Depois de carradas de golos pelo Glorioso não lhe iam estragar as férias com uma multa de 65 mil euros. Coitado do homem... O que lhe diria a mulher? E os filhos a chorar que já não iam à praia?!
Assim pode ir de férias descansado, e paga agora, depois de ter cumprido as suas obrigações familiares.
É mesmo assim presidente. O sr. é um grande humanista.
Um homem sensível às dificuldades que se vivem neste momento de crise!
Obrigado Vieira!!!!
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Uma entrevista e pêras.... Muitas pêras!
Esta noite foi transmitida a primeira entrevista de Jorge Jesus para a nova época. A primeira imagem com que fico, é de que nada mudou. Passo então a explicar...
Jorge Jesus começa por fazer um balanço da última época, e considera-a positiva. Muito positiva mesmo, pois o Benfica chega às decisões. É verdade que chegámos às decisões, e isso é muito giro. Mas chegar lá, no Benfica, não chega. Não somos um clube de quase, somos um clube de títulos, e uma época que termina sem títulos é, necessariamente uma época má e daí não há volta a dar. Também é verdade que com Jorge Jesus o Benfica subiu no ranking. É verdade. Muito verdade! Mas de que serve argumentar que chegou ao Pote 1 da Champions, enquanto perder pontos com os Spartak's e os Celtic's desta vida.
Face ao bloqueio de final de época, disse ironicamente que se fosse fácil bastava contratar um psicólogo. Posso estar errado, mas desde há um ano que Jorge Jesus dispõe de um motivador profissional no seu grupo de trabalho.
Prosseguindo rumo à política desportiva do clube, Jorge Jesus fala correctamente quando diz que o Benfica só tem futuro se apostar em jovens e os potenciar. É verdade! Diz mesmo que o jogador alvo é o jogador de 19, 20 anos. O problema advém do facto de Jorge Jesus dizer que o Benfica procura estes talentos pelo mundo, palavras dele, ignorando totalmente que por cá também há talentos destes, nomeadamente no clube. E é incoerente quando diz que João Cancelo é demasiado novo para ser realmente aposta, quando tem 19 anos e é apenas 2 meses mais novo do que, por exemplo, Lazar Markovic. Utiliza a mesma argumentação para Jan Oblak, quando afirma que é demasiado inexperiente, e quando vimos o seu historial vemos que um número de jogos de primeira divisão semelhante ao que tinha Julio César quando chegou ao Benfica, e mais do que Roberto. Mais grave: descarta Jan Oblak por ser estrangeiro e tal facto complicar as contas de jogadores para a Champions, quando na realidade, Jan Oblak conta como formado em Portugal.
Quanto às suas qualidades, Jorge Jesus não hesita em assumir-se como potenciador de talentos. Mas não é verdade que só Saviola fosse já reconhecido internacionalmente: Garay, Ramires, Witsel, entre outros, já o eram. E Lima já apresentava bom cartel em Portugal.
Quanto à época que se segue, Jorge Jesus fala em ter uma equipa mais forte na época vindoura do que na época finda. Tem lógica: até agora só reforçou e não perdeu qualquer jogador fundamental da última temporada. Jorge Jesus mostra-se no entanto preocupado em perder Matic. Eu também estou. e há que reconhecê-lo, Matic é a verdadeira Masterpiece, de Jorge Jesus. Trabalho notável do técnico do clube. Ainda relativamente ao futuro, Jorge Jesus anuncia que o Benfica contratou já dois centrais. Mirkovic e Steven Vitória, pensei eu! Errado. Jorge Jesus anunciou a contratação de Lisandro Lopez, além da de Mitrovic já conhecida, e ignorou totalmente o central português, já contratado e apresentado, dando a entender, à posteriori, que apenas foi contratado por ser Português. No fundo, para encher chouriços... Falou ainda da situação Cardozo. E aí, mentiu. Sim, é verdade que o futebol do Paraguaio evoluiu com Jorge Jesus. Mas mente quando diz que ele não jogava. Nas duas épocas anteriores, Oscar Cardozo já era o ponta de lança com mais minutos de utilização no clube, e com certeza que não foi com JJ que Cardozo descobriu o rumo do golo: já vinha de duas épocas como melhor marcador.
Jorge Jesus diz ainda que o Benfica está próximo de conquistar a hegemonia do futebol português. Lá está, parece que importante é estar próximo. Eu não quero estar próximo, eu quero ganhar, e não é o meu clube que é tricampeão nacional.
Para finalizar, Jorge Jesus, num momento como este é ofensivo para os portugueses queixar-se do que desconta. E quando fala do 32º título ter sido consigo, convem recordar que já lá vão 3 épocas, e que com o seu trabalho é convidado para fóruns dos treinadores de TOP, quando um pino de nome Vítor Pereira foi convidado para os mesmos fóruns. Finalmente, não foi só com Jorge Jesus que chegámos aos quartos da Champions. Koeman também chegou lá, eliminando o, na altura, campeão europeu em título, e sendo também eliminado unicamente pela equipa que se viria a sagrar campeã europeia.
Como nota final: não compreendo como Jorge Jesus pôde conhecer o Museu Cosme Damião antes de mim.
Mas no fundo, eu quero é ser Campeão.
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domingo, 19 de maio de 2013
O Mesmo de Sempre
Há coisas que recordamos e retemos na nossa memória e não sabemos porquê. Era eu bem pequenito e numa das minhas leituras de sábado do jornal A Bola, no chão da cozinha, pensava que o Porto, após conquistar mais um campeonato, apanharia mais dia menos dia o Sporting. O Porto ganhava o seu 15º título, o Sporting tinha 16. Estávamos em 1996 e o Benfica somava 30. Passados nem vinte anos, o Porto encurtou a desvantagem de quinze para cinco. É revelador do que sem tem passado em Portugal.
E o epílogo da época não poderia ter outro acontecimento tão simbólico, quase tão metafórico como a saída da águia rumo à Avenida Lusíada. Sim, a Vitória, mesmo à última, tal como o seu clube, não atingiu o objectivo. A águia não poisou onde deveria. Falhou o alvo. Errou o destino. Fracassou. Fraquejou. Desapareceu.
Termina assim uma época diferente de todas as outras, mas com o fim de quase todas elas. O Benfica falhou. Em última análise, por muitos paninhos quentes que se tentem colocar, a verdade é que o Benfica não foi suficientemente competente para conquistar aquilo que parecia tangível no início de Maio.
Termina da forma que não queríamos que terminasse. Porque foi injusto para nós, adeptos, mas também para os jogadores. Este grupo de atletas do Sport Lisboa e Benfica deixou a pele em campo e honrou o clube até à última gota de suor. Pela primeira vez em muitos anos, acho que não se pode apontar nada a estes jogadores. Nem ao treinador. Sim, Jesus, o mesmo que eu em tempos defendi que deveria ser demitido, merece uma palavra de apreço pelo muito que fez com este plantel que Vieira descaracterizou em absoluto com as saídas de Javi, Witsel, Nolito e César, sem nenhum substituto. Mas sobre Jesus falarei noutro post, mais tarde.
Serve isto para dizer que o Benfica perdeu o campeonato num dos dias mais felizes da minha vida desportiva. Num dos dias, talvez mesmo "no" dia em que vi, finalmente, "o" Benfica. Foi numa quinta-feira, na Luz, com o Fenerbahçe. Nessa noite, enquanto os jogadores do Benfica faziam o jogo das suas vidas, enquanto corriam como se não houvesse amanhã, estavam a desgastar-se a tal ponto que arriscavam a perda do campeonato. E foi isso mesmo que aconteceu. Com um plantel com reduzidíssimas opções de qualidade para a chamada "segunda linha", o Benfica acabou por perder o campeonato enquanto chegava a uma final europeia 23 anos depois. E não censuro os jogadores nem Jesus por terem dado tudo o que podiam na prova europeia. Porque não deve haver vergonha em morrer a tentar. Porque desistir não é ser Benfica. Perder também não, mas não é vergonha perder. Vergonha é desistir. E apesar de todos os desgostos e amarguras que este fim de época me/nos trouxe, acho que nunca senti tanto orgulho como hoje em Ser Benfica.
O futebol é assim mesmo, por vezes justo, muitas vezes injusto, e dá-nos grandes lições. O Benfica e os benfiquistas aprenderam muitas nos últimos 15 dias. Uma das quais é que a festa faz-se no fim. Não se faz no relvado dos Barreiros. Não se faz alugando e vandalizando a estátua do Marquês de Pombal. Os títulos festejam-se no fim, quando estão ganhos. O Benfica acabou por sucumbir também perante a soberba dos seus adeptos. Mas não caiu de joelhos como Jesus no Dragão. Caiu de pé. Reforço: tenho muito orgulho naquilo que os jogadores conseguiram. Não me satisfaz, mas não lhes posso apontar nada.
Mas o Benfica é grande, e se por outras vezes na sua História soube recuperar de pesadelos e provações maiores que estas que vivemos hoje, não será isto que deitará o clube abaixo. Porque apesar de tudo, o Benfica de ontem, de hoje e de amanhã valeu, vale e valerá pelos seus adeptos, sejam eles quais forem. E espero que os adeptos voltem a ganhar a exigência que entretanto perderam. Lembram-se das palavras de Diamantino ainda antes do jogo com o Estoril? Profético. O Benfica não pode ganhar de vez em quando. Tem de ganhar muitas e muitas vezes. Ganhar tem de deixar de ser algo esporádico para passar a ser um hábito. O Benfica reerguer-se-á. Só não sabemos quando.
A verdade é que urge ganhar. O Benfica não pode continuar a viver das vitórias do passado. Precisamos de ganhar amanhã, porque hoje já era tarde e ontem era tardíssimo. E é isto que me chateia profundamente. Temos de ganhar. Temos de querer ganhar. E precisamos de cultura desportiva, de cultura da vitória. Porque senão, continuaremos estupidamente felizes com um campeonato ganho a cada cinco anos. Porque a continuar neste ritmo que estamos, quando alguém perguntar a três adeptos do Sporting, Benfica e Porto sobre se se lembram de quando ganharam o último campeonato, as respostas serão "Não", "Sim" e "Qual deles?!", respectivamente. E eu quero deixar de me referir "ao ano em que fomos campeões" como "aquele ano". Quero confundir-me com os vários campeonatos ganhos. E olhando para este Benfica actual, vejo no relvado e no banco (sim, Jesus, esse mesmo) gente que me pode dar essas alegrias. Mas na tribuna não há ninguém.
Foi um prazer. Até sempre.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Competência dentro da incompetência
Jesus, ontem, foi competente. Competente dentro da incompetência. Porquê? Porque nunca na vida pode oferecer, daquela maneira, o controlo do jogo ao Porto. Jesus abdicou de jogar. Abdicou do ataque. Abdicou daquilo que é o mais importante no futebol. Da bola. Seja o contexto qual for, é a estratégia errada. Todavia, foi competente dentro dessa mesma estratégia. Conseguiu manter o Porto relativamente inofensivo, criando poucas oportunidades de golo e só não saiu do Dragão com um resultado positivo por mero azar. Bastaria um remate ao lado, bastaria um desfecho diferente para apenas uma jogada, para alterar, e de que maneira, o rumo das coisas. Um pormenor.
Agora, o porquê desta estratégia? Que a manutenção da bola não faça parte do ADN do Benfica e daquilo que Jesus pede aos seus jogadores, é tolerável. Contudo, não cabeça na cabeça de ninguém todo aquele festival de pontapé para a frente e desprezo pela bola num clube como o Benfica. Independentemente do Porto de Vítor Pereira, sem bola, ser assombroso, que o é, o Benfica tem jogadores e condições para fazer mais, bem mais.
