Percebo a indignação para com Jorge Jesus. Cometeu alguns erros no jogo de ontem, o mais escandaloso de todos terá sido, a meu ver, a não colocação de Matic a defesa esquerdo aquando da expulsão de Emerson. Preferiu deixar Gaitán, frágil no plano defensivo e já sem velocidade, na zona de acção de Hulk. E graças a uma tentativa de sair a jogar com bola na posição de defesa esquerdo, sem cobertura defensiva, perdeu a bola e fez a falta que originou o terceiro golo portista. Não podemos branquear os erros por nós cometidos. Da mesma forma que não devemos deixar passar outros erros que nos são alheios e que muito nos lesam.
Só em Portugal é que uma equipa como este Porto pode ser campeã. O que jogou o Porto ontem? O Porto são cinco jogadores, ponto final. Hulk, em quem colocam a bola quando há dificuldades, Lucho, o cérebro e organizador que mesmo sem conseguir meter a terceira velocidade transpira classe e trouxe uma enorme evolução ao meio-campo portista (só um burro não vê isso), Álvaro Pereira, de longe o melhor lateral da Liga, Moutinho, o jogador que Vieira recusou no Benfica e Hélton, melhor guarda-redes da Liga a par de Artur. Mas o que joga este Porto? Zero. É uma equipa com enormes fragilidades, sobretudo do ponto de vista defensivo e das bolas paradas. Não sei se repararam, mas na primeira parte o Benfica ganhou no meio-campo defensivo do Porto mais bolas de cabeça do que as que costuma ganhar num jogo inteiro contra um Setúbal. Rolando é um defesa ao nível de Paulo Madeira e Maicon não é melhor que o Sousa. A defesa do Porto é uma anedota e o seu treinador uma piada de mau gosto, um nabo perdedor que não conseguiu subir o Espinho quando tinha obrigação para tal e que perdeu a subida do seu Santa Clara à Primeira Liga de forma escandalosa em 2009, e também em 2010. Um perdedor. Vamos perder o campeonato para um perdedor.
O problema é que, em Portugal, os treinadores passam e a Corrupção fica. Muito bem, vamos despedir Jesus, contratamos um novo treinador e continuamos a perder. Basicamente é isto que vai acontecer. Já tivemos Koeman, Santos, Quique e Camacho nos últimos anos. Podem nem ser grandes treinadores, não são, mas não são piores que Jesualdo, Co Adriaanse ou Vítor Pereira. Nem os plantéis são assim tão desequilibrados, por vezes. Basta ver que, este ano, tendo melhor plantel e melhor treinador que o Porto, não vamos ser campeões.
Phil Jackson, mítico treinador dos Chicago Bulls e LA Lakers disse uma vez que "os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos". Em Portugal viu-se ontem perfeitamente que quem decide jogos e campeonatos não são ataques ou defesas. O Porto vai ser campeão com Maicon e Rolando a titulares e Pereira no banco. Por muito bons que sejam os nossos plantéis, por muito bons que sejam os nossos treinadores, quando o Porto precisar de um empurrãozinho, irá tê-lo. Os treinadores continuarão a passar pelo Benfica. Enquanto a Corrupção não acabar, não poderemos pensar na hegemonia nacional. E os campeonatos surgirão pontualmente, a cada cinco anos, sob a forma de milagre.
Só em Portugal é que uma equipa como este Porto pode ser campeã. O que jogou o Porto ontem? O Porto são cinco jogadores, ponto final. Hulk, em quem colocam a bola quando há dificuldades, Lucho, o cérebro e organizador que mesmo sem conseguir meter a terceira velocidade transpira classe e trouxe uma enorme evolução ao meio-campo portista (só um burro não vê isso), Álvaro Pereira, de longe o melhor lateral da Liga, Moutinho, o jogador que Vieira recusou no Benfica e Hélton, melhor guarda-redes da Liga a par de Artur. Mas o que joga este Porto? Zero. É uma equipa com enormes fragilidades, sobretudo do ponto de vista defensivo e das bolas paradas. Não sei se repararam, mas na primeira parte o Benfica ganhou no meio-campo defensivo do Porto mais bolas de cabeça do que as que costuma ganhar num jogo inteiro contra um Setúbal. Rolando é um defesa ao nível de Paulo Madeira e Maicon não é melhor que o Sousa. A defesa do Porto é uma anedota e o seu treinador uma piada de mau gosto, um nabo perdedor que não conseguiu subir o Espinho quando tinha obrigação para tal e que perdeu a subida do seu Santa Clara à Primeira Liga de forma escandalosa em 2009, e também em 2010. Um perdedor. Vamos perder o campeonato para um perdedor.
O problema é que, em Portugal, os treinadores passam e a Corrupção fica. Muito bem, vamos despedir Jesus, contratamos um novo treinador e continuamos a perder. Basicamente é isto que vai acontecer. Já tivemos Koeman, Santos, Quique e Camacho nos últimos anos. Podem nem ser grandes treinadores, não são, mas não são piores que Jesualdo, Co Adriaanse ou Vítor Pereira. Nem os plantéis são assim tão desequilibrados, por vezes. Basta ver que, este ano, tendo melhor plantel e melhor treinador que o Porto, não vamos ser campeões.
Phil Jackson, mítico treinador dos Chicago Bulls e LA Lakers disse uma vez que "os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos". Em Portugal viu-se ontem perfeitamente que quem decide jogos e campeonatos não são ataques ou defesas. O Porto vai ser campeão com Maicon e Rolando a titulares e Pereira no banco. Por muito bons que sejam os nossos plantéis, por muito bons que sejam os nossos treinadores, quando o Porto precisar de um empurrãozinho, irá tê-lo. Os treinadores continuarão a passar pelo Benfica. Enquanto a Corrupção não acabar, não poderemos pensar na hegemonia nacional. E os campeonatos surgirão pontualmente, a cada cinco anos, sob a forma de milagre.









