terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quanto custaram os jogadores cedidos?

Não é segredo que a massa salarial do Benfica é grande, não é segredo que temos sob contrato com o clube jogadores a mais, já abordei esse tema aqui no Eterno. Mas decidi fazer as contas e tentar perceber quantos milhões de euros em jogadores que foram contratados pelo clube e posteriormente emprestados, estão agora a circular pelo mercado... Acompanhem-me então no raciocínio:


Júlio César (Granada)

500,000,00 Euros

André Almeida (Leiria)

400,000,00 Euros

Shaffer (Leiria)

1,500,000,00 Euros

Carlos Martins (Granada)

3,000,000,00 Euros

Fernández (Estudiantes)

1,500,000,00 Euros

Elvis (Leiria)

500,000,00 Euros

Felipe Menezes (Botafogo)

1,200,000,00 Euros

Airton (Flamengo)

3,000,000,00 Euros

Kardec (Santos)

2,500,000,00 Euros

Urreta (Clube a designar)

1,360,000,00 Euros

Fábio Faria (Paços de Ferreira)

2,000,000,00 Euros

Eder Luis (Vasco da Gama)

2,000,000,00 Euros

Franco Jara (Granada)                         

5, 500,000,00 Euros

Não estão nessa lista todos os jogadores cedidos, só alguns que eu escolhi para termos uma ideia a propósito deste tema. Alguém adivinha o total de dinheiro gasto nestes jogadores? Claro que não, só com a calculadora podemos ter a certeza, pois bem, eu somei e cheguei  a este número: 24, 960,000,00 Euros.

Arredondando, são 25 milhões de euros gastos pelo clube, que agora estão aí no mercado, emprestados à outras equipas, sujeitos à valorização ou desvalorização dos seus passes. Era tempo de começar a ter um critério mais apertado naquilo que se contrata, não? É que muito desse dinheiro, dificilmente iremos recuperá-lo.

24 comentários:

Ricardo Lopes disse...

Impressionante! Nunca pensei que fosse tanto

Far(away) disse...

E não estão todos, falta por exemplo o Sidnei, que não foi um jogador barato. Mas é só mesmo para ficarmos com uma ideia.

Jaime disse...

Concordo que é um valor elevadíssimo e que será ainda maior, pois faltam alguns jogadores. Mas não estão aqui contabilizadas as contrapartidas financeiras dos empréstimos, até porque na maior parte dos casos não são divulgadas. No caso do Jara, a ser verdade a notícia do Record, são 1M€, valor importante...

Acontece em todos os clubes grandes, nuns mais que outros é certo, e com o mal dos outros posso eu bem... Enquanto o clube não se afirmar como ganhador e com finanças condizentes com a sua grandeza, não deixaremos de fazer contratações de risco elevado, até porque, muitas delas, são pensadas em função da rentabilidade financeira que poderão trazer e não desportiva.

Cumps

Anónimo disse...

Qualquer dinheiro que se gaste, mesmo pequeno, em jogadores que acabam por não jogar, é sempre dinheiro mal gasto. No entanto, estes jogadores/negócios, na minha opinião, não podem ser metidos no mesmo saco. Por Exemplo:

Carlos Martins: Pelo que jogou nas 2 épocas, parece-me o valor razoável.

Shaffer: 1.4m por 40% do passe (Fundo);
Urreta: 1.2M por 20% do passe(Fundo)
Filipe Meneses: 1.5M por 30% do passe(Fundo);
Airton: 3M por 40% do passe(fundo)+0.5 pagos pelo Flamengo;
Kardec: 3M por 50% do passe(fundo)+0.5M pagos pelo Santos;
Jara: 1M pagos pelo Granada;
Éder Luiz:0.5M (0.25 por cada época no Vasco);

Total 11.6M

Fábio Faria: Os 2M incluiram 1M pelo passe do Fábio Faria e 1M por10% do passe que o Rio Ave ainda tinha do Fábio Coentrão;

1 abraço

GNR

Anónimo disse...

criterio mais definido na compra de jogadores??? então e depois as comissões, quem as pagava? quem alimentava os parasitas andam a volta dos jogadores e clubes??

epá.. o futebol esté podre!

Pedro disse...

