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domingo, 8 de julho de 2012

O coração tem razões que a razão desconhece

Simão não faz parte dos planos do Besiktas para 2012/2013 e, ao que parece, já terá rescindido contrato com os turcos. Próxima paragem? Ninguém sabe. Dizem os otomanos que quererá regressar a Portugal. Ora, depois de ter entrado em rota de colisão com os de Alvalade e de ter rejeitado os da Invicta, as únicas portas que se podem abrir para o eterno camisola 20 são as da Luz.

E a ideia não me desagrada, bem pelo contrário. Sou favorável ao regresso de Simão Sabrosa. O antigo capitão deixou muitas saudades na Luz pela liderança, pelos golos e pelos grandes momentos de futebol que exibiu nos seis anos de águia ao peito. Quem não se lembra daquele golo épico contra o Sporting, na Luz, no famoso 3-3 da Taça de Portugal? Ou do penalty do Bessa que nos permitiu festejar 11 anos depois? Ou do livre em Old Trafford? Ou do golo que a foto acima mostra? Foram muitos momentos gloriosos vividos pelo nosso antigo capitão, e acredito que alguns poderiam ser reeditados.

É certo que aos 32 anos Simão já não tem a mesma capacidade de explosão com que deixou a Luz. Mas desenganem-se os que acham que está "acabado". O futebol não é só correrias patetas para a frente. Só em Portugal é que um atleta de 32 anos é dado como morto para a prática de futebol. Uma idiotice. E no caso específico de Simão, mais incompreensível se torna. Um atleta com a sua vontade, a sua garra e o seu benfiquismo não viraria a cara à luta com a nossa camisola. Estou certo de que Simão seria um acréscimo de sabedoria, liderança e, sobretudo, qualidade ao plantel e onze benfiquista. Basta ambas as partes quererem e o negócio dar-se-á facilmente. Por mim, é mais do que hora para o regresso. E a camisola 20 até poderá vagar brevemente.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Preparar 2012/2013 - Médios esquerdos (contratações)

Simão - "Não voltes a um lugar onde já foste feliz". É uma das frases mais ouvidas e lidas no futebol. No entanto, são muitas as personalidades que contornaram esta citação com sucesso. Eriksson foi feliz numa segunda passagem pelo Benfica, Toni deu-nos o campeonato de 1994, Humberto ainda ganhou 3 campeonatos em 6, Mozer idem, e porque não poderia acontecer o mesmo com Simão? O Benfica precisa de um líder experiente dentro do campo, de alguém que conheça a Mística do clube. Simão já nos levou ao colo rumo a um campeonato e poderia, a caminho dos 33 anos, ser a voz de comando que às vezes parece faltar. Pode não conservar as mesmas capacidades físicas, mas não duvido que tenha pés, cabeça e voz para dar ao Benfica aquilo que queremos. Seria a minha primeira escolha.

Ninis - Um pequeno génio. Sotiris Ninis é um jovem grego de 22 anos, 173 cm, de quem a Europa se esqueceu e deixou fugir para o Parma, a custo zero. Com capacidade para jogar em qualquer parte do meio-campo ofensivo, da direita à esquerda, impressiona pela capacidade de controlo da bola e pela compreensão do jogo em sua volta. Finta bem, é rápido, remata colocado e está constantemente bem posicionado. Será uma estrela da selecção grega a breve prazo e quem sabe se se tornará num dos maiores talentos da sua geração no futebol mundial.

Capel - Não devemos olhar para o clube ao qual estamos a contratar um jogador, apenas devemos focar atenções na qualidade do atleta. E Diego Capel, pela sua capacidade de carrilero, conseguiria suprir uma das principais necessidades do Benfica actual, a incapacidade de levar jogo pelos flancos, que invariavelmente conduz ao afunilamento das acções ofensivas. Se forem verdadeiras as mais recentes notícias, que indicam que o Sporting estaria disponível para negociar o jogador a partir dos 3,5 milhões de euros, não há razão nenhuma para o Benfica não avançar.

Melgarejo - deu nas vistas no Paços de Ferreira naquela que foi a sua época de estreia na Europa. Surpreendeu praticamente toda a gente ao apontar muitos golos que permitiram aos castores alcançar a manutenção no principal escalão do futebol nacional. Impressiona pela sua velocidade (lembram-se de o ver passar facilmente pelo Maxi?) e pela quantidade de golos que marca (só na Liga foram 10!). É um jogador a ter em atenção, e os 22 anos que terá quando a época começar justificavam a presença na equipa principal.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Uma década de... grandes golos

Termina daqui a uns dias mais uma década. Como não há post em que não haja confusão já estou preparado para argumentar sobre a data do fim desta década, se foi a 31 de Dezembro de 2009 ou se será a 31 de Dezembro de 2010. Venham de lá essas teorias.

