Com a saída de Di Maria, o Benfica perdeu não só o seu jogador mais criativo mas também o único elemento do meio-campo da equipa que conseguia dar grande profundidade ao jogo de ataque encarnado. Contratou, para colmatar a saída do argentino, um jogador do país das pampas de seu nome Gaitán, de qualidade inquestionável, é certo, mas cujo estilo de jogo e os terrenos que procura para as jogadas de ataque são muito mais semelhantes aos de Pablo Aimar do que aos de Di Maria.
in Uma questão de profundidade, 4 de Agosto de 2010
O Benfica iniciou a época sem o substituto de Ramires, substituto esse que Vieira prometeu trazer, e passo a citar, "em dois dias". Não veio. Largas horas têm dois dias.
in Elias? Para ontem? Era para Julho..., 4 de Dezembro de 2010
A 4 de Dezembro, ainda antes de se disputar a Supertaça, já se antevia a falta de profundidade dos flancos do SL Benfica. Uma equipa sem asas que tinha perdido o fantasista Di María e que não o tinha substituído convenientemente, pois apesar de Gaitán ser um bom jogador, não é um extremo puro como o compatriota. Existia ainda a promessa por parte da direcção em arranjar um substituto para Ramires em, e passo a citar, "dois dias". Confiámos com o resultado que se viu. Vieira andou a passear pelo Brasil, a sondar jogadores, mas depois de ter gasto 8,5 milhões em Roberto, mais 9 milhões em jogadores que não fariam parte do plantel em 2011 (Fábio Faria, Alípio, Rodrigo e Oblak), não sobrou dinheiro para contratar Wesley, craque brasileiro hoje ao serviço do Werder Bremen, nem Elias, na altura jogador do Timão, hoje no Atlético de Madrid. O Benfica teve a oportunidade e o dinheiro necessários para contratar qualquer um deles, mas desperdiçou ambos. Bravo. Magnífica gestão. Ainda hoje, passado um ano, estou à espera do substituto de Ramires. Eu e Jorge Jesus.









