Recentemente soube, de fonte extremamente segura, quais as intenções de Gonçalves Pereira, o presidente do Conselho de Justiça da Federação. É óbvio que a sua intenção era emitir uma decisão favorável ao FC Porto. Mas como? É o que vos explico nas próximas linhas.
Com os sete elementos do Conselho de Justiça, a decisão a ser emitida seria desfavorável ao FC Porto e Boavista. Nessa medida, e a pedido de um clube (penso que o Boavista), o presidente tentou excluir o João Carrajola Abreu, adepto do Sporting, que em princípio, emitiria um parecer desfavorável aos clubes do Porto. Com a sua destituição, ficariam 6 elementos, sendo que 3 deles (António Gonçalves Pereira, Elísio da Costa Amorim e Francisco Mendes da Silva) eram respectivamente de FCP, FCP e SCP e dariam os seus votos favoráveis a Porto e Boavista, enquanto os outros 3 (Álvaro Batista, Eduardo Santos Pereira e José Diogo Salema Pereira dos Reis) votariam contra o FCP e BFC, sendo que apenas sei a filiação clubística do último dos senhores, adepto do Benfica. Com o "empate" a três votos, caberia ao presidente do CJ, António Gonçalves Pereira a decisão (o chamado "voto de qualidade"), e, como é óbvio, manteria o seu voto, sendo que no final, Porto e Boavista ganhariam 4-3.
Porém, após a saída de Gonçalves Pereira e Elísio Amorim, ficaram os 5 vogais. Estes cinco elementos, onde estava incluído o próprio Francisco Mendes da Silva, acabaram por votar contra FCP E BFC. A estratégia de Gonçalves Pereira não teve êxito e acabou por cair no ridículo total ao ir à RTP, SIC e TVI em menos de 24 horas defender acerrimamente os interesses de FCP e Boavista, como se tratasse de um advogado destes clubes.
P.S. Deixemo-nos de Sidneis e afins. Quero só dizer aqui muito claramente a minha opinião: acho que até pode vir a ser um excelente reforço, mas não a curto-prazo (que é o que o Benfica mais precisa neste momento). Mas, atendendo a que certos clubes compram metade do passe de um ex-jogador do Vilanovense que actuava recentemente nas divisões secundárias do Japão por 5,5 milhões €, a compra de Sidnei até pode ter sido um bom negócio.