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domingo, 13 de janeiro de 2013

Oh Jorge, os Benfiquistas não comem gelados com a testa, ouviste?

Mais um clássico, mais uma não-vitória frente ao FC Porto. Um apanágio do Benfica nos últimos 20 anos, que conheceu um novo significado com a chegada de Jorge Jesus, ou não fosse este o treinador com os melhores plantéis à sua disposição nestas últimas duas décadas.

Começando pelo princípio: o onze titular era o esperado (e era o melhor, quanto a mim, para a táctica predilecta de JJ), mas do outro lado estava um 4-3-3 do mais consistente que há (infelizmente) na Europa. Só um louco não pode reconhecer qualidade naquele trio do meio-campo portista. Contudo, o 4-4-2 de Jorge Jesus, devoto ao futebol de ataque, não conseguiu criar vantagem numérica no ataque... Nem na defesa. Incrível a quantidade de vezes que os jogadores do FC Porto apareciam no último terço do campo em vantagem numérica. Incrível também O que é que se anda a treinar durante a semana?

Mais: inacreditável a quantidade de vezes que sofremos golos de bola parada do FC Porto e ainda mais inacreditável a inabilidade de criarmos perigo quando beneficiamos de cantos ou livres perto da área adversária.

Apontamos a reter:

Minuto 58 - o momento em que Jorge Jesus abdica de vencer o encontro. Se com Enzo o meio-campo já não era nosso, com a sua saída e posterior entrada de Carlos Martins conseguiu acabar com quaisquer probabilidades de vencermos o encontro. Depois desde fatídico minuto, ainda entrou Aimar que não veio trazer nada à equipa, para além de uma primorosa assistência para Cardozo desperdiçar.

Artur - Uma coisa é frangar num remate traiçoeiro, em que a bola passa por baixo do nosso corpo ou não a conseguimos agarrar bem. São azares do momento. Outra coisa, perfeitamente imbecil, é ter a bola no pé, controlada e fazer merda duas vezes em dois segundos, dando um golo de bandeja ao adversário! Mas que é esta merda? Foda-se. Por mim ficava no banco no próximo jogo. Isto não é para dormir à sombra da bananeira.

Melgarejo - Esforçado, mas continua a ser insuficiente. Por um lado aprendeu a defender bem; por outro, desaprendeu a atacar. Para um jogador que era extremo/avançado, é inaceitável tanta inoperância na manobra ofensiva da equipa.

Salvio - Horrível. Lamentável, aliás. Está a passar por um grave processo de Capelização, há várias semanas. Está na hora de inverter este cenário.

Enzo - Grande jogo. Juntamente com Matic foi conseguindo disfarçar a vantagem que o Porto sempre teve a meio campo. Levou amarelo e JJ substituiu-o por Carlos Martins. O Benfica nunca mais endireitou. A não convocatória de André Gomes foi mais que um erro, foi negligência (a não ser que esteja lesionado, mas o Benfica não publicou nada no boletim clínico). Quando, por força das circunstâncias, foi preciso tirar o Enzo, meteu-se... Carlos Martins. Diferença? Não cobre nem um terço da área que Enzo e o André conseguem cobrir.

Matic -  Fantástico. Não só pelo soberbo golo, mas pela entrega, pela atitude, pela frieza... Pela capacidade de jogar à Benfica.

Arbitragem - Não vou comentar a arbitragem, apesar de ter perdoado a expulsão a Moutinho e a Matic. Maxi também se pôs a jeito.

Estádio da Luz - Talismã... Para o FC Porto. Com um estádio onde conseguem controlar jogo após jogo, marcando sempre golos, para que precisam do Dragão? Enquanto benfiquista, sinto-me humilhado por ver o  Benfica a ser constantemente subjugado a este FC Porto.

É certo que isto são palavras escritas muito a quente, com o amargo do empate, mas não significa que não se tenha o discernimento para ver a maior parte das coisas bem. E, como disse Vitor Pereira no final do jogo, «vi um Porto personalizado e o Benfica, o grande Benfica, a bater bolas para a frente».

