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sábado, 24 de março de 2012

Os amigos são para as ocasiões

Os amigos são para as ocasiões. Quando o Benfica vai a Braga e a tantos outros terrenos da Liga, os adeptos vêem-se confrontados com preços na ordem dos 20, 25, muitas vezes 30 ou 35 euros para obter o bilhete mais barato para assistir ao jogo. Mas na Luz gostamos de receber bem e barato, especialmente os adeptos de um clube que tem sido tão nosso amigo. Aliás, somos tão gentis para com eles que até somos umas bestas para nós mesmos. Os sócios bracarenses que se queiram deslocar à Luz para assistir ao jogo do próxima sábado terão de desembolsar apenas 10 euros. Já os sócios do Benfica terão de pagar entre 12,5 e 30 euros. Mas o que é isto? O Benfica defende mais os sócios do Braga que os do próprio Benfica! Não há vergonha na cara, pois não?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Negócio (II de III)

A minha paicência não se esgotou hoje. As sucessivas afrontas com que a actual Direcção tem brindado os adeptos já se tornaram um hábito e, pior que isso, toleráveis por parte da maioria dos benfiquistas. A cultura de exigência está morta. Estamos amorfos. Tudo é permitido, tudo é tolerado. E o caso Rúben Amorim vem revelar não só a falta de disciplina neste Benfica como ainda uma incapacidade gritante em lidar com problemas.

Comecemos pela parte disciplinar. Amorim é culpado, está fácil de perceber. Mas a culpa não morre com ele, estende-se aos outros dois protagonistas desta palhaçada: Jesus e Vieira. O primeiro porque em termos de relações interpessoais é um autêntico desastre. Não sabe como lidar com outras pessoas, não sabe interpretar e sente uma necessidade de criar conflitos em que todos ficam a perder. O segundo porque, sendo o chefe maior do clube, não consegue resolver esta situação da forma que seria mais simples e óbvia. Qual seria? "Rúben, deixa-te de merdas, pede desculpa ao grupo e ao treinador e volta ao Seixal para treinar e seguramente que serás opção válida para Jesus novamente. Caso não queiras, ficas a correr em Almada até Junho de 2013 e não vês Europeu, Mundial ou o que quer que seja. Agora escolhe.". Simples. Mas não há presidente com tomates para isto. Consegue lidar com o caso Enzo Pérez mas não consegue com Amorim. Inacreditável.

Pior que isso, vai negociar o empréstimo do jogador com o Braga. Sim, o Braga do Salvador, do Mossoró, do Alan, dos apagões, das bolas de golfe, dos insultos, da música da tourada, das simulações, do túnel. Esse mesmo Braga. Neste momento, a autoridade para os benfiquistas apoiantes de Vieira criticarem Quim e Nuno Gomes por terem escolhido os bracarenses é nula. Quim e Nuno eram jogadores livres, desempregados, desprendidos de qualquer obrigação para com o Benfica quando negociaram com o Braga. Vieira, por iniciativa própria (ou será que alguém lhe apontou uma arma à cabeça?), encetou negociações com o clube de António Salvador. O Benfica resolveu oferecer um presente chamado Amorim ao Sporting Clube de Braga. Não por seis meses mas por ano e meio.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Andamos a comer gelados com a testa?!

«O Benfica quando recebe, recebe bem. Não compreendo o porquê de a cidade de Braga hostilizar o Benfica. E isto não tem que ver com o Braga ou a sua direcção, todos sabem a relação que mantenho com o presidente do SC Braga [António Salvador]», salvaguardou, apontando o dedo a «alguns jagunços que andam por aí». «Vai sendo tempo de a Liga estar atenta e agir»

Luís Filipe Vieira

Hã?! Importa-se de repetir?! Nomeadamente aquela parte em que volta a defender o Salvador de Braga, aprendiz de Pinto da Costa, com quem se senta frequentemente na tribuna do Dragão? Mas o que é isto? Por que raio o nosso presidente continua a aceitar e a ser conivente com o ambiente de humilhação que o Benfica sofre sempre que vai a Braga? Não ouviu a música da tourada? Não ouviu a música do José Cid? Acha que não é por obra do Salvador? Pois deixe que lhe diga: ou é ingénuo, ou é idiota. E quando eu vejo que insiste em convidar o Oliveira e o Fernando Gomes das facturas para a Gala do Benfica, nem sei para qual das duas opções me inclino mais.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Definição de lata

É normal que Salvador diga isto. Compreendo-o. Afinal de contas a Liga Europa já deixou de fazer parte dos horizontes do Braga em Agosto. Mas o que Salvador e o seu clube não dispensam é uma boa briga num túnel, um golo mal anulado ao Benfica, um árbitro que invente uma agressão do melhor marcador do campeonato, uma mala de dinheiro para os adversários do SLB, jantares de aliciamento de jogadores em vésperas de encontros com o maior clube deste país, jogadores emprestados pelo FC Porto (que supostamente deveria estar na luta pelo título) e agora, por fim, imaginem, deixar os adeptos entrar de borla no estádio para apoiar a sua equipa quando esta(vam) em primeiro lugar. Eu, se vivesse em Braga, ia lá mas para apoiar o adversário. Ganha vergonha nessa tromba, grande balde de poia.

sábado, 31 de outubro de 2009

Tão previsível...

Comecemos, antes de "esmiuçarmos" esta derrota, por um ponto que chamo e voltarei a chamar a atenção sempre que necessário. É incompreensível que se coloque uma claque num piso superior do estádio. Incompreensível! Depois, e como há sempre gente que não se sabe comportar e que por isso nem deveria estar num estádio de futebol, situações como as de hoje... acontecem. E não são apuradas responsabilidades.

Por falar em responsabilidades, alguns benfiquistas (uma minoria, felizmente) deveriam aprender a viver em democracia. Quando se defende uma opinião com argumentos bem fundamentados, como fiz no post anterior, não se deve acusar essa pessoa de querer mal ao clube ou de ser sportinguista. Os yes man, aqueles que abanam a cabeça para cima e para baixo em todas as situações, são o pior que pode existir. Mais precisamente, o senhor de quem vos falo, escreveu o que podem ler na caixa de comentários do post que precede este. Dizia ele que "a dizer mal dos jogadores como dizes nesta peça não sabes mesmo do que falas". Seis minutos de jogo e Fábio Coentrão fazia uma falta que nenhum defesa lateral faria, nem mesmo o mais tosco deles todos. 1-0 para o Braga.

Um dos meus males é ter a ideia de que os jogadores devem jogar nas suas posições. Enfim, sou incorrigível. Mas se algum dia vir o Nuno Gomes a médio-defensivo, o Quim a ponta-de-lança ou o Fábio Coentrão a defesa, não tenho dúvidas que aparecerá sempre alguém a dizer que sou eu que estou errado e que não percebo nada disto. Ok, adiante...

Ficar com 5 pontos de vantagem sobre o FC Porto e com 13 sobre o Sporting era preocupante. Jorge de Sousa tratou de evitar males maiores, ao anular incompreensivelmente um golo limpo a Luisão. Cardozo agarrou Leone? Agarrou. Leone agarrou Cardozo? Também. Alguém põe sequer em equação a ideia de que este árbitro assinalaria penalty a favor do Benfica num lance semelhante? Jamais (jamé)! Previsível. Tão previsível...

Polémicas à parte, até final do primeiro tempo, o Benfica superiorizou-se ao Braga, mostrando uma reacção extremamente positivo ao golo madrugador minhoto. Mas a dúvida paira: como teria sido o jogo, até final, se após as provocações dos suplentes bracarenses a Di Maria e depois de toda aquela confusão no túnel, Cardozo não tivesse sido expulso? Obviamente que uma expulsão não justifica tudo, mas era Cardozo.

No segundo tempo o Benfica entrou decidido a massacrar o Braga, e assim o fez. No entanto, sem Cardozo como referência na área e com Saviola a cair demasiado nas faixas, Jorge Jesus acabou por escolher Keirrison como substituto do paraguaio. O jovem brasileiro teve cerca de 40 minutos para mostrar o que valia, mas aquilo que fez em Braga foi manifestamente pouco. Um jogo que "pedia" alguém que soubesse arrastar defesas (pois o Braga também só jogava com dez), um jogo que pedia Nuno Gomes, teve Keirrison, e com ele, o Benfica perdeu o jogo. Foi uma substituição errada. Keirrison deve efectivamente jogar, mas não numa altura destas. A partir daí, e apesar do domínio do nosso clube, o Braga começou a tentar equilibrar o jogo, mas sem grande objectividade, fruto da ausência de Meyong, substituído ao intervalo. Acabou por chegar ao golo num lance bem construído e finalizado por Paulo César, que estava a ser marcado pelos olhos de Maxi Pereira.

O Braga, a contrário do que se tenta passar através da comunicação social, tem uma excelente equipa e, já sem as provas europeias, tem tudo para se concentrar apenas e só no campeonato. Na minha opinião, podem ser considerados como candidatos ao título. Podem não ter plantel, treinador nem presidente para isso, mas as surpresas acontecem.

Nota ainda para os dois presidentes. Felizmente temos um que, enquanto convidado, se sabe comportar, enquanto a outra figura menor e ridícula protagonizou um espectáculo digno do que é: um ser menor. Enquanto anfitrião, mostrou-se como desrespeitador e, no fundo, idiota. Tivesse a mesma forma de estar que LFV, que não se exibiu de forma alguma nem quando o Benfica marcou o golo que daria o campeonato, e o futebol em Portugal seria menos mau.

Durante a semana vão ouvir-se vozes que anunciarão o fim do Benfica mágico e goleador. Relembro que anda muita gente nervosa e preocupada com este Benfica. Na Luz, depois do resultado de Goodison Park, seja ele qual for, espero que os benfiquistas dêem uma prova inequívoca da força actual do clube.

P.S. Jorge Sousa eleva para 10 o registo de jogos em que o Benfica não ganhou com uma arbitragem sua, num total de 12 possíveis. É obra. Aguardamos também para saber com quantos jogos de castigo vai ser brindado o nosso avançado Óscar Cardozo. Relembro que daqui a duas jornadas há clássico em Alvalade.