Sobre a continuidade de Jesus: Sim. Muito se tem falado sobre um (hipotético) duelo onde o Benfica é, claramente, superior ao Porto de Vítor Pereira. Não querendo falar sobre a qualidade geral deste Porto, que é bem superior ao que tem lhe é reconhecido por essa internet fora, o Benfica luta contra um Porto que faz, em 29 jogos, 23 vitórias e 5 empates. É contra isso que o Benfica luta. Contra um Porto que está a ser, a nível classificativo, o segundo melhor desta década. É preciso roçar a perfeição.
Jesus já conseguiu o mais importante. Mostrar, no score final, a superioridade face a 14 dos 15 adversários do Benfica. Falta um. E com a cada vez mais importante influência do confronto directo no título de campeão nacional, talvez fosse tempo de começar a mudar algumas das suas ideias de jogo, mantendo o que de bom já existe. Qualidade para o fazer existe.
Agora, o porquê desta estratégia? Que a manutenção da bola não faça parte do ADN do Benfica e daquilo que Jesus pede aos seus jogadores, é tolerável. Contudo, não cabeça na cabeça de ninguém todo aquele festival de pontapé para a frente e desprezo pela bola num clube como o Benfica. Independentemente do Porto de Vítor Pereira, sem bola, ser assombroso, que o é, o Benfica tem jogadores e condições para fazer mais, bem mais.
Sobre a continuidade de Jesus: Sim. Muito se tem falado sobre um (hipotético) duelo onde o Benfica é, claramente, superior ao Porto de Vítor Pereira. Não querendo falar sobre a qualidade geral deste Porto, que é bem superior ao que tem lhe é reconhecido por essa internet fora, o Benfica luta contra um Porto que faz, em 29 jogos, 23 vitórias e 5 empates. É contra isso que o Benfica luta. Contra um Porto que está a ser, a nível classificativo, o segundo melhor desta década. É preciso roçar a perfeição.
Jesus já conseguiu o mais importante. Mostrar, no score final, a superioridade face a 14 dos 15 adversários do Benfica. Falta um. E com a cada vez mais importante influência do confronto directo no título de campeão nacional, talvez fosse tempo de começar a mudar algumas das suas ideias de jogo, mantendo o que de bom já existe. Qualidade para o fazer existe.
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Jorge Jesus
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Sport Lisboa e Benfica!
Estou a jorrar benfiquismo por todos os poros. Não caibo em mim de felicidade. Estou nas nuvens. Estou extasiado. Estou bêbedo É uma sensação única que nunca tive oportunidade de presenciar. Agora já sei o que é estar numa final europeia.
Quanto ao jogo, fomos arrebatadores. Desde o terceiro anel até ao relvado. Foi um Benfica à Benfica. Um Benfica dono do seu inferno. Um Benfica a diabolizar e a vergar um adversário de forma tão esclarecedora que só mesmo uma arbitragem nojenta impediu um resultado ainda mais claro.
Vamos a Amesterdão e vamos ganhar. Vamos voltar a vencer na Europa. E seremos os únicos vencedores justos.
Não há palavras para tamanha euforia. Ser campeão faz-me sentir em overdose de benfiquismo. Mas esta sensação também é indescritível.
Agradeço do fundo do coração a todos os que tornaram isto possível, desde o presidente, passando pelo Jorge e restante equipa técnica, até aos jogadores, em particular àqueles que, sendo segundas e terceiras escolhas, sempre foram pedras basilares no fantástico ambiente de equipa e família que se vive no nosso clube. Sou tão crítico do JJ, mas tão crítico, que não consigo deixar de o venerar. Obrigado por uma época que tem tudo para ser ainda mais fabulosa, mister.
No fim do jogo, no café já mandaram a boca: “Parabéns ao Benfica pela primeira final europeia a cores”. Não me fiquei e respondi: ”Olha oh palhaço, queres um facto? Desde que a TV é a cores, o Benfica tem tantas finais europeias como a tua agremiação. Facto. E é um facto sem fruta e sem o caralho que a foda!”
Não me vou alongar mais. Isto é fantástico. A época está a ser fantástica e este grupo merece ganhar tudo o que está em jogo neste mês de Maio. E se a justiça divina não dormir, então estaremos perante a terceira melhor época da centenária história do Benfica.
Amo este clube acima de qualquer outra coisa e em meu nome pessoal, só tenho a estar eternamente grato por esta alegria, sabendo que noites tão ou mais gloriosas estarão por vir.
A todos vós, companheiros, brindo esta tacinha.
VIVA O BENFICA!
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quarta-feira, 27 de março de 2013
Campeonato ou Europa?
Estamos a pouco mais de mês e meio do final da temporada. A tão pouco tempo do fim, e não tendo ganho nada [por agora], a verdade é que estamos muito perto de conquistar tudo. Campeonato, Taça e Liga Europa são metas possíveis e, umas mais que outras, prováveis. Seria de esperar que num clube com a grandeza do Benfica não se estivesse a discutir em qual das provas se deveria colocar as fichas. Mas a verdade é que, dada a falta de títulos nos últimos 20 anos, esta questão de "escolher" qual das competições ganhar tornou-se num hábito para os benfiquistas. No entanto, cada época tem as suas singularidades, e esta não foge à regra.
Estamos perante um plantel claramente desequilibrado. Não há laterais suplentes (e mesmo à esquerda é o que se tem visto), Matic e Enzo têm estado por sua conta, há jogadores em má forma, outros em subrendimento e, mesmo assim, os resultados estão aí, à vista, brilhantes e inatacáveis. Por isto, especialmente por isto, há quem defenda que o Benfica se deve focar única e exclusivamente no campeonato.
Discordo totalmente. Acho que apostar apenas no campeonato é uma tonteria que não deveria caber na cabeça de quem dirige, nos gabinetes ou a partir do banco de suplentes, o Benfica. Por dois motivos muito simples: em primeiro lugar, estamos numa posição extremamente favorável na Liga Europa. O Newcastle, apesar de ser um adversário que impõe respeito, está muito longe de meter medo. Tem feito um campeonato irregular, tem várias baixas para o duplo confronto europeu e não tem o nível do Benfica. Por isso, é muito provável que o Benfica venha a disputar as meias-finais da Liga Europa. E de uma meia a uma final vai um pequeno passo, que até pode ficar mais curto se o sorteio for simpático, o que até nem é assim tão improvável, dada a valia das equipas ainda em competição. Já imaginaram ver novamente o Benfica numa final europeia, 23 anos depois? Não se devem desperdiçar oportunidades destas. O segundo motivo pelo qual acredito que não devemos deixar cair a Liga Europa é também ele muito simples: o que vos leva a acreditar que, apostando exclusivamente no campeonato, a conquista do mesmo seja uma realidade? Mesmo apostando apenas e só no campeonato, pode acontecer uma desgraça semelhante à do ano passado. Jesus pode ter nova psicose como a que o acometeu no ano passado em Guimarães, um Proença qualquer pode ser nomeado com o objectivo de nos fazer a folha, etc. Por isso, que sentido faz apostar exclusivamente em algo correndo os riscos de perder esse objectivo e de deixar escapar o outro, que até estava ao nosso alcance?
Espero que o Benfica aposte igualmente no campeonato e na Europa. Acho que as hipóteses de ganhar pelo menos uma das provas (além da Taça de Portugal, que, mesmo não a dando por adquirida, não concebo que nos escape) são maiores se se apostar nas duas competições em vez de focar as atenções exclusivamente numa. Pode também acontecer não ganhar nada, mas tenho para mim que é mais digno perder a lutar por tudo do que perder estupidamente porque se desistiu facilmente de algo. E caso esse cenário se confirme, acho que os benfiquistas e a Direcção deveriam ser suficientemente astutos para perceber quais os motivos que levaram ao insucesso, até porque, como referi no post anterior, nem tudo aquilo que pode ser insucesso pode ser atribuído ao treinador.
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Os doze trabalhos de Hércules
Como pena pelo assassinato de sua mulher e de seus filhos, o oráculo de Delfos ordenou a Hércules, aqui representado por Jesus, não o Cristo, mas o da Reboleira, que cumprisse doze tarefas, conhecidas por "trabalhos", de modo a obter a redenção. Claro que a morte da mulher e da prole não se equipara à perda do campeonato 2011/2012 com 5 pontos de vantagem (fica ao critério de cada um o que é mais grave), mas também não é por isso que o nosso "herói" precisa de maior ou menor castigo. Os doze trabalhos são uma forma justa de o homem da Reboleira obter o perdão.
Toda a gente sabe que este Hércules é filho ilegítimo de Zeus, por sua vez uma espécie de Vieira, um Deus
grego que a maioria dos benfiquistas não ousa questionar nem interrogar. Só que nesta história grega que se desenrola na Luz, não foi o oráculo mas sim o próprio Zeus que incumbiu o seu filho ilegítimo
(e "ilegítimo" até porque teve uma relação [laboral, entenda-se] com Salvador) de realizar as doze tarefas. É claro que Zeus também tem a sua quota-parte de responsabilidade no meio disto tudo, afinal de contas Hércules só está presente nesta história devido a um devaneio sexual de Zeus com uma mísera mortal. Mas quanto a isso não podemos fazer nada. Se há algo que a História nos ensinou é que por entre cruzadas, desastres naturais e assassínios em massa, Deus, ou Zeus, se preferirem, safa-se sempre com paninhos quentes.
Atalhando, porque a história já vai longa, este nosso Zeus ordenou a Hércules que ganhasse o campeonato nacional. E fê-lo retirando o tapete à última da hora ao pobre (pobre? Mas o homem ganha 333 mil patacas por mês...) Hércules. Mas Hércules, vaidoso como é, disse que nem precisava do tapete, até porque quando acorda de manhã prefere sentir o chão frio por baixo da planta dos pés (apesar de todos sabermos que é assim que se apanham as mais chatas constipações). E assim, sem tapete nem rede por baixo do fio que percorre pé ante pé, Hércules vai levando a água a bom Benfica, cumprindo estes doze trabalhos decretados por Zeus.
Factualmente, com um plantel desequilibradíssimo, onde não há soluções para as laterais, onde se vendeu à última hora Javi e Witsel sem se acautelar as suas suas saídas, onde se perdeu Nolito e César no mercado de Janeiro e onde se tem assistido a uma temporada fraquíssima, por razões diferentes, de peças tão influentes como Aimar, Martins, Rodrigo, é de facto digno de assinalar que Jesus, perdão, Hércules, tem feito um trabalho assinalável. No que se jogou do campeonato até hoje, Hércules conseguiu 88,4% dos pontos possíveis, superando todos os registos das outras equipas europeias, inclusivamente os 88,1% do Barcelona, perdendo apenas para os 88,5% de pontos conquistados por Bayern e Olympiakos na Alemanha e Grécia, respectivamente.
Mas não é por nove ou dez das doze tarefas estarem concluídas que o filho ilegítimo de Zeus merece "perdão" (conhecido no século XXI por "choruda renovação"). Conhecem alguma versão da História em que Hércules tenha sido recompensado ainda antes de ter concluído os trabalhos? Eu não. Por isso é que defendo que se deve aguardar pelo fim dos trabalhos para saber se Hércules deve ou não ser perdoado. Até porque há três cenários em cima da mesa: ou vence as batalhas que tem pela frente, e aí merece a "renovação-perdão"; ou as perde por culpa própria e aí receberia um par de patins e a visita dos amigos de Felgueiras; ou as perde por culpa de terceiros (plantel curto, arbitragens, etc) e aí até defendo que se possa "renovar-perdoar".