Mas este será o primeiro de um conjunto de posts que aqui aparecerão até ao dia 31 de Dezembro sobre o resumo de mais uma década de Benfica. Em forma de top-10, o post de hoje é sobre os 10 melhores golos desta década. E eles são...

10 - A força da técnica e a técnica da força, por Karadas - 24 de Outubro de 2004. O recém chegado Azar Karadas era ainda uma incógnita para muitos benfiquistas. A linha que separava o tosco do génio ainda não estava bem traçada, mas este golo deixou os mais cépticos rendidos ao norueguês. Mal saberíamos nós que afinal o nórdico era um semi-barrete.



9 - Apontar, disparar, fogo, de Mantorras - Na viragem da década anterior, o Benfica tinha contratado uma pérola angolana ao Alverca de seu nome Pedro Mantorras. Num jogo em casa frente ao Vitória de Setúbal, Mantorras apontou os três golos da suada vitória encarnada por 3-2 frente aos sadinos, mas um deles permaneceu na memória. O terceiro golo é num livre frontal a cerca de 30 metros da baliza. Mantorras frente à barreira e Marco Tábuas e... pum, um disparo gigantesco com a bola (ainda daquelas pesadas, pré-Fevernova) a sair disparada a uma velocidade estonteante. A bola entra entre a barra e a mão do guarda-redes, um golo memorável.

8 - Nem dez, vinte ou trinta, foram os quarenta metros de Laurent Robert - "Robert baaaaaaaaaaaaaate, gooooooooloooooooo!" Parece que ainda estou a ouvir o relato da Antena1 desse jogo. Livre frontal a mais de 40 metros da baliza de Vítor Baía. Robert enche-se de fé e remata a bola a uma velocidade incrível, com Baía a ficar mal na fotografia apesar dos desvios que esta sofreu no seu trajecto. Era a primeira vitória do Benfica sobre o Porto na Luz em jogos para o campeonato em alguns anos.



7 - O belissimo cappello de Miccoli - Num jogo como tantos outros, num estádio semi-vazio como tantos outros, há sempre um jogador que valia o preço que se paga por um bilhete. E Miccoli era esse jogador, proporcionava momentos de génio. Como este belíssimo chapéu em Leiria. Perfeito, sem espinhas.



6 - Di Letra de Di Maria - Três épocas de Luz, mas só numa delas conseguiu provar toda a sua categoria. Já o disse noutras ocasiões, Di Maria foi o jogador mais importante no 32º campeonato encarnado. Era o abre latas quando as coisas não sucediam como queríamos. E este foi mais um jogo em que exemplificou isso mesmo de que falo. Foi também na Liga Europa que Di Maria brilhou alto ao marcar este golaço. Classe, muita classe que hoje passeia por Madrid.



5 - Simplesmente Rui Costa - Rui Costa é sinónimo de arte. Foi provavelmente o último grande artista da velha guarda, um número dez com características únicas. O seu jogo era classe pura. E este golo é um excelente exemplo dos vários momentos de magia que nos deu ao longo de muitos anos de bom futebol. O golo do jogador que não sabia jogar mal.



4 - Pontapé de moinho rumo aos quartos, por Miccoli - A vitória e a passagem aos quartos estavam garantidos, mas Miccoli, com a classe que o caracterizava, decidiu abrilhantar as coisas ainda um pouco mais. Após passe (que até era um remate) de Beto, o italiano recebe a bola no ar e dispara um pontapé de moínho sem hipóteses de defesa para Reina. Caía o campeão europeu, levantava-se o campeão nacional.



3 - Corre corre, Saviola - Já vi muitos jogadores correrem desalmadamente para no final da jogada... falharem. Mas não daquela vez em que Saviola pegou na bola ainda antes do meio campo e fez aquilo que todos recordamos. Um golo que nem se faz na PlayStation. Que golo!



2 - Para inglês ver... e rever e rever, por Simão - O Liverpool teve oportunidade de contratar Simão Sabrosa no final da época de 2005. Não o fez. Felizmente para nós, diria eu. E infelizmente para os reds da cidade dos Beatles. O destino quis que o Benfica e o campeão europeu se encontrassem nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Depois da vitória por 1-0 na primeira mão, o Benfica deslocou-se a Anfield e escreveu uma página de História que tem tanto de belo como de inacreditável. Derrotou o Liverpool por 0-2, com um golão de Simão Sabrosa. Era o destino.



