terça-feira, 12 de janeiro de 2010

José Maria Pedroto, um homem bom

Ou se calhar não. Não mesmo. A autêntica lavagem cerebral que a comunicação social nos tem presenteado nos últimos dias sobre esta personagem mítica, o pai da corrupção no futebol português, é de um mau profissionalismo e incompetência atroz. Quem não se lembrasse ou não soubesse quem foi Pedroto ficaria com uma excelente imagem do treinador e homem. Mas a verdade não é, nem de perto nem de longe, aquilo que nos têm mostrado. Vamos aos factos:

1 - A compra de árbitros, já relatada no famoso artigo publicado no jornal A Capital dizia: Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada futebolística. Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o presidente do Sporting“Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma cláusula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros. “Como, não percebo?” Indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem. Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse:“Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século”

2 - O racismo para com Mário Wilson também é sobejamente conhecido, tendo o nosso ex-treinador afirmado que, e passo a citar, "Pedroto era intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo".

3 - O clima de guerra com a Selecção não é propriamente uma novidade entre o seleccionador e o treinador, Queiroz, enquanto adjunto do Manchester United também teve as suas discussões com Scolari, mas nunca vi tal coisa como os ataques lançados por Pedroto a Mário Wilson, chamando-o de "palhaço" e tantas outras coisas que não sabemos mas imaginamos.

4 - A Guerra Norte-Sul da qual foi o criador, uma guerra imaginária mas ao mesmo tempo real e que só tem uma direcção, essa mesma, do Norte para o Sul. O problema é que eles ainda não perceberam que há muitos e bons benfiquistas no Norte de Portugal e que tal guerra foi o princípio do lamaçal em que se tornou o futebol português. E todos sabemos qual é o animal que se dá bem no meio da lama. O porco.

15 comentários:

Éter disse...

Queria só acrescentar uma coisa:

Óinc, óinc!!!

Anónimo disse...

2 - O racismo para com Mário Wilson também é sobejamente conhecido, tendo o nosso ex-treinador afirmado que, e passo a citar, "Pedroto era intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo".
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Tá bem tá, deixem se de tretas... enfim
O M Wilson se tivesse na terra dele não havia racismo.

No que concerne ao Pedroto, um bom treinador sem margem de duvidas que marcou o futebol português, para o bem e para o mal.
Era rival do Benfica, mas era um português honrado, daqueles que fazem falta.

Galaad disse...

Mentor do ódio. Mestre da intriga. É tudo o que se me apraz dizer sobre tão sinistra personagem.

Ao contrário do que se apregoa por ai, não veio trazer nada de bom. Nem ao futebol,nem a Portugal.

Galaad disse...
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O 7 Maldito disse...

Um selvagem.

Anónimo disse...
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Homem da Luz disse...

sinceramente não conheço profundamente a história do sr., mas depois de ouvir o Apito da Costa a chamar-lhe de "mestre", acredito neste post e muitas outras histórias que tenho ouvido do xô Zé Maria.
Aliás, fazer um encontro de homenagem a um homem que já morreu que apenas se justificou para continuar a incendiar o ódio e maldizer, é porque se calhar o "mestre" teria gostado.

CARREGA BENFICA

O 7 Maldito disse...

Ó Galaad, o vosso amigo "anónimo" deixou um recado para vocês lá no meu apartado. Abraços!

Anónimo disse...
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Vermelhusco disse...

Comeca a tornar repulsivo o numero de comentarios de antis que estao a passar pelo crivo dos autores deste blog.

Quanto ao Pedroto, nao e do meu tempo pois eu tenho 26 anos. Mas esta veneracao pela personagem nao e de agora.

Desde que leio a bola que este jornal fala do Pedroto como um "mestre" e o melhor treinador portugues ate ao Mourinho.

Mas pelo que fiquei a saber dele agora ja nao acredito nem um pouco nisso.

Galaad disse...

Vermelhusco:

Acredita que, e refiro-me á maior parte, não são publicados.

A doença desta gente é de tal modo grave que alguns até dizem, e escrevem, que o zé maria maroto é melhor que o Mourinho.

Abraço

JNF disse...

Tu és muito bonzinho, Galaad, mas comigo os comentários dos anti não tinham passado, pelo menos quase nenhum, especialmente o segundo que deixaste, que é claramente RACISTA para com o grande Mário Wilson.

Bola7 disse...

deixem de treta..Pedroto um dia disse..."Não posso chamar de palhaço a ele(Mário Wilson)porque os palhaços não se pintam de preto...mais palavra menso palavra..mais virgula menos virgula...

iBenfiquista disse...

"José Maria Pedroto, um homem bom".... morto!

Dylan disse...

Aquilo que parecia ser uma homenagem a José Pedroto, 25 anos após a sua morte, pelo presidente do FC Porto, transformou-se num discurso incendiário com sinais de sobrenatural, desrespeitando a presença de amigos e familiares do antigo treinador em prol do odioso inimigo vermelho. Temo, porém, que o discurso perante tão estimado auditório serviu para expurgar pecados passados em que ambos foram unha com carne: a insubordinação perante Américo de Sá, no famoso "verão quente", os ataques insultuosos a Mário Wilson, a vergonhosa intimidação da Selecção Nacional, na estação de Campanhã, utilizada como arma de arremesso numa ridícula guerrilha Norte-Sul. A constante diabolização de "Lisboa a arder" valeu a união e o apoio mútuo entre sportinguistas e benfiquistas, na temporada de 79/80, onde venceram campeonato e taça, impensável nos dias de hoje. Porque movimentos descentralizadores, regionalistas, apesar de terem razão de existirem numa perspectiva de desenvolvimento, não são consentâneos com discursos brejeiros, revanchistas, que se traduzem num complexo de inferioridade bolorento.

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