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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Franco Jara - quando gostamos de estar enganados

Quando o jovem argentino chegou ao Benfica, as suas qualidades futebolísticas eram, para mim, uma incógnita. Nunca o tinha visto jogar e o que sabia dele é que era fisicamente parecido com Carlos Tévez. Nos amigáveis de pré-época, o pouco tempo jogado não permitiu retirar grandes ilações, mas mostrou duas realidades opostas: técnica e vontade de um lado, atrapalhação e péssimas decisões do outro.

Devido à muita concorrência que tem para o lugar que ocupa, Franco Jara foi utilizado a conta-gotas. Foi tendo direito a apenas alguns minutos e nas primeiras oportunidades, desiludiu. Entrou quase sempre mal e evidenciou todos os tiques característicos do futebol sul-americano, nomeadamente o individualismo e as péssimas decisões. Não marcou, não deu a marcar e foram mais as jogadas ofensivas do Benfica que ajudou a destruir que a construir. Foi prematuramente apelidado de Bergessio, uma vez que, e apesar da vontade evidente que tinha, eram notórias as deficiências do seu futebol.

Mas Jara soube dar a volta por cima. Com trabalho e tempo, algo que geralmente falta a alguns sul-americanos no primeiro ano de futebol europeu, as suas qualidades começaram a vir ao de cima. Ao contrário de outros, conseguiu impor-se e apesar de continuar a ser o terceiro avançado do plantel já transmite muito mais confiança e está notoriamente mais forte, mais capaz de desequilibrar. Hoje vejo em Jara um reforço de pode assegurar a manutenção da qualidade do jogo ofensivo no Benfica quando provado de, por exemplo, Saviola, algo impensável há dois meses.

Jara surpreendeu-me pela positiva. Pensei mesmo que seria o novo Bergessio do Benfica, um jogador com alguma qualidade mas sem capacidade para se impor num clube como o nosso. O primeiro passo para se poder jogar na Europa é compreender que, mais do que o indivíduo, há uma equipa. Jara já percebeu isso, já entendeu que isto não é o Arsenal de Sarandí, onde era "obrigado" a fazer tudo sozinho. Ultrapassada esta questão, podemos esperar muito deste jovem.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Bienvenido Bergessio!

Técnica
Não é um tecnicista, raramente o vemos a fintar, mas o seu controlo de bola, ora cobrindo-a e esperando uma linha de passe, ora avançando com ela, indo para cima dos defesas, é excelente. Nesses momentos, é muito difícil de ser desarmado.

Táctica
Sabe que, apesar de ser um avançado, o jogo não se esgota em zonas perto da área, e, por isso, recua muitas vezes no terreno para buscar a bola e transporta-la para a área. Nessa acção também procura pressionar a saída de bola do adversário.

Velocidade
Não é um velocista para explodir nos espaços vazios, mas desmarca-se muito bem perto da área. Quando tem espaço, porem, ataca a bola e procura executar rápido. A sua velocidade confunde-se quase sempre com a robustez física com que invade decidido o último terço do terreno.

Pé direito
É o pé com que procura mais resolver as jogadas quando tem espaço. Na condução também toca mais vezes a bola com ele, revelando boa precisão de passe.

Pé esquerdo
Como é ambidestro, embora seja com o direito que toca mais vezes, os remates mais fortes, aqueles menos em jeito, surgem com o esquerdo – os famosos zurdazos, como lhe chamam os hispânicos.

Jogo Aéreo
Embora não seja um cabeceador nato, sobe com garra e decisão, ataca a bola e revela boa técnica de cabeceamento, colocando o remate.

Personalidade
Sente-se que é um jogador de carácter. Raramente o vemos a discutir, luta por todas as bolas e transmite garra aos companheiros.

Capacidade atlética
A combatividade é o ponto forte do seu futebol. Uma característica que nasce da atitude competitiva e da sua resistência fica para usar o corpo na cobertura e condução da bola. Corre 90 minutos com a mesma intensidade.


Por Luis Freitas Lobo, in Planeta do Futebol.

Devo dizer que este é um reforço que me agrada muito. Raçudo, leal, ambidestro e tem um físiso impressionante. Pode ser aquele jogador que, sem estar rotulado de craque, nos surpreenda pela positiva esta época. Este ano isso sucedeu-se com.. Katsouranis.

Entretanto, enquanto os dirigentes se esforçam para fazer regressar Miccoli, e augurando um retorno de Manuel Fernandes, ficam a faltar três reforços para a próxima época: um central, um médio centro e um outro avançado. As soluções podem vir da equipa de Juniores: Miguel Víctor, Romeu Ribeiro e Yu Dabao vão fazer a pré-época às ordens de Ferenando Santos.