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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Carlos Queiroz vs. Resto do Mundo

A situação arrasta-se há meses e até ver vai prolongar-se. O Tribunal Arbitral do Desporto deu razão a Queiroz na suspensão movida pelo ADoP contra o ex-seleccionador português. Independentemente do valor de Queiroz enquanto treinador de futebol e das declarações que proferiu a jornalistas e outras pessoas do meio do desporto, neste caso, a razão assiste-o. Carlos Queiroz tem razão quando fala de casos gravíssimos como a perseguição que lhe foi dirigida a mando de Madaíl, Amândio Carvalho e Laurentino Dias, com a utilização de Luís Horta como peão, e muito provavelmente terá razão quando diz que os relatórios foram forjados pelo médico a mando do (ex-)secretário de estado de desporto (a propósito, adeus, ó badocha).

E eu questiono-me como foi possível ter aquela volumosa besta de seu nome Laurentino Dias como secretário de estado durante tanto tempo. Estamos a falar de um indivíduo que moveu uma perseguição gratuita a um jogador do Benfica, que fechou os olhos a casos semelhantes nas modalidades do FC Porto, que ordenou que se forjassem relatórios médicos para conseguir os seus fins e que agora, com toda a desfaçatez, mesmo depois do governo ter caído, ainda arrota postas de pescada sobre a sua autoridade moral, civismo e respeitabilidade.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Escolhas ridículas da FIFA

Estamos perante uma crise económica mundial assustadora a todos os níveis e sem precedentes. Vai daí, esse conjunto de micro-ditadores que constituem a FIFA, decidiu atribuir a organização do Mundial-2018 a um país de máfias e que mata quem se opõe ao regime como forma de diversão pessoal, sejam políticos ou jornalistas. Claro que a Rússia oferece algumas características atractivas, mas escolher um país que precisa de construir 13 estádios e remodelar mais 3 num total de 3 mil milhões de euros a serem gastos, sem falar em derrapagens orçamentais ou na construção de auto-estradas a ligarem as cidades que acolherão os jogos (sendo que há regiões que nem têm entre si rotas aéreas, aquilo é pouco melhor que o terceiro mundo). Mas é a FIFA. Mandar um Mundial para um país desenvolvido com a maior parte dos estádios já feitos (seja qual fosse a candidatura) não tinha graça. Temos é de gastar mais dinheiro.

Como se não bastasse, aqueles idiotas ainda tiveram a distinta lata de escolher quem organizará o Mundial-2022. Acho que não é preciso ser um génio para saber que aquele conjunto de dinossauros da FIFA já terá sido extinto, ou perto disso, em 2022! Estão a escolher um Mundial que se disputará daqui a doze anos, 12 anos! Como é possível? Como deixam esta gente andar aí à solta? O Qatar? Que temperatura estará no Verão de 2022? E esses qataris ou lá o que são, têm selecção de futebol, ou é para levarem cinco em cada jogo? Vergonha.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Era Paulo Bento

Queiroz saiu da selecção com dois anos de atraso, melhor dizendo, nunca devia ter vindo. Devia saber ou ter percebido que ele mesmo fazia parte do tão famoso grupo de "porcaria que tinha de ser varrida", juntamente com Madaíl, Amândio e outros. Espero que, ainda por cima com o anúncio da não-recandidatura de Gilberto Madaíl, seja o início de uma nova página no futuro da selecção, aos poucos os dinossauros começam a sair de cena.

Paulo Bento foi o escolhido. Apesar de não ser a minha primeira opção, enquadra-se perfeitamente no perfil de seleccionador que eu desejava: um português ambicioso, com qualidade demonstrada, e disciplinador. Manuel José e Manuel Cajuda seriam, na minha opinião, as duas primeiras escolhas, mas um por falta de mediatismo e outro por não agradar a um certo dirigente deste país não poderiam ser escolhidos.

Paulo Bento é um treinador competente, o que de si já destoa do seu antecessor. Durante as quatro épocas que esteve em Alvalade, conseguiu, com plantéis manifestamente inferiores aos dos rivais, ficar sempre em segundo, arrebatando ainda duas Taças de Portugal, duas Supertaças e marcando presença em duas finais da Taça da Liga. Com ele, os jogadores sabem que não podem pisar o risco (ao meio) sob pena de serem excluídos da selecção, tal como aconteceu no Sporting com Carlos Martins, Stoijkovic entre outros. E nem mesmo as prima-donas escapam à mão pesada de Bento, que não olha a nomes na escolha da equipa, elegendo quem quer quando quer, prova disso foi o afastamento de jogadores importantes como Beto, Sá Pinto, Miguel Veloso, Vukcevic ou mesmo Liedson, este último inclusivamente afastado de uma convocatória para um Porto x Sporting.

Sempre falou em demasia das arbitragens, tendo ou não razão, sempre teatralizou muito e utilizou aquilo que os sportinguistas tão bem sabem fazer: vitimizarem-se. Não é bonito, mas é eficaz, já dizia uma célebre personagem que "quem não chora não mama". Sempre que o Sporting se sentia mais aflito, lá vinha choradeira e as coisas compunham-se, era de uma eficácia brutal. Não quero com isto, no entanto, tirar o mérito a Paulo Bento, mas ele sabe bem que enquanto seleccionador não pode nem terá seguramente este tipo de comportamento, até porque é impossível fazer chegar a sua voz a Platini ou quem quer que seja.