1 - Grande Petit - Quando em frente à baliza de Landreau, Petit recebeu a bola, todos pensámos para nós mesmos: "chuta Petit, chuta com força!". Era o seu hábito. De frente para a baliza e com algum espaço, Petit disparava em força e para golo. Mas não desta vez. Petit fez um golo do tamanho do estádio e o chapéu ao guarda-redes do PSG foi o golo mais mágico da década.



P.S. O meu agradecimento especial ao Shoky, que ajudou a elaborar este post.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Faltam 20 dias

Dentro de 20 dias Simão pode negociar contrato com quem quiser.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma imagem vale mais que mil palavras #3

Em semana de derby, eis mais uma fotografia de um de tantos Benfica x Sporting, este no final da década de 90. De vermelho, João Vieira Pinto, símbolo maior de um Benfica decadente financeiramente e também no plano futebolístico, o Menino de Ouro era dos poucos motivos de orgulho para os adeptos encarnados. De verde, Simão Sabrosa, a nova esperança da formação leonina, que tantos frutos dava mas com pouco proveito, como mostram os 18 anos de seca vividos em Alvalade. A vida dá muitas voltas, e, por incrível que pareça, poucos anos depois, estes grandes jogadores voltaram a defrontar-se, desta vez com Simão de encarnado e João Pinto de verde.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Simão é que não é parvo

Simão Sabrosa anunciou a sua renúncia à selecção nacional de futebol, esse faroeste futebolístico comandado por um trio de patetas, o bêbedo Madaíl, o incompetente Queiroz e o homem que juntamente com Vasco da Gama descobriu a Índia, Amândio Carvalho, ele que está na federação há largas dezenas de anos, resistiu a todos os escândalos vergonhosos desde os anos 80 e que, para quem não sabe, foi o principal apoiante da vinda de Queiroz, de quem agora se quer desfazer da maneira que todos sabemos. Patético.

Onde se enquadra Simão neste circo de vaidades, incompetentes e jogadores não portugueses a representar a selecção de quase todos nós e mais uns quantos? Em lado nenhum. Enquadrava-se bem era no lado esquerdo do meio-campo do Benfica, mas isso é outra conversa. Por isso, fez muito bem em sair, emitindo um comunicado que, no entanto, não deixa de ser caricato mas bem demonstrativo do péssimo ambiente que se deve viver na selecção. Alegou o ex-capitão encarnado que sai da selecção por "motivos de ordem pessoal", que é como quem diz, "Ronaldo, Queiroz e restantes patetas". Esteve bem. E o lambe-botismo de todos os que queriam ve-lo pelas costas é delicioso. Ai Portugal, Portugal...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Queiroz, a Selecção e o Futuro

Este é longo, desculpem lá.

Cumpriu-se o esperado, sendo ou não o desejado, era o que se previa: Portugal foi eliminado nos oitavos-de-final do Mundial pela fúria espanhola. À partida para a África do Sul, o esperado era ficar atrás do Brasil na fase de grupos e cruzar com a Espanha nos oitavos, derivado de nuestros hermanos ficarem em primeiro no seu acessível grupo. E foi exactamente isto que se passou. Com toda a naturalidade, Portugal foi eliminado por uma equipa superior em todos os aspectos.

Posto isto, o que fazer com Queiroz? Bom, a parte mais interessante seria, para começar, saber o que passou na cabeça de Madaíl para assinar um contrato não de dois mas de quatro anos com o professor. Provavelmente passou etanol em doses industriais, mas isso é o habitual. Mas visto que o treinador tem ainda mais dois anos de contrato e recebe bem mais que o seu antecessor, despedi-lo custaria muito dinheiro, demasiado dinheiro. Por isso terá de se manter na estrutura federativa, por muito que nos custe. E até concordo. Mas não como treinador.

O mais interessante é que Queiroz, aos meus olhos e aos de boa parte dos espectadores, não sai deste semi-desastre como maior culpado. Aliás, eu diria mesmo que a sorte do seleccionador foi ter tido um grupo difícil e um cruzamento nos oitavos ainda pior, pois caso contrário, Portugal seria muito provavelmente eliminado por uma equipa mais fraca (Paraguai, Uruguai, Japão, Eslováquia) e aí Queiroz não sobreviveria.

