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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Olá Benfica, seja bem-vindo

Foi um grande Benfica aquele que vimos esta noite no estádio da Luz. A equipa entrou desde o primeiro minuto disposta a despachar a eliminatória bem cedo e não fosse a ineficácia na hora do remate, bem como a excelente exibição do guarda redes búlgaro do Twente, Nikolay Mihaylov, e no final dos primeiros 45 minutos a coisa estava já arrumada. O Benfica foi sempre nesse período, bem como em todo o jogo aliás, muitíssimo superior aos holandeses, fazendo um pressing avassalador sobre a saída de bola do Twente, não os deixando respirar, com um Witsel imperial no apoio a um Javi Garcia de volta aos melhores momentos, para não falar de um fantástico Aimar, que pauta os ritmos do jogo a seu belo prazer, dependendo do que a equipa necessita. Só por manifesto infortúnio é que os holandeses não saíram da Luz ao intervalo com uma goleada no bolso.

Era de pensar que o segundo tempo trouxesse mais dificuldades, pensaria-se que o Twente poderia arriscar mais em busca do golo que precisavam para seguir em frente, mas aquilo que vimos, foi mais do mesmo, com uma diferença: o Benfica marcou, por três vezes e acabou com o jogo rapidamente, não fosse o Diabo tecê-las. Um grande Witsel, que juntou 2 golos a uma fantástica exibição no meio campo encarnado, foi talvez o MVP da partida, a par de El Mago. O primeiro golo então, foi soberbo. Numa noite que era especial para Luisão, pouco tempo depois de realizar 300 jogos de águia ao peito, carimbou esse feito com um belo golo de cabeça, nada a que não estejamos já habituados por parte do capitão do Benfica. Mesmo sofrendo um golo no último quarto de hora do encontro estava tudo decidido e o ideal foi alcançado: uma boa exibição, vitória e consequente apurtamento para a fase de grupos da liga dos campeões. Bem haja! Quero ver este Benfica muitas mais vezes!

Ganhar e exorcizar fantasmas

Logo mais o Benfica recebe o Twente no Estádio da Luz, para decidir finalmente quem segue para a fase de grupos da liga milionária. Depois de um empate a duas bolas fora de casa, estão todas as condições reunidas para carimbar o passaporte para a fase seguinte, mas atenção: Nada está ganho. Os holandeses mostraram ter valor na primeira mão, mostraram que podem colocar dificuldades ao Benfica e que têm dentro do plantel alguns jogadores que podem fazer a diferença. Contudo não podem existir desculpas, a obrigação é estar presente na fase de grupos, outro cenário seria quase catastrófico.

Pela convocatória de Jorge Jesus para o jogo, é relativamente fácil concluir, digo eu, que a equipa vai evoluir em campo, novamente num 4-2-3-1 e na minha óptica, de outra forma não poderia ser. Estranha a ausência de Jara todavia, entre os convocados, pelo que apenas Cardozo e Saviola serão opções para a frente de ataque. É certo que Gaitán ou Nolito poderão fazer uma perninha na frente se necessário for, mas não deixa de ser uma opção muito discutível prescindir de Jara, ainda para mais quando Mora não está inscrito para esta fase da competição e Rodrigo e Nélson Oliveira, ainda estão na ressaca do mundial de sub-20. Em relação ao jogo da primeira volta na Holanda, não faria mexidas nenhumas no onze titular:

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Alguma alteração a existir, seria a saída de Gaitán para a entrada de Enzo Pérez, continuo a achar que o Gaitán tem andado com algumas limitações físicas, mas em condições normais e apesar de ser um jogador que não cai no goto a toda gente, tem de ser titular, pois é um dos principais desiquilibradores da equipa. Tem é que ao mesmo tempo, assimilar bem o seu papel nos momentos defensivos, coisa que por exemplo, Nolito consegue fazer com mais acerto. Este tipo de jogos decidem-se nos detalhes e um simples erro pode significar a ruína. Seja dos jogadores, seja do treinador... O que quero dizer com isto? Se Jesus, por algum acaso apostar no seu 4-1-3-2, coisa que penso que não vai acontecer, vai correr riscos a mais, ainda para mais com um Javi Garcia longe do seu fulgor, da melhor forma.

