficarem em último lugar. Esbarraram sucessivamente nas 3ªs pré-eliminatórias e nos playoffs de acesso à grande prova europeia e, para surpresa de muitos, nem por uma vez ultrapassaram a fase de grupos da Liga Europa. Ainda assim, pese embora esta análise mais fria sobre a qualidade do Celtic, importa lembrar que é uma equipa com enorme tradição e muita rodagem na Europa. Não menosprezem o Celtic, até porque, do pote 4, estava logo a seguir a Dortmund e Málaga na lista de equipas a evitar.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Eu também me ri, Drogba. E obrigado!

Caro Drogba,

calculo que não saibas ler português. Se calhar lês tão bem quanto o Walter Bigorna. Mas isso agora não interessa. Podes pedir ao David para que te explique o que vem neste texto.

A arrogância que demonstraste aquando do sorteio não foi bonita. Confesso que fiquei contente ao saber que ia apanhar o quinto classificado da Liga Inglesa, mas não festejei da forma que festejaste. Aliás, não festejei de modo algum. Nem celebraria sequer mesmo que tivesse calhado o APOEL. Porquê? Sei que isto te deve custar a entender, mas... são os quartos-de-final da Champions. Todas as equipas que aqui chegaram conseguiram feitos importantes. Por exemplo, nós eliminámos o United. E passámos o Zenit, que não era propriamente fácil (e não precisámos de ir a prolongamento). Noutra competição, não sei se viste o que o Sporting fez ao City, mas foi um aviso daquilo que as equipas portuguesas podem e conseguem fazer na Europa. Os orçamentos não ganham jogos. As equipas é que triunfam. E vejo, neste momento, uma equipa no meu Benfica. Já no teu Chelsea vejo um grupo de individualidades sobre as quais os anos passaram e só acumularam frustrações e insucessos no pós-Mourinho.

Lembra-te antes do quão fraco líder és. Lembra-te das vezes que falhaste individualmente e colectivamente, tanto no Chelsea ao não conseguires aquilo que o teu patrão sempre pediu, a Champions, ou ao serviço da selecção ao fracassares sucessivamente em todas as edições da Taça das Nações Africanas.

De uma coisa estou certo: há cerca de 20 anos, Jean-Pierre Papin não acreditava que o seu Marseille seria eliminado pelo Benfica, não obstante os avisos que o ex-benfiquista Mozer lhe fizera, sobretudo no que ao terrível ambiente do Inferno da Luz diz respeito. Espero que o David Luiz não te consiga transmitir a grandiosidade do Benfica. Vais ter uma surpresa.

Podes estar seguro de uma coisa: deste lado, conhecemo-vos. Sabemos como pensam, sabemos como jogam, sabemos os vossos pontos fortes e os vossos pontos fracos. Acima de tudo, respeitamo-vos. Lutaremos até ser humanamente impossível porque sabemos que serão os jogos das nossas vidas. E agradecemos a força que nos deste, qual Dzeko da Costa do Marfim.

P.S. Já agora, Javi, chega-lhe. Ainda por cima é preto, pá.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O que nos pode calhar em sorte

Uma de sete equipas de quatro países atravessar-se-á no caminho do SL Benfica na caminhada até Munique (fica bonito dizer "caminhada até Munique" apesar de todos sabermos que, realisticamente, não chegaremos à capital da Baviera). Não sendo nenhuma das sete um grande tubarão europeu da actualidade, a verdade é que estão longe de ser acessíveis apesar de haver quem pense que a nossa Champions tem a qualidade da Liga Europa (queriam...). Não tem. Por ordem inversa de preferência, os adversários que nos podem calhar em sorte são:

CSKA

Os russos comandados por Leonid Slutsky voltam a marcar presença nos oitavos-de-final da Champions League à semelhança do que haviam feito em 2009/2010. De todas as equipas presentes nesta fase, o vice-campeão russo parece ser a mais acessível ao Benfica, pelo menos no papel. Mas um ataque liderado por Love (que pode estar de saída) e Doumbia merece muito respeito. Tendo ainda um jovem talento a despontar (Dzagoev) e uma defesa que joga junta há muitos anos, o CSKA é uma equipa habituada a estas andanças avançadas nas provas eufeiras e a experiência conta. Apesar de tudo, parecem-me os mais acessíveis.