Por outro lado, as palavras de Jorge Jesus mostram bem de que fibra é feito este homem: «o empate não beneficia nenhuma das equipas». A cagança de um senhor que não faz a menor ideia do que é uma postura à Benfica.

Por isso te digo, Jorge, que nós, benfiquistas, não andamos a comer gelados com a testa. Não somos uns dementes que acreditam nas tuas balelas de que nada se decidiu neste jogo, de que ninguém fica satisfeito, de que só por azar não ganhámos, e mais não sei quê e tal que desculpe a tua incompetência gritante. Hoje era o dia para começar a carburar fundo rumo ao título. Hoje era o dia em que enfrentámos um Porto sem o seu melhor jogador e sem o seu melhor defesa. Hoje era o dia em que nada tínhamos a temer. Hoje foi apenas o dia em que, sem espanto, borraste novamente a cueca.

E, como já referi, não andamos todos a comer gelados com a testa, e sabemos perfeitamente do que a casa gasta, já sabemos de como irá ser daqui para a frente. Esperem só até o Porto ganhar o seu jogo em falta para o campeonato e vamos ver como corre o resto da época.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Soluções para o meio-campo

Axel Witsel já foi e é tempo de encontrar soluções dentro do próprio Benfica. O mercado está fechado até Janeiro e só podemos contar com os jogadores que temos actualmente. Mas não me peçam para embarcar no velho cliché de "só faz falta quem cá está". Uma frase feita que pouco ou nada diz, na realidade. Quando o Benfica precisar de equilibrar o jogo, de ter bola, de ocupar bem o espaço defensivamente, ainda nos vamos lembrar da falta de Witsel fazia. E quem diz Witsel diz Javi.

Dentro dos quadros do Benfica, os únicos jogadores que, além de Matic, me parecem ter condições para assumir as vagas deixadas em aberto pelo espanhol e pelo belga são, respectivamente, Airton e Amorim. Ainda que salvaguardadas as devidas diferenças de qualidade existentes entre os dois que saíram e os dois que estão fora, Airton e Amorim seriam, caso estivessem no plantel do Benfica, os dois titulares do meio-campo. Mas não estão. O primeiro porque, supostamente, fazia parte do gangue do chopinho, grupo formado por alguns brasileiros do Benfica (Airton, Sidnei, Menezes, Weldon e Kardec) que gostavam da bebida, e o segundo porque perdeu a paciência com Jorge Jesus, um estado que quase todos os benfiquistas já alcançaram também.

Por isso, e olhando para o plantel principal (e para o "B"), quem pode assumir a titularidade? Matic é um jogador de características completamente diferentes das de Javi e Witsel, mas que pode e deve ser titular. Tem presença física e um toque de bola bem interessante, ficando a perder do ponto de vista táctico quando comparado com os dois que saíram. Ofensivamente, a entrada de Matic para o onze não deverá constituir um problema para Jorge Jesus, mas já no aspecto defensivo, temo que não se possa dizer o mesmo, até porque o sérvio não é nem nunca foi médio defensivo. Quem não tem cão caça com gato, assim será. Para fazer companhia a Matic, que soluções pode Jesus encontrar na equipa principal? A meu ver, há dois, apenas dois. Carlos Martins, por um lado, pode dar algumas soluções interessantes ao meio-campo do ponto de vista ofensivo, como a meia-distância. Enzo Pérez, por outro, pode desempenhar um lugar que não lhe será assim tão estranho visto ter actuado numa posição semelhante nos Estudiantes. Mas nenhum dos dois confere a segurança e a qualidade de Witsel.

E na equipa B? Jesus referiu André Gomes como uma solução possível para o lugar mais recuado do meio-campo, o que me leva a crer que o treinador do Benfica ainda não assistiu a um único encontro dos B's. Miguel Rosa, para a posição de Witsel, apesar de também pisar terrenos mais avançados, e Leandro Pimenta, para o lugar de Javi, jogador acostumado a um futebol muito diferente do do espanhol mas ainda assim capaz de se tornar num jogador referência na Luz, são as duas melhores soluções que encontro na equipa treinada por Norton de Matos.