Resta aguardar que este campeonato não termine, à semelhança de tantos outros, numa tragédia grega. Dia sim dia não se ouve que "nunca o Benfica perdeu um campeonato a 7 jornadas do fim", que "este é melhor Benfica desde Hagan" e mais uma data de verdades que, se forem pesquisadas, se calhar não são assim tão verdadeiras. Parafraseando o bom do Hércules, "o que interessa é como se acaba". Nem mais! Arregacem as mangas, cerrem os punhos e lutem até Maio. Não caminharão sozinhos. Quanto a ti, Hércules, lembra-te: "Os sonhos não morrem, somos nós que matamos os nossos próprios sonhos".
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Sinais
O fantasma de Fevereiro. Foi há precisamente um ano que o Benfica começou a perder o campeonato. Primeiro pela mão do senhor Jesus, que achou boa ideia voltar ao meio-campo suicida em Guimarães, perdendo para o Vitória de Vitória, depois com a ajuda de um jogo miserável onde a mão de Hugo Miguel deu uma ajuda aos estudantes e por fim, para terminar em grande, um verdadeiro clássico do nosso futebol, talvez o maior dos clássicos, Benfica x Porto e Proença, com os memoráveis lances do 2-2 e do 2-3 portista a surgirem a partir de situações irregulares.
Jorge Jesus afirmou que provavelmente teria de sacrificar a Liga Europa para conseguir conquistar o campeonato. Quem não o conhecer que o compre. Chegou à Choupana e poupou Gaitán, Cardozo e Melgarejo. Luisinho assinou uma exibição deplorável, Urreta, surpreendentemente ou talvez não para quem o conhece, esteve muito bem e Rodrigo foi a nulidade do costume. Pior que as poupanças, só a atitude: os jogadores encarnados entraram em campo a dormir. Deve ter sido do jet lag madeirense, porque o motivador implacável, Jorge Jesus, tem os jogadores sempre em alta rotação.
O Benfica habituou-nos a isto. Chegamos a Fevereiro e baqueamos. Pior, mostrámos falta de atitude em campo (entraram a pensar em Leverkusen), falta de pernas também (já agora, vou querer ver o que é que este brilhante acto de gestão que foi vender César e emprestar Nolito nos vai custar) e falta de controlo emocional (Cardozo, tudo bem que o Proença é filho dessa senhora, mas não o podes agarrar, não é?). E no final da época estamos todos a carpir mágoas e a ver o Porto aproximar-se dos nossos 32 títulos. Mas a culpa é exclusivamente dos árbitros e temos de apoiá-los inequivocamente, a eles e a quem os apoia desse mesmo modo.
E se o jogo foi aquilo que vimos, o que dizer da flash interview? Inenarrável. Basicamente, depois de tudo o que vimos em campo, Jesus foi absolutamente incapaz de reconhecer que o Benfica esteve mal. Das duas uma: ou temos um treinador gabarola que acredita mesmo que o Benfica joga bem quando joga mal ou estamos perante um caso, não inédito na nossa história, de alguém que já tem poiso para trabalhar em 2013/2014, não na Luz, mas aí a uns 300 quilómetros de Lisboa. Ou as duas. Se calhar é mesmo isso.
E o Grande Líder? O homem que vetou Proença? Vai ficar calado depois do espectáculo do brilhantina? Já me esquecia, ele apoia inequivocamente isto. Apoia esta gente. Porque ele também faz parte "desta gente". E lembra-te, vendedor de sonhos e de pneus, de te fingires indignado quando o Proença for nomeado para o Dragão na 29ª jornada.
O Porto, a avaliar pelo site da Liga, conseguiu mais uma vitória confortável e leva já dois pontos de avanço sobre o Benfica. Aguardemos, irmãos, para que o velho sifilítico se manifeste contra mais este escândalo. Valha-nos isso. Ah, e o Sporting. Só de pensar que fui criticado por considerar, no início da época, que o Sporting não ia lutar pelo título...
P.S. Não liguem a este abutre à procura de espaço e de atenção. O Benfica está no trilho do sucesso. E os últimos campeonatos ganhos atestam isso mesmo.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
O fcporto é isto, pontapé para o lado
O treinador do fcporto acha que a sua equipa jogou muito bem, que dominou o encontro.
A equipa do pontapé para a frente fez 5 remates à baliza, teve 2 ocasiões flagrantes de golo (remates de Salvio e Cardozo) e ainda um canto bem executado que deu um remate à figura.
A equipa do pontapé para a frente fez 5 remates à baliza, teve 2 ocasiões flagrantes de golo (remates de Salvio e Cardozo) e ainda um canto bem executado que deu um remate à figura.
Isto para além dos golos, um de jogo corrido pela ala direita (em que numa situação de 2 contra 3 cria um desequilibrio), e outro no seguimento de um canto marcado à maneira curta.
Já o fcorto conseguiu meter bolas nas costas da defesa, nomeadamente dos laterais do Benfica, não rematando à baliza em nenhuma ocasião de perigo criada em jogo corrido e não tendo feito nenhum remate à baliza para além dos golos.
Conseguiu apenas por 2 vezes colocar a bola em situação de remate para Alex Sandro e Varela, mas estes acabaram por nem conseguir rematar.
Já o fcorto conseguiu meter bolas nas costas da defesa, nomeadamente dos laterais do Benfica, não rematando à baliza em nenhuma ocasião de perigo criada em jogo corrido e não tendo feito nenhum remate à baliza para além dos golos.
Conseguiu apenas por 2 vezes colocar a bola em situação de remate para Alex Sandro e Varela, mas estes acabaram por nem conseguir rematar.
Em resumo, o fcporto teve "dominio" do jogo no seu meio-campo e sempre que tentou passar da linha do meio-campo foi inconsequente. Andou com a bola de pé para pé até conseguir meter nas costas dos laterias do Benfica (normalmente Maxi).
Teve aqui 3 foras-de-jogo mal tirados (contra 1 do Benfica, na 2ª parte pelo mesmo fiscal de linha) que cortaram 2 jogadas de algum perigo, idênticas às não concretizadas referidas anteriormente.
É com isto que eu fico lixado com este Benfica.
Esta equipa do fcporto sem James, não é nada... NADA!
Paços de Ferreira ou ao Rio Ave deste ano não devem nada ao futebol que o Porto apresentou ontem na Luz.
A diferença reside na atitude dos jogadores do Benfica.
A diferença reside na atitude dos jogadores do Benfica.
A equipa entrou mal preparada psicologicamente, talvez pela basófia que a CS incutiu, talvez por medo do que aconteceu nos últimos jogos com o rival.
Faltou cabeça na segunda parte, jogar com um pouco mais de calma e procurar menos o lançamento nas costas da defesa como o adversário fazia.
Faltou entrar Ola John mais cedo, para refrescar uma das alas em tempo útil...
Faltou Aimar no meio-campo para dar dimensão ao jogo (quer de pé para pé, quer a meter nas costas da defesa), em vez de no ataque onde é um jogador frágil e inconsequente.
O fcporto já não fazia nada quando Aimar entrou.
Com 2 pontas-de-lança, saindo Salvio e tendo Enzo Pérez (ou Carlos Martins, à falta de outra soluções no banco) a segurar a ala direita para as subidas de Maxi Pereira e Ola John fresco na ala esquerda com Aimar a distribuir há alguma dúvida que criávamos mais jogo?
Com 2 pontas-de-lança, saindo Salvio e tendo Enzo Pérez (ou Carlos Martins, à falta de outra soluções no banco) a segurar a ala direita para as subidas de Maxi Pereira e Ola John fresco na ala esquerda com Aimar a distribuir há alguma dúvida que criávamos mais jogo?
Falar depois é fácil, mas isto é apenas o modelo de jogo do Benfica campeão em 2009/10...
O banco é outro problema...
1 guarda-redes
1 guarda-redes
1 central
4 médios-ofensivos
1 ponta-de-lança
E se estivéssemos a ganhar por 1 golo e com menos 1 jogador a 15 minutos do fim (e esse jogador era Matic ou Maxi Pereira)?
André Almeida não fazia mais falta que Bruno César?
Tirando a Artur (sem palavras) não se pode apontar grande coisa técnica e tacticamente aos jogadores do Benfica.
Já a Jesus... Mais uma vez o "mestre da táctica" deu-nos uma equipa fraca contra os fortes...
Não fomos muito fracos, mas o fcporto também não foi muito forte...
No final uma palavra de apreço ao nosso presidente.
«Há pouco tempo ouvi Pinto da Costa dizer que só os burros falam de arbitragem» - Luís Filipe Vieira
Curto e grosso.
Parabéns Presidente!
Saudações Benfiquistas
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Vitor Pereira
domingo, 13 de janeiro de 2013
Oh Jorge, os Benfiquistas não comem gelados com a testa, ouviste?
Mais um clássico, mais uma não-vitória frente ao FC Porto. Um apanágio do Benfica nos últimos 20 anos, que conheceu um novo significado com a chegada de Jorge Jesus, ou não fosse este o treinador com os melhores plantéis à sua disposição nestas últimas duas décadas.
Começando pelo princípio: o onze titular era o esperado (e era o melhor, quanto a mim, para a táctica predilecta de JJ), mas do outro lado estava um 4-3-3 do mais consistente que há (infelizmente) na Europa. Só um louco não pode reconhecer qualidade naquele trio do meio-campo portista. Contudo, o 4-4-2 de Jorge Jesus, devoto ao futebol de ataque, não conseguiu criar vantagem numérica no ataque... Nem na defesa. Incrível a quantidade de vezes que os jogadores do FC Porto apareciam no último terço do campo em vantagem numérica. Incrível também O que é que se anda a treinar durante a semana?
Mais: inacreditável a quantidade de vezes que sofremos golos de bola parada do FC Porto e ainda mais inacreditável a inabilidade de criarmos perigo quando beneficiamos de cantos ou livres perto da área adversária.
Apontamos a reter:
Minuto 58 - o momento em que Jorge Jesus abdica de vencer o encontro. Se com Enzo o meio-campo já não era nosso, com a sua saída e posterior entrada de Carlos Martins conseguiu acabar com quaisquer probabilidades de vencermos o encontro. Depois desde fatídico minuto, ainda entrou Aimar que não veio trazer nada à equipa, para além de uma primorosa assistência para Cardozo desperdiçar.
Artur - Uma coisa é frangar num remate traiçoeiro, em que a bola passa por baixo do nosso corpo ou não a conseguimos agarrar bem. São azares do momento. Outra coisa, perfeitamente imbecil, é ter a bola no pé, controlada e fazer merda duas vezes em dois segundos, dando um golo de bandeja ao adversário! Mas que é esta merda? Foda-se. Por mim ficava no banco no próximo jogo. Isto não é para dormir à sombra da bananeira.
Melgarejo - Esforçado, mas continua a ser insuficiente. Por um lado aprendeu a defender bem; por outro, desaprendeu a atacar. Para um jogador que era extremo/avançado, é inaceitável tanta inoperância na manobra ofensiva da equipa.
Salvio - Horrível. Lamentável, aliás. Está a passar por um grave processo de Capelização, há várias semanas. Está na hora de inverter este cenário.
Enzo - Grande jogo. Juntamente com Matic foi conseguindo disfarçar a vantagem que o Porto sempre teve a meio campo. Levou amarelo e JJ substituiu-o por Carlos Martins. O Benfica nunca mais endireitou. A não convocatória de André Gomes foi mais que um erro, foi negligência (a não ser que esteja lesionado, mas o Benfica não publicou nada no boletim clínico). Quando, por força das circunstâncias, foi preciso tirar o Enzo, meteu-se... Carlos Martins. Diferença? Não cobre nem um terço da área que Enzo e o André conseguem cobrir.