Zenit

Menos experiência que os compatriotas mas um currículo recente que impressiona (Taça UEFA e Supertaça europeia) fazem do Zenit um adversário de respeito, mas igualmente longe de ser temível. Danny é claramente o melhor jogador do actual campeão russo. No entanto, o campeonato só recomeça em Março e poderemos esperar falta de condição física da equipa de São Petersburgo, o que jogaria a favor do Benfica. Ao eliminarem o Porto, mostraram toda a sua qualidade ofensiva (na Rússia) e defensiva (na Invicta). É um grupo coeso e que sabe defender muito bem, não tivesse um treinador italiano ao leme.

Bayer Leverkusen

Nos últimos anos, o Benfica tem-se cruzado na Europa com várias equipas alemãs (Nuremberga em 2008, Hertha em 2009 e 2010, Schalke e Stuttgart em 2011). Sabemos perfeitamente quão difícil tem sido vencer estes adversários mesmo que estejam a fazer maus campeonatos. Não é o caso dos farmacêuticos, o que parece tornar ainda mais difícil a tarefa de Jesus e seus jogadores. No entanto, olhando com atenção este Bayer, é com agrado que encararia um embate uma vez que os jogadores e o estilo de jogo desta equipa parecem encaixar que nem uma luva no actual Benfica. Além de que seria bonito reeditar aqueles quartos-de-final da Taça das Taças de 1994.

Olympique Marseille

Didier Deschamps, naquela típica arrogância francesa, considerou o Benfica a equipa mais fraca de entre os cabeças-de-série. Não sei com que frequência o ex-capitão dos bleus vê o Benfica ou o campeonato português, mas mesmo não vendo podia pegar no DVD do jogo entre o seu Marseille e o Benfica de Março de 2010 no Vélodrome onde nem a mãozinha de Damir Skomina conseguiu empurrar os franceses rumo aos quartos-de-final. Este Marseille é, contudo, bastante diferente do de há dois anos, nomeadamente no ataque (mais rápido) e na defesa (menos sólido) apesar de os números aparentemente desmentirem-no.

SSC Napoli

De todas as equipas que nos podem calhar em sorte, o Napoli parece-me a formação mais equilibrada e homogénea: um bom guarda-redes, uma defesa dura tanto fisicamente como de rins, um meio-campo dinâmico e um ataque poderoso. Mais que uma estrela, o Napoli vale pelo conjunto. Além disso, o ambiente no San Paolo é terrível para os adversários dos napolitanos. É uma equipa muito mais forte que aquilo que se pensa, é muito superior ao Napoli derrotado pelo Benfica de Quique em 2008.

Olympique Lyonnais

Já nos conhecem e já os conhecemos. O Lyon foi um dos adversários do Benfica na última edição da Champions League, tendo sido batido na Luz por 4-3 (quatro assistências de Carlos Martins e dois golos de Coentrão) e tendo ganho em Lyon por 2-0. Trata-se de uma equipa com muito traquejo europeu e desde 2000/2001 que não falham uma presença na Champions, contando com um registo muito positivo: terminaram duas vezes na 1ª fase de grupos, uma na 2ª fase de grupos, quatro nos oitavos-de-final, três nos quartos-de-final e uma nas meias-finais. A defesa parece ser o actual calcanhar de Aquiles destes franceses.

AC Milan

O colosso italiano está longe daquilo que foi nos anos 80 e mesmo no início deste século. É um Milan completamente diferente, em tudo. A defesa era velha e sólida, hoje rejuvenesceu um pouco e é um passador autêntico. O meio-campo é velho mas matreiro e experiente, mesmo depois da saída do fantasista Pirlo, Seedorf mantém-se em boa forma (ad eternum?) e Boateng foi uma grande aquisição. E o ataque é do mais imprevisível que se pode ter, com Robinho, Cassano, Pato ou Ibrahimovic. São italianos, são o Milan e basta isso para serem os mais respeitados, consagrados e temidos. Até porque quando é a doer, eles raramente falham.


