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quarta-feira, 24 de março de 2010

Uoh uoh uoh uoh... pára tudo!

«O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol decidiu reduzir a pena dos jogadores Hulk e Sapunaru para 3 e 4 jogos de suspensão, respetivamente. É uma deliberação que arrasa a avaliação da Comissão Disciplinar da Liga, que havia castigado estes atletas com 4 e 6 meses de paragem.»
in Record

Mas o que é isto? Andamos a brincar ao futebol? Então parece que o super-herói da Marvel pode voltar a jogar (curioso, logo agora que não há Mariano, Varela e quenga uruguaia). Meus amigos, isto é brincar com o povo. Isto é um circo que os palhaços do CJ estão a promover. Só quando aparecer um deles a boiar no rio é que isto pode talvez e hipoteticamente entrar nos eixos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Por que é que isto não me surpreende?

"Prosseguiu esta sexta-feira o julgamento do Caso do Envelope, tendo sido ouvidas as testemunhas de Pinto da Costa. Destaque para o depoimento de António Mortágua, ex-presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e da Comissão de Arbitragem da Liga. Questionado sobre a quantia (2.500 euros) que Carolina Salgado diz ter visto entregar ao árbitro Augusto Duarte disse: "Quinhentos quantos? Era pouco para a bitola que se dizia"."
Vamos lá ver se entendi: há um senhor chamado António Mortágua que foi presidente do Conselho de Justiça da FPF e da Comissão de Arbitragem da Liga e que actualmente é juiz conselheiro (e já agora, o seu filho trabalhou na Câmara de Gondomar, acrescento eu). Esse mesmo senhor, afirma que há corrupção no futebol português, e que há árbitros comprados e dirigentes corruptos. No entanto vai a tribunal defender Pinto da Costa dizendo que acha que a quantia era pouca, ou seja, não deveriam ser 500 contos (2500 €), mas bem mais.

Recorrendo aos "arquivos", encontrei que este sr. Mortágua, no ano de 2000, decidiu um caso que opunha José Luís Tavares a Pinto de Sousa a favor do amigo de Pinto da Costa, que fez viagens sucessivas com a comitiva do Boavista, que esteve em cargos de poder com... Pinto de Sousa (coincidência, não?) e que em 2003 fez uma viagem com Pinto da Costa, Carolina Salgado, e restante comitiva do FC Porto para visitar o Papa (que santinhos!). Mas há mais: em 2003 fez uma figura ridícula ao não conseguir controlar o processo que a Naval tinha colocado com o objectivo de chegar à então Superliga, em 2006 foi um dos envolvidos no caso Mateus, tendo sido falado também no caso da fuga para a Galiza por parte de Pinto da Costa. Também se ficou a saber que Valentim Loureiro é que escolhia os juízes para os casos (assim como os árbitros para os jogos), em conversas dignas de sketchs.

Para quê gozarmos com a justiça daqueles países subdesenvolvidos como a Nigéria, Irão, Gabão, Sudão, quando nós somos um dos espelhos mais vergonhosos da Justiça?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O que Gonçalves Pereira queria...

Recentemente soube, de fonte extremamente segura, quais as intenções de Gonçalves Pereira, o presidente do Conselho de Justiça da Federação. É óbvio que a sua intenção era emitir uma decisão favorável ao FC Porto. Mas como? É o que vos explico nas próximas linhas.

Com os sete elementos do Conselho de Justiça, a decisão a ser emitida seria desfavorável ao FC Porto e Boavista. Nessa medida, e a pedido de um clube (penso que o Boavista), o presidente tentou excluir o João Carrajola Abreu, adepto do Sporting, que em princípio, emitiria um parecer desfavorável aos clubes do Porto. Com a sua destituição, ficariam 6 elementos, sendo que 3 deles (António Gonçalves Pereira, Elísio da Costa Amorim e Francisco Mendes da Silva) eram respectivamente de FCP, FCP e SCP e dariam os seus votos favoráveis a Porto e Boavista, enquanto os outros 3 (Álvaro Batista, Eduardo Santos Pereira e José Diogo Salema Pereira dos Reis) votariam contra o FCP e BFC, sendo que apenas sei a filiação clubística do último dos senhores, adepto do Benfica. Com o "empate" a três votos, caberia ao presidente do CJ, António Gonçalves Pereira a decisão (o chamado "voto de qualidade"), e, como é óbvio, manteria o seu voto, sendo que no final, Porto e Boavista ganhariam 4-3.

Porém, após a saída de Gonçalves Pereira e Elísio Amorim, ficaram os 5 vogais. Estes cinco elementos, onde estava incluído o próprio Francisco Mendes da Silva, acabaram por votar contra FCP E BFC. A estratégia de Gonçalves Pereira não teve êxito e acabou por cair no ridículo total ao ir à RTP, SIC e TVI em menos de 24 horas defender acerrimamente os interesses de FCP e Boavista, como se tratasse de um advogado destes clubes.

P.S. Deixemo-nos de Sidneis e afins. Quero só dizer aqui muito claramente a minha opinião: acho que até pode vir a ser um excelente reforço, mas não a curto-prazo (que é o que o Benfica mais precisa neste momento). Mas, atendendo a que certos clubes compram metade do passe de um ex-jogador do Vilanovense que actuava recentemente nas divisões secundárias do Japão por 5,5 milhões €, a compra de Sidnei até pode ter sido um bom negócio.