Matic - Fantástico. Não só pelo soberbo golo, mas pela entrega, pela atitude, pela frieza... Pela capacidade de jogar à Benfica.
Arbitragem - Não vou comentar a arbitragem, apesar de ter perdoado a expulsão a Moutinho e a Matic. Maxi também se pôs a jeito.
Estádio da Luz - Talismã... Para o FC Porto. Com um estádio onde conseguem controlar jogo após jogo, marcando sempre golos, para que precisam do Dragão? Enquanto benfiquista, sinto-me humilhado por ver o Benfica a ser constantemente subjugado a este FC Porto.
Estádio da Luz - Talismã... Para o FC Porto. Com um estádio onde conseguem controlar jogo após jogo, marcando sempre golos, para que precisam do Dragão? Enquanto benfiquista, sinto-me humilhado por ver o Benfica a ser constantemente subjugado a este FC Porto.
É certo que isto são palavras escritas muito a quente, com o amargo do empate, mas não significa que não se tenha o discernimento para ver a maior parte das coisas bem. E, como disse Vitor Pereira no final do jogo, «vi um Porto personalizado e o Benfica, o grande Benfica, a bater bolas para a frente».
Por outro lado, as palavras de Jorge Jesus mostram bem de que fibra é feito este homem: «o empate não beneficia nenhuma das equipas». A cagança de um senhor que não faz a menor ideia do que é uma postura à Benfica.
Por isso te digo, Jorge, que nós, benfiquistas, não andamos a comer gelados com a testa. Não somos uns dementes que acreditam nas tuas balelas de que nada se decidiu neste jogo, de que ninguém fica satisfeito, de que só por azar não ganhámos, e mais não sei quê e tal que desculpe a tua incompetência gritante. Hoje era o dia para começar a carburar fundo rumo ao título. Hoje era o dia em que enfrentámos um Porto sem o seu melhor jogador e sem o seu melhor defesa. Hoje era o dia em que nada tínhamos a temer. Hoje foi apenas o dia em que, sem espanto, borraste novamente a cueca.
E, como já referi, não andamos todos a comer gelados com a testa, e sabemos perfeitamente do que a casa gasta, já sabemos de como irá ser daqui para a frente. Esperem só até o Porto ganhar o seu jogo em falta para o campeonato e vamos ver como corre o resto da época.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Capacidade intelectual
O que se deve fazer numa situação de inferioridade numérica, de 2x1? Perguntem a Garay.
Nota, também, para a acção de Melgarejo, que, fecha muito bem o corredor central. Fosse o habitual companheiro do outro lado da defesa, Maxi Pereira, e estaria perdido pelo ataque, ou a correr atrás de um adversário qualquer, qual futebol humano.
Fantástico. A maioria dos centrais teria tentado o desarme a Luís Leal, oferecendo-lhe a possibilidade de drible ou de isolar o colega de equipa. Garay faz contenção correctamente, com os apoios bem colocados, de forma a encaminhar o adversário para o corredor lateral, e, ao mesmo tempo, consegue cortar a linha e passe. Com isto, consegue retardar a acção do jogador do Estoril e, consequentemente, permitir que a defesa se reorganize. Para acontecer isto, Garay não precisa de ter uma velocidade digna de um atleta de 100 metros, nem de andar a impor respeito aos adversários, distribuindo traulitada em tudo o que mexe. Precisa, apenas, de compreender o jogo e aquilo que lhe é pedido em cada contexto. E ele consegue-o.
Ps: Cardozo a bater os cantos? Porquê estranhar? Com o pé esquerdo que melhor relaciona potência e colocação, só peca pela perda de um jogador com alguma importância na área, nessa situação específica. Mas, sobre Cardozo, talvez me alongue em posts futuros.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Lapidar nº37
«Quando eu vejo manifestações, como na
última assembleia do Benfica, insultos e críticas a Luís Filipe Vieira, o que
digo é: porque não pagam eles os ordenados? Não querem que vendesse Javi por 20
milhões ou que o Witsel saísse pela cláusula de rescisão? Penso que Luís Filipe
Vieira tem feito um trabalho fantástico no Benfica, treinador não é e como não
é, não vejo que as responsabilidades directas no sucesso da equipa sejam do
presidente. O que fez no Benfica parece-me digno de tanto respeito que não entendo
determinado tipo de reacções, falta de respeito pela dignidade. E isso são
coisas que me deixam triste»
José Mourinho
Em momentos como o que vivemos
actualmente, quase todos os benfiquistas gostam de deixar expresso o que lhes
vai na alma. Mourinho, por muito que goste de ocultar o seu benfiquismo, não
foge à regra. Mas fala com desconhecimento da realidade e talvez ofuscado por
uma máquina de propaganda pessoal que encandeia quase toda a gente.
Respondendo à questão dos ordenados e da
contestação a Vieira, uso as palavras do Alfredo, um abutre ou garotão qualquer
de Madrid. Não sei se estão bem a ver quem é, trata-se daquele amigo do Eusébio
que é presidente honorário do Real, e que disse que "os adeptos é
que pagam e têm sempre razão". Acho que explica bem o que penso
do assunto. Mas Mourinho comete mais falhas no tema Benfica: ao que parece (até
porque é assunto que ainda hoje não foi esclarecido e que permanece nas
catacumbas dos negócios vieirescos obscuros) Mourinho tem a certeza de que
Witsel saiu devido ao accionamento da cláusula de rescisão do belga, notícia
contraposta pelas declarações dos dirigentes do Zenit e que não foram
desmentidas pelo Benfica. E quando fala na questão do treinador, Mourinho
espalha-se ao comprido, esquecendo-se que foi, ele próprio, vítima de um
sistema iniciado com Damásio, que teve continuidade com Vale, perpetuado por
Vilarinho e igualmente seguido por Vieira. Nos anos de "reinado" de
Vieira, incluindo os de director desportivo, onde assumiu a pasta do futebol
como "homem forte", nove treinadores diferentes passaram pelo banco
da Luz. A larguíssima maioria sem sucesso, naturalmente. Diz Mourinho que a
culpa não é de Vieira uma vez que não é ele que treina. Até poderia estar
certo. Mas não está. Quando se pensa que se identifica o problema e se vão
arranjando múltiplas soluções que falham sucessivamente, se calhar o problema
foi mal identificado. Se calhar não era ali que estava o mal. É que desde que
saíram do Benfica, Koeman, Santos e Quique já ganharam campeonatos, apuraram
selecções medíocres para o "mata-mata" de grandes provas
internacionais e conquistaram provas europeias. Isto para não falar no inefável
Jesualdo, que conseguiu passar de besta na Luz a tribestial no Dragão. Será que
o problema está mesmo nos treinadores?
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Equipa B?
Não é de hoje. Maxi Pereira é um jogador que faz da sua agressividade, vulgarmente conhecida por raça e tão adorada pelo adepto comum, a sua maior arma. É um jogador esforçado, que dá tudo em campo, mas que faz tudo na base da força. Tem poucos argumentos técnicos, fisicamente é forte no choque, com uma velocidade razoável e uma aceleração medíocre, para não dizer outra coisa. Do ponto de vista intelectual, Maxi é um jogador fraco. Não compreende aquilo que o jogo lhe pede. O golo de Fàbregas é exemplificativo disso. Maxi, com a saída de Garay ao portador da bola, deve fechar ligeiramente junto ao corredor central, mas nunca deixando o seu corredor sem qualquer protecção, ainda para mais quando o portador da bola desenrolava a jogada para o seu corredor. A gula de Maxi traiu-o. Deixou o seu corredor aberto, quando o corredor central já estava preenchido e quase que convidou Messi para isolar Fàbregas.
Como disse no início, não é de hoje. Maxi vem de uma onda péssima de jogos e o jogo que aí vem é um encontro contra o último classificado da Liga, em pleno Estádio da Luz. Ora, existe melhor oportunidade para mostrar os propósitos da equipa B? João Cancelo, jogador ainda júnior, tem sido um dos principais destaques da equipa que joga na Segunda Liga. Nada estranho para quem o conhece. Jogador rapidíssimo, de passada larga, muito ágil, muito bom tecnicamente, com grande facilidade em criar desequilíbrios a partir de jogadas individuais e bastante bom tecnicamente. É algo débil no 1x1 e por vezes perde-se demasiado em iniciativas individuais pelo ataque, mas tem imensa qualidade e muito potencial para explorar. É difícil encontrar melhor contexto que o actual para lançar um jovem da equipa B na equipa principal.
Acredita, Jesus.
Como disse no início, não é de hoje. Maxi vem de uma onda péssima de jogos e o jogo que aí vem é um encontro contra o último classificado da Liga, em pleno Estádio da Luz. Ora, existe melhor oportunidade para mostrar os propósitos da equipa B? João Cancelo, jogador ainda júnior, tem sido um dos principais destaques da equipa que joga na Segunda Liga. Nada estranho para quem o conhece. Jogador rapidíssimo, de passada larga, muito ágil, muito bom tecnicamente, com grande facilidade em criar desequilíbrios a partir de jogadas individuais e bastante bom tecnicamente. É algo débil no 1x1 e por vezes perde-se demasiado em iniciativas individuais pelo ataque, mas tem imensa qualidade e muito potencial para explorar. É difícil encontrar melhor contexto que o actual para lançar um jovem da equipa B na equipa principal.
Acredita, Jesus.
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domingo, 23 de setembro de 2012
Árbitros, árbitros e mais árbitros
Não há volta a dar. Quando o árbitro X é nomeado para um jogo do Benfica levanta-se de imediato um coro de assobios e de manifestações contra essa personagem. Quando é o árbitro Y ou o árbitro Z, a situação é a mesma. Seja quem for o "boi preto", como são conhecidos os animais que pastam durante os jogos do Benfica, trata-se sempre de uma persona non grata. E o problema é que o adepto do Benfica tem muitas vezes razão neste aspecto. Eles vão para lá fazer o seu trabalhinho ou o serviço que lhes encomendam. O que pode e deve o Benfica fazer perante estas situações? Seguramente a resposta não passa por dar "apoio inequívoco" ao chefe máximo da Federação, homem da confiança de Pinto da Costa, membro da SAD azul-e-branca e personagem envolvida nas escutas do Apito Dourado. Nem por dizer que os árbitros portugueses são do melhor que há, como Jesus afirmou. Gostava que os benfiquistas pensassem em quem está na arbitragem e quem os colocou lá. E expliquem-me por que motivo apoiam quem toma decisões deste nível, que tanto lesam o Sport Lisboa e Benfica.
Com uma arbitragem isenta em Coimbra, o Benfica teria ganho inequivocamente. Pena que nem toda a gente, mesmo dentro do Benfica, esteja tão empenhada em ganhar quanto alguns adeptos.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Soluções para o meio-campo
Axel Witsel já foi e é tempo de encontrar soluções dentro do próprio Benfica. O mercado está fechado até Janeiro e só podemos contar com os jogadores que temos actualmente. Mas não me peçam para embarcar no velho cliché de "só faz falta quem cá está". Uma frase feita que pouco ou nada diz, na realidade. Quando o Benfica precisar de equilibrar o jogo, de ter bola, de ocupar bem o espaço defensivamente, ainda nos vamos lembrar da falta de Witsel fazia. E quem diz Witsel diz Javi.