Sete adversários, todos muito diferentes e, sinceramente, é difícil de ordená-los do mais acessível para o mais difícil. Talvez em termos teóricos esta seja a ordem mais aceite, mas pessoalmente não me importaria nada de jogar com o Milan mesmo não sendo favoritos. Amanhã veremos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Desta vez será diferente

Em 1988, depois de uma final dominada pelo PSV Eindhoven de Guus Hiddink, o Benfica conseguiu levar a decisão para as grandes penalidades. Finda a série de cinco grandes penalidades sem qualquer falha deles ou nossa, nenhum jogador do Benfica foi capaz de tomar a responsabilidade de dizer, "eu marco o penalty" na morte súbita. Como capitão, António Veloso deu o passo em frente mas permitiu a defesa de Van Breukelen. O Benfica perdia assim a possibilidade de conquistar a terceira Taça dos Campeões Europeus.

Desta vez será diferente. Passados 23 anos da fatídica final de Stuttgart, o Benfica reencontra os holandeses numa altura em que tudo mudou no futebol europeu. O Benfica perdeu o estatuto europeu que havia reconquistado no final da década de 80 e o próprio PSV nunca mais voltou a jogar numa final europeia, sem, no entanto, ter perdido grande estatuto, apesar de o futebol holandês já não conseguir prender nos seus clubes os grandes craques formados no país.

Tivemos alguma sorte no sorteio. Villarreal e Porto, adversários mais complicados na minha opinião, ficaram do outro lado do quadro. Nas meias defrontaremos o vencedor do Dynamo Kyiv - Sporting de Braga. A final está à vista. "Só" temos de preparar os jogos com competência e ser mais forte que os adversários. É difícil, mas possível. Eu acredito. Rumo a Dublin!

Quartos e meias-de-final da Liga Europa

De um percurso que, para o Benfica, começou com 32 equipas, sobram apenas oito. Esta quinta-feira foi dado mais um passo importante rumo à conquista da Liga Europa, e acredito que tal aconteceu não só graças à qualidade dos nossos jogadores e treinador mas também devido à sorte que tivemos nos sorteios. Sejamos honestos: o Stuttgart e o PSG não eram equipas com qualidade suficiente para eliminar o Benfica. Os germânicos viviam (e ainda vivem) com a corda na garganta enquanto que o PSG não deu sinais de grande qualidade em nenhum dos jogos. Pior seria se tivéssemos de jogar contra o Manchester City, Liverpool ou Zenit, por exemplo.

A partir de agora, é game on. Sobram sete adversários e eu continuo a preferir os mais fáceis. Não gosto de ouvir, ou por outra, não percebo os adeptos que pedem o adversário mais difícil. O que interessa é acabar com o troféu nas mãos e isso é sem dúvida mais fácil e mais provável se defrontarmos os adversários mais acessíveis. Ganhar uma Champions como o Inter ganhou o ano passado, depois de defrontar e derrotar Chelsea, Barcelona e Bayern, tem o mesmo significado que vence-la a derrotar equipas "normais" como o Lyon (da altura), o Deportivo (já financeiramente semi-falido) e o Mónaco (quem?!). O que conta é o troféu na prateleira. Teria o Porto ganho esse título se tivesse defrontado o Real ou o Milan, por exemplo? Provavelmente não.

Por isso, quero que o Benfica tenha muita sorte no sorteio de amanhã e que nos calhe o adversário mais fraco. Qual é ele? O Sporting de Braga. E a evitar? Sobretudo o Villarreal e o Porto, por esta ordem. São as duas equipas mais fortes em prova e os dois maiores candidatos ao título neste momento.