No entanto não se pense que estou aqui a defender Queiroz, pelo contrário. Na verdade, Queiroz é em boa parte responsável pelas atitudes miseráveis e canalhas dos seus atletas, nomeadamente Ronaldo, Deco e provavelmente Nani. Eu diria mesmo que "o Carlos" é o único homem que consegue passar os sete pecados mortais a dez. No seu caso, foram os seguintes (do geral para o particular):

1 - Naturalizações: muitos portugueses sentem-se identificados com a selecção porque (imaginem...) é composta apenas por jogadores portugueses. Surpresa, não é? O infeliz processo iniciado por Scolari foi amplificado por Queiroz quando naturalizou Liedson e tentou numa viagem a Manchester naturalizar os irmãos gémeos Rafael e Fábio, ambos atletas do United. E ainda se falou no guarda-redes Bruno, o tal que supostamente assassinou a namorada e que já esteve, segundo os jornais, na mira do Benfica. Podem dizer: "Ah, mas Scolari também naturalizou, aliás, foi ele que começou". É certo, têm toda a razão, mas Queiroz é português, Scolari é brasileiro, e "o Carlos" é considerado o "pai" da Geração de Ouro do futebol nacional, é quem lançou essas bases. Ora, se o homem que gera talentos está mais interessado em naturalizar estrangeiros, o que pensarão os jovens atletas nacionais?

2 - Descontrolo Emocional: insultou e ameaçou o jornalista do MaisFutebol, Luís Sobral (ok, mas bater nesse senhor também me apetece, sinceramente), e envolveu-se numa cena de pancadaria com o jornalista e comentador desportivo Jorge Baptista no aeroporto. Queiroz tem revelado uma incapacidade gritante de lidar com a crítica, algo que é surpreendente para um homem tão viajado, tão experiente e que já esteve em locais com uma imprensa muitíssimo mais agressiva, como a inglesa ou espanhola. Não pode ser.

3 - Convocatórias: polémicas desde o primeiro dia. Agradar é todos é difícil, mesmo impossível, mas Queiroz conseguiu desagradar a quase todos em todas as alturas. Convocou Beto quando passou a suplente de Hélton depois de, quando representava muito bem o Leixões, ter sido ostracizado; escolheu Daniel Fernandes, Rolando e Ricardo Costa para irem ao Mundial, jogadores sem qualidade absolutamente nenhuma nem para o actual Sporting; ainda conseguiu convocar craques como Eliseu, Orlando Sá, Edinho entre tantos outros. E agora até me lembrei da não-convocação/afinal parece que há convocação de Manuel Fernandes.

4 - Falta de Liderança no Banco: Querioz não é respeitado essencialmente porque não se dá ao respeito. Não vemos um líder, algo que considero muito importante numa selecção. As equipas nacionais, mais que táctica, apelam à inspiração e ao querer, daí exigir-se um líder natural no banco.

5 - Falta de Liderança em Campo: Habituámo-nos a ver Fernando Couto e depois Luís Figo como capitães de equipa, verdadeiros líderes dentro de campo. E havia ainda um conjunto de jogadores consagrados e respeitados como Baía, Rui Costa, Nuno Gomes, Jorge Andrade, ou mesmo Pauleta. Hoje, retirando Ricardo Carvalho, não vejo ninguém com perfil para liderar a selecção. Por ventura nem o próprio Ricardo Carvalho terá esse perfil, pois o seu low-profile não parece conseguir lidar com todos os egos que estão naquele grupo. Muito sinceramente, eu nem sou grande admirador de alguns dos jogadores supracitados, mas devo reconhecer que dentro do campo eram respeitados pelos colegas e temidos pelos adversários. Hoje não há nada disso, e em boa parte porque Queiroz resolveu afastar um líder de balneário, respeitado pelos colegas da selecção. Quem é? Está por demais evidente.

6 - Indisciplina: Como se o que mencionei no ponto anterior não bastasse, Queiroz nomeou como capitão o rei da indisciplina. Não duvido que Ronaldo seja um miúdo sonhador que gosta de ganhar e tem esse como o maior objectivo, mas se ainda não adquiriu maturidade intelectual aos 24 anos, também não a adquirirá mais tarde. O descontrolo emocional que evidencia dentro do campo, a vida boémia e de luxo, ostentação e despudor intelectual que evidencia fora dele não são compatíveis com o cargo de capitão de uma nação. Pelo menos de uma nação decente. E ainda gostava de me explicassem por que é que o treinador é "mister" para uns e "Carlos" para outros. E a juntar ao caso de Ronaldo há o de Deco, jogador toda a vida pouco mais que mediano e que foi alvo de um empolamento brutal por parte da imprensa, que teve declarações nojentas para com o país que representa, país esse que teve a infelicidade de o acolher e que ouviu da sua boca palavras que evidenciam um "'tou-me cagando" à Vilarinho para com a pátria da qual agora é cidadão. E ainda há Nani, cujo caso é... um caso. Um tabu. Alguma coisa se passou, o quê... não sabemos. Mas nas entrelinhas percebe-se que a clavícula deve estar a 100%, como sempre esteve.