Este jogo pode decidir o que vem aí na temporada do Benfica, tenho poucas dúvidas sobre isso. Um eventual afastamento da champions, poderia colocar a equipa numa espiral negativa com sérias consequências para o muito que ainda falta jogar. Uma eventual qualificação, por outro lado, pode ajudar a solidificar o Benfica enquanto conjunto, elevando o moral do plantel, mantendo toda a estrutura do clube motivada para atingir os seus propósitos principais. Uma pequena nota final para os adeptos: Deixem os assobios durante o jogo em casa, para isso melhor não ver o jogo, tenho dito! Façam a vossa parte, apoiem seja qual for o resultado.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um resultado que não deixa de ser positivo

2-2, foi o resultado que o Benfica arrancou na Holanda, frente a um adversário que colocou grandes problemas ao Benfica. Jorge Jesus emendou a mão e apresentou um esquema de 4-2-3-1 com Cardozo na frente de ataque, com vista a ter um meio campo mais reforçado. Mas o início de jogo foi problemático já que sofremos o primeiro golo, bem cedo no jogo e temia-se que a equipa se desergonizasse, o que não aconteceu. O Benfica soube manter a calma nesse período e soube reagir com carácter, dando a volta jogo com um grande golo de Cardozo e com Nolito a culminar uma bela jogada do ataque encarnado. Pensava-se então que o Benfica poderia ter o jogo controlado e até ao fim da primeira parte as coisas foram acontecendo, mais ou menos ao ritmo que o Benfica queria, apesar dos holandeses nunca desistirem realmente de atacar.

Veio o segundo tempo e aquilo que vimos foi um Benfica nervoso, bastante pressionado pelo Twente, que criou inúmeras chances de golo, vários lances de perigo, sobressaíndo um gigante Artur, a quem podemos agradecer pelo empate. Não fosse ele e teríamos saído da Holanda com um resultado negativo, foi fundamental a frieza entre os postes de Artur. Mas quando o guarda redes é o destaque, algo vai mal no resto da equipa. O Benfica desceu de produção nesta segunda parte, voltou a demonstrar, tal como em Barcelos, grandes dificuldades em controlar o jogo, mas o mérito tem que ser dado ao Twente que meteu dois jogadores que deram bastantes dores de cabeça aos nossos defesas. Ola John que veio dinamizar o flanco esquerdo e o ponta de lança austríaco Janko, os dois deram novo gás ao ataque holandês e após o 2-2, golo que devia ter sido anulado por falta sobre Emerson, adivinhava-se uns 10 minutos finais frenéticos.

Soubemos segurar o resultado e o saldo final tem que ser considerado positivo, um empate com golos neste tipo de eliminatórias é sempre bom. Mas há que ter a consciência que nada está ganho, que o Twente tem muito valor e que se tivesse ganho ao Benfica, teria que se aceitar esse resultado, dado o futebol que apresentaram no segundo tempo. O Benfica é melhor que o Twente não tenho dúvidas, temos um jogo em nossa casa para carimbar a passagem para a fase seguinte, mas nunca subestimando o valor deste nosso adversário.

Algumas notas finais. Óscar Cardozo. Quem disse que ele não podia render num 4-2-3-1? Eis a resposta. O paraguaio é um jogador fundamental para o Benfica, independentemente do sistema de jogo e ele também decide jogos, como se viu no golo que marcou. Witsel e Nolito deram novamente boas indicações, um pelo pulmão incansável no meio campo, outro por ter marcado novamente, 4 golos em 4 jogos. Mas o grande destaque deste jogo vai mesmo para Artur Moraes. Fantástica exibição do brasileiro, evitando vários golos feitos, dando segurança à equipa, demonstrado o seu valor. Há muito tempo que não via uma exibição assim de um nosso keeper.