Ordem de preferência: Sporting de Braga, Spartak Moskva, FC Twente, PSV Eindhoven, Dynamo Kyiv, FC Porto e Villarreal.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Melhor era impossível

O Benfica teve muita sorte no sorteio dos 16-avos e oitavos de final da Liga Europa. Face ao cenário aqui descrito, poder chegar aos quartos-de-final sem defrontar nenhuma daquelas que eram, a meu ver, as 9 equipas mais fortes, é extremamente positivo. Mas pensando a curto-prazo, jogo a jogo, o importante é ver que vamos defrontar uma equipa que está perfeitamente ao nosso alcance, o Stuttgart.
A malapata encarnada na Alemanha é mais que conhecida: 50 anos sem conseguir uma vitória na terra dos Boches. No entanto vejo com alguma esperança que pode ser desta vez que a maldição seja quebrada. A equipa do sudoeste alemão encontra-se num péssimo momento de forma ocupando um incrível 17º lugar na Bundsliga em 18 possíveis, o equivalente ao Nurnberg que defrontámos em 2008 na Taça UEFA. E não sendo o actual Stuttgart tão fraco como o adversário de 2008, também este Benfica é mais forte que o Benfica de 2008. Diria que ambas as equipas estão ainda bem longe do potencial que têm, resta saber qual delas vai conseguir evoluir mais até Fevereiro. Espero e acredito que será o Benfica. Os alemães treinados por Bruno Labbadia, ex-treinador do Hamburg não têm das equipas mais homogéneas da prova. Na baliza estão longe de estarem bem servidos, o titular Ulreich não inspira muita confiança, e esse poderá mesmo ser um ponto fraco a explorar. Na defesa há alguns jogadores conhecidos como o holandês Boulahrouz, Boka, Molinaro, ou um conjunto de jovens alemães de uma nova geração que surgiu para "renovar" o futebol germânico: Trasch, Niedermeier e, o mais conhecido deles todos, Tasci, constituem um trio de qualidade acima do resto dos colegas de sector. Quem segue o futebol internacional também já ouviu alguns dos nomes do meio campo: Camoranesi é o mais sonante de todos, mas o internacional italiano, já com 34 anos, não tem constituído opção regular na equipa inicial; Gebhart, Gentner (campeão pelo Wolfsburg em 2009) e Kuzmanovic, este último de grande qualidade, a meu ver, são outros dos jogadores mais sonantes. No ataque há Cacau, ele que já fazia parte da equipa que derrotou o Benfica na Taça UEFA de 2004/2005 e ainda dois outros atletas com mais dificuldades em assegurar um lugar no onze, casos de Marica, internacional romeno, e Pogrebnyak, o russo que se deu a conhecer ao mundo do futebol em 2008 com vários golos na campanha gloriosa do Zenit nesta prova.


Posto isto, o Benfica parece-me melhor que o Stuttgart. No entanto, a falta de mentalidade europeia, a falta de força física em campo e a desorganização defensiva podem jogar contra nós. Com a primeira mão a ser disputada na Luz, é necessário vencer em casa para, na Alemanha, ter mentalidade e sangue frio para jogar contra os alemães e contra a História.


P.S. Sem bolas quentes ou frias fica mais difícil, não fica? O Porto, sendo cabeça-de-série, teve um sorteio bem mais difícil que o Benfica. O do Sporting não aquece nem arrefece, 50% de hipóteses para cada um. O do Braga é mais difícil do que o que parece, apesar de eu não conhecer nada do Lech a não ser os resultados da fase de grupos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sorteio da Liga Europa

Observando os adversários que nos podem calhar em sorte no sorteio que decorrerá sexta-feira de manhã, parece ficar bem claro que, independentemente do oponente, o Benfica terá uma tarefa bem complicada para seguir em frente na Liga Europa.

Manchester City, Liverpool, Villareal, PSG, Bayer Leverkusen, Stuttgart, Ajax, PSV Eindhoven, Twente, CSKA, Zenit, Spartak e Dynamo Kyiv. Uma destas 13 equipas terá de defrontar o Benfica. E olhando ao lote de disponíveis, nenhum deles me parece acessível à primeira vista.

Do duo inglês, os citizens parecem ser mais perigosos que os reds, sendo ambos bem superiores ao Benfica, pese embora a má classificação interna do Liverpool. Sinceramente, são as duas equipas que deveríamos evitar a todo o custo.

