domingo, 25 de novembro de 2012

Cheira bem?


Ai Carlos, Carlos... Foste a maior figura daquela que é, provavelmente, uma das três melhores equipas de modalidades colectivas em Portugal. Foste, sem qualquer dúvida, o melhor jogador de basquetebol que passou por Portugal. Eras genial. Absolutamente genial. Mas... Não és treinador.

Tivesses 1/5 da genialidade como treinador que tiveste, outrora, como jogador, e o Benfica até com um 5 inicial composto por jogadores da qualidade do Mascarenhas seria campeão. Mas esse não é o caso. Não vale a pena ser hipócrita e dizer que a saída do Porto é indiferente. Não, não é. O nosso maior adversário deixou de existir para passar a ser... O próprio Benfica. O nível é baixo, as dificuldades para o basquetebol, em Portugal, são altas, mas dormir à sombra da bananeira é a receita para desagradáveis surpresas. Compreendo que para alguns egos seja difícil estarem 100% motivados, tendo em conta a fraca oposição, mas os jogos do Benfica não retratam (apenas) isso. Se isso, por si só, já é preocupante, mais preocupante é ver a falta de trabalho que existe dentro de campo... Basicamente, é cada um por si só. E aí o Benfica é, de muito longe, mais forte que os adversário.

Ser campeão, no final da época, como provavelmente o seremos, não basta. Dentro do contexto actual, o Benfica tem de jogar, tem de se superiorizar de forma acentuada, tem de fazer com que os jogadores adversários sintam que perder "apenas" por 10 já é positivo... Temos hipóteses para cavar um fosso no basquetebol português, para criar uma hegemonia óbvia, e é nesse sentido que as coisas deverão ser feitas.

10 comentários:

Anónimo disse...

Com tão fraca oposição não seria mais racional desinvestir na modalidade e dar mais espaço à formação?
Para que ter jogadores tão bem pagos para tão fraca oposição?!
Não me parece que para ganhar o Benfica precise de investir muito face ao declinio das modalidades...o mesmo se verifica no voleibol...as unicas modalidades que ainda me parecem competitivas serão mesmo o Hoquei e o Andebol...fora isso creio que seria prudentes desinvestir, investindo mais na formação...

formatted error free disse...

é fantástico ser de um clube em que se pode concluir que o treinador campeão "não é treinador" porque não ganha os jogos todos por mais de 10 pontos..

CAP CRÉUS disse...

É muito fraco como treinador.
E totalmente de acordo com o anónimo das 12:01.
Isto qualquer dia rebenta.
Há que investir em jogadores oriundos da formação, especialmente nas modalidades em que o benfas facilmente pode ser campeão. Já chega de tanto estrangeiro.
E mais! Deveriam ter ido às competições europeias.

redtiger disse...

Parabéns pelo blogue passarei a ser frequentador habitual!

Estou de acordo com o post! Seria melhor termos alguém que fosse treinador!

Gostaria de saber se estarias interessado numa parceria, sou colaborador num novo blogue http://treinadoradjunto.wordpress.com/ que nasceu dia 21 deste mês!

Espero que possas passar por lá 1 dia destes!

Mr. Shankly disse...

Chiça, que necessidade sentimos em bater nos nossos. Ser benfiquista é estranho.

Fake Blood disse...

Muito bem o anónimo.

Basicamente somos um Ferrari contra uma bicicleta. Devíamos ganhar com várias voltas de avanço, mas há malta a masturbar-se por termos ganho com uma ultrapassagem na última curva.

Exige-se mais. E não é só aqui.

Mr. Shankly disse...

"Devíamos ganhar com várias voltas de avanço, mas há malta a masturbar-se por termos ganho com uma ultrapassagem na última curva."

Vê lá bem isso. O Porto do ano passado não era bem uma bicicleta. Estavam eles mais próximos do Ferrari que nós.

André Sousa disse...

Anónimo, a formação já vai tendo algum espaço dentro do contexto actual. É preciso lembrar que o desaparecimento do nosso maior adversário nesta modalidade nem um ano tem e que há um projecto bastante interessante a decorrer, numa equipa B que disputa a Proliga. Já agora, somou esta semana a primeira vitória contra o Angra Basket, o que é de salutar. Temos, ainda, o Carlos Ferreirinho no Sampaense, que tem estado em bom nível. Sobre o orçamento... O que importa é cumprir o orçamento estipulado com critério. Um jogador com o LaceDunn será um acréscimo de qualidade bastante acentuado num contexto como o do basquetebol português, apesar do vencimento alto que deverá ter, como a maioria dos americanos. Importante é dissociar o custo da qualidade do indivíduo. O Barcelos, por exemplos, tem um sérvio e um croata de qualidade apreciável e não terão, certamente, o vencimento de um americano do Benfica. O caminho, para todas as modalidades, é investir bem e com critério. O Augusto Matos, que no ano passado estava no Barcelos, também, teria sido um reforço muito bom, mas voltou a Moçambique. No Vitória tem aparecido um jogador de qualidade muito, muito acima da média, do pouco que vi e do que me tem constado, de seu nome Ivan Almeida. O Benfica não pode deixar fugir jogadores deste tipo, que são acima da média e disputam o nosso campeonato. O principal investimento, que também deveria ser transversal a todas as modalidades, é a formação. Métodos modernos, pessoal competente, não olhar a resultados na formação, procura incessante para a evolução dos jogadores... Porque, embora o Benfica hoje não tenha uma oposição tão digna de registo como teve outrora, lembrar de prestações europeias que tivemos, fazem-me salivar.


Formatted error free, também é (ou foi) fantástico defender que Paulo Fernandes deveria ser o treinador para a sua 2ª época no Benfica, depois do seu rotundo falhanço nessa época e, após ser campeão, defender que ele deveria sair. Assim como é fantástico dizer que Luís Sénica deveria ser o treinador para o hóquei em patins, após a perda do campeonato nos Açores. Ou no Dragão Caixa, mas quando ali fomos, o campeonato já estava perdido, desse lá por onde desse. As coisas não sem nem nunca foram tão lineares.

CAP CRÉUS, é um pouco contraditório pedir maior contenção no orçamento e, de seguida, defender a ida às competições europeias.

Fake Blood disse...

@Mr. Shankly Quando falo de última curva, falava deste último jogo...

Mas podia também estar a falar da época passada. Devíamos ter ganho com muito mais facilidade. Até a Fase Regular. Ganhas ao Porto e depois vais perder com o Lusitânia (?). E depois fazes uns play-offs fraquinhos. O 4º jogo era nosso, mas nas calmas. O Porto não era assim tão forte. Não eram tão fortes nos 3 pontos como à 2 anos p.e. Podíamos ter feito muito mais, tal como agora.

Anónimo disse...

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