Que sistema utilizar na Holanda?

Voltamos à velha questão, lembro-me que na temporada passada e após alguns jogos de pré-época onde o 4-3-3 tinha sido testado com sucesso, que discutia-se se não seria essa a táctica mais adequada para a equipa que o Benfica tinha na altura. Este ano, o mesmo acontece, só que desta vez, não se trata bem de um 4-3-3, mas de uma variação do mesmo, o 4-2-3-1. Num jogo fora de casa convém ao Benfica equilibrar a equipa no meio campo, jogando no erro do adversário em contra-ataque e neste sentido o 4-2-3-1, seria a opção mais correcta. Será que esta táctica com o tempo vai cair em desuso como aconteceu na temporada transacta com o 4-3-3? Só se Jesus for muito inocente... e voltar a cometer os mesmos erros.

Mas atenção... o 4-1-3-2 em jogos deste tipo, pode funcionar, mas nunca com dois alas abertos nas alas, vamos supor Nolito e Gaitán, apenas com Javi Garcia para segurar o meio campo nos momentos defensivos, dando um trabalho extra a Aimar, ou quem jogar no seu lugar nos momentos defensivos. Já todos percebemos que esta táctica dessa forma não resulta, não é preciso lembrar os jogos com o Shalke e Lyon fora a contar para a liga dos campeões na edição anterior desta competição. Como comecei por dizer não seria esta a táctica que utilizaria, mas a ter que ser, que seja desta forma:

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Reparem que coloquei Witsel como interior direito, justamente para garantir a tal segurança defensiva no meio campo, muitas vezes inclusive, jogando em cunha com o espanhol quando perdemos a posse de bola e nos momentos com bola libertando Nolito, Aimar e Saviola, para servirem Cardozo. Coloquei Nolito no lugar de Gaitán, mas se colocasse o argentino o raciocínio seria exactamente o mesmo. Mas quem tem coragem neste momento de mandar Nolito para o banco? É provavelmente o jogador em melhor forma. No caso de indisponibilidade de Aimar, avançaria Bruno César ou Gaitán para o seu lugar, sendo que eu optaria pelo jogador brasileiro.

Dito isto, o 4-2-3-1, parece-me o sistema ideal para anular os pontos fortes do Twente, ainda para mais tendo nós jogadores rápidos e moveis, capazes de confundir as defesas contrárias com as suas movimentações, devidamente sustentados por um meio campo mais coeso e reforçado. E não teria qualquer problema em utilizar Óscar Cardozo como a referência atacante, pelo contrário:

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Alguns de vocês poderão estar a perguntar-se, mas porque raio tirou ele Saviola, estando esta até a jogar bem? É uma opção. Acho que esta partida perde Cardozo como referência de área, mas se a decisão passasse por jogar com o Conejo, compreenderia perfeitamente. A dúvida se Aimar joga ou não? Bem, como já referi, metia Bruno César. Mas estou com um feeling de que o sistema que vai ser utilizado por Jesus será mesmo o seu sistema predilecto. Desde que o Benfica ganhe... Não podem existir desculpas.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Twente está ao alcance do Benfica

Não era o adversário que eu mais desejasse para a próxima pré-eliminatória de acesso à champions, preferia muito mais o Odense por exemplo. De qualquer forma, o Twente, apesar de ser uma boa equipa e com alguns jogadores de qualidade, será um adversário difícil mas acessível ao Benfica. Por ser uma equipa holandesa é de esperar um estilo de futebol por parte deles mais ofensivo, não vamos ver certamente, seja na Holanda, seja na Luz, uma equipa na retranca, que jogue quase exclusivamente no erro do adversário. Isso poderá ser uma vantagem para o Benfica, pois teremos mais espaços, em princípio para explorar. Todo o cuidado será pouco obviamente, mas o obrigação é chegar à fase de grupos.