Quando perde dá a cara, assume a derrota, é "pai e mãe" das suas equipas e sempre assumiu um papel de defesa daquilo que pensa ser o interesse e o bem do grupo de trabalho mesmo quando os dirigentes do seu antigo clube se refugiavam. Se havia tiros, era Paulo Bento quem dava o peito às balas, esteve quatro anos no Sporting, quatro anos de puro desgaste e assim que percebeu que não havia mais nada a fazer teve a coragem e a sensatez que nunca vi em Madaíl, Amândio, Horta, Laurentino e Queiroz. Saiu.

Por tudo isto penso que Paulo Bento será capaz de conseguir dar disciplina ao grupo, escolher quem melhor serve os interesses da selecção e conquistar vitórias importantes. Conseguirá o apuramento para o Europeu 2012? Isso é outra história, já tem o caminho todo minado e um conjunto de maus resultados em carteira. É esperar para ver.

P.S. Já agora, aqui ficam os 23 jogadores que espero serem convocados, aqueles que acho que melhor servem os interesses nacionais, independentemente de estarem lesionados ou não. Estes são os melhores: Eduardo, Quim, Rui Patrício, Bosingwa, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Ricardo Carvalho, Nunes, Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Rúben Amorim, Pedro Mendes, João Moutinho, Carlos Martins, Tiago, Manuel Fernandes, Varela, Nani, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Hugo Almeida e Makukula

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mente com quantos dentes tem na boca

Diz o senil que votou contra a vinda de Carlos Queiroz. Se fosse submetido a um detector de mentiras verificar-se-ia que mente, sem surpresas. Foi dos principais impulsionadores do regresso do incompetente e agora faz-se de virgem ofendida, pobrezinho. Aliás, estava tão contra o regresso de Queiroz que aceitou ser o chefe da comitiva no Mundial. Como é possível explicar que um indivíduo esteja na selecção há quase três décadas e esteja envolvido em todos os grandes casos/escândalos (foram dez) que assolaram a equipa nacional, desde Saltillo a Queiroz, passando por Paula, e Mundial-2002? Rua com a incompetência e com os tachos na federação, este idiota tem de ser posto a andar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Simão é que não é parvo

Simão Sabrosa anunciou a sua renúncia à selecção nacional de futebol, esse faroeste futebolístico comandado por um trio de patetas, o bêbedo Madaíl, o incompetente Queiroz e o homem que juntamente com Vasco da Gama descobriu a Índia, Amândio Carvalho, ele que está na federação há largas dezenas de anos, resistiu a todos os escândalos vergonhosos desde os anos 80 e que, para quem não sabe, foi o principal apoiante da vinda de Queiroz, de quem agora se quer desfazer da maneira que todos sabemos. Patético.

Onde se enquadra Simão neste circo de vaidades, incompetentes e jogadores não portugueses a representar a selecção de quase todos nós e mais uns quantos? Em lado nenhum. Enquadrava-se bem era no lado esquerdo do meio-campo do Benfica, mas isso é outra conversa. Por isso, fez muito bem em sair, emitindo um comunicado que, no entanto, não deixa de ser caricato mas bem demonstrativo do péssimo ambiente que se deve viver na selecção. Alegou o ex-capitão encarnado que sai da selecção por "motivos de ordem pessoal", que é como quem diz, "Ronaldo, Queiroz e restantes patetas". Esteve bem. E o lambe-botismo de todos os que queriam ve-lo pelas costas é delicioso. Ai Portugal, Portugal...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Queiroz, a Selecção e o Futuro

Este é longo, desculpem lá.

Cumpriu-se o esperado, sendo ou não o desejado, era o que se previa: Portugal foi eliminado nos oitavos-de-final do Mundial pela fúria espanhola. À partida para a África do Sul, o esperado era ficar atrás do Brasil na fase de grupos e cruzar com a Espanha nos oitavos, derivado de nuestros hermanos ficarem em primeiro no seu acessível grupo. E foi exactamente isto que se passou. Com toda a naturalidade, Portugal foi eliminado por uma equipa superior em todos os aspectos.

Posto isto, o que fazer com Queiroz? Bom, a parte mais interessante seria, para começar, saber o que passou na cabeça de Madaíl para assinar um contrato não de dois mas de quatro anos com o professor. Provavelmente passou etanol em doses industriais, mas isso é o habitual. Mas visto que o treinador tem ainda mais dois anos de contrato e recebe bem mais que o seu antecessor, despedi-lo custaria muito dinheiro, demasiado dinheiro. Por isso terá de se manter na estrutura federativa, por muito que nos custe. E até concordo. Mas não como treinador.