Far, percebo o post e a preocupação mas a análise não pode ser assim tão simplista. Vejamos o caso de Carlos Martins:

Dizes que temos um jogador que custou 3 milhões de euros emprestado. No limite tens razão mas não podemos analisar assim. Carlos Martins esteve três épocas no SLB, jogou, rendeu, foi campeão, ganhou troféus e ajudou a ganhar. Foi emprestado, apesar do custo, pq entretanto foram contratados jogadores, teoricamente (não é isso que está em discussão) mais fortes para o seu lugar. Ou seja com Carlos Martins a coisa até correu bem. Foi contratado, rendeu e na fase em q se espera ter um custo elevado para o rendimento esperado é emprestado.

Já um Schaffer, por exemplo, pode ser analisado dessa forma. Foi contratado para uma posição carenciada, não foi barato mas nunca jogou, nunca teve rendimento para compensar o investimento. Situações destas são de evitar e é com estes milhões, este tipo de milhões gastos, q depois faltam para contratar aquele jogador q realmente faria a diferença.

Em relação a Jara vejo a coisa como um investimento.

Anónimo disse...

apesar de ser adepto do Fcporto aprecio este blogue dedicado ao benfica porque é parcial e ao contràrio de outros blogues , apoia-se em factos nao em dubiosidades ou comparaçoes rebuscadas em relacao a outros clubes.

Far(away) disse...

Pedro, temos que ver as coisas no global, obviamente que alguns jogadores como Martins já deram rendimento ao clube, mas a maioria nem por isso, nem o dinheiro investido nessas contratações, no seu global será recuperado no que toca ao investimento realizado. É muito dinheiro empatado em empréstimos, alguns poderão ser rentabilizados, outros andarão de empréstimo em empréstimo até acabar o contrato. Percebo empréstimos como o de Jara, mas a maioria não é assim.

Far(away) disse...

O Benfica só tem metade do passe do Eder. Custou 2 milhões.

David Gonçalves disse...

Outra vez ?, ainda falta muito para as eleições pá, tem calma contigo; Vou pedir ajuda ao Rei Juan Carlos, lolololololo

UnumSLB disse...

Gosto do blog.

Mas aqui o que fizeste foi pegar em numeros e atirá-los para a mesa com uma leitura predisposta ao negativo.
Posso concordar, com o aspecto que queres trazer a discussão, mas acho que o fizeste de uma forma pobre meu caro.
Se qualquer um de nós quiser pegar ou escolher este tipo de dados, pode chegar a qualquer conclusão.

Para além de teres incluído na tua lista jogadores que nos foram muito uteis desportivamente - este valor deixo ao teu critério, pois foste tu que levantaste o assunto e como bem sabes esse é um valor intangível - deixas de fora todos os que tiveram saldo positivo quer desportivamente quer finaceiramente.
Ao mesmo tempor ignoras outros numeros como os que atrás foram apresentadados pelo "anónimo", como se fossem displicentes. Sendo que ao mesmo tempo ignoras que os vinculos ainda não estão terminados, pelo que ainda não sabemos no que virão a resultar (relembro Coentrão).

No dia em que o futebol for uma ciência finaceira deixo de o ver!!

Um abraço e saudações Benfiquistas.

Nuno Pinho disse...

É certo que nem sempre se acerta, mas dá que pensar que o dinheiro gasto em Jara e Kardec dava para contratar um jogador como o Ruiz...


-> Ninguém no clube pode tolerar que um adversário volte a entrar de cotovelo como fez o jogador do Nacional ao Witsel. O árbitro não mostrou nada, nem eu contava que fizesse (Soares Dias...)

-> Bruno César pode não ser rápido, mas decide rapidamente! Está no rumo certo para suceder o Aimar na próxima época...

-> Dizia o Presidente que o Roberto ia ser uma referência mundial na posição. Só para arranque, já encaixou 6 golos. Não valia/não vale os 8 milhões investidos e o Artur teima em não mo tirar da memória...

Far(away) disse...

Eu lanço o debate, não fui eu que contratei estes jogadores, não foi eu que os emprestei. Eu problematizo o Benfica, que é que me interessa, o resto, os outros clubes passa-me ao lado. Os números não estão aí todos, não coloquei o Sidnei como já referi e esse foi caro. A verdade é só uma: temos jogadors emprestados que custaram ao clube muito dinheiro e será manifestamente improvável recuperar esse investimento.

Anónimo disse...