Dentro dos quadros do Benfica, os únicos jogadores que, além de Matic, me parecem ter condições para assumir as vagas deixadas em aberto pelo espanhol e pelo belga são, respectivamente, Airton e Amorim. Ainda que salvaguardadas as devidas diferenças de qualidade existentes entre os dois que saíram e os dois que estão fora, Airton e Amorim seriam, caso estivessem no plantel do Benfica, os dois titulares do meio-campo. Mas não estão. O primeiro porque, supostamente, fazia parte do gangue do chopinho, grupo formado por alguns brasileiros do Benfica (Airton, Sidnei, Menezes, Weldon e Kardec) que gostavam da bebida, e o segundo porque perdeu a paciência com Jorge Jesus, um estado que quase todos os benfiquistas já alcançaram também.
Por isso, e olhando para o plantel principal (e para o "B"), quem pode assumir a titularidade? Matic é um jogador de características completamente diferentes das de Javi e Witsel, mas que pode e deve ser titular. Tem presença física e um toque de bola bem interessante, ficando a perder do ponto de vista táctico quando comparado com os dois que saíram. Ofensivamente, a entrada de Matic para o onze não deverá constituir um problema para Jorge Jesus, mas já no aspecto defensivo, temo que não se possa dizer o mesmo, até porque o sérvio não é nem nunca foi médio defensivo. Quem não tem cão caça com gato, assim será. Para fazer companhia a Matic, que soluções pode Jesus encontrar na equipa principal? A meu ver, há dois, apenas dois. Carlos Martins, por um lado, pode dar algumas soluções interessantes ao meio-campo do ponto de vista ofensivo, como a meia-distância. Enzo Pérez, por outro, pode desempenhar um lugar que não lhe será assim tão estranho visto ter actuado numa posição semelhante nos Estudiantes. Mas nenhum dos dois confere a segurança e a qualidade de Witsel.
E na equipa B? Jesus referiu André Gomes como uma solução possível para o lugar mais recuado do meio-campo, o que me leva a crer que o treinador do Benfica ainda não assistiu a um único encontro dos B's. Miguel Rosa, para a posição de Witsel, apesar de também pisar terrenos mais avançados, e Leandro Pimenta, para o lugar de Javi, jogador acostumado a um futebol muito diferente do do espanhol mas ainda assim capaz de se tornar num jogador referência na Luz, são as duas melhores soluções que encontro na equipa treinada por Norton de Matos.
Há soluções para render Witsel? Sim, há. Mas nenhuma tem a qualidade do belga, nem sequer lhe chegam aos calcanhares. Até Janeiro será com isto com que o Benfica vai ter de viver dia-a-dia. Com a reabertura do mercado, parece óbvio que se torna prioritário contratar um médio centro de qualidade indiscutível. Mas também já era óbvio que o Benfica precisava de um lateral esquerdo no verão. Como se vê, no nosso clube, o óbvio é um lugar estranho.
Dentro dos quadros do Benfica, os únicos jogadores que, além de Matic, me parecem ter condições para assumir as vagas deixadas em aberto pelo espanhol e pelo belga são, respectivamente, Airton e Amorim. Ainda que salvaguardadas as devidas diferenças de qualidade existentes entre os dois que saíram e os dois que estão fora, Airton e Amorim seriam, caso estivessem no plantel do Benfica, os dois titulares do meio-campo. Mas não estão. O primeiro porque, supostamente, fazia parte do gangue do chopinho, grupo formado por alguns brasileiros do Benfica (Airton, Sidnei, Menezes, Weldon e Kardec) que gostavam da bebida, e o segundo porque perdeu a paciência com Jorge Jesus, um estado que quase todos os benfiquistas já alcançaram também.
Por isso, e olhando para o plantel principal (e para o "B"), quem pode assumir a titularidade? Matic é um jogador de características completamente diferentes das de Javi e Witsel, mas que pode e deve ser titular. Tem presença física e um toque de bola bem interessante, ficando a perder do ponto de vista táctico quando comparado com os dois que saíram. Ofensivamente, a entrada de Matic para o onze não deverá constituir um problema para Jorge Jesus, mas já no aspecto defensivo, temo que não se possa dizer o mesmo, até porque o sérvio não é nem nunca foi médio defensivo. Quem não tem cão caça com gato, assim será. Para fazer companhia a Matic, que soluções pode Jesus encontrar na equipa principal? A meu ver, há dois, apenas dois. Carlos Martins, por um lado, pode dar algumas soluções interessantes ao meio-campo do ponto de vista ofensivo, como a meia-distância. Enzo Pérez, por outro, pode desempenhar um lugar que não lhe será assim tão estranho visto ter actuado numa posição semelhante nos Estudiantes. Mas nenhum dos dois confere a segurança e a qualidade de Witsel.
E na equipa B? Jesus referiu André Gomes como uma solução possível para o lugar mais recuado do meio-campo, o que me leva a crer que o treinador do Benfica ainda não assistiu a um único encontro dos B's. Miguel Rosa, para a posição de Witsel, apesar de também pisar terrenos mais avançados, e Leandro Pimenta, para o lugar de Javi, jogador acostumado a um futebol muito diferente do do espanhol mas ainda assim capaz de se tornar num jogador referência na Luz, são as duas melhores soluções que encontro na equipa treinada por Norton de Matos.
Há soluções para render Witsel? Sim, há. Mas nenhuma tem a qualidade do belga, nem sequer lhe chegam aos calcanhares. Até Janeiro será com isto com que o Benfica vai ter de viver dia-a-dia. Com a reabertura do mercado, parece óbvio que se torna prioritário contratar um médio centro de qualidade indiscutível. Mas também já era óbvio que o Benfica precisava de um lateral esquerdo no verão. Como se vê, no nosso clube, o óbvio é um lugar estranho.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Hora H
Numa altura em que as alternativas para Javi e Witsel não inspiravam grande confiança, eis que os próprios abandonam o clube. Façam um exercício simples: Indaguem sobre as razões para as alternativas aos dois ex-jogadores não receberem grande crédito pela maior parte dos adeptos e próprios responsáveis técnicos. Serão os jogadores que não têm qualidade? Ou será o modelo quase suicida de Jorge Jesus que não potencia da melhor maneira todos os jogadores que possam substituir Javi e Witsel por não terem características semelhantes? Matic muito dificilmente poderá oferecer as mesmas coisas que Javi. São jogadores diferentes. Javi tem um raio de ação superior ao do sérvio, mas isso só é problema num modelo de jogo como o que o Benfica apresenta. O sérvio pode não tomar as melhores decisões a nível posicional, quando a equipa não se encontra com a bola, mas é preciso ver que o modelo de jogo do Benfica oferece inúmeras situações de igualdade/superioridade numérica ao adversário, sobre o meio campo. Com o número de jogadores que o Benfica coloca à frente da linha da bola, é quase impossível não permitir que isso aconteça. A culpa não é de Javi, não é de Matic, nem de outro jogador qualquer que apareça a jogar na mesma posição. É de Jesus. Cabe ao próprio perceber isso e alterar o modelo de jogo para que o Benfica deixe de ser apanhado tantas vezes em situações delicadas. Alguém já tentou trocar Mateus, Candeias, Rondón, por Iniesta, Xavi e Messi e imaginar o resultado? Bem, é melhor não o fazer.
Dentro do clube, existem boas soluções para substituir os jogadores que saíram. A curto prazo, muito dificilmente oferecerão o rendimento individual que os dois ex-jogadores asseguravam (principalmente Witsel), mas talvez seja esta a hora de alguns jogadores mostrarem que podem ser opções num clube como o Benfica. Em relação a Jav, Matic, como já foi referido no primeiro parágrafo deste post, tem qualidade para ganhar o lugar no 11 benfiquista. O sérvio é bom tecnicamente, tem uma boa passada, oferece um leque interessante de argumentos a nível ofensivo (passe vertical à cabeça), mas ainda não toma as melhores decisões a nível posicional. Por vezes, cai no engodo da bola e sai da sua posição para o corredor lateral, acabando por desequilibrar (ainda mais) o corredor central. Existe, também, na equipa B, um jogador com características muito interessantes. Tem sido um caso de má gestão e má formação (mais um ) no Benfica. Fala-se de Cafu, melhor marcador da equipa de juniores do Benfica, na época de 2011/2012. Sim, o leitor leu bem, melhor marcador da antiga equipa de juniores. A explicação para isto é simples: Ao Benfica faltava um jogador para a frente do ataque, dado que as opções para ocuparem a posição tinham pouca qualidade, e Cafú, devido à sua capacidade física, diferenciava-se dos outros e oferecia golos, coisas que nos escalões de formação, infelizmente, ainda conta muito. Cafú, no entanto, é muito mais que um calmeirão qualquer com uma estatura elevada. Cafú é inteligente, ocupa muito bem o espaço, é bom tecnicamente, tem um raio de acção elevado, e tem o bónus de ser forte fisicamente, que lhe oferece um argumento com algum peso nos duelos individuais. Pelas características que detém, é o jogador mais parecido com Javi que o Benfica tem ligado aos quadros. No que diz respeito ao lugar que Witsel ocupava... Bem, o caso também é complexo. Quer dizer, é simples, mas para Jorge Jesus parece ser complexo. Miguel Rosa. Miguel Rosa é um jogador muito completo. É rápido, vertical, inteligente, boa capacidade técnica, relativamente imprevisível, reage muito bem à perda de bola... É, provavelmente, o jogador mais talhado para ocupar a posição de Witsel, por ser um jogador equilibrado. Com os sucessivos empréstimos a clubes do segundo escalão, Miguel Rosa desenvolveu em si alguma ânsia excessiva em chegar à frente no terreno, que me parece perfeitamente corrigível se for introduzido num contexto diferente. As coisas podiam ser feitas de forma diferente, no entanto, e juntar o útil ao agradável. Miguel Rosa e Aimar, com um terceiro elemento no meio campo, provavelmente Matic. Aimar não é um jogador acabado. Não é um jogador para jogar 30' num jogo. Aimar é o melhor jogador em Portugal. Aimar é genial. Mas é mais um jogador que não beneficia do modo como o Benfica joga. Aimar é um jogador forte em organização defensiva. Sabe os espaços que deve ocupar, interpreta perfeitamente o jogo, mas é impossível pedir a um jogador como Aimar para, em transição defensiva, conseguir recuperar e ficar de frente para o jogo. E, com isto, perde-se um meio campo mais equilibrado e, consequentemente, a impossibilidade de ver o Benfica com um controlo maior sobre o jogo.
Resumindo, tudo está dependente da alteração da forma de Jesus interpretar o jogo. A alteração do modelo de jogo oferecia um leque inimaginável de soluções para o colectivo. Desde a possibilidade de integrar alguns jogadores com qualidade, oferecendo-lhes um contexto mais apropriado à sua entrada na equipa e às suas características à garantia de um controlo maior sobre o jogo, que não acontece por desequilíbrio notório no meio campo. Infelizmente, tudo isto não passa de um cenário pouco provável.
