Quarta-feira saí da Luz frustrado, mas extremamente agradado com a exibição - em meu entender, a melhor que realizámos desde o último agigantamento, em Anfield, há dois anos. Estavam reunidas todas as condições: plantel totalmente disponível, dificuldades de entrosamento ultrapassadas; muito resumidamente, equipa com a moral em alta, na máxima força para dominar o campeão europeu. E o Benfica tem essa capacidade de se engalanar para estes grandes duelos Europeus - vide ManUtd, Liverpool e Barça.Não foi desta que Camacho atingiu alguma notoriedade na Europa. O habitual cinismo italiano não escondeu, no entanto, a fabulosa exibição dos comandados do espanhol, que apenas pecou pela demora nas substituições, justificável, ainda assim, pelo que aquele onze estava a fazer até então. Perante uma arbitragem que, como já vem sendo hábito, favorece os colossos europeus (não que não sejamos um, mas ultimamente não primamos pela influência que temos na Uefa, pois não, Sr. Platini?), as oportunidades foram muitas, mas faltou ao Benfica aquela estrelinha que nos tem acompanhado no campeonato. Continua a faltar, para minha infelicidade, um ponta-de-lança que seja um verdadeiro matador. Tivesse o Inzaghi jogado...
Sábado recebemos o fóculporto para o sempre apetecível clássico. E na quarta-feira à noite, enquanto regressava a casa, só pensava como seria se jogássemos assim amanhã, e na goleada que daí adviria, enquanto me esquecia, deleitado com o golo do Maxi, que nesse dia tinha sido nomeado Jorge Sousa - sim, aquele árbitro da AF Porto que esteve castigado nas duas últimas jornadas - para arbitrar o jogo. Reitero, ainda assim, a minha confiança. Mas esqueçam a goleada.
