De Espanha e de França os ventos não são favoráveis. O Villareal vem consolidando o seu estatuto no país vizinho e marca presença na prova europeia sem ter descuidado a participação na Liga, como fica evidente pelo terceiro lugar que ocupa, atrás dos poderosos Barcelona e Real Madrid. O PSG é uma incógnita para mim, como são todas as equipas francesas. Apesar de estarem à frente do Lyon, em segundo lugar, estão atrás do Lille, ex-adversário do Sporting, que pareceu bem tenrinho. Atendendo ao plantel que a equipa da capital francesa tem, penso que, deste grupo, até poderiam ser um adversário relativamente simpático.

O Benfica tem um trauma alemão sobejamente conhecido. Em mais de 50 anos de provas europeias, nem um triunfo nas terras germânicas. O Bayer Leverkusen do nosso conhecido Jupp Heynckes, tem um plantel fortíssimo e segue na perseguição ao líder Dortmund em segundo lugar. Já o Stuttgart mostra uma irregularidade incrível, indo já no terceiro treinador da temporada, e apesar do plantel equilibrado que tem, até poderá estar ao acesso do Benfica. É penúltimo na Bundesliga.

Da Holanda, um trio bem diferente e bem semelhante. Separados por apenas três pontos na Liga, eles que na temporada passada foram os três primeiros da Eredivisie, têm plantéis de qualidade mas uma experiência europeia bem distinta. O PSV é o mais experiente dos três fruto de ser o habitual campeão e de ter boas participações europeias, nomeadamente com umas meias-finais da Liga dos Campeões há uns anos. E tem, a meu ver, o plantel mais equilibrado, sendo que aqueles 10-0 aplicados ao Feyenoord também assustam. O Ajax é a equipa com mais História na Holanda, e nem o facto de terem despedido Martin Jol (erro incompreensível) os deve tornar muito mais fracos. Vieram da Champions e ganharam em Milão nessa prova, tendo o temível Luís Suaréz no ataque e o ex-defesa Frank de Boer como treinador. O Twente é o campeão em título, treinado pelo nosso conhecido Michael Preud'homme. Apesar de no seu plantel não haver um conjunto de estrelas famosas, têm uma formação interessante que é capaz de ombrear com qualquer outro rival na Europa. Mesmo assim, a falta de tarimba nesta competição pode jogar contra o Twente.

Do frio vêm quatro equipas. Da Ucrânia surge o Dynamo Kyiv, que não vem num moento positivo na liga local, estando já a 12 pontos do líder Shakthar. Parece-me ser, de todas as equipas do Pote 1, a mais fácil de derrotar. Da Rússia três equipas todas elas bem diferentes: o CSKA com a tarimba europeia que adquiriu há já 6 anos mantém-se na elite do futebol europeu arrancando boas participações na Europa de forma consistente, mantendo um conjunto de jogadores base há já algum tempo, casos de Akinfeev, Ignashevich, irmãos Berezutski, Aldonin, Sembreas, Rahimic e Vagner Love, todos eles presentes na final da Taça UEFA de Alvalade. O Zenit, treinado pelo italiano Spalletti, é o campeão em título e conta com o trio de portugueses (Meira, Bruno Alves e Danny) bem como com um conjunto de jogadores da selecção russa, casos de Semak, Denisov, Zyryanov, Bukharov, Kerzhakov, Bystrov e outros -ov, tudo jogadores bastante bons. O Spartak parece-me o mais fraco do trio russo, mas sinceramente é a equipa que conheço pior destas 16 do Pote 1. No entanto, parecem-me "apetecíveis".

Resumindo, por ordem decrescente de preferências: Dynamo Kyiv, Spartak, Stuttgart, PSG, Twente, Ajax, Villareal, Zenit, PSV Eindhoven, CSKA, Bayer Leverkusen, Liverpool e Manchester City.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