7 - Mudança de Estilo: Sempre me ensinaram para me manter fiel aos meus princípios. A Queiroz não, pelos vistos. A sua atitude mudou radicalmente ao longos destes dois anos, com aquela cena final tão mal ensaiada e tão artificial de, qual estrela de cinema, qual boxeur profissional rasca, de atirar o blazer ao chão como forma de expressão da sua raiva contra uma decisão do árbitro. Ah mauzão!

8 - Bodes Expiatórios: Encontrou-os, ou melhor, criou-os. Escolheu um culpado em particular depois daquela memorável derrota com o Brasil: nada mais nada menos que Quim, o guarda-redes. Normal, vindo de quem vem, incapaz de admitir os erros, arranja-se sempre uma desculpa. E as últimas declarações sobre a grande falta que Varela e Micael fizeram na África do Sul são, no mínimo, ridículas.

9 - Substituições: Esta é uma desculpa para os mais nostálgicos. Quem não se lembra da mítica troca de Paulo Torres por Pacheco que valeu um título ao Benfica, com 3 golos na segunda parte todos com preciosa ajuda de Vítor Paneira que fez o que quis daquele deserto corredor esquerdo defensivo leonino (sendo que num dos lances há uma fífia monumental de Paulo Sousa, ah, o doce sabor da vingança!)? É a vida. E no Porugal x Espanha, Queiroz voltou a demonstrar todo o seu know how ao retirar Hugo Almeida, que por sinal estava a ser dos melhores portugueses em campo, para colocar Danny e libertar a defesa espanhola para que pudesse e conseguisse jogar à vontade, não tendo o homem que mais dores de cabeça estava a dar a Puyol e Pique. Depois do golo, eis que arrisca tudo ao retirar Pepe e Simão para colocar Pedro Mendes e Liedson. Uau! Que coragem, que garra, que vontade de vencer!

10 - Incompetência: Tanto para escrever neste ponto...

Posto isto, que selecção para o futuro, com quem contar? Parece-me óbvio que "a porcaria tem de ser varrida da federação", a começar por um tal de Madaíl. A presunção, a incompetência, falando mal e porcamente "a mama" e "o tacho" que tem na FPF têm de acabar. Queiroz foi mais que desrespeitado pelos jogadores e nem uma palavra se ouviu da boca do presidente, absolutamente zero. Carlos Queiroz... tem um ordenado principesco mas não é no banco que deve ficar. Nem como presidente o concebo, especialmente por defender abertamente a naturalização. A ficar deveria ser num cargo qualquer como coordenador do futebol jovem, ou algo parecido. Continuar como treinador seria arriscar uma "Domenechização" da selecção nacional, arriscar um neo-Saltillo em 2012, se lá chegarmos.

No futuro, um seleccionador novo, português obviamente. Quem? Com Manuel José e Humberto Coelho ostracizados, com Paulo Bento num período fetal enquanto treinador e sem idade suficiente para lidar com estas vedetas todas, com Fernando Santos pela Grécia, com Jesus no Benfica, só vejo um nome: Manuel Cajuda. Português, experiente, com provas dadas a nível interno sobretudo o trabalho realizado em ambos os "grandes do Minho", seria o grande desafio da sua carreira. Mais que um teórico, é um treinador de campo, como recentemente fez questão de referir, motivador, com capacidade para levar esta selecção a voos mais altos. Pelo menos mais altos que os de Queiroz. E além do treinador, é preciso criar uma identidade na selecção, dar-lhe uma cara nova. Essencialmente, dar-lhe uma liderança. E a braçadeira passará naturalmente pelo braço de jogadores como Ricardo Carvalho, Simão ou Eduardo. Não gostam? Aguentem. Não querem? Porta da rua é serventia da casa. Quem está mal deve sair, sem olhar a nomes, e às vezes as surpresas acontecem: o Brasil foi campeão em 2002 sem Romário, a Grécia venceu em 2004 com o criativo Tsartas e meio-gás, a Itália ganhou depois da saída de Maldini e mesmo com a ausência de Vieri, a Espanha venceu sem Raúl e a Alemanha ganhará (?!) em 2010 sem Ballack. A vida é assim.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

De que é que estão à espera para o irem buscar #7

Já está na hora do regresso, não? Foi há três anos que Simão saiu do Benfica rumo à capital espanhola, Madrid, para jogar não no grande Real mas no rival decadente que vive do parasitismo dos merengues, o Atlético, um clube que tem características de Belenenses e Sporting ao mesmo tempo.

Em apenas três anos, Simão tornou-se ídolo da aficción colchonera, vice-capitão de equipa e conquistou tantos troféus quantos os que o Atlético conquistara nos últimos 14 anos: um e só um, nada mais. O Atlético não luta pelo título, vai à Liga Europa, dificilmente voltará à Champions, nem sequer é o maior clube da sua cidade. Que ambições tem este clube? Que ambições têm os jogadores deste clube? Nada, ou quase nada. Por isso, Simão, o que estás aí a fazer?

