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sábado, 3 de março de 2012

Os treinadores passam, a Corrupção fica

Percebo a indignação para com Jorge Jesus. Cometeu alguns erros no jogo de ontem, o mais escandaloso de todos terá sido, a meu ver, a não colocação de Matic a defesa esquerdo aquando da expulsão de Emerson. Preferiu deixar Gaitán, frágil no plano defensivo e já sem velocidade, na zona de acção de Hulk. E graças a uma tentativa de sair a jogar com bola na posição de defesa esquerdo, sem cobertura defensiva, perdeu a bola e fez a falta que originou o terceiro golo portista. Não podemos branquear os erros por nós cometidos. Da mesma forma que não devemos deixar passar outros erros que nos são alheios e que muito nos lesam.

Só em Portugal é que uma equipa como este Porto pode ser campeã. O que jogou o Porto ontem? O Porto são cinco jogadores, ponto final. Hulk, em quem colocam a bola quando há dificuldades, Lucho, o cérebro e organizador que mesmo sem conseguir meter a terceira velocidade transpira classe e trouxe uma enorme evolução ao meio-campo portista (só um burro não vê isso), Álvaro Pereira, de longe o melhor lateral da Liga, Moutinho, o jogador que Vieira recusou no Benfica e Hélton, melhor guarda-redes da Liga a par de Artur. Mas o que joga este Porto? Zero. É uma equipa com enormes fragilidades, sobretudo do ponto de vista defensivo e das bolas paradas. Não sei se repararam, mas na primeira parte o Benfica ganhou no meio-campo defensivo do Porto mais bolas de cabeça do que as que costuma ganhar num jogo inteiro contra um Setúbal. Rolando é um defesa ao nível de Paulo Madeira e Maicon não é melhor que o Sousa. A defesa do Porto é uma anedota e o seu treinador uma piada de mau gosto, um nabo perdedor que não conseguiu subir o Espinho quando tinha obrigação para tal e que perdeu a subida do seu Santa Clara à Primeira Liga de forma escandalosa em 2009, e também em 2010. Um perdedor. Vamos perder o campeonato para um perdedor.

O problema é que, em Portugal, os treinadores passam e a Corrupção fica. Muito bem, vamos despedir Jesus, contratamos um novo treinador e continuamos a perder. Basicamente é isto que vai acontecer. Já tivemos Koeman, Santos, Quique e Camacho nos últimos anos. Podem nem ser grandes treinadores, não são, mas não são piores que Jesualdo, Co Adriaanse ou Vítor Pereira. Nem os plantéis são assim tão desequilibrados, por vezes. Basta ver que, este ano, tendo melhor plantel e melhor treinador que o Porto, não vamos ser campeões.

Phil Jackson, mítico treinador dos Chicago Bulls e LA Lakers disse uma vez que "os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos". Em Portugal viu-se ontem perfeitamente que quem decide jogos e campeonatos não são ataques ou defesas. O Porto vai ser campeão com Maicon e Rolando a titulares e Pereira no banco. Por muito bons que sejam os nossos plantéis, por muito bons que sejam os nossos treinadores, quando o Porto precisar de um empurrãozinho, irá tê-lo. Os treinadores continuarão a passar pelo Benfica. Enquanto a Corrupção não acabar, não poderemos pensar na hegemonia nacional. E os campeonatos surgirão pontualmente, a cada cinco anos, sob a forma de milagre.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Escabroso, meus caros, escabroso

Vi o jogo do Porto, a espaços. Surpreendidas pela falta de qualidade da partida, pessoas à minha volta perguntaram-me se o Porto eram os de branco. Mal houve um fora-de-jogo escandalosamente mal assinalado, as dúvidas dissiparam-se. E a seguir outro fora-de-jogo mal tirado. E mais outro. Mas não vamos falar de arbitragens porque quem deveria fazer isso era a direcção do Benfica uma vez que ontem fomos efectivamente roubados e porque se deveria colocar pressão no adversário, visto que, esta sexta-feira, as camisolas do Benfica pesarão muito mais que as do Porto.

Este Porto não joga nada. Isto pode parecer frase de taberneiro, mas corresponde à verdade. Não há fio-de-jogo, não há plano de ataque, a defesa treme como varas verdes. Não é o Porto a que estamos acostumados. Ainda por cima é treinado por um indivíduo que transpira incompetência por todos os poros. Não duvidem que é muito mais fácil ser-se treinador da equipa liderada por Pinto da Costa que da equipa liderada por Vieira. E se Vítor Pereira não consegue fazer mais que isto, temos um caso de incompetência. É certo que já houve maus treinadores a serem campeões no Porto, mas nenhum tão mau quanto este. E não ganhar o campeonato com um dos melhores plantéis que me recordo de ver no Benfica... nem quero imaginar.

Perder este campeonato para este Porto, treinado por este indivíduo, a jogar este futebol, seria escabroso. Não me lixes, Benfica.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Que eficiência, senhor Pereira!

"Só é enganado quem quer." "Há evidências que demonstram que esse tipo de comentários é desfavorável para quem os produz".