Dentro do clube, existem boas soluções para substituir os jogadores que saíram. A curto prazo, muito dificilmente oferecerão o rendimento individual que os dois ex-jogadores asseguravam (principalmente Witsel), mas talvez seja esta a hora de alguns jogadores mostrarem que podem ser opções num clube como o Benfica. Em relação a Jav, Matic, como já foi referido no primeiro parágrafo deste post, tem qualidade para ganhar o lugar no 11 benfiquista. O sérvio é bom tecnicamente, tem uma boa passada, oferece um leque interessante de argumentos a nível ofensivo (passe vertical à cabeça), mas ainda não toma as melhores decisões a nível posicional. Por vezes, cai no engodo da bola e sai da sua posição para o corredor lateral, acabando por desequilibrar (ainda mais) o corredor central. Existe, também, na equipa B, um jogador com características muito interessantes. Tem sido um caso de má gestão e má formação (mais um ) no Benfica. Fala-se de Cafu, melhor marcador da equipa de juniores do Benfica, na época de 2011/2012. Sim, o leitor leu bem, melhor marcador da antiga equipa de juniores. A explicação para isto é simples: Ao Benfica faltava um jogador para a frente do ataque, dado que as opções para ocuparem a posição tinham pouca qualidade, e Cafú, devido à sua capacidade física, diferenciava-se dos outros e oferecia golos, coisas que nos escalões de formação, infelizmente, ainda conta muito. Cafú, no entanto, é muito mais que um calmeirão qualquer com uma estatura elevada. Cafú é inteligente, ocupa muito bem o espaço, é bom tecnicamente, tem um raio de acção elevado, e tem o bónus de ser forte fisicamente, que lhe oferece um argumento com algum peso nos duelos individuais. Pelas características que detém, é o jogador mais parecido com Javi que o Benfica tem ligado aos quadros. No que diz respeito ao lugar que Witsel ocupava... Bem, o caso também é complexo. Quer dizer, é simples, mas para Jorge Jesus parece ser complexo. Miguel Rosa. Miguel Rosa é um jogador muito completo. É rápido, vertical, inteligente, boa capacidade técnica, relativamente imprevisível, reage muito bem à perda de bola... É, provavelmente, o jogador mais talhado para ocupar a posição de Witsel, por ser um jogador equilibrado. Com os sucessivos empréstimos a clubes do segundo escalão, Miguel Rosa desenvolveu em si alguma ânsia excessiva em chegar à frente no terreno, que me parece perfeitamente corrigível se for introduzido num contexto diferente. As coisas podiam ser feitas de forma diferente, no entanto, e juntar o útil ao agradável. Miguel Rosa e Aimar, com um terceiro elemento no meio campo, provavelmente Matic. Aimar não é um jogador acabado. Não é um jogador para jogar 30' num jogo. Aimar é o melhor jogador em Portugal. Aimar é genial. Mas é mais um jogador que não beneficia do modo como o Benfica joga. Aimar é um jogador forte em organização defensiva. Sabe os espaços que deve ocupar, interpreta perfeitamente o jogo, mas é impossível pedir a um jogador como Aimar para, em transição defensiva, conseguir recuperar e ficar de frente para o jogo. E, com isto, perde-se um meio campo mais equilibrado e, consequentemente, a impossibilidade de ver o Benfica com um controlo maior sobre o jogo.
Resumindo, tudo está dependente da alteração da forma de Jesus interpretar o jogo. A alteração do modelo de jogo oferecia um leque inimaginável de soluções para o colectivo. Desde a possibilidade de integrar alguns jogadores com qualidade, oferecendo-lhes um contexto mais apropriado à sua entrada na equipa e às suas características à garantia de um controlo maior sobre o jogo, que não acontece por desequilíbrio notório no meio campo. Infelizmente, tudo isto não passa de um cenário pouco provável.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Acabou antes de começar
Não tenho palavras. Não há muito mais a dizer. Resta olhar para a delapidação patrimonial que está a ser feita e bater palminhas à gestão do Sport Lisboa e Benfica. O rei vai nu e o miúdo que aponta para a nudez do monarca, em vez de provocar a galhofa dos populares, leva uma chapada dos mesmos. E apesar de só ter 4 anos, o miúdo é acusado de ser um mau benfiquista. Atirem-no para a fogueira dos judeus.
O Benfica deu mais uma valente machadada nas suas aspirações em relação ao título. À venda de Javi juntou-se a venda de Witsel, perdendo o Benfica desta forma os dois jogadores que eu sempre considerei os mais importantes no plantel. Na antevisão da temporada, disse que um meio-campo defensivo com Javi Garcia, Axel Witsel e Nemanja Matic era insuficiente, faltava um jogador. Esse atleta em falta seria, naturalmente, Rúben Amorim. Airton seria outra opção. Nenhum deles retornou e mais ninguém foi contratado. O Benfica iniciava a época com os mesmos jogadores com que tinha terminado a anterior. Três atletas, duas posições. Javi foi vendido bem abaixo da cláusula na sexta-feira passada, Witsel seguiu-lhe as pisadas, pela cláusula, esta segunda. Em dois dias úteis, o Artur Jorge da Reboleira e o Vale e Azevedo das Furnas destruíram um bom plantel. "O que poderiam ter feito, pobrezinhos, são uns mártires, o Javi foi vendido no último dia e o Witsel pela cláusula, o que poderiam ter feito?" - perguntarão os mais desatentos. Simples. Não vender jogadores abaixo do valor da cláusula e precaver, acautelar as possíveis saídas pela cláusula contratando um jogador capaz de os substituir (algo que até poderia e deveria ter sido feito, havia espaço no plantel para mais um). Não se fez uma coisa nem outra. A gestão desportiva neste clube não é má nem péssima, é simplesmente inexistente. Se o Benfica foi obrigado a vender foi porque está financeiramente na lama. E se está financeiramente na lama é porque as pessoas que o dirigem o arrastaram para lá. Má gestão desportiva, má gestão financeira, poucos títulos, muitas dívidas. Há 10 anos que esta corja anda por lá e por lá vai continuar até quiser.
Depois ainda escrevem a pedir para que não fale mal de Vieira. Como - pergunto - como querem que não o faça quando este indivíduo está a minar o clube e a matar-nos aos bocadinhos? É hora de acordar. É hora de agir. É hora de os benfiquistas abrirem os olhos para o que se passa no clube. Há demasiada gente que gosta efectivamente do Benfica e que continua calada, impávida e serena a observar este triste espectáculo. Os actuais dirigentes do Benfica transformaram um clube de futebol numa máquina empresarial. Não é isto que eu quero para o Benfica. Não quero um Benfica perdedor, fraco e endividado. Está na altura de grandes benfiquistas se chegarem à frente. Saiam do conforto. Vão à luta. Hoje, mais que nunca, há milhares, milhões de benfiquistas furiosos com a gestão encarnada. Vejam nos blogs, nos fóruns, nos sites, nas redes sociais, a opinião popular está lá. No estádio ouvem-se cânticos de descontentamento. As paredes em volta da Luz gritam a sua revolta. Está na hora de mudar. É preciso aparecer gente credível e capaz que se candidate contra os actuais ditadores do Benfica. E é fundamental que muitos dos benfiquistas com influência na sociedade e que têm voz activa nos assuntos do clube, seja nos programas de televisão seja na internet, deixem de fingir que está tudo bem, ponham o dedo na ferida e tenham a coragem que vos tem faltado nos últimos anos. Façam-no pelo Benfica. Estou farto disto, estamos fartos disto. Já chega.
O Benfica deu mais uma valente machadada nas suas aspirações em relação ao título. À venda de Javi juntou-se a venda de Witsel, perdendo o Benfica desta forma os dois jogadores que eu sempre considerei os mais importantes no plantel. Na antevisão da temporada, disse que um meio-campo defensivo com Javi Garcia, Axel Witsel e Nemanja Matic era insuficiente, faltava um jogador. Esse atleta em falta seria, naturalmente, Rúben Amorim. Airton seria outra opção. Nenhum deles retornou e mais ninguém foi contratado. O Benfica iniciava a época com os mesmos jogadores com que tinha terminado a anterior. Três atletas, duas posições. Javi foi vendido bem abaixo da cláusula na sexta-feira passada, Witsel seguiu-lhe as pisadas, pela cláusula, esta segunda. Em dois dias úteis, o Artur Jorge da Reboleira e o Vale e Azevedo das Furnas destruíram um bom plantel. "O que poderiam ter feito, pobrezinhos, são uns mártires, o Javi foi vendido no último dia e o Witsel pela cláusula, o que poderiam ter feito?" - perguntarão os mais desatentos. Simples. Não vender jogadores abaixo do valor da cláusula e precaver, acautelar as possíveis saídas pela cláusula contratando um jogador capaz de os substituir (algo que até poderia e deveria ter sido feito, havia espaço no plantel para mais um). Não se fez uma coisa nem outra. A gestão desportiva neste clube não é má nem péssima, é simplesmente inexistente. Se o Benfica foi obrigado a vender foi porque está financeiramente na lama. E se está financeiramente na lama é porque as pessoas que o dirigem o arrastaram para lá. Má gestão desportiva, má gestão financeira, poucos títulos, muitas dívidas. Há 10 anos que esta corja anda por lá e por lá vai continuar até quiser.
Depois ainda escrevem a pedir para que não fale mal de Vieira. Como - pergunto - como querem que não o faça quando este indivíduo está a minar o clube e a matar-nos aos bocadinhos? É hora de acordar. É hora de agir. É hora de os benfiquistas abrirem os olhos para o que se passa no clube. Há demasiada gente que gosta efectivamente do Benfica e que continua calada, impávida e serena a observar este triste espectáculo. Os actuais dirigentes do Benfica transformaram um clube de futebol numa máquina empresarial. Não é isto que eu quero para o Benfica. Não quero um Benfica perdedor, fraco e endividado. Está na altura de grandes benfiquistas se chegarem à frente. Saiam do conforto. Vão à luta. Hoje, mais que nunca, há milhares, milhões de benfiquistas furiosos com a gestão encarnada. Vejam nos blogs, nos fóruns, nos sites, nas redes sociais, a opinião popular está lá. No estádio ouvem-se cânticos de descontentamento. As paredes em volta da Luz gritam a sua revolta. Está na hora de mudar. É preciso aparecer gente credível e capaz que se candidate contra os actuais ditadores do Benfica. E é fundamental que muitos dos benfiquistas com influência na sociedade e que têm voz activa nos assuntos do clube, seja nos programas de televisão seja na internet, deixem de fingir que está tudo bem, ponham o dedo na ferida e tenham a coragem que vos tem faltado nos últimos anos. Façam-no pelo Benfica. Estou farto disto, estamos fartos disto. Já chega.
Lapidar nº36
«O Benfica tem um plantel bem preparado. Tem jovens na equipa B que dão garantias. São portugueses, alguns opinadores devem andar distraídos. Se fossem argentinos ou brasileiros estavam a reparar neles.»
Nossa, nossa, Vieira, assim você me mata. Quatro anos depois do consulado Jesus-Vieira se ter iniciado, eis que o treinador e o presidente viram a luz. Descobriram ambos e ao mesmo tempo que afinal também há jogadores portugueses de qualidade para serem aproveitados em Portugal. Mas Vieira vai mais longe, ousando criticar os "opinadores" que andam distraídos com os jogadores sul-americanos em vez de se preocuparem com os portugueses. Vamos lá ver então quem é que o Benfica contratou ou promoveu nos últimos 4 anos para a equipa principal.
Sul-americanos (24):
Júlio César
Patric
Shaffer
Airton
Ramires
Felipe Menezes
Keirrison
Weldon
Javier Saviola
Alan Kardec
Éder Luís
Jardel
Nico Gaitán
Franco Jara
Toto Salvio
José Luís Fernández
Artur Moraes
Ezequiel Garay
Emerson
Bruno César
Enzo Pérez
Rodrigo Mora
Melgarejo
Lima
Portugueses (14):
Roderick
Fábio Coentrão
César Peixoto
Fábio Faria
Eduardo
Mika
André Almeida
Luís Martins
David Simão
Rúben Pinto
Nélson Oliveira
Yannick Djaló
Paulo Lopes
Luisinho
Dos 14 portugueses que treinaram regularmente com o plantel principal, apenas 3 fizeram mais de 10 jogos no tempo em que estiveram no clube. É preciso dizer mais alguma coisa?