Há soluções para render Witsel? Sim, há. Mas nenhuma tem a qualidade do belga, nem sequer lhe chegam aos calcanhares. Até Janeiro será com isto com que o Benfica vai ter de viver dia-a-dia. Com a reabertura do mercado, parece óbvio que se torna prioritário contratar um médio centro de qualidade indiscutível. Mas também já era óbvio que o Benfica precisava de um lateral esquerdo no verão. Como se vê, no nosso clube, o óbvio é um lugar estranho.

domingo, 29 de julho de 2012

Sobre Enzo Pérez

Há tanto futebol nos seus pés. Nada que não soubéssemos, uma vez que aqui, tanto eu como o Far(away), sempre defendemos a sua contratação, inclusão e continuidade apesar dos disparates que disse e fez na época transacta. Isto para dizer que, em condições normais, e mesmo com a vinda de Salvio, Enzo Pérez tem qualidade para ser titular no Benfica. Joga simples, é muito inteligente com a bola nos pés, privilegia o colectivo em detrimento do individual, garante golos e é tacticamente disciplinado. Os lances que melhor definem Enzo Pérez são dois durante o jogo com o Real Madrid: primeiro ao desmarcar simples Witsel, de primeira, na jogada do golo de Carlos Martins; depois ao ficar na cara do guarda-redes e a picar a bola sobre Adán quando se preparava para fazer a mancha.

Tenha Enzo a vontade e Jesus a inteligência necessárias e o camisola 35 vai dar muitas alegrias aos benfiquistas. Esta equipa precisa de um médio ala que saiba ser extremo e que saiba dar equilíbrio nos momentos defensivos. Precisa de alguém que marque golos e que os dê a marcar. Tudo isso é Enzo Pérez. Jogador de categoria e com capacidade para ser titular.

sábado, 2 de junho de 2012

Preparar 2012/2013 - Médios direitos (contratações)

Enzo Pérez - A atitude que teve para com o clube foi de uma enorme falta de profissionalismo, mas há uma boa forma de se redimir: mostrando a sua qualidade. Enzo Pérez é um bom jogador, já com idade para e afirmar na Europa e que, estou convencido, se lhe derem oportunidades (e se ele as aproveitar, já agora), triunfará na Luz. É um jogador tecnicamente forte, extremamente inteligente e que privilegia o colectivo em vez da vertente individual. É um jogador muito interessante que acrescenta profundidade ao flanco e que baixa bem para defender. Que regresse com a cabeça limpa e será uma enorme ajuda.

Urreta - Começou a pré-época em grande forma, mas foi incompreensivelmente colocado de parte. Estava a demonstrar bons pormenores, uma evolução claríssima, velocidade, acutilância, tudo, mas não serviu aos olhos do mister Jesus. É um jogador que tem qualidade para pertencer ao plantel, a menos que haja alguma contratação que faça com que seja forçosamente "empurrado" para um empréstimo.

Salvio - o preferido de todos. Salvio deixou muitas saudades na Luz pela sua entrega e pelo seu talento. Não sendo um fantasista, um clássico mago da bola vindo da Argentina, é um extremo com muita acutilância e objectividade, conferindo profundidade e garra ao flanco, sendo igualmente garantia de golos. Traz-nos boas memórias, golos importantes, muita determinação e vontade, um exemplo de atitude e qualidade. Só recentemente fez 22 anos e quererá, certamente, mais minutos de jogo que aqueles a que teve direito esta época no Atlético. O Benfica deveria estar de braços abertos para recebê-lo.