Uma breve nota.
O J. César não custou 500 mil.
Foi mesmo 1 milhão.
500 para o Belenenses e 500 para um investidor detentor de 50% do passe.
Esse foi um negócio de que se falou bastante há uns 2 meses.
Abraço
rm

John Wakefield disse...

caro Far(away), se me permites, deixa-me continuar com a contagem:

Sídnei - 7 milhões
Oblak - 1,5 milhões
Léo Kanu - 1 milhão
Alípio - ???
Melgarejo - 700 mil euros
Fellipe Bastos - 154 mil euros (direitos de formação ao Botafogo)
Carole - 750 mil euros

Se acrescentarmos estes valores, então praticamente atingiremos os 35 milhões...

ps: Mesmo assim, concordo com alguns dos empréstimos. Discordo, sim, é que se gastem milhões em jogadores que acabarão por ser emprestados. Se é para isso, mais vale apostar na prata da casa. Dentro deste contexto, apoio, a título de exemplo, a rodagem do Roderick ou até do Miguel Rosa.
Os critérios, inerentes à politica de contratações, têm de ser mais rigorosos e selectivos.

Lonstrup disse...

Acho que a questão do «rendimento» se coloca em dois aspectos:

- rendimento desportivo (é para isto que um jogador é contratado)

- rendimento financeiro (normalmente só ocorre se houver rendimento desportivo)

Só nas situações em que não há nenhum dos rendimentos é que penso que tenha sido dinheiro mal gasto/investido.

Por exemplo, nunca iremos recuperar o dinheiro investido no Aimar, no entanto foi um grande investimento porque deu grande retorno desportivo.

O Roberto por exemplo não foi bom investimento, rendimento desportivo questionável e não há mais valia financeira relevante.

Acho que o principal problema é comprar muito, e não tentar rentabilizar desportivamente os atletas.

SLB4EVER disse...

Gostei, acho que é um assunto bastante interessante para debater.

Na minha opinião os empréstimos em sí não são o aspecto negativo da gestão mas sim a quantidade de jogadores que são contratados e emprestados. Neste momento o SLB tem cerca de 28 jogadores cedidos e alguns deles nem sequer calçaram no clube. Junte-se os 28 no plantel actual e acabamos com pelo menos 56(e acho q ainda deixei alguns de fora).

É um n.º que parece exagerado na minha opinião, mesmo subtraindo 11/12 provenientes da formação. Grave é perceber que destes 56 podia formar uma equipa com médios ofensivos, opções para as alas são escassas e é este tipo de critérios e desiquilibrios que incomodam.

Aproveitando a deixa do Lonstrup acho que esta direcção se interessa em demasia pelo rendimento financeiro com prejuízo para o rendimento desportivo.

Neste momento apenas posso esperar que rentabilizem da melhor maneira estes jogadores e que percebendo as necessidades da equipa saibam negociar aqueles que são verdadeiramente superfluos. No futuro espero que o critério seja a qualidade necessária para suprir as carencias da equipa em vez da quantidade e oportunismo desmedido.

p.s. Mal posso esperar pelo fecho do mercado

Mentiroso disse...

Cada vez tenho menos tempo para acompanhar tudo o que se escreve sobre o Benfica mas com temas destes vale a pena fazer um esforço e passar por cá.

Anónimo disse...

O principal objectivo da contratação de um jogador deverá ser o seu rendimento desportivo. O rendimento financeiro resultante de qualquer contratação dependerá desse rendimento desportivo.

Esta quantidade de jogadores cedidos ou emprestados pelo Benfica significa que não tiveram o rendimento desportivo esperado. E, das duas uma: ou se espera que, jogando noutras equipas eles irão atingir uma certa projecção e poderão regressar ao Benfica agarrando um lugar no plantel; ou se espera que a equipa a quem foram emprestados possam ficar definitivamente com esses jogadores, porque se concluiu que já não interessam ao Benfica.

O grande problema é que, de todos estes jogadores emprestados, quase nenhum irá crescer o suficiente, permitindo o seu regresso ao clube para integrar o seu plantel. Ou seja, grande parte destas contratações foram (ou serão) um logro ou um fiasco. Isso é que é deveras preocupante já que são demasiados jogadores.

Desperdiçaram-se muitos milhões (e não meros tostões) na contratação destes jogadores e, muitas vezes, não se abre o cordão à bolsa para contratar jogadores que teriam lugar na equipa e que foram para outros clubes, incluindo para os clubes rivais, como foram, por exemplo, os casos de Álvaro Pereira e Falcão.

Portanto, há que ter maior critério e rigor nas contratações.