Sul-americanos (24):
Júlio César
Patric
Shaffer
Airton
Ramires
Felipe Menezes
Keirrison
Weldon
Javier Saviola
Alan Kardec
Éder Luís
Jardel
Nico Gaitán
Franco Jara
Toto Salvio
José Luís Fernández
Artur Moraes
Ezequiel Garay
Emerson
Bruno César
Enzo Pérez
Rodrigo Mora
Melgarejo
Lima
Portugueses (14):
Roderick
Fábio Coentrão
César Peixoto
Fábio Faria
Eduardo
Mika
André Almeida
Luís Martins
David Simão
Rúben Pinto
Nélson Oliveira
Yannick Djaló
Paulo Lopes
Luisinho
Dos 14 portugueses que treinaram regularmente com o plantel principal, apenas 3 fizeram mais de 10 jogos no tempo em que estiveram no clube. É preciso dizer mais alguma coisa?
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domingo, 2 de setembro de 2012
O meio-campo do Benfica e o queijo suíço
O Benfica venceu o Nacional por 3-0. Não sei que jogo viram, mas o que eu vi, ou do que pude ver, fiquei preocupado com vários aspectos do jogo do Benfica. Houve muita falta de vontade e algum amadorismo até. Erros antigos, vícios velhos e pouca evolução. E com a saída de Javi, novos problemas apareceram. Se isto foi assim hoje, não quero pensar no que pode vir a ser no futuro. Urge evoluir. O Benfica venceu o Nacional por um resultado totalmente enganador. Se houvesse competência do adversário, e vai haver no futuro, porque nem todas as equipas são tão medíocres como o Nacional, vai haver muita choradeira para os lados da Luz.
Tacticamente, a equipa é uma nódoa. Parece que não se prepara, que não estuda os adversários, que aplica o mesmo modelo de jogo e as mesmas ideias padrão para cada jogo independentemente do adversário, sem qualquer preocupação pelos pontos débeis dos rivais. Se as coisas saem bem, à primeira, maravilha. Se tal não acontece, está o caldo entornado. A equipa perde o norte, Jesus disparata e começa a tirar médios para meter pontas-de-lança, lançam-se todos ao ataque e fé no Artur lá atrás. Surreal. Isto não é de mestre da táctica. O Benfica, actualmente, vive de individualidades. Vive da inspiração de Salvio, que tem sido enorme neste arranque de época. Vive dos golos de Cardozo, da entrega de Witsel e de raides de Rodrigo. O Benfica é pouco mais que isto. Vêem uma equipa neste Benfica? Eu vejo apenas 11 jogadores, não uma equipa. E no futebol, como é sabido, o todo é mais que a soma das partes.
Há vários aspectos específicos do jogo que não consigo entender. Um deles é a saída para o ataque organizado. Nos primeiros anos de Jesus, quando Aimar era titular absoluto, o argentino baixava no terreno e, apoiado pelos colegas que se encontravam perto, lançava o Benfica no ataque. Hoje, sem Aimar, não há ninguém que desça para assumir a batuta e o espaço entre os jogadores de trás (Luisão, Witsel e Garay) e os da frente é colossal. Como pode o Benfica tentar sair a jogar de forma organizada com a equipa partida em dois bolos, com a bola nos jogadores mais atrasados, e com os jogadores mais adiantados longíssimo dos três de trás? Hoje voltei a assistir a algo que pensava já estar completamente ultrapassado desde os tempos de Camacho: Luisão, o maestro, o organizador de jogo quando Pablo Aimar (ou outro qualquer "fantasista") não está em campo. Voltámos aos piores tempos da época 2007/2008, onde o chuveirinho de Luisão foi o método mais usado para sair a jogar.
Outro dos enorme erros deste Benfica é o posicionamento de Witsel na saída com bola. Não pode estar constantemente a fazer o que Javi fazia se for a aposta de Jesus para "6" da equipa. Quando Witsel baixa no terreno para o meio dos centrais, o Benfica perde o seu melhor e mais importante elo de ligação entre defesa e ataque. Eu não estou à espera de ver Carlos Martins a pegar na bola e levá-la para a frente como o belga faz. O mal do Benfica é não ter dois "Witseis". Mas se eu pudesse escolher apenas um, escolheria o Witsel "número 8", não o "número 6". É aí que rende mais e onde pode dar mais e melhores soluções do ponto de vista ofensivo e defensivo, sobretudo no que aos equilíbrios diz respeito. Na ausência de Javi, Airton ou Amorim dariam tanto jeito. É que se faltar Matic, o Benfica ficará de braços e pernas atados, Jesus sabe-o e disse-o no flash interview da SportTV: "se tivermos de lançar jogadores como o André Almeida ou o André Gomes, vamos pagar a factura". Pois vamos, e não vai ser barata.
Mas, paradoxalmente, o Matic no qual Jesus confia é o mesmo no qual Jesus não confia. Confusos? Ouvir Jesus, um nabo táctico, dizer que Matic ainda não tem conhecimentos tácticos que lhe permitam fazer a posição de Javi, é de génio (disse-o antes do jogo). Portanto, recapitulando, Matic é jogador do Benfica desde Janeiro de 2011, treina com Jesus desde Junho de 2011 e, em 14 meses com Jesus, não aprendeu o suficiente para jogar a trinco. Já Melgarejo, em apenas um mês, aprendeu o suficiente para ser titular a defesa esquerdo. Das três, uma: ou Matic é burro, ou Melgarejo é um génio ou Jesus quer tomar-nos por parvos. Vou pela terceira.
Defensivamente, o Benfica é um caos. O número de vezes em que os adversários aparecem em superioridade numérica é preocupante. Foram várias as vezes em que o Nacional galgou 30, 40, 50, 60 metros no terreno, à vontade, em contra-ataque, sem oposição e muitas vezes em igualdade numérica ou até em superioridade. A quantidade absurda de vezes que chegaram à entrada da área prontos para rematar à baliza de Artur é inadmissível. A pressão exagerada com 3 homens a caírem sobre o portador da bola deixando crateras maiores que as da Lua para o Nacional atacar só resultou em lances de golo para os insulares. O espaço concedido nas laterais fruto das acções ofensivas do paraguaio e do uruguaio é mais que muito. Nunca, em toda a minha vida, vi o Benfica defender tão mal.
O Benfica está a viver das individualidades. Vive de fogachos ofensivos e da inspiração momentânea dos seus craques. E é assim que vai ganhar os jogos do campeonato, tal como o Porto. Com dois treinador tacticamente presos no Paleolítico inferior, Benfica ou Porto, apenas um deles, será campeão e tudo graças às individualidades. Elas vão resolver os jogos. Hoje foram Cardozo e, sobretudo, Salvio pelo Benfica. O Porto, quando se sentir apertado, vai recorrer a Hulk como se não houvesse amanhã. Quando o "gás" destes atletas esgotar... caput! Adeus título. Se é verdade que a liga portuguesa em termos de competitividade bateu no fundo, não é menos verdade que os treinadores para 2012/2013 são dos piores que tenho visto em largos, larguíssimos anos.
Eu já vi este filme, conheço de cor o guião e as personagens e até acho que já sei o fim.
Tacticamente, a equipa é uma nódoa. Parece que não se prepara, que não estuda os adversários, que aplica o mesmo modelo de jogo e as mesmas ideias padrão para cada jogo independentemente do adversário, sem qualquer preocupação pelos pontos débeis dos rivais. Se as coisas saem bem, à primeira, maravilha. Se tal não acontece, está o caldo entornado. A equipa perde o norte, Jesus disparata e começa a tirar médios para meter pontas-de-lança, lançam-se todos ao ataque e fé no Artur lá atrás. Surreal. Isto não é de mestre da táctica. O Benfica, actualmente, vive de individualidades. Vive da inspiração de Salvio, que tem sido enorme neste arranque de época. Vive dos golos de Cardozo, da entrega de Witsel e de raides de Rodrigo. O Benfica é pouco mais que isto. Vêem uma equipa neste Benfica? Eu vejo apenas 11 jogadores, não uma equipa. E no futebol, como é sabido, o todo é mais que a soma das partes.
Há vários aspectos específicos do jogo que não consigo entender. Um deles é a saída para o ataque organizado. Nos primeiros anos de Jesus, quando Aimar era titular absoluto, o argentino baixava no terreno e, apoiado pelos colegas que se encontravam perto, lançava o Benfica no ataque. Hoje, sem Aimar, não há ninguém que desça para assumir a batuta e o espaço entre os jogadores de trás (Luisão, Witsel e Garay) e os da frente é colossal. Como pode o Benfica tentar sair a jogar de forma organizada com a equipa partida em dois bolos, com a bola nos jogadores mais atrasados, e com os jogadores mais adiantados longíssimo dos três de trás? Hoje voltei a assistir a algo que pensava já estar completamente ultrapassado desde os tempos de Camacho: Luisão, o maestro, o organizador de jogo quando Pablo Aimar (ou outro qualquer "fantasista") não está em campo. Voltámos aos piores tempos da época 2007/2008, onde o chuveirinho de Luisão foi o método mais usado para sair a jogar.
Outro dos enorme erros deste Benfica é o posicionamento de Witsel na saída com bola. Não pode estar constantemente a fazer o que Javi fazia se for a aposta de Jesus para "6" da equipa. Quando Witsel baixa no terreno para o meio dos centrais, o Benfica perde o seu melhor e mais importante elo de ligação entre defesa e ataque. Eu não estou à espera de ver Carlos Martins a pegar na bola e levá-la para a frente como o belga faz. O mal do Benfica é não ter dois "Witseis". Mas se eu pudesse escolher apenas um, escolheria o Witsel "número 8", não o "número 6". É aí que rende mais e onde pode dar mais e melhores soluções do ponto de vista ofensivo e defensivo, sobretudo no que aos equilíbrios diz respeito. Na ausência de Javi, Airton ou Amorim dariam tanto jeito. É que se faltar Matic, o Benfica ficará de braços e pernas atados, Jesus sabe-o e disse-o no flash interview da SportTV: "se tivermos de lançar jogadores como o André Almeida ou o André Gomes, vamos pagar a factura". Pois vamos, e não vai ser barata.
Mas, paradoxalmente, o Matic no qual Jesus confia é o mesmo no qual Jesus não confia. Confusos? Ouvir Jesus, um nabo táctico, dizer que Matic ainda não tem conhecimentos tácticos que lhe permitam fazer a posição de Javi, é de génio (disse-o antes do jogo). Portanto, recapitulando, Matic é jogador do Benfica desde Janeiro de 2011, treina com Jesus desde Junho de 2011 e, em 14 meses com Jesus, não aprendeu o suficiente para jogar a trinco. Já Melgarejo, em apenas um mês, aprendeu o suficiente para ser titular a defesa esquerdo. Das três, uma: ou Matic é burro, ou Melgarejo é um génio ou Jesus quer tomar-nos por parvos. Vou pela terceira.
Defensivamente, o Benfica é um caos. O número de vezes em que os adversários aparecem em superioridade numérica é preocupante. Foram várias as vezes em que o Nacional galgou 30, 40, 50, 60 metros no terreno, à vontade, em contra-ataque, sem oposição e muitas vezes em igualdade numérica ou até em superioridade. A quantidade absurda de vezes que chegaram à entrada da área prontos para rematar à baliza de Artur é inadmissível. A pressão exagerada com 3 homens a caírem sobre o portador da bola deixando crateras maiores que as da Lua para o Nacional atacar só resultou em lances de golo para os insulares. O espaço concedido nas laterais fruto das acções ofensivas do paraguaio e do uruguaio é mais que muito. Nunca, em toda a minha vida, vi o Benfica defender tão mal.