Em três anos recheou a carteira e pouco mais. Parece ter perdido a titularidade na selecção, inclusive. E foi atingido pela mediania que se pega a qualquer jogador quando treinado por Quique Flores. Mas estou confiante que com Jesus volta aquele velho Simão que todos nos lembramos na Luz: rápido, líder, goleador, decisivo. O capitão que levava a equipa às costas, o do golo em Manchester, o do golo em Liverpool, o que carregou o Benfica 2004/2005, esse Simão. A saída de Di Maria abre as portas à sua entrada. Se vier por menos de seis milhões e meio, penso que poderá ser um excelente negócio, especialmente por um jogador que tanto nos deu e que sempre mostrou desejo em regressar. Por isso, de que é que estão à espera para o irem buscar?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Olha quem é ele!

Aproveita e diz ao Simão qual é o lugar dele. E em Janeiro podes pegar nos mesmos 4 milhões que deste pelo Balboa para devolveres ao Benfica. Boa sorte, Quique!

domingo, 11 de outubro de 2009

Quem tem Simão Sabrosa...

10 anos e 1 dia depois, no mesmo local, a Luz, com o mesmo adversário, a Hungria, e em circunstâncias extremamente semelhantes, o mesmo resultado, 3-0. Num jogo marcado pela lesão de Cristiano Ronaldo, a selecção teve de mostrar que há vida para além do jogador do Real Madrid. E efectivamente há. Queiroz surpreendeu e colocou de início Pedro Mendes, ostracizado, sem motivo algum, por longos anos, da selecção, e o médio do Glasgow Rangers foi talvez das notas mais positivas, a par do ex-capitão do Benfica, de Bosingwa e do levezinho. Nota muito negativa para Duda, o pior, Meireles, desconcentrado e sem perceber o jogo, Nani, que insiste em não evoluir e Deco, bluff autêntico, passes falhados em catadupa, lances mal conduzidos, displicência, enfim, um desastre.

A África do Sul continua distante. Sim, é verdade que os playoff estão muito perto, mas os adversários não são nada fáceis. Basta pensar que nos últimos jogos realizados durante as fases de qualificação, com equipas do mesmo nível ou até mesmo mais fracas, mas candidatas ao apuramento, Portugal nunca ganhou: Sérvia, Polóna, Finlândia, Suécia e Dinamarca. Quarta-feira saberemos se, e com quem lote de adversários poderemos jogar. O que é certo é que Queiroz já tapou a cova que ele mesmo e nós todos começamos a abrir. Saberemos se é uma questão de tempo...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

DÁ-LHES SIMÃO!

Capitão por um dia, capitão para sempre. Mostra hoje, no Dragão, que continuas a jogar com o mesmo espírito que tinhas no Benfica.

E ainda, no jornal espanhol As:

Coitados dos malteses...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bidone d'oro


Tantas foram as vezes que se falou aqui em Portugal de quem seria o melhor: Simão Sabrosa ou Ricardo Quaresma. Acho incontestável a superioridade do ex-e-espero-que-futuro-capitão do Benfica não só por ter sido jogador do nosso clube mas também por ser, dentro de campo, um jogador que aproveita as suas qualidades técnicas para as pôr ao serviço da equipa, inteligente, e goleador. O outro, o cigano, nem sequer é tão tecnicista como Simão. Faz bons malabarismos com a bola, mas ser tecnicista envolve ter outros atributos. Quais? Técnica de remate, por exemplo. Ou técnica de passe. Porque "técnica" não é somente fazer trivelas ou fintar adversários. Por alguma razão um é ridicularizado pela imprensa de um campeonato em decadência e o outro é uma das estrelas maiores do melhor campeonato do Mundo.

Mas voltando ao assunto, dou os meus sinceros parabéns a Quaresma, vencedor do Bidone d'Oro, prémio que é atribuído ao maior flop da Serie A italiana.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O que me vem à Memória #1

Ponto Prévio: Antes de mais, gostava de me penitenciar pelo pouquissimo que tenho contribuído para a evolução deste blog...tenho postado pouquissimo nos ultimos meses, e não me merecem isso os meus colegas de blog, os benfiquistas que o visitam e muito menos, quem me convidou para o Eterno Benfica, convite esse, que aceitei com muita honra.
Por isso, estou apostado em voltar a deixar as minhas postas, com mais frequência. Espero que não deslustre do belissimo trabalho que os meus colegas têm efectuado.

