Nunca dei muita importância a este tipo de programas onde três adeptos dos três principais clubes portugueses se juntam à mesa com copinhos da cor do clube do coração para discutirem se os penalties de Benfica, Sporting e Porto foram bem ou mal assinalados no domingo anterior. No entanto, a saída de Júlio Machado Vaz do Trio d'Ataque merece um comentário.
Machado Vaz era das poucas pessoas que conseguia estar num programa destes de forma serena, ponderada e analisar os casos e as questões de modo objectivo e honesto. Admiro o carácter e a personalidade do psiquiatra portuense. Infelizmente, a RTP achou que seria melhor dispensar gente de carácter para contratar alguém (quem não sei) que fizesse as mesmas figuras que os tristes da concorrência, o Gomes da Silva e o Seara, duas personagens absolutamente execráveis e com objectivos e propósitos pouco claros. Hoje em dia, a televisão é um local onde o bom senso não tem lugar, preferindo-se o sangue e a gritaria em vez da opinião bem fundamentada. Assim, a RTP decidiu mandar embora um dos poucos comentadores que tinha opinião livre e independente, de adepto, um de nós. Saliente-se ainda a forma airosa como a estação pública chutou o psiquiatra para canto, informando-o do "despedimento" em cima da hora do último programa e tentando-lhe cortar tempo e espaço na hora da despedida. Se isto é serviço público, prefiro que privatizem.
Machado Vaz era das poucas pessoas que conseguia estar num programa destes de forma serena, ponderada e analisar os casos e as questões de modo objectivo e honesto. Admiro o carácter e a personalidade do psiquiatra portuense. Infelizmente, a RTP achou que seria melhor dispensar gente de carácter para contratar alguém (quem não sei) que fizesse as mesmas figuras que os tristes da concorrência, o Gomes da Silva e o Seara, duas personagens absolutamente execráveis e com objectivos e propósitos pouco claros. Hoje em dia, a televisão é um local onde o bom senso não tem lugar, preferindo-se o sangue e a gritaria em vez da opinião bem fundamentada. Assim, a RTP decidiu mandar embora um dos poucos comentadores que tinha opinião livre e independente, de adepto, um de nós. Saliente-se ainda a forma airosa como a estação pública chutou o psiquiatra para canto, informando-o do "despedimento" em cima da hora do último programa e tentando-lhe cortar tempo e espaço na hora da despedida. Se isto é serviço público, prefiro que privatizem.