O Benfica está a viver das individualidades. Vive de fogachos ofensivos e da inspiração momentânea dos seus craques. E é assim que vai ganhar os jogos do campeonato, tal como o Porto. Com dois treinador tacticamente presos no Paleolítico inferior, Benfica ou Porto, apenas um deles, será campeão e tudo graças às individualidades. Elas vão resolver os jogos. Hoje foram Cardozo e, sobretudo, Salvio pelo Benfica. O Porto, quando se sentir apertado, vai recorrer a Hulk como se não houvesse amanhã. Quando o "gás" destes atletas esgotar... caput! Adeus título. Se é verdade que a liga portuguesa em termos de competitividade bateu no fundo, não é menos verdade que os treinadores para 2012/2013 são dos piores que tenho visto em largos, larguíssimos anos.
Eu já vi este filme, conheço de cor o guião e as personagens e até acho que já sei o fim.
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sábado, 1 de setembro de 2012
Te amo, te amo, Benfica!*
Eu também te amo, Benfica, mas tu não queres nada de mim. Nem de mim nem dos outros sócios. Esqueceste o teu passado, andas alheado do presente e não sabes o que queres para o futuro. Cuspiste nas pessoas que te ergueram, desprezaste quem te deu valor e hoje levantas-te sobre os ombros de gente de índole e carácter duvidoso. Amo-te Benfica. Pena que não gostes tanto de ti como eu gosto.
A saída de Javi Garcia foi apenas mais um triste episódio que só prova a "incompetência" de quem dirige o Benfica. Se o Benfica estava obrigado a vender devido à falta de liquidez, por que motivo esperou pelo dia 31 de Agosto para o fazer, a preço de saldo, inviabilizando a contratação de um substituto? Ainda por cima, ao preço a que foi vendido, questiono-me porque é que o Benfica não vendeu jogadores excedentários como Gaitán e todos os outros que se encontram a treinar à parte ou emprestados por "n" clubes sem possibilidade de retorno à Luz, perfazendo assim os ditos 20 milhões de euros? E porque motivo se contratou um extremo que não faz parte das contas de Jesus, engrossando a larguíssima lista de jogadores para essa posição? Ou um avançado em final de contrato por 4,5 milhões de euros, cláusula de rescisão do mesmo, mais a cedência a título de empréstimo de um jogador que custou 1 milhão há uns meses, quando se tinha uma jovem promessa portuguesa que foi emprestada para a Coruña? Só nestes disparates, o Benfica estoirou, sem necessidade, 14,5 milhões de euros. Com mais 5,5 milhões que poderiam ter sido feitos com os encalhados Júlio César, Sidnei, Shaffer ou Urreta, não haveria necessidade de vender Javi. B-A = BA.
Como se vê, a saída de Javi não era uma necessidade imperial. Havia outras formas de resolver o problema. Gestores sérios e competentes não teriam de "cobrar" esta dívida ao Benfica, pelo menos desta forma. Dirigentes competentes não aceitariam que as coisas se resolvessem deste modo. Mas a propósito não sei de quê, continua a existir uma crença cega nas pessoas que, em dez anos, quadruplicaram o passivo de Vale e Azevedo. A essas pessoas só desejo que confiem as suas poupanças a Domingos Soares de Oliveira, Luís Filipe Vieira e demais incompetentes. Pode ser que, acabando na penúria, se apercebam do que está a acontecer no Benfica. Ou nem isso, que eu vi aquelas carpideiras na televisão norte-coreana a chorar a morte do Querido Líder. Ou sei que no funeral de Salazar houve milhares de pessoas nas ruas a acompanhar o percurso da viatura que levava o corpo do ditador. Somos assim. Às vezes, mesmo na miséria física, financeira e intelectual, continuamos a apoiar que nos tornou fracos, pobres e burros, em nome de uma ridícula e absurda estabilidade medíocre, por aconchego, por conforto, por falta de vontade em mudar, por inépcia.
Como se não bastasse a saída de um dos pilares do onze titular, a meu ver, a par de Witsel, o jogador mais importante e cuja a venda constituiria o maior rombo nas aspirações do Benfica para 2012/2013, o nosso clube não antecipou o futuro e, apanhado com as calças na mão, não contratou nenhum jogador para substituir o ex-camisola 6. A isto chama-se "planeamento zero". Se o Benfica já sabia que teria de vender alguém até 31 de Agosto, por que motivo não acautelou a possível/provável saída de Javi (ou Witsel) tendo na manga um nome para substituir o espanhol? Costuma-se dizer que quem não tem cão, caça com gato. O problema é que para a posição de trinco, não há cão nem gato. Matic não tem as mesmas características de Javi, estando a anos-luz de assegurar a mesma qualidade defensiva do murciano. Witsel não é trinco puro. Amorim, que poderia ser a solução para este problema, está a reforçar um rival ao título por incompatibilidades com Jesus. Se no ano passado retiraram o tapete a Jesus em Janeiro, com a sua patética conivência, desta vez nem esperaram por Setembro. Obrigado a todos.
Assim vai o Benfica. Inicia a época sem defesa esquerdo, com uma adaptação em curso e um jogador que não conta para Jesus, sem substituto no plantel principal para Maxi, e sem trinco. Isto é mais que meio caminho andado para oferecer o tricampeonato ao Porto, que manteve Moutinho e Hulk, fazendo de Vítor Pereira bicampeão. Só em Portugal. Meus caros, isto não é incompetência. Resta saber se é negligência ou temos gente mal intencionada a decidir, autênticos Porcos de Tróia a dirigir o clube.
Os sócios já não são sócios. São meros clientes. Disse-o há uns dias e confirmou-se. Na semana passada recebi o telefonema de uma simpática jovem que trabalha para o clube a tentar vender-me pedras da calçada, vulgo Praça dos Heróis (outra aberração que será falada brevemente). Um Benfica voltado para os sócios dar-lhes-ia campeonatos. Um Benfica voltado para os clientes tenta vender-lhes os calhaus à volta do Estádio ao preço de 62,90€ o mais barato.
O que interessa às pessoas que dirigem o Benfica é que os sócios, perdão, clientes, estejam interessados em questões secundárias como comprar pedras, jogar futvólei na Praça Centenarium, ir a sessões de autógrafos nos Restauradores, marcar restaurantes pelo site oficial, etc. Questões fulcrais como a conquista de campeonatos são vistas como fait-divers. Porque se os sócios vissem o que está prestes a acontecer em termos de contabilidade de títulos nacionais, talvez se apercebessem de que o Benfica está a um passo de deixar de ser, mesmos em termos históricos, o maior clube de Portugal.
*Frase de Javi Garcia na comemoração do título de campeão nacional 2009/2010.
A saída de Javi Garcia foi apenas mais um triste episódio que só prova a "incompetência" de quem dirige o Benfica. Se o Benfica estava obrigado a vender devido à falta de liquidez, por que motivo esperou pelo dia 31 de Agosto para o fazer, a preço de saldo, inviabilizando a contratação de um substituto? Ainda por cima, ao preço a que foi vendido, questiono-me porque é que o Benfica não vendeu jogadores excedentários como Gaitán e todos os outros que se encontram a treinar à parte ou emprestados por "n" clubes sem possibilidade de retorno à Luz, perfazendo assim os ditos 20 milhões de euros? E porque motivo se contratou um extremo que não faz parte das contas de Jesus, engrossando a larguíssima lista de jogadores para essa posição? Ou um avançado em final de contrato por 4,5 milhões de euros, cláusula de rescisão do mesmo, mais a cedência a título de empréstimo de um jogador que custou 1 milhão há uns meses, quando se tinha uma jovem promessa portuguesa que foi emprestada para a Coruña? Só nestes disparates, o Benfica estoirou, sem necessidade, 14,5 milhões de euros. Com mais 5,5 milhões que poderiam ter sido feitos com os encalhados Júlio César, Sidnei, Shaffer ou Urreta, não haveria necessidade de vender Javi. B-A = BA.
Como se vê, a saída de Javi não era uma necessidade imperial. Havia outras formas de resolver o problema. Gestores sérios e competentes não teriam de "cobrar" esta dívida ao Benfica, pelo menos desta forma. Dirigentes competentes não aceitariam que as coisas se resolvessem deste modo. Mas a propósito não sei de quê, continua a existir uma crença cega nas pessoas que, em dez anos, quadruplicaram o passivo de Vale e Azevedo. A essas pessoas só desejo que confiem as suas poupanças a Domingos Soares de Oliveira, Luís Filipe Vieira e demais incompetentes. Pode ser que, acabando na penúria, se apercebam do que está a acontecer no Benfica. Ou nem isso, que eu vi aquelas carpideiras na televisão norte-coreana a chorar a morte do Querido Líder. Ou sei que no funeral de Salazar houve milhares de pessoas nas ruas a acompanhar o percurso da viatura que levava o corpo do ditador. Somos assim. Às vezes, mesmo na miséria física, financeira e intelectual, continuamos a apoiar que nos tornou fracos, pobres e burros, em nome de uma ridícula e absurda estabilidade medíocre, por aconchego, por conforto, por falta de vontade em mudar, por inépcia.
Como se não bastasse a saída de um dos pilares do onze titular, a meu ver, a par de Witsel, o jogador mais importante e cuja a venda constituiria o maior rombo nas aspirações do Benfica para 2012/2013, o nosso clube não antecipou o futuro e, apanhado com as calças na mão, não contratou nenhum jogador para substituir o ex-camisola 6. A isto chama-se "planeamento zero". Se o Benfica já sabia que teria de vender alguém até 31 de Agosto, por que motivo não acautelou a possível/provável saída de Javi (ou Witsel) tendo na manga um nome para substituir o espanhol? Costuma-se dizer que quem não tem cão, caça com gato. O problema é que para a posição de trinco, não há cão nem gato. Matic não tem as mesmas características de Javi, estando a anos-luz de assegurar a mesma qualidade defensiva do murciano. Witsel não é trinco puro. Amorim, que poderia ser a solução para este problema, está a reforçar um rival ao título por incompatibilidades com Jesus. Se no ano passado retiraram o tapete a Jesus em Janeiro, com a sua patética conivência, desta vez nem esperaram por Setembro. Obrigado a todos.
Assim vai o Benfica. Inicia a época sem defesa esquerdo, com uma adaptação em curso e um jogador que não conta para Jesus, sem substituto no plantel principal para Maxi, e sem trinco. Isto é mais que meio caminho andado para oferecer o tricampeonato ao Porto, que manteve Moutinho e Hulk, fazendo de Vítor Pereira bicampeão. Só em Portugal. Meus caros, isto não é incompetência. Resta saber se é negligência ou temos gente mal intencionada a decidir, autênticos Porcos de Tróia a dirigir o clube.
Os sócios já não são sócios. São meros clientes. Disse-o há uns dias e confirmou-se. Na semana passada recebi o telefonema de uma simpática jovem que trabalha para o clube a tentar vender-me pedras da calçada, vulgo Praça dos Heróis (outra aberração que será falada brevemente). Um Benfica voltado para os sócios dar-lhes-ia campeonatos. Um Benfica voltado para os clientes tenta vender-lhes os calhaus à volta do Estádio ao preço de 62,90€ o mais barato.
O que interessa às pessoas que dirigem o Benfica é que os sócios, perdão, clientes, estejam interessados em questões secundárias como comprar pedras, jogar futvólei na Praça Centenarium, ir a sessões de autógrafos nos Restauradores, marcar restaurantes pelo site oficial, etc. Questões fulcrais como a conquista de campeonatos são vistas como fait-divers. Porque se os sócios vissem o que está prestes a acontecer em termos de contabilidade de títulos nacionais, talvez se apercebessem de que o Benfica está a um passo de deixar de ser, mesmos em termos históricos, o maior clube de Portugal.
*Frase de Javi Garcia na comemoração do título de campeão nacional 2009/2010.
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