UEFA Champions League

Nova edicao da grande prova europeia a nivel de clubes, a Liga dos Campeoes, desta vez com um grande atractivo: o Benfica. Depois de dois anos a brincar na "piscina dos pequeninos", como lhe chamavam alguns adeptos do Porto (olha quem esta la agora!), o Benfica regressa a uma prova onde tem um vasto e rico historial, prova essa que se confunde, na sua propria historia, com o Sport Lisboa e Benfica.
Por isso, a semelhanca do que aqui foi feito nos ultimos anos, vou dizer que equipas gostaria que calhassem em sorte ao Benfica, e quais as que sao as menos desejaveis, analisando pote a pote.
Pote 1: Barcelona, Manchester United, Chelsea, Arsenal, Bayern Munique, Inter, Milan, Lyon. Destes, os mais acessiveis parecem ser o Lyon e o Milan. Os franceses porque, apesar dos bons resultados que conseguiram no seu campeonato e na UCL, tem vindo em decrescendo constante ao longo dos ultimos anos a nivel interno, e o Milan porque os seus jogadores, mais que veterania, acusam muita idade e cansaco nas pernas. Nao e o mesmo Milan papao do final dos anos 80, inicio dos 90 e desta decada. Barcelona e Chelsea parecem ser as equipas mais fortes, o facto de calhar ao Benfica uma delas podera nem ser assim tao mau, pois, de tao fortes que sao, e provavel que consigam amealhar os 18 pontos da primeira fase e assim o Benfica fica dependente do que fizer com os restantes adversarios. Manchester, Bayern, Inter e Arsenal, apesar de todos eles fortes e de em casa serem praticamente implacaveis, fora de portas ja deram alguns pontos, e o Benfica, sobretudo na Luz, pode causar uma surpresa.
Pote 3: Tottenham, Ajax, Rangers, Basel, Schalke 04, Braga, Kobenhavn e Spartak Moscovo. Neste pote ve-se de tudo um pouco, desde os melhores aos piores adversarios. Na impossibilidade de defrontar o Braga, restam 7 adversarios, dos quais Tottenham e Schalke parecem ser os mais fortes: os ingleses mantiveram as pedras base que permitiram ficar em quarto na EPL a frente do Liverpool, e os alemaes reforcaram-se bastante bem para esta nova epoca, alem de o Benfica ter aquela malapata alema. Dos mais fracos, Kobenhavn e Basel, sem duvida, pois as equipas portuguesas, nomeadamente Benfica e Sporting, ate se cruzaram com estes rivais no passado e com bons resultados. O Ajax tem sido uma equipa muito inconstante a nivel europeu nos ultimos anos, por isso nunca sei bem o que esperar dos holandeses, enquanto que o Rangers, apesar de a nivel interno ter sido superior ao Celtic nos ultimos anos, nao consegue demonstrar isso na Europa do futebol, com algumas derrotas incriveis e humilhantes em casa, algo que nao acontece com os catolicos. O Spartak e, para mim, a maior das incognitas, tenho algum receio do futebol russo, nomeadamente no seu rigoroso inverno. Poderao causar problemas, ainda para mais porque jogam em relvado sintetico.
Pote 4: Hapoel, Twente, Rubin Kazan, Auxerre, Cluj, Partizan, Zilina e Bursaspor. Um pote mais fragil do que se poderia pensar ao inicio. Rubin, Auxerre e Hapoel, todos por diferentes razoes, parecem ser os mais perigosos. Do lado dos mais apeteciveis encontram-se os desconhecidos do Zilina e Bursaspor. O Cluj tem (ou tinha) alguns portugueses que conhecem melhor o Benfica que o contrario (penso eu), o Partizan, apesar de sem o mesmo vigor que noutros anos, sera uma equipa muito complicada nomeadamente em casa, e o Twente, actual campeao holandes, comecou o campeonato bastante mal (dois empates em dois jogos), tendo um grande benfiquista no banco, Michel Preud'homme. Gostaria de reve-lo na Luz.
O melhor: Milan, Benfica, Kobenhavn e Zilina.
O pior: Barcelona, Benfica, Tottenham e Rubin Kazan.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nunca caminharás sozinho


"Não poderia ser pior o sorteio para a Liga Europa", diz uma boa fatia dos benfiquistas. No plano desportivo, talvez a razão lhes assista, mas eu, que confio nestes jogadores, neste treinador e neste projecto, não franzo o sobrolho a nenhuma equipa. Não se trata de excesso de confiança, sei perfeitamente quanto vale este Liverpool, mas sei também que este Benfica e o seu treinador se dão muito bem com equipas inglesas. E, para aqueles que como eu, que adoram os grandes jogos europeus, carregados de História e significado, em estádios cheios com um ambiente fenomenal, estes quartos-de-final frente ao Liverpool significam muito. Mas muito mesmo. Quero ouvir o "You'll never walk alone" cantado aqui e em Anfield, quero ver uma festa de vermelho e branco aqui e em Inglaterra, quero recordar o embate épico de 2006, aquele golaço de Simão, a meia-bicicleta de Miccoli. E quero ganhar, acredito que é possível. É 50/50, não há favoritos. Vamos a eles!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sorte(io)