O mais interessante é que Queiroz, aos meus olhos e aos de boa parte dos espectadores, não sai deste semi-desastre como maior culpado. Aliás, eu diria mesmo que a sorte do seleccionador foi ter tido um grupo difícil e um cruzamento nos oitavos ainda pior, pois caso contrário, Portugal seria muito provavelmente eliminado por uma equipa mais fraca (Paraguai, Uruguai, Japão, Eslováquia) e aí Queiroz não sobreviveria.

No entanto não se pense que estou aqui a defender Queiroz, pelo contrário. Na verdade, Queiroz é em boa parte responsável pelas atitudes miseráveis e canalhas dos seus atletas, nomeadamente Ronaldo, Deco e provavelmente Nani. Eu diria mesmo que "o Carlos" é o único homem que consegue passar os sete pecados mortais a dez. No seu caso, foram os seguintes (do geral para o particular):

1 - Naturalizações: muitos portugueses sentem-se identificados com a selecção porque (imaginem...) é composta apenas por jogadores portugueses. Surpresa, não é? O infeliz processo iniciado por Scolari foi amplificado por Queiroz quando naturalizou Liedson e tentou numa viagem a Manchester naturalizar os irmãos gémeos Rafael e Fábio, ambos atletas do United. E ainda se falou no guarda-redes Bruno, o tal que supostamente assassinou a namorada e que já esteve, segundo os jornais, na mira do Benfica. Podem dizer: "Ah, mas Scolari também naturalizou, aliás, foi ele que começou". É certo, têm toda a razão, mas Queiroz é português, Scolari é brasileiro, e "o Carlos" é considerado o "pai" da Geração de Ouro do futebol nacional, é quem lançou essas bases. Ora, se o homem que gera talentos está mais interessado em naturalizar estrangeiros, o que pensarão os jovens atletas nacionais?

2 - Descontrolo Emocional: insultou e ameaçou o jornalista do MaisFutebol, Luís Sobral (ok, mas bater nesse senhor também me apetece, sinceramente), e envolveu-se numa cena de pancadaria com o jornalista e comentador desportivo Jorge Baptista no aeroporto. Queiroz tem revelado uma incapacidade gritante de lidar com a crítica, algo que é surpreendente para um homem tão viajado, tão experiente e que já esteve em locais com uma imprensa muitíssimo mais agressiva, como a inglesa ou espanhola. Não pode ser.

3 - Convocatórias: polémicas desde o primeiro dia. Agradar é todos é difícil, mesmo impossível, mas Queiroz conseguiu desagradar a quase todos em todas as alturas. Convocou Beto quando passou a suplente de Hélton depois de, quando representava muito bem o Leixões, ter sido ostracizado; escolheu Daniel Fernandes, Rolando e Ricardo Costa para irem ao Mundial, jogadores sem qualidade absolutamente nenhuma nem para o actual Sporting; ainda conseguiu convocar craques como Eliseu, Orlando Sá, Edinho entre tantos outros. E agora até me lembrei da não-convocação/afinal parece que há convocação de Manuel Fernandes.

4 - Falta de Liderança no Banco: Querioz não é respeitado essencialmente porque não se dá ao respeito. Não vemos um líder, algo que considero muito importante numa selecção. As equipas nacionais, mais que táctica, apelam à inspiração e ao querer, daí exigir-se um líder natural no banco.

5 - Falta de Liderança em Campo: Habituámo-nos a ver Fernando Couto e depois Luís Figo como capitães de equipa, verdadeiros líderes dentro de campo. E havia ainda um conjunto de jogadores consagrados e respeitados como Baía, Rui Costa, Nuno Gomes, Jorge Andrade, ou mesmo Pauleta. Hoje, retirando Ricardo Carvalho, não vejo ninguém com perfil para liderar a selecção. Por ventura nem o próprio Ricardo Carvalho terá esse perfil, pois o seu low-profile não parece conseguir lidar com todos os egos que estão naquele grupo. Muito sinceramente, eu nem sou grande admirador de alguns dos jogadores supracitados, mas devo reconhecer que dentro do campo eram respeitados pelos colegas e temidos pelos adversários. Hoje não há nada disso, e em boa parte porque Queiroz resolveu afastar um líder de balneário, respeitado pelos colegas da selecção. Quem é? Está por demais evidente.

6 - Indisciplina: Como se o que mencionei no ponto anterior não bastasse, Queiroz nomeou como capitão o rei da indisciplina. Não duvido que Ronaldo seja um miúdo sonhador que gosta de ganhar e tem esse como o maior objectivo, mas se ainda não adquiriu maturidade intelectual aos 24 anos, também não a adquirirá mais tarde. O descontrolo emocional que evidencia dentro do campo, a vida boémia e de luxo, ostentação e despudor intelectual que evidencia fora dele não são compatíveis com o cargo de capitão de uma nação. Pelo menos de uma nação decente. E ainda gostava de me explicassem por que é que o treinador é "mister" para uns e "Carlos" para outros. E a juntar ao caso de Ronaldo há o de Deco, jogador toda a vida pouco mais que mediano e que foi alvo de um empolamento brutal por parte da imprensa, que teve declarações nojentas para com o país que representa, país esse que teve a infelicidade de o acolher e que ouviu da sua boca palavras que evidenciam um "'tou-me cagando" à Vilarinho para com a pátria da qual agora é cidadão. E ainda há Nani, cujo caso é... um caso. Um tabu. Alguma coisa se passou, o quê... não sabemos. Mas nas entrelinhas percebe-se que a clavícula deve estar a 100%, como sempre esteve.

