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sábado, 31 de dezembro de 2011

Figura do Ano 2011

Apesar de não ter competido pelo Benfica na segunda metade de 2011, Fábio Coentrão é a Figura do Ano. A raça, querer e ambição foram demonstradas em cada jogada do jovem caxineiro. A sua alegria, os festejos com os adeptos nas vitórias, as lágrimas que derramou como um de nós nas derrotas, o benfiquismo revelado e, sobretudo, a qualidade evidenciada na lateral esquerda valeram-lhe este reconhecimento.

FBF Blog Awards

Quem já anda aqui na blogosfera deve recordar-se disto. Em 2005/2006 surgiu a Federação de Blogs de Futebol, uma associação que pretendia ser um espaço de "alojamento" e promoção de todos os blogs de futebol. Criada pelo BnRB e sediada no site Sportugal, a FBF chegou a criar umas galas em que se votavam nos melhores do ano. Assim foi em 2006 e 2007. Entretanto essa mesma Federação desapareceu e nunca mais deu notícias. No entanto deixou-nos esta boa ideia que retomo este ano: votar nos melhores bloggers e blogs benfiquistas de 2011.

Layout do Ano: Vence o do E Pluribus Unum, claramente o melhor nesta categoria, na minha opinião. Com um ar leve, pintado de vermelho, branco e cinzento, foge aos tradicionais temas do Blogger. Bateu o vermelhão do Benfica Dependente do Tiago Pinto e Os Dias Úteis do Pedro Ribeiro.

Revelação do Ano: Premeia o melhor blog criado em 2011. Vence por larga margem o 227218 do guitarrista Diego Armés, que já cá anda na blogosfera desde a Idade da Pedra. Merecem menções honrosas o E Pluribus Unum, o Piso 3 Superior, o Quarto Anel e o Fórum da Luz.

Post do Ano: esta reflexão sobre o Benfica e sobre o benfiquismo, por parte do trainmaniac, bateu por pouco esta confissão sincera do Ricardo e a mais bela homenagem que vi alguém fazer, pelo inconfundível Boloposte, naquele jeito que é só seu.

Blogger do Ano: Só um? Não é fácil. Talvez o Ricardo, teve um ano particularmente inspirado. O seu estilo. O Éter pela fina ironia, o Constantino pelas parvoíces humoradas, o PB do Lateral Esquerdo pela qualidade de análise, o Pedro pelos bons comentários que faz sobre a nossa actualidade, o LF pela versatilidade de textos e o Diego Armés por aqueles posts longos e belos mas que me custam a interpretar e me obrigam a ler uma segunda vez também mereciam, mas só um pode vencer.

Blog do Ano: Mais uma categoria onde é difícil escolher. Acabo por eleger o Ontem Vi-te no Estádio da Luz por ser o blog que tem uma fantástica equipa de escribas e porque se destacou ligeiramente dos outros neste ano. O Céu Encarnado e A Mão de Vata ficam com o segundo e terceiro lugares.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Melhores e Piores de 2011

Jogador do Ano: Fábio Coentrão
Flop do Ano: Roberto
Jogador Revelação do Ano: Rodrigo
Jovem Jogador do Ano: Rodrigo
Contratação do Ano: Ezequiel Garay
Melhor Jogo do Ano: Benfica 2-1 CS Marítimo
Pior Jogo do Ano: Benfica 1-3 FC Porto
Golo do Ano: Nico Gaitán, no FCPF 1-6 SLB (0-3)
Roubo do Ano: SC Braga 2-1 SL Benfica (Carlos Xistra)

Modalidade do Ano: Hóquei em Patins
Desportista do Ano: Diogo Rafael (Hóquei em Patins)
Treinador do Ano: Luís Sénica (Hóquei em Patins)

Dirigente do Ano: João Gabriel
Momento do Ano: Porto campeão na Luz
Alegria do Ano: Hóquei conquista a Taça CERS
Tristeza do Ano: Derrota na meia-final da Liga Europa
Acontecimento do Ano: Vitória na CERS e na Supertaça Europeia
Caricato do Ano: «Jogadores do Benfica até sabem a marca do perfume dos adversários», Jorge Jesus.

12 meses, 12 imagens

Janeiro: Adeus David Luiz: Foi mês de despedida do internacional canarinho. David Luiz saía do Benfica rumo ao Chelsea nos últimos minutos do último dia do mercado de transferências de Inverno. Foi a confirmação de que a época estava perdida. E que falta nos fez para chegar a duas finais.

Fevereiro: Dragão, Alvalade e Estugarda! - Mês incrível em que o Benfica contou por vitórias todos os jogos efectuados e que levariam a uma sequência ganhadora história para o clube. Pelo meio, em Fevereiro, o Benfica foi ganhar ao Dragão, a Alvalade e a Stuttgart (onde quebrou a malapata germânica) por 0-2.

Março: Adeus título: Xistrados em Braga. O Benfica foi empurrado para fora da luta pelo título por um árbitro mal intencionado. Um jogo escandaloso (ah, e "obrigado" ao Roberto também) que mostrou quem manda no futebol português. Nojo absoluto.

Abril: Supremas Humilhações: Porto campeão na Luz, Porto a garantir a passagem à final da Taça de Portugal na Luz. Poderia ser pior? Não. A imagem que fica do mês de Abril é a de ver os azuis-e-brancos a fazerem a festa no nosso estádio.

Maio: eliminados em Braga: Não bastavam estas humilhações todas, mais uma vinha a caminho. O Benfica perde com o Braga no início de maio e vê os arsenalistas do Minho a garantirem o acesso à final da Liga Europa, marcando encontro com o Porto. Na imagem, Coentrão era o espelho da raiva e impotência do Benfica. Um dia muito triste para todos nós.

Junho: Adeus Nuno, Adeus Zé: Moreira e Nuno Gomes completaram 12 anos de Benfica e saíram do clube. O guarda-redes rumou à Premier League e o avançado assinou pelo Braga. Muito agradecido a duas importantes figuras da História do Benfica. A vida continua e estou certo que no futuro, tanto o Zé como o Nuno voltarão aos quadros do Benfica.

Julho: Novelas de Verão: Coentrão protagonizou uma novela de verão. A sua transferência para o Real Madrid foi alvo de muitas notícias, muita informação e muita contra-informação. No final, os merengues acabaram por pagar o valor da cláusula de rescisão do caxineiro que, por sua vez, reiterou amor ao Benfica e disse que se não fosse o Real, não teria saído do nosso clube.

Agosto: Entrada na Champions... de bicicleta: O Benfica carimbou a passagem para a fase de grupos da Champions com uma grande exibição no Estádio da Luz coroada por dois golos de Witsel e um de Luisão. O primeiro objectivo da época era assim alcançado, merecidamente.

Setembro: O caso Capdevila: Chegou rotulado de craque e rapidamente passou para o banco de suplentes e daí para a bancada. Jesus avisara: "para mim, os títulos ganhos no passado não contam para nada". E assim foi. Mostrou-se inflexível para com o espanhol desde o primeiro dia. Porquê? Má forma física de Capdevila? Algum atrito de balneário? Ou simples embirração pessoal? O segredo permanece guardado a sete chaves.

Outubro: A construção de uma equipa madura: Em Outubro pudemos observar a construção de uma equipa coesa, sólida e que mesmo sem jogar futebol com nota artística, conseguia resultados positivos fruto de uma capacidade mental acima da média. O oposto ao observado na época anterior. Mesmo não jogando bem, os 3 pontos é que interessam.