Primeiro o aviso. Depois a ameaça. Vítor Pereira devia lembrar-se do cargo que ocupa em vez de fazer figura de dirigente do FC Porto a ameaçar quem não gosta das arbitragens. Uma coisa é dizer que não concorda com as declarações de Jesus, outra coisa é ameaçar o Benfica de que será prejudicado a breve trecho. Para já, com dois dias no ano civil de 2011, já deu para ver que as coisas continuam na mesma. Na Cedofeita, um penalty mal assinalado e um por assinalar sempre em benefício dos mesmos. Árbitro da partida? O mesmo do Guimarães x Benfica. Felizmente estava lá o QuimZé na baliza.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vítor Pereira descobriu a pólvora

Os Simpsons são amarelos, Obama é preto, bilhar é um desporto, a Espanha é um país, o ser humano tem dois rins, o oxigénio é um comburente, a população portuguesa envelhece progressivamente, os gatos são animais e o Benfica é sucessivamente prejudicado pelas arbitragens. O que há de surpreendente aqui?

Nada, rigorosamente nada. Vítor Pereira, enquanto presidente da APAF, decidiu falar sobre o último assunto do primeiro parágrafo. Até percebo que o faça dada a sua posição, mas a forma como o fez foi ridícula, parece que descobriu a pólvora, parece que acabou de descobrir que, afinal, o Benfica também é prejudicado. E "descobrir" até é um termo forte, pois a forma como o admitiu, com alguma relutância, faz-nos pensar sobre quão incompetentes serão os mais altos quadros do futebol português (quero acreditar que Vítor Pereira é incompetente e não corrupto, pois, como sabemos, os dirigentes mais importantes do futebol nacional ou são uma coisa ou outra, salvo raríssimas excepções, que não me lembro de nenhuma de momento, curiosamente).

O que mais me surpreende é a forma como Pereira profere as declarações. Parece que há medo em admitir o erro. Então no lance de Aimar é genial: "bom, parece que não, depois parece que sim, é difícil, o trabalho de árbitro é complicado, blá blá blá...", por aí adiante. Será assim tão difícil constatar o óbvio, que a grande penalidade é evidente para qualquer cego?! Mas ele é parvo ou quer fazer dos outros parvos?

E como é possível haver este laxismo, esta falta de cultura de exigência, o "está tudo bem, deixa andar", os elogios e tudo mais quando é por demais evidente óbvio que o que se está a passar dentro dos relvados é uma autêntica palhaçada?

quinta-feira, 19 de março de 2009

Lucílio, o Grande

Nos últimos sete jogos do Benfica que Lucílio Baptista apitou, nem uma única vitória os encarnados alcançaram! É ele também o árbitro que mais penaltis assinalou contra o Benfica, e que mais assinalou a favor do Sporting. A proporção é dramaticamente reveladora: 5 a favor e 6 contra as águias, 8-2 nos jogos dos leões (!?!) O número de expulsões é também espantoso: Lucílio expulsou 8 jogadores do Benfica e 5 adversários, enquanto que apenas mostrou três cartões vermelhos a sportinguistas, expulsando 10 (!!) jogadores de equipas adversárias.

LF, do Vedeta da Bola, em Abril de 2008

Lucílio Baptista é aquilo a que se pode chamar de "artista português". Quem não se lembra dos 50124584235 livres assinalados à entrada da área do Benfica no célebre Sporting 0-1 Benfica de 1999/2000? E dos dois penalties sucessivos sofridos por jogadores do Benfica no estádio do Bessa no ano passado que não foram assinalados? E o penalty sobre Romagnoli no Sporting - Marítimo do ano passado? E disto? E daquilo? E de... poderíamos estar aqui a noite toda.

Ainda julguei que Artur Soares Dias ou João Ferreira, actualmente os dois melhores árbitros em Portugal, pudessem ser nomeados, mas sendo Vítor Pereira emblema de ouro do Sporting, o que poderíamos esperar?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Oportunidade perdida

Ontem, na SIC, mais precisamente no programa Aqui e Agora, moderado por Rodrigo Guedes de Carvalho, esteve um painel de convidados bastante interessante: um ex-árbitro que é presidente do Conselho de Arbitragem, um ex-jogador que agora é dirigente, um jornalista, e um... ah... hmmm.... o que é que faz o Guilherme Aguiar? Ser comentador é alguma profissão? Adiante...

Sentados lado a lado, Rui Costa e Rui Santos foram as principais figuras do debate. Não só por defenderam melhor a tese que suporta as tecnologias, mas também por serem as figuras mais populares do programa. Só foi pena Rui Costa não ter mandado nenhuma indirecta a Rui Santos sobre o facto do jornalista ter menosprezado e acusado durante um ano e meio o melhor número 10 da história do futebol português como se fosse um Chano, um Sabry, ou um outro jogador qualquer. Tantas vezes o criticou que acabou por cair no ridículo.

Mas foi de facto penoso observar e tentar acompanhar a relutância de Guilherme Aguiar em aderir aos avanços da tecnologia. Realmente, estando ele na posição que ocupa, e defendendo quem defende, até consigo perceber porque se opõe. Não deve ser fácil conviver com a verdade.