7 - Mudança de Estilo: Sempre me ensinaram para me manter fiel aos meus princípios. A Queiroz não, pelos vistos. A sua atitude mudou radicalmente ao longos destes dois anos, com aquela cena final tão mal ensaiada e tão artificial de, qual estrela de cinema, qual boxeur profissional rasca, de atirar o blazer ao chão como forma de expressão da sua raiva contra uma decisão do árbitro. Ah mauzão!

8 - Bodes Expiatórios: Encontrou-os, ou melhor, criou-os. Escolheu um culpado em particular depois daquela memorável derrota com o Brasil: nada mais nada menos que Quim, o guarda-redes. Normal, vindo de quem vem, incapaz de admitir os erros, arranja-se sempre uma desculpa. E as últimas declarações sobre a grande falta que Varela e Micael fizeram na África do Sul são, no mínimo, ridículas.

9 - Substituições: Esta é uma desculpa para os mais nostálgicos. Quem não se lembra da mítica troca de Paulo Torres por Pacheco que valeu um título ao Benfica, com 3 golos na segunda parte todos com preciosa ajuda de Vítor Paneira que fez o que quis daquele deserto corredor esquerdo defensivo leonino (sendo que num dos lances há uma fífia monumental de Paulo Sousa, ah, o doce sabor da vingança!)? É a vida. E no Porugal x Espanha, Queiroz voltou a demonstrar todo o seu know how ao retirar Hugo Almeida, que por sinal estava a ser dos melhores portugueses em campo, para colocar Danny e libertar a defesa espanhola para que pudesse e conseguisse jogar à vontade, não tendo o homem que mais dores de cabeça estava a dar a Puyol e Pique. Depois do golo, eis que arrisca tudo ao retirar Pepe e Simão para colocar Pedro Mendes e Liedson. Uau! Que coragem, que garra, que vontade de vencer!

10 - Incompetência: Tanto para escrever neste ponto...

Posto isto, que selecção para o futuro, com quem contar? Parece-me óbvio que "a porcaria tem de ser varrida da federação", a começar por um tal de Madaíl. A presunção, a incompetência, falando mal e porcamente "a mama" e "o tacho" que tem na FPF têm de acabar. Queiroz foi mais que desrespeitado pelos jogadores e nem uma palavra se ouviu da boca do presidente, absolutamente zero. Carlos Queiroz... tem um ordenado principesco mas não é no banco que deve ficar. Nem como presidente o concebo, especialmente por defender abertamente a naturalização. A ficar deveria ser num cargo qualquer como coordenador do futebol jovem, ou algo parecido. Continuar como treinador seria arriscar uma "Domenechização" da selecção nacional, arriscar um neo-Saltillo em 2012, se lá chegarmos.

No futuro, um seleccionador novo, português obviamente. Quem? Com Manuel José e Humberto Coelho ostracizados, com Paulo Bento num período fetal enquanto treinador e sem idade suficiente para lidar com estas vedetas todas, com Fernando Santos pela Grécia, com Jesus no Benfica, só vejo um nome: Manuel Cajuda. Português, experiente, com provas dadas a nível interno sobretudo o trabalho realizado em ambos os "grandes do Minho", seria o grande desafio da sua carreira. Mais que um teórico, é um treinador de campo, como recentemente fez questão de referir, motivador, com capacidade para levar esta selecção a voos mais altos. Pelo menos mais altos que os de Queiroz. E além do treinador, é preciso criar uma identidade na selecção, dar-lhe uma cara nova. Essencialmente, dar-lhe uma liderança. E a braçadeira passará naturalmente pelo braço de jogadores como Ricardo Carvalho, Simão ou Eduardo. Não gostam? Aguentem. Não querem? Porta da rua é serventia da casa. Quem está mal deve sair, sem olhar a nomes, e às vezes as surpresas acontecem: o Brasil foi campeão em 2002 sem Romário, a Grécia venceu em 2004 com o criativo Tsartas e meio-gás, a Itália ganhou depois da saída de Maldini e mesmo com a ausência de Vieri, a Espanha venceu sem Raúl e a Alemanha ganhará (?!) em 2010 sem Ballack. A vida é assim.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