Novembro: Estádio a arder: Mês marcado pela visita dos animais do zoo de Alvalade à Catedral. Deixaram a sua marca e seguem impunes. Relembro que o Sporting pagou uma multa inferior a 2000 euros pelos desacatos provocados no derby. Esta triste história já caiu no esquecimento, como tantas outras, inclusive a da invasão de campo em 2004.

Dezembro: Qualificação em primeiro: Pela primeira vez desde 1994/95, o Benfica qualifica-se em primeiro lugar para a fase seguinte da Champions League. Após o empate em Old Trafford, que garantiu a presença nos oitavos-de-final da competição, seguiu-se a vitória em casa contra o Galati, que carimbou a liderança no grupo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Benfica 2011 - De A a Z

A, de Agressões - No regresso da deslocação a Paços de Ferreira, o carro do presidente do Benfica foi apedrejado enquanto seguia na autoestrada por indivíduos que ainda hoje andam por aí à solta. Na cidade do Porto, foi o vice-presidente Rui Gomes da Silva o alvo de um grupo de mafiosos que o agrediram após sair de um restaurante. O clima de guerra no futebol nacional alastra, bem como o sentimento de impunidade para os criminosos.

B, de Banhadas - 2011 também fica marcada pelas banhadas infligidas pelo Porto ao Benfica. Vitória na Luz que lhes dá o campeonato e vitória novamente na Catedral que permite o acesso à final da Taça de Portugal.

C, de Capdevila - O internacional espanhol chegou com pompa e circunstância à capital portuguesa para assumir a titularidade no Benfica. Puro engano. Logo na primeira conferência de imprensa, Jesus fez questão de deixar bem claro que o campeão do mundo não tinha lugar cativo. Desde aí, um jogo no campeonato apenas (contra o Feirense) e aparecimentos na Taça de Portugal. Má condição física? Indisciplina? Birra do treinador? O caso Capdevila segue envolto em mistério.

D, de David Luiz - Chegou menino e saiu homem. O nosso David Luiz foi vendido no fechar do mercado de transferências aos londrinos do Chelsea num negócio que valeu 25 milhões mais o passe do sérvio Matic. David Luiz deixa muitas e boas recordações entre os adeptos encarnados. A sua boa disposição e futebol louco e irreverente deixam saudades. Bem como os seus caracóis ao lado da careca do Luisão.

E, de Estatutos - As eleições no Sporting abriram a discussão quanto à alteração de estatutos no Benfica. Os sócios mais antigos, com mais de 25 anos de filiação, passam a ter direito a 50 votos. Ainda gostava de perceber em que sistema democrático é que o voto de uma pessoa pode valer 50 vezes mais que o voto de outra. As intenções da mudança estatutária estão à vista, só não vê quem não quer.

F, de Fábio Coentrão - Um dos atletas do ano, não só a nível de Benfica mas a nível nacional. Coentrão foi um exemplo de benfiquismo, ele que até nasceu com coração verde-e-branco. No Benfica foi um profissional a 100%, deu tudo dentro de campo, festejou os sucessos e chorou nas derrotas como um de nós. Forçou a saída para Madrid mas da capital espanhola só chegam palavras elogiosas e carinhosas para connosco. Incrível Coentrão. Obrigado por tudo.

G, de Garay - Grande classe, grande qualidade, grande contratação. Um jogador com as capacidades de Garay é uma mais-valia para qualquer clube. O internacional argentino não preciso de qualquer período de adaptação e começou a demonstrar dentro de campo a sua enorme valia. Venham mais "Garays".

H, de Hóquei em Patins - 20 anos depois, o Hóquei em Patins do Benfica venceu a Taça CERS, o equivalente à Taça UEFA em futebol ao bater o Vilanova em Espanha. Os comandados de Sénica conseguiram ainda conquistar a Supertaça por falta de comparência do Liceo da Coruña. Dois grandes títulos ganhos por Valter Neves e companhia que muito devem orgulhar os benfiquistas.

I, de Incêndio - Em Novembro, o Sporting deslocou-se à Luz e os seus adeptos ficaram numa caixa de segurança. Protestaram, choramingaram e no final de contas os seus actos deram-nos razão. Destruíram dezenas de cadeiras, arrancaram e arremessaram corrimãos, destruíram um dos acrílicos que os separava dos adeptos do Benfica, atearam fogo às cadeiras do seu sector e agrediram os bombeiros que tentaram apagar o incêndio. Até para os animais há limites. Estes deviam ser todos abatidos.

J, de Juventude - Foi ano de Mundial sub-20, onde a selecção portuguesa, comandada por Nélson Oliveira, atingiu a final. Valeu ao jovem craque a chamada ao plantel benfiquista. A ele se juntaram Mika, guarda-redes proveniente de Leiria e Rodrigo, que também brilharam na Colômbia. David Simão e Rúben Pinto juntaram-se e formam um quinteto no qual deposito grandes, enormes esperanças num futuro próximo.

K, de Kunami - É sempre tão difícil arranjar algo com "K"...

L, de Liga Europa - Pior que perder a final é assistir a dois clubes mete-nojo a disputá-la. O Benfica chegou às meias e foi eliminado pelo Sporting de Braga. Se há 5 anos me tivessem dito que estaríamos numa meia-final de uma prova europeia e a perderíamos para o Braga, eu desatava às gargalhadas. Infelizmente só tive vontade de chorar. Eliminados de forma inglória, vimos os bracarenses irem a Dublin disputar o troféu com o Porto. Triste. Muito triste.

M, de Moreira - 12 anos de Benfica que acabara, para o guardião formado nas escolas do clube. Moreira quis sair para o Swansea, de Inglaterra, insatisfeito com o seu papel secundário na Luz. Fica a memória de um guarda-redes que poderia ter sido dos melhores não fossem as sucessivas lesões e intervenções aos joelhos de que foi alvo. Um bom profissional que deixa saudade.

N, de Nuno Gomes - Foram também 12 anos de Benfica do melhor avançado português dos últimos 20 anos. Gerou muitas paixões e muitos ódios, mas vamos cingir-nos aos factos: profissional exemplar, não fez birras quando não jogava, marcava golos quando era chamado, 10º jogador com mais jogos oficiais pelo Benfica, 7º com mais participações nas provas europeias, 8º com mais golos no campeonato, 4º com mais golos na Europa, 9º na lista de melhores goleadores da História do Benfica. Gostem ou não, são números espectaculares que o colocam ao lado de José Augusto, Espírito Santo, Torres, Nené e tantas outras glórias do Benfica.

O, de Olivedesportos - A novela da empresa de Joaquim Oliveira está para durar. Em 2011 saíram novas e importantes notícias quanto à (não-)renovação de contrato com a Olivedesportos. Quem quer ficar com os apetecíveis jogos do Benfica e quanto é que querem pagar por eles? Fui um dos temas quentes de 2011.

P, de Paulo Fernandes - Começou 2011 invicto, com grandes esperanças num triplete inédito no futsal português e acabou de mãos a abanar. Desilusão completa. O Benfica perdeu a final da Taça de Portugal, ficou em último na final four da UEFA Futsal Cup e claudicou inexplicavelmente frente ao Sporting na final dos playoff, onde fomos despachados por contundentes 3-0.

Q, de Quá Quá - Roberto, claro. Já cá faltava . Um dos maiores flops da história do futebol português também teve um 2011 em grande. Guarín, Hugo Viana e Vandinho estão eternamente agradecidos ao frango espanhol. Felizmente foi posto a andar.

R, de Renovação - A tão falada e tão atrasada renovação de Maxi Pereira acabou por acontecer. O uruguaio mostrou a sua vontade em continuar ligado ao Benfica ao assinar um novo contrato por 3 anos contra a vontade do seu agente Paco Casal. Felizmente as coisas acabaram por se resolver a bem para ambas as partes e o medo de ver Maxi rumar a outras paragens a custo zero não se confirmou.

