Caro Drogba,
calculo que não saibas ler português. Se calhar lês tão bem quanto o Walter Bigorna. Mas isso agora não interessa. Podes pedir ao David para que te explique o que vem neste texto.
A arrogância que demonstraste aquando do sorteio não foi bonita. Confesso que fiquei contente ao saber que ia apanhar o quinto classificado da Liga Inglesa, mas não festejei da forma que festejaste. Aliás, não festejei de modo algum. Nem celebraria sequer mesmo que tivesse calhado o APOEL. Porquê? Sei que isto te deve custar a entender, mas... são os quartos-de-final da Champions. Todas as equipas que aqui chegaram conseguiram feitos importantes. Por exemplo, nós eliminámos o United. E passámos o Zenit, que não era propriamente fácil (e não precisámos de ir a prolongamento). Noutra competição, não sei se viste o que o Sporting fez ao City, mas foi um aviso daquilo que as equipas portuguesas podem e conseguem fazer na Europa. Os orçamentos não ganham jogos. As equipas é que triunfam. E vejo, neste momento, uma equipa no meu Benfica. Já no teu Chelsea vejo um grupo de individualidades sobre as quais os anos passaram e só acumularam frustrações e insucessos no pós-Mourinho.
Lembra-te antes do quão fraco líder és. Lembra-te das vezes que falhaste individualmente e colectivamente, tanto no Chelsea ao não conseguires aquilo que o teu patrão sempre pediu, a Champions, ou ao serviço da selecção ao fracassares sucessivamente em todas as edições da Taça das Nações Africanas.
De uma coisa estou certo: há cerca de 20 anos, Jean-Pierre Papin não acreditava que o seu Marseille seria eliminado pelo Benfica, não obstante os avisos que o ex-benfiquista Mozer lhe fizera, sobretudo no que ao terrível ambiente do Inferno da Luz diz respeito. Espero que o David Luiz não te consiga transmitir a grandiosidade do Benfica. Vais ter uma surpresa.
Podes estar seguro de uma coisa: deste lado, conhecemo-vos. Sabemos como pensam, sabemos como jogam, sabemos os vossos pontos fortes e os vossos pontos fracos. Acima de tudo, respeitamo-vos. Lutaremos até ser humanamente impossível porque sabemos que serão os jogos das nossas vidas. E agradecemos a força que nos deste, qual Dzeko da Costa do Marfim.
P.S. Já agora, Javi, chega-lhe. Ainda por cima é preto, pá.
calculo que não saibas ler português. Se calhar lês tão bem quanto o Walter Bigorna. Mas isso agora não interessa. Podes pedir ao David para que te explique o que vem neste texto.
A arrogância que demonstraste aquando do sorteio não foi bonita. Confesso que fiquei contente ao saber que ia apanhar o quinto classificado da Liga Inglesa, mas não festejei da forma que festejaste. Aliás, não festejei de modo algum. Nem celebraria sequer mesmo que tivesse calhado o APOEL. Porquê? Sei que isto te deve custar a entender, mas... são os quartos-de-final da Champions. Todas as equipas que aqui chegaram conseguiram feitos importantes. Por exemplo, nós eliminámos o United. E passámos o Zenit, que não era propriamente fácil (e não precisámos de ir a prolongamento). Noutra competição, não sei se viste o que o Sporting fez ao City, mas foi um aviso daquilo que as equipas portuguesas podem e conseguem fazer na Europa. Os orçamentos não ganham jogos. As equipas é que triunfam. E vejo, neste momento, uma equipa no meu Benfica. Já no teu Chelsea vejo um grupo de individualidades sobre as quais os anos passaram e só acumularam frustrações e insucessos no pós-Mourinho.
Lembra-te antes do quão fraco líder és. Lembra-te das vezes que falhaste individualmente e colectivamente, tanto no Chelsea ao não conseguires aquilo que o teu patrão sempre pediu, a Champions, ou ao serviço da selecção ao fracassares sucessivamente em todas as edições da Taça das Nações Africanas.
De uma coisa estou certo: há cerca de 20 anos, Jean-Pierre Papin não acreditava que o seu Marseille seria eliminado pelo Benfica, não obstante os avisos que o ex-benfiquista Mozer lhe fizera, sobretudo no que ao terrível ambiente do Inferno da Luz diz respeito. Espero que o David Luiz não te consiga transmitir a grandiosidade do Benfica. Vais ter uma surpresa.
Podes estar seguro de uma coisa: deste lado, conhecemo-vos. Sabemos como pensam, sabemos como jogam, sabemos os vossos pontos fortes e os vossos pontos fracos. Acima de tudo, respeitamo-vos. Lutaremos até ser humanamente impossível porque sabemos que serão os jogos das nossas vidas. E agradecemos a força que nos deste, qual Dzeko da Costa do Marfim.
P.S. Já agora, Javi, chega-lhe. Ainda por cima é preto, pá.