Mais preocupante ainda será o caso da generalidade desses jogadores emprestados, (para além de não regressar ao Benfica) não gerar qualquer rendimento financeiro, porque os clubes em que estão emprestados (ou outros clubes) não estarem interessados na sua contratação a título definitivo.

A política de empréstimos deveria funcionar fundamentalmente com jogadores novos, principalmente com os provenientes da formação, como são os casos do Nelson Oliveira e do Roderick (o primeiro já rodou e regressa agora e o segundo vai rodar e esperemos que regresse em grande para ocupar um lugar na equipa). Preocupa-me ainda que jogadores, como por exemplo Danilo, saiam do Benfica sem qualquer contrapartida.

MM

Mentiroso disse...

Vou lançar um desafio que gostaria de ver concretizado. A ideia não é nova, já alguns tentaram algumas incursões de forma intermitentemente na exploração do tema, mas nunca com a regularidade que importa manter.

O Benfica terá na próxima época muitos e bons jogadores emprestados. Que tal um artigo semanal com a evolução dos jogadores com ligação ao clube? Fica o desafio.

Far(away) disse...

Vai ser levada em consideração essa tua sugestão. Não é a primeira vez que tal tema é abordado aqui.

Jack disse...

Penso que o Benfica tem neste momento 31 jogadores emprestados a outros emblemas sendo que, como já aqui foi avançado, o valor investido nos seus passes ultrapassa os 35.000.000 €. Caso fossemos contabilizar também os salários chegariamos muito facilmente aos 40 milhões, se não mais (só Carlos Martins recebia 900.000 €).

Agora, também é preciso ter atenção ao que o Benfica já recebeu por estes jogadores para se ter uma percepção verdadeira de quanto estes verdadeiramente nos custaram. E a verdade é que, entre alienação ao Benfica Stars Fund e valores recebidos pelos empréstimos, já recebemos mais de 15 M €, estando já até a lucrar com alguns deles (p.e. Kardec, contratado por 2,5 M e por quem já recebemos 3,5 M, com o "bónus" de ainda pertencer aos nossos quadros...).

Feitas as contas, o valor real que gastámos nestes 31 jogadores foi cerca de 22 M €, sendo a sua média de idades curiosamente 22 anos. Ora, bastará, portanto, que um destes potenciais craques seja vendido a outro clube por uma verba similar para cobrirmos os custos e, para tal, apenas precisamos de uma taxa de sucesso de pouco mais de 3%.

Vistas assim as coisas, a situação até nem está assim tão má, penso eu de que... :)


P.S: Fiz um quadro com estas contas, incluindo Urreta e Peixoto como prováveis emprestados. Espero não ter feito muitas asneiras, utilizei os números que fui apanhando nos vossos comentários. Quadro em: http://imageshack.us/photo/my-images/64/emprestadosslb.png/.

Filipe disse...

«Dizia o Presidente que o Roberto ia ser uma referência mundial na posição. Só para arranque, já encaixou 6 golos. »

Foi considerado o melhor guarda-redes da jornada pelos leitores da marca. Deixem o homem em paz, já foi embora.

Pedro disse...

Há um pormenor importante que muitas vezes se esquece. Os grandes retornos financeiros (dos quais todos os clubes pertencentes às ligas "menores" necessitam!) só podem vir de investimentos em jovens com margem de progressão, custo inicial relativamente baixo e ordernados também baixos. Só assim é possível vender David Luiz, Di Maria, Coentrão, etc, pelos valores que foram vendidos. Risco alto, retorno alto. Se se perde dinheiro, de vez em quando, com estes empréstimos? Certamente. Mas às vezes os jogadores regressam mais adultos, mais preparados para despoletar e, consequentemente valorizar (que ninguém se esqueça da trajectória do Coentrão). Agora o importante é dar espaço (na nossa equipa, mas também noutras equipas da Liga ou da Europa) aos jovens para que cresçam.

Alguém pensava que o David Luiz, acabadinho de chegar da terceira divisão brasileira, rendesse o que rendeu? Desportivamente e financeiramente? Nem depois da primeira exibição de Águia ao peito, em que foi lançado aos lobos em Paris, os adeptos estavam confiantes de que ali estivesse tão imenso jogador.

Portanto estas análises, factuais como são, ignoram o outro lado da medalha: nem sempre se acerta em cheio na contratação de um jovem jogador. Mas convenhamos que nos últimos anos o "hit rate" tem melhorado significativamente....