S, de Salvio - uma das paixões dos benfiquistas neste defeso foi este jovem argentino de 21 anos que deixou na Luz muitas saudades. O pequeno Salvio foi pedra basilar nas vitórias do Benfica apontando golos importantes em jogos memoráveis como em Alvalade, Stuttgart e em casa contra o Marítimo. Raçudo, veloz, não tinha uma técnica acima da média mas tinha muitas ganas. Disse adeus em Maio, mas pode ser que tenha sido apenas um até já.

T, de Taça da Liga - A jóia da coroa do mandato desportivo de Vieira. So far so good. Duas em duas possíveis neste mandato. Mas já diz o ditado: Taças da Liga não pagam dívidas. Nem me dão alegrias. Especialmente depois da conquista do campeonato do Porto na Luz.

U, de United - O colosso inglês foi ao fundo graças ao Benfica. Uma recepção num ambiente infernal fez com que o United não saísse da Luz com os três pontos e uma deslocação mágica a Old Trafford em que o Benfica pôs a Europa do futebol em sentido ao rubricar uma exibição memorável no Teatro dos Sonhos. 2-2 em Inglaterra num jogo de grande personalidade por parte dos nossos jogadores. Merecido!

V, de Voleibol - A desilusão total. Uma fase regular imaculada que acabou por não servir de nada face à superioridade da Fonte Bastardo na final dos playoff. José Jardim foi pé-frio ao não conseguir guiar uma equipa claramente superior à concorrência, tanto em orçamento como em qualidade.

W de Witsel - Um ano depois, o substituto de Ramires chegou. Com mais cabelo, de olhos claro, muito mais lento e muito mais tecnicista, igualmente um craque. Witsel é um jogador que, apesar de jogar de forma muito peculiar, conquistou os adeptos do Benfica. Tem classe, tem calma, sabe ter a bola no pé e ajuda muito a defender. Um grande craque contratado a preço de saldo.

X, de Xistra - Se saímos prematuramente da corrida pelo título, muito se deve a este nome: Xistra. O albicastrense deveria ser albicastrado depois da vergonhosa arbitragem que protagonizou em Braga. Incompetência? Qual quê... a expulsão de Javi Garcia foi das situações mais aberrantes que já vi no futebol. Parabéns Xistra, conseguiste o que querias.

Y, de Youtube - Uma das poucas fontes de informação livre que chega a Portugal. Enquanto não proibirem os portugueses de aceder a este site, os vídeos de Pinto da Costa a corromper árbitros por lá andarão.

Z, de Zangas - Amorim, Enzo, Capdevila, foi um ano marcado por muitas zangas entre membros do plantel benfiquista. Jogadores com atitudes pouco profissionais com treinadores que não sabem gerir recursos humanos dá nisto, invariavelmente. Ninguém sai a ganhar e quem mais perde é o Benfica.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como está a ser esta época?

É uma pergunta pertinente. A época começou de forma terrível para o Benfica, chegando a ter, em jogos oficiais, qualquer coisa como 10 vitórias e 8 derrotas em 18 jogos, se não me engano. Antes de Dezembro, o Benfica já tinha mais derrotas que em toda a época anterior. As contratações do mercado de verão tardavam em mostrar serviço, as saídas de Di María, Ramires e Quim não pareciam devidamente colmatadas, o Benfica estava cada vez mais longe dos "objectivos mais altos de sempre" a que se propôs em Agosto.

Hoje, a onze pontos do líder do campeonato, que na verdade são oito pontos virtuais uma vez que o Benfica tem menos um jogo, o campeonato parece perdido. É preciso que o Porto perca o dobro dos pontos que perdeu até agora em metade dos jogos. É de facto muito difícil. Mas, quando esperaríamos um pouco mais de luta dos dois "Sportings", um não soube aguentar a pressão e o outro continua no seu processo de auto-destruição, deixando caminho livre para o mais que provável, quase certo diria, segundo lugar do Benfica no campeonato, eventualmente com tantos pontos quantos os que fez na época passada (nesta altura temos apenas menos um ponto que em 2009/2010).

Nas Taças internas a nossa situação dificilmente poderia ser melhor. Na Taça da Liga jogamos a meia-final em casa, frente ao Sporting e na final, se lá chegarmos, já sabemos que não encontramos o Porto. Na Taça de Portugal recebemos o Porto, de quem já temos uma vantagem de 2 golos obtida no Dragão, e vamos encontrar na final, uma vez mais, se lá chegarmos, a Académica ou o Vitória de Guimarães.

Na Liga Europa o sorteio foi simpático para com o Benfica. Primeiro os alemães do Stuttgart, que se encontram abaixo da linha de água na Bundesliga. Depois, se os ultrapassarmos, os franceses do PSG, que eliminámos há uns anos com Fernando Santos. Se tudo correr bem, estaremos nos quartos-de-final, algo que, face às opções tomadas e ao que jogávamos, não acreditava ser possível há dois meses. Diga-se que a vitória no Dragão foi um tónico fundamental, nomeadamente no que diz respeito à constituição do meio-campo.

Posto isto, como está a ser a nossa época? Boa? Má? Acima do esperado? Aquém das expectativas? Será que se pode considerar que uma equipa campeã que está a 11 pontos da liderança do seu campeonato e que foi eliminada da forma que nos lembramos da Champions está a fazer uma boa época?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Benfica 2010 - De A a Z

A, de Atlético de Madrid - O segundo clube da capital de Espanha teve um ano em que se cruzou com o Benfica por várias vezes, demasiadas, se calhar. No defeso conseguiu vender Roberto por um valor inflacionadíssimo, 8,5 milhões de euros, depois surgiram as notícias de O Lado Opaco, em que o presidente do Benfica estaria supostamente ligado a negócios pouco claros com o presidente do Atlético, depois o empréstimo de Salvio que já custou uma parte do passe do argentino e por fim o roubo do "nosso" Elias, que demorou meses a negociar e que em dois minutos assinou pelo Atlético, dizendo na apresentação que era parecido com... Ramires.

B, de Boicote - Face à arbitragem escandalosa de Olegário Benquerença em Guimarães, que prejudicou objectivamente o Benfica, os encarnados declararam um boicote dos seus adeptos aos jogos fora. Não resultou. Os adeptos compareceram em bom número em Faro, Funchal, Aveiro e os números desceram drasticamente na Luz. Má ideia, apesar da intenção.

C, de Campeão - Campeão, campeão, campeão! Finalmente, cinco anos depois, o Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol. Um campeonato memorável em todos os aspectos, exibições de gala, emoção nos momentos decisivos, golos, golos e mais golos, muitos pontos numa época inesquecível.

D, de Di María - Para mim foi o jogasdor decisivo, foi o abre-latas sempre que a equipa precisava. Arrancava pelo corredor esquerdo em velocidade, deixava vários adversários pelo caminho e os seus lances terminavam invariavelmente em golo. Era Di Magia, um jogador único. Acabou por ser vendido ao Real Madrid naquela que é a maior transferência de sempre do futebol português. 2010 foi o seu ano.

E, de Escutas - Foi o ano da publicação de várias escutas importantíssimas no que ao caso Apito Dourado diz respeito. Por três vezes durante o ano, vários vídeos contendo as escutas serviram para exibir ao público um pouco mais da teia nojenta que comanda o futebol português. Fruta, café, chocolatinhos, casa da Madalena, o meu Braguinha e outras expressões estão imortalizadas no léxico do futebol nacional.