André Martins - não é médio-direito, mas poderia desempenhar, num estilo completamente diferente, o papel de Witsel no meio-campo. André Martins faz-me lembrar João Moutinho no início de carreira. Parece um médio inconsequente, frágil, sem grandes características, mas lê o jogo como poucos. Sabe ter a bola, palmilha o relvado como um veterano, consegue liderar o sector central de uma equipa. É um grande jogador. E vai ser ainda melhor daqui a uns anos. Pertence ao Sporting? Tudo bem, paguem. Vai valer muito, mas mesmo muito mais daqui a um par de anos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Deitar ao lixo tudo o que de bom foi feito


Qualquer dirigente pode acertar ou errar nas contratações. Há sempre um risco quando se paga um determinado valor, às vezes avultado, pela aquisição de um atleta no qual se depositam muitas esperanças. Não que os jogadores sejam como melões, uma vez que é preciso avaliar a qualidade antes da contratação, mas há sempre um risco. "Perdôo" perfeitamente por isso que se tenham gasto 5,5 milhões de euros em Enzo Pérez.

Mas há uma coisa que não admito, suporto ou tolero. Que me mintam. Especialmente quando o fazem descaradamente e com a intenção de me fazerem passar por parvo. E é isso que o artista que se senta na cadeira da presidência do Benfica tem feito e, surpresa surpresa, voltou a fazer. Odeio os contorcionismos, as aldrabices, as mentiras, as vergonhas e os atestados de estupidez que Vieira faz e passa aos benfiquistas. É certo que há quem goste disto, mas não é vida para mim.

Tudo isto por causa do caso Enzo Pérez. Admiti, sem problemas nenhuns, que o assunto estava a ser bem gerido uma vez que Vieira se mostrou inflexível para com a atitude anti-profissional do atleta em causa. A sua reintegração era prioritária não só do ponto de vista da qualidade do atleta, que a tem, mas para mostrar que quem manda no clube é o presidente e não os jogadores, especialmente um mimado que acaba de chegar. Mas Vieira é Vieira e já sabemos que tudo o que de bom constrói acaba por, mais cedo ou mais tarde, destruir.

Odeio que me façam passar por parvo. Odeio que a propaganda deste líder faça com que o atleta venha chorar lágrimas de crocodilo para a TV do clube, pedindo desculpas, afirmando que foi enganado pelo empresário. Pior que isso só ouvir o presidente dizer na Grande Entrevista que o caso estava encerrado e que Enzo estava na Argentina apenas e só para visitar a mãe, doente. Hoje, Enzo Férias está de volta, por empréstimo, ao Estudiantes, a beber mate com o seu amigo empresário que há poucos dias, nas palavras do ex-camisola 35, o tinha enganado. Todo um caso que tinha sido exemplarmente gerido foi deitado às urtigas. Bravo. E faz os adeptos passarem por parvos. Felizmente está tudo bem, até porque há muito otário que gosta de se passear com um par de cornos na rua.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Um já está, falta o outro

É exactamente isto que o Benfica precisa: união. O grupo de trabalho não pode desmembrar-se tão facilmente como aconteceu neste mês de Dezembro. Enzo Pérez foi "posto no sítio", segundo A Bola e reintegrado no plantel já hoje. A partir de agora, na fase final da recuperação da lesão, Enzo trabalhará com os seus colegas e só tem de dar o seu melhor. Se tiver uma postura e atitude dignas nos treinos, deverá ser chamado rapidamente para as próximas convocatórias uma vez que a sua qualidade assim o justifica, não devendo o treinador mostrar qualquer sinal de marginalização para com o argentino. Resta por isso acreditar que os jogadores com mais anos de balneário consigam integrar o companheiro, pois todos temos a ganhar em que se sinta bem no Benfica.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Should I stay or should I go?

Já vamos a meio de Janeiro e o mercado está muito parado para os lados da Luz. Ainda bem, digo eu. Se há coisa a que o mercado de Janeiro nos tem habituado é ver péssimos negócios, entre contratações fúteis e vendas disparatadas, por parte do Benfica. No entanto sabemos que, muito provavelmente, vai haver mexidas. Dos jogadores que poderão sair, eis a minha opinião sobre cada um deles e sobre devem ou não sair.