Dos 16 adversários que poderiam calhar em sorte ao Benfica, o Herta de Berlim encontra-se, seguramente, no lote dos mais desejáveis. Os 6 pontos em 16 na liga alemã demonstram bem as fragilidades de uma equipa que ainda não se recompôs após as saídas dos avançados Voronin e Pantelic. O nosso conhecido Copenhaga também poderia ter sido uma agradável surpresa neste sorteio, mas os alemães, na minha opinião são bem mais fracos que o Everton e até que o AEK. Se passarmos esta eliminatória (e estou confiante que tal suceda), iremos enfrentar o vencedor do encontro Copenhaga - Marselha, ou seja, vamos defrontar o Marselha. Não auguro quaisquer possibilidades a alemães ou dinamarqueses. Muito provavelmente haverá uma reedição daquela meia-final da Taça dos Campeões Europeus em que o Benfica eliminou a equipa de Bernard Tapie com um golo marcado pela mágica mão de Vata. Nos fóruns do Marselha já se fala em vingança, mas é importante recordar a enorme comunidade portuguesa, e por sinal benfiquista, existente nesse país, que dará um enorme apoio ao Benfica, mesmo no mítico Vélodrome, à semelhança do que aconteceu em 2005 quando defrontámos o Lille para a Liga dos Campeões.

Uma Liga Europa com Benfica, Ajax, Liverpool, Juventus, Hamburgo, Villarreal, Atlético de Madrid, Rubin Kazan, Panathinaikos, Galatasaray, Fenerbahçe, Roma, PSV, Sporting, Shakhtar, Valência, Wolfsburgo, Werder Bremen, Marselha e Anderlecht é muito mais que uma Liga Europa.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Selecção? Ah! A Seleção!

Durante estes últimos dias tem sido difícil arranjar tempo para escrever aqui no blog, pelo que só agora, quase uma semana depois, falo do sorteio que Portugal encontrou na sua caminhada rumo à vitória (ou talvez não), no Mundial.

Queiroz colocou-se em bicos dos pés e afirmou que se Portugal se conseguisse qualificar, seria provavelmente um forte candidato ao título. Em termos psicológicos, tal afirmação até poderia ser verdadeira, pois as adversidades tornam um grupo mais forte, como por exemplo o Brasil de 2002, que após fase de qualificação sofrível e medonha, garantiu o título mundial, numa altura em que eram treinados por... Luiz Felipe Scolari. No entanto, não acredito minimamente nas palavras do seleccionador português, pois esquece-se ele que não tem um conjunto de jogadores seleccionáveis à altura de um Brasil, Itália, Alemanha, Inglaterra, etc, e que além disso os bons jogadores, salvo duas ou três excepções, estão em baixo de forma. Nem questiono a competência de Queiroz, isso já o fiz mais de dez vezes neste blog. Falando apenas dos jogadores, nem acredito que o melhor seleccionador do Mundo os conseguisse levar às meias-finais. Com Queiroz... passar a fase de grupos já seria bom.

É isso mesmo. Já seria bom. Porque o sorteio foi madrasto, como nunca antes havia sido numa fase final de um Mundial, excepto em '66. Revivendo os tempos de Eusébio e companhia, Portugal defrontará a Coreia do Norte, adversário mais que acessível e que provavelmente é necessário golear para passar, e o Brasil, cabeça-de-série mais forte entre todos os outros, e que nos deixa uma amarga recordação queiroziana, os 6-2 aplicados em 2008. Para completar o ramalhete, e aqui sim calhou-nos a fava maior, está a Costa do Marfim, que para além de jogar praticamente em casa, tem um conjunto de grandes jogadores (Drogba, Kalou, os irmãos Touré, Romaric, Zokora, Eboué, Boka, entres outros), em boa senão excelente forma, o que faz desta selecção a mais temida do pote em que se situava.