Quanto ao tema do Post...decidi abrir aqui uma rúbrica, chamado "O que me vem à memória".
O que trata esta rúbrica? Nada mais simples...Proponho-me a, em vésperas de desafios do Benfica, deixar aqui o meu pensamento...o que me vem à cabeça sobre esse mesmo jogo. Pode ser um jogo de anos anteriores, 1 protagonista de um desses jogos, um episódio caricato, ou uma história pessoal. Haverá para todos os gostos!



Para o 1º "O que me vem à Memória", não restam dúvidas que o meu primeiro pensamento, quando se falou nestes ultimos dias de Benfica - Setubal, foi: Benfica 4-0 Setubal (Época 2004/2005)
Porquê? Simples...

Ponto I: Em 2004/2005, fomos campeões...este ano vamos ser campeões.
Ponto II: Em 2004/2005, o Couceiro era um nabo emproado, prestes a levar na boca do Maior...este ano está na Lituânia.
Ponto III: Em 2004/2005, vinhamos de uma derrota copiosa na Taça UEFA, em casa do Estugarda, por 0-3 (daí a foto de cima)...fomos massacrados pelos pasquins, desacreditados como equipa e gozados pelos rivais. Este ano verificou-se idêntico cenário.
Ponto IV: Em 2004/2005 vencemos confortavelmente, e consta que se engoliu muito sapo entre Betos e Corruptos. Este ano, vamos ter ShowUAZO (fica o palpite).
Ponto V: Em 2004/2005 acabamos a jornada em 1º. Este ano temos a hipótese de passar para 1º.
Ponto VI: Que puto de golo fez Simão a fechar o jogo...Quem não se lembra? Saudade do 20...ainda hoje fez um golão pelo Atléti!


Quanto ao jogo de hoje, que os nossos bravos que entrarem em campo não se esqueçam, que com eles está uma Nação Encarnada inteira pronta a apoiá-los se as coisas não correram dentro dos conformes...para os ajudar a conseguir os tão desejados 3 pontos!
Força Rapazes!






PS: É de mim ou o Paulo Bento está feito um otário do pior?
Já não há paciência para tanta mimalhice...alguém lhe dê lá o raio da bicicleta!

sábado, 18 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Videoteca #4 - O Perfume de José António Camacho


Nada melhor, para regresso do bom futebol (leia-se um treinador a sério) ao Estádio da Luz, termos o regresso também da nossa videoteca.
E logo com um video que diz muito a todos os benfiquistas, o video do regresso às vitórias, e logo frente ao Porto de Mourinho!

Estavamos em pleno auge do (A)pito Dourado, e o Porto tinha uma excelente equipa, para além dos favorecimentos às escuras. Sagrar-se-ia mesmo campeão da europa dias depois.
Mas não se pense que Mourinho negligenciou este jogo, ou não fosse contra o ódio de estimação de tudo o que é portista.

O Benfica para atingir esta final eliminou nos 1/4 de Final o Nacional da Madeira, na Luz, depois de um jogo dramático, onde estivemos em desvantagem o tempo todo, após um golo madrugador de Serginho Baiano. Mas golos de Tiago e Sokota sobre o fim (como me lembro de exultar ouvindo os golos pela rádio), com a benção de Argel, coloram-nos nas meias-finais, onde também na Catedral, o Belenenses foi despachado por 3-1.

Na Grande Final, o Benfica começou bem, atirou ao ferro por Nuno Gomes, mas Derlei sobre o intervalo colocou o resultado em 0-1. Fyssas num golaço, numa jogada colectiva ao melhor estilo de JAC, empata.
Já no prolongamente, Simão de cabeça dá a 24ªTaça de Portugal ao Benfica.
Merecido...Para Camacho e para os seus pupilos, que puderam assim oferecer a vitória a Miki Fehér, que também contribuiu para este sucesso... E o Jamor foi abaixo!

Bem, disfrutem do video!
E já agora do regresso do nosso Espanhol! :)


PS; Um sincero agradecimento aos 2 Enormes produtores de videos de alto gabarito que são o Bakero e o Em., do "Memória Gloriosa" por esta preciosidade!

domingo, 29 de julho de 2007

Até já

Quando, no passado domingo, parti para um curto período de férias, já levava na consciência uma eventual e extremamente provável saída do Simão. Era inevitável. O jogador queria sair, e depois de tantos anos de contenção e dedicação, estava no seu direito. Não o disse na crónica, mas notei que jogou sem alma contra o Cluj, como que contrariado, sem vontade. Vieira fez o que era possível: garantiu, para além dos 20 milhões, dois jogadores do clube madrileno ou, em contrapartida, mais 7 milhões de euros. O Simão esteve para sair por 20, no ano passado, e não me parece que num ano sem competições internacionais de grande relvância, em que o Benfica não venceu nada nem sequer brilhou na Europa, o desejo de o contratar tenha aumentado tanto que o valor exigido possa subir 5 milhões. Por isso, e porque 20 milhões de euros também é muito dinheiro, está-se bem.

Ontem, enquanto passava os olhos pela minha pasta com mais de uma centena de fotos do Simão, que fui recolhendo durante estes 6 anos de vínculo, antes de a passar para a pasta de ex-jogadores, não evitei emocionar-me ao recordar - para além da extensa panóplia de diferentes penteados - os grandes momentos de alegria que ele me fez passar. Foi o maior símbolo do Benfica na última década. A estrela que mais cintilou desde a saída de João Vieira Pinto, era eu um miúdo de 7 ou 8 anos, e chorava em frente à tv. O Benfica sofre um tremendo rasgão na sua ligação com os adeptos. Simão Sabrosa soube emendar-se - pudera! - quando se deparou com a grandeza do Benfica. A equipa perde carisma, perde força, alma e espírito de liderança de um capitão que irá deixar saudades.

Se no campo emocional as perdas são incalculáveis, no plano desportivo parecem-me, a mim, ao contrário do que a maioria dos benfiquistas dá a entender pensar, mais facéis de suplantar. Sou um crítico do treinador que previlegia o sistema e encaixa nele os jogadores, em vez de criar um sistema que se coadune com as características dos elementos do plantel. Fernando Santos é um deles. Simão, como fabuloso jogador que é, também deu nas vistas a 10, mas nunca foi a mesma coisa. Eu gostava tanto, mas muito mais, de o ver a jogar a extremo, logo agora que parece que achamos um goleador, um homem de área. Mas, tendo em conta que isso é impossível, a sua preponderância diminui um pouco, e a sua saída será menos sentida se for contratado um 10 de qualidade para o seu posto.

Se Rui Costa já está velho de mais para evitar recuar no terreno para recolher e distribuir jogo, e Nuno Assis não me parece muito talhado para a função, ficamos, como já tinha referido há uma semana atrás, com uma lacuna. Di María pode fazer a posição, mas dará prioridade ao posto de interior esquerdo. Adu, que vem a caminho, creio ser um homem com mais propensão para jogar a segundo avançado, não possuindo a classe que um 10 necessita. Hoje fala-se em Daniel Carvalho, mas no lo credo.

Em suma, o saldo será feito no final, mas não entender a saída do Simão é não entender o que é o mundo futebolístico actual, e pior, o que é Benfica, e a sua incomensurável grandeza, independente de qualquer jogador.

Boa sorte Simão.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Videoteca #2 - Liverpool 0-2 Benfica

O Segundo vídeo da nossa Videoteca é como já deu para perceber o vídeo do jogo da 2ªMão dos 1/8 Final da Liga dos Campeões da Época 2006/2007, entre Liverpool e Benfica, no mítico Anfield.

O Benfica partiu para esse jogo com uma preciosa vantagem de 1-0, trazida da Luz, golo de Luisão, mas não era de todo o favorito.
O problema dos comandados de Rafa Benitez, é que o Glorioso apresentou-se muito organizado e com alguns jogadores inspiradissimos, casos de Simão (que fabuloso golo), Geovanni (que saudades Soneca!) , Moretto (que parada aos pés de Crouch) ou Miccoli (pontapé moinho para a história).

Depois de um pressing intenso do Liverpool nos primeiros minutos, o Benfica reagiu e tomou completamente conta do jogo, conseguindo uma vitória com tanto de histórica como sensacional...E Petit nem pôde jogar, tendo sido substituido por Beto, o homem que nos fez tremer a todos com um disparo à barra da baliza de Moretto, ainda na 1ªParte.

Aqui fica aqui vídeo do jogo que nos apurou para os 1/4 de Final da Champions 06-07:



Enjoy!

quinta-feira, 15 de março de 2007

Rapaziada, oiçam bem o que eu vos digo..

.. e gritem todos comigo: Vivó Simão! :)

Não haveria, por certo, melhor maneira de comemorar o ducentésimo post deste humilde blog, do que homenageando o melhor jogador do Benfica.

Simão Sabrosa, é já, desde segunda-feira, o melhor marcador da Bwin Liga, com uma dezena de golos apontados, todos eles em posição regular!

É actualmente, e da lista de portugueses convocados por Scolari, um dos que está em melhor forma. Superado por Ronaldo e a par de Quaresma. Todos eles formados no Sporting, esse exemplo de gestão primorosa.

Esta noite, em jogo grande, o Simão vai fazer baloiçar a rede mais uma vez.