No balneário da Selecção nacional

Consta que o Fábio Coentrão disse ao intervalo:
Coentrão : "Malta, nós lá no Benfica costumamos fazer uma cena muita gira que é esmagar adversários e ganhar por muitos, querem tentar?"
Queiróz : Tens o telemóvel do Jesus Coentrão? Amorim?
M. Veloso : Epá, mister posso sair da convocatória? Tenho vertigens com resultados grandes .. tenho 5 anos de Paulo Bento, Carvalhal e Cª .. Não estou habituado a isso.
Liedson : Coentrão, eu tô nessa. Como se faz?
Ronaldo : E eu posso marcar um Coentrão?
Amorim : Ronaldo, calma ... até o Liedson hoje marca neste esquema pá! Não viste o Cardozo que meteu mais que o Falcão?! Calma CR7 ... hoje marcas uma bomboca nem que tenhas de dominar a bola com o pescoço!
Ronaldo : Ainda gozas Amorim? ... Não te arranjo convites para a festa da espuma em Madrid, vais ver! Vou sozinho com o Di Maria e com o Pepe!!!
Queiróz : Jesus, tás bom? Olha isto para golear é como?
Jesus : Tira o Eduardo e o resto da defesa e mete apenas o Coentrão antes do meio-campo. Depois, na frente tiras todos, metes o Ronaldo perto da bandeirola do canto, do lado de fora, a dar toques e metes o Amorim na frente.
Queiróz : Epá .. A Fifa diz que temos que jogar com 11 .. não dá apenas 2.
Jesus : Assim só marcas 7 .. tu é que sabes.
Queiróz : Acho que 7 chega ... vá .. obrigado Jesus.




Comentário gamado ao Red Glock, da caixa de comentários do BnRB, com pequenas alterações e sem prévio consentimento dele. Desculpa lá, mas tive de partilhar...

His7órico

Agora é que eles desertam todos, se quiserem continuar vivos neste mundo. Não sendo eu um apoiante desta selecção, e não é por isto que passo a ser, é impossível não dar os parabéns ao grupo por este jogo e por este resultado histórico. Finalmente. O caminho ainda é longo e isto foi um aperitivo, foi o mais fácil que arranjaram, até porque mais tarde aparecerão os verdadeiros tubarões, e aí é que Portugal vai ter de mostrar o que realmente vale.

Em 1966 foi assim:



A cores e com comentários em castelhano. Incrível a força de vontade destes jogadores, o orgulho de jogar por Portugal, algo que conseguimos ver hoje em campo de modo claro e explícito, nestes comandados por Queiroz. Ou não.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Manz! Rubo!

Parabéns, Rúben Amorim!

Mundial 2010

Vai começar a festa do futebol. Na África do Sul, de 11 de Junho a 11 Julho, 32 nações juntam-se para disputar a prova das provas, países contra países, para ver quem é o melhor do Mundo. Mais que uma simples competição, é um motivo de orgulho para os habitantes de um país verem a sua selecção campeã do Mundo. Mas será que a temos de apoiar?

Em primeiro lugar queria aqui deixar uma coisa bem clara: a minha selecção chama-se Benfica. Sou incapaz de apoiar um adversário do meu clube. Aliás, a mim, desde pequenino que me deixaram escolher o clube ao qual eu queria pertencer, mas obrigaram-me a ser português. E ainda há outro factor muito importante: gosto de futebol, adoro futebol, os meus pais dizem-me que desde pequenino, com 3 ou 4 anos, aos fins-de-semana, ficava a ver os resumos dos jogos na televisão. E para mim, o Mundial é o expoente máximo da celebração do futebol, traz-nos a nós, amantes do desporto-rei, momentos inesquecíveis, mesmo que a selecção portuguesa não participe.



Tomemos como exemplo o Mundial 1998 realizado em França, no qual Portugal não marcou presença após de ter sido eliminado na qualificação pela Alemanha e Ucrânia. Do que me lembro? Do que gostei realmente de ver? Tanta coisa...

Na fase de grupos, lembro-me de um Brasil recheado de estrelas no qual brilhava o fenómeno Ronaldo e que foi surpreendentemente derrotado pelos noruegueses comandados em campo por Tore Andre Flo; do Chile com aquela fabulosa dupla de atacantes Zamorano-Salas; de uma Itália ainda e sempre dependente de Roberto Baggio; da poderosa França que apesar de ter falhado o Mundial 1994 estava ali para ganhar, via-se; a Espanha, sempre com a confiança inabalável (e ridícula, diga-se) dos espanhóis, que ficaram com um enorme melão por terem sido surpreendentemente eliminados na fase de grupos (e lembro-me bem o que lhes custou, estava em Espanha nessa altura); a Holanda, com o seu sexy football; a Alemanha, campeã europeia em título mas já sem a força de 96, num grupo onde americanos e iranianos se defrontaram (em campo) com a vitória a sorrir aos asiáticos; a Inglaterra, um pouco à semelhança da Espanha, com mais confiança que qualidade; e a Argentina, com um futebol de grande qualidade com o letal Batistuta na frente, num grupo onde a Croácia comandada por Mirko Jozic dava os primeiros passos num Mundial de futebol e já com um futebol vistoso.