F, de Fábio Coentrão - Ano de afirmação para o jovem caxineiro. Praticamente condenado ao insucesso no futebol, destinado a passar ao lado de uma enorme carreira, conseguiu agarrar a oportunidade e hoje é um dos melhores jogadores na posição de defesa esquerdo. Mais de 50 jogos oficiais na época, chamada ao Mundial e distinção pelo reputado jornal francês L'Équipe como o melhor defesa esquerdo do ano fazem de Fábio Coentrão um senhor jogador.

G, de Golos - Não há memória de um ano com tantos golos neste futebol, moderno. Muitos e bons golos marcados pelo Benfica no ano de 2010, muitos deles graças a Óscar Cardozo, o homem-golo do plantel.

H, de Henrique Vieira - O treinador de Basquetebol é uma das figuras do ano ao conseguir conquistar o bicampeonato nacional da modalidade e ao assegurar a presença do Benfica nas provas europeias passados alguns anos. Adversários difícieis como o Ferro, o Tartu Rock e o Lugano Basket foram eliminados. Vitórias com o Lukoil em casa, Porto e Ovarense fora marcam este ano de 2010. Parabéns a Henrique Vieira.

I, de Inventar - Inventar é bom, mas tem os seus risco. O Benfica "inventou" muito desde Junho. Inventou uma abordagem ao mercado de transferências que se revelou negativa, inventou um esquema de jogo que deixou de utilizar de repente, inventou no Dragão e levou cinco, enfim, invenções a mais.

J, de Jorge Jesus - É a figura do ano pela diferenças de mentalidade que conseguiu impôr no Benfica, mentalidade ganhadora, algo que não se via há muito. Veio, viu e venceu, assim é Jesus. Campeão Nacional e vencedor da Taça da Liga no ano de estreia, merece os louros pelas conquistas, mais do que ninguém.

L, de Liga dos Campeões - 2010 foi o ano da pior participação de sempre no Benfica na Liga dos Campeões. Um plantel sem capacidade para melhor que aquilo fruto da inexperiência de muitos e incapacidade física de outros, resultou na tristeza de jogos, exibições e resultados que observámos. Triste regresso à prova maior do futebol europeu.

M, de Marseille - Adversário duríssimo, campeão francês em 2010, derrotado pelo Benfica nos oitavos da Liga Europa numa das melhores exibições internacionais dos encarnados na última vintena de anos. Memorável, tal como vinte anos antes, quando Vata marcou o golo com a mão. Kardec foi o nosso Vata, em 2010. E em Marselha ninguém pode ouvir falar de nós.

N, de Nervos - Foi um ano em que os nervos dos adeptos foram testados até ao máximo: no primeiro semestre devido a algumas exibições como na Figueira da Foz, Coimbra e Porto, com a incerteza do resultado, o nervosismo era grande; no segundo semestre já foi por outros motivos que os adeptos tiveram razões para ficarem enervados.

O, de Opinião - É um delito, infelizmente. Quem não pensa o que um determinado grupo pensa é um abutre, um anti, enfim, uma verborreia de disparates que alguns benfiquistas ainda proferem, talvez por não perceberem que ambas as partes querem o mesmo objectivo mas acham que é melhor alcançá-lo por caminhos diferentes, apenas isto. Depois lá vêm as insinuações torpes, as faltas de respeito de gente que não conhece um dos principais valores deste clube: Democracia.

P, de Pobreza (Jogo Contra) - Um dos momentos marcantes de 2010, o Benfica acolheu o Jogo Contra a Pobreza para ajudar o Haiti. Foram reunidos mais de 500.000 euros numa partida entre estrelas do futebol actual, jogadores do Benfica, antigas glórias do Benfica e alguns famosos não futebolistas. Numa noite memorável, quem ganhou foi mesmo o Haiti e os espectadores que tiveram a oportunidade de assistir a um bonito jogo.

Q, de Quim - Foram seis épocas de águia ao peito de um guarda-redes que, sem ser fenomenal nem ser de grandes e vistosas defesas, cumpriu o seu papel de forma profissional sempre. Quim foi um dos melhores exemplos de profissionalismo que passou pelo Benfica dos últimos anos. O seu low profile nunca cativou os adeptos, mas foi um bom guarda-redes.

R, de Roberto - O guardião espanhol foi a figura do defeso ao protagonizar uma das contratações mais caras de sempre do futebol português, 8,5 milhões de euros gastos num jogador com menos de 30 jogos como profissional, uma aposta bastante arriscada. Começou por dar vários frangos em série, depois estabilizou e conseguiu exibições muito positivas, seguiu-se mais um deslize, voltou aos bons jogos, enfim, foram seis meses de sobe e desce exibicional e psicológico. Esperemos que entre no novo ano com a mesma segurança e confiança com que terminou este.

S, de Sistema - No segundo semestre do ano mostrou-se bem vivo. O sistema está aí e veio para ficar, as exibições do clube que se assume como corrupto são boas mas sem a mãozinha da arbitragem não teriam a folga pontual que têm. A meu ver os objectivos estão bem definidos: ganhar tudo a nível interno sem derrotas. Isso explica as arbitragens na Liga e os sorteios milagrosamente fáceis nas Taças.

T, de Taça da Liga - Conquistada com mestria e classe depois de uma vitória por 1-4 em Alvalade e oir 3-0 em terreno neutro contra o Porto. O Benfica tornou-se assim nu clube que mais vezes conquistou esta prova no seu curto historial.

U, de UEFA Futsal Cup - Memorável percurso dos comandados por André Lima, que após terem conseguido a presença na final four derrotaram os campeões italianos, Luparense, de Vampeta, Baptistella e Humberto na meia-final e o campeão espanhol e melhor equipa europeia, o Interviú, de Jordi Torras, Betão e Schumacher. O Benfica sagrou-se campeão europeu de Futsal.

V, de Vitória - A águia Vitória também foi protagonista em 2010, ao ter ficado em terra depois de algumas divergências entre o seu tratador, Juan Barnabé, e os dirigentes encarnados. Num caso mal gerido e que chegou à praça pública exposto de uma forma que manchou o bom nome do Benfica, o tratador da águia, ao que se sabe, não tem razão, apesar de os métodos utilizados pelos nossos dirigentes terem sido muito pouco correctos.

W, de Weldon - O avançado brasileiro, aposta pessoal de Jorge Jesus, mostrou-se fundamental na conquista do 32º campeonato encarnado, com golos decisivos nomeadamente no final da temporada à Naval e frente à Académica. A sua mobilidade e velocidade constituíram uma ameaça constante às redes adversárias e o camisola "19" teve os seus momentos de glória de águia ao peito.

Y, de Youtube - O site mágico onde estão todas as escutas referentes ao processo Apito Dourado, local proibido para Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares, entre outros. Felizmente ainda há democracia na Internet, a prova disse está naquele belo site de ícone vermelho e branco onde se vê quedas monumentais, miúdos anestesiados depois da ida ao dentista, freaks a pedirem para deixarem Britney Spears em paz e presidentes de clubes de futebol a corromperem árbitros.

Z, de "ZZZZZZZZZZZZZZ" - O Benfica adormeceu no mercado de transferências e deixou-se ultrpassar pelo Porto. Com uma oportunidade única para dar uma machadada no rival, deixá-mo-lo voltar a ganhar ascendente no futebol português.

12 meses, 12 imagens

Janeiro: como clube solidário com Fundação própria, o Benfica acolhe o Jogo Contra a Pobreza juntando na Luz antigas glórias do clube com grandes jogadores da actualidade no dia de aniversário do Rei Eusébio. Resultado? Vitória do Haiti com mais de 55 mil nas bancadas para a festa do futebol, foi o jogo deste género com mais adeptos de sempre, graças ao Sport Lisboa e Benfica.

Fevereiro: goleada em Alvalade nas meias-finais da Taça da Liga. O Sporting desde cedo se viu em desvantagem numérica por agressão de João Pereira a Ramires e o Benfica marcou um, dois, três, quatro golos que selaram a passagem à final da prova, numa tareia futebolística que fica na memória.

Março: o Porto, ferido no orgulho, prometera vingança depois do sucedido em Dezembro de 2010 a contar para o campeonato. Jesus poupa alguns titulares e mesmo assim ganha por 3-0 aos dragões, conquistando a segunda Taça da Liga consecutiva e colocando o Benfica como o clube que mais vezes venceu esta competição.

Abril: feito inédito nas modalidades de pavilhão, o Benfica torna-se a primeira equipa portuguesa a conquistar a UEFA Futsal Cup, o equivalente à Champions League de futebol, ao derrotar no Pavilhão Atlântico a Luparense nas meias-finais e a constelação de estrelas internacionais do Interviú na final. André Lima, Ricardinho, Pedro Costa e companhia estão imortalizados na História do desporto nacional.

Maio: cinco anos depois o Benfica volta a sagrar-se campeão nacional de futebol ao vencer o Rio Ave na Luz por 2-1. Os comandados de Jorge Jesus terminaram assim uma campanha gloriosa iniciada no ano anterior, conquistando 76 pontos em 90 possíveis, a melhor percentagem das últimas duas décadas. Benfica, um justo campeão.

Junho: sete anos depois, o Hóquei em Patins venceu, finalmente, um troféu oficial, a Taça de Portugal. Os nossos jogadores conseguiram um feito incrível numa época em que tudo correu muito mal, desde acusações graves de alguns jogadores até à péssima classificação da equipa no campeonato.

Julho: foi o mês de Roberto. Uma contratação que custou 8,5 milhões quando se fala, inicialmente, em 2 a 4 milhões que começou a desiludir muita gente com frangos atrás de frangos. Felizmente daria a volta por cima. E voltou a dar uns frangos. E voltou a melhorar. Terá a montanha russa acabado? Parece que sim, felizmente.

Agosto: derrotas, derrotas e mais derrotas. Na Supertaça com o Porto num jogo em que se confirmaram as piores expectativas quanto às carências do plantel, para a Liga com a Académica na Luz, com o já tradicional mau arranque de campeonato, e com o Nacional na Madeira. Mau demais para ser verdade.

Setembro: se há algo que marca este mês é a decisão do boicote. Só quem não conhece a mística do Benfica é que poderia pensar que esta medida teria sucesso. Não teve. Os estádios adversários continuaram com as mesmas taxas de ocupação que noutras épocas "normais" e a Luz esteve abaixo dos 30.000 adeptos em três jogos consecutivos. Compreende-se a ideia de querer combater o sistema instalado no futebol português, mas a acção tomada foi um tiro no pé.

Outubro: depois do atribulado início de campeonato, o Benfica consegue estabilizar o rendimento nas provas nacionais e alcança o segundo lugar aquando da recepção e vitória sobre o Braga de Domingos, com o golo de Carlos Martins.

Novembro: filme de terror no Dragão com o Benfica a ser goleado por 5-0 numa das piores noites da história do clube. Não há palavras para descrever o misto de resignação, inferioridade e raiva que aquela derrota causou.

Dezembro: um Benfica sem estofo europeu abandonou a Liga dos Campeões pela porta pequena. jesus tinha afirmado em Maio que queria ganhar a prova, mas esteve a poucos minutos de nem sequer garantir o apuramento para a Liga Europa. Muito mau.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Uma década de... grandes golos

Termina daqui a uns dias mais uma década. Como não há post em que não haja confusão já estou preparado para argumentar sobre a data do fim desta década, se foi a 31 de Dezembro de 2009 ou se será a 31 de Dezembro de 2010. Venham de lá essas teorias.

Mas este será o primeiro de um conjunto de posts que aqui aparecerão até ao dia 31 de Dezembro sobre o resumo de mais uma década de Benfica. Em forma de top-10, o post de hoje é sobre os 10 melhores golos desta década. E eles são...

10 - A força da técnica e a técnica da força, por Karadas - 24 de Outubro de 2004. O recém chegado Azar Karadas era ainda uma incógnita para muitos benfiquistas. A linha que separava o tosco do génio ainda não estava bem traçada, mas este golo deixou os mais cépticos rendidos ao norueguês. Mal saberíamos nós que afinal o nórdico era um semi-barrete.



9 - Apontar, disparar, fogo, de Mantorras - Na viragem da década anterior, o Benfica tinha contratado uma pérola angolana ao Alverca de seu nome Pedro Mantorras. Num jogo em casa frente ao Vitória de Setúbal, Mantorras apontou os três golos da suada vitória encarnada por 3-2 frente aos sadinos, mas um deles permaneceu na memória. O terceiro golo é num livre frontal a cerca de 30 metros da baliza. Mantorras frente à barreira e Marco Tábuas e... pum, um disparo gigantesco com a bola (ainda daquelas pesadas, pré-Fevernova) a sair disparada a uma velocidade estonteante. A bola entra entre a barra e a mão do guarda-redes, um golo memorável.

8 - Nem dez, vinte ou trinta, foram os quarenta metros de Laurent Robert - "Robert baaaaaaaaaaaaaate, gooooooooloooooooo!" Parece que ainda estou a ouvir o relato da Antena1 desse jogo. Livre frontal a mais de 40 metros da baliza de Vítor Baía. Robert enche-se de fé e remata a bola a uma velocidade incrível, com Baía a ficar mal na fotografia apesar dos desvios que esta sofreu no seu trajecto. Era a primeira vitória do Benfica sobre o Porto na Luz em jogos para o campeonato em alguns anos.



7 - O belissimo cappello de Miccoli - Num jogo como tantos outros, num estádio semi-vazio como tantos outros, há sempre um jogador que valia o preço que se paga por um bilhete. E Miccoli era esse jogador, proporcionava momentos de génio. Como este belíssimo chapéu em Leiria. Perfeito, sem espinhas.



6 - Di Letra de Di Maria - Três épocas de Luz, mas só numa delas conseguiu provar toda a sua categoria. Já o disse noutras ocasiões, Di Maria foi o jogador mais importante no 32º campeonato encarnado. Era o abre latas quando as coisas não sucediam como queríamos. E este foi mais um jogo em que exemplificou isso mesmo de que falo. Foi também na Liga Europa que Di Maria brilhou alto ao marcar este golaço. Classe, muita classe que hoje passeia por Madrid.



5 - Simplesmente Rui Costa - Rui Costa é sinónimo de arte. Foi provavelmente o último grande artista da velha guarda, um número dez com características únicas. O seu jogo era classe pura. E este golo é um excelente exemplo dos vários momentos de magia que nos deu ao longo de muitos anos de bom futebol. O golo do jogador que não sabia jogar mal.



4 - Pontapé de moinho rumo aos quartos, por Miccoli - A vitória e a passagem aos quartos estavam garantidos, mas Miccoli, com a classe que o caracterizava, decidiu abrilhantar as coisas ainda um pouco mais. Após passe (que até era um remate) de Beto, o italiano recebe a bola no ar e dispara um pontapé de moínho sem hipóteses de defesa para Reina. Caía o campeão europeu, levantava-se o campeão nacional.



3 - Corre corre, Saviola - Já vi muitos jogadores correrem desalmadamente para no final da jogada... falharem. Mas não daquela vez em que Saviola pegou na bola ainda antes do meio campo e fez aquilo que todos recordamos. Um golo que nem se faz na PlayStation. Que golo!



2 - Para inglês ver... e rever e rever, por Simão - O Liverpool teve oportunidade de contratar Simão Sabrosa no final da época de 2005. Não o fez. Felizmente para nós, diria eu. E infelizmente para os reds da cidade dos Beatles. O destino quis que o Benfica e o campeão europeu se encontrassem nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Depois da vitória por 1-0 na primeira mão, o Benfica deslocou-se a Anfield e escreveu uma página de História que tem tanto de belo como de inacreditável. Derrotou o Liverpool por 0-2, com um golão de Simão Sabrosa. Era o destino.



1 - Grande Petit - Quando em frente à baliza de Landreau, Petit recebeu a bola, todos pensámos para nós mesmos: "chuta Petit, chuta com força!". Era o seu hábito. De frente para a baliza e com algum espaço, Petit disparava em força e para golo. Mas não desta vez. Petit fez um golo do tamanho do estádio e o chapéu ao guarda-redes do PSG foi o golo mais mágico da década.



P.S. O meu agradecimento especial ao Shoky, que ajudou a elaborar este post.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Benfica 2009 - De A a Z

A, de André Lima - Enquanto jogador foi, sem sombra de dúvidas, o melhor atleta português da história da modalidade até à data em que se retirou. Como treinador, posto que começou em 2008, gerou dúvidas entre os benfiquistas, mas em 2009 mostrou o líder de grupo que é ao vencer a Taça de Portugal, o Campeonato e a Supertaça, deixando o Benfica nas meias-finais da UEFA Futsal Cup. Bravo!

B, de Basquetebol - 14 anos depois, tempo demais, o Basquetebol do Benfica voltou a sagrar-se campeão. Os comandados de Henrique Vieira venceram 30 jogos em outros tantos possíveis na fase regular e só cederam 3 derrotas nos playoff, sendo que na final o parcial foi de 4-0 frente à poderosa Ovarense. O Basquete foi a modalidade que mais alegrias deu ao Benfica, este ano.

C, de Carlsberg Cup - A única competição oficial ganha pelo futebol este ano. A prova continua desinteressante, mas uma vitória não deixa de ser uma vitória e o Benfica ganhou aquela final do Algarve marcada pelos muitos erros de Lucílio.

D, de David Luiz - Este menino foi capaz do pior e do melhor: as suas exibições a defesa-esquerdo foram desastrosas e a maioria dos golos que sofremos vieram sempre do seu sector quando actua nessa posição. Como defesa-central esteve próximo da perfeição, duro mas leal, excelente colega de balneário e símbolo da Mística Benfiquista. "Amo o Benfica e amo jogar no Benfica", frase que sintetiza aquilo que sente pelo clube.

E, de Eleições - 2009 foi também ano de eleições no Benfica. Bruno Carvalho foi o primeiro a anunciar a candidatura e rapidamente se demonstrou inapto a desempenhar tais funções. Imaginem o que era passados dez anos ter novamente um Vale e Azevedo no clube? Ele vinha para destruir. O golpe estatutário foi feio, mas acabou por ser um mal menor face ao que poderia ter ocorrido. Vieira venceu, e bem.

F, de Fundação Benfica - Arrancou a Fundação Benfica, uma associação cujo objectivo é ajudar os mais carenciados. Penso que se trata do primeiro clube em Portugal que abraça um projecto desta dimensão. Nós sim, somos "més que un club"!

G, de Guarda-Redes - Passou-se mais um ano e foram novamente ventilados "n" nomes de guarda-redes para a baliza do Benfica. Quim e Moreira mantiveram-se, felizmente, como já disse anteriormente, veio Júlio César, ex-Belenenses e foram ainda noticiados Bruno, Vitor, Toldo, Amelia, Andujar, etc. Continuamos sem um GR de nível mundial, mas os 3 que temos são todos de boa categoria.

H, de Homem Forte - Poderia muito bem ser a alcunha de Rui Costa, que no primeiro ano esteve a ver como se tem de mover no pântano e agora sabe o que é preciso fazer para ser efectivamente o Homem-Forte do futebol do Benfica. Grande trabalho, Rui!

I, de Ideais - Foi um ano difícil para o Benfica, especialmente pelas eleições, pela mudança conturbada no comando técnico do futebol, entre outras situações. Foi um ano para ver quais são os Ideias do Benfica e dos benfiquistas.

J, de Juniores - Finalmente campeão neste escalão de formação. Espero que daqui a alguns anos possamos ouvir falar em David Simão, Leandro Pimenta, Nélson Oliveira, Bakar, Roderick, Mário Rui, Danilo, João Pereira, entre outros na equipa A.

K, de Keirrison - Chegou como grande esperança mas demorou muito tempo a mostrar o seu valor. Aliás, não demonstrou, e não justifica os 100.000 euros mensais que o Benfica lhe paga. Pode vir a ser muito bom jogador, como acredito, mas neste momento é um empecilho.

L, de Lage - Lage, Bruno Lage é um nome desconhecido para muitos, mas quem segue a formação do SLB sabe do valor deste jovem treinador. Foi ele quem levou os iniciados à vitória no campeonato. Espero que seja uma figura da formação benfiquista em poucos anos, ou que chegue a voos mais altos, mas sempre com o Benfica.

M, de Monteiro (Telma) - Campeã europeia e vice-campeã mundial em 2009, algo que certamente apaga a má imagem deixada nos Jogos Olímpicos. Telma Monteiro é das atletas mais competentes do SLB e merece todo o crédito pelo trabalho que desempenha, ainda para mais numa modalidade que vive dias complicados.

N, de No Name Boys - Não gosto das claques, como já disse por várias vezes, mas sei reconhecer perfeitamente quando apoiam o Benfica e ajudam a equipa. Neste aspecto, em 2009, os NN estiveram muito bem. Apesar da má 2ª volta do Benfica no último campeonato, estiveram "Sempre Presentes". Mas as cenas das pedradas não se podem voltar a repetir.

O, de Óscar Cardozo - Finalmente, o Homem-Golo. Nuno Gomes é um grande avançado, mas Cardozo é o ponta-de-lança do golo e 2009 foi o seu ano. Pelas minhas contas, em jogos oficiais, Tacuara facturou por 30 vezes neste ano. É obra!

P, de Pedras - As pedras de Alcochete ficarão para sempre a manchar a final daquela competição. Adeptos do Benfica e do Sporting são ambos culpados, foi uma vergonha, mesmo que qualquer uma das facções tente dizer o contrário ou de que a culpa está associada apenas ao rival.

Q, de Quaresma (Carlos) - O eterno candidato a presidente do Benfica voltou a ser quase... candidato. Incrível o mundo de fantasia em que este senhor vive. Há lunáticos em todo o lado.

R, de Ricardinho - É a estrela maior de todas as modalidades do Benfica. É ele o grande responsável pelas vitórias do Futsal, e há claramente dois Benficas: com e sem Ricardinho. As diferenças são brutais. Com apenas 24 anos, pode vir a ser um dos melhores desportistas de sempre de Portugal e guiar o Benfica e a Selecção a vitórias nunca antes alcançadas. É o Mágico.

S, de Saviola - Foram 5 milhões de euros gastos em Junho pelo Benfica para trazer um dos mais completos e letais finalizadores do futebol mundial. Arredado dos grandes jogos desde há dois anos, após uma passagem pelo Real Madrid, relança agora a sua carreira na Luz. Quem sabe se poderá estar entre os escolhidos por Maradona para representar a Argentina no Mundial da África do Sul?

T, de Trofa - Local maldito onde se deu o início do fim da Era Quique Flores. Aquela derrota ainda hoje inexplicável deitou tudo a perder. A partir da Trofa, foi sempre a descer.

U, de Urretavizcaya - Foi Quique quem o começou a utilizar com maior regularidade no final do campeonato e aí se percebeu que poderia ser uma boa solução. Já Jesus poucas oportunidades lhe deu, mas quando foi chamado a intervir, do clássico com o FC Porto, brilhou, realizando uma enorme exibição. Também foi chamado para defender as cores do Uruguai no Mundial sub-20, tendo apontado pelo menos um golo, se bem me lembro. Gosto muito deste jogador e gostaria de o ver jogar mais vezes em 2010.

V, de Vieira - Escolha óbvia, pois LFV ganhou uma eleições conturbadas, e parece que conseguiu lançar as bases de um projecto vencedor no futebol, à semelhança do que tinha feito em 2003 com a "base de Camacho". Depois de construir aquela equipa em 2003 e de a destruir em 2007, com as saídas de Karagounis, Manuel Fernandes, Simão, Ricardo Rocha, João Pereira, Dos Santos, etc, parece que estamos a assistir ao regresso de uma equipa campeã.

W, de Walter Marques - Enorme benfiquista que nos deixou este ano. Era o presidente do Conselho Fiscal e acumulava um currículo invejável. Paz à sua alma.

X, de Xeque-mate - A derrota na Madeira frente ao Nacional foi uma dura machadada no projecto Quique. O xeque estava feito, e o rei foi derrubado. Começámos logo em Maio um novo jogo.

Y, de Yes Man - Voltaram a aparecer e em força. Um dos problemas do Benfica, o único clube democrático desde a sua fundação, foi sempre a existência de certas figuras que dizem que sim a tudo o que aparece vindo de quem manda. Os mesmos que diziam "sim" a Vale e Azevedo são os mesmo que dizem "sim" a Vieira. São os chamados yes man, cuja postura não se adequa em nada ao Ser Benfiquista. Quando se critica construtivamente o clube, para eles, quem critica está a montar um golpe, é um conjunto de avençados, querem destruir o clube, etc. O Benfica é um clube democrático, mas isso é ainda difícil de compreender para alguns. É pena.

Z, de Zandinga - "Comigo vão jogar o dobro... e se calhar o dobro é pouco!". É obra. E é verdade.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Melhores e Piores de 2009

Aqui fica a minha opinião sobre o que de melhor e pior se passou durante este ano no nosso clube.

Jogador do Ano: Óscar Cardozo
Flop do Ano: Javier Balboa
Jogador Revelação do Ano: Fábio Coentrão
Jovem Jogador do Ano: Roderick Miranda
Contratação do Ano: Ramires
Melhor Jogo do Ano: Benfica 8-1 Vitória FC
Pior Jogo do Ano: Trofense 2-0 Benfica
Golo do Ano: Saviola, no CFB 0-4 SLB (0-1)
Roubo do Ano: FC Porto 1-1 SL Benfica (Pedro Proença)

Modalidade do Ano: Basquetebol
Desportista do Ano: Ricardinho (Futsal)
Treinador do Ano: André Lima (Futsal)

Dirigente do Ano: Rui Costa
Momento do Ano: Desconto de tempo de André Lima, no Jogo 4 da Final
Alegria do Ano: Basquetebol campeão
Tristeza do Ano: Morte de Robert Enke
Acontecimento do Ano: Telma Monteiro, campeã europeia
Caricato do Ano: "Boa tarde a todos os sócios e associados do Benfica", primeira frase de Jorge Jesus à Benfica TV.

Projecto do Ano: Benfica TV

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

12 meses, 12 imagens

Janeiro: Léo diz adeus ao clube numa saída que tem tanto de conturbado como de estranho. Não convenceu Quique e os problemas familiares levaram-no a regressar ao Brasil, pese embora o desejo em continuar na Luz. Foram 3 anos e meio de grande qualidade futebolística, de um jogador 100% profissional. Deixa saudades.

Fevereiro: Num momento crucial da temporada, o Benfica deslocou-se a Alvalade num jogo onde a vitória poderia lançar a equipa rumo ao título. No entanto, perdemos, e perdemos bem, num jogo em que fomos inferiores. Para mim, depois da Trofa, aqui confirmou-se o adeus ao título.

Março: Num jogo quezilento e violento, os leões marcaram primeiro por Pereirinha, mas o Benfica respondeu por Reyes, num penalty mal assinalado e que gerou muita polémica. No desempate por grandes penalidades, Quim foi gigante e defendeu por 3 vezes, dando a Taça da Liga ao Benfica.

Abril: Vanessa Fernandes é uma figura de proa no sector feminino das modalidades do SLB, mas Telma Monteiro não fica atrás. A jovem judoca sagrou-se campeã europeia em Abril, um ano após a desilusão dos Jogos Olimpicos, que se saldou num oitavo lugar. Poucos meses mais tarde seria vice-campeã mundial, após realizar uma prova que teve tanto de difícil como de memorável.

Maio: Foi mês de Reyes. Muito se disse, muito se especulou sobre o futuro do internacional espanhol que pese embora o seu avultado salário (230.000 € por mês) merecia, para muitos benfiquistas, boa parte daquilo que ganhava. Foi o jogador com mais assistências, provavelmente, e na minha opinião, o melhor elemento encarnado na época de 2008/2009. Gostaria que tivesse feito parte do plantel, mas hoje, face ao rendimento de Di Maria e Coentrão, não teria lugar.

Junho: Na derradeira jornada do campeonato nacional de juniores o Benfica só precisava de não perder para se sagrar campeão, mas por intervenção de um grupo de vândalos o jogo não chegou ao fim. Ficaram as imagens de pedradas e a certeza de que ninguém aprendeu com esta situação.

Julho: Depois de um período eleitoral conturbadíssimo, onde Vieira derrubou os estatutos para impedir a preparação de outras candidaturas (nomeadamente a de Veiga...), o presidente foi reeleito impedindo que o clube caísse nas mãos de um grupo de destruidores.

Agosto: Depois de uma pré-época em que foi dado como dispensado por tudo e todos, desde adeptos a jornais, Quim defende quatro grandes penalidades contra o AC Milan na Eusébio Cup, agarrando em definitivo a titularidade. O gesto a mandar calar quem lhe tinha previsto a dispensa foi a imagem do mês.

Setembro: A capa é ridícula, mas a verdade é que a mentalidade de Jesus ficou bem vincada logo em Agosto. Fosse por um, por dois ou por seis, o treinador do Benfica exigia ataque continuo e massacre total, em casa ou fora, independentemente do adversário. Foi uma novidade comparando com o que os antigos treinador exigiam dos jogadores dentro de campo. A meta dos sete golos sofridos no final do campeonato , quase utópica, diga-se, já não vai ser atingida, mas os números do ataque superam praticamente todos os anteriores.


Outubro: O mistério do túnel de Braga daria um bom livre, ou se calhar um bom filme. As cenas foram lamentáveis, incluindo as provocações a Saviola e as agressões a Cardozo, que acabou por ser expulso por Jorge Sousa, antigo elemento dos super-dragões. Belo cozinhado.

Novembro: É inexplicável o que aconteceu. Enke foi sempre, durante a sua carreira, um excelente guarda-redes, um bom profissional e uma óptima pessoa. Esta história do guarda-redes alemão é a prova de que por muito felizes que possamos ser na nossa profissão, a vida pessoal é absolutamente determinante na tomada de decisões. Tenho muita pena de que Enke não tenha voltado a envergar o manto sagrado, como desejava. Um final trágico, que poucos poderiam esperar, mas que alguém, pelo menos os que privavam com o guarda-redes, diariamente, poderiam ter antecipado se tivessem encaminhado o keeper a um psicólogo ou psiquiatra.

Dezembro: Um Benfica muito desfalcado, sem Amorim, Aimar, Coentrão e Di Maria, e com David Luiz, Luisão e Ramires debilitados, foi claramente superior ao Porto, vencendo com inteira justiça o derby, com um golo de Saviola, o homem do mês, que facturou também contra a Olhanense, a Académica e BATE Borisov.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Andebol


O mago Aleksander Donner não viu o seu contrato renovado no campeão nacional da época 2007/2008, pelo que ficou no desemprego após levar o Benfica ao título que escapava há 18 anos. São opções que dificilmente perceberei, apesar do feitio do treinador.

Com uma equipa campeã que se mantinha praticamente intacta e que ganhava um reforço de peso, Nikola Miricki, era de pedir algo mais (o bi-campeonato, obviamente) aos nossos jogadores. Tal não foi possível, e acho que a explicação tem um nome óbvio: Donner.

Na fase regular, o Benfica ficou em segundo lugar, atrás do FCP Vitalis (ou lá o que é) apresentando o melhor ataque do campeonato: 487 golos, sendo que 204 foram da autoria de Carlos Carneiro, o que levou Donner a apelidar a equipa de "Carneirodependente". Bem ou mal, a verdade é que o Benfica assegurava uma boa posição para iniciar os playoff.

E assim que estes começaram, a situação inverteu-se: o Benfica da fase regular que puxava pelo pouco público do pavilhão da Luz, era agora catapultado pelo público que enchia por completo o pavilhão, como nos casos dos jogos contra Sporting e Porto. Foi uma verdadeira onda vermelha de desejo de ver o Benfica novamente campeão. Em casa, o percurso foi "limpinho": duas derrotas impostas a S. Bernardo, Sporting e FCP Vitalis, cada. O Benfica atravessou facilmente os quartos-de-final, precisou da muita ajuda do público e de um inspirado João Feirreirinho para travar o Sporting, e foi impotente para travar o Vitalis que, em casa, até com o pé podia jogar. Não espanta: para quem tinha um guarda-redes que no futebol jogava a bola com as mãos fora da área, por que não ter andebolistas que jogam com os pés? Foi assim mesmo, perdemos 3-2, mas para o ano haverá certamente mais, e melhor.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Hóquei em Patins

Há uns meses prometi fazer uma espécie de revisão sobre a época do nosso clube nas 5 modalidades mais importantes. Hoje, é o dia do Hóquei.

Comandados por Carlos Dantas, o Benfica voltou a não conquistar o título de campeão nacional. Num desporto onde as arbitragens são tão ou ainda mais escandalosas que no futebol, pouco mais se poderia pedir à nossa equipa. Há jogadores de muita qualidade, como Tiago Rafael, Valter Neves, Carlitos, Ricardo Pereira e Ricardo Barreiros, mas frente aos "senhores do apito" com bigode estilo anos 80 é impossível. Tanto que na fase regular não foi possível fazer melhor que o 4º lugar, com a 2ª melhor defesa da prova, e nos playoff fomos eliminados nas meias-finais pelo clube que domina controla a competição. No jogo de atribuição do 3º e 4º lugares, o Benfica superiorizou-se à Oliveirense, vencendo os dois primeiros jogos, numa série á melhor de 3.

Para o ano a renovação está em curso com a entrada do ex-seleccionador português Luís Sénica. Esperemos que com muita qualidade e alguma sorte o Benfica seja campeão.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

12 meses, 12 imagens

Janeiro: O momento que mais me envergonhou durante todo o ano. Podemos perder com o Celta de Vigo por 7-0, com o Olympiakos por 5-1 ou até mesmo com o Gondomar por 0-1, mas o que se passou em Setúbal foi do mais vergonhoso que assisti. Culpas para ambos os jogadores, mas especialmente para Katsouranis, que merecia uma valente reprimenda pelo jogo fraco que estava a realizar.

Fevereiro: No julgamento de Nuremberga, o Benfica acabou por ser absolvido, não sem antes ter sido humilhado pelo 16º classificado do campeonato germânico. Um Benfica medroso não soube segurar o resultado (como é que é possível tendo o Luís Filipe na equipa???), mas com uma enorme sorte acabou por empatar o jogo fruto dos golos de Cardozo e Di Maria.

Março: Ele bem se esforçou. Fez tudo o que podia. Deu tudo o que tinha. Mas não havia mesmo nada a fazer. Quando o próprio treinador admite que os jogadores não têm motivação para jogar com a camisola do Benfica tudo está perdido, e foi por isso que Camacho decidiu sair. Foi em Março que começámos a nova temporada.


Abril: A tão ansiada Manifestação que ameaçava ser um sucesso acabou, tal como a época do Benfica, por ser um flop. Pouca gente, mas felizmente de maneira educada e ordeira, discutiu os problemas do Benfica. Foi melhor o resultado que a intenção, seguramente...


Maio: O meu ídolo deixou de jogar. Foi no Estádio da Luz, local onde Rui Costa viveu os melhores momentos da sua carreira desportiva que o "adeus" se deu. Acredito que muita gente que estava naquela tarde no Estádio estava simplesmente pelo Rui Costa, não pelo Benfica. No final, discursou aos adeptos benfiquistas proferindo uma frase inolvidável: "Acabo no meu Estádio, acabo no meio da minha Gente".

Junho: Liderados pelo treinador brasileiro Beto Aranha e capitaneados pelo actual treinador André Lima, o Sport Lisboa e Benfica sagrou-se bi-campeão nacional de Futsal. Um título mais que merecido, após uma época muito complicada, com o jogo final a ser decidido no prolongamento fruto da inspiração do Expresso Arnaldo.


Julho: Após semanas consecutivas a fazerem capas de jornais com o internacional argentino, A Bola e o Record puderam finalmente dizer que Aimar já era jogador do Benfica. Chegou rotulado de craque (que é), mas hoje ainda não demonstrou que vale os 6,5 M € pagos. Aguarde-mos, para ver.


Agosto: Nélson Évora, atleta do Benfica, conquista a primeira medalha de ouro para Portugal desde Fernanda Ribeiro em Atlanta-96. A sua confiança aliada à sua humildade fizeram a diferença.

Setembro: O Benfica dá um pontapé na alegada crise de confiança ao bater na Luz o rival Sporting por esclarecedores 2-0. Golos de Reyes (golaço) e de Sidnei após cruzamento de Carlos Martins, que festejou o golo como se da conquista do campeonato se tratasse.

Outubro: O Benfica bate na Luz o Nápoles por 2-0, recuperando do 3-2 no San Paolo, garantindo assim lugar na fase de grupos da Taça UEFA. Foi neste jogo que se deu "emissão zero" do canal Benfica TV. Os golos foram apontados por Reyes e Nuno Gomes.

Novembro: O Benfica carimba o "adeus" à Taça UEFA após descalabro na Grécia onde perde com o Olympiacos por 5-1. O golo benfiquista foi apontado por David Luiz.


Dezembro: Arranque em definitivo do primeiro canal sobre um clube em Portugal, a Benfica TV. Com programação variada e que cobre todas as áreas do clube (não só o futebol), parece ser uma grande aposta. No futuro poderemos acompanhar os jogos do Benfica com comentários tão facciosos como os que há na Sporttv sempre que joga o FC Porto.