Penso que a nossa selecção tem, em teoria, obrigação de passar a primeira fase. Mas na prática, repito, será muito difícil. Além disso, mesmo alcançando esse objectivo, o grupo de Portugal cruzará com o grupo da Espanha, onde os campeões da Europa não terão dificuldades em conseguir o apuramento em 1º lugar. Muito provavelmente, será um curto Mundial para Portugal. O azar no sorteio e a falta de qualidade poderão levar a tal desfecho. Um grupo mais acessível, como o da Espanha ou da Inglaterra seriam muito bem-vindos. Aliás, prevejo que os ingleses se tornem campeões do Mundo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pior sorteio era [quase] impossível

Díficil, muito mesmo. Este ano parece que a sorte não quer nada com o Benfica, pelo menos nos sorteios. No entanto isso não pode servir de desculpa para o insucesso. Num grupo onde já sabíamos que nos calharia em sorte o Nacional (4º classificado), ficamos com as outras duas "favas" possíveis: o Vitória de Guimarães, que acabou de nos eliminar da Taça de Portugal e o Rio Ave, uma das equipas mais complicada em hipótese. É só olhar para os restantes grupos concluir duas coisas: tivemos a azar, é a primeira; a segunda é que temos de passar. Sem desculpas.

Os grupos:

Grupo A: FC Porto, Leixões, Estoril e Portimonense

Grupo B: Sporting, Sporting de Braga, União de Leiria e Trofense

Grupo C: Benfica, Nacional, Vtória de Guimarães e Rio Ave

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sorteio Madrasto

O sorteio da Liga Europa não foi nada simpático para o Benfica. Reconheço que o nosso clube costuma ter sorte nos sorteios, pelo menos foi o que aconteceu nos últimos anos, mas desta vez essa mesma sorte não nos acompanhou.

Das equipas do Pote 2, queria evitar, se possível, Fenerbahçe, Galatasaray e Everton. Os mais desejáveis eram o Basel, Austria Wien e Kobenhavn. Azar o nosso, vamos defrontar os ingleses, que possuem um óptimo conjunto de jogadores, onde estão incluídos Tim Howard, Yobo, Fellaini e Saha, entre outros.

No Pote 3, equipas como Herta, AEK e Slavia Praha seriam de evitar. Entre os mais fracos encontrávamos Hapoel Tel-Aviv, Dínamo Zagreb e Levski. O nosso adversário vem da Grécia, e é precisamente o AEK, onde militam os nossos conhecidos Geraldo e Manduca (ambos ex-Benfica).

No Pote 4, os evitáveis seriam Génova, Toulouse e Cluj. As minhas preferências recaíam sobre Ventspils, Sheriff e Rapid Wien. O Red Bull Salzburgo é, para mim uma incógnita, e nem sei se seria dos mais difíceis ou não. Mas o nosso adversário é o BATE Borisov, da Bielorússia, que no ano passado esteve num grupo da Champions League juntamente com Real Madrid, Juventus e Zenit, sendo que empatou duas vezes com os italianos e uma na Rússia.

Notas ainda para o bom sorteio que o Sporting (tem obrigação de passar o Ventspils, Heerenveen, e o Herta, talvez o adversário mais difícil) e Nacional, cujo sorteio acabou por nem ser assim tão mau para quem estava no Pote 4 (Werder Bremen, Athletic e Austria Wien).

Eis os 12 grupos:

Os mais fortes parecem ser o B, F e I. Os mais fracos são o A e D.

Segundo percebi, este ano os horários dos jogos e as datas dos mesmos também serão diferentes: os jogos serão sempre às 5ªs feiras, excepto nas duas últimas jornadas, que se jogam à 4ª e 5ª. Quanto aos horários, também serão diferentes: 18h00 e 20h05 de Portugal Continental, sendo que o primeiro horário é para grupos de duas cores (vermelho e verde, penso eu), e o segundo horário será para os grupos azuis e amarelos, mas ainda tenho de confirmar esta informação.