Depois, na fase do mata-mata, como diria Luiz Felipe Scolari, recordo-me de jogos inesquecíveis: um Argentina - Inglaterra em que me lembro perfeitamente de ter apostado na escola que o jogo ia a penalties, jogo esse marcado por um fabuloso e memorável golo de Michael Owen, mas também pela expulsão de Beckham por suposta agressão a Diego Simeone, algo que teria repercussões no Mundial-2002; lembro-me também do histórico Alemanha - Croácia que terminou com 0-3 no marcador, jogo marcado por mais um tento de Davor Suker, melhor marcador do torneio; dos stressantes penalties que voltaram a trair a Itália, agora frente à França; do magnífico Holanda - Argentina, um jogo que teve de tudo e daquele senhor-golo do holandês com medo de voar, Dennis Bergkamp; e ainda de um grandíssimo jogo de futebol, o Brasil - Dinamarca, com um dos festejos mais engraçados que me lembro de ver em Mundiais. Nas meias, novamente os penalties, com o Brasil a levar de vencida a Holanda, e com um emocionante França - Corácia, em que, após estar a perder por 0-1 numa jogada marcada por um erro grave de Thuram, a França dá a volta e ganha por 2-1, precisamente com dois golos do "culpado", ele que festejou de maneira curiosa. E a final, claro, Brasil e França, o campeão em título e o organizador, Ronaldo e Zidane, as estrelas, com a francesa a brilhar mais alto, num dia marcado por acontecimentos muito estranhos e ainda não totalmente bem explicados sobre o que realmente aconteceu ao Fenómeno.

Tenho recordações magníficas do Mundial, mesmo que Portugal não participe. Não me obriguem e torcer por Portugal, não consigo, pelo menos por este Portugal. Gosto demasiado de futebol para apoiar a selecção nacional no Mundial.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Isto está a ser tão divertido...

Confesso que estas exibições medíocres da selecção comandada por um rastejante e submisso Carlos Queiroz me enchem as medidas. Os nacionalistas e patriotas que me perdoem, mas isto é muito bom. Cada um tem o que merece, cada um colhe aquilo que semeia, e Carlos Queiroz conseguiu que a eufórica Covilhã passasse a assobia-lo em treinos e jogos. Até ouvimos olés dos cabo-verdianos. Cabo-Verde, essa potência mundial localizada no 117º lugar do ranking FIFA, entre o Botswana e o Vietnam. É a loucura. Queiroz, a ti, meu caro, cito o nome do guarda-redes: Fock (you).

P.S. O ambiente que se vive na SIC Notícias deve ser bonito. Então o nível nem se fala. Ontem, Rui Santos afirmou várias vezes que "o senhor Ferreira tem Dias em que à noite é um descalabro total", hoje, Dias Ferreira ripostou afirmando que "o menino Rui é um produto de uma noite ou de um dia de completo descalabro". Lindo. É a elite.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinceramente: apoias Portugal no Mundial?

Eu não. Liminarmente não. Não é, nem pouco mais ou menos a minha selecção, não tem os valores que defendo. E para mim, sem valores com os quais me identifique, não apoio, tão simples quanto isto. Um seleccionador que diz "Acho que o Eriksson já comprou comprimidos para a dor de cabeça..." ou que pede os seus convocados para honrarem a camisola "pelos que ficam de fora" só pode estar a gozar com quem realmente trabalhou e merecia chegar à África do Sul. É uma autêntica palhaçada. Quem é o Daniel Fernandes? Alguma vez é melhor que o Quim? E o Duda? Quantos minutos jogou Paulo Ferreira, além de estar terrivelmente mal sempre que joga? Ricardo Costa? Não brinquem comigo? Zé Castro? Oh meu Deus! Danny? Depois de dez meses lesionado? Rolando? A sério, por que não foi o Jorge Mendes a anunciar a convocatória?

Quanto aos resultados daquela espécie de passatempo, são eles os seguintes (assumindo que um dos dispensdos será Zé Castro ou Ricardo Costa):

23 jogadores - José Mourinho - Nenhum concorrente
22 jogadores - Jorge Jesus - Nenhum concorrente
21 jogadores - Manuel José - sloml, Ponta Esquecida, O GLORIOSO, Éter, Varela
20 jogadores - Fernando Santos - L, JNF, djeiti, Vitor Fernando, RSA, Luis Rosario, NSC, Bruno
19 jogadores - Manuel Machado - LP, Sempre SLB, Tasmaniapt, eusábio, lavrador, Anónimo, troza, andremt, outro Anónimo,
18 jogadores - Carlos Brito - Tomás A.S., CAP CRÉUS
17 jogadores - Carlos Carvalhal
16 jogadores - Ulisses Morais - Jorge
15 jogadores - Zé Mota
14 jogadores ou menos - Luís Campos

Os parabéns a todos os que participaram, em especial aos vencedores: sloml, Ponta Esquecida, O GLORIOSO, Éter e Varela. Como viram, Queirós ou Queiroz, deu-lhes luta, ao convocar Daniel Fernandes e ao deixar de fora João Moutinho.

Os meus 23 convocados para a selecção de Portugal, onde só entram, obviamente, portugueses, seriam:

Guarda-redes: Quim, Eduardo e Rui Patrício
Defesas-direitos: Miguel e João Pereira
Defesas-esquerdos: César Peixoto e Fábio Coentrão
Defesas-centrais: Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Bruno Alves e Nunes
Médios-defensivos: Miguel Veloso, Pedro Mendes e Rúben Amorim
Médios-ofensivos: Carlos Martins, João Moutinho e Tiago
Extremos-direitos: Cristiano Ronaldo
Extremos-esquerdos: Simão Sabrosa e Nani
Avançados: Nuno Gomes, Hugo Almeida e Makukula

Portanto, eu e o tio Carlos concordamos em 12 jogadores apenas, ou seja, metade. Bem, há tanta coisa para dizer que nem sei por onde começar. O melhor é mesmo ficar por aqui, antes que insulte toda a estrutura da FPF. Grandes palhaços, não há vergonha, nem o Oliveirinha era tão vendido como este prostituto intelectual de seu nome Queiroz. Olha, já foi.

Força Sven-Goran Eriksson, estou contigo!

Começou bem. Bastaram 30 segundos para que Agostinho Oliveira, seleccionador adjunto, "soltasse a franga", talvez o efeito de um scotch com Madaíl antes da palhaçada multimédia grande demonstração de saloíce modernidade na Covilhã, Portugal.

Manuel Fernandes Silva - Vamos estar agora à conversa com Agostinho Oliveira, treinador adjunto da selecção portuguesa de futebol. [Dirigindo-se a Agostinho Oliveira] Não lhe vou pedir, naturalmente, para revelar quem são os convocados...
Agostinho Oliveira - [Pelos do peito à mostra, fio dourado, e óculos escuros nele pendurados (ah labrego!)] Não, claro que não lhe vou dizer, deixo essa honra para o professor Carlos Queiroz.
MFS - Mas não deverá haver grandes surpresas...
AO - Não, temos um grupo restrito que temos observado regularmente e será desse grupo que sairão os 23 convocados.
MFS - Sim, mas desse...
AO - [interrompendo o jornalista] 23 não, 24.
MFS - 24?
AO - [visivelmente embaraçado] (...) Sim, hmmm... 24, é uma novidade que se saberá daqui a uns minutos.

Ups... estavas em directo!


Mas as gaffes não se ficaram por aqui. Toda a lista que Queiroz apresentou é uma enorme gaffe. A saber, os 24 convocados são:

Guarda-redes: Eduardo, Beto e Daniel Fernandes
Defesas: Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Zé Castro, Ricardo Costa, Rolando, Pepe, Paulo Ferreira, Miguel e Duda
Médios: Pedro Mendes, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Tiago e Deco
Avançados: Simão Sabrosa, Fábio Coentrão, Danny, Nani, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Liedson

Como só podem ser seleccionados 23 para representar Portugal a equipa de Quernozes, um deste lote terá de sair. Gostaria que saísse o nosso Fábio, ou até o Simãozinho, para eu não ter problemas em apoiar a Costa do Marfim do "nosso" Sven-Goran Eriksson. Agora a sério, isto é uma palhaçada total, isto é brincar com os portugueses. Desejo uma queda de cabeça à nossa selecção. E que Queiroz parta os cornos seja despedido na hora.

P.S. Um especial e sincero abraço ao Quim, César Peixoto, Rúben Amorim, Carlos Martins e Nuno Gomes, todos eles mereciam lá estar, sem qualquer margem para dúvida.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bitaite nº 5

Vamos lá desanuviar um bocadinho deste ambiente de pressão que se vive à volta do Benfica para falar de um outro assunto, de menor interesse, é certo, mas ainda assim importante para alguns de vós. Carlos Queiroz (tcharan!) vai revelar os convocados imediatamente a seguir ao final do campeonato, precisamente na segunda-feira. Bem escolhido o dia, mesmo após a vitória do Benfica no campeonato (assim se espera!), quando os benfiquistas ainda fazem a festa, borrifando-se para o que Queiroz decide. Mesmo assim, para ver quem percebe disto, ou pelo menos quem consegue entrar na cabeça de um ser tão primitivo como o nosso seleccionador, vamos lá apostar nos 23 jogadores que Queiroz vai convocar para o Mundial.

Para vos colocar mais pressão, o número de jogadores que vocês adivinharem vai equivaler a um treinador, numa escala que eu mesmo defini (como não me ocorreu nenhuma ideia mais parva, ficou esta):

23 jogadores - José Mourinho
22 jogadores - Jorge Jesus
21 jogadores - Manuel José
20 jogadores - Fernando Santos
19 jogadores - Manuel Machado
18 jogadores - Carlos Brito
17 jogadores - Carlos Carvalhal
16 jogadores - Ulisses Morais
15 jogadores - Zé Mota
14 jogadores ou menos - Luís Campos

Lancem os vossos bitaites na caixa de comentários, a menos que tenham medo de ser uma espécie de Luís Campos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Não terá sido o Júlio Isidro?

Carlos Queiroz reclama hoje os louros de ter sido ele a descobrir que Fábio Coentrão é um excelente defesa esquerdo. Precisamente hoje passam 510 anos do achamento do Brasil. Cheguei a temer que o ainda seleccionador português reclamasse ainda os louros do "achamento" das terras de Vera Cruz, mas, vá lá, conteve-se. Simplesmente quer naturalizar brasileiros à bruta e à balda: Liedson, Fábio, Rafael, Diego, Paulo Assunção. Não era ele o "pai" dos jovens jogadores portugueses?

Depois de Júlio Isidro ter lançado milhares de cantores, apresentadores, gente do mundo do espectáculo para esse mesmo mundo, eis que surge Carlos Queiroz a lançar jogadores que não são do seu clube e que nunca treinou. Fantástico. Aliás, devo fazer a devida correcção: afinal de contas, Coentrão já jogou sobre a orientação do "professor", no Portugal x Bósnia e actuou precisamente como defesa esquerdo. Hmmm? Espera? O quê? Olha, afinal parece que actuou como avançado esquerdo. Mas o tio Carlos lá sabe.

O homem que afirmou que "sem café a máquina não trabalha" descobriu que Fábio Coentrão é um excelente defesa esquerdo. Para mim não é excelente. Nem sequer defesa esquerdo! Quando o virmos jogar com o Brasil, aí quero ver, se ele for ao Mundial, é claro!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Admirável

Não me recordo de, nos últimos anos, ou mesmo em tempos mais remotos ainda, de a selecção nacional de futebol ter conseguido chegar ao top-4 do ranking FIFA. Ou até me recordo. Julgo que foi antes do Mundial-2002, onde os resultados foram os que conhecemos. Quais os critérios desta classificação? Pelo que me lembro, contavam os resultados dos quatro últimos anos e dependiam do grau de dificuldade dos adversários, mas mais que isto, sinceramente não sei. O que sei é que entre 1998 e 2010, ou seja, num espaço de doze anos, esta Era de Carlos Queiroz está a ser a mais fraca, muito fraca mesmo, face à quantidade e qualidade de jogadores que tem. Muito sinceramente, esta selecção, em termos reais, não estaria no top-10, dificilmente no top-15, provavelmente entre o 15º e o 20º posto.

Fui ao site da FIFA ver como se fazem os rankings e, para minha surpresa, em teoria até estão bem pensados: no fundo há quatro factores que determinam os pontos ganhos por jogo: a tendência (vitória, empate ou derrota), a competição em que se disputa o jogo, o ranking do adversário e a confederação a que pertence. Tudo bem planeado e bem delineado, matematicamente infalível.

O problema é quando começamos a analisar os resultados da nossa selecção e nos apercebemos de onde vieram os pontos. Nos últimos quatro anos empatámos com Albânia, Finlândia, por duas vezes, e perdemos com a Dinamarca. Também perdemos com a França, Alemanha (ambas as derrotas por um golo), empatámos com a Sérvia vencemos o Brasil. Sabem em qual dos conjuntos de jogos amealhámos mais pontos?

Um pequeno exemplo prático: se empatarmos fora com o Brasil num amigável, recebemos 1*1*2*0,99/10= 0,198. Se empatarmos em casa com a Albânia num jogo para o apuramento para o Mundial, como aconteceu com Carlos Queiroz, recebemos 1*2,5*1,17*1/10= 0,293. São, praticamente, mais 33% de pontos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Carlos Q.

É fingidor? É limitado? É mal intencionado? É maldoso? É burro? É incompetente? É incapaz? É grosseiro? É agressivo? É incorrecto? É inculto? É mau profissional? É preguiçoso? É arrogante? É sobranceiro? É inconveniente? É atrasado? É rancoroso? É ridículo? É parvinho? É vingativo? É abusador? É mau treinador? É mau seleccionador? É do compadrio? É pau mandado? É gozão? É provocador? É dono de um tacho? É aziado? É leviano? É incarismático? É desrespeitável? É inacreditável? É um mero adjunto? É o roupeiro? É grave? É desmotivador? É idiota? É mau? É muito mau? É péssimo? É aterrador? É Queirós? Ou é Queiroz? É ou não é? Como é?


Digam-me vocês, que eu já não sei: o que é Carlos Queiroz?!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Queiroz é a punchline

Nesta [má e deprimente] piada que é a nossa selecção nacional de futebol, "Queiroz" é mesmo o motivo de risota geral. Os jornais desportivos e generalistas avançam que o seleccionador se envolveu numa briga com Jorge Baptista, comentador da SIC, tendo mesmo chegado a vias de facto, isto após uma azeda troca de palavras. Para os puritanos que pediram a demissão de Luiz Felipe Scolari após o acto cometido no final do jogo com a Sérvia, espero agora igual critério em relação a Queiroz.

Não me lembro de situação semelhante passada com estes dois homens do futebol português: outros casos houve, como o Artur Jorge/Sá Pinto/Rui Águas também ele na Selecção, mas a agressão partiu de um jogador, não de um treinador. Para mim este caso de Queiroz tem mais peso. Que autoridade terá Queiroz agora sobre os seus jogadores? Como reagirá o resto da imprensa?

Se Carlos Queiroz é mesmo o "senhor" que diz(em) ser, então que se mostre um homenzinho e apresente a demissão. Com certeza que haverá outros treinadores portugueses bem mais competentes e qualificados para exercer o cargo, gente cuja vida não foi feita de por e apanhar pinos para o avô escocês. De Humberto Coelho a Fernando Santos passando por Manuel José (será, finalmente?!) há muito por onde escolher.