Eduardo: o namoro de Jesus por Eduardo já é antigo. Ainda antes de Roberto chegar ao Benfica, já Jesus queria o guardião do Braga, à altura, no Benfica. Chegou à Luz para representar o seu clube do coração mas na baliza já morava Artur, que tinha impressionado tudo e todos com exibições seguras e de grande qualidade. É actualmente o guarda-redes da Taça da Liga e já expressou o seu desejo em sair para jogar regularmente. Deve o Benfica satisfazer o seu desejo? Não. É um bom guarda-redes e é importante não esquecer que se Artur vir um amarelo na Champions, fica de fora do jogo seguinte. Mais vale prevenir até porque será difícil remediar.
Veredicto: Ficar.

Miguel Vítor: tem jogado menos do que aquilo que se esperava. Actualmente é, aos olhos de Jesus, o quarto central do plantel, mas a primeira hipótese para substituir Maxi quando o uruguaio não pode jogar (visto que Amorim, para já, não conta). Mesmo sabendo do interesse de alguns clubes, uma equipa deve ter sempre quatro centrais com qualidade para substituir um habitual titular com um nível minimamente aceitável. Não podemos abdicar de Miguel Vítor.
Veredicto: Ficar.

Capdevila: O seu valor intrínseco é inquestionável, pelo menos para quem o viu jogar e sabe o que vale. Quem o conhece sabe do seu valor, quem não conhece é melhor não tecer muitos comentários pois arrisca-se a fazer figura de urso ao dizer que é pior que Emerson uma vez que o treinador é que sabe, argumento que legitima todas as decisões de todos os treinadores (incluíndo colocar Beto a titular quando havia Karagounis, lembram-se?). É incomparavelmente melhor que Emerson, devia ser titular de imediato.
Veredicto: Ficar.

Luís Martins: é, no entender de Jesus, o segundo lateral esquerdo do plantel. Está longe de ser melhor que os outros dois colegas de posição e a sua escolha para figurar no banco de suplentes é, a meu ver, uma forma clara de Jesus explicar a Capdevila que "não te posso vêr à frente nem pintado e por isso até convoco este miúdo". Não tem qualidade para ser titular nem suplente neste momento.
Veredicto: Emprestar.

André Almeida: não lhe vejo grande futuro, sinceramente. Do que tinha visto dele ainda no Belenenses e na pré-época no Benfica, parece-me curto tanto a jogar sobre o meio-campo como na lateral direita. Mal estará o Benfica se tiver de recorrer a André Almeida. Actualmente não tem qualidade para estar no plantel e acredito que dificilmente algum dia terá.
Veredicto: Emprestar.

Rúben Amorim: já dei a minha opinião sobre este caso. Amorim tem qualidade mais que suficiente para ser mais utilizado. Não pode, no entanto, ter a atitude que teve mesmo tendo razão (que a tem). Assim não pode ser. Deve ser multado e reintegrado rapidamente. A época ainda vai a meio e vamos seguramente precisar dele. E provavelmente, ele precisa mais de nós do que pensa.
Veredicto: Ficar.

Enzo Pérez: o mesmo se aplica a Enzo Pérez, com a diferença que a atitude do argentino é ainda mais incompreensível. Do Benfica não tem nenhuma razão de queixa, a sua atitude foi lamentável. Deve levar uma multa exemplar, pedir desculpas ao grupo e ser reintegrado o mais depressa possível. Tem qualidade a rodos, é um desperdício não a aproveitarmos.
Veredicto: Ficar.

David Simão: tem muita qualidade e não tem oportunidades. Mesmo sabendo da qualidade das opções de Jesus, David Simão merecia muitos mais minutos que aqueles que tem. Não o digo por ser da formação nem por ser português, mas por ser objectivamente bom. Tem de sair para rodar e voltar ainda melhor.
Veredicto: Emprestar.

Rúben Pinto: Não me lembro de o ver no banco de suplentes uma vez que fosse sequer. No entanto, do que me recordo nas camadas jovens, é um jogador muito interessante e que apresentava um futebol evoluído para a sua idade. Por mim, emprestava-se a uma equipa da Orangina.
Veredicto: Emprestar.

Nélson Oliveira: Nélson já começa a ser uma opção no banco de suplentes e tem entrado pontualmente em campo. Mesmo sem ter muitos minutos na Liga, vai demonstrando o seu valor sempre que chamado. Se por um lado o seu empréstimo seria benéfico para o crescimento do atleta, o Benfica não pode abdicar deste avançado sob pena de ficar sem muitas opções para a frente de ataque. É a chamada faca de dois gumes.
Veredicto: Ficar.

Rodrigo Mora: Pouco ou nada mostrou até aqui. Conheço pouco de Mora e o que mostrou até aqui não me entusiasmou. A verdade é que, olhando a longo prazo, não vejo hipótese nenhuma de vir a ser importante no Benfica. Cardozo está cá e está para durar, felizmente. Rodrigo e Nélson idem, espero. Não terá muitas oportunidades.
Veredicto: Vender.

Javier Saviola: O Saviola de 2010 já não volta, desenganem-se. Perdeu explosão, perdeu velocidade, perdeu força. Mantém o faro de golo e um grande conhecimento do jogo, mas é-lhe cada vez mais difícil executar tecnicamente bem os lances. Tenho alguma dificuldade em compreender o motivo que levou a que se renovasse contrato, a não ser que seja um aliciante para Aimar ficar. No final da época logo se vê o que se faz a este jogador. Por agora...
Veredicto: Ficar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Força senhor presidente!

Depois da autêntica borrada que foi o mercado de transferências de 2010/2011, Vieira emendou a mão e trabalhou muito bem nesta pré-época. Dotou o Benfica daquele que é, a meu ver, o melhor e mais completo plantel do clube desde 1993/94. É certo que teve um grande azar (a lesão de Enzo Pérez) e uma situação completamente inesperada (o caso Capdevila), mas não é culpa sua. No entanto, há uma (duas!) situações por resolver e que devem ser tratadas assim que possível.

Falo dos casos de Enzo Pérez e Rúben Amorim. Os jogadores não estiveram bem: o argentino porque não tem uma razão de queixa que se saiba do clube e traiu-nos depois de tanto tempo a ser bem tratado; o português porque desrespeitou o treinador, ainda por cima em frente dos colegas. E no meio disto tudo quem acaba por sair bem deste quadro é mesmo Vieira, uma vez que tem mantido o silêncio e os casos deixaram de ser falados na comunicação social. No entanto, não é por não se falar nos casos que eles estão resolvidos. Não estão.

É agora que Vieira deve intervir (se é que ainda não interveio). E o que deve fazer? Face à qualidade dos jogadores, deve fazer os possíveis por reintegrá-los na equipa. Sendo os casos tão diferentes, a abordagem em cada um deverá ser distinta. Quanto a Enzo Pérez, Vieira terá de mostrar quem manda. O atleta tem cinco anos de contrato e ou fica a cumpri-los com a equipa principal após multa ou fica a correr no Seixal, sozinho, até 2017. Enzo não terá opções. Vai ter de escolher aquela que é a melhor solução para si e para o clube. Já com Amorim as coisas não se encontram no mesmo plano. É explicar-lhe que percebe que queira jogar mais minutos e que provavelmente terá essa oportunidade brevemente (e terá, o calendário vai começar a apertar), mas que não pode deixar-se dominar pelas emoções. Paga a multa, pede desculpas ao treinador e ao grupo e volta a jogar de águia ao peito. Jesus deve ser igualmente sensibilizado pelo presidente, não no sentido de dar minutos (as opções são da inteira responsabilidade de Jesus), mas sim de não retaliar contra os infractores. Estas são questões de tacto. Vieira precisa de saber lidar com elas. E acredito que conseguirá dar conta do recado.

A época é longa, precisamos de soluções de qualidade, vai haver tempo para todos jogarem. Tem de haver uma reconciliação para que os objectivos sejam alcançados. De outra forma, tudo será muito mais difícil.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Não duvidem de Enzo Pérez....

Tem estado lesionado, infelizmente. Daria muito jeito ao Benfica nesta fase em que os alas, passam por um momento menos bom em termos exibicionais, mas há quem comece a duvidar da qualidade de Enzo, sobretudo aqueles que nunca o viram jogar. Não temam... se ele recuperar bem desta lesão que o afecta, Enzo será uma das pedras basilares deste Benfica e um dos reforços de inverno. É um jogador muito ao estilo de Vítor Paneira, capaz de procurar zonas interiores mas também de ir à linha de fundo e "sacar" bons cruzamentos. nesse aspecto, oferece à equipa coisas que mais ninguém o consegue fazer neste plantel. Se repararem, quer Gaitán, quer Nolito, quer Bruno César, procuram sempre o centro do terreno, afunilando por vezes o jogo, é raro irem à linha de fundo, abrindo dessa forma o jogo da equipa. Enzo é capaz disso, não duvidem do seu potencial, esperem para ver a sua valia que não sairão frustrados. Para já que recupere tranquilamente da sua lesão.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

É preciso dar tempo a Enzo Pérez

Tenho lido com alguma curiosidade o que se tem dito a propósito de Enzo Pérez na blogosfera benfiquista. Fico admirado como o argentino já foi rotulado de flop ou de contratação desnecessária, isto porque nos poucos jogos realizados até agora, não foi capaz de demonstrar o seu potencial. A verdade no entanto, é que estamos perante um grande jogador, que tudo o que precisa é de tempo para mostrar o porquê da aposta do Benfica no seu concurso. Felizmente que não precisamos de apostar nele à força, Jesus tem sabido enquadrá-lo na equipa aos poucos, dando-lhe a possibilidade de se ambientar à equipa da forma correcta, sem pressas ou juízos de valor precipitados. Aliás devia ser sempre assim a integração de quem chega ao clube, conhecendo primeiro a forma como a equipa joga, mas para isso é importante ter uma filosofia de clube própria, o que ainda falta ao Benfica. No caso de Enzo Pérez porém, as coisas estão a ser bem feitas, o seu processo de integração está a ser bem gerido.

Não tenham duvidas, estamos perante um jogador de qualidade e nem sempre a máxima do "quem é realmente bom, começa a render de pronto sem grandes períodos de adaptações" é correcta na sua génese. O futebol é um desporto universal, mas cada região, cada continente, cada país, tem especificidades e particularidades próprias e nem todos os jogadores têm igual capacidade para assimiliar rapidamente tudo isso. Num clube como o Benfica a pressão é enorme e exigem-se resultados imediatos, mas não podemos cair no erro de criar um rótulo negativo num jogador, apenas porque ele não rendeu no curto prazo o que dele se esperava. Ainda para mais quando falamos de um internacional argentino e aquele que foi nos últimos anos, sempre um dos destaques do campeonato do seu país. Enzo vai vingar, confiem no seu potencial, esperem para ver com serenidade.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Começa a era Enzo Pérez

É com enorme expectativa que vejo começar a era Enzo Pérez na Luz. Ultrapassadas as questões burocráticas que impediram o acordo total mais cedo, Enzo será rapidamente integrado no estágio que o Benfica está a realizar na Suíça, e será peça fundamental no esquema de Jorge Jesus. O Benfica assegura não só um dos melhores jogadores argentinos da actualidade (não estou a exagerar), como também reforça de forma cirúrgica uma posição deficitária do plantel. As coisas começam a compor-se (Garay está também a caminho da Luz) para que a nova época possa ser encarada com mais optimismo.

Para rever o "Olho na Águia" de Enzo, acedam aqui.

Para rever o vídeo com algumas das suas melhores jogadas, ter um pequeno vislumbre do que poderão ver brevemente, acedam aqui.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Enquanto esperamos, observemos o que vale Enzo

Enzo Pérez está prestes a ser reforço do Benfica. Nunca fiando, só mesmo quando for oficial a sua contratação fico completamente descansado, por isso a expectativa por enquanto está em lume brando. Seria um reforço chave e se a transferência confirmar-se, será obviamente objecto de análise do "Olho na Águia".

Para aqueles que não conhecem ao pormenor as qualidades de Enzo, aqui fica um pequeno vídeo para vos aguçar o apetite: