terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Fábio Coentrão



No passado fim-de-semana, o FC Porto defrontou o Rio Ave no Covil. Mais um penalty mentiroso e um golo precedido de falta a favorecerem a equipa da casa. Até aí, tudo normal. Praticamente inédito foi o que sucedeu após o final do jogo: um jogador da equipa visitante, em plena flash interview, mostra ter algo com que encher os calções e denuncia a roubalheira que acabara de sofrer. Foi como ver o Dirty Harry numa festa gay. O Miguel Lopes dava pulinhos de contentamento, o Carlos Brito imaginava-se a dar voltas ao relvado só com um cachecol azul e branco a tapar-lhe as vergonhas, os restantes elementos da equipa vilacondense apenas suspiravam de alívio por terem dado um importante passo rumo à manutenção. Mas o Dirty Harry estava na festa errada e fez questão de deixar isso bem claro.

Coentrão decidiu dizer a verdade apesar de todos os riscos que isso representaria. O Deco foi parado no meio da estrada e ameaçado com uma arma, o Paulo Assunção por pouco não levou com um tiro num joelho, o Co Adriaanse viu o seu automóvel perder-se em chamas, o Rodriguez e a sua filha viram uma janela do carro estilhaçar-se perante a violência de uma pedra. Seria bem mais cómodo fazer como os restantes eunucos presentes no estádio e simplesmente fechar os olhos àquela farsa, mas Coentrão escolheu outro caminho. Imaginemos o que teria dito Maniche naquela mesma situação, ou Hugo leal, ou até mesmo Tiago, e logo perceberemos que o que Coentrão fez não foi assim tão irrelevante. No mínimo, procurou esclarecer que não é feito da mesma matéria que aqueles corruptos assumidos e isso, para mim, já é digno de registo.

9 comentários:

am disse...

Fábio Coentrão demonstrou que a sua passagem pelo Benfica ficou marcada por valores e não hesitou em dizer as verdades que se impunham. Registe-se essa atitude.

Anónimo disse...

é preciso ver que o rapaz ainda é jogador do benfica... quando não for, provavelmente vamos vê-lo a esfregar a barriga à procura do tacho.

SuperStar disse...

Não concordo com a parte de Tiago não refilar, de rstoa choq ue teve os "colhoes" no sitio para dizer aquilo no dragão.
Acho que teve uma atitude muito digna, agora espero é que não seja um jogador de apenas jogar bem contra o PORTO E QUE JOGUE SEMPRE BEM.

I-SONDAGEM disse...

Visitem e votem na sondagem sobre o próximo jogo "Sporting-Benfica".



http://i-sondagem.blogspot.com

JNF disse...

Não acho que o Carlos Brito seja assim tão cobarde como dizes. Tenho ideia de que é um homem com princípios e que simplesmente não gosta de falar das arbitragens, seja com o Porto, com o Benfica, ou com o Trofense.

moondog disse...

o carlos bruto nao gosta de falar de arbitragens quando joga com o benfica?

ROTFL!

tens andado distraido, jnf...

sigmund disse...

O Carlos Brito, em 2004/2005, defendeu com 11 homens no jogo com o Benfica, roubando-nos 2 pontos, e foi jogar de pernas abertas com o fcporto, de igual para igual, levando na pá. Só aí viu-se o seu carácter. Em relação à arbitragem, não é bem assim. Se fosse com o benfica, tinha caído o carmo e a trindade.

JNF disse...

Não digo que não, Sigmund, mas esse episódio de 2004/2005 não tem razão de ser. No Dragão, o Rio Ave empatou 1-1 e em Vila do Conde perdeu por 0-2. De qualquer das formas, o Porto tinha a equipa mais fraca dos últimos anos e qualquer equipa tinha possibilidades de jogar de igual para igual.

Aliás, nessa mesma época, o Rio Ave veio jogar à Luz de igual para igual, e acabou empatado 3-3. Vi o jogo no Estádio e o Rio Ave até mereceu.

sigmund disse...

Na época 2004/2005 foi flagrante. O campeonato estava ao rubro, na jornada 28 fomos a vila do conde e eles puseram o autocarro à frente da baliza e marcaram um golo com sorte ganhando 1-0. Na jornada 33 foram às antas e jogaram de igual para igual, abrindo claramente as pernas. Essa era a intenção deste porco, roubar 2 pontos ao Benfica (até acabou por conseguir mais) com anti-jogo e dar os 3 pontos ao fcp, de forma a decidir o campeonato para o seu clube. Este gajo é um porco doente